sexta-feira, 31 de julho de 2026

Subsídios

A maioria dos países não cumpriu a meta de 2025 em identificar subsídios que seriam “prejudiciais” à biodiversidade, quer dizer, 84% perderam o prazo dos subsídios ‘prejudiciais à natureza’ e, 32 países, gastam US$ 270 bilhões/ano em subsídios e incentivos prejudiciais a biodiversidade. Em 2022, quase todos os países concordaram com “objetivos” e “metas” em deter e reverter a perda de biodiversidade até 2030, uma delas, que identificassem até 2025 os subsídios que prejudicam a biodiversidade, antes de eliminar ou reformar pelo menos US$ 500 bilhões desses incentivos até 2030. Podem ser encontrados em setores incluindo combustíveis fósseis, agricultura, silvicultura, mineração e pesca e 21 países parecem ter atingido a meta de 2025, segundo o Carbon Brief, com base na análise de 134 relatórios nacionais submetidos à CDB, Convenção da ONU sobre Diversidade Biológica, até 1º de julho de 2026, enquanto  5 dos 17 países megadiversos estavam entre os que cumpriram o prazo. Análise mostra o número de países que atingiram a meta de 2025 para identificar uso de subsídios prejudiciais à natureza, entretanto, métricas para determinar quais “atingiram” a meta não são explicitamente definidas considerando qualquer país que afirmasse ter concluído o processo de identificação dos subsídios e, em quase todos os casos, incluíram valor total ao valor dos subsídios. Conclui que 21 países identificaram subsídios prejudiciais, equivalendo a 16% dos que apresentaram relatórios nacionais até agora, outros 11 países, mais a UE, forneceram números para alguns dos subsídios como apenas os de um setor específico e, dos 134 relatórios nacionais submetidos à CDB, 66 se referem ao início do processo, enquanto 68 restantes não, os últimos 62  signatários da CDB não apresentaram relatório nacional. Eva Zabey, da Business for Nature, nos informa que os que identificaram alguns ou todos os subsídios, 32 países, gastam quase US$ 270 bilhões/ano em incentivos prejudiciais à natureza, baseado em contagem de valores ano disponível mais recentemente listados nos relatórios nacionais dos países, em dólares americanos, utilizando taxas de conversão no fim de um determinado ano e ajustadas pela inflação, daí, os US$ 270 bilhões relatados nas submissões nacionais até o momento são “a ponta do iceberg” e que o valor global pode chegar a US$ 1,8 trilhão, estimativa de 2022 do B Team, ONG sem fins lucrativos. Avalia que os números identificados são “aviso” que o “mundo não está se movendo rápido o suficiente” para lidar com subsídios prejudiciais, acrescentando que, “a notícia positiva é que alguns países mostraram que isso pode ser feito e deve encorajar outros a seguir o exemplo e que a reforma dos subsídios deve ser tratada como econômica, não como lista de verificação ambiental."

