quarta-feira, 21 de outubro de 2026

5ª Avaliação

A Califórnia divulgou a 5ª Avaliação de Mudanças Climáticas, daí, a pergunta que não cala, quem é a Califórnia (?), estado norte americano mais populoso cuja economia é a maior entre estados dos EUA, PIB de US$ 4,1 trilhões, 2024, 4ª posição global superando o PIB do Japão, representando 14%/15% da economia dos EUA e, se fosse um país independente, estaria atrás de EUA, China e Alemanha com população de 40 milhões de habitantes. Reúne periodicamente desde 2006 o que melhor conhece de ciência disponível sobre como mudanças climáticas afetam a Califórnia, ao passo que a lei atual exige agora avaliações pelo menos a cada 5 anos baseadas na “ciência da síntese”, combinando ciência climática mais inovadora em relatórios escritos por cientistas ao longo de vários anos apoiados por comunidades e tribos, revistos de modo independente por especialistas. Do relatório regional do Vale de San Joaquin à 4ª Avaliação de Mudanças Climáticas previam secas mais longas, menos neve acumulada, poços mais secos, calor mais extremo e impactos causados pela seca e enchente, de lá para cá, a seca de 2020/2022 deixou poços domésticos secos em comunidades pobres, inverno de rios atmosféricos incluindo 9 em 3 semanas inundando o estado e trazendo de volta o Tulare, inundando estradas, fazendas e casas no leito do lago drenado há um século. Em 2026, a seca de neve deixou camada 18% da média de abril atingindo o Oeste com mudanças climáticas tornando este evento 4 vezes mais provável e causadas pelos poluidores fósseis influenciando o ciclo da água enquanto 9 dos 10 maiores incêndios florestais registrados ocorreram na última década, incluindo incêndios de Dixie e do Complexo August que queimaram juntos quase 2 milhões de acres. Na última década, 14 milhões de acres foram queimados na Califórnia ou cerca de 14% do estado queimado em uma década, emissões rastreadas até 88 dos maiores produtores fósseis e fabricantes de cimento que responderam por 37% da área florestal queimada no oeste dos EUA e sudoeste do Canadá desde 1986, em 2025, incêndios de Palisades e Eaton tornaram o desastre de incêndio florestal mais caro registrado em perdas estimadas de US$ 250 bilhões e mais de 16 mil estruturas destruídas, com  31 pessoas mortas diretamente e 440 mortes indiretas, daí, mudanças climáticas tornaram o clima de incêndio 35% mais provável e 6% mais intenso. O chamado “Dia do Céu Laranja” em São Francisco em 2020, espessa fumaça de incêndios florestais do North Complex Fire e outros simultâneos não permitiu que a luz azul do sol, comprimento de onda mais curto, atingisse a Bay Area permitindo cores mais quentes, comprimentos de onda mais longos que a fumaça não espalhava, daí, os 88 maiores fabricantes fósseis e cimento do mundo responderam por 37% da área queimada no oeste norte americano e sudoeste canadense. 

