segunda-feira, 14 de setembro de 2026

Um Danúbio Seco

Centrais elétricas, transporte de carga e navios de passageiros sentem efeitos da queda do nível das águas do rio Danúbio, cujas obras de engenharia de emergência em andamento, na Hungria, por exemplo, buscam evitar que níveis criticamente baixos dos afluentes fechem usina nuclear que fornece mais de um terço da eletricidade do país.  Por conta do calor extremo, o Danúbio atingiu mínimo histórico caindo 8 cm em  relação ao seu mínimo histórico anterior impactando produção de energia na central nuclear de Paks, normalmente, usinas nucleares são construídas próximo a rios e litorais para usarem água com meio de resfriamento dos reatores, autoridades húngaras afundarão 2 barcaças para elevar os níveis de água para que Paks continue operar com apenas 25% da capacidade. Como meio de compreensão, a água do Danúbio é tão baixa que 20 naufrágios alemães da 2ª Guerra Mundial, com munições ativas, afundados há 80 anos surgiram no seu leito, com Riverwatch Ulrich Eichelmann, conservacionista, dizendo que ‘os rios europeus já estão doentes e esta onda de calor torna os danos mais visíveis’ e, conforme o governo húngaro, planos para restaurar o nível da água do Danúbio, 2º  maior da Europa, incluem construção de estrutura submersa semelhante a represa no leito do rio conhecida como soleira do leito do rio, processo que levará semanas. A vizinha Romênia também desligou seu último reator nuclear em operação devido baixos níveis de água no Danúbio, que representam desafios ao sistema de navegação interior europeu potencialmente impedindo embarcações comerciais transportarem cargas, em que navios de carga na Bulgária esperam ou navegam com cargas reduzidas, além disso, o Danúbio é rota vital à Romênia de exportações agrícolas, entrada alternativa a cereais ucranianos através do porto romeno de Constanta. Foram afetados serviços de ferry e navios comerciais especialmente no baixo Danúbio, obrigando passageiros serem transportados por terra quando os navios não podiam continuar ao longo das rotas planejadas, considerando ainda que em partes da Europa os baixos níveis de água no Reno também afetam o transporte de mercadorias, em Kaub, por exemplo, um ponto de navegação vital entre Koblenza e Mainz, a água navegável caiu para 12 cm sendo que o recorde anterior foi de 25 cm na seca de 2018, considerando que a Alemanha depende do Reno à transportar produtos petrolíferos, carvão, minérios e produtos químicos.

