quinta-feira, 9 de julho de 2026

As Mais Vulneráveis

Estudo de Oxford revela que entre as cidades mais vulneráveis ​​ao calor extremo,  Bangkok, Cairo e Hanói são top de linha e, quase todas que enfrentam o maior perigo devido ao calor extremo, estão na Ásia e África onde temperaturas escaldantes chocam com pobreza e poucos recursos para lidar com a situação, ao avaliar 205 cidades com mais de 1 milhão de habitantes em 3 frentes, ou, quão quentes ficam, ou, quão vulneráveis ​​são os moradores e quão bem conseguem lidar com as dificuldades. Demonstra que Basra, Iraque, é a cidade com maior risco, sendo que a avaliação mostra ainda que 95% das cidades com maior risco estão no Sul da Ásia, Sudeste Asiático e África Subsaariana, enquanto, estudo publicado na Sustainable Cities and Society, mostra que Índia, Paquistão, Nigéria e Gana abrigam o maior número de cidades com altos índices de risco, entre os 50 principais destinos turísticos e centros de negócios, figurando exemplos, como Cairo, Egito, Bangkok, Tailândia, Hanói, Vietnã e, Jaipur, Índia. Pesquisadores, avaliam que o ranking é a primeira comparação globalmente consistente do risco de calor urbano indo além das avaliações anteriores que mediam apenas o quão quentes as cidades ficavam, com Nethmi Jayaratne Kariyawasam, autora e doutora na Oxford Smith School of Enterprise and Environment, dizendo que, "não é a exposição a altas temperaturas que importa ao risco, o estudo destaca importância de avaliações globais multifacetadas de risco de calor que revelam caminhos pelos quais o risco de calor urbano surge" e, conclui, "em grandes cidades, particularmente Ásia e África, o calor extremo coincide com vulnerabilidade e capacidade limitada de adaptação", acrescentando que, "a combinação aumenta risco de calor e, em alguns casos, com consequências fatais." Exposição ao calor, segundo a pesquisa, usa graus-dia de resfriamento, métrica que captura estresse térmico cumulativo combinando temperatura do ar, umidade, vento e calor radiante, enquanto a vulnerabilidade é avaliada através de fatores como proporção de crianças e pessoas com mais de 65 anos, níveis de renda e acesso a ar-condicionado, ao passo que a capacidade de adaptação abrange cobertura arbórea, preços da eletricidade e vegetação. Em consequência, resultados mostram que o calor por si só não determina o risco, algumas das cidades mais quentes do mundo, Bangkok, Kuala Lumpur, Malásia, Jeddah, Arábia Saudita, estão fora das 10 primeiras na parte superior de risco geral porque um maior aumento das áreas verdes urbanas e energia mais acessível as ajudam lidar com o problema, enquanto outras, enfrentam perigos, apesar de temperaturas mais amenas como Karachi e Faisalabad, Paquistão, e Kaduna, Nigéria, entre as de maior risco devido à baixa renda, vegetação escassa e acesso limitado a sistemas de refrigeração. O estudo demonstra ainda que os resultados surgem em momento que Europa e Reino Unido são assolados por onda de calor, com a França registrando quase 2 mil mortes na última semana de onda de calor recorde em junho e meteorologistas alertam à novas temperaturas extremas. A Dra. Radhika Khosla, da Smith School of Enterprise and the Environment, que co-supervisionou a pesquisa, nos informa que, "o estudo mostra que o planejamento à riscos relacionados ao calor precisa abordar explicitamente não apenas exposição a altas temperaturas, mas vulnerabilidade e capacidade de lidar com elas", esclarece que, "a demanda por ar condicionado aumenta no mundo, mas muitos não têm condições de arcar com os custos e, se dependermos demais desse meio de refrigeração que consome energia, corremos risco de agravar o aquecimento global em ciclo vicioso e, para ampliar adaptação e conforto térmico à todos, devemos considerar abordagem diferenciada para garantir segurança pessoal sequenciando soluções com resfriamento passivo e tecnologias de baixo consumo de energia como ventiladores e climatizadores evaporativos, em primeiro passo." Jesus Lizana, professor de engenharia e co-orientador do estudo, disse que o estudo  proporcionou “a 1ª avaliação globalmente harmonizada e diretamente comparável do risco de calor urbano em cidades do mundo”, oferecendo ferramenta para identificar onde a adaptação é mais necessária. Por fim, pesquisadores afirmam que o ranking é ferramenta comparativa e, não, previsão, que as pontuações em nível municipal podem mascarar desigualdades urbanas onde moradores informais e famílias de baixa renda enfrentam riscos maiores que as médias sugerem.

