terça-feira, 7 de julho de 2026

Lições da África

Dados falam a favor que "um Super El Niño chegando, daí, lições conquistadas que se aprende com a África, no Quênia, o Toben Gaa, discute projeto agroflorestal que auxilia agricultores se adaptarem às mudanças climáticas, cientistas climáticos anunciam em junho de 2026 que o El Niño, ciclo a cada 2 a 7 anos, se formou, trata-se um dos mais fortes. Quando a superfície do Oceano Pacífico se aquece altera padrões climáticos, leva a eventos extremos, como secas, inundações e ondas de calor, no sul da África, causa clima quente e seco e, em ciclo anterior, levou 18 milhões de pessoas à fome, na África Oriental e Central, chuvas e inundações que destruíram mais de 600 mil casas, terras agrícolas e serviços de saúde, na África Ocidental, reduziu colheitas, aumentou preços dos alimentos e deixou famílias em escassez alimentar por anos pós o evento. Causado pelo aumento das temperaturas do Pacífico mais que o normal, esperando que partes do oceano estejam 3°C mais quentes que a média até fins de 2026, sendo que desde 1982 apenas 3 outros eventos do super El Niño foram vistos nos registros modernos, com o mais recente, 2015-16, levando mais de 36 milhões de pessoas no leste e sul da África à fome cujos efeitos foram sentidos através da segurança alimentar e nutricional, escassez de água, acesso à saúde e meios de subsistência. Investigações mostraram como a África, com elevados níveis de subdesenvolvimento, infra-estrutura fraca e pobreza está exposta aos riscos climáticos que prejudicam sistemas alimentares e saúde, sendo que os países africanos passaram décadas à lidar e adaptar-se a secas, inundações, variabilidade de chuvas e insegurança alimentar, acumulando experiência no gerenciamento de condições adversas. O conhecimento, práticas e estratégias de adaptação que as comunidades, instituições e pesquisadores africanos desenvolveram através da experiência, mostram à medida que impactos climáticos se intensificam globalmente  oferecem lições à construção de resiliência duramente conquistada. Governos, investigadores, organizações humanitárias e comunidades reconhecem o valor de agir antes que as catástrofes aconteçam com sistemas de alerta precoce, elaboração de planos e preparação de suporte auxiliando reduzir perdas antes que se tornem emergências humanitárias, com lacunas nos sistemas de alerta precoce, no geral, a Sala de Alerta da África e sistemas nos países estão se tornando fortes e, estar preparado, significa proteger meios de subsistência e evitar usar todas as economias ou pedir emprestado para se recuperar. Parte da solução está nas culturas indígenas resilientes ao clima ou depender de número limitado de culturas básicas, como milho e trigo, cada vez mais vulneráveis ao estresse climático, culturas negligenciadas e subutilizadas como sorgo, milho-miúdo, amendoim bambara e feijão-caupi, adaptadas as condições adversas de cultivo que culturas básicas convencionais.Impactos climáticos ocorrem em único setor, seca afeta produção agrícola e a redução das colheitas afeta preços dos alimentos e nutrição, ao passo que a, escassez de água pressiona sistemas de saúde com perturbações energéticas que afetam irrigação, prestação de cuidados e atividade econômica, daí, conexões entre água, energia, alimentos, sustentabilidade ambiental e saúde, problemas que acontecem juntos na África, países aprenderam que as melhores soluções os analisam juntos, não um por um. Finanças, a maior limitação e não o conhecimento no continente, investigadores, agricultores, profissionais e instituições desenvolveram meios de preparação aos riscos climáticos, necessitando mais financiamento do desenvolvimento, subvenções à adaptação e financiamento concessional podem ajudar países e comunidades que não conseguem contrair empréstimos em condições normais de mercado obter dinheiro à irrigação, instalações de saúde e estradas. O desafio está na ampliação sendo que o financiamento da adaptação climática à África permanece abaixo do necessário, o dinheiro prometido é liberado lentamente, as condições em obtê-lo, rigorosas, governos são obrigados investir parte de seu próprio dinheiro e sistemas de contabilidade nem sempre são compatíveis com sistemas locais. Por fim, a parceria substitui o paternalismo e a resiliência climática não pode ser construída através de relações unidirecionais onde soluções são concebidas em outros locais e entregues às comunidades africanas, daí, resiliência eficaz depende da apropriação local, instituições confiáveis e capacidade dos países e comunidades criar ou adaptar soluções aos seus próprios contextos.