Vale a nota que o Danúbio, uma das vias navegáveis ​​mais importantes da Europa, sofreu todo o impacto do calor extremo neste verão, hidrovia navegável com papel vital no transporte de mercadorias, atividade agrícola e desenvolvimento industrial, suas águas são essenciais ao resfriamento das usinas nucleares e garantem projetos hidrelétricos, no entanto, a seca causou queda considerável no seu nível de água colocando em risco setores econômicos europeus. O ressecamento do Danúbio teve impacto devastador na agricultura da União, meio ambiente e transportes, navios e balsas impossibilitados de operar em rotas habituais, empresas de transporte de carga interrompendo transporte e alterando trajetos, a queda do fluxo tornou-se problema recorrente e a UE não desenvolveu política coordenada para lidar com as consequências e sofrendo impactos severos em setores-chave da economia, quer dizer, isso ocorreu por lá porque não desenvolveram política comum sobre gestão da seca que atualmente continua sendo responsabilidade dos governos nacionais. Loic Charpentier, chefe de relações públicas do Water Europe, grupo de defesa ambiental, esclarece que a UE fornece apenas estrutura comum, ou, "governos nacionais podem ter um plano mas a maior parte da gestão é feita na bacia hidrográfica ou a nível local", concluindo que isso cria impressão que "as ações não são coordenadas", no entanto, autoridades nacionais tomam medidas unilaterais que prejudicam ecossistemas de países vizinhos, enquanto, Dimiter Koumanov, Balkanka, ONG búlgara de proteção ambiental, expressou preocupação com impacto das medidas de emergência tomadas pelos países do Danúbio no abastecimento de água potável da Bulgária afirmando que governos vizinhos "fazem o que querem" e a Bulgária "paga o preço". Sara Johansson, especialista em políticas hídricas da Agência Europeia do Ambiente, fala que "o verão foi mais um lembrete que a Europa está despreparada para enfrentar mudanças climáticas", conclui, "solos secos, zonas úmidas degradadas e ecossistemas destruídos transformam paisagens em barris de pólvora prestes a explodir, enquanto o esgotamento dos rios evidencia vulnerabilidade do sistema energético". Tamás Gruber, do programa Rios Vivos, WWF Hungria, descreve a iniciativa húngara de fechar eclusas da região e proibir extração de água devido a seca e construir corredeiras para elevar o nível da água na área da usina de Paks, como "intervenção potencialmente útil a curto prazo", no entanto, observou, "informações disponíveis são insuficientes avaliar completamente as consequências ecológicas ou eficácia em futuras condições de vazão extremamente baixa". Por fim, a seca afetou outro dos rios mais importantes da Europa, o Reno, o nível da água em uma das principais vias navegáveis ​​do mundo, onde passam milhões de toneladas de mercadorias anualmente, caiu à níveis não vistos em décadas, ameaçando causar grande impacto econômico na Alemanha e demais países no coração europeu, em julho, o nível do Reno, segundo o The Telegraph, caiu à 53 cm na travessia de Kaub, próximo de Frankfurt, nível mais baixo em décadas, quer dizer, quando o nível da água cai abaixo de 80 cm, as barcaças são obrigadas reduzir carga para navegar, aumentando custos de transporte. Só para lembrar, o Reno, é uma das vias navegáveis ​​mais movimentadas do planeta, diariamente, são 6.900 embarcações percorrendo seus 1.233 kms, com matérias-primas, combustíveis e produtos industriais, considerando ainda que, já havia vivenciado episódios semelhantes em 1947, 1959, 1964 e 1976, embora, em 2018, seca histórica forçou fechamento de diversas fábricas em suas margens reduzindo o crescimento econômico alemão.

Moral da Nota: no norte da Sérvia onde a água do Danúbio recuou à lagoas cada vez menores sob pressão da seca e calor extremos, peixes circulam nas águas rasas e pequenos barcos ficam ociosos em terreno rachado no canal lateral ressecado do rio Danúbio, com o pescador Dusan Jovanovic dizendo que “é o que temos, 2 pequenos lagos cheios de peixes jovens”, ao afirmar que os peixes correm perigo porque há pouca água e a temperatura está acima de 30 ºC, diz que, “se começarem a morrer, morrerão todos de uma vez”. A seca européia e o calor do verão devastaram ecossistemas e empresas em na região, de um lago na Eslovênia, um braço do Danúbio na Sérvia a fazendas de peixes na Bósnia, República Tcheca, Romênia e Hungria, afetando a  indústria da pesca, com prejuízos estimados em milhões de dólares somados aos já elevados prejuízos no fornecimento de energia e água, plantações devastadas, perdas no tráfego fluvial e comércio, conforme a AP. Países e empresas ponderam meios de minimizar efeitos de futuros eventos climáticos extremos que cientistas associam às alterações climáticas provocadas pela ação humana, sendo que o serviço meteorológico nacional húngaro diz que 99% do território nacional atualmente está sob condições de seca severa ou extrema, com grande parte da Grande Planície Húngara sob pressão de desertificação, ou, processo caracterizado pelo recuo da vegetação devido calor intenso e escassez de chuvas, além de 27 mil hectares de viveiros de peixes da Hungria com ressecamento pelo calor extremo de 1.588 hectares causando morte de quase 280 toneladas de peixes em 20 fazendas, perdas estimadas em US$ 4,2 milhões. Piscicultores romenos, particularmente os que cultivam carpas, conforme nos diz  Catalin Platon, presidente da Associação Nacional de Produtores de Peixe RomFish, a onda de calor sucedeu as secas de 2023 e 2024, cujos efeitos ainda são sentidos e, na produção de carpas, o ciclo de produção é de 3 ou 4 anos além do fato que as políticas de uso da água priorizaram irrigação à agricultura nas secas anteriores “nos deixaram sem água para os peixes”, disse, Platon. Piscicultores da República Tcheca adotaram medidas de emergência como reduzir ou suspender alimentação para diminuir consumo de oxigênio, aerar tanques ou drená-los quando necessário, pedindo medidas de longo prazo para reter mais água no solo, com Jan Sokolik, da fazenda de pesca Rybarstvi Trebon, dizendo que "alguns tanques que estavam com níveis de água baixos já foram explorados para pesca, mas todos eram tanques marginais" e, conclui, “estamos começando planejar o que fazer com os grandes lagos”. Para concluir, eslovenos bombeiam água para o Lago Pristava, leste da Eslovênia, local frequentado por pescadores na tentativa de evitar asfixia em massa de peixes devido falta de oxigênio e crescimento excessivo de castanhas-d'água que cobrem a superfície do lago, enquanto pescadores sérvios afirmam que a única solução aos peixes ameaçados de extinção no canal lateral do Danúbio, em Novi Sad, é transferi-los à outro local.

domingo, 13 de setembro de 2026

Amazônia

A Bacia Amazônica compreende área do Rio Amazonas e 200 afluentes, um dos maiores e mais biodiversos ecossistemas do mundo, com papel chave na regulação hidrológica regional e em níveis de CO2 atmosférico, que contribui à estabilidade climática global, abrange 9 países da América do Sul, ou, Bolívia, Brasil, Colômbia, Equador, Guiana, Guiana Francesa, Peru, Suriname e Venezuela, isto, precisa ficar bem claro, contém a maior floresta tropical e bacia hidrográfica da Terra, cobre 6,3 milhões de km², área maior que toda a UE. Armazena 20% da água doce global e quando armazenada nos rios e folhas das árvores de florestas, evapora, a umidade retida pela copa das árvores cria um fenômeno conhecido como "rio voador", que além de sustentar a própria Amazônia, alimenta ecossistemas andinos e, devido a esse sistema, que evoluiu ao longo de milhões de anos, a Bacia Amazônica desempenha papel crucial na regulação de ciclos hidrológicos regionais. A floresta amazônica atua como sumidouro de carbono, armazena entre 229 e 280 petagramas de carbono, Pg C, na biomassa viva e matéria orgânica do solo, um terço do carbono armazenado na vegetação terrestre global, desse modo, a maior floresta tropical do mundo estabiliza níveis de CO2 na atmosfera e contribui à mitigação das emissões de carbono e à estabilidade climática global. Um dos lugares com maior biodiversidade do planeta, abriga 10% das espécies de plantas e animais do mundo, suas florestas e rios sustentam a vida de 50 milhões de pessoas, mais 1,5 milhão de povos indígenas fornecendo alimento, água, remédios e terra. O impacto das alterações climáticas na Amazônia deve custar à região entre US$ 404 bilhões e US$ 941 bilhões até 2050 a 2070, entre 14% e 33% do PIB regional combinado ao longo de 4 anos, considerando que mudanças climáticas afetam o clima da Amazônia, alteram os padrões de chuva, prolongam estações secas, intensificam secas e aumentam incidência e risco de incêndios florestais que ameaçam acesso à energia, meios de subsistência, cadeias de abastecimento, segurança alimentar, saúde e estabilidade de 50 milhões de pessoas e desproporcionalmente afetam indígenas e comunidades rurais, quer dizer, em conjunto com atividade humana, mudanças climáticas deverão alterar irreversivelmente a Bacia Amazônica, levando a ponto de inflexão que a transformará em ecossistema mais seco e degradado com consequências socioeconômicas às pessoas que vivem na região. Devemos ressaltar que mais de 18% da floresta amazônica já foi convertida para uso humano e outros 17% são considerados degradados, em muitos casos, perdas que afetam povos indígenas e comprometem direitos territoriais e capacidade de preservação da floresta, atividades, que podem alterar irreversivelmente a ecologia amazônica, levando-a a ponto de inflexão a ecossistema mais seco e degradado, interrompendo biodiversidade do bioma. Vale observar que estimativas sugerem que o ponto de inflexão amazônico pode ser atingido se as temperaturas médias globais subirem acima de 3,5°C e desmatamento ultrapassar 40%, enquanto cientistas alertam que poderia acontecer com apenas 2°C de aquecimento global e taxas de desmatamento entre 20% e 25%. Estudos analisaram e modelaram efeitos a longo prazo das mudanças climáticas na Amazônia e, mostram que, se nada for feito, as temperaturas médias na região devem aumentar em até 6,5 °C até 2100, mesmo com as atuais NDCs, planos nacionais, implementadas, decorrente trajetória perigosa em atingir aumento da temperatura média global de 2,3 °C a 2,5 °C, que poderia ser catastrófico ao ecossistema amazônico e ao mundo. 

