segunda-feira, 9 de fevereiro de 2026

Máquinas que Pensam

Inseridos em conceito de entendermos sistemas IA, parte cada vez mais significativa de nossas vidas, Phillip Isola busca respostas que envolvem computação e reflexão, com o professor do Departamento de Engenharia Elétrica e Ciência da Computação estudando mecanismos na inteligência similares à humana a partir de perspectiva computacional. Focado na compreensão da inteligência, seu trabalho se concentra na visão computacional e aprendizado de máquina, interessado em explorar como inteligência emerge em modelos IA, como modelos aprendem representar o mundo ao redor e o que “cérebros” compartilham com os cérebros de seus criadores humanos. A compreensão científica da inteligência através dos agentes IA ajudará integrá-los de modo seguro e eficaz na sociedade maximizando potencial para beneficiar a humanidade creditando ao orientador do doutorado, professor da Cátedra John e Dorothy Wilson de Ciências da Visão, como influente na trajetória inspirado pelo foco em compreender princípios fundamentais em vez de buscar padrões de engenharia, que são testes formalizados usados ​​para medir desempenho de um sistema. No MIT a pesquisa se direcionou à ciência da computação e IA e sua tese focou no agrupamento perceptual que envolve mecanismos que pessoas e máquinas usam para organizar partes discretas de uma imagem como único objeto coerente, se máquinas puderem aprender agrupamentos perceptuais por conta própria permitiriam que sistemas IA reconhecessem sem intervenção humana, aprendizado autossupervisionado com aplicações em áreas como veículos autônomos, imagens médicas, robótica e tradução automática de idiomas. Desenvolveu estruturas de tradução de imagem à imagem, forma inicial de modelo IA generativa que transformaria esboço em imagem fotográfica, por exemplo, ou, foto em preto e branco em colorida e, baseando-se no interesse pelas ciências cognitivas e desejo de compreender o cérebro humano seu grupo estuda cálculos fundamentais envolvidos na inteligência semelhante à humana que emerge nas máquinas, focados na aprendizagem de representação, ou seja, capacidade de humanos e máquinas representarem e perceberem o mundo sensorial à sua volta. Observaram que tipos de modelos de aprendizagem automática, de modelos de aprendizagem de linguagem a modelos de visão computacional e modelos de áudio, parecem representar o mundo de modo semelhante, concebidos para realizar tarefas diferentes em semelhanças nas arquiteturas e, à medida que crescem e são treinados com mais dados, suas estruturas internas tornam-se cada vez mais parecidas. Daí, a Hipótese da Representação Platônica, nome derivado do filósofo grego Platão, ao afirmar que as representações que os modelos aprendem e convergem à representação subjacente compartilhada da realidade, a partir daí, estuda o aprendizado autossupervisionado que envolve modos pelos quais modelos IA aprendem agrupar pixels relacionados em uma imagem ou palavras em uma frase sem ter exemplos rotulados para aprender. Usar dados rotulados para treinar modelos pode limitar capacidades dos sistemas IA e, com o aprendizado autossupervisionado, o objetivo é desenvolver modelos que possam criar representação interna precisa do mundo por conta própria, quer dizer, busca encontrar algo novo e surpreendente do que construir sistemas complexos que possam superar os benchmarks mais recentes de aprendizado de máquina.

Famílias descrevem tristeza quando um ente querido com Alzheimer para de reconhecer as pessoas mais próximas e nova pesquisa oferece visão mais clara de por que essa perda acontece e aponta possível maneira de retardá-la, com o trabalho se concentrando em minúsculas redes protetoras no cérebro que ajudam estabilizar a memória e, quando essas redes começam se desfazer, memórias sociais desaparecem antes que outras habilidades se percam. Relatório sobre a vida com demência destaca que mesmo aqueles com a doença em estágio avançado têm histórias para compartilhar e, com o aumento da idade média da população norte americana, cresce o número de pessoas que vivem com doença de Alzheimer e outras demências, no entanto, a demência ainda é condição estigmatizada como aponta coletânea de ensaios publicada pelo Hastings Center for Bioethics. Clínicos, cuidadores e familiares poderiam melhorar a vida de mais de 7 milhões de pessoas nos EUA que vivem com demência se reconhecessem que esses indivíduos ainda têm suas próprias histórias para contar, mesmo quando não conseguem se expressar da mesma forma que antes do surgimento dos sintomas. Nancy Berlinger, PhD, pesquisadora sênior do Hastings Center, coeditora de "Vivendo com Demência: Aprendendo com Narrativas Culturais de Sociedades Envelhecidas", esclarece o conceito de medicina narrativa como abordagem pioneira de Rita Charon, da Universidade de Columbia, utilizada no ensino médico dos EUA, baseada no conceito que as histórias dos pacientes importam, as histórias dos cuidadores importam e o processo de resposta dos médicos a essas histórias importa, ao dizer que as histórias são marcantes na interseção entre bioética e narrativa. Associado à sociologia ou antropologia em sociedade envelhecida como os EUA, pensa ser importante que médicos, estudantes de medicina, educadores da área médica e pessoas refletissem sobre as histórias coletivas que a sociedade conta sobre condição associada ao envelhecimento populacional, condição, que provavelmente qualquer pessoa que trate adultos nos EUA encontrará em algum momento. A Dra Berlinger esclarece que se um indivíduo é diagnosticado com demência pode haver suposição que o que ele diz e suas memórias não são confiáveis, que pode ser propenso a comportamentos atípicos mesmo que esteja em estágio inicial da doença, daí, necessidade de compreender que nem toda demência é demência avançada, talvez haja substituição de palavras, talvez usem metáfora diferente mas isso não significa que seja impossível aprender com as pessoas com demência sobre suas vidas. Por fim nos esclarece que, há um ensaio escrito pela cientista social canadense, Julia Henderson, que começou como terapeuta ocupacional, falando sobre abordagens artísticas à pessoas com demência que nos fazem pensar, daí, no cerne da bioética às sociedades em envelhecimento está o que torna uma vida boa na terceira idade, neste relatório, estamos dizendo que a vida é mais que decisões médicas e muitos dos cuidados com a demência vão além de decisões médicas.

Moral da Nota: na região do cérebro denominada hipocampo, encontra-se pequena região chamada CA2 que desempenha papel fundamental na lembrança de pessoas e interações sociais, cujos neurônios dessa região são envoltos por estruturas em forma de malha, conhecidas como redes perineuronais que ajudam estabilizar e dar suporte à memória de longo prazo, especialmente memórias ligadas a pessoas conhecidas. Cientistas da Universidade da Virgínia estudaram o que acontece com essas redes em  modelos de camundongos com doença de Alzheimer e descobriram que as redes enfraquecem e se rompem à medida que a doença progride, com Harald Sontheimer, PhD, da Faculdade de Medicina e equipe determinando que a dificuldade em reconhecer familiares, amigos e cuidadores, observada na doença de Alzheimer é causada pela ruptura das “redes” protetoras que envolvem os neurônios no cérebro e a perda de redes na região coincidiu com a perda de memória social nos camundongos. Por fim, nos informa que os resultados representam mudança na compreensão que causa a perda de memória e "descobrir alteração estrutural que explique perda de memória específica na doença de Alzheimer empolga" e, conclui, "é alvo novo e já temos candidatos a medicamentos adequados em mãos."

terça-feira, 3 de fevereiro de 2026

Desafios

A última fronteira na tokenização é o petróleo lastreado em bitcoin como garantia de commodities sintéticas resistentes a restrições geopolíticas em que contratos inteligentes automatizam liquidação, sendo que a RWA, tokenização de ativos do mundo real, é considerada meio de tornar mercados tradicionais mais eficientes e inclusivos. Uma das commodities mais influentes, petróleo, permanece em parte inexplorada e, combinar contratos futuros de petróleo tokenizados com Bitcoin como garantia, marca fronteira na transformação digital em meio à crescente dívida global ultrapassando US$ 330 trilhões ao lado de inflação recorde. Contratos futuros de petróleo são mercado próspero, permitem especuladores e produtores firmarem contratos que os obrigam comprar ou vender petróleo em data futura e converter esses ativos em tokens blockchain tornaria o processo instantâneo, transparente e acessível a todos, não apenas a investidores institucionais sendo que a inclusão Bitcoin leva à passo adiante. Considerado transfronteiriço, resistente à censura e, em grande parte, fora do alcance dos órgãos reguladores que restringem transações tradicionais de petróleo, o btc é particularmente valioso quando se trata de petróleo, recurso proveniente de alguns dos países com maior bloqueio financeiro do mundo e combinar liquidez cripto com estabilidade de commodities físicas, o petróleo lastreado em BTC inauguraria ativos sintéticos resistentes à censura possibilitando finanças programáveis sem fronteiras em mundo volátil. Tokenizado, serviria como garantia em protocolos DeFi, finanças descentralizadas, permitindo que investidores gerem rendimentos ou agrupem em portfólios multiativos podendo ser usado como garantia para obter empréstimos e emitir stablecoins que geram retornos, melhorando eficiência do capital, escalado com sucesso, levaria a classe de ativos nova, ou, commodities sintéticas combinadas a escassez Bitcoin com utilidade real do petróleo oferecendo resiliência contra perturbações geopolíticas e excesso de regulamentação. A tokenização permite fracionamento, dispensando contrato de US$ 65 mil para participar, quer dizer, US$ 100 seriam suficientes, tornando o petróleo commodity negociável globalmente com investidores depositando BTC como garantia usando a mesma fórmula que permite negociação de margem on-chain com contratos inteligentes automatizando o ciclo de vida, desde o gerenciamento de garantias e chamadas de margem a liquidação em que a    integração DeFi permitiria uso de petróleo tokenizado como garantia à empréstimos ou yield farming, criando ecossistema programável operando 24 horas/dia, 7 dias por semana. A vantagem do petróleo lastreado em Bitcoin é clara, aliado à capacidade de se tornar  garantia "inteligente", integrável ao DeFi para geração de rendimento, empréstimos ou cestas de commodities, aceleraria tokenização de ativos ponderados pelo risco, RWA, e fluxos de capital mais que qualquer outra classe de ativos.

