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quinta-feira, 13 de março de 2025

Futuro e Tokenização

A adoção da tokenização impulsiona tanto fintechs quanto instituições financeiras tradicionais, tornando soluções de pagamento mais acessíveis e eficientes, cuja transformação digital da economia muda como as transações financeiras são realizadas em escala nacional e global, neste contexto, tokenização e tokens RWA, Real World Assets, surgem como protagonistas do futuro da segurança dos pagamentos oferecendo abordagem inovadora e eficiente no enfrentar desafios ao setor financeiro. O diretor geral do ThePayGroup avalia que “tokenização é processo de conversão de ativos em tokens digitais cada vez mais presente no mercado, ao digitalizar ativos e representá-los como tokens, simplifica conexões entre redes e parceiros acelerando e garantindo segurança das transações, não apenas eficiência, mas redução de custos nas movimentações internacionais proporcionando vantagens tanto à empresas quanto consumidores”. Acrescenta que, paralelamente, projetos privados de stablecoin, forma de moeda digital projetada com valor estável em relação a moeda fiduciária ou a índice de commodities, desempenham papel crucial para garantir estabilidade e segurança das transações internacionais e, atualmente, dados do DeFiLlama, mostram mais de US$ 146 bilhões tokenizados em stablecoins ao passo que a modalidade atende requisitos regulatórios como políticas de combate à lavagem de dinheiro e financiamento ao terrorismo decorrente natureza transparente e rastreável. Conclui que “a tokenização e stablecoins remodelam o cenário dos pagamentos aproveitando inovação e abrindo oportunidades à negócios globais em que organizações na vanguarda de soluções inovadoras marcam início de revolução financeira que está mudando a forma como negociações internacionais são realizadas”. Estudo do Atlantic Council mostra que 130 países, 98% da economia global, tokeniza suas moedas nacionais convertendo-as em CBDCs, caso do Brasil com Drex cujo objetivo é criar ambiente para expandir tokenização às empresas, fintechs e bancos e que a adoção destas tecnologias é impulsionada tanto pelas fintechs como por instituições financeiras tradicionais, tornando soluções de pagamentos internacionais mais acessíveis e eficientes permitindo empresas se beneficiarem de transações mais rápidas, seguras e baratas.

Neste ecossistema, blockchain aponta à criptografia, imutabilidade e descentralização em que segurança criptográfica e impossibilidade de modificar dados sem conhecimento de outros participantes, mostra blockchain definitivamente seguro, no entanto, não significa que não seja vulnerável a ataques cibernéticos e fraudes de segurança decorrente exploração de vulnerabilidades de segurança em que exemplos de ataques são notícia de tempos em tempos.  O roubo de Bitcoins da Bitfinex sediada em Hong Kong, mostra que o custo estimado dos Bitcoins foi  de US$ 73 milhões com especialistas apontando que chaves privadas roubadas ou assinaturas digitais pessoais foram a causa mais provável do evento, com a Organização Autônoma Descentralizada, DAO, fundo de capital de risco que trabalha na fundação de blockchain descentralizada e, curiosamente, muitos consideram que a DAO é inspirada no Bitcoin, acusando roubo de US$ 60 milhões de Ether já que foi responsável por quase um terço do seu valor total enquanto a exploração de código serviu como culpado pelo evento e mostrou vulnerabilidade blockchain.  Outro exemplo de segurança blockchain é o Bithumb, uma das maiores exchanges de criptomoedas à Bitcoin e Ethereum em que Hackers acessaram dados de 30 mil usuários, além de roubar US$ 870 mil em Bitcoin, curiosamente, os servidores estavam intactos e um computador de funcionário comprometido foi o principal culpado, no entanto, não nega que blockchain tem armadilhas em segurança, sendo importante entender cada detalhe que influencia sua segurança. Para a segurança blockchain em 2025, deve-se atentar ao poder de computação crucial para obter controle majoritário sobre a taxa de hash de uma blockchain via entidades maliciosas, portanto, blockchains comprometidos podem resultar na reversão de transações junto com gastos duplos, por exemplo, em 2018, plataformas de criptomoedas tiveram problemas com ataques 51%, Ethereum Classic, ZenCash e Verge, além disso, perderam US$ 20 milhões anualmente devido aos ataques. Outro exemplo de risco de segurança blockchain se refere à vulnerabilidade de endpoints blockchain, por exemplo, investimento ou negociação Bitcoin pode resultar em grande quantidade de Bitcoin armazenada em uma conta poupança virtual, sendo que os blocos reais são seguros contra hackers, por outro lado, as contas de carteira não são seguras, além disso, fornecedores terceirizados são importantes para facilitar transações blockchain e podem aumentar a vulnerabilidade a hackers devido segurança mais fraca em aplicativos e sites. A próxima preocupação em questões de segurança e privacidade blockchain se refere a ataques de roteamento, Redes e aplicativos blockchain que dependem do volume massivo de transferência de dados em tempo real em que hackers podem interceptar dados no curso da transmissão à provedores de serviços internet cujo anonimato é o aspecto perigoso dos ataques de roteamento na segurança blockchain. Ataques phishing é uma das técnicas mais comuns usadas por hackers, basicamente uma tentativa de golpe para obter credenciais de um usuário enviando e-mails à proprietários de chaves de carteira se passando por fonte autêntica e autorizada, esses tipos de e-mails solicitam informações sobre credenciais de usuários via hiperlinks falsos e, quando hackers acessam credenciais e informações confidenciais de um usuário, usuários e rede blockchain ficam abertos a ataques subsequentes. Por fim, o vazamento de privacidade de transações sendo que comportamentos do usuário são rastreáveis ​​em redes blockchain, portanto, os sistemas blockchain devem proteger privacidade das transações aos usuários, basicamente, os usuários devem atribuir uma chave privada à cada transação e, como resultado, os hackers não conseguem determinar se um único usuário está recebendo criptomoeda em diferentes transações, pelo contrário, a proteção de privacidade blockchain não se desenvolveu completamente com pesquisas mostrando que 66% das transações amostradas não têm chaff coins ou mixins, que podem restringir habilidades hacker de determinar associação entre moedas gastas na transação.

Moral da Nota: a Meta Pool DAO se associou ao Centro Blockchain da Universidade de Zurique para trabalhar com estudantes do México e Argentina, resultado de programa de subvenções do DAO, garantindo ser a primeira DAO outorgar estudantes latino-americanos sendo que a iniciativa é produzida no marco de programa de subvenções DAO. Trata-se  da primeira organização autônoma descentralizada, DAO, abrir fundo ao aprendizado de estudantes latino-americanos através de programa de subvenções para apoiar projetos cripto em economias emergentes, sendo uma dessas iniciativas o fundo de becas à estudantes latino-americanos. Estreou em 2023 seu programa de subvenções por meio de qualquer voto da comunidade para atribuir capital a projetos diversos que prometem dar oportunidade a empreendedores, desenvolver e avançar no âmbito das moedas digitais e Blockchain, sendo que o capital fornece tarifas geradas na plataforma de piquetagem líquida homônima, com o cofundador de Meta Pool esclarecendo que “um dos principais objetivos do Meta Pool é apoiar os empreendedores cripto, fomentando o empreendedorismo que nos define como mercados fronteiriços, além de decidir regiões onde a adoção massiva de criptografia acontece de forma acelerada como na América Latina“. Lançado inicialmente no ecossistema do Protocolo NEAR, o Meta Pool é solução de piquetagem líquida que permite usuários participar do processo de participação de criptomoedas enquanto mantêm a liquidez dos ativos, tendo se expandido à conversão em uma DAO multicadeia, com atividade em Ehtereum, Solana, Aurora e Q Network, como uma DAO, comunidade nativa da Internet codificada em contratos inteligentes na Blockchain, o Meta Pool permite usuários participarem na tomada de decisões e governança do protocolo significando que qualquer mudança no protocolo ou na distribuição de recompensas é decidida pela comunidade.

terça-feira, 11 de março de 2025

Top 10 Blockchain

Blockchain prima pela segurança criptográfica, exemplo de transformação dos princípios de segurança em transações financeiras e troca de informações oferecendo estrutura à dados acompanhada de qualidades de segurança incorporadas, depende dos princípios de consenso, descentralização e criptografia para garantir confiança nas transações, no entanto, problemas de segurança continuam incomodar organizações e adotantes.  Startups blockchain enfrentam riscos indesejados e criam questão proeminente com dúvidas ​​sobre a segurança sendo adequado à diferentes casos de uso, na verdade, tornou-se abordagem confiável à introduzir melhor segurança e transparência em soluções tecnológicas, daí, blockchain envolve armazenamento de diferentes bits de informação digital, conhecidos como blocos, em banco de dados público de informação contendo links criptograficamente seguros tornando-se popular em grande parte pela limitação de "gastos duplos", não permite uso da mesma moeda em 2 transações diferentes.  Devemos considerar informações transacionais, incluindo data, valor e hora da compra, hash algorítmico exclusivo ou código para diferenciar um bloco de outros e identidades de cada parte associada à transação possibilitando adicionar novos blocos posteriormente a uma blockchain à novas transações que recebe código de identificação único pós validação de nova transação. A base no funcionamento blockchain é a descentralização em que a tecnologia de razão distribuída permite estruturar dados em blocos, com cada bloco incluindo transação ou múltiplas transações ao passo que novos blocos se conectam a outros anteriores em cadeia criptográfica, sendo o mais importante, a dificuldade em adulterar cadeia de registros ou qualquer registro individual, ou seja, bloco, indicação clara de níveis confiáveis ​​de segurança blockchain, no entanto, transações nos blocos devem ser validadas e verificadas através de mecanismo de consenso, portanto, mecanismo de consenso pode garantir que as transações sejam verdadeiras e corretas estando claro que blockchain definitivamente oferece garantia à integridade das transações e informações associadas. A diferença na segurança blockchain à blockchain público e privado é destaque da segurança cujas redes podem ter implicações diferentes em relação a privilégios de participação e acesso a dados, portanto, dois tipos diferentes de rotulagem à redes blockchain que dependem dos privilégios de participação, podendo ser privadas ou públicas, por outro lado, métodos aos participantes obterem acesso determinam se a rede blockchain é permissionada ou não. A compreensão de preocupações de segurança com tipos de redes blockchain promove base à aprendizado sobre problemas de segurança blockchain, por exemplo, redes privadas e permissionadas podem ter controles mais rígidos à preocupações regulatórias e de conformidade, ao contrário, redes públicas e sem permissão podem permitir melhor distribuição e descentralização.

A CryptoRank divulgou as principais blockchains 2024 com destaque ao NEAR Protocol que lidera com 2,7 milhões de endereços ativos diários, crescimento de 766% em relação a 2023, se destacando pela tecnologia de sharding Nightshade que permite alta capacidade de transação a custos baixos ao lado de aplicativos descentralizados, dApps, focados em jogos e redes sociais atraindo tanto desenvolvedores quanto usuários ao ecossistema, vale dizer que, o NEAR emprega tecnologia de fragmentação inovadora chamada Nightshade que divide a blockchain em partes menores e gerenciáveis permitindo alto rendimento de transações a baixo custo, eficiência que fez do NEAR a melhor escolha à desenvolvedores que criam aplicativos descentralizados, dApps, cujo sucesso foi reforçado pela rápida adoção de jogos em blockchain e dApps sociais na plataforma, aplicações, que atraíram usuários não familiarizados com a tecnologia ajudando NEAR a construir ecossistema robusto e crescente. A Solana ficou em 2º lugar, com 2,6 milhões de endereços ativos diários, crescimento de 702% em endereços ativos, desempenho que guarda relação com ecossistema vibrante de memecoins e infraestrutura rápida e acessível que atraiu projetos de DeFi e NFTs, sendo que Plataformas como a Pumpfun tiveram papel crucial no aumento da interatividade da rede, enquanto as memecoins atraíram investidores de varejo e institucionais, aumentando métricas de uso da Solana e, além das memecoins, a infraestrutura de alta velocidade e baixo custo da Solana tornou-a blockchain de referência à projetos de finanças descentralizadas, DeFi, e tokens não fungíveis, NFT, com desenvolvedores e usuários migrando à rede para aproveitar eficiência, enquanto o interesse institucional cresceu à medida que escalabilidade e confiabilidade creceram, combinação de fatores que consolidou Solana como uma das principais blockchains do ano. Já a TRON assegurou 3º posição, crescendo 20,3% em 2024, com 1,9 milhão de endereços ativos diários sendo que a eficiência em transações com stablecoins, especialmente  Tether, USDT, consolidou a popularidade, com baixas taxas de transação e transferências de alta velocidade, tornou-se plataforma preferida para usuários que buscam operações de stablecoin perfeitas e econômicas sendo que a blockchain manteve forte presença no setor de finanças descentralizadas, DeFi, fazendo parcerias com vários sistemas de pagamento globais e instituições financeiras, embora o crescimento não tenha sido tão dramático quanto NEAR ou Solana, o desempenho e a utilidade consistentes do TRON garantiram lugar entre os principais blockchains de 2024. Seguem BNB Chain, 1 milhão de endereços ativos diários, com uma leve queda de 4,8%, Polygon 855 mil endereços ativos, 139%, a Base é solução de Camada 2 da Coinbase, alcançou 655 mil endereços ativos diários, experimentando crescimento de 2.098% ano a ano cuja integração próxima com Ethereum e plataforma amigável da Coinbase impulsionaram sua adoção, SUI, Bitcoin, 496 mil endereços ativos, com queda de 19%, The Open Network, TON, impulsionada pela integração com o Telegram, Arbitrum, +180%, como solução Layer 2 do Ethereum. Vale dizer que outro método para avaliar o sucesso das blockchains é o Valor Total Bloqueado, TVL, que mede o valor em dólares de ativos bloqueados em protocolos DeFi, com a Ethereum dominando com 56,22% do TVL global e não liderando em endereços ativos diários, destacando diversidade de pontos fortes entre redes, ao passo que Solana e TRON, que lideram em atividade de usuários, possuem menor participação no TVL refletindo interatividade com transações menores e maior volume.

Moral da Nota: o contraste entre TVL e endereços ativos diários destaca pontos fortes das redes blockchain ao passo que Ethereum se destaca em liquidez financeira e aplicações de alto valor, cadeias como Solana e TRON prosperam no engajamento do usuário e atividade de transação,  métricas que fornecem compreensão do cenário blockchain, mostrando que medida isolada pode capturar o quadro completo da adoção e utilidade da rede. A supremacia da Ethereum em TVL contrasta com a posição em endereços ativos diários, onde não lidera, divergência que destaca a natureza dessas métricas, ou, TVL captura capital bloqueado em protocolos que requer menos transações, no entanto, maiores, enquanto endereços ativos diários destacam frequência de interações do usuário vinculadas a atividades menores, voltadas ao varejo, já, Solana e TRON, bem classificadas em endereços ativos diários, detêm classificações de TVL mais baixas, enquanto Solana responde por 6,94% do TVL total, TRON compõe 6,07%, colocando-as atrás do Ethereum, daí, o contraste entre TVL e endereços ativos diários destacar pontos fortes das redes de blockchain. Ethereum destaca-se em liquidez financeira e aplicações de alto valor, enquanto Solana e TRON prosperam no engajamento do usuário e atividade de transação, fornecendo compreensão do cenário blockchain mostrando que nenhuma medida isolada pode capturar o quadro completo da adoção e utilidade de uma rede.


domingo, 16 de fevereiro de 2025

Quality Gate

Portão de qualidade, ou, Quality gate, trata-se de marco em projeto TI que requer critérios predefinidos atendidos antes que o projeto prossiga à fase seguinte buscando fornecer referências à padrões de qualidade, portões, comumente usados ​​em projetos de desenvolvimento de aplicativos ou software, sendo localizados antes de fases dependentes do resultado da fase anterior, particularmente onde potenciais pontos problemáticos necessitam ser abordados e resolvidos. O conceito combina aspectos de gerenciamento de projetos, modelagem de decisões e gerenciamento de fluxo de trabalho para aumentar mensurabilidade e promover condições superiores, podendo serem aplicados em níveis diversos na organização, como sistema, projeto e lançamento, além disso, podem ser usados ​​como parte do desenvolvimento geral do produto ou metodologias de garantia de qualidade. Buscam garantir que um projeto seja tecnicamente bem sucedido e possa ser suportado pós implantação sendo compostos de condições predefinidas com base em aspectos que podem ser medidos, como exemplos de condições, a quantidade de vulnerabilidades presentes em um projeto, se as saídas estão no alvo ou no tempo de compilação, marcos que minimizam risco por meio de listas de verificação fase a fase e permitem que gerentes de projeto comuniquem o processo continuamente, reduzindo tempo do ciclo de desenvolvimento ao atingir taxas de sucesso aumentando o foco em produto bem projetado. Quality Gates são personalizáveis ​​cujo formato varia conforme o nível de implementação, em que alguns aplicativos como frameworks internos podem precisar de mais requisitos que outros, ao passo que organizações podem aplicar listas de verificação de entregas ao longo do ciclo de vida de um projeto e prosseguir à cada portão que requer conclusão bem-sucedida de itens da lista, sendo que a aprovação e aceitação formais são obrigatórias em cada portão, enquanto o gerente de TI ou patrocinador envolvido com o projeto revisam listas de verificação. Embora os gates de qualidade sejam empregados para garantir que o código atenda requisitos específicos, podem ser usados ​​para verificar problemas de segurança em que gerentes de projeto ou administradores configuram gates para interromper ou falhar construção se o código não atender padrões ou métricas de segurança, permitindo que a segurança seja incorporada ao produto em vez de um complemento ou reflexão tardio. 

Nesta base, a educação é campo que parece resistir às mudanças rápidas e, nos últimos anos, IA começou a quebrar essa barreira sendo um dos exemplos mais claros dessa transformação, a Heeyo AI, startup fundada por Xiaoyin Qu, ex-aluna de Stanford que decidiu deixar a pós-graduação por tecnologia e educação com empresa que não está apenas revolucionando a forma como as crianças aprendem, mas também atraiu a atenção e apoio da OpenAI. A Heeyo AI utiliza modelos avançados de IA, como conversão de texto em fala, reconhecimento de fala e geração de imagens e música para criar experiências de aprendizagem e personalizadas para crianças de 3 a 11 anos e uma das características mais impressionantes do Heeyo AI é a capacidade de falar em mais de 20 idiomas e usar avatares divertidos como pandas e dragões, para interagir com crianças em sistema projetado especificamente à educação e desenvolvimento emocional. Crianças aprendem fazer amigos, expressar sentimentos ou lidar com a rejeição, habilidades cruciais ao sucesso na vida, e a Heeyo AI aborda-as de frente ensinando interagir socialmente, ajudando-as melhorar suas competências emocionais e sociais em ambiente seguro e controlado, além de permitir que pais, educadores e até as próprias crianças criem seus próprios jogos educativos, adaptando-os a diferentes culturas e tradições, por exemplo, nos EUA cria-se jogo em histórias bíblicas, na Índia poderia fazer o mesmo com as tradições hindus, personalização cultural não apenas inovadora, mas essencial num mundo cada vez mais globalizado. Xiaoyin Qu conseguiu levantar um investimento inicial de US$ 3,5 milhões, com o apoio de fundos como o OpenAI Startup Fund, o Amazon Alexa Fund e outros investidores para uma empresa que apenas começa, não sendo apenas validação do seu potencial mas sinal claro que está no caminho para mudar o mundo da educação. Vale o comentário que o Ministério da Educação de Buenos Aires deu luz verde ao ensino sobre Ethereum nas escolas secundárias dando oportunidade de conhecer o ecossistema e sua linguagem de programação, Solidity, abrindo capítulo na educação tecnológica na Argentina, além disso, são oferecidos estágios em projetos blockchain que promoverão capacitação no desenvolvimento de aplicações descentralizadas, no entanto, há críticas à iniciativa, pois alguns a consideram “deseducação financeira”. O Solidity é a linguagem de programação usada para criar contratos inteligentes na Ethereum para que os participantes possam desenvolver aplicações descentralizadas, dApps, que possam ser integradas na economia local, além de fortalecer o projeto e, ao longo do tempo, expandi-lo à outras regiões do território argentino, a ETH Kipu apresentará programa de formação híbrido à 30 educadores que os preparará ao ensino de disciplinas relacionadas a blockchain e Ethereum. A cofundadora da ETH Kipu, manifestou satisfação com o lançamento da iniciativa, conhecida como “cryptochica” nas redes sociais, comentou que trabalhou no projeto com outros membros da organização que lidera, sendo que “a ideia é coletar algum feedback, entendermos como abordar e como é falar sobre ‘cripto’, blockchain, com um estudante do ensino médio”. Um curso online Solidity capacita 500 jovens para desenvolver aplicações descentralizadas, além de 30 professores recebendo treinamento para ministrar disciplinas blockchain e Ethereum nas escolas, além dos estágios, o curso busca preparar a próxima geração de desenvolvedores de aplicações descentralizadas, dApp, promovendo integração da tecnologia blockchain na economia local, buscando combinar educação prática, formação em competências técnicas e visão de longo prazo.

Moral da Nota: vale a nota que a PALA Blockchain, empresa de soluções e consultoria em tecnologia blockchain, lançou Casa Token com o aval do Colégio de Notários da Cidade de Buenos Aires, uma plataforma de tokenização de direitos para que cada desenvolvedor tenha sua própria plataforma para tokenizar, visando ser o novo padrão no mercado imobiliário.  Permitirá que cada desenvolvedor tenha seu próprio contrato inteligente, gerencie seu fluxo de capital e consiga gerar um ticket de entrada menor, ajudando mais compradores participarem da etapa de construção e facilitando a administração por meio de contratos inteligentes na blockchain, sendo que a plataforma opera em tempo real, garantindo que as transações e geração de tokens sejam realizadas de forma instantânea e segura, evitando excesso de assinaturas de vendas de projetos. O grande diferencial do Casa Token da Pala Blockchain é que envolve cartórios no processo para dar transparência e segurança aos compradores, com o presidente do Colégio de Notários da Cidade de Buenos Aires expressando que “a importância do cartório está em proporcionar segurança jurídica às pessoas físicas, garantindo transparência e confiança em cada transação. Ao nos integrarmos como oráculos no uso blockchain, fornecemos estrutura regulatória sólida e segura beneficiando incorporadores imobiliários e pequenos compradores.” A tokenização notarial de direitos pessoais sobre imóveis na Argentina é baseada na blockchain que permite dividir um ativo imobiliário em partes representadas por tokens digitais que podem ser comprados e vendidos em mercados secundários, sejam eles abertos ou fechados, facilitando a participação de múltiplos compradores com valores menores, sendo que a intervenção nestes processos por parte dos notários para unir o mundo real ao mundo virtual é considerada essencial para gerar um Token de Qualidade. Na Argentina, a tokenização notarial imobiliária é a nova tecnologia emergente, vários incorporadores estão em vias de implementá-la para atrair pequenos compradores, permitindo-lhes participar do mercado imobiliário com valores menores que “permitirá experiência mais simples e eficiente na aquisição de um imóvel, além de automatizar processos administrativos na realização de uma transação imobiliária por meio de contratos inteligentes.”  O Casa Token representa mais que um avanço técnico abrindo o mercado imobiliário e reduzindo barreiras de entrada, democratiza a propriedade e promove inclusão financeira sem precedentes, basta um celular com acesso à internet, além de promessas de maior agilidade, transparência e acessibilidade, somadas à segurança jurídica, é limiar de nova era no setor imobiliário e, à medida que navegamos nesta transformação silenciosa, o verdadeiro desafio será a capacidade de adaptação e evolução garantindo futuro alcançável á todos.

domingo, 2 de fevereiro de 2025

Agronegócio

A tokenização do agronegócio atingirá 75 milhões de transações em 2025 decorrente crescente adoção, com blockchain se consolidando como ferramenta crucial no desenvolvimento sustentável do agronegócio sendo que a implementação de recursos tecnológicos gera impacto crescente na economia brasileira com tokenização, por exemplo, como ferramenta discutida por produtores, investidores, startups do setor e organizações como recurso potencial para revolucionar o mercado agrícola, beneficiando pequenos produtores. A tokenização de ativos via blockchain, tanto no agronegócio quanto em outros setores, permite negócios rápidos com facilidade de negociação e resultados tangíveis, tanto para negociadores quanto investidores e, segundo estudo da MarketsandMarkets, o número de transações deste tipo no setor agrícola atingirá 75 milhões em 2025, com CEO da BBChain esclarcendo que “a tecnologia proporciona maior liquidez aos ativos agrícolas, permitindo fragmentação e negociação mais eficiente através de blockchain para para que os agricultores e investidores possam aceder a mercados e diversificar carteiras, além disso, reduz custos de transação e elimina intermediário tornando processos de compra e venda mais rápidos e transparentes”. Tokenização consiste na criação de arquivo digital criptográfico, sendo que os tokens são usados ​​para transacionar bens, ativos, direitos e projetos através de rede blockchain e seus valores são determinados pelo valor dos bens a eles associados surgindo no agronegócio como estratégia para transformar o modo de financiar, comercializar e administrar ativos do setor, processo que envolve conversão de ativos físicos ou virtuais em tokens digitais apresentando vantagens aos agricultores. A tokenização dos produtos agrícolas permite produtores aceder de forma eficiente ao capital, em vez de depender de empréstimos bancários tradicionais, podendo emitir fichas que representam ativos agrícolas, método vantajoso à pequenos e médios agricultores que enfrentam dificuldades ao tentar obter crédito por meios convencionais sendo que a prática da tokenização pode resultar em economia de custos aos produtores.