Mudanças climáticas tornaram monções de 2022 no Paquistão 50% mais intensas afetando 33 milhões de pessoas, chuvas de 2023 derrubaram 2 represas em Derna, Líbia, com milhares de mortes 50 vezes mais prováveis, além das chuvas em 2024 que mataram mais de 230 pessoas em Valência, Espanha,21% mais intensas, em 2026, 82% do oceano global sofreu ondas de calor marinhas com consequências difíceis de prever aos ecossistemas e pescarias, lembrando que os oceanos absorveram 90% do excesso de calor preso pelas mudanças climáticas. Avaliações das Alterações Climáticas da Califórnia focam perdas e destruição na tentativa de prevenir ou minimizar, destaque que alterações do clima  são analisadas à nível de aquecimento e não apenas pela data, acrescentando questões além de “como será 2050 (?)”,ou, “o que acontece com a Califórnia quando o mundo atinge 2°C de aquecimento (?)”, centrando-se em planejamento de intensidade dos impactos e investimentos que o Estado deve fazer para proteger comunidades, quer dizer, a Califórnia, até aqui, tem boa ideia do tipo de mudança que ocorre no clima e seus prováveis efeitos, buscando concentrar nas soluções que as pessoas querem ver e, em alguns casos, estão testando. Em 2024, o furacão Helene nos EUA matou mais de 200 pessoas e, na Carolina do Norte, alterações climáticas tornaram chuvas 10% mais fortes e os ventos 11% mais fortes, em 2021, a cúpula de calor do noroeste do Pacífico matou centenas no Oregon, Washington e Colúmbia Britânica e, sem alterações climáticas a cúpula de calor extremo teria pelo menos 150 vezes menos probabilidade de ocorrer e, se as temperaturas globais aumentarem as cúpulas de calor que ocorrem uma vez a cada mil anos, poderão ocorrer a cada 5 a 10 anos, em 2023, calor extremo matou 645 pessoas em Phoenix, recorde, onda de calor de um mês que os cientistas descobriram que teria sido “praticamente impossível” sem as mudanças climáticas. A retenção de calor pelas mudanças climáticas nos remete a uma “bomba-relógio”, quer dizer, calor que hoje alimenta tempestades e ondas de calor marinhas, continuarão  elevar o nível do mar por séculos, mesmo que de imediato sejam interrompidas as emissões, aqui, uma evidência, em 2022, o Escritório de Gestão e Orçamento da Casa Branca estimou que mudanças climáticas poderiam custar ao orçamento federal US$ 2 trilhões/ano até fins do século.

Moral da Nota: todo californiano deveria saber que o futuro do estado será mais quente prevendo-se temperaturas médias aumentando de 1,9° C à 2,4° C até 2050, e 3,2° C à 4,4° C até 2100, dependendo da retenção de calor das emissões globais, sendo que a camada de neve, reservatório essencial de água, encolhe rápido, a camada de neve de abril diminuirá 40% até meados do século e 60% até fins do século. Caso tempestade climática se torne norma, 1 em 5 californianos, 7 milhões de pessoas, já vivendo em áreas de inundações estarão ainda sob maior risco, a fumaça matará mais pessoas por incêndios florestais de qualquer estado desencadeando 5 mil mortes adicionais/ano até 2050, além de altas emissões, onda de calor mais longa do ano crescerão de 3 dias no estado hoje à 19 dias na Sierra Nevada e 17 dias nos Desertos Interiores até fins do século, detalhe, os sem abrigo são 0,5% dos californianos e 13% das hospitalizações pelo calor. O nível do mar se eleva de 0,2 m em meados do século a 1 m em 2100, pode expor a inundações costeiras 166 mil pessoas e US$ 60 bilhões em propriedades em meados do século e, até 310 mil pessoas e US$ 122 bilhões em 2100, detalhe, prêmios de seguro residencial aumentaram 85% em média entre 2020 e 2026 e custos dos incêndios florestais explicam 5 dos 6,2 centavos/quilowatt-hora que os preços da eletricidade aumentaram de 2019 a 2024. Para concluir, a Quinta Avaliação documenta soluções como reaproveitamento de terras pela comunidade com a Allensworth Progressive Association construindo Centro de Agroecologia comunitária com agricultura regenerativa, agrovoltaica e acesso à terra à agricultores negros, em Fairmead, moradores transformam pomar de amêndoas de 17,3 acres em bacia de águas pluviais com habitat nativo e trilha à caminhadas, chamados amortecedores ou zonas de revitalização das comunidades e Programa de Reaproveitamento de Terras do Estado financia transição que já apresenta resultados positivos. Terras agrícolas do estado poderiam acumular águas de enchentes no subsolo, 3,6 milhões de acres, transformando  enchentes em abastecimento de água da próxima seca evitando locais contaminados, além de restauração de planícies aluviais e operações de reservatórios inteligentes, com o Parque Estadual Dos Rios guiado pelas comunidades tribais Mewuk e Yokuts transformando antiga leiteria na maior restauração de várzea da Califórnia, sendo que operações de reservatórios em previsões, FIRO, podem manter água armazenada sem aumentar risco de inundações. Caminhando ao fim, reduzir probabilidade de incêndios florestais catastróficos em até 92% em uma década e remover 4 barragens do rio Klamath após décadas de defesa das tribos Yurok, Karuk e Klamath reabriu mais de 420 milhas de habitat do salmão, energia solar em terras agrícolas reaproveitadas e agrovoltaica criam empregos e reduziram emissões com apoio da comunidade, enquanto culturas de cobertura ajudam explorações agrícolas reter água e resistir ao calor e seca. Enfim, Avaliações Climáticas da Califórnia importam para informar políticas de resiliência equitativa baseadas na ciência protegendo população, ecossistemas e  economia do Estado dos impactos das mudanças climáticas.