Um acadêmico da Universidade de York passou 2 décadas estudando impacto da medicação contra parasitas de animais de estimação nos rios de Yorkshire, químico ambiental, Professor Alistair Boxall disse ao Comitê de Meio Ambiente e Mudanças Climáticas da Câmara dos Lordes que tratamentos deixam ‘produtos químicos para sempre’, PFAS, como o composto organofluorado solúvel ácido trifluoroacético observados em concentrações elevadas nos rios que pareciam aumentar. Na sequência da proposta da Direção de Medicamentos Veterinários, VMD, alterar estatuto de tratamentos contra parasitas de animais de estimação de licença geral para restringir venda, em grande parte através de veterinários e farmacêuticos, sendo que o inquérito centrou-se em pesticidas como permetrina, utilizada em seres humanos para tratamento de piolhos e uso agrícolas, no fipronil e imidaclopride, na sequência de preocupações levantadas pela VMD e Agência Ambiental. Grande preocupação incluía o fato de produtos químicos, como o imidaclopride, solúvel em água, em contato com biodiversidades, como efemerópteros, libélulas e tricópteros, fonte de presas de espécies como salmão e truta, quer dizer, os invertebrados afetados são importantes na cadeia alimentar ligam processos basais que permitem a energia se mover através da cadeia alimentar até níveis mais elevados tais como peixes e outras espécies, incluindo aves. Um projeto de grande escala no qual rios de Yorkshire foram monitorados por 1 ano encontrou a molécula fluralaner em centenas de amostras coletadas, não significando que o fluralaner não represente risco ambiental, por poder estar aderido ao lodo, houveram detecções  de moxidectina e piriprol, com cientistas buscando caminhos à entrada dos medicamentos nos cursos de água de Yorkshire incluíndo produtos químicos que desciam ao sistema de esgoto devido lavagem da pele pós aplicação,lavagem da roupa de cama e escoamento superficial. Processos pelos quais produtos químicos são removidos no tratamento de águas residuais quando grudam no lodo de esgoto e, alguns deles, têm propriedades que fazem com que sofram adesão no lodo de esgoto, no entanto, diretrizes europeias sobre medicamentos exijam avaliação ambiental, algumas desenvolvidas à medicamentos para gado e aquicultura sendo que os testes foram irregulares. O uso de tratamentos contra pulgas de animais de estimação é associado à descoberta de "produtos químicos eternos" nos rios de Yorkshire e "quando diretrizes foram desenvolvidas, presumia-se que emissões ambientais seriam baixas e, portanto, os impactos também, mas no Reino Unido há 22 milhões de cães e gatos e utilização profilática dessas moléculas." Por fim, embora fabricantes dos tratamentos digam que a posse responsável de animais de estimação significa planejar proativamente prevenção e controle de parasitas, cientistas dizem que publicidade espalhou medos desnecessários, acrescentando que, “devem parar o uso profilático das moléculas e proibir a publicidade que acontece neste momento, quase diariamente, tentando vender tratamento contra pulgas, são alarmistas.”

Moral da Nota: a professora Sara Gustafsson avalia que quase 50 municípios suecos querem liderar o trabalho climático, mas poucos parecem alcançar os objetivos ao definir estratégia ou metas, mas, implementação é muito mais difícil, considerando  o Acordo de Paris em 2015, os municípios da Suécia adotaram seus próprios objetivos climáticos, 48 fazem parte da rede Cidades Viáveis buscando alcançar neutralidade climática até 2030, quer dizer, a ideia é ser modelo, inspirar e impulsionar uns aos outros. A maioria não consegue mostrar redução drástica nas emissões, de 2019 a 2024, 16 dos municípios aumentaram emissões, com Sara Gustafsson, professora da Universidade de Linkoping, que pesquisa sustentabilidade municipal, diz que,“muitos municípios não chegarão ao caminho completo, isso, diz algo sobre o quão complexa é a transição”. O problema é que os municípios têm influência limitada quando se trata de emissões fora das próprias organizações, como indústrias, aeroportos estaduais e estradas principais, são processos grandes e complexos que levam tempo e difícil prever no início ao definir metas, com Olga Kordas, professora na KTH e trabalha à Viable Cities observando que, é "difícil atingir metas para 2030" e inspiradas no projeto Apollo que decidiu colocar um homem na Lua em 10 anos. A ideia é que, se os municípios impulsionarem e acelerarem a transição para estarem mais próximo das metas de 2030, poderão mostrar o caminho à todos, será mais barato e mais eficiente estabeleceram objetivos com base na visão, Gotemburgo, por exemplo, estabeleceu meta de reduzir emissões em 10,3%/ano até 2021, no entanto, em 2019-2024, a redução total foi de 7,7%, quer dizer, a cidade fez muito para reduzir emissões, tais como nova caldeira a biovapor à aquecimento urbano, subsídios aos transportes públicos e necessidades de eletricidade nas aquisições, quer dizer, parte da responsabilidade é transferida ao governo que reduziu obrigação de redução de imposto de combustíveis fósseis e removeu incentivos à eletrificação. O programa de inovação Cidades Viáveis visa alcançar a neutralidade climática até 2030, sendo que as cidades respondem por 70% das emissões mundiais de gases efeito estufa, com participação de 48 municípios suecos e autoridades nacionais, visando se inspirar e encorajar mutuamente, quer dizer, análise efetuada nos mais recentes dados atuais sobre emissões mostra que estão longe de alcançar a visão global e que a redução média anual nos últimos 5 anos é de 1,38%/ano e outros municípios têm média de 0,71%.

quinta-feira, 2 de julho de 2026

Ondas de Calor

O climatologista francês Christophe Cassou, em entrevista à AFP, esclarece que  ondas de calor que ocorrem em fins da primavera e início do verão correm risco de produzir efeitos mais extensos que as ondas clássicas de julho e agosto, chamando a atenção ao fato de temperaturas elevadas como as registradas na Europa Ocidental no fim de Maio demonstraram mais uma vez vulnerabilidade da sociedade e ecossistemas às alterações climáticas. Diretor de pesquisa do CNRS, Centro Nacional Francês de Pesquisa Científica, um dos autores do próximo relatório do IPCC, acredita que o impacto dos episódios iniciais pode ser maior que o de ondas de calor mais intensas produzidas no meio do verão e, segundo o climatologista, o motivo é que tais episódios ocorrem em período que a atividade econômica está em plena capacidade e a maior parte da população não está de férias. Esclarece que, "as pessoas estão trabalhando diretamente expostas às altas temperaturas", explicou, além disso, os efeitos econômicos são consideráveis, já que, temperaturas extremas reduzem produtividade, especialmente construção, agricultura, indústria e campos, realizados ao ar livre ou em espaços insuficientemente climatizados". Alerta que o final da primavera representa um dos períodos mais sensíveis do ciclo biológico das plantas e animais, nesta fase, ocorre intenso desenvolvimento da vegetação com frutas e culturas agrícolas em processo de formação, daí, temperaturas excessivas e falta de água afetam as culturas antes que atinjam a maturidade, quer dizer, "estamos em momento sensível do ciclo fenológico, com o crescimento das plantas no auge e os frutos que serão colhidos no verão estão na fase de formação", explicou. Espécies marinhas como mexilhões, ostras ou caracóis, são afetadas pelo rápido aquecimento do mar enquanto espécies de aves passam pelo período de reprodução e criação dos filhotes que as torna particularmente vulneráveis, chama atenção a aceleração da secagem do solo e, conforme dados fornecidos pela Meteo-France, em fins de maio de 2026 os solos na França estavam entre os 10% mais secos registrados neste período do ano, com demanda por água alta no desenvolvimento das culturas e déficits de umidade podendo afetar a produção agrícola. Por fim, o centista alerta que as sociedades europeias continuam reagir aos efeitos que já ocorreram e não antecipar fenômenos futuros, quer dizer, "estamos na lógica de gestão de crises, correndo atrás dos efeitos das mudanças climáticas e não preparando suficientemente a sociedade ao que está por vir", acredita que adaptação deve partir de cenários extremos, incluindo possibilidade de temperaturas de 50 ºC nas principais cidades europeias seguidas de medidas à reduzir vulnerabilidades. Para o climatologista o grande desafio não é apenas reduzir emissões de gases efeito estufa, mas, preparar as sociedades à que temperaturas extremas ocorram com frequência afetando simultanemente saúde da população, agricultura, economia e ecossistemas naturais.

Neste contexto, estudo alerta que ondas de calor extremas estão atingindo níveis de estresse térmico incompatíveis com a sobrevivência humana, com cientistas concluindo que as ondas de calor são mais letais que se estimava e pedem novas estratégias de adaptação urbana. O calor extremo está matando mais pessoas que as estatísticas indicam, quer dizer, um novo estudo alerta ao verdadeiro risco das ondas de calor que se tornaram ameaças climáticas mais mortais no século XXI, no entanto, a maioria dos sistemas de alerta, planos de emergência e estatísticas podem subestimar seu  impacto na saúde humana. Pesquisa liderada pela Universidade Estadual do Arizona analisou eventos de calor extremo mais severos entre 2003 e 2024 e descobriram realidade incômoda, ou, muitas das condições consideradas "suportáveis" pelos modelos tradicionais podem ser letais à milhões de pessoas, já que, durante décadas, grande parte da avaliação de riscos foi baseada na temperatura do ar, no entanto, o corpo humano não percebe apenas a temperatura mostrada no termômetro, daí, umidade, radiação solar, velocidade do vento, duração da exposição e roupas, influenciam a capacidade do corpo de dissipar calor. Daí, a premissa que, 2 lugares com a mesma temperatura podem apresentar níveis de perigo diferentes, por essa razão, utilizaram modelo fisiológico mais avançado que incorpora capacidade real do corpo humano de transpirar e se resfriar, sendo que o resultado surpreende, ou, tanto ambientes úmidos quanto extremamente secos podem atingir níveis incompatíveis com a sobrevivência, desafiando conceitos aceitos sobre limites fisiológicos dos seres humanos diante o calor extremo. Um dos aspectos mais preocupantes identificados pelos pesquisadores é o aumento das temperaturas noturnas, já que, as noites ofereciam período de recuperação pós horas mais quentes durante o dia, hoje, em muitas áreas urbanas, esse alívio térmico desaparece e as cidades acumulam calor no asfalto, nos edifícios e em outras superfícies impermeáveis em fenômeno conhecido como ilha de calor urbana, que faz com que as temperaturas noturnas não caiam e, como resultado, o corpo humano não se recupera adequadamente do estresse térmico acumulado durante o dia e, a combinação de mudanças climáticas e expansão urbana, intensifica o problema em áreas metropolitanas da Europa, América Latina, Oriente Médio e Ásia. Por fim, o estudo confirma algo que os profissionais de saúde observam há anos, ou, o calor não afeta todas as pessoas do mesmo modo, com o passar dos anos, o corpo perde parte da capacidade de regular a temperatura corporal e a produção de suor diminui, a circulação sanguínea torna-se menos eficiente e a sensação de sede pode diminuir, por essa razão, condições que a pessoa jovem suporta por algumas horas podem se tornar crítica para alguém com mais de 65 anos, piorando por problemas cardiovasculares, renais, diabetes ou medicamentos que alteram a regulação térmica. Cidades como Barcelona, ​​Paris, Singapura e Medellín desenvolvem estratégias para reduzir a exposição dos habitantes ao calor extremo, sendo que o planejamento urbano sustentável e a expansão das renováveis ​​estão surgindo como ferramentas para romper essa dinâmica, focadas no perigo das ondas de calor, vulnerabilidade dos idosos, noites tropicais mais frequentes, ilhas de calor urbanas, subnotificação das mortes relacionadas ao calor, avanço das mudanças climáticas e necessidade de sombreamento urbano e adaptação climática como prioridades urgentes.