Contratos inteligentes são programas de computador que executam acordos entre partes automaticamente, sem participação de intermediários ao passo que durante anos foram apenas conceito até que a tecnologia pôde ser aplicada com o aparecimento do Bitcoin, podendo ser dito que cada cliente de um dApp funciona como um nó que forma em conjunto com outros usuários, espécie de “certificador” ou “notário” coletivo que valida e registra transações realizadas na plataforma ressaltando que este cadastro não requer autorização manual do usuário pois é feito de modo automático graças aos contratos inteligentes. Nas aplicações descentralizadas são os usuários que estão no controle, não usam servidores centrais e a cada operação ou transação realizada, dados são atualizados em cada nó significando que há backup do histórico da aplicação nos nós, portanto, caso um usuário desapareça as informações não serão afetadas já que existem centenas de cópias na rede, em linhas gerais, dizemos que o sistema se encarrega de tudo, ou, validar cada interação, realizar registro minucioso das operações, entre outros. Em termos gerais, um nó pode ser qualquer dispositivo conectado a uma rede de computadores funcionando como computador que faz parte de uma grande biblioteca digital na qual fica registrada toda transação, sendo que as redes de criptomoedas são formadas por nós que permitem compartilhamento e registro de informações de modo descentralizado, sendo que os dApps têm economia programada que define a moeda a ser utilizada, seu valor total e como é gerada, em alguns casos, a criação de tokens depende de validadores ou mineradores enquanto em outros é o próprio algoritmo que os gera automaticamente, por exemplo, quando se deseja gerar representação de bitcoin na Ethereum, o contrato inteligente é automaticamente responsável por salvaguardar fundos fornecidos e criar equivalentes a serem movimentados na Ethereum, conhecido como tokens empacotados. Aplicativos descentralizados podem ser classificados com base nas características, no entanto, a categorização mais comum é no fato dos dApps usarem ou não sua própria rede de criptomoeda e, segundo este critério, existem 3 tipos de aplicações descentralizadas, ou, aplicativos descentralizados do tipo I, aqueles que possuem sua própria rede de criptomoedas e dentro desta categoria encontramos Bitcoin, Litecoin, Ethereum, Tron, entre outros, aplicações descentralizadas Tipo II, que requerem rede de criptomoeda de aplicação descentralizada tipo I, sendo que esses tipos de dApps funcionam como protocolos e possuem tokens para funcionamento, um exemplo seria o protocolo Omni e MarkerDAO e, por fim, aplicações descentralizadas Tipo III sendo que dApps Tipo III usam protocolos dos aplicativos Tipo II, da mesma forma, funcionam como protocolos e possuem tokens para funcionamento, como exemplo a rede SAFE que se baseia no protocolo Omni para colocar em circulação “safecoins”. Em 2015, os dApps atingiram seu auge com o lançamento de plataformas como Ethereum que pretendia tornar-se blockchain capaz de realizar operações sem necessidade de depender de terceiros, porém, o que caracteriza um dApp é sua plataforma descentralizada que possui um algoritmo de consenso e, seguindo essa lógica, o primeiro dApp com estrutura acessível e funcionamento bem-sucedido é o Bitcoin, pois foi o primeiro sistema que permitiu a aquisição de serviços e produtos sem que houvesse autoridade para registrar movimentos e controlar transações. Uma das vantagens que os dApps oferecem é a segurança construída através de rede de criptomoedas, em tese, as transações são transparentes e imutáveis significando que uma vez adicionados ao blockchain os dados não podem ser alterados, da mesma forma, a transparência desta tecnologia permite aos utilizadores verificar não só transações mas o funcionamento da aplicação sem ter que recorrer a uma entidade central e, desta forma, as manipulações e fraudes são reduzidas. Aplicativos financeiros como plataformas DeFi foram projetados para oferecer serviços financeiros que não requerem intermediários tradicionais, nestes casos, um dApp financeiro permite por exemplo que seus fornecedores interajam com os utilizadores finais o que se traduz em maior flexibilidade e eficiência para todos, por outro lado, dApps oferecem confiabilidade aos usuários em aplicações centralizadas ou tradicionais, a operação pode falhar ou parar se o servidor cair, enquanto os dApps permanecem operacionais mesmo se alguns nós da rede falharem, além disso, dApps são caracterizados pela resistência à censura pois dificultam intervenção governamental ou corporativa, possível, porque a rede de criptomoedas dificulta qualquer tentativa de manipulação externa permitindo que os usuários exerçam maior controle sobre seus dados.

Moral da Nota: apesar de dApps dificultarem intervenção governamental, por vezes são inevitáveis, caso do Uniswap, bolsa que teve que alterar regras devido regulamentações, da mesma forma, investigação da SEC, Comissão de Valores Mobiliários dos EUA, representou tentativa de monitorar o que acontece na plataforma trazendo resposta do usuário que expressou descontentamento. A utilização do dApp envolve carteira de criptomoeda compatível com a rede que funciona o dApp e dentre as carteiras mais populares estão a MetaMask, Coinbase Wallet e Trust Wallet, carteiras que permitem interação com dApps e armazenamento de criptomoedas, existindo também “exploradores de blocos” que são usados ​​para pesquisar e explorar diferentes dApps, com o Etherscan como um dos mais populares com o DappRadar, considerando que o termo “dApp” abrange muitos serviços, tudo dependerá do que o usuário procura, embora a maioria esteja relacionada a finanças muitos relacionados a videogames e stablecoins. Depois de selecionar seu dApp, solicitará conecção a uma carteira, desta forma, permite acesso ao endereço da carteira e sincronização dos aplicativos, o dApp com a carteira, e, após concluir esta etapa, poderá haver interação com o dApp da mesma forma que se usa qualquer outro aplicativo, observando algumas interações, como fazer transações, que podem exigir confirmimação da ação, Isto é necessário para manter a segurança dos fundos. 

domingo, 19 de janeiro de 2025

Ciência descentralizada

A ciência descentralizada, DeSci, é liderada por projetos no setor  saúde, com o gerente de conscientização da VitaDAO, coletivo descentralizado que trabalha para prolongar a vida humana, esclarecendo que isso ocorre, em parte, porque tempo e custo de medicamentos inseridos no mercado “encorajam levar a ciência e descoberta de medicamentos ao mercado pelas  próprias mãos", justificando que há “sensação crescente” que pesquisa e desenvolvimento biomédicos "falham nos pacientes”, considerando melhoria da tecnologia, tempo e custo de introdução de medicamentos no mercado estão “aumentando exponencialmente” e a classe médica conhece o fenômeno como “Lei de Eroom”,  inversão da Lei de Moore, segundo a qual o número de transistores em circuito integrado dobra a cada 2 anos, ao passo que a Lei de Eroom observa efeito oposto, ou, custo da descoberta de medicamentos duplica a cada 9 anos. Daí, considerar que a organização de pesquisa Onchain Foundation examinou 60 projetos científicos descentralizados e descobriu que 61% estavam na saúde, apontando benefícios potenciais do DeSci que trará “medicamentos mais baratos e rápidos”, porque o DeSci é mais eficiente em termos de capital”, com o cofundador da blockchain e ferramenta de diagnóstico IA BitDoctorai, acreditando que a medicina descentralizada tem potencial de melhorar sistemas existentes, ao imaginar que, “ao compartilhar informações sobre desempenho dos ensaios clínicos e usar tais informações como ferramenta colaborativa, a pesquisa clínica pode ser mais eficiente, ao mesmo tempo que mantém privada a propriedade intelectual comercial sensível”, concluindo que, vê aplicações à blockchain na fase de testes clínicos, defendendo que dados dos ensaios clínicos sejam lá registrados, tornando-os imutáveis ​​e com registro data e hora. Destaca 3 áreas onde modelos descentralizados tem impacto positivo, ou, cadeias de abastecimento, recrutamento à ensaios e consentimento, esclarecendo que cuidados de saúde se “prestam a modelos descentralizados devido à importância dos dados precisos e oportunos”, justificando que "estamos vendo impacto positivo na experiência do paciente, em primeiro lugar, pacientes com necessidades médicas insatisfeitas encontram  facilmente e acompanhados por ensaios clínicos, partilham registros de saúde eletrônicos”, concluindo que, "por outro lado, empresas farmacêuticas acedem informação para garantir que pacientes certos sejam incluídos nos ensaios clínicos",  observando que, o tempo é essencial, pois “inelegibilidade e abandono dos pacientes são causas dos atrasos nos ensaios clínicos”. Por fim, vale dizer que em 2023, o valor da indústria farmacêutica foi de US$ 1,6 bilhão no mundo, aumento de US$ 100 milhões em relação ao ano anterior, citando que a pandemia permitiu gerenciamento de dados, compartilhamento melhorou significativamente “tanto clínica quanto epidemiologicamente”, levando a questões sobre a razão pela qual o modelo não pode ser aplicado de modo mais amplo na totalidade de áreas de doenças, dizendo que,  “estamos à beira de onda de colaboração de dados, desencadeada pela pandemia se estendendo as áreas de necessidades médicas não atendidas”, concluindo que, "empresas farmacêuticas e sociedade percebem que colaboração de dados não tem que partilhar segredos da investigação, mas aprendizagem e inteligência no benefício de todos. No futuro, limites entre medicina descentralizada e centralizada devem confundir-se à medida que o setor da saúde adote modelo que melhor se adapta a cada circunstância, que “será perfeitamente integrado”, como a Internet hoje, “ninguém questiona ou interage em termos de financiamento, pois a indústria científica tradicional utilizará o DeSci para reduzir riscos nas fases iniciais e levar a investigação a fase de investimento”, por exemplo,  a VitaDAO, arrecadou US$ 4,1 milhões da Pfizer Ventures em janeiro de 2023 considerando que “preferem investir capital num DAO e obter acesso a projetos de investigação que gastar na criação de unidade de investigação interna, campo da ciência ainda em território desconhecido e em grande parte não testado” sendo que “será integrado, carteiras, dados e todas as coisas serão totalmente abstraídas como a Internet hoje, ninguém questiona ou precisa interagir com HTTP.”

