sábado, 24 de outubro de 2026

Calor e Gravidez

Nos EUA progressos na limpeza do ar estão sendo silenciosamente desfeitos pela fumaça dos incêndios florestais, enquanto pesquisas sobre a exposição à gravidez causada pela fumaça dos incêndios mostram que as grávidas estão na linha de frente. Estudo nacional abrangente de 64,5 milhões de gestações descobriu que a poluição causada por incêndios florestais mais que dobrou como parcela de poluição por partículas finas que as gestantes respiram, tornando-se fonte principal dos dias de qualidade do ar mais perigosos, publicada na Frontiers in Environmental Health, a análise é a primeira mapear como a exposição pré-natal a partículas finas, PM2,5, mudou nos EUA ao longo do tempo e qual o papel que incêndios florestais na formação das tendências. Liderada por Menglu Liang, professor da Universidade de Maryland, combinou dados federais sobre qualidade do ar com modelos de computador, simulando poluição das fontes e outro com poluição causada por incêndios florestais totalmente removida, a comparação, que abrangeu de 2003 a 2019 em mais de 2.800 condados em 48 estados, revelou 2 tendências, a poluição geral caiu, mas incêndios florestais consumiram os ganhos e a exposição diária pré-natal ao PM2,5 das fontes caiu de 34% no período do estudo, quer dizer, a fumaça dos incêndios florestais retardou o progresso por carros e fábricas mais limpos, outra tendência é que fumaça dos incêndios florestais mais que dobrou a participação, quer dizer, incêndios florestais contribuiram de 3,7% da exposição pré-natal ao PM2,5 à 8,2% e, em 2019, eram contribuintes aos dias de alta poluição na gravidez nos EUA. No período do estudo, 65 % dos dias que excederam o limite de ar saudável da EPA, 35 microgramas de partículas finas por metro cúbico, poderiam ser atribuídos à fumaça dos incêndios florestais e a poluição causada por incêndios florestais cresceu mesmo em regiões não associadas a incêndios, incluindo Sudeste, sendo que os aumentos mais acentuados atingiram o Noroeste onde taxas de poluição por incêndios florestais mais que duplicou, sendo que o infográfico dos resultados de gravidez por fumaça de incêndio florestal mostra que exposição pré-natal ao PM2,5 aumentou de 3,7 à 8,2 %. Por fim, partículas PM2,5 são 30 vezes menores que a largura de um fio de cabelo humano o suficiente para passar pelas defesas do corpo alojar-se no tecido pulmonar e atravessar à corrente sanguínea, na gravidez, a exposição sistêmica atinge o feto em desenvolvimento através da placenta, sendo que estudo descobriu que partículas de poluição do ar entram na placenta. A Associação Americana de Obstetricia relaciona  exposição pré-natal ao PM2.5 ao baixo peso ao nascer, parto prematuro, autismo e asma e, que, fumaça de incêndios florestais é especialmente preocupante pela sua composição química, com estudos sugerindo que partículas de fumaça podem ser mais tóxicas que uma massa igual de poluição urbana e viajam grandes distâncias cobrindo comunidades longe de qualquer chama, daí, alterações climáticas intensificam riscos às grávidas em múltiplas frentes e o prolongamento das épocas de incêndios continuam acrescentando combustível a esta ameaça específica.

Estudo da Universidade de Stanford publicado na Environmental Epidemiology com mais de 2,5 milhões de nascimentos na Califórnia, descobriu que 86% das gestantes foram expostas a pelo menos um dia de fumaça de incêndio florestal e, cada dia adicional de exposição na gravidez aumentou chances de parto prematuro espontâneo em 0,3%, com fumaça entre 14 e 20 semanas de gestação associada a parto prematuro com indicação médica. Em Irvine, pesquisadores da Universidade da Califórnia analisaram mais de 627 mil nascimentos nas temporadas de incêndios de 2017 a 2018 na Califórnia e a exposição ao PM2,5 de incêndios florestais e subprodutos da combustão, no 2º trimestre, foi associada a nascimento e ruptura prematura de membranas, estimando-se que 7% dos nascimentos prematuros na população estudada podem ser atribuídos à alta exposição a fuligem dos incêndios florestais. No Vale de San Joaquin, Califórnia, estudo publicado no Journal of Exposure Science & Environmental Epidemiology sobre gestações observou maior exposição à fumaça de incêndios florestais no início da gravidez se associava a riscos de anomalias estruturais, cardiopatia denominada coarctação da aorta e lábio leporino. Análise Fronteiras em Saúde Ambiental informa que a exposição à fumaça dos incêndios florestais não é distribuída de modo uniforme, comunidades rurais suportam maiores encargos de exposição nacional, comunidades indígenas americanas e nativas do Alasca são desproporcionalmente representadas nas regiões mais atingidas, pacientes asiáticos e negros apresentaram associações entre exposição à fumaça e parto prematuro considerando que gestações que começavam nos meses mais quentes coincidiam com temporadas de incêndios mais intensas e prolongadas. Acesso limitado a ar condicionado ou filtragem enfrentam maior exposição interna porque não conseguem se refugiar em espaço com ar mais limpo nos eventos de fumaça de vários dias, a combinação de fumaça de incêndio florestal e poluição atmosférica cotidiana e o calor extremo sobreposto à fumaça aumentou mais o perigo. Por fim, fontes de orientação obstétrica tratam valores de IQA acima de 100 não saudáveis para grupos sensíveis como limite à cautela extra na gravidez e acima de 150 como motivo para ficar em ambientes fechados com filtragem funcionando e considera exposições curtas de baixo nível menos preocupantes que episódios de incêndios florestais de vários dias.

 Moral da Nota: a França passou grande parte do verão aprendendo limites ao que até a legislação alimentar francesa pode suportar, após 5 períodos de calor extremo e  colheita quase 2 semanas antes em 2025, a região de Champagne relaxou uma das regras mais sagradas, ou, alguns vinhos da safra de 2026 poderão atingir 15% de álcool acima do limite usual de 13. Maxime Toubart, copresidente do órgão industrial Comité Champagne, alerta que a “colheita incomum provavelmente se tornará a norma em 10 a 15 anos”, já que as ondas de calor na França levaram a colheita ‘incomum’ ou clima quente e seco fazendo com que as uvas amadurecessem de modo rápido ficando mais açucaradas, a levedura transforma açúcar em álcool. A França suportou o verão mais quente desde o início dos registros em 1900, com 53 dias de ondas de calor e chuvas quase 40% abaixo do normal, a Grã-Bretanha teve o verão mais quente registrado e o calor extremo faz com que alimentos tornem-se escassos e caros podendo mudar o sabor, amadurecer ou alterar a composição do leite, trigo e ovos. Alface amarga, melões queimados pelo sol, a seca forçou mudanças nas regras que regem alguns dos queijos mais famosos da França, nação de designações protegidas que determinam onde os queijos podem ser feitos, como são produzidos e, em alguns casos, até mesmo o que as vacas comem. O Instituto Nacional de Origem e Qualidade da França aprovou mudanças temporárias à produtos protegidos, incluindo Comté, Beaufort, Reblochon, Roquefort e Abondance, para Abondance, metade da ração de verão de um rebanho normalmente teria que ser grama pastada, em 2026, esse número foi reduzido à 15 % enquanto agricultores foram autorizados trazer mais forragem seca de fora da área designada. Por fim, investigadores estudam variedades de alface selvagem e do sul da Europa em busca de características que auxiliem culturas comerciais resistir as condições mais quentes e a Agência Ambiental britânica informou que a temporada de produção de saladas no Reino Unido terminou 2 semanas antes do normal, após clima quente e seco prolongado. Pesquisa publicada em 2026 na Plant Science descobriu que a exposição de tomates verdes maduros a temperaturas de 35 °C e 42 °C suprimiu a produção de licopeno, pigmento responsável pela cor vermelha do tomate maduro e interrompeu os hormônios envolvidos no amadurecimento real, o resultado pode ser tomates alaranjados, irregulares ou aparentemente verdes, mesmo quando tecnicamente amadurecidos. A Nova Aquitânia, região frutífera da França, autoridades agrícolas relatam que o calor intenso secou a folhagem do melão, interrompendo polinização e fazendo com que frutas jovens caíssem prematuramente enquanto melões expostos estavam desenvolvendo queimaduras, maçãs na mesma região sofreram queimaduras com algumas áreas estimando perdas potenciais de 5 a 15 %. Enfim, galinhas estressadas pelo calor podem botar ovos menores com cascas mais fracas, as penas podem ser excelente isolamento mas o problema é que as galinhas não conseguem suar, estudo liderado pela Universidade Estadual de Ohio em 2026 manteve galinhas poedeiras a 35 °C por 12 horas/dia por 8 semanas e comparou com as mantidas a 22 °C, quer dizer, as galinhas estressadas pelo calor comiam menos, puseram menos ovos e produziram ovos mais leves e com cascas mais fracas.


