A avaliação das mudanças climáticas ocorreu ao longo de décadas e não de anos civis, daí, caminhamos à futuro mais escaldante que a meta estabelecida no Acordo de Paris, mesmo que compromissos e políticas climáticas sejam implementados, o aquecimento deve atingir pelo menos 1,8°C na média considerando que em 2024, o mundo vivenciou a temperatura média global ultrapassando 1,5°C acima de níveis pré-industriais. Relatório do PNUMA intitulado "Limitando Ultrapassagem", confronta realidade em que conclusões convocam o mundo encarar o inevitavel de ultrapassar 1,5°C no aquecimento global cuja prioridade, conforme o relatório, deve ser garantir que ultrapassagem e pico sejam breves e menores possíveis enquanto se trabalha para reduzir temperaturas posteriormente, não é caminho ideal, afirma o relatório, mas é o que trilhamos e ao qual devemos nos preparar. Outros relatórios já identificaram soluções à minimizar sobrecarga temporária, com o relatório "Limitando a Sobrecarga" destacando soluções a implementar e ampliar rapidamente, considerando que mudança na temperatura não é fenômeno repentino, mas processo que se desenrola ao longo de décadas e limitar a temperatura máxima, em seguida, reduzi-la, o aumento de 1,5 °C se tornaria curva, denominado "trajetória de excedência, pico e declínio", ou "de excedência" que descreve em 4 estágios, ou, ultrapassar a temperatura, atingir pico, declínio e estabilização, no entanto, a trajetória não é predeterminada e cada decisão e ação implementada determina seu curso. Riscos são avaliados no formato da curva cuja duração da ultrapassagem e magnitude do pico influenciam a gravidade dos impactos que mudanças climáticas terão importando entender que a inclinação descendente da curva nos leva de volta a 1,5°C, ou, abaixo desse valor não garantido ao depender de medidas de mitigação adotadas agora e mantidas no futuro, quer dizer, quanto mais plana e curta for a curva, melhor e, isso depende de nós. O relatório reconhece que não podemos abordar mitigação e adaptação como áreas separadas e acelerá-las com ambição e de forma interconectada buscando atingir emissões líquidas zero suficiente para deter o aquecimento, mas retornar a menos de 1,5°C exige emissões líquidas negativas, por exemplo, a adaptação atual preserva capacidade de mitigar no futuro e a adaptação futura será determinada pela evolução de riscos e condições, dependendo de quanto mitigar e caso insuficiente pode levar a limites de adaptação ou situações cujos riscos climáticos se tornam profundos e a adaptação deixa de ser opção. O relatório reconhece que mesmo trajetórias com menor excesso de emissões exigem aumento da quantidade total de CO2 seguindo classificação que engloba práticas ecologicamente corretas como reflorestamento e manejo do solo, que aumentam o armazenamento de carbono nos ecossistemas podendo ser associadas a tecnologias como captura direta de ar e sistemas químicos para extrair CO2 da atmosfera. Devemos considerar que modelos concluem que a remoção de CO2 ajuda reverter alguns graus do aquecimento neste século, contribuição crucial mas insuficiente e, conforme o relatório, “não substitui a redução rápida das emissões” de CO2, metano e demais gases efeito estufa. Por fim, ultrapassar 1,5°C inevitavelmente trás mudanças aos sistemas ecológicos e humanos, mas, considerando que mudanças planetárias ocorrem em ritmos diferentes, o que exatamente mudará, quando acontecerá e em que escala são incógnitas, o aumento do nível do mar, derretimento da criosfera, extinção de espécies, alterações nos ecossistemas, deslocamento humano, transformações nos sistemas de abastecimento de água e alimentos e ações e reações governamentais. A mensagem central do relatório da ONU busca reduzir magnitude de incertezas, mantendo o ponto de superaquecimento máximo o mais baixo possível encurtando a duração da ultrapassagem e agindo para preservar o máximo de flexibilidade possível ao futuro.