segunda-feira, 19 de outubro de 2026

Danos Reprodutivos

Produto químico eterno tóxico associado a danos reprodutivos foi encontrado em quase todos os rios e águas subterrâneas testados na Inglaterra, de acordo com dados da Agência Ambiental obtidos pela Unearthed and Watershed através da Liberdade de Informação, sendo que a EA, Agência Ambiental, testou o TFA, ácido trifluoroacético,  em águas subterrâneas encontrando o produto químico em 43 das 49 amostras coletadas com o TFA presente nas 50 amostras de águas superficiais testadas pela EA, em linha com estudo da Universidade de York e Fidra em 2025, daí, testes sobre efeitos do TFA em animais indicaram que pode prejudicar fertilidade e bebês no útero. Não existem limites ao TFA em águas superficiais ou subterrâneas na UE ou no Reino Unido, no entanto, impõe limite de 100 ng/L de água subterrânea à produtos de decomposição de pesticidas, podendo ser considerado TFA, das 49 amostras de águas subterrâneas testadas, 42 estavam acima do nível estabelecido pela UE e 28 acima de 1.000 ng/L, com a concentração mais elevada de 10.202 ng/L nas águas subterrâneas perto de Finchingfield, Essex, comparável a níveis descritos como “excepcionalmente elevados” pelas autoridades. Nas águas superficiais a mais alta foi de 6.412 ng/L no Rio Ancholme, Lincolnshire, embora locais de teste tenham sido limitados e não representativos nacionalmente ao passo que a leitura do Rio Ancholme é 3 vezes o nível, 2.200 ng/L, que violaria o novo limite da UE à PFAS em rios e lagos se os TFA fossem únicos PFAS presentes e, atualmente, o TFA está incluído em grupo de 25 PFAS aos quais a UE estabeleceu norma às águas superficiais. TFA consiste em família de produtos químicos persistentes produzidos pelo homem, produzido, quando outros produtos químicos fluorados se decompõem, inclui, pesticidas, refrigerantes e produtos químicos industriais, com Estudos em animais levando a agência química da UE recomendar que o TFA fosse classificado como tóxico à reprodução, enquanto a Autoridade Europeia à Segurança dos Alimentos reduziu seus limites de ingestão diária tolerável na saúde, sendo que a persistência do TFA significa que permanece em rios, solos e plantas por centenas de anos, criando carga crescente de poluição à vida selvagem e ecossistemas dos quais depende. Nas águas superficiais testadas estavam 50 rios designados como Sítios de Interesse Científico, incluiu o Rio Idle Washlands em Nottinghamshire com níveis de TFA de 3.301 ng/L e o Rio Wensum em Norfolk que abriga mais de 100 espécies de plantas e vida selvagem onde os níveis foram registrados em 1.800 ng/L. Por fim, Hans Peter Arp, químico ambiental da Universidade Norueguesa de Ciência e Tecnologia, especialista em TFA, disse que resultados da Agência Ambiental se colocavam entre os piores conjuntos de dados que viu, “o TFA que está na Terra hoje e pelos próximos mil anos, as concentrações que vemos agora são as mais baixas que veremos em sua vida. Nina Schrank, ativista do Greenpeace Reino Unido, avalia que “os resultados são, no mínimo, alarmantes, produto tóxico ligado a danos reprodutivos, persistente, poluição que permanece no ambiente por gerações, disseminada nos rios e águas subterrâneas da Inglaterra". O TFA não pode ser removido de modo eficaz por processos de tratamento de água  aplicados e cientistas alertam que concentrações aumentarão a menos que as emissões sejam combatidas na fonte, considerando que o produto é formado a partir de pesticidas PFAS, herbicida flufenacet, amplamente utilizado em culturas como o trigo e cevada na Grã-Bretanha apesar de já não ser aprovado na UE, em parte devido a  preocupações que possa contaminar águas subterrâneas com TFA.