O objetivo de identificar subsídios decorre da meta 18 do GBF, Quadro Global de Biodiversidade, de Kunming-Montreal, ou, o acordo global que contém objetivos e metas à natureza exigindo dos países até 2025 identificarem subsídios e incentivos  prejudiciais à biodiversidade, afirma que, as nações devem “eliminar  gradualmente ou reformar” estes subsídios de forma “proporcional” reduzindo-os em pelo menos US$ 500 bilhões/ano até 2030, afirma ainda que, os países devem focar incentivos “mais prejudiciais” e, ao mesmo tempo, aumentar incentivos positivos à natureza. A questão se traduz que os relatórios nacionais dos países’ não “fornecem base suficiente para determinar” se o marco 2025 foi atingido, mas, evidências disponíveis “sugerem” que não, considerando não haver conceito universalmente aceito de “subsídio prejudicial à biodiversidade”, ou, como difere de um subsídio prejudicial ao meio ambiente, daí, subsídios ambientais “prejudiciais” impactam no ambiente humano’, ao passo que, os prejudiciais à biodiversidade afetam diretamente espécies e ecossistemas. Documento de  de 2022 sobre identificação de subsídios prejudiciais à biodiversidade publicado pela OCDE, Organização à Cooperação e Desenvolvimento Econômico, descreve  biodiversidade como subconjunto do ambiente, com clima e ar fora do âmbito da “biodiversidade”, no entanto, o relatório observa que mudanças climáticas são dos 5  impulsionadores da perda de biodiversidade e, acrescenta que, “como tal, subsídios que conduzem a maiores emissões de gases efeito estufa, por exemplo, terão impacto indireto na biodiversidade.” Jessica Dempsey, da Universidade Colúmbia Britânica, avalia que “com certeza” consideraria subsídios aos combustíveis fósseis como prejudiciais à biodiversidade, não apenas como fator determinante das mudanças climáticas, mas, porque sua extração pode causar danos à biodiversidade, acrescenta, “provavelmente é verdade que os subsídios prejudiciais não estão necessariamente relacionados a biodiversidade, algum cuidado nisso é importante, mas, subsídios aos setores conhecidos como motores da perda de biodiversidade parecem óbvios.” Por fim,  subsídios que prejudicam a biodiversidade podem ser diretos ou indiretos, com os diretos referindo-se a despesas governamentais destinadas a projetos que prejudicam a natureza como construção de usina elétrica a gás, enquanto os subsídios indiretos, incluiriam isenções fiscais que incentivam determinado comportamento, como taxas de imposto mais baixas sobre combustíveis à máquinas agrícolas. Concluindo, subsídios na agricultura, pesca e energia são considerados mais “prejudiciais”, mas, os danos também podem ser causados pelo apoio à silvicultura, infra-estrutura, transporte, construção, água, daí, estimativa do total global de subsídios que prejudicam a biodiversidade focar entre US$ 1,7-3,2 trilhões/ano e a estimativa de subsídios prejudiciais ao ambiente estimar valor em US$ 2,6 trilhões.

Moral da Nota: a equipe do Centro de Sensoriamento Remoto da Universidade Federal de Minas Gerais, UFMG, Brasil, reconstruiu a distribuição da vegetação tropical nos últimos 3,3 milhões de anos e projetou como poderá sofrer mudanças devido ao clima até 2050, estudo que foi publicado no Journal of Biogeography. Combinou dados de satélite, registros paleoclimáticos e algoritmos de aprendizado de máquina para mapear como, florestas, savanas e desertos se redistribuíram nos trópicos ao longo de 11 períodos de tempo, ou, do fim do Plioceno ao presente, mostrou que as mudanças climáticas atuais podem dentro de décadas impactar a vegetação tropical semelhantes aos 3 milhões de anos de história do planeta. Quer dizer, a cerca de 3,2 milhões de anos atrás, quando a Terra era quase 4º C mais quente que hoje, florestas tropicais atingiram sua menor extensão no período analisado, Floresta Amazônica, por exemplo, cobria menos da metade da área que conhecemos, a Mata Atlântica foi reduzida a menos de 5% da extensão potencial, enqaunto savanas dominavam paisagens hoje cobertas por florestas. Na África, continente tropical que mais mudou ao longo do período de estudo, as florestas foram escassas e as savanas dominaram quase inteiramente, o Saara, hoje, maior deserto quente do mundo, nem sempre foi assim, no Plioceno, abrigou mosaicos de arbustos e vegetação esparsa e, conforme ciclos glaciais dos últimos 2 milhões de anos, as florestas flutuaram, avançaram durante os períodos mais quentes e recuaram nos mais frios. O estudo relata que nos 21 mil anos atrás, auge da última era glacial, a Amazônia perdeu quase um terço da área, mantendo um núcleo contínuo e nunca se fragmentou completamente, enquanto a Mata Atlântica, dividiu-se em 2 blocos separados por centenas de kms de vegetação aberta. Algo diferente aconteceu no Sudeste Asiático, segundo a pesquisa da UFMG, em que quase um terço do Arquipélago Malaio manteve florestas intactas por mais de 3 milhões de anos tornando a região área tropical mais estável do planeta, ou, 22% dos trópicos permaneceram estáveis no período analisado, áreas que funcionaram como refúgios acumulando biodiversidade ao longo de milhões de anos.  As transformações foram lentas ocorrendo ao longo de centenas de milhares de anos, tempo suficiente às espécies migrarem, se adaptarem, ou, em alguns casos, evoluírem, enquanto a megafauna sul-americana como preguiças gigantes, tatus do tamanho de carros e mastodontes não sobreviveu as mudanças juntamente com outros fatores como a chegada dos humanos. Por fim, as projeções para 2050 no cenário de maiores emissões, indicam que as temperaturas nos trópicos podem aumentar entre 2ºC e 4ºC, na Amazônia o aumento pode chegar a 4º enquanto a combinação de calor e seca pode transformar florestas densas em vegetação aberta, podendo fazer com que a Amazônia perca mais de um terço de suas florestas, já o Arquipélago Malaio, Indonésia, Malásia, Filipinas, Brunei, Timor Leste e Papua Nova Guiné, que permaneceu estável por 3,3 milhões de anos pode ter as florestas reduzidas em mais de 40%, sendo que a magnitude destas mudanças é comparável à que ocorreu ao longo de milhões de anos. Para concluir, o ar se move suavemente ao longo de minutos, sentimos uma brisa, quando a mesma massa de ar percorre a mesma distância em uma fração de segundo, temos um tornado, quer dizer, a mudança comprimida ao longo do tempo torna-se destrutiva e o que está acontecendo com o clima dos trópicos é parecido com isso, ou,transformações que levaram milhões de anos podem agora ocorrer em décadas, quer dizer, a estabilidade que protegia pode tornar-se vulnerabilidade.