A Hippocratic AI, líder global em agentes IA generativa focados em segurança na saúde, levanta US$ 126 milhões com avaliação de US$ 3,5 bilhões elevando financiamento total à US$ 404 milhões. Liderado pela Avenir Growth, líder em apoio a empresas que definem categorias IA generativa, com participação de investidores novos e antigos, CapitalG, fundo de crescimento do Google, General Catalyst, Andreessen Horowitz, Kleiner Perkins, Premji Invest, Universal Health Services, Cincinnati Children's Hospital Medical Center, WellSpan Health, John Doerr, Rick Klausner e outros, sendo que em 15 meses desde a comercialização, estabeleceu parcerias com mais de 50 sistemas de saúde, operadoras de planos de saúde e clientes farmacêuticos em 6 países, além de desenvolver mil casos de uso clínico e 115 milhões de interações clínicas sem problemas de segurança. A adoção se acelera à medida que organizações de saúde recorrem a agentes IA generativa escaláveis ​​e seguros para viabilizar abundância na saúde, com Andrew Sugrue, cofundador da Avenir Growth, dizendo, "focados em investir em líderes de categoria" e, conclui, "após conversar com clientes antes de investir, acreditamos que a Hippocratic AI lidera a categoria de agentes de saúde e descobrimos foco incansável em segurança conquistando confiança de organizações de saúde no mundo, tornando-se escolha segura à executivos na hora de selecionar agentes IA para implantação na saúde." Segundo a sócia-gerente da Andreessen Horowitz, "a Hippocratic AI está entre empresas de saúde corporativa de crescimento mais rápido nos últimos anos", concluindo, "seu rápido crescimento é prova da demanda por soluções à crise de acesso a mão de obra e pacientes no setor e capacidades exclusivas que trouxe ao mercado para atender necessidades." O financiamento de capital de risco aumentou 38% em relação a 2023 atingindo US$ 97 bilhões no 3º trimestre, sendo que 46% foram destinados a empresas IA, sendo que os recursos desta rodada impulsionaram expansão através de fusões, desenvolvimento de produtos e crescimento internacional, com a Hippocratic AI cofundada por Munjal Shah e médicos, administradores hospitalares, profissionais de saúde e pesquisadores IA da El Camino Health, Johns Hopkins, Stanford, Microsoft, Google e NVIDIA. Desenvolveu agentes IA generativa na saúde estabelecendo parcerias com mais de 50 organizações de saúde como Cleveland Clinic, Northwestern Medicine, Ochsner Health, Moffitt Cancer Center, University Hospitals e outras.

Moral da Nota: a Câmara fintech argentina alerta que a estrutura tributária nacional dificulta desenvolvimento do setor, em relatório, mostra que empresas fintech na Argentina pagam alíquota média de 6,4% sobre o Imposto de Renda Bruto, IRB, quase o dobro de outros setores, apresentou resultados no relatório intitulado “Mapa da Pressão Tributária sobre a Digitalização da Economia”, levantamento que analisa impacto do Imposto de Renda Bruto, IRB, sobre empresas do setor de tecnologia financeira e disparidades tributárias entre províncias argentinas. O documento explica como a estrutura tributária impõe ônus às empresas fintech, afetando competitividade, capacidade de expansão e contribuição ao desenvolvimento econômico nacional e, segundo o relatório, uma empresa fintech média na Argentina paga alíquota de 6,4% sobre receita, enquanto setores tradicionais como Comércio ou Serviços pagam entre 3% e 5%, nível de carga tributária que faz do ecossistema fintech um dos mais tributados do país, o que, segundo a Câmara, “aumenta o custo dos serviços financeiros, eleva o custo do crédito e desestimula formalização da atividade econômica”. O estudo, baseado em análise de leis tributárias nas 24 jurisdições do país, revela disparidade territorial, enquanto a alíquota do imposto de renda bruta na Terra do Fogo é de 3,5%, em províncias como La Pampa e Santa Fé chega a 9%, a mais alta já registrada, sendo que a atual estrutura tributária limita o desenvolvimento da economia digital e afeta empresas e usuários. Por fim, o documento destaca que algumas províncias como Córdoba, Jujuy e Santa Fé, aplicam regimes tributários especiais que aumentam a carga tributária sobre empresas fintech, em Córdoba, por exemplo, operações de crédito e pagamentos processados via plataformas digitais estão sujeitos a taxas que podem chegar a 9% pós adição de contribuições adicionais. O relatório propõe reduzir pressão tributária setorial, harmonizar regulamentações entre províncias e simplificar o marco regulatório.