Ainda no campo disruptivo, surge conceito de ecolinguística, visão ao futuro da aprendizagem, com artigo publicado em Frontiers of Digital Education defendendo abordagem transformadora ao aprendizado de línguas ao introduzir nova estrutura de ecolinguística enfatizando interação dinâmica entre linguagem, tecnologia e engajamento corporificado em trabalho intitulado "The New Ecolinguistics, Learning as Languageuaging with Digital Technologies". A perspectiva afasta-se dos modelos tradicionais que concentram aquisição de estruturas linguísticas e, em vez disso, enfatiza ações e conhecimentos especializados através de interações com linguagem e ambiente ao redor e, no cerne da estrutura está o conceito de "linguagem" abrangendo formas multifacetadas em que humanos se envolvem, incluindo falar, ouvir, ler, escrever e demais modos de comunicação, sendo que a linguagem não é processo estático confinado à mente, mas atividade dinâmica e incorporada que molda cognição,  identidade e agência, envolvendo construção de significado, interpretação, resposta ao mundo e participação em interações sociais. Os autores se basearam em teorias de cognição distribuída e cognição incorporada visando suportar essa perspectiva, teorias que enfatizam interconexão da linguagem, tecnologia, ambiente físico e social em que o aprendizado de línguas não é processo mental isolado, emergindo via interações com outros e contexto em que a tecnologia desempenha papel na extensão das capacidades humanas, no aprimoramento das habilidades de observação e  facilitação do desenvolvimento de expertise. O artigo propõe modelo de aprendizagem de línguas integrando aprendizagem estatística, ação hábil e observação de sistemas cognitivos distribuídos, reconhecendo interação entre processos macro e micro, enfatizando importância de experiências de aprendizagem situadas e o papel do contexto na formação da aquisição da linguagem, defende design ricos em tecnologia que promovam ação linguística qualificada e fomentem engajamento com a linguagem, ambientes, que devem ir além da exposição à entrada linguística, em vez disso, fornecer oportunidades a alunos participarem de atividades comunicativas, colaborarem com outros e explorarem acessibilidade da tecnologia. A estrutura ecolinguística implica à educação de idiomas, reavaliação de abordagens tradicionais e desenvolvimento de métodos que alavancam tecnologia para criar experiências de aprendizagem autênticas e envolventes enfatizando importância de observar e refletir uso da própria língua e processo de aprendizagem, fomentando senso de agência e propriedade na jornada de aprendizagem.

Moral da Nota: conferência sobre IA examina impactos em assistência médica, pesquisa e educação, inseridos em medos e benefícios do uso em pesquisa, educação e assistência clínica, centro das atenções na conferência inaugural Innovations in Artificial Intelligence na University of Arkansas for Medical Sciences, UAMS. Mais de 200 professores, funcionários e funcionários da UAMS compareceram transmitido ao vivo à público virtual de 80 pessoas, com a reitora associada de pesquisa na University of Texas School of Health Professions, enfatizando na apresentação, “Inteligência artificial em assistência médica, prática e pesquisa”, que IA “não é assustadora”, “são modelos matemáticos e lógicos complexos conectados”, acrescentando, “a mágica surge” quando é usada em combinação com fontes de dados". O presidente e professor do Departamento de Fisioterapia e Serviços de Reabilitação da Divisão Médica da UT em Galveston, explicou que IA se originou em 1951 com Marvin Minksy, cientista da computação que morreu em 2016, cofundador do laboratório IA do Instituto de Tecnologia de Massachusetts e construtor da 1ª máquina de aprendizado de rede neural com fiação aleatória, explicando que, "alguém naquela época disse, bem, temos esses pedaços de silício que ligamos e desligamos podendo ser combinados para fazer circuitos básicos de engenharia elétrica, se pegarmos milhares deles e os colocarmos em paralelo, não é inteligência humana, é inteligência artificial". Nos esclarece que o Chat GPT está em uso há 2 anos, mas muitos não percebem que a fonte dos dados era “na World Wide Web desde 2007, com o próximo maior componente de links da web com três ou mais uploads”, alertando que “tudo que colocamos no Chat GPT é canalizado de volta ao modelo” e, é por isso que, é cuidadosa com modelos que usa para pesquisa, enfatizando que utiliza o “Consensus para pesquisa,” referindo-se a mecanismo de busca acadêmica alimentado por IA, quer dizer, “se perguntar, me dará referências para que possa verificar fontes de onde está vindo.” Enfatizou que há  diferença entre dados e IA, “Dados são coisas aleatórias, não necessariamente coisas que agregam valor,” e “quando começamos unir dados é quando obtemos informações, então quando pegamos as informações e as agregamos é quando obtemos conhecimento, as coisas começam se encaixar e começamos ver padrões, sabedoria é interpretação, quando adiciono meus preconceitos, minha interpretação clínica, ao que é conhecimento”, e concluiu, “não estamos procurando fazer nada além de aumentar o que podemos fazer.” A subsecretária assistente de saúde na Veterans Health Administration e o gerente de programa científico no National Center for Advancing Translational Sciences no National Institutes of Health em debate, concluíram que, “IA é definitivamente o futuro da assistência médica” e “planejamos outra conferência em 2025.”



                                         


quinta-feira, 19 de dezembro de 2024

Blockchain e saúde

Programa de aprendizagem automática alertou por 2 anos prestadores de cuidados de saúde sobre pacientes com alto risco de septicemia, disseminação da infecção no organismo, permitindo-lhes iniciar tratamentos quase 2 horas antes, o algorítimo é relativo a pacientes hospitalares, quer dizer, internados, com risco de complicações potencialmente fatais, especialmente sepse, condição que pode matar em horas e contribui à 1 em cada 3 mortes hospitalares nos EUA, problema que pode passar despercebido até que seja tarde demais. Empresas de registros eletrônicos de saúde e acadêmicos desenvolveram sistemas automatizados que enviam lembretes para verificar se há sepse nos pacientes, no entanto, o grande número de alertas pode fazer com que prestadores de cuidados de saúde ignorem ou desativem esses avisos, no entanto, pesquisadores tentam usar o aprendizado de máquina, ML, para ajustar programas e reduzir o número de alertas que geram, agora, um algoritmo provou eficácia em hospitais reais ajudando profissionais tratar casos de sépsis quase 2 horas antes, em média, e reduzindo a taxa de mortalidade hospitalar desta doença em 18 %. A sepse, ocorre quando a resposta do organismo a uma infecção fica fora de controle podendo levar à falência de órgãos, perda de membros e morte com aproximadamente 1,7 milhão de adultos nos EUA desenvolvendo sepse anualmente e 270 mil mortes conforme os Centros de Controle e Prevenção de Doenças, embora a maioria dos casos tenha origem fora do hospital a condição é uma das principais causas de mortalidade de pacientes neste ambiente e, detectar o problema o mais rápido possível é crucial para evitar resultados adversos.  O padrão de atendimento atual, segundo prestador de cuidados de saúde, deve tomar conhecimento quando um paciente apresenta 2 dos 4 sinais de alerta de sepse, incluindo febre e confusão mental sendo que alguns sistemas de alerta existentes alertam quando isto acontece enquanto muitos pacientes apresentam pelo menos 2 dos 4 critérios durante uma internação hospitalar típica acrescentando que pode dar aos programas de alerta elevada taxa de falsos positivos e, devido à frequência com que os sinais de alerta ocorrem os médicos também devem considerar fatores como idade, histórico médico e resultados de exames laboratoriais, no entanto, reunir as informações relevantes leva tempo que os pacientes com sepse não têm. Sistema de registro eletrônico bem conectado, fatores de risco de sépsis conhecidos e sua localização, pode levar tempo, aí, entram os algoritmos de aprendizagem automática, ML, em que grupos acadêmicos e industriais ensinam programas reconhecer fatores de risco de sépsis e complicações alertando prestadores de cuidados de saúde sobre quais pacientes estão em particular perigo, com o Laboratório de Aprendizado de Máquina e Saúde da Universidade Johns Hopkins trabalhando em um desses algoritmos desde 2015, escaneia registros eletrônicos de saúde em busca de fatores que aumentam risco de sepse e combina as informações com sinais vitais, além de testes laboratoriais para criar pontuação indicando quais pacientes têm probabilidade de desenvolver septicemia ou disseminação da infecção pelo organismo.

Dados do setor de saúde são difíceis de utilizar para fins de investigação devido a má qualidade geral e falta de transparência, cuja obtenção precisa e fiável melhora a medicina e, portanto, a vida quotidiana a nível global, em que Blockchain pode ser solução aos problemas relacionados a dados na indústria, com a Aimedis, fundada em 2020, plataforma blockchain que oferece serviços de saúde acessíveis e eficazes, incluindo teleconsultoria, gerenciamento de consultas, obtenção de receitas, registros médicos e conexão a dispositivos de rastreamento. Plataforma ativa em quase todos os continentes com grande número de paciente integrados e meta de ultrapassar mais de um milhão de pacientes, lançou o primeiro mercado NFT científico e médico começando com teste de câncer, sendo os fundadores da Aimedis médicos que trabalham na medicina e indústria farmacêutica há mais de 10 anos, em entrevista ao DailyCoin, explicaram as dificuldades da indústria farmacêutica e como, com ajuda blockchain, buscam melhorar a pesquisa e qualidade dos dados na indústria de saúde. Estudos de ensaios farmacêuticos, consomem tempo e dinheiro e a indústria farmacêutica gasta bilhões de dólares para realizar ensaios, dos quais 90% falham, havendo dados na indústria médica com dados fictícios usados em ensaios, no entanto, os medicamentos funcionam bem e são verificados após ensaios bem sucedidos com dados imprecisos, em alguns casos, havia folhas de papel com informações difíceis de ler ou excluídas acidentalmente, mesmo quando olhamos documentos eletrônicos, não sabemos o que foi alterado e se os dados são reais e genuínos. Países em desenvolvimento em que pessoas são exploradas pelos dados e participam em ensaios farmacêuticos sem sequer saberem e, devido a isso, alguns indivíduos e empresas ganham dinheiro coletando dados enquanto os pacientes ficam de fora e, com o mercado NFT, a Aimedis busca mudar o sistema em que hospitais, pesquisadores, prestadores de cuidados de saúde e médicos poderão gerar NFTs e inserir dados anônimos, assiná-los e vendê-los à indústria farmacêutica, pesquisadores e empresas IA, isto, é importante porque mesmo com IA se os dados estiverem incorretos e de má qualidade é inútil a tecnologia avançada utilizada. Explicou que a plataforma funciona de forma que ninguém tenha acesso às informações dos pacientes que optam pelo uso ou armazenamento de seus dados em NFTs, além de painel que fornece informações sobre o teste e, dependendo dos dados necessários, os indivíduos podem optar por participar, embora não possam fazer upload de dados por conta própria, cujos participantes terão sempre que passar por profissionais de saúde para evitar geração de dados médicos fictícios ou falsos e somente profissionais médicos podem fazer upload de dados na forma de NFT de pacientes que decidem participar em anonimato. Quanto ao preço dos dados médicos de pacientes com câncer ou problemas cardíacos é impossível fornecer orçamento preciso, porque em cada ensaio há preços separados dependendo de quanto esforço e dinheiro foi investido na geração de grupos de pacientes no desenho do estudo e, com NFTs, será possível fornecer etiqueta de preço depois de algum tempo.

Moral da Nota: as vantagens dos dados de saúde acessíveis a prestadores e investigadores necessitam equilíbrio com preocupações de privacidade e segurança, já que nos últimos anos, o setor de saúde mudou com a adoção de inovações tecnológicas em que fatores influenciam o meio como fazem uso das tecnologias e podem estar relacionados à segurança, privacidade de dados, regulamentações, integrações, colaborações e relação custo-benefício e, quando se trata de saúde, como em muitos setores, os dados valem muito. A pesquisa, quanto mais diversificados os dados, melhor a resposta as questões, um exemplo é quando se realiza pesquisa com base em dados derivados da população de um país específico e o resultado pode não ser inteiramente aplicável às pessoas do lado oposto do mundo, recentemente, há ênfase na segurança e privacidade dos dados, devido quais foram implementadas regulamentações mais recentes, regulamentos que podem restringir mais a circulação de dados tornando acesso mais difícil aos investigadores, podendo impedir cooperação e coordenação entre prestadores de cuidados de saúde de um paciente. Pesquisadores e profissionais clínicos se beneficiam com a colaboração e o compartilhamento de dados e informações eletrônicas de saúde, no entanto, é complicado devido ao conjunto diversificado de ferramentas e software utilizados e à falta de interoperabilidade, com o  Health Level Seven, HL7,  como um conjunto de padrões internacionais e princípios orientadores ao compartilhamento de dados entre provedores e o Fast Healthcare Interoperability Resources, FHIR, conhecido como "fire", baseado no HL7 e usa tecnologia de API baseada na Web, sendo que o FHIR permite comunicação conveniente entre instalações, software ou organizações usando APIs, no entanto, não lida eficazmente com problemas complexos relacionados com segurança, consentimento do paciente, rastreabilidade de dados ou verificação de identidade e, Blockchain, livro imutável de transações, pode mitigar os problemas mencionados.