quarta-feira, 29 de julho de 2026

Ação Local

Estudo demonstra 1ª análise comparativa da contaminação por microplásticos na fauna endêmica de cloaca nos oceanos Pacífico sudoeste e Índico, detectou a maioria das espécies, média de 3,42 ± 3,23 partículas/indivíduo e o poliestireno fragmentado foi o polímero dominante, 56,10%, seguido pela acrilonitrila, 19,51% e polietileno, 17,07%. Os caracóis exibiram maior acúmulo de micrplásticos em órgãos internos devido ao comportamentos de pastoreio, enquanto mexilhões mostraram distribuição mais uniforme entre os tecidos, ao passo que, a abundância de microplaśticos em espécies do Oceano Índico foi 1,9 vezes maior do que em espécies do Oceano Pacífico, apesar dos últimos serem 4 vezes maiores refletindo pressões antropogênicas. Anualmente são produzidos mais de 460 milhões de toneladas de plástico com 19 milhões de toneladas descartados no ambiente, número, que deve triplicar até 2060 enquanto poluição plástica representa perda de US$ 4,5 trilhões de oportunidade em  impulsionar valor material e ineficiências ao longo do ciclo de vida do material. Países diversificados já demonstram como é possível alcançar progresso em direção a economia circular relacionada aos plásticos descartados, contribuindo às emissões de gases efeito estufa prejudicando biodiversidade e afetando meios de subsistência e saúde pública. Caso persistam tendências atuais o uso global de plástico triplicará  enquanto transição à economia circular relativa aos plásticos torna-se imperativo econômico, ambiental e estratégico, considerando encontro na Semana de Ação Climática de Londres, a conferência da ONU sobre mudanças climáticas na Turquia e a próxima fase das negociações do Tratado Global sobre Plásticos, há reconhecimento  que a construção de economia circular aos plásticos exige transformação. A poluição plástica é falha sistêmica impulsionada por ineficiências no ciclo de vida do material, produção, design ao uso e reciclagem, ao passo que tratar o plástico apenas como resíduo ignora dimensão econômica mais ampla, ou, a perda de valor material, aumento dos custos do sistema e crescente pressão sobre recursos naturais, juntos, são oportunidade econômica perdida de US$ 4,5 trilhões. A poluição plástica é desafio e a ambição internacional desempenhou papel em colocar o tema na agenda global, sendo que o próximo desafio é traduzir tal ambição em ações coordenadas, investimentos e mudanças sistêmicas, ou, olhar além da gestão do fim da vida útil e repensar modelos de consumo modernos, design de produtos, quadros políticos e sistemas de retenção de valor que ajudem criar economia autossustentável circular. O Tratado Global sobre Plásticos, não concluído, desperta continuidade daquilo que funciona na prática, com países demonstrando ser possível alcançar progressos hoje, mesmo com negociações em andamento, experiências que oferecem lições à próxima fase do tratado e mostram como esforços nacionais contribuem à ação global. Em vários países e cadeias de valor, governos, empresas e comunidades fortalecem sistemas de coleta, aprimoram infraestrutura de reciclagem e redesenham à circularidade, na África, por exemplo, a ausência de normas harmonizadas aos plásticos reciclados de grau alimentício retardam investimento e inovação, daí, colaboração entre a ARSO, Organização Africana de Normalização, a ACEA, Aliança Africana à Economia Circular, União Africana, PNUMA, Programa da ONU ao Meio Ambiente e a Circularium Africa Advisory levou à criação da rPET, Norma Africana à Polietileno Tereftalato Reciclado para Contato com Alimentos estabelecendo requisitos comuns de teste e segurança, desbloqueando investimentos, apoiando comércio regional e acelerando circularidade. Por fim, nas Filipinas, que gera 163 milhões de sachês plásticos flexíveis por dia e perde anualmente US$ 890 milhões em materiais recicláveis, grupo de trabalho sobre reciclagem de plásticos reunindo governo, empresas, sociedade civil e parceiros de desenvolvimento, apoia tecnologias de reciclagem, fortalece sistemas de coleta e promove abordagem da cadeia de valor incluindo reciclagem de materiais à consumo humano. Em suma, em toda a rede da Parceria Global de Ação contra o Plástico do Fórum Econômico Mundial, 25 países desenvolvem Roteiros Nacionais de Ação contra o Plástico adaptados aos contextos nacionais buscando aprimorar sistemas de gestão de resíduos e design de produtos, fortalecer mercados de materiais reciclados, atrair investimentos, criar empregos e reduzir poluição.