Moral da Nota: o calor combinado a poluição do ar é emergência de saúde que requer novas abordagens médica, com estações de calor se prolongando e intensificando, em Lahore, Paquistão, por exemplo, 46°C em junho fica ainda mais quente pela umidade urbana, com Muskan Fatima, do corpo docente da Faculdade de Medicina e Odontologia Rahbar, Paquistão, dizendo que pacientes podem chegar sentindo-se fracos, letárgicos e doloridos, pele úmida ou febre e que “pacientes com exaustão pelo calor são comuns aqui”. São mencionadas deficiências de vitaminas e “quando investigado o histórico mostra longas horas de trabalho em cozinhas sob o sol ou em fábricas próximas de fontes de calor” e, além do calor e umidade, Lahore sofre com altos níveis de poluição do tráfego, indústrias e queimadas agrícolas, com migrantes de áreas rurais do Paquistão especialmente sensíveis à poeira urbana e, conclui, desenvolvem bronquite, asma ou falta de ar, mais frequente devido as condições preexistentes. Embora o ar-condicionado seja essencial há muito tempo às unidades de saúde onde  trabalhou, outras regiões são mais novas nos desafios de manter condições de trabalho seguras, com OMS e OMM destacando em relatório a proteção de trabalhadores contra estresse térmico, com Médicos no mundo descobrindo necessidade de estarem preparados às consequências do calor e poluição à saúde, agora, observadas fora dos países tradicionalmente mais quentes. Annette Peters, do Instituto de Epidemiologia do Centro Alemão de Pesquisa em Saúde Ambiental, diz que, os poluentes como o CO2 e metano retêm calor próximo da superfície da Terra, embora o dióxido de enxofre, SO2, tenha efeito de resfriamento, o carbono negro, fuligem, aquece o planeta ao absorver a radiação solar e, no calor extremo, produzem Ozônio troposférico, por exemplo, a poluição por Ozônio se associa a ataques de asma mais frequentes e mortes por causas respiratórias. Lorna Powell, médica de pronto-socorro em Londres, esclarece que, crianças respiram mais rápido em climas quentes para tentar se manterem frescas, se a asma desencadear em ambiente poluído terão mais dificuldade, ao passo que poluição do ar se associa a frequências cardíacas e pressão arterial mais altas, torna mais vulneráveis ao calor pessoas expostas, considerando que, temperaturas corporais mais altas agravam danos causados ​​por poluentes e, em climas quentes, a pele fica mais permeável permitindo absorção mais fácil, daí, alergenos são mais abundantes e intensos quando o calor e poluição do ar coexistem. Para concluir, a ventilação inadequada limita a capacidade das famílias movimentar o ar frio para dentro ou o ar poluído para fora, seja ar poluído de ambientes internos ou externos, as instalações médicas também são afetadas, na Noruega, onda de calor longa que, segundo médicos, é pelo menos 10 vezes mais provável hoje devido às mudanças climáticas, em julho de 2025, levou ao aumento de internações hospitalares e à dificuldade de manter prédios refrigerados, cancelando cirurgias por 2 semanas de onda de calor, nas salas de parto, parturientes foram encaminhadas para outros hospitais. Associado a poluição do ar, o estresse por calor afeta cognição e, na onda de calor norueguesa, os "enfermeiros estavam preocupados por terem que trabalhar em condições muito quentes e serem responsáveis ​​pela saúde e vida das pessoas, com Amalie Skalevag, cientista climática do Instituto Meteorológico Norueguês, concluindo que, "é desafiador tomar decisões críticas nessas condições de trabalho".