sexta-feira, 23 de outubro de 2026

Verdade Inconveniente

O editorial 'Inconvenient Truth, The World Still Runs On Oil, Verdade inconveniente o mundo ainda funciona à base de petróleo, nos relata que a conferência climática de Bonn não se entendeu em relação ao cronograma de Mitigação nem conseguiu defender a meta de 1,5°C, considerando pressão da UE por cortes e, Arábia Saudita, China, Índia e Rússia, buscando defender interesses fósseis, ou, negociações do Mecanismo de Ajuste de Carbono se enquadraram como protecionismo pelas nações em desenvolvimento. O argumento que o petróleo é combustível de transporte e matéria-prima à mais de 6 mil produtos, que eólica e solar não substituem os usos, a construção de usinas a carvão pela China e priorização nuclear de Akkuyu pela Turquia, ilustram prioridades  de segurança energética em detrimento a compromissos de emissões líquidas zero, leva a concluir que a eliminação de carbono não é realista e a resiliência através de combinações energéticas diversificadas em vez da aceleração decorrente a crise, direciona a renováveis intermitentes, corresponde melhor às realidades industriais e econômicas, segundo o editorial. A Conferência da ONU sobre Mudanças Climáticas em Bonn, Alemanha, junho, prepararia terreno à COP31 na Turquia, no entanto, expôs quão longe o mundo se encontra na busca de caminho unificado direcionado à descarbonizar, com negociadores acordando o Programa de Trabalho de Mitigação, mecanismo destinado a empurrar países à cortes nas emissões, considerando ainda que, a UE pressionou por compromissos fortes enquanto outras nações insistiram que o fórum se destinava intercâmbiar informações e não definir obrigações, daí, não se alcançou nenhuma resolução, a questão foi adiada à COP31. A meta de 1,5°C desencadeou dicussão ainda mais acirrada, com UE e Suíça acusando Arábia Saudita, China, Índia e Rússia de minar a ciência climática na busca por proteção de demandas e interesses dos combustíveis fósseis, raramente confrontada de modo direto, quer dizer, se a meta de 1,5°C continua alcançável, segurança energética e adaptação realista merecem mais peso que adesão, já que partícipes da COP31 continuam alheios que economias mundiais funcionam com combustíveis à transporte. Vale dizer que petróleo bruto processado nas refinarias fornece moléculas que são base de mais de 6 mil produtos que a vida moderna utiliza, quer dizer, a partir desses derivados de petróleo, produtos que não existiam há alguns séculos, outra questão gira em torno da eletricidade que carrega um iPhone mas nem turbinas eólicas e painéis solares o fabricam, tudo que precisa de eletricidade se insere em derivados de petróleo a partir de petróleo bruto, daí, a premissa de Bonn, ou, sem petróleo bruto não haveria iPhones, máquinas de raio X ou computadores que precisassem de eletricidade, levando delegados à conversações formais sobre política climática e comércio quase inteiramente centrados no Mecanismo de Ajustamento das Fronteiras de Carbono da UE. Por fim, nações em desenvolvimento chamaram a questão de proteccionismo via poder de mercado, travestido de linguagem de responsabilidade climática, encerrando com Simon Stiell, chefe climático da ONU, lamentando um “você-primeiro” ou cada nação espera que os outros ajam antes de se comprometerem, ou, franca admissão de paralisia. 

