O Departamento de Comércio da China e 8 agências, publicaram em janeiro de 2026 plano de ação ao consumo verde, consistindo de 20 medidas incluindo eletrodomésticos com baixo consumo de energia, produtos agrícolas mais ecológicos e mobilidade compatível com o clima além de hotéis e restaurantes mais ecológicos, planos de cadeias de suprimentos que economizem recursos, avaliação de produtos conforme a pegada de carbono e promoção do aluguel e compartilhamento móvel. A estratégia envolve dupla política econômica, ou, caso as famílias comprem eletrodomésticos eficientes ou carros elétricos, conservará recursos e, ao mesmo tempo, estimulará demanda, já que conforme planos atuais, espera-se que emissões chinesas de CO2 atinjam o pico antes de 2030 com neutralidade de carbono alcançada antes de 2060 e, para 2035, anunciou redução geral nas emissões líquidas de gases efeito estufa de 7 a 10 % comparada ao pico e idealmente ainda maior. Centrais eólica e solar deverão alcançar capacidade instalada combinada de 3,6 milhões de megawatts, esperando-se que fontes não fósseis forneçam mais de 30% da energia, daí, se insere a previsão que carros elétricos e veículos com sistemas de propulsão alternativos se tornem comuns nas vendas de novos. No entanto, o Climate Action Tracker avalia como insuficiente à trajetória de 1,5 ºC a meta de gases efeito estufa para 2035, enquanto redução de emissões seria alcançável com medidas implementadas e, ao mesmo tempo, a China superou metas de expansão anteriores e, de acordo com o Climate Action Tracker, os 1,2 milhão de megawatts de capacidade eólica e solar planejados à 2030 foram alcançados em 2024. Portanto, poderia mais uma vez, entregar mais que o prometido enviando sinal à proteção climática internacional, visto que o país é, de longe, o maior emissor de CO2 do mundo.
A lógica do empreendimento se insere na proteção dos recursos e do clima sem sacrificar conforto, ao mesmo tempo que apoia a economia, quer dizer, se milhões de famílias chinesas ou do mundo, substituírem eletrodomésticos ou veículos por versões mais eficientes a demanda total de energia diminui enquanto a produção é estimulada. O plano ecoconsumo anunciado pelo governo chinês como nova estratégia econômica e de recursos, avalia que o crescimento futuro caminhará lado a lado com maior eficiência energética e de recursos, por exemplo, pequenos carros elétricos estacionados em estação de compartilhamento automotiva sendo carregados, daí, o compartilhamento de carros como em Hangzhou, leste da China, dá espaço à expansão chinesa e o governo quer promovê-lo. São 1,4 bilhão de habitantes e se o país se tornar líder global em sustentabilidade ambiental, a liderança chinesa lança o plano de ação nacional à promover "consumo verde" e, segundo a agência Xinhua, o plano, publicado em conjunto pelo Ministério do Comércio e outras 8 autoridades, lista 20 medidas em 7 áreas de atuação, entre outras coisas, maior oferta de produtos agrícolas ecologicamente corretos, introdução de eletrodomésticos que economizam energia e mais incentivos à mobilidade sustentável. Entre outras coisas, foca acelerar mais forte a tendência chinesa de substituição de motores de combustão por elétricos, tornar serviços em setores alimentício e hotelaria, bem como, serviços domésticos, mais sustentáveis, daí, a iniciativa "fortaleceria a disseminação de consumo ecologicamente consciente e aceleraria transição à produção e estilos de vida com baixa emissão de carbono", segundo Xinhua, ao citar comunicado do Ministério do Comércio incluindo tornar as cadeias de suprimentos mais eficientes em termos de recursos e avaliar os produtos com base na pegada de carbono. Exemplos de desenvolvimento de serviços de locação e compartilhamento ecologicamente corretos buscando promover uso eficiente dos recursos, já existentes no mundo como o compartilhamento de carros, espaços de escritório compartilhados ou aluguel de equipamentos, embora serviços que tendam ser de nicho ou informais. Por fim, caso o plano de ação implemente reparabilidade, recolhimento e compensação de CO2 tornar-se-á mais que um programa de consumo, alicerce combinando crescimento, conservação de recursos e proteção climática, vale observar que o governo chinês pretende melhorar condições de consumo ambientalmente sustentáveis através de medidas concretas de apoio financeiro e de outras naturