Emissões de gases efeito estufa devem ser inseridas no planejamento urbano e, modo de alcançar, é reduzindo número e duração dos deslocamentos automotivos, assim, combater emissões, garantindo que residências estejam localizadas perto dos centros urbanos e locais de trabalho, de modo que, densificação imobiliária planejada torna-se alavanca crucial. Estudo publicado na Environmental Research Letters, liderado pelo Instituto Potsdam à Pesquisa do Impacto Climático, PIK, com a Universidade da Califórnia, Berkeley, Universidade de Sussex e parceiros, utilizando 10 milhões de pontos de dados de mobilidade de Berlim, Boston, Los Angeles, Baía de São Francisco, Rio de Janeiro e Bogotá, mostra com detalhe ligações entre estrutura urbana e deslocamento automotivo, além de meras correlações. Abordagem demonstra como planejadores usam dados GPS, padrões de deslocamento e IA para determinar, onde, em determinada região metropolitana, uma medida terá maior impacto, com Felix Wagner, doutor pelo PIK em 2025, lider do estudo como parte da pesquisa de doutorado, esclarece que, “o modelo revela interdependências entre fatores urbanos, mesmo antes de determinarmos seus efeitos específicos”, explicando que, “muda foco e dados de modo responsável à planejadores em que distâncias até os centros urbanos e locais de trabalho são essenciais. Por fim, a densificação urbana não é vista isoladamente, faz-se necessário entender como se relaciona com fatores como conectividade, escolha da localização residencial e acessibilidade.
Nestes termos, áreas urbanas representam parcela crescente de emissões globais de carbono, ao passo que o papel da forma urbana na configuração das emissões não é suficientemente compreendido, embora estudos existentes tenham se concentrado nas taxas de urbanização ou densidade populacional, menos atenção se dedicou configurar geometricamente sua relação com emissões específicas de cada setor ao longo do tempo. A associação entre compacidade urbana e emissões de carbono em painel global de mais de 11 mil centros urbanos entre 1975 a 2020, além de definições de áreas urbanas com dados de alta resolução sobre emissões residenciais e de transporte rodoviário, vão além de múltiplos indicadores geométricos da forma urbana, daí, constata-se que configurações urbanas mais compactas se associam a menores emissões per capita em ambos os setores, no entanto, a força da relação varia entre regiões, sendo mais forte em países de baixa e média renda e mais fraca ou não em regiões de alta renda. Os resultados são robustos em diferentes especificações devendo ser interpretados como associações condicionais e não como efeitos causais, quer dizer, as conclusões destacam relevância da forma urbana como dimensão do desempenho ambiental ao mesmo tempo que sublinham importância do contexto econômico e institucional, sendo que análise estatística das características urbanas no mundo e associação com emissões de CO2, requer definição consistente e internacionalmente comparável de “centro urbano”, visto que, a caracterização de “cidade” pode variar entre países. A comparabilidade internacional de informações sobre centros urbanos fo trazida à tona pela Comissão Estatística da ONU que endossou novo conceito global de centros urbanos buscando superar falta de consistência na identificação entre os países, quer dizer, a definição foi elaborada com organizações internacionais, incluindo, UE, OCDE, Banco Mundial, ONU-Habitat, FAO e OIT e, como previsto, a nova definição desconsidera a influência de fatores sociais, econômicos ou geográficos que variam em nível nacional e define cidades em termos de população e densidade totais. Caracteriza uma “cidade” como assentamento humano com população acima de 50 mil habitantes e densidade populacional média acima de 1.500 habitantes/km², em consonância com desenvolvimentos nas estatísticas oficiais, o conjunto de dados a partir de informações sobre classificação de assentamentos disponibilizadas pela Comissão Europeia como parte do projeto Global Human Settlement Layer, GHSL, a Grade do Modelo de Assentamentos do GHS, GHS-SMOD, que fornece informações espaciais de 1975 a 2020 em intervalos de 5 anos com resolução de 1 km, sobre assentamentos na superfície da Terra, variando de “aglomerados rurais” a “centros urbanos” e seguindo definição de Grau de Urbanização. Em termos de emissões e PIB per capita, resultados mostram centros urbanos em regiões mais ricas emitindo mais CO2 em média, embora estejam em melhor situação agora que em décadas passadas, sendo que o oposto ocorre na Ásia, onde emissões urbanas são menores mas aumentaram ao longo do tempo, enquanto a África continua sendo o continente com menor contribuição às emissões globais de CO2 per capita. Por fim, o PIB urbano per capita das cidades europeias, norte-americanas e Oceania está acima da média mundial, enquanto cidades asiáticas, africanas e sul-americanas estão abaixo sendo que características geográficas ou institucionais podem influenciar os níveis de emissão da cidade ao longo do tempo.