O editorial nos leva ao conceito que nações não deixam de cooperar por teimosia, dão prioridade às próprias indústrias, à segurança elétrica, da cadeia de suprimento de combustíveis a transportes, 6 mil produtos oriundos de petróleo bruto processado e aos cidadãos, porque nenhum governo faz o contrário de modo responsável. Isto, levou o editorial a Belém do Pará, Brasil, com a afirmativa que a admissão de paralisia não condiz com o histórico da COP30 em que delegados brasileiros registraram 317 pousos de jatos particulares produzindo 1.541 toneladas de CO2 pela Ferramenta de Pequenos Emissores da Eurocontrol, quer dizer, jatos particulares emitem até 14 vezes mais CO2 por passageiro que voos comerciais. Fato que leva considerar que o 'faça você primeiro' vai além de posições de negociação se estendendo ao modo como os próprios participantes viajam, com a conferência de Bonn deixando a impressão que o mundo não caminha à descarbonização como bloco único, a COP31 apenas tornará as divisões mais visíveis. Vale dizer que, outra reunião preparatória da COP31, em Paris, o delegado da ONU tinha previsto tal fato sugerindo que a guerra do Oriente Médio “acelera” a mudança do mundo à eletricidade por eólicas e solares, argumenta que os que tentam sustentar a dependência de fósseis inadvertidamente alimentavam o boom de eólica e solar, porque, segundo o delegado ambiental da ONU, são seguras, baratas e imunes à ruptura de estreitos ou conflitos globais. A declaração que nações e indústrias caracterizadas como apegadas a combustíveis fósseis não parecem nostálgicas em relação ao passado, considera que, carvão, gás e petróleo têm sido base da civilização industrial moderna desde a Revolução Industrial como fontes de energia e matéria-prima, como o aço, cimento, fertilizantes, plásticos e produtos farmacêuticos, que eólica e solar substituem parte da geração de eletricidade e parte do combustível à transporte, até aqui, não existe tecnologia que substitua hidrocarbonetos como matéria-prima química. A eletricidade eólica e solar não é condição necessária à fabricação de bens da civilização, moléculas de hidrocarbonetos, sim, segundo o editorial, por serem base dos combustíveis à transporte e 6 mil produtos da vida moderna a partir de derivados de petróleo, ou, produtos que não existiam há alguns séculos. A interrupção do fornecimento de petróleo e gás pela guerra leva a eletricidade estável, confiável e acessível à transporte em aposta acelerada em eletricidade intermitente, segundo o editorial, que considera o delegado da ONU omisso ao fato que a métrica padrão à “energia eólica e solar baratas” reflete o ativo de geração em si, exclui capacidade de backup, armazenamento, custos de balanceamento e transmissão que a energia intermitente requer em escala de rede já que países em desenvolvimento onde a rede absorve energia intermitente muitas vezes não existe e o custo de construção recai sobre os menos capazes de absorvê-la. Por fim, o editorial considera que eliminando a retórica da cúpula surge a realidade mais restrita com compromissos de emissões líquidas zero por data, na prática, sustentados por subconjunto da UE, considerando que a maioria dos principais emissores do mundo segue a política de eletricidade em interesse nacional, competitividade industrial e segurança energética em primeiro lugar, com a China, maior emissor anual do mundo de GEE, colocando a produção em 11,7 bilhões de toneladas, 31% das emissões globais de fóssil, comprometendo-se atingir o pico das emissões até 2030 e Neutralidade de Carbono até 2060, em 2023–2024, aprovou construções de energia a carvão mais rápido em quase uma década, ou, 94,5 GW, maior nível de projetos de carvão novos ou retomados desde 2015, fato central da aritmética climática global. Enfim, o editorial conclui que a retórica de emissões líquidas zero vem dos menos expostos ao custo econômico, que resiliência através da diversidade e combinações energéticas adequadas aos recursos e necessidades de cada nação, não acelera em direção a monocultura de eletricidade intermitente, que não pode, por si só, alimentar a civilização ou fornecer produtos dos quais a vida moderna utiliza.

Moral da Nota: cientistas concordam que o aquecimento global aumenta o risco de eventos climáticos extremos, como ondas de calor, secas e inundações, que os compromissos globais de reduzir emissões que causam aquecimento global estão aquém das metas climáticas de Paris e colocam o mundo em caminho ao aquecimento de 2,6 °C neste século. O relatório anual do PNUMA sobre Lacunas de Emissões revela abismo entre retórica e ação quando se trata de combater aquecimento global e, o desafio que líderes políticos enfrentam na COP31, mesmo que países cumpram seus compromissos climáticos, as temperaturas poderão subir 2,6ºC acima dos níveis pré-industriais até 2100, que ultrapassaria o objetivo de Paris, ou, manter aquecimento abaixo dos 2ºC e lutar por 1,5ºC mais seguros. O relatório informa que foi "perdida" a oportunidade de manter 1,5ºC devido décadas de ação climática insuficiente, com o chefe da ONU declarando que "o mundo não pode mais evitar ultrapassar o limite de 1,5ºC e as consequências são devastadoras", conclui, "inundações mortais, ondas de calor brutais, incêndios florestais violentos, vidas perdidas, economias paralisadas, desigualdades cada vez maiores e os menos responsáveis sofrendo primeiro e pior." As emissões globais de gases efeito estufa em 2025 estiveram no mesmo nível dos níveis recordes em 2024, com a diferença entre os 2 anos demasiado pequena para ser considerada, conforme o relatório, as emissões de carbono oriundas da queima de carvão, petróleo e gás, principal fator das mudanças climáticas, aumentaram em 2025 comparadas a 2024, com o secretário geral da ONU dizendo que, cortes profundos e imediatos eram necessários para proteger a humanidade dos impactos cada vez piores, mas, em vez disso, "as emissões permanecem em níveis recordes e os planos climáticos nacionais e políticas atuais são perigosamente insuficientes". Por fim, cada fração adicional de grau acima de 1,5 °C aumenta eventos climáticos e probabilidade de mudanças irreversíveis no planeta, de morte dos recifes de corais ao derretimento do permafrost o mundo já aqueceu 1,4ºC em relação aos tempos pré-industriais e espera-se que ultrapasse os 1,5ºC em questão de anos. Enfim, o G20 responde por 3 quartos das emissões globais, com o secretário da ONU nos dizendo que "todos os países, especialmente grandes emissores, devem fazer mais" para parar de aquecer o planeta, sendo que os 6 maiores emissores do mundo, dados preliminares à 2025, mostram aumentos de emissões nos EUA, Indonésia e China e queda na Índia, Rússia e UE. Considerando a magnitude, o aumento de 133 megatons de CO2 equivalente nos EUA "excedeu em muito" o de qualquer outro país, pela maior demanda por eletricidade e  recuperação da geração de energia a carvão, sendo o 2º maior aumento registrado na Turquia que acolhe a COP31, os norte americanos são o 2º maior poluidor do mundo, atrás da China.