A cena é profética e atual de "A 1ª Noite de um Homem", 1967, entre Walter Brooke e Dustin Hoffman em que o Sr. McGuire, amigo da família, diz a Benjamin Braddock na festa de formatura da faculdade, "Só quero te dizer uma palavra, apenas uma palavra, 'Plásticos', há um grande futuro nos plásticos, pense nisso." Hoje no topo das busca por respostas por que tão intensos e o que realmente fazem em nossas vidas, com a  Comissão Europeia no informando que microplásticos são resíduos da decomposição dos plásticos que usamos diariamente, bastante simples e emblemático. Cientistas se preocupam cada vez mais com o modo como plásticos, ou, seus produtos de decomposição chamados microplásticos e nanoplásticos, MNPs, podem interagir com o organismo humano e, se, prejudicam a saúde, com estudo no New England Journal of Medicine publicado em 2024, mostrando que centenas de participantes assintomáticos com aterosclerose, ou, endurecimento das artérias, foram acompanhados por 3 anos, daí,  placas ateroscleróticas obtidas de artérias carótidas e dos que apresentavam níveis elevados de MNPs comparados com os que não apresentavam, tiveram incidência 4 vezes maior de ataques cardíacos, AVC e morte por qualquer causa, além de associação entre  microplásticos e câncer de cólon de início precoce, porém, não são conclusões finais necessitando mais discussões e pesquisas. Artigo de revisão do NIH de 2025 analisou ​​mecanismos pelos quais os microplásticos podem induzir o câncer de cólon, mecanismos que incluem alteração do microbioma, ou, micróbios no intestino, danos à barreira mucosa do cólon e inflamação, sendo que o estudo menciona que, “na próxima década, 1 em cada 4 casos de câncer retal ocorrerá em indivíduos com menos de 50 anos”, vale  dizer que, a Sociedade Americana do Câncer reconheceu essa tendência, e, em 2018, alterou a recomendação para iniciar o rastreamento de rotina do câncer de cólon aos 45 anos, em vez de 50, aqui, trata-se de tendência. Estudo da Universidade do Novo México publicado em 2025 na Nature Medicine em que foram examinados tecido cerebral de autópsias diagnosticadas com demência, mostraram número de MNPs,nanopartículas microplásticas, 10 vezes superior aos comparados com os saudáveis, quer dizer, microplásticos também podem estar prejudicando os cérebros, mas, necessita mais estudos à conformação, além disso, pesquisadores descobriram que a quantidade de MNPs em amostras cerebrais aumentou mais de 50% entre 2016 e 2024 e, conforme NIH, Instituto Nacional de Saúde dos EUA, os nanoplásticos podem ser fator de risco ao desenvolvimento da doença de Parkinson, também não confirmado, mas, em fase de pesquisa. Por fim, cientistas não encontraram modo de eliminar plásticos do organismo humano, a única opção é limitar exposição e consumo, considerando que nanopartículas de plástico, MNPs, são onipresentes, podem ser encontradas em partículas têxteis suspensas no ar, água contaminada e alimentos processados ​​embalados em plástico havendo produtos químicos adicionados aos plásticos como ftalatos ​​para amaciar o plástico, bisfenol A, BPA, e retardantes de chama, fatores complicadores que podem causar desequilíbrios hormonais, infertilidade, problemas de tireóide, obesidade e diabetes, sendo importante reconhecer o calor como agravante da toxicidade dos plásticos já que altas temperaturas aceleram degradação plástica, razão pela qual se já sabe que não se deve reaquecer alimentos em recipientes plásticos pois contêm poliestireno que se degrada em nanopartículas microbianas, MNPs, ao entrar em contato com alimentos quentes. Enfim, artigo de 2024 do NIH menciona que microplásticos podem ser encontrados em géis de banho, cosméticos, sabonetes faciais, desinfetantes às mãos, sabonetes em barra, pastas de dente, protetores solares e xampus.

