No Oceano Ártico a 640 km do Polo Norte, emerge Svalbard, ilha batizada com nome viking à "borda fria", permaneceu quase intocada antes de ser utilizada como base de caça as baleias nos séculos XVII e XVIII e, posteriormente transformada em centro de mineração de carvão no século XX, a capital, Longyearbyen, tem vocação turística e, ao norte, a estação de pesquisa climática instalada na antiga cidade mineira de Ny-Alesund abriga institutos científicos da China, França, Alemanha, Índia, Itália, Holanda, Noruega e Reino Unido. Perto da costa se localizam edifícios cercados por vasta área selvagem abrigando ursos polares, raposas-do-ártico e renas, do lado oposto, avançam geleiras e fiordes que deságuam no Oceano Ártico, ambiente, que oferece aos cientistas porta de entrada à estudo de como mudanças climáticas afetam gelo, oceano, atmosfera e ecossistemas do Ártico. Aqui, o detalhe, Svalbard é local que aquece mais rapidamente na Terra, temperaturas subiram 7 vezes mais rápido que a média global, em 2024, no fim do verão polar, cientistas conversaram sobre impactos climáticos que assistiram onde a temperatura se eleva mais rapidamente. A primeira questão a ser abordada é o conhecimento que no Ártico é onde vivem ursos polares e Antártida onde vivem os pinguins, com a cientista norueguesa pesquisando sobre permafrost buscando modelar mudanças na paisagem sob alterações climáticas, além de estudos da biogeoquímica na Noruega continental, desenvolvendo conhecimento sobre emissões de gases efeito estufa em área de turfeira vulnerável às mudanças do clima. Avalia geleiras derretendo, ouvindo-as se desprender e cair no oceano durante o verão, processo natural intensificado pela ação humana, Svalbard é local que está aquecendo mais rapidamente, em Yamal, Rússia, existem crateras que emitem gases efeito estufa com aparência assustadora, como um grande buraco, trata-se de ambiente difícil de trabalhar, as coisas são priorizadas de modo diferente, pois no Ártico, tudo depende de você e um pequeno grupo de pessoas, ser cuidadoso e educado com as pessoas e a natureza e, ver um urso polar, precisa ser ainda mais educado. No Ártico vivem povos indígenas necessitando melhor conhecimento de suas vidas e cultura, principalmente na Rússia com zona ártica imensa, em que todos deveriam conhecer as condições que os povos indígenas vivem e como as mudanças climáticas afetam suas vidas. Por fim, alguns dos pesquisadores conheceram pessoas que trabalharam no Ártico no início dos anos 90, há 30 anos, disseram que fazia muito frio no verão e quase sempre nevava, agora, quase sempre chove e, supostamente, Svalbard é um semi-deserto do Alto Ártico, mas, chove bastante, em 2015, uma avalanche em Longyearbyen matou 3 pessoas, hoje, quem visita Longyearbyen pode ver cercas construídas para impedir que avalanches desçam a encosta da montanha.
Cientistas do instituto de pesquisa Ceitec Universidade Tecnológica de Brno, testam método de purificação de água que utiliza luz para ativar material feito de ureia, com experimentos em laboratório relatando eficiência de até 97%. Utilizaram água contaminada com azul de metileno, corante, com pesquisadores investigando se a mesma abordagem ajudaria remover microplásticos, embora o trabalho esteja em fase inicial. A luz ativa o material de limpeza, a ureia é substância orgânica disponível e que ocorre naturalmente, ao processá-la, pesquisadores produziram nitreto de carbono grafítico, composto de carbono e nitrogênio que pode ser usado à fotocatálise, ou, processo no qual a luz ativa um catalisador. Daina Arenas Buelvasová, cientista colombiana radicada na República Tcheca, em comunicado do Ceitec à imprensa, informa que “o composto funciona como catalisador ativado pela luz incidente”, explicou, a ativação libera substâncias que decompõem contaminantes na água, descreve vantagem em relação aos métodos de filtração que capturam poluentes e os deixamcoletados e descartados, o material desenvolvido captura contaminantes e os decompõe quando exposto à luz em experimentos de laboratório com azul de metileno a equipe relata eficiência de 97%. O resultado se refere ao corante, não estabelece desempenho contra outros poluentes ou condições cotidianas de tratamento de água, a pesquisa sobre microplásticos está nos primórdios e a próxima questão é se o nitreto de carbono grafítico poderia ser útil contra microplásticos, com a dra Arenas dizendo que “descobrir se a fotocatálise usando nitreto de carbono grafítico pode ser usada para remover microplásticos é o foco, mas estamos apenas no começo”, disse Arenas. Por fim, a distinção importa, a equipe relatou resultados promissores em água contaminada com corantes enquanto a remoção de microplásticos continua sendo foco da pesquisa, por ora, as conclusões se referem a método de tratamento experimental, cujos testes adicionais determinarão abrangência da aplicação e se os resultados de laboratório podem ser traduzidos em tecnologia prática de purificação de água.