Estudo do PNUD que, ainda será publicado, avalia que caso nada seja feito, a perda de biodiversidade e serviços ecossistêmicos como produção de alimentos, extração de matérias-primas, borracha e madeira e regulação climática, ligada à produção agrícola e geração de energia hidrelétrica, além de perda de carbono armazenado, processo quando a cobertura florestal é perdida via desmatamento, incêndios florestais ou uso da terra,representariam o 2º maior custo, calculado em referência ao custo social do carbono, CSC , seguido por custos associados à produtividade na agricultura, impactos negativos na saúde pública e danos à infraestrutura. Em relação a subsistência, impactos seriam sentidos na agricultura e pesca, onde secas e inundações reduziriam produtividade agrícola e pecuária aumentando mortalidade de peixes, ameaçando segurança alimentar, além do que, impactos no fluxo fluvial afetariam transporte, acesso a suprimentos, isolando comunidades, riscos, que exacerbam vulnerabilidades regionais existentes e contribuem ao aumento da pobreza e instabilidade, particularmente entre indígenas e comunidades rurais. Vale observar que as comunidades enfrentariam custos não econômicos, como perda de conhecimentos tradicionais, culturas e vidas, que não podem ser quantificados adequadamente em termos monetários, apesar da importância, embora estimativas, o PNUD alerta que se alinham a projeções semelhantes e enviam sinal claro que a ação climática é necessária para evitar que se atinjam pontos de inflexão ambiental irreversíveis na Bacia Amazônica, enfatizando que mudança climática é ameaça real e concreta ao desenvolvimento regional e investir em resiliência é escolha sensata. Importante observar que a Amazônia não é questão só brasileira, a Amazônia é nossa, quer dizer, nossa e demais países sul americanos, como o Himalaia, daí, países da região demonstram progressos em políticas climáticas, com planos robustos como as NDCs, Contribuições Nacionalmente Determinadas, as NBSAPs, Estratégias e Planos de Ação Nacionais à Biodiversidade e os NAPs, Planos Nacionais de Adaptação, no entanto, traduzir políticas em ações, em nível subnacional e garantir que o financiamento chegue onde é mais necessário, o PNUD diz tratar-se de desafio que pede instituições fortes e coordenadas, além de recursos e capacidades adequados. O PNUD identifica prioridades que permitirão governos e formuladores de políticas nos países da Bacia Amazônica fortalecerem capacidades institucionais, mobilizar recursos e acelerar ação climática e, de modo resumido, estão, dados e monitoramento, planejamento financeiro e fiscal, resiliência local e setorial, capacidade institucional e transição econômica. Por fim, em 8 de 9 países da Bacia Amazônica, o PNUD realizou avaliações para identificar lacunas e destacar ações potenciais setoriais, institucionais e financeiras que permitam cada país dar passos rumo à resiliência e desenvolvimento sustentável. No Brasil  a iniciativa Floresta+ Amazônia financiada pelo Fundo Global ao Clima, GCF, apoia financeiramente comunidades rurais que protegem a floresta, mais de 8 mil agricultores na Amazônia brasileira receberam pagamentos diretos por serviços ambientais, no Equador, a PROAmazonía promove produção sustentável e manejo florestal, fortalecendo conservação na região amazônica, parte da iniciativa do PNUD com a Lavazza, comunidades na Amazônia equatoriana que produziram o 1º café do mundo certificado como livre de desmatamento. A Colômbia, o PNUD concedeu subsídios diretos a indígenas, afrodescendentes e camponesas para promover soluções na natureza, conhecimentos ancestrais e uso sustentável da terra, fomentando ações lideradas pela comunidade e países como Brasil e Peru, o PNUD apoia esforços de participação em mercados internacionais voluntários de carbono garantindo integridade e salvaguardas ambientais e sociais. 