O permafrost, conceituado como áreas eternamente geladas, derrete no Alasca e o gás que retém calor, antes congelado no solo do Ártico, vaza lentamente e aquece o planeta emergindo do solo bolhas de metano, gás efeito estufa produzido pela decomposição de plantas e animais antes presos no permafrost gélido do Alasca e, ao se descongelar aquece 4 vezes mais rápido que o resto do planeta, sendo que por milhares de anos, esse solo congelado armazenou plantas e animais mortos mas o degelo acelerado permite que se decomponham em metano e CO2. Deve ser considerado que há 3 vezes mais carbono congelado no permafrost que na atmosfera, em todo o Ártico, gases que retêm calor escapam à atmosfera, liberação, que se soma ao que já existe no ar devido à queima de carvão, petróleo e gás pela ação humana alterando equilíbrio de como um mundo em aquecimento lida com o acúmulo de carbono que retém calor. O permafrost como solo que permanece congelado abaixo de 0°C por pelo menos 2 anos e, frequentemente, por séculos e até milênios encontrado no Alasca, Canadá, Sibéria, Antártica e em montanhosas possui vantagens especiais como retenção de matéria em decomposição impedindo que se transforme em gases efeito estufa firme suficiente para que comunidades e indústrias construam suas vidas sobre ele. Estudos projetam que, até fins deste século, gases aprisionados no permafrost contribuirão com quase meio grau de aquecimento além do aquecimento da queima de fósseis, nesse período, o aquecimento da Terra será tão intenso quanto um país industrializado como EUA ou Europa, segundo cientistas, sendo que o Ártico contribuiu ao delicado ciclo do carbono da Terra atuando como sumidouro que significa plantas nas áreas frias absorverem parte do gás que retém calor e capturá-lo no solo congelado de modo que o Ártico retirava mais carbono da atmosfera que adicionava, beneficiando o planeta. Duncan Menge, da Universidade Columbia, nos informa que o aquecimento altera o equilíbrio de modo que o solo antes congelado libera mais gases que retêm calor que absorve e, em vez de reduzir mudanças climáticas, o Ártico está agravando visto em estudo co-escrito pela ecologista ártica Sue Natali do Centro de Pesquisa Climática Woodwell que o degelo do permafrost com outras "emissões induzidas pelo aquecimento" de incêndios e alterações em zonas úmidas e lagos, aumentarão o aquecimento em 20% até fins do século, com o cientista climático da Universidade de Vitoria, Andrew Weaver, que calculou o aquecimento esperado de meio grau no permafrost em estudo de 2012, dizendo que é algo "com o qual teremos que lidar", além de tudo o mais. O degelo do permafrost não afeta apenas o equilíbrio de carbono do planeta, mas desestabiliza o próprio solo fazendo com que antes rígido desmorone e afunde, caso das inundações no Nepal que mataram mais de mil pessoas depois que parte da geleira desabou após onda de calor recorde para o local e época do ano, segundo o cientista climático Robert Rohde, da Berkeley Earth. Por fim, o geofísico Vladimir Romanovsky, da Universidade do Alasca Fairbanks, disse que quando começou a estudar o permafrost na década de 1970, “todos acreditavam que era estável, pensavam que seria para sempre.”
Moral da Nota: o procurador-geral da Flórida está processando a Pfizer e seu diretor executivo sob acusação de enganar o consumidor sobre segurança e eficácia da vacina contra COVID-19, quer dizer, teriam omitido riscos de segurança associados à vacina, inclusive em comunicado à imprensa de 2021 que afirmava não haver "preocupações de segurança" por 6 meses pós a 2ª dose, conforme o processo judicial apresentado em 1º de outubro de 2026 no tribunal do circuito da Flórida. O CEO da Pfizer em entrevista de 2023 afirma, "revisamos e analisamos dados e não detectamos um único sinal de segurança, apesar de termos distribuído bilhões de doses" com o procurador-geral da Flórida afirmando que "não disseram que sabiam sobre a miocardite em adolescentes e jovens adultos, que tinham relatos de eventos adversos, incluindo derrames e mortes e tinham motivos para saber que a vacina representava riscos à mulheres grávidas e bebês em gestação no 1º trimestre." Em 2021, sinais de alerta de miocardite, ou, inflamação do coração, entre outros problemas de saúde relacionados às vacinas contra a COVID-19 da Pfizer e Moderna foram alertados por autoridades federais em que as bulas das agências reguladoras dos EUA alertavam ao risco de inflamação cardíaca, no entanto, a Pfizer afirmou estar ciente de relatos de miocardite pós administração de sua vacina embora tenha observado que nenhuma relação causal havia sido estabelecida. Segundo o processo, a Pfizer e o CEO agiram de forma enganosa ao afirmarem que todos precisavam receber a vacina para interromper a transmissão, com o FDA afirmando não haver evidências que a vacina impedisse a transmissão da COVID-19 e um executivo da Pfizer disse em 2022 que a vacina não havia sido testada para impedir a transmissão. Em consequência, pede ao tribunal que declare que a Pfizer e seu CEO violaram as leis da Flórida incluindo a Lei de Práticas Comerciais Desleais e Enganosas do estado e que aplique multas aos réus entre US$ 10 mil e US$ 15 mil por violação legal. Por fim, vale considerar que em 2025 um juiz federal rejeitou caso similar do procurador-geral do Texas decidindo que uma lei federal concedia à Pfizer imunidade contra tais processos. Em 2023, o procurador-geral do Texas, Ken Paxton, entrou com ação judicial no tribunal do condado alegando que a Pfizer deturpou resultados do ensaio clínico que testou sua vacina contra a COVID-19, promovendo a vacina como 95% eficaz contra a infecção por COVID-19 mas as empresas se basearam em 2 meses de dados de testes.