                                                     

quarta-feira, 11 de dezembro de 2024

Estratégia

O Vietnã lança estratégia blockchain buscando liderança regional, concentrando em quadros jurídicos, infraestrutura e cooperação internacional, com objetivo de impulsionar inovação e construir ecossistema próspero, sendo que o MIC,Ministério da Informação e Comunicações, anunciou estratégia delineando objetivos principais para desenvolver a tecnologia no país. No que chama de “Quarta Revolução Industrial”, foca desenvolver blockchain, estabelecer quadros jurídicos relevantes e promover inovação em áreas revisadas por agências governamentais, incluindo o MIC e a Vietnã Blockchain Association, incluindo  "aperfeiçoar o ambiente jurídico, desenvolver infraestrutura formando ecossistema industrial, desenvolver recursos humanos à Blockchain, promover desenvolvimento e aplicação Blockchain e investigação, inovação, cooperação internacional." O desenvolvimento de ecossistema blockchain é central na estratégia com o Governo planejando criar marcas blockchain para plataformas, produtos e serviços, além disso, a Estratégia Nacional Blockchain estabelece centros de testes urbanos para criar rede nacional blockchain que desempenharão papel crucial no desenvolvimento e implantação de aplicações blockchain, garantindo segurança e promovendo inovação no setor. O anúncio da estratégia reconhece legalmente ativos digitais uma vez que o país formalizará regulamentação inserida “na definição de Ativos Digitais, como uma das ações à concretizar compromisso do governo em prevenir e combater lavagem de capitais, financiamento de terrorismo e financiamento da proliferação de armas de destruição maciça", alinhando-se com padrões internacionais e reconhecendo ativos digitais como protegidos pelo direito civil ao estabelecer objetivos ambiciosos para fortalecer a indústria blockchain.

Inseridos neste ecossistema, o Project Ensemble da HKMA faz parceria com Brasil e Tailândia para tokenização, lançado pela Autoridade Monetária de Hong Kong em março contando com a participação de pelo menos 3 países, focado em tokenização e colaborações, integrado ao Drex do Banco Central e ao Project San do Banco da Tailândia. O Banco Central anunciou 2ª fase da moeda digital de banco central, CBDC, Drex aceitando inscrições com tokenização na pauta à testes adicionais, além de casos de uso de pagamentos PvP, payment-versus-payment, e DvP, delivery-versus-payment, à comércio transfronteiriço e de créditos de carbono testados entre Hong Kong e Brasil, com a HKMA observando que o  Drex conta com mais de 70 partícipes. A HKMA realizará testes de liquidações PvP e DvP com o Banco da Tailândia, sendo PvP método de liquidação de transações monetárias enquanto DvP é método de liquidação à valores mobiliários, com pagamentos comerciais e créditos de carbono como foco da colaboração com o Banco da Tailândia, buscando  desenvolver proof-of-concept e, com a vice-governadora de desenvolvimento corporativo do Banco da Tailândia afirmando que "a parceria avança esforços de tokenização com visão ampla considerando designs técnicos, requisitos comerciais e estruturas regulatórias de cada jurisdição.” A HKMA, Hong Kong, lançou o Project Ensemble para desenvolver CBDC de atacado na tokenização, formando comitê de arquitetura para avaliar infraestrutura do projeto, incluindo o Banco da China, Hong Kong, Hang Seng Bank, Hong Kong and Shanghai Banking Corporation, HSBC, Standard Chartered Hong Kong, HashKey Group, Ant Digital Technologies e Microsoft Hong Kong, integrando o banco central francês ao projeto e lançando sandbox, no entanto, antes de lançar o Project Ensemble, a HKMA emitiu orientações para que instituições financeiras fechassem lacunas na regulamentação de tokenização, com a Comissão de Valores Mobiliários e Futuros de Hong Kong emitindo regras à ofertas de valores mobiliários tokenizados. A parceria entre o Banco Central e HKMA envolve interligação de infraestruturas digitais dos 2 países, conectando plataforma do DREX à Ensemble Sandbox, ambiente experimental de Hong Kong, cuja intenção é permitir transações internacionais via moeda digital do banco central brasileiro, sistema que simplifica e torna mais eficiente operações de pagamento transfronteiriço, com o presidente do BC do Brasil destacando importância da colaboração com Hong Kong no desenvolvimento do DREX com experiências de cooperação global essenciais para construir mercado financeiro integrado, sendo que a conexão entre 2 jurisdições opostas no globo simboliza nova era de cooperação financeira  em tecnologia avançada. Vale dizer que o DREX não se limita ser moeda digital pois seu design suporta tokenização de ativos financeiros colaborando com mais de 70 empresas brasileiras para impulsionar desenvolvimento do mercado financeiro digital no país, com o BC se posicionando como pioneiro na América Latina no desenvolvimento de moeda digital focada em integração global e sustentabilidade, ao passo que o  projeto com Hong Kong permite que o Brasil explore casos de uso de pagamento versus pagamento, PvP, entregando DvP, garantindo segurança e eficiência em transações como o financiamento do comércio e créditos de carbono, sendo que a cooperação entre BC e HKMA fortalece intercâmbio de experiências em regulamentação e inovação tecnológica criando base a sistema financeiro interconectado e resiliente.

Moral da Nota: a prefeitura da cidade de São Paulo impulsiona economia cripto em parceria com a Polkadot, através da SP Negócios, da prefeitura paulista, para impulsionar a indústria de criptomoedas na cidade em que parte da parceria e munícipes poderão acessar à formação de Programadores Blockchain através de conteúdos do Código Brazuca, a partir de dezembro de 2024. O Decentralized Business Developer Polkadot, informa que “a parceria com a SP Negócios contribui à formação de Programadores  Blockchain, aberta para levar tecnologia às empresas de São Paulo, sejam startups, pequenas e médias empresas ou corporações paulistanas, que buscam investir ou adotá-la”, sendo que o  programa é gratuito e disponibilizado online, aberto às empresas paulistas, com inscrições em breve disponibilizadas pela SP Negócios sem necessidade de prévia formação. A parceria com a Polkadot é parte da estratégia da SP Negócios impulsionar ambiente de negócios no setor de cripto economia, reforçando o município como polo de tecnologia e inovação, com blockchain em papel transformador nas diversas áreas como finanças descentralizadas, tokenização de ativos e NFTs, destacando em comunicado que, "promover capacitação de profissionais qualificados, a SP Negócios atrai investimentos, fomenta surgimento de startups consolidando o município como referência na adoção e desenvolvimento de soluções blockchain". Vale a nota que a Federação Nacional de Associações dos Servidores do Banco Central, Fenasbac, fez parceria com a Universidade Federal do Rio de Janeiro, UFRJ, e Polkadot, para aprofundar pesquisas em interoperabilidade entre redes blockchain e DREX, com Banco Central do Brasil, cujo representante nos avisa que "o LIFT Learning trabalha em soluções de base com interoperabilidade entre blockchains como problema que demanda esforço avançando na discussão desse tema", sendo que pesquisas serão realizadas através do programa LIFT Learning, iniciativa do Banco Central, BC, e da Federação Nacional de Associações dos Servidores do Banco Central, Fenasbac. O LIFT Learning é laboratório virtual que une bancos, instituições de pagamento, fintechs e empresas de tecnologia financeira a instituições de ensino superior no desenvolvimento de soluções que beneficiem o Sistema Financeiro Nacional, SFN e população, sendo que o projeto  desenvolve solução tecnológica que permita transações entre diferentes redes blockchain simultaneamente, que mantenha segurança e facilite fluxo de informações e recursos entre DREX e outras plataformas, enquanto interoperabilidade blockchain é tema no desenvolvimento do SFN, pois permite integração de diferentes sistemas e criação de produtos e serviços.

segunda-feira, 9 de dezembro de 2024

Especialistas Cripto

Lançada na Colômbia, programa educacional, EducatETH, que oferece curso gratuito para formar especialistas blockchain com apoio de instituições como a UxTIC University Network e La Incubadora, Fundação Ethereum e Arbitrum, apresentada “Onchain Builder Lab: from Zero to Hero”, curso online destinado a formação blockchain e Ethereum, pensado para ser intensivo, 13 semanas de treinamento, à desenvolvedores quanto pessoas sem experiência técnica. A proposta é baseada em experiência educacional de qualidade, ministrada por especialistas que contribuirão com vasta experiência no ecossistema Ethereum na América Latina, além de, benefícios como treinamento por profissionais do setor blockchain, oportunidades networking, conexão com entusiastas e especialistas do setor, abordagem interdisciplinar com promoção de inovação via aprendizagem integral, além de Hackathon online com Aplicação prática dos conhecimentos adquiridos, acesso a incubadoras inseridos em oportunidade de desenvolver projetos próprios com apoio especializado. O gestor do EducatETH, destacou importância da iniciativa no desenvolvimento do ecossistema blockchain na região, oportunidade para quem deseja impulsionar carreira no universo blockchain comprometidos com crescimento do ecossistema em que educação é chave para alcançá-lo, sendo que o  curso é oportunidade independente sem conhecimento prévio, à aprender e crescer em ambiente apoiado pelo setor. Já, a Argentina, incorporou Ethereum no currículo das escolas de Buenos Aires oferecendo estágios blockchain à proporcionar experiência prática, sendo que o Ministério da Educação argentino colaborou com a ETH Kipu para incluir  Ethereum no currículo do ensino médio e, em anúncio, a Fundação ETH Kipu disse que colaborou com Buenos Aires à introduzir Ethereum e blockchain nas salas de aula do ensino médio municipal, com isso, escolas oferecerão estágios blockchain para proporcionar experiência prática.  A ETH Kipu disse que implementará curso online de Solidity visando capacitar 500 alunos maiores de 18 anos para desenvolver aplicações descentralizadas, DApps, com linguagem de programação, enquanto busca preparar instrutores para ministrar treinamento em Ethereum e blockchain, já que considera Solidity como linguagem de programação de alto nível usada para construir contratos inteligentes na blockchain da Ethereum, desenvolvido em 2014 para criar DApps e usado em redes populares como BNB Smart Chain e Avalanche.  A cofundadora da ETH Kipu, Paula Doy, disse que a integração Ethereum nas escolas secundárias capacita alunos sobre tecnologia e lhes dá ferramentas para “moldar o futuro",  acrescentando que,  “a iniciativa abre oportunidades aos jovens e coloca a Argentina na vanguarda do movimento global de blockchain”, considerando que a ETH Kipu é organização focada em educar sobre Ethereum, realizando com  Fundação Ethereum workshop Ethereum à 200 alunos sobre blockchain, sendo que  este evento serviu como “plataforma de lançamento” à iniciativa de levar educação blockchain às escolas secundárias de Buenos Aires.  Valendo considerar que à medida que a taxa de inflação argentina segue em luta por controle, os cidadãos migram à ativos digitais com taxa de inflação ainda elevada e o país liderando adoção cripto, com analistas da Forbes destacando que dos 130 milhões de visitantes de 55 das principais bolsas de criptomoedas do mundo, 2,5 milhões vieram da Argentina, além disso, o país foi o principal mercado da Binance em termos de visitantes, dados da SimilarWeb, mostrando que 6,9% do total de visitas vieram da Argentina enquanto a adoção cripto no país é atribuída à compra de stablecoins como Tether, USDT,  para manter o valor dos fundos em meio à inflação local. 

A Universidade de Sevilha lança curso sobre tokenização e Finanças Descentralizadas composto por mais de 600 horas letivas, dirigido por equipe de especialistas e denominado  “Tokenização de Projetos Empresariais e Finanças Descentralizadas”, oferecendo treinamento certificado e aprovado, conferindo 25 ECTS, Sistema Europeu de Transferência e Acumulação de Créditos, Liderado Ismael Santiago, professor de finanças, figura chave na criação do programa, que comentou, "conseguimos criar um diploma certificado e aprovado pela Universidade de Sevilha na área de tokenização projetos empresariais e Finanças Descentralizadas, falamos de Curso Expert de 625 horas letivas e 25 ECTS, a 1ª universidade pública da Andaluzia com título que acabamos de obter e lançar. Aborda temas como, introdução a Blockchain e sua Aplicação nos Negócios, tokenização de Ativos e Projetos Empresariais, fundamentos e aplicações de DeFi, finanças descentralizadas, regulamentação e conformidade no ecossistema criptográfico, sendo que, o curso não só proporciona sólida formação teórica, mas oferece abordagem prática com estudos de casos reais e projetos aplicados em que participantes terão oportunidade de interagir com profissionais do setor e adquirir competências que lhes permitem inovar nas respetivas áreas, aqui, há requisitos específicos para admissão a estudos Licenciados e/ou licenciados em Administração e Gestão de Empresas, Marketing, Finanças, Comunicação, Ciências da Computação ou Engenheiros. No Peru, autoridades recebem treinamento sobre atividades ilícitas cripto, com a Embaixada norte americana fortalecendo a luta contra o crime financeiro com workshop a 90 funcionários e 240 policiais e, por meio do workshop “Seguindo o Dinheiro” sobre criptomoedas, 90 promotores latino-americanos receberam treinamento focado no combate ao crime transnacional no mundo virtual, segundo relatos dos EUA, a atividade, realizada em Lima, organizada pelo Departamento de Justiça dos EUA, em coordenação com a OEA, Organização dos Estados Americanos, e o FBI, nesta atividade reuniram procuradores da Argentina, Brasil, Chile, Costa Rica, Equador, Paraguai, República Dominicana e Peru, bem como analistas da Unidade de Inteligência Financeira do Peru. Detalham que especialistas do Departamento de Justiça dos EUA, do Departamento de Crimes Cibernéticos da HSI, da Organização dos Estados Americanos e do FBI utilizaram metodologias eficientes ao sucesso desses casos, segundo a publicação, “treinaram promotores e policiais em metodologias para rastrear criptomoedas e combater modalidades utilizadas por organizações criminosas transnacionais dedicadas à lavagem de dinheiro, mineração ilegal, tráfico de pessoas, fraudes e crimes utilizando o ciberespaço e dark web”,  destacando que, “o Escritório de Investigações do Departamento de Segurança Interna dos EUA, DHS/HSI, em cooperação com a Polícia Nacional do Peru, treinou os policiais na investigação de crimes transnacionais, tecnológicos, riscos cibernéticos e fraude no uso cripto e suas aplicações.” Vale dizer que o panorama da segurança cibernética na América Latina em 2023 revelou preocupação crescente com 23% das empresas vítimas de ataques de ransomware, conforme publicado pela ESET no relatório “Security Report, ESR”, ao oferecer visão geral do estado da segurança nas empresas latino-americanas, indicando que longe de diminuir evoluiu com táticas e estratégias de extorsão visando tanto empresas como entidades governamentais e, em 2023, o ransomware manteve posição como uma das principais ameaças na América Latina, não só houve aumento no número de incidentes mas sofisticação nos métodos utilizados por cibercriminosos. 

Moral da Nota:  El Salvador está pagando os títulos da divida externa com vencimentos batendo a porta, em vez de festejar a recente alta bitcoin decorrente o resultado eleitoral norte americano e, o Butão, também em parceria com a Binance busca atuação profissional cripto, no entanto, o presidente de El Salvador admite que o país não viu tantos benefícios em termos de popularização cripto quanto esperava, quer dizer “o Bitcoin não teve a grande adoção que esperávamos”. Afirmou que a adoção Bitcoin não avançou tanto quanto gostaria pós adotar a criptomoeda como moeda legal e, de acordo com entrevista à revista TIME publicada em 29 de agosto, afirmou que a adoção do Bitcoin, BTC, foi “resultado líquido positivo” para El Salvador, mas admitiu que não viu tantos benefícios quanto esperava, comparando a postura sobre os protestos à sua aceitação do BTC, considerando ambos como “voluntários” e não impostos pelo governo, disse, “definitivamente, muito mais poderia ser feito”, esclarecendo que, “o Bitcoin não teve adoção generalizada que esperávamos, muitos salvadorenhos usam-no e a maioria das empresas o aceita, você pode ir ao McDonald's, hotel ou supermercado e pagar com Bitcoin, finalizou, “não teve a adoção que esperávamos.” No X, o presidente elogia a caracterização da TIME, descrevendo como “o autoritário mais popular do mundo” e desde que assumiu o cargo,  a taxa de homicídios diminuiu, no entanto, muitos salientam que autoridades violaram  leis dos direitos humanos na tentativa de combater gangues, incluindo detenção de críticos da administração, afirmando que El Salvador é “o país mais seguro do Hemisfério Ocidental” supostamente negando uso de gás lacrimogêneo ou cassetetes para reprimir os protestos. Em suma, muitos na indústria de cripto prestam atenção em Bukele desde 2021, depois que planejou que El Salvador adotasse o BTC como moeda legal  durante conferência Bitcoin em Miami, desde então, promoveu a criação da ‘Cidade Bitcoin’ movida a vulcão e lançou programa de cidadania à indivíduos que se comprometem investir US$ 1 milhão em BTC ou Tether, segundo o presidente, o país tinha  US$ 400 milhões apenas na “carteira pública” e depois de vencer a eleição em fevereiro, espera-se que continue como presidente de El Salvador até 2029.

sábado, 7 de dezembro de 2024

Panorama Cripto

O Brasil se posiciona como o 10º país na adoção criptomoedas, em que estudo da Chainalysis mostra que lidera considerando a América Latina e, conforme o ranking, fica atrás da Índia, que lidera o ranking global, Nigéria, Indonésia, EUA, Vietnã, Ucrânia, Rússia, Filipinas e Paquistão e, considerando apenas a América Latina, lidera seguido por Venezuela, Argentina e México, a partir daí pode-se medir os efeitos em relação a última alavacagem bitcoin. A Chainalysis aponta regiões da Ásia Central e Sul e Oceania dominando o Índice  2024, com 7 dos 20 principais países localizados na região destacando que essas regiões têm conjunto exclusivo de mercados cripto com altos níveis de atividade em exchanges locais, serviços comerciais e DeFi, sendo que o estudo em questão classificou países no ranking  em interações com serviços centralizados e descentralizados, considerando operações varejo e DeFi. O índice da Chainalysis 2024 excluiu o volume de transações em exchanges peer-to-peer, P2P, e, conforme a empresa, houve “redução na atividade” em regiões sendo que possui 4 subíndices ponderados pelo PIB per capita em que o ranking classifica 151 países aos quais teve dados sobre cada subíndice, incluindo tamanho da população e poder de compra, por fim, fez a média geométrica de cada país e normalizou o número final em escala de 0 a 1 para pontuar a classificação geral e quanto mais próxima a pontuação final for de 1, maior será a classificação, lembrando que considerando apenas o subíndice 1, o Brasil ficou na 8ª posição e nos subíndices 2 e 3, ficou na 10ª colocação e, no 4º subíndice, na 14ª posição. A Chainalysis avalia que em 2023 o crescimento da adoção cripto foi impulsionado por países de renda média-baixa, em 2024, no entanto, a atividade cripto aumentou nos países de todas as faixas de renda e o lançamento ETF  Bitcoin nos EUA desencadeou aumento no valor total da atividade Bitcoin nas regiões, havendo contudo, crescimento forte ano a ano em transferências de tamanho institucional em regiões com países de maior renda como América do Norte e Europa Ocidental e, por fim, em relação ao DeFi, o relatório pontuou que, ao analisar o crescimento ano a ano em termos de tipos de serviços é possível ver a atividade DeFi aumentar na África Subsaariana, América Latina e Europa Oriental.

O “Relatório Geográfico de Criptomoedas 2024” da Chainalysis destaca 4 países latino-americanos entre os líderes na adoção de cripto mostrando que a  América Latina emerge como região chave na adoção de ativos digitais, com países apresentando alta taxa de integração de criptomoedas nas economias, sendo que a crescente aceitação na região sublinha tendência à digitalização financeira e utilização cripto nos mercados emergentes. Revela que no top 20 do índice estão México, 14º lugar, e Argentina, 15º lugar, sublinhando como as criptomoedas se estabelecem como opção viável aos que procuram proteger  ativos da inflação, sendo que o relatório anual da Chainalysis analisa dados dentro e fora da rede para identificar países que estão na vanguarda da adoção cripto, destacando onde casos de uso cripto únicos crescem examinando razões por trás da tendência global em relação às criptomoedas ao refletir busca por alternativas financeiras em meio à instabilidade econômica. Mostra o ímpeto por trás do crescimento acelerado está no lançamento do Bitcoin Spot ETF nos EUA que causou aumento na atividade, fenômeno que gerou crescimento anual  nas transferências institucionais em regiões de rendimento elevado como América do Norte e  Europa Ocidental, além disso, transferências de stablecoin tiveram crescimento ano após ano no segmento de varejo e profissional, facilitando casos de utilização prática em países com economias de rendimento baixo e médio-baixo particularmente na África Subsariana e  América Latina, destacando que o mercado global cripto continua se expandir impulsionado por ferramentas financeiras e crescente interesse nas regiões emergentes.

Moral da Nota:  a negociação mensal cripto na Argentina aumentou de US$ 1,87 milhão em fevereiro para US$ 2,47 milhões em julho de 2024 e, ao lado do Brasil, é alternativa de poupança e proteção contra desvalorização monetária acontecendo em meio a desafios econômicos, na  Argentina, por exemplo, a inflação anual ainda é alta, o volume de transações cripto teve crescimento e, de acordo com dados recentes da bolsa de criptomoedas NoOnes a negociação mensal de ativos criptográficos representou aumento de 32% em apenas 5 meses, tendência que refletiria crescente confiança dos argentinos nas moedas digitais como refúgio contra desvalorização do peso. O Brasil, embora com inflação mais moderada, viu aumento mais impressionante no uso cripto com o NoOnes informando que o volume mensal de comércio no Brasil cresceu de US$ 1,92 milhão em janeiro para US$ 3,09 milhões em junho marcando aumento de 61%, crescimento que posiciona o Brasil como o maior mercado cripto da América Latina em termos de volume de transações, enquanto outros países latino-americanos aumentaram a atividade criptográfica a ritmo mais moderado, com a Venezuela, por exemplo, quase duplicando o volume de transações passando de US$ 249 mil em junho à US$ 479 mil em julho, enquanto a República Dominicana registrou aumento de US$ 1,05 milhão à US$1,96 milhão  no mesmo período. Vale citar que o México sobe posições no ranking de adoção cripto onde se consolida como o 3º país da América Latina com maior uso bitcoin, BTC, e outros ativos digitais, surpreende ao passar  a Argentina, como revela o relatório anual da Chainalysis, onde ocupa a posição 14 superando a Argentina na posição 15, melhoria que se deve ao fato do país asteca ter subido duas posições em relação ao índice global de 2023 quando a Argentina ocupava a posição 15 e o México 16. 

quarta-feira, 4 de dezembro de 2024

Declaração de Helsinque

A revisão de 2024 da Declaração de Helsinque, publicada em coincidência com a ratificação da Declaração da Associação Médica Mundial, WMA, criada em 1947 às práticas médicas e de pesquisa antiéticas pós e durante a 2ª Guerra Mundial e, desde a fundação, se comprometeu ser plataforma ao desenvolvimento de consenso global sobre ética médica, sendo que a Declaração de Helsinque foi adotada pela WMA em 1964, em princípios éticos à pesquisa médica, embora inspirada em instrumentos legais de direito internacional como o Código de Nuremberg, não é documento legal oficial e a WMA não tem autoridade legal, em vez disso, a Declaração é documento ético que continua sendo o código de ética mais influente na pesquisa médica ao longo de 6 décadas. Revisada diversas vezes para acompanhar questões contemporâneas na condução da pesquisa médica, cujo suplemento que acompanha a Declaração de Helsinque de 2024 facilita comparação com a versão de 2013, com Jack Resneck, MD, liderando grupo de trabalho que supervisionou o processo de revisão 2024 detalhando o processo para reunir contribuições  à revisão. Enfatiza engajamento da comunidade na pesquisa e responsabilidade para evitar desperdícios com o impacto ecológico do empreendimento da perspectiva como paciente e líder de organização de defesa de pacientes, de, "sujeitos" humanos à "participantes" e a ênfase dos voluntários como parceiros na pesquisa e, do ponto de vista "Revisitando a Declaração de Helsinque, perspectiva centrada no paciente" descreve o papel de envolver pacientes como parceiros na pesquisa e implementação dos princípios éticos da Declaração, enfatizando que a linguagem mais expansiva da Declaração não é trivial e que o “escopo mais amplo da Declaração de Helsinque é essencial a países de baixa e média renda e especificamente aos países de baixa e média renda nas Américas, abrindo caminho à pesquisa melhor”,  baseado na experiência da pandemia para destacar tipos de mudanças necessárias nos países de baixa e média renda nas Américas se os princípios descritos na Declaração revisada forem abordados. A revisão fala sobre o papel crescente da IA em cuidados de saúde e pesquisa e a importância de proteger dados dos participantes, destacando impacto acelerado dessas tecnologias como preocupação à conduta ética da pesquisa e, no “The Revised Declaration of Helsink, Considerations for the Future of Artificial Intelligence in Health and Medical Research” detalha governança ética de dados, alfabetização aprimorada IA e clareza relativa às aplicações atuais vs futuras e riscos potenciais IA ​​como áreas de foco. O JAMA fornece informação de questões em pesquisa médica, reafirmando princípios éticos fundamentais à proteção de participantes em pesquisa biomédica que informam regulamentação do empreendimento de pesquisa por 6 décadas, afirmando papel e valor da pesquisa bem conduzida eticamente sólida e centrada no paciente para gerar evidências que informam o atendimento médico e prática de saúde pública para orientar atendimento ao paciente e saúde da população.

A OpenAI elogiou o Whisper, ferramenta de transcrição alimentada por IA, pela “robustez e precisão próximas do nível humano”, no entanto, tem grande falha, tende formar fragmentos de texto ou frases inteiras, conforme entrevistas com mais de 12  engenheiros de software, desenvolvedores e pesquisadores acadêmicos, especialistas que salientaram que alguns dos textos fabricados conhecidos na indústria como alucinações podem incluir insultos raciais, retórica violenta ou tratamentos médicos fabricados, dizendo ainda que as invenções são problemáticas, já que o Whisper é usado em setores para traduzir e transcrever entrevistas, gerar texto em tecnologias populares de consumo e criar legendas à vídeos. O mais preocupante, dizem eles, é a pressa nos centros médicos em usar ferramentas baseadas no Whisper para transcrever consultas, apesar dos avisos da OpenAI que a ferramenta não deve ser usada em “domínios de alto risco”, sendo que a extensão do problema é difícil avaliar, com pesquisadores e engenheiros observando que frequentemente encontram alucinações de Whisper em seu trabalho com o pesquisador da Universidade de Michigan dizendo ter encontrado alucinações em 8 das 10 transcrições de áudio que revisou, antes de tentar melhorar o modelo. Um engenheiro de ML, aprendizado de máquina, disse que descobriu alucinações em metade das mais de 100 horas de transcrições que analisou, enquanto um terceiro desenvolvedor disse que encontrou alucinações em quase todas as 26 mil transcrições que criou com o Whisper, no entanto, problemas persistem mesmo em testes de áudio curtos e bem gravados, com estudo realizado por cientistas da computação encontrando 187 alucinações em mais de 13 mil clipes de áudio nítidos que examinaram, tendência que resultam transcrições incorretas de milhões de gravações, segundo pesquisadores. Os erros podem ter “consequências graves”, especialmente em ambientes hospitalares, segundo Alondra Nelson, que dirigiu o Gabinete de Política Científica e Tecnológica da Casa Branca, esclarecendo que “ninguém quer diagnóstico errado, deveria haver um padrão mais elevado” e, segundo Christian Vogler, surdo, que dirige o Programa de Acesso à Tecnologia da Universidade Gallaudet dizendo que o Whisper é usado para criar legendas à pessoas com deficiência auditiva, população  suscetível a erros de transcrição, sendo que Isso ocorre porque pessoas com deficiência auditiva não têm como identificar invenções “escondidas entre outros textos”.  O porta-voz da OpenAI disse que a empresa estuda como reduzir as alucinações e apreciou as descobertas, acrescentando que a OpenAI incorpora feedback nas atualizações do modelo embora a maioria dos desenvolvedores presuma que as ferramentas de transcrição apresentam erros ortográficos, engenheiros e pesquisadores dizem que nunca viram outra ferramenta de transcrição com tecnologia IA que impressione tanto quanto o Whisper, valendo dizer que a ferramenta está integrada a algumas versões do ChatGPT, chatbot da OpenAI, oferta que pode ser incorporada às plataformas de computação em nuvem Oracle e Microsoft, que atendem empresas no mundo, também usado para transcrever e traduzir textos em vários idiomas. O engenheiro ML, aprendizado de máquina, da empresa disse que o Whisper é o modelo de reconhecimento de voz de código aberto mais popular e integrado em tudo, desde call centers a assistentes de voz cuja versão recente foi baixada mais de 4,2 milhões de vezes da plataforma IA HuggingFace, sendo que as professoras Allison Koenecke, da Universidade Cornell, e Mona Sloane, da Universidade da Virgínia, examinaram milhares de pequenos trechos obtidos do TalkBank, repositório de pesquisa localizado na Universidade Carnegie Mellon, determinaram que quase 40% das alucinações eram prejudiciais ou preocupantes porque o orador poderia ser mal interpretado ou deturpado. Pesquisadores não sabem ao certo por que o Whisper e outras ferramentas alucinam, mas desenvolvedores de software dizem que as fabricações tendem ocorrer nas pausas, quando sons de fundo ou música estão tocando, com a OpenAI recomendando em seus avisos legais on-line contra o uso do Whisper em “contextos de tomada de decisão, onde falhas na precisão podem levar a falhas pronunciadas nos resultados”, no entanto, os avisos não impediram que hospitais ou centros médicos utilizassem modelos de áudio para texto, como o Whisper, para transcrever o que é dito nas consultas médicas para que os prestadores de serviços médicos gastem menos tempo em tomar notas ou  escrever relatórios, com mais de 30 mil médicos e 40 sistemas de saúde, incluindo a Clínica Mankato em Minnesota e o Hospital Infantil em Los Angeles, usando ferramenta no Whisper desenvolvida pela Nabla com escritórios na França e EUA, considerando que a ferramenta foi ajustada à linguagem médica para transcrever e resumir interações dos pacientes.

Moral da Nota: o Governo de Minas Gerais e Unimed testam integração baseada na blockchain para desenvolver sistema de interoperabilidade de dados em blockchain, com a SES-Mg, Secretaria Estadual de Saúde, iniciando testes com a Unimed para garantir segurança e integração de informações de saúde, prioridade no cenário de gestão pública. O sistema conta com provas de conceito, PoCs,  em colaboração com  prefeituras de Belo Horizonte e Ribeirão das Neves, facilitará troca segura e eficiente de informações entre setor público e privado, focado em proteger dados pessoais, para tanto, as cidades, com a SES e Unimed estão testando integração dos dados na Rede Mineira de Dados de Saúde, RDSMinasGerais, gerenciada pela SES-MG, com o CIO da secretaria, dizendo ao Convergência Digital que os dados, governança e interoperabilidade são essenciais para  melhorar o atendimento. A utilização blockchain representa escolha estratégica pois garante segurança total, evitando riscos de violação, acesso não autorizado e perda de informações sensíveis, além disso, possibilita que o setor público alcance padrões de segurança e confiabilidade em saúde jamais vistos no país, com os desafios enfrentados pela SES-MG, especialmente em sistemas legados ainda em uso cuja a evolução tecnológica é essencial, já que a parceria entre governo de Minas e Unimed na blockchain conhecida como DocChain é projetada para garantir segurança e rastreabilidade no processo de gestão de dados de saúde e, até 2025, a SES-MG  expandirá o projeto colaborando com a UFMG, Universidade Federal de Minas Gerais, à capacitar servidores em inteligência de dados e blockchain cujo objetivo é assegurar que cada  profissional compreenda importância da tecnologia permitindo  o cidadão receber serviço mais ágil e seguro. O diferencial do projeto RDS-MG está na combinação blockchain IA, integração que permite monitoramento analisando dados dos pacientes em tempo real, com o Subsecretário de Ciência, Tecnologia e Inovação de Minas Gerais, dizendo que IA será ferramenta crucial para detectar riscos precoces em pacientes com doenças crônicas, possibilitando ações preventivas e assertivas no tratamento, destacando que a tecnologia "melhora eficiência do sistema de saúde, reduz erros e facilita continuidade dos cuidados". Valendo dizer que o Ministério da Saúde conta com rede construída em blockchain, Rede Nacional de Dados de Saúde, RNDS, desenvolvida no Hyperledger Fabric, sendo que a RNDS registra dados dos pacientes em blockchain, entre eles, testes de Covid, exames e vacinação contra coronavírus, usa tecnologias e não apenas blockchain sendo que a proposta do Ministério da Saúde é expandir com informações médicas dos usuários do SUS, 100% blockchain, compartilhando dados por sistema de APIs.

segunda-feira, 2 de dezembro de 2024

Estrutura da OCDE

O Ministro neozelandês propôs implementação através  do Projeto de Lei de Tributação, Taxas Anuais para 2024–25, Resposta de Emergência e Medidas Corretivas, implementar estrutura da OCDE à troca automática de informações financeiras de criptoativos ao Legislativo, medida legislativa visando  integrar o CARF, Crypto-Asset Reporting Framework, da OCDE e atualizações do Common Reporting Standard na legislação nacional. Emendas propostas programadas para entrar em vigor em 1º de abril de 2026 e, a partir de então, provedores de serviços de criptografia de relatórios baseados na Nova Zelândia serão obrigados coletar informações sobre transações com usuários reportáveis ​​devendo executar as transações através dos provedores de serviços, sendo que a proposta inclui multa de US$ 300 à provedores e US$ 1.000 à usuários que não compartilharem informações sendo que a multa a provedores será imposta  por não conformidade, enquanto isso, usuário de criptoativos enfrentará multa de $1.000 por não fornecer informações necessárias sobre si mesmo ou pessoa relacionada. Os provedores deverão enviar informações à Receita Federal até 30 de junho de 2027, posteriormente, a instituição compartilhará os dados com autoridades fiscais relevantes até 30 de setembro de 2027, no entanto, o ministro destaca que a tecnologia por trás dos criptoativos, particularmente criptografia, apresenta desafios de conformidade únicos à autoridades fiscais e, como resultado, os fiscais não têm o mesmo nível de supervisão sobre a renda de criptoativos que têm com a renda de fontes tradicionais. O país avança em direção a supervisão rigorosa de criptomoedas decorrente pedidos de mudanças regulatórias, considerando que no início de 2024 o Ministro do Comércio e Assuntos do Consumidor da Nova Zelândia defendeu reformulação no modo como como o país regula os ativos digitais e vê blockchain, daí mudança á postura mais proativa, com a autoridade tributária anunciando foco em traders cripto  que negligenciaram declarar ganhos com as atividades nas declarações de imposto de renda.