Moral da Nota: o governo britânico comunicou o Parlamento inglês aporte de US$ 540 milhões ao TFF, Fundo Florestas Tropicais para Sempre, mecanismo de financiamento à manter floresta de pé liderado pelo Brasil e lançado na COP30, Belém. A ferramenta passa a ter US$ 7,3 bilhões, abaixo da meta de US$ 10 bilhões necessária ao início das operações, sendo que a previsão, é que esse valor seja alcançado até dezembro de 2026, neste caso, o fundo começaria captar recursos no início de 2027 significando que os países iniciariam operações de monitoramento da cobertura florestal entre 2027 e 2028 e receberiam pagamentos entre 2028 e 2029. Vale dizer, que contribuição britânica será na forma de empréstimo, semelhante a brasileira, podendo ser maior com eventual desembolso adicional nos meses vindouros, quem não contribuiu como esperado na COP30, mas, participou da constituição do fundo desde o início deve fazer anúncio oficial na Climate Week em Nova York, em setembro. Devemos considerar no entanto, que o aporte inglês tem condição, segundo comunicado ao Parlamento, ou, a participação britânica nos mecanismos de supervisão do fundo, que "permitirá ao Reino Unido atuar em conjunto com outros países para promover prioridades e interesses enquanto supervisiona o investimento, auxiliando garantir resultados sólidos aos contribuintes e investidores britânicos, incluindo a City de Londres”, conforme a nota do governo inglês. Mauricio Voivodic, diretor-executivo do WWF-Brasil, após o anúncio disse que “ao incluir povos indígenas e comunidades locais como parte central da solução, o TFFF potencializa transformar a conservação em agenda de desenvolvimento”, concluindo que, “é significativo ver o Reino Unido se somar ao TFFF neste momento decisivo, compromisso que reforça mudança necessária na forma como o mundo reconhece e financia a conservação das florestas tropicais, valorizando quem as protege e garantindo recursos de longo prazo para que essa proteção seja efetiva”. O TFFF é modelo de financiamento climático em que países que preservam florestas tropicais são recompensados financeiramente por fundo de investimento global que remunera investidores a taxas de mercado, o conceito busca garantir desenvolvimento sustentável de comunidades locais e viabilidade econômica à países com florestas, entre eles o Brasil, gerem retorno de investimento com a preservação e, expectativas mais otimistas mostram que pode render somente ao Brasil, entre US$ 1 bilhão e US$ 1,3 bilhão/ano, se condições forem respeitadas como índices de desmatamento baixos. Para concluir, o atrativo do fundo nos moldes de desenvolvimento é o fato que será investimento seguro, garantido de Estado, com remuneração de mercado padrão AAA, além de expectativa de aportes na Semana do Clima de Nova York e COP31, em Antalya, Turquia, novembro, vale dizer que, 7 países fizeram contribuições pontuais ao TFFF, ou, Brasil, Indonésia, Noruega, Alemanha, França, Portugal e Luxemburgo, sendo que Canadá e China são aguardados. Concluindo, o TFFF captará recursos no mercado a juros reduzidos como ativo de baixo risco, recursos, reinvestidos em projetos com maior taxa de retorno gerando lucro, ou, spread, enquanto a diferença é repassada aos países com florestas tropicais, proporcionalmente à área preservada e o dinheiro emprestado devolvido a investidores com lucro.