A demanda global por eletricidade crescerá mais que em 2025, mesmo com sistemas de energia enfrentando turbulências no mercado e volatilidade de preços devido a guerra e, apesar do aumento do uso do carvão à geração elétrica, no lugar do gás que teve oferta estrangulada e preço elevado pelo conflito, as renováveis estão a caminho de se tornarem a maior fonte de produção de eletricidade do mundo. A AIE publicou o relatório Electricity 2026 dizendo que indústria, EVs, ar condicionado e data centers continuam impulsionar aumentos no consumo global de eletricidade indicando que a demanda global crescerá 3,6% em 2026 e 3,8% em 2027 aumento em relação ao crescimento de 3% em 2025, que o consumo global de energia elétrica atingirá 30,7 mil terawatts-hora, TWh, em 2027, comparados com 28,6 mil TWh em 2025. As interrupções no fluxo de gás liquefeito, GNL, pelo Estreito de Ormuz levaram os preços do combustível fóssil na Ásia e Europa a níveis mais altos desde a crise energética de 2022-23 com a guerra na Ucrânia, o que provocou adoção de medidas emergenciais para restringir o consumo de energia em algumas regiões. Em sua maioria, segundo a AIE, os sistemas de energia resistem a impactos da crise, no entanto, picos nos preços do gás levaram sua substituição pelo carvão em países asiáticos e europeus, com isso, a geração a carvão aumentará 1,4% em 2026 pós  estabilidade em 2025, por sua vez, o aumento da geração de energia a partir de renováveis contribuiu à diversificação do fornecimento em muitos países reforçando  segurança energética auxiliando amortecer impactos de preços do petróleo e gás, assim, renováveis caminham a se tornarem maior fonte de geração de eletricidade em 2026, ultrapassando carvão pós atingirem quase paridade em 2025 e, que,renovável, crescerá mais de 8% em 2026 e aumentará participação na geração global de 33% em 2025 à 37% em 2027. Energia solar lidera crescimento da oferta devendo crescer nos próximos 2 anos, ultrapassando eólica em 2026 e tornando-se a 2ª maior fonte de geração de renovável do mundo depois da hidrelétrica, segundo a AIE, a produção global solar fotovoltaica aumentará de 600 TWh em 2026 igualando crescimento anual recorde em 2025, expandindo em 2027. Vale dizer que, dados da Administração de Informação Energética dos EUA, EIA, analisados ​​pela SUN DAY, revelam crescimento de 10% na geração de energia elétrica por renováveis ​​nos primeiros 5 meses de 2026, além de, energia solar, eólica e armazenamento em baterias adicionarem 83,0 gigawatts, GW, de capacidade de geração nos EUA até 31 de maio de 2027, enquanto a capacidade total de geração de energia a partir de fósseis e nuclear cairá em 4,7 GW, sendo que o crescimento foi impulsionado pela energia solar em escala de utilidade pública, 12,8%, hidrelétrica, aumento de 10,8% e eólica, 4,8%. A combinação das renováveis incluindo biomassa e geotérmica, representou 30,3% da geração total de eletricidade nos EUA nos primeiros meses de 2026, aumento em relação aos 28,2% de 2025 considerando que ao longo de 2025, a capacidade renovável aumentou em quase 45 mil MW, entre 1º de junho de 2025 e 31 de maio de 2026, a capacidade instalada solar em escala de utilidade pública aumentou em 27.995,1 MW, a de energia solar e eólica em pequena escala cresceu 6.664,3 MW e 10.252,6 MW, respectivamente e a capacidade das fontes renováveis ​​em hidrelétrica, biomassa e geotérmica expandiu à 44.711,8 MW. Para concluir, a capacidade de armazenamento de energia em baterias em escala de serviços públicos aumentou em 16.551,8 MW e comparados a capacidade de geração a carvão caiu 2.235,6 MW, enquanto a capacidade nuclear diminuiu 27,6 MW, no entanto, a capacidade de geração a gás natural aumentou 6.289,0 MW. A energia solar de pequena escala cresceu 6.664,3 MW em 2025, elevando à 62.088,6 MW, sendo que a  EIA não fornece previsão aos próximos 12 meses do crescimento da capacidade solar de pequena escala, mas, a SUN DAY assume que será igual à de 2025 ou, seja, adicional de 6 mil MW ou mais, prevendo que em 2027 a capacidade instalada renovável chegará a 542.096,3 MW, colocando a participação solar total em 20,3% da capacidade total norte americana. OBS: SUN DAY Campaign é organização sem fins lucrativos de pesquisa e educação, fundada em 1992, apoia transição à tecnologias sustentável como alternativa viável à energia nuclear e a combustíveis fósseis como solução às mudanças climáticas.

Moral da Nota: a 11ª edição do Global Payments Report mapeou pagamentos em 42 países, colocando o Pix na liderança da transformação digital no Brasil, considerando que dinheiro em espécie representa 12% das transações nacional enquanto 96% dos brasileiros estão bancarizados com, o Pix, o motivo. Descrito pelo relatório como motor da transformação digital e responsável pela bancarização levando ao acesso a serviços financeiros 96,4% da população, dados do Banco Central, além de dominar o e-commerce e pontos de venda, o cartão de crédito mantém força e o dinheiro em espécie não saiu de cena. Considerando que o sisteme em 2025 respondeu por 38% do e-commerce e 34% do volume de transações nos pontos de venda, coloca o Brasil entre mercados mais avançados em pagamentos instantâneos, conta a conta, A2A, além do fato que o cartão em 2025 representou 40% de participação no e-commerce beneficiado pela cultura de parcelamento que amplia poder de compra, diferencial que sistemas de pagamento instantâneo não replicam de forma generalizada. O relatório mostra América Latina heterogênea com maior uso de dinheiro em espécie em pontos de venda em 2025, forte no México, 40%, Colômbia, 32%, e, Peru, 30%, o, Brasil, 12%, Chile, 16% e Argentina, 17%, mais próximos da média global. Por fim, vale dizer que o QR Code está em ascensão no Peru via Yape, Colômbia via Nequi e Argentina via Mercado Pago que compartilham a característica, ou, aplicativos com base de usuários consolidada que usam QR como interface principal de pagamento. Quanto ao PIX, se expande na Argentina, o, Transferências 3.0 representa 15% do e-commerce e 10% do volume nos pontos de venda, a Colômbia lançou em 2025 o sistema de pagamentos instantâneos, o Bre-B, mesmo caminho. Para concluir, nota sobre a Nigéria entre os maiores índices de uso de transferências conta a conta do mundo e projeção que lidere até 2030 com 50% do valor transacionado online e 36% do valor nos pontos de venda e, no Reino Unido, as carteiras digitais são 40% do valor transacionado e desbloqueam 453 bilhões de libras em gastos adicionais até 2030, adoção da Geração Z a aposentados.