Moral da Nota: fevereiro de 1979, 1ª Conferência Mundial do Clima realizada em Genebra patrocinada pela OMM, Organização Meteorológica Mundial, com cientistas levantando preocupações sobre alterações climáticas e potenciais danos à humanidade, pediram aos governos que antecipassem e prevenissem mudanças climáticas consideradas potencialmente prejudiciais e causadas pelo homem. A conferência auxiliou transferir investigação sobre alterações climáticas à agenda política internacional, com as conferências em 1985 e 1988 dando impulso à ação internacional, daí, a Convenção-Quadro da ONU sobre Mudanças Climáticas estabeleceu a COP como órgão dirigente, adotada em Nova York em 9 de maio de 1992 e aberta à assinatura na Cúpula da Terra do Rio de Janeiro, Brasil, em junho de 1992, embora a pedra fundamental tenha sido lançada em 1992, a convenção deu início ao funcionamento em Berlim, Alemanha, a partir de 7 de março de 1995, em 1992, participaram 154 países, hoje, são 198 membros, 197 países e UE. A UNFCCC, Conferência das Partes da Convenção-Quadro da ONU sobre Mudança do Clima, no contexto da COP, as partes referem-se aos estados e à UE que aderiram à convenção climática da ONU, convenção, é o tratado-mãe do Acordo de Paris de 2015, tratado climático juridicamente vinculativo adotado pela UNFCCC na COP21 em dezembro de 2015, cujo principal objetivo é prevenir alterações climáticas perigosas induzidas pelo homem, quer dizer, a COP reúne países a negociar, cumprir compromissos, analisar progresso e apoiar implementação e responsabilização no âmbito dos acordos sobre alterações climáticas, enquanto a cúpula anual do clima, comumente chamada de COP, inclui reuniões de 3 órgãos governamentais, ou, COP à UNFCCC, CMP ao Protocolo de Kyoto de 1997 e CMA ao Acordo de Paris 2015. Buscando reduzir emissões de gases efeito estufa que impulsionam o aquecimento global, a COP implementa o Acordo de Paris à manter aumento da temperatura média global abaixo de 2°C acima dos níveis pré-industriais e prosseguir em limitá-la a 1,5°C, apoiando países tornarem-se resilientes a impactos climáticos, providenciar financiamento climático à ação climática, às economias em desenvolvimento em partciular e abordar perdas e danos causados às economias vulneráveis que sofrem por eventos climáticos revendo níveis de emissões.Trabalha na melhoria das competências e apoia tecnologias relacionadas ao clima e coletivamente promove realização de compromissos em matéria de ação climática, fator importante, influenciado no progresso da COP pela tomada de decisões que utiliza modelo de consenso em vez de votação majoritária, até agora, nenhum país chegou a acordo sobre mecanismo alternativo à tomada de decisões se não for alcançado consenso, fator que explica acordos mais lentos que nem sempre agradam países. Por fim, o propósito da COP se estabelece além do controle da poluição com oportunidade aos países sustentarem proteção climática, segurança alimentar e ecossistemas sustentáveis, sendo que esforços da COP continuam com a COP31 agendada de 9 a 20 de novembro de 2026 em Antalya, Turquia, tendo como presidente designado o Ministério do Meio Ambiente da Turquia. A COP31 enfatiza a tradução de compromissos climáticos em reduções mensuráveis de emissões, tornando financiamento acessível e fornecendo apoio às comunidades vulneráveis, prioridades e expectativas e, não resultados acordados, a COP31 propõe diálogo coletivo e plano de reforço à ação de manter o aquecimento global em 1,5 °C, sendo discutidas medidas à transição dos combustíveis fósseis à energias limpas, no futuro, espera-se que a COP31 se concentre mais na implementação dos compromissos que negociação de novo tratado abrangente.