Na Índia sob a ameaça do El Niño, a energia solar mostra-se prioritária, com o  fenômeno deste ano devendo impactar com número estimado de 2.700 mortes relacionadas ao calor à medida que o sistema energético nacional fica sob pressão, com dados do CREA,Centro de Pesquisa em Energia e Ar Limpo, alertando que o país enfrenta duplo desafio, quer dizer, não só a baixa dos ventos e chuvas associadas ao El Niño reduzindo geração de energia a partir de eólicas e hidrelétricas, como temperaturas mais altas aumentando a demanda por ar-condicionado, aparelho que consome energia, sendo que a demanda adicional por refrigeração chegará a 10 TWh em 1 ano equivalente a um quarto do consumo anual de eletricidade de Nova Déli. A perda da produção de renováveis ​​decorrente aumento da demanda por energia, leverá os indianos a déficit de geração de quase 18 TWh, atualmente, a CREA, Comissão Reguladora de Energia Atômica da Índia, afirmou que o resultado mais provável é aumento na geração de energia a carvão liberando 17 milhões de toneladas de CO2 e, em cenário mais grave, a geração adicional chegaria a 24 TWh, ou, metade do aumento total da queima de carvão na Índia em 2025. No entanto, a energia solar desempenha papel cada vez mais importante no fornecimento energético à Índia, atendendo atualmente a 24% da demanda de energia durante o dia, cuja geração será menos afetada pelo El Niño significando que cada painel solar e bateria adicional que o país instala auxilia preparar a rede elétrica ao futuro contra padrões climáticos extremos, quer dizer, a Índia adicionou 44,6 GW de energia solar em 2025, quase o dobro de 2024, exibindo efeito visível, ou, em 2025, a geração total de eletricidade aumentou 1% enquanto a geração a carvão caiu 4% e a produção de renovável cresceu 22%. Tal tendência se manteve em 2026 com geração térmica entre janeiro e maio abaixo de 2024, mesmo com a demanda atingindo recorde e geração solar aumentando quase um terço, com o diretor do CREA, Nandikesh Sivalingam, dizendo que, “a Índia passa por onda de calor mortal e um dos verões mais quentes já registrados elevando demanda de energia a recorde histórico de 270 GW. Como o El Niño ocorre em ciclo de 2 a 7 anos, a capacidade indiana atingir ou superar metas de implantação de solar e armazenamento é o indicador de resiliência da rede elétrica, cujos picos recordes de demanda como os 270 GW registrados em maio, são citados para justificar construção de novas usinas a carvão, no entanto, usinas termelétricas a carvão da Índia enfrentam desafios para acompanhar a curva de demanda de energia e operar com flexibilidade exigida pela rede ao longo do dia, obtendo como resultado que as operadoras de rede reduziram geração de energia solar e eólica em 2,1 TWh em 2025 apenas para manter usinas a carvão em funcionamento. Por fim, estima-se que 10 GWh  armazenados em baterias carregando no pico solar do meio-dia e descarregando à noite evitariam desperdício e que a Índia ainda planeja 130 GW de nova capacidade de geração a carvão através de usinas caras, de construção lenta correndo risco de se tornarem obsoletas antes de entrarem em operação.

Moral da Nota: na Coreia do Sul, o aquecimento dos oceanos traz águas-vivas e tubarões às praias, decorrente aumento da temperatura do mar que atrai águas-vivas venenosas e tubarões cada vez maiores ao litoral quando a temporada de verão atinge o pico, com especialistas em vida marinha dizendo que a maior preocupação é a água-viva de Nomura espécie gigante que atinge 2 mts de diâmetro e pesa até 200 kg. Reproduz nas águas da costa da China sendo levada às águas coreanas pelas correntes oceânicas onde tentáculos causam picadas com dados de monitoramento do Instituto Nacional de Ciências Pesqueiras da Coreia do Sul mostrando que locais de pesquisa que relataram presença da espécie passou de menos de 3% em junho à 11% em fins de junho, na ilha de Jeju, ao sul, 8 em cada 10 funcionários de monitoramento avistaram a espécie em 2026 mais que o dobro da taxa registrada há uma década. Águas-vivas podem sobrecarregar redes de pesca, estragar capturas e aumentar custos operacionais aos pescadores ao longo da costa, sendo que cientistas relacionam aumento às temperaturas mais elevadas da água que permitem a espécie sobreviver e se espalhar com mais facilidade que em anos mais frios, sendo que os tubarões estão sendo atraídos para mais perto da costa e com moradores de Gangneung, em alerta. O Instituto Nacional de Ciências da Pesca contabilizou 46 tubarões de grande porte em águas coreanas até fins de junho, 4 vezes o número registrado no mesmo período de 2025, sendo que autoridades costeiras instalaram redes de segurança no mar e em praias instando o público seguir avisos no verão, com dados da Coreia do Sul à ONU, revelando que a temperatura da superfície do mar nas águas coreanas aumentou 1,11°C entre 1968 e 2015, 2,5 vezes o aumento médio global no mesmo período, daí, o  aquecimento dos mares alterar distribuição e comportamento das espécies marinhas atraindo animais de águas quentes ao norte e mais perto da costa. Por fim, cientistas avaliam que sem reduções nas emissões de gases efeito estufa, as temperaturas da superfície do mar ao redor da península coreana continuarão subir tornando aumentos sazonais na atividade de águas-vivas e tubarões, característica  comum dos verões coreanos.