Moral da Nota: a subsidiária brasileira da Shell está sendo processada por procuradores federais independentes e uma ONG por suposta responsabilidade pelas enchentes de 2024 no Rio Grande do Sul, Brasil, em comum, tufão nas Filipinas e inundações no Brasil e novamente a britânica petrolífera foi alvo de novo processo judicial que busca fazer com que poluidores paguem parte do custo de eventos climáticos extremos específicos. O advogado da ONG brasileira Instituto Preservar, Thales Miola, diz, "escolhemos a Shell porque é empresa emblemática,atende a todos os critérios", buscam na justiça brasileira reparação equivalente a US$ 108 milhões em indenização pelos danos das enchentes no sul do Brasil em 2024, desastre que matou quase 200 pessoas, desalojou 500 mil e causou destruição generalizada. O advogado do Instituto Preservar avalia que a Shell opera entre nós há décadas e sua contribuição ao aquecimento global está bem documentada e "enorme para uma única empresa", com estimativas do think tank Carbon Majors, vista no processo, que responde por 2,02% das emissões globais de CO2 da queima de fósseis e produção de cimento, quer dizer, grande parte das emissões da queima dos hidrocarbonetos que a empresa produz e vende enquanto a participação da Shell é 3 vezes superior à da Petrobras. Estudo de atribuição publicado no grupo Nature, consistindo parte do argumento jurídico, estima que mudanças climáticas intensificaram chuvas extremas de 2024 em 12%, com os demandantes querendo que a Shell pague pela intensidade adicional proporcionalmente à sua contribuição às emissões globais, ou, 2% do aumento de 12 %, com o advogado dos demandantes dizendo que, "no Brasil, é a 1ª vez que usamos a ciência da atribuição contra uma grande empresa emissora de carbono", concluindo, "a escolha da Shell não isenta outras empresas de serem processadas em futuro próximo." Por fim, nas Filipinas, demandantes querem que a Shell pague por sua história e tamanho, considerando que em dezembro de 2021, o tufão Rai, conhecido como Odette, devastou várias ilhas, mais de 400 pessoas morreram e milhares perderam casas sendo um dos piores desastres da história do país, detalhe, 4 anos depois, 2025, 100 sobreviventes apoiados por ONGs entraram com processo contra a Shell no Reino Unido, onde a empresa tem sede, quer dizer, os advogados baseiam o caso nas "emissões históricas de carbono" da empresa e ligação entre emissões e aquecimento global, que, segundo estudos de cientistas climáticos, intensifica ciclones. Greg Lascelles, advogado da Hausfeld, escritório responsável pelo processo filipino em Londres, disse que os demandantes citam agravante de "histórico de desinformação da Shell sobre causas e impactos das mudanças climáticas", com Madeleine Lynch,  ativista, dizendo que, "há evidências que a Shell sabia na década de 1960" que os combustíveis fósseis contribuíam ao aquecimento global, além de relatório interno da empresa de 1986 que reconhecia o papel dos combustíveis fósseis no aumento das emissões de gases efeito estufa e no aquecimento global, citado no processo brasileiro, valendo dizer que, após o processo filipino a empresa afirmou que "a sugestão que a Shell possuía conhecimento exclusivo sobre mudanças climáticas simplesmente não é verdadeira".