Moral da Nota: 417 desastres naturais são registrados anualmente no mundo, de tufões a tempestades costeiras, de deslizamentos de terra a terremotos, eventos que causam danos e impactos devastadores nas comunidades locais onde ocorrem, sendo que cidades mais propensas a desastres e motivos mostram que geografia e localização as tornam suscetíveis a esses eventos. Tóquio é suscetível a inundações, considerada uma das cidades mais propensas a desastres do mundo enfrenta riscos naturais além de ser uma das maiores áreas metropolitanas da Terra, além de terremotos, tsunamis, tufões, inundações e calor extremo, considerando que o Japão se localiza no Círculo de Fogo do Pacífico, região ativa sísmicamente e significando que terremotos são mais comuns que em outros países. Assim como Tóquio, Manila se localizada no Círculo de Fogo do Pacífico entre 2 placas tectônicas que a expõe a inúmeros desastres como tufões, tempestades, terremotos e inundações, sofrendo 20 tufões/ano que afetam regiões de Luzon e Manila, causam chuvas, ventos destrutivos e inundações, deslocamentos em massa dos que tentam escapar das rotas de destruição. Ao longo dos últimos 20 anos, Los Angeles, Califórnia, sofreu 74 desastres a maioria deles relativos a incêndios, no início de 2025 ficou devastada pós incêndios florestais que atingiram diversos bairros, com mais de 16 mil estruturas destruídas e 31 mortos, propensa devido ao clima com outonos e invernos chuvosos seguidos por verões secos e os ventos de Santa Ana, fortes rajadas que contribuem à 2 temporadas de incêndios, considerando que a Califórnia se localiza no Anel de Fogo do Pacífico e possui 15.700 falhas geológicas. O Irã é propenso a desastres naturais, incluindo secas, terremotos, tempestades e deslizamentos de terra, ao longo do último século, vivenciou mais de 250 desastres, no total, impactaram mais de 60 milhões de pessoas, mataram 158.350 e causaram danos de US$ 53 bilhões, localizado perto de forte atividade sísmica com falhas geológicas atravessando a cidade, Teerã permanece vulnerável. Estimativas da Indonésia mostram que 97% da população vive em áreas propensas a desastres, situada no Círculo de Fogo do Pacífico e intersecção de 3 placas tectônicas ativas, além de terremotos, estão expostos a erupções vulcânicas, ciclones, inundações, deslizamentos de terra e tsunamis. Segundo cientistas, as mudanças climáticas tornaram eventos climáticos extremos, como inundações, mais comuns em Calcutá, Índia, que recebeu em setembro mais de 12% da média anual de chuvas em apenas 24 horas com consequente inundações causando mortes e danos materiais, vale a nota que, o sistema de drenagem obsoleto agravou o impacto da inundação. Devido mudanças climáticas Miami é considerada por alguns como a cidade costeira mais vulnerável dos EUA a desastres naturais, enfrenta riscos aumentados de calor, inundações, furacões e chuvas intensas, nos últimos anos, a orla municipal sofreu danos por furacões e inundações nas marés altas como resultado da elevação do nível do mar, eventos que, comprometeram a água potável já que água salgada invadiu estações de tratamento. Por fim, todos os anos, terremotos ocorrem na Colúmbia Britânica, província onde Vancouver se localiza, no entanto, a maioria é tão pequena que passa despercebida, com sismólogos afirmando que corre risco diário de sofrer terremoto devastador e que pode mudar a vida das pessoas, além de incêndios florestais, cuja fumaça é causa da má qualidade do ar e poluição atmosférica urbana, já que, a inalação dessas partículas, PM2,5, pode causar efeitos nocivos à saúde.