terça-feira, 7 de julho de 2026

Lições da África

Dados falam a favor que "um Super El Niño chegando, daí, lições conquistadas que se aprende com a África, no Quênia, o Toben Gaa, discute projeto agroflorestal que auxilia agricultores se adaptarem às mudanças climáticas, cientistas climáticos anunciam em junho de 2026 que o El Niño, ciclo a cada 2 a 7 anos, se formou, trata-se um dos mais fortes. Quando a superfície do Oceano Pacífico se aquece altera padrões climáticos, leva a eventos extremos, como secas, inundações e ondas de calor, no sul da África, causa clima quente e seco e, em ciclo anterior, levou 18 milhões de pessoas à fome, na África Oriental e Central, chuvas e inundações que destruíram mais de 600 mil casas, terras agrícolas e serviços de saúde, na África Ocidental, reduziu colheitas, aumentou preços dos alimentos e deixou famílias em escassez alimentar por anos pós o evento. Causado pelo aumento das temperaturas do Pacífico mais que o normal, esperando que partes do oceano estejam 3°C mais quentes que a média até fins de 2026, sendo que desde 1982 apenas 3 outros eventos do super El Niño foram vistos nos registros modernos, com o mais recente, 2015-16, levando mais de 36 milhões de pessoas no leste e sul da África à fome cujos efeitos foram sentidos através da segurança alimentar e nutricional, escassez de água, acesso à saúde e meios de subsistência. Investigações mostraram como a África, com elevados níveis de subdesenvolvimento, infra-estrutura fraca e pobreza está exposta aos riscos climáticos que prejudicam sistemas alimentares e saúde, sendo que os países africanos passaram décadas à lidar e adaptar-se a secas, inundações, variabilidade de chuvas e insegurança alimentar, acumulando experiência no gerenciamento de condições adversas. O conhecimento, práticas e estratégias de adaptação que as comunidades, instituições e pesquisadores africanos desenvolveram através da experiência, mostram à medida que impactos climáticos se intensificam globalmente  oferecem lições à construção de resiliência duramente conquistada. Governos, investigadores, organizações humanitárias e comunidades reconhecem o valor de agir antes que as catástrofes aconteçam com sistemas de alerta precoce, elaboração de planos e preparação de suporte auxiliando reduzir perdas antes que se tornem emergências humanitárias, com lacunas nos sistemas de alerta precoce, no geral, a Sala de Alerta da África e sistemas nos países estão se tornando fortes e, estar preparado, significa proteger meios de subsistência e evitar usar todas as economias ou pedir emprestado para se recuperar. Parte da solução está nas culturas indígenas resilientes ao clima ou depender de número limitado de culturas básicas, como milho e trigo, cada vez mais vulneráveis ao estresse climático, culturas negligenciadas e subutilizadas como sorgo, milho-miúdo, amendoim bambara e feijão-caupi, adaptadas as condições adversas de cultivo que culturas básicas convencionais.Impactos climáticos ocorrem em único setor, seca afeta produção agrícola e a redução das colheitas afeta preços dos alimentos e nutrição, ao passo que a, escassez de água pressiona sistemas de saúde com perturbações energéticas que afetam irrigação, prestação de cuidados e atividade econômica, daí, conexões entre água, energia, alimentos, sustentabilidade ambiental e saúde, problemas que acontecem juntos na África, países aprenderam que as melhores soluções os analisam juntos, não um por um. Finanças, a maior limitação e não o conhecimento no continente, investigadores, agricultores, profissionais e instituições desenvolveram meios de preparação aos riscos climáticos, necessitando mais financiamento do desenvolvimento, subvenções à adaptação e financiamento concessional podem ajudar países e comunidades que não conseguem contrair empréstimos em condições normais de mercado obter dinheiro à irrigação, instalações de saúde e estradas. O desafio está na ampliação sendo que o financiamento da adaptação climática à África permanece abaixo do necessário, o dinheiro prometido é liberado lentamente, as condições em obtê-lo, rigorosas, governos são obrigados investir parte de seu próprio dinheiro e sistemas de contabilidade nem sempre são compatíveis com sistemas locais. Por fim, a parceria substitui o paternalismo e a resiliência climática não pode ser construída através de relações unidirecionais onde soluções são concebidas em outros locais e entregues às comunidades africanas, daí, resiliência eficaz depende da apropriação local, instituições confiáveis e capacidade dos países e comunidades criar ou adaptar soluções aos seus próprios contextos.

Um acadêmico da Universidade de York passou 2 décadas estudando impacto da medicação contra parasitas de animais de estimação nos rios de Yorkshire, químico ambiental, Professor Alistair Boxall disse ao Comitê de Meio Ambiente e Mudanças Climáticas da Câmara dos Lordes que tratamentos deixam ‘produtos químicos para sempre’, PFAS, como o composto organofluorado solúvel ácido trifluoroacético observados em concentrações elevadas nos rios que pareciam aumentar. Na sequência da proposta da Direção de Medicamentos Veterinários, VMD, alterar estatuto de tratamentos contra parasitas de animais de estimação de licença geral para restringir venda, em grande parte através de veterinários e farmacêuticos, sendo que o inquérito centrou-se em pesticidas como permetrina, utilizada em seres humanos para tratamento de piolhos e uso agrícolas, no fipronil e imidaclopride, na sequência de preocupações levantadas pela VMD e Agência Ambiental. Grande preocupação incluía o fato de produtos químicos, como o imidaclopride, solúvel em água, em contato com biodiversidades, como efemerópteros, libélulas e tricópteros, fonte de presas de espécies como salmão e truta, quer dizer, os invertebrados afetados são importantes na cadeia alimentar ligam processos basais que permitem a energia se mover através da cadeia alimentar até níveis mais elevados tais como peixes e outras espécies, incluindo aves. Um projeto de grande escala no qual rios de Yorkshire foram monitorados por 1 ano encontrou a molécula fluralaner em centenas de amostras coletadas, não significando que o fluralaner não represente risco ambiental, por poder estar aderido ao lodo, houveram detecções  de moxidectina e piriprol, com cientistas buscando caminhos à entrada dos medicamentos nos cursos de água de Yorkshire incluíndo produtos químicos que desciam ao sistema de esgoto devido lavagem da pele pós aplicação,lavagem da roupa de cama e escoamento superficial. Processos pelos quais produtos químicos são removidos no tratamento de águas residuais quando grudam no lodo de esgoto e, alguns deles, têm propriedades que fazem com que sofram adesão no lodo de esgoto, no entanto, diretrizes europeias sobre medicamentos exijam avaliação ambiental, algumas desenvolvidas à medicamentos para gado e aquicultura sendo que os testes foram irregulares. O uso de tratamentos contra pulgas de animais de estimação é associado à descoberta de "produtos químicos eternos" nos rios de Yorkshire e "quando diretrizes foram desenvolvidas, presumia-se que emissões ambientais seriam baixas e, portanto, os impactos também, mas no Reino Unido há 22 milhões de cães e gatos e utilização profilática dessas moléculas." Por fim, embora fabricantes dos tratamentos digam que a posse responsável de animais de estimação significa planejar proativamente prevenção e controle de parasitas, cientistas dizem que publicidade espalhou medos desnecessários, acrescentando que, “devem parar o uso profilático das moléculas e proibir a publicidade que acontece neste momento, quase diariamente, tentando vender tratamento contra pulgas, são alarmistas.”

Moral da Nota: a professora Sara Gustafsson avalia que quase 50 municípios suecos querem liderar o trabalho climático, mas poucos parecem alcançar os objetivos ao definir estratégia ou metas, mas, implementação é muito mais difícil, considerando  o Acordo de Paris em 2015, os municípios da Suécia adotaram seus próprios objetivos climáticos, 48 fazem parte da rede Cidades Viáveis buscando alcançar neutralidade climática até 2030, quer dizer, a ideia é ser modelo, inspirar e impulsionar uns aos outros. A maioria não consegue mostrar redução drástica nas emissões, de 2019 a 2024, 16 dos municípios aumentaram emissões, com Sara Gustafsson, professora da Universidade de Linkoping, que pesquisa sustentabilidade municipal, diz que,“muitos municípios não chegarão ao caminho completo, isso, diz algo sobre o quão complexa é a transição”. O problema é que os municípios têm influência limitada quando se trata de emissões fora das próprias organizações, como indústrias, aeroportos estaduais e estradas principais, são processos grandes e complexos que levam tempo e difícil prever no início ao definir metas, com Olga Kordas, professora na KTH e trabalha à Viable Cities observando que, é "difícil atingir metas para 2030" e inspiradas no projeto Apollo que decidiu colocar um homem na Lua em 10 anos. A ideia é que, se os municípios impulsionarem e acelerarem a transição para estarem mais próximo das metas de 2030, poderão mostrar o caminho à todos, será mais barato e mais eficiente estabeleceram objetivos com base na visão, Gotemburgo, por exemplo, estabeleceu meta de reduzir emissões em 10,3%/ano até 2021, no entanto, em 2019-2024, a redução total foi de 7,7%, quer dizer, a cidade fez muito para reduzir emissões, tais como nova caldeira a biovapor à aquecimento urbano, subsídios aos transportes públicos e necessidades de eletricidade nas aquisições, quer dizer, parte da responsabilidade é transferida ao governo que reduziu obrigação de redução de imposto de combustíveis fósseis e removeu incentivos à eletrificação. O programa de inovação Cidades Viáveis visa alcançar a neutralidade climática até 2030, sendo que as cidades respondem por 70% das emissões mundiais de gases efeito estufa, com participação de 48 municípios suecos e autoridades nacionais, visando se inspirar e encorajar mutuamente, quer dizer, análise efetuada nos mais recentes dados atuais sobre emissões mostra que estão longe de alcançar a visão global e que a redução média anual nos últimos 5 anos é de 1,38%/ano e outros municípios têm média de 0,71%.