Dentro do projeto de lei, propõe confirmar as taxas anuais de imposto de renda, medidas de alívio fiscal, a implementação da Estrutura de Relatórios de Criptoativos, CARF, da OCDE e emendas ao Padrão Comum de Relatórios, CRS,  e, com o novo desenvolvimento, provedores de serviços de criptoativos, RCASPs, sediados na Nova Zelândia serão obrigados coletar informações sobre usuários reportáveis ​​que operam através  de suas plataformas, além disso, provedores de criptomoedas devem reportar as informações à Receita Federal que serão compartilhadas com autoridades fiscais relevantes no mundo se forem pertinentes a usuários reportáveis ​​em outras jurisdições, essa troca de informações será concluída até 30 de setembro de 2027. Em suma, os traders que usam exchanges na Nova Zelândia terão seus dados de transação reportados ao governo, conforme a agência tributária, garantindo que o lucro derivado da negociação cripto seja tributado adequadamente, no entanto, a agência governamental enfatizou que, com o desenvolvimento de criptoativos, as autoridades fiscais não têm visibilidade sobre a renda proveniente da negociação cripto enquanto a agência defende que houve aumento do esforço no cenário internacional para garantir que as autoridades fiscais "mantenham visibilidade sobre oportunidades de ganho de renda ou investimento que são facilitadas à indivíduos através de intermediários em larga escala". A medida que o universo cripto avança novo vocabulário vai se impondo, por exemplo, Blobs nos remete ao filme de 1958 estrelado por Steve McQueen e seu remake de 1988, The Blob, um monstro gelatinoso semelhante a ameba que aterroriza os habitantes da cidade, crescendo maior e mais vermelho à medida que os consome, no universo cripto, blobs , Binary Large Objects, são grandes blocos de dados  desnecessários à EVM, máquina virtual da Ethereum mantidos on-chain por 20 a 90 dias e, em seguida, excluídos, no entanto, podem se referir a pedaços de dados armazenados em sistemas de armazenamento descentralizados, como IPFS ou Filecoin, criptografados e armazenados em vários nós, ou, podem se referir a blobs de transação no Monero, dados binários da transação antes de serem transmitidos à rede, considerando que o Monero é blockchain de privacidade, esses blobs são estruturados de modo que mantém o anonimato. Para concluir a citação Tolerância a Falhas Bizantinas, termo clássico blockchain, característica chave da tecnologia, algo em que passa todo o tempo desapercebido, quando nos remete ao problema dos Generais Bizantinos, um exercício teórico que descreve a dificuldade de partes descentralizadas chegarem a consenso sem entidade centralizada confiável, ou seja, lida com a possibilidade de atores mal-intencionados produzirem informações falsas para gerar resultado ruim em determinado cenário. Especificamente, generais sem comunicação direta devem atacar Bizâncio simultaneamente para serem vitoriosos, se um dos generais recuar ou sinalizar que irá atacar, mas depois recuar, a batalha será um desastre,  pior do que uma retirada coordenada entre todos os generais, à esquerda, se todos os generais atacarem simultaneamente, vencerão, à direita, se 2 generais sinalizarem falsamente que atacarão e, em seguida, recuarem, os outros serão derrotados.  Satoshi Nakamoto resolveu o problema dos Generais Bizantinos relativos ao Bitcoin usando mecanismo de consenso proof-of-work, quantidade significativa de tempo e esforço para criar um bloco é difícil e, para o desenvolvedor, oferecer incentivo para produzir informações precisas, uma falha bizantina é um erro em um sistema de computação descentralizado que mostraria erro ou resultado diferente à diferentes atores, como no problema dos Generais Bizantinos, portanto, a tolerância a falhas bizantinas é a resiliência do sistema de computação em produzir tal falha.

Moral da Nota: a autoridade Portuária de Exeter testa barco elétrico movido a hidrogênio, sendo que o porto usará o barco no trabalho do Estuário de Exe e colaborará com o Centro de Mobilidade Futura Limpa da Universidade de Exeter para coletar dados da embarcação, enquanto a Universidade de Exeter coletará dados do MV Dirac no Rio Exe para melhorar sistemas de propulsão em outros novos barcos. A Autoridade Portuária recebeu o barco elétrico movido a hidrogênio para um período de teste ao trabalho no Estuário  e junto com o Porto e o projetista de barcos Ecomar Propulsion, o Centro de Mobilidade Futura Limpa da Universidade coletará dados da embarcação enquanto entra em período de testes nos próximos meses. O barco foi projetado e construído pela Ecomar Propulsion e ficará no estuário por um período limitado para auxiliar nos testes e provas da embarcação, lançado no porto de Exmouth, está atualmente em fase final de montagem com uma equipe da Ecomar Propulsion instalando os últimos itens em um novo sistema de energia inovador. O MV Dirac, recebeu o nome de uma das maiores mentes científicas do Reino Unido, Paul Dirac, que ganhou prêmio Nobel por seu trabalho em física quântica, é baseado em um NATO Combat Ready Boat, radicalmente redesenhado internamente, alimentado por 2 motores Ecomar Kairos de 250 kW e contém 180 kWh de baterias de íons de lítio suplementadas por célula de combustível de hidrogênio que estende o alcance da embarcação consideravelmente, sendo que o hidrogênio é fornecido em garrafas BOC Genie portáteis facilmente substituídas e armazenadas a bord, significando impossibilidade de recarregar a embarcação sempre que e onde for necessário.

domingo, 1 de dezembro de 2024

A Pensilvânia

A Câmara dos Representantes da Pensilvânia aprovou projeto de lei pró cripto que busca estabelecer estrutura regulatória para criptomoedas, abrangendo pagamentos Bitcoin e proteção de autocustódia, no entanto, falta aprovação do Senado e o aval do governador para virar lei, com o projeto buscando clareza regulatória à moedas digitais conforme meios de comunicação, estabelecendo estrutura regulatória que abordaria questões como proteção dos direitos dos residentes de auto custódia de criptomoedas, garantindo capacidade de usar Bitcoin como meio de pagamento e fornecendo diretrizes explícitas sobre impostos em criptomoedas. Denominada “Direitos Bitcoin”, a proposta foi aprovada com apoio bipartidário, vencendo por maioria de 176 votos a favor e 26 contra, votação que incluiu 76 democratas e apoio unânime dos 100 membros republicanos, o promotor do projeto, Dennis Porter, disse que “a adoção Bitcoin se expande, criando base de eleitores que buscam aliados políticos que apoiem liberdade financeira e inovação", concluindo que, “o apoio ao Bitcoin transcende linhas partidárias tradicionais, atrai eleitores que priorizam liberdade econômica, inovação tecnológica e privacidade digital”, continuando, “o Bitcoin fornece rota de fuga das CBDCs, questão de extrema importância à muitos eleitores ”. A Pensilvânia como estado crucial tanto à republicanos e democratas, relatórios mostram que, cerca de 12% dos 13 milhões de residentes do estado possuem criptomoedas com o grupo de defesa do Bitcoin, SAF, Satoshi Action Fund, esclarecendo que o projeto deve ser aprovado no Senado da Pensilvânia e assinado pelo governador Josh Shapiro para se tornar lei, seguindo ao Senado liderado pelos republicanos para votação pós eleição presidencial, no entanto, reflete tendência crescente de estados que tentam estabelecer estruturas regulatórias à indústria cripto, com a SAF, envolvida em esforços legislativos semelhantes em outros 20 estados com leis já promulgadas em Oklahoma, Louisiana, Montana e Arkansas. Ainda na inovação, a Pensilvânia é instada expandir adoção de energia renovável em meio a progresso lento, próxima do fim em eficiência energética e crescimento de  eólica, conforme relatório, com defensores pressionando por legislação para impulsionar uso de energia limpa, quer dizer, a transição à energia renovável na Pensilvânia desacelerou, com a produção eólica caindo e o crescimento de solar atrás de outros 28 estados, ocupando 2º lugar na produção de gás natural, que, segundo defensores, limita desenvolvimento de renovável com objetivo de aumentar seu uso à 35% até 2035.

Outra questão relativa a inovação, nos leva a Linus Torvalds que considera que IA é '90% marketing e 10% realidade', com o criador do Linux  interessado em IA, mas o hype faz com que  "basicamente a ignore" e, no Open Source Summit em Viena, Torvalds fez careta ao resumir o estado do negócio IA como "90% marketing e 10% realidade" ao tentar ver seu potencial, mas hype implacável da indústria cobrando seu preço dizendo que “IA é interessante, acho que vai mudar o mundo e, ao mesmo tempo, odeio tanto o ciclo de hype que realmente não quero ir por aí”. Descreveu seu mecanismo de enfrentamento do hype IA como  "abordagem basicamente de ignorá-la porque acho que a indústria de tecnologia em torno IA ​​está em posição ruim", no entanto, parece que há muita besteira sobre IA para tolerar, avaliando que há mudança em andamento, “em 5 anos, as coisas mudarão, e nesse ponto veremos que a IA está sendo usada todos os dias para cargas de trabalho reais”, sendo apropriado lembrar que não é a primeira vez que um peso pesado da indústria de TI pergunta sobre a validade da indústria IA, com o CEO da Baidu expressando opinião mais pessimista de que a bolha IA ​​estouraria e apenas 1% das empresas continuariam juntar os pedaços pós 'estouro' previsto, com o padrinho do Linux dizendo acreditar serem os pontos fortes atuais da IA como “o Chat GPT com ótimas demonstrações e obviamente usado em muitas áreas, especialmente design gráfico”, no entanto, Torvalds não resistiu nos lembrar que “realmente odeia o ciclo de hype.” Vale a nota que problemas de “alucinação” no Whisper são obstáculo à sua adoção em setores críticos, considerando que a tecnologia de transcrição Whisper da OpenAI gerou expectativas no mundo IA, aclamado pela capacidade de converter áudio em texto, prometendo melhorar precisão e velocidade da transcrição automatizada tornando-se ferramenta para diversos setores, da academia à área médica, porém, pesquisadores alertaram sobre questão preocupante, o modelo tem tendência a “alucinar”, ou, gerar conteúdo ficcional fora do áudio original, que não só afeta a confiabilidade do Whisper mas sua viabilidade em contextos de alto risco como hospitais e tribunais. Alucinação na IA ocorre quando o modelo produz respostas ou transcrições que não refletem a realidade, inventando informações que não estão presentes na fonte, embora seja problema conhecido na IA generativa surpreende vê-lo em ferramenta de transcrição como Whisper, cujos erros não são simples falhas de reconhecimento, em muitas ocasiões, o modelo introduz termos ou frases estranhas ao conteúdo original que podem ser prejudiciais ou confusos no ambiente profissional, por exemplo, relatório da Universidade de Michigan esclarece que em testes sobre transcrições de reuniões, o Whisper apresentou alucinações em 8 entre 10 transcrições, em outro estudo, um engenheiro de aprendizado de máquina analisou mais de 100 horas de transcrições geradas pelo Whisper encontrando erros semelhantes em mais da metade delas, resultados que deixam claro que as alucinações não são casos isolados mas problema recorrente. Pesquisadores sugerem que para reduzir essas alucinações a OpenAI e outras empresas deveriam trabalhar em modelos IA que incluam validações em tempo real ou filtros adicionais, quer dizer,  em setores sensíveis, como o médico ou jurídico, é crucial que transcrições sejam precisas e fiéis ao áudio original, caso contrário, o modelo dificultaria o trabalho em vez de facilitá-lo, embora o Whisper tenha sido revolucionário em termos de acessibilidade e velocidade, há longo caminho a percorrer para garantir transcrição precisa em todos os casos. 

Moral da Nota: para concluir, vale dizer que estudo de linguística e psicologia da Universidade de Nova York relata que quando uma frase curta é exibida em uma tela, o cérebro pode detectar sua estrutura linguística básica rapidamente, 150 milissegundos, medindo a atividade cerebral e usando magnetoencefalografia relataram que o córtex temporal esquerdo, que governa a compreensão da linguagem, distingue rapidamente entre frases e listas simples de substantivos em até 130 milissegundos. A professora de linguística Liina Pylkkänen, disse que "essa velocidade sugere que a compreensão de frases à primeira vista pode se assemelhar à percepção rápida de uma cena visual em vez do processo mais lento e passo a passo que associamos à linguagem falada",  concluindo que,  "na quantidade de tempo que leva para ouvir uma sílaba, o cérebro pode detectar a estrutura de uma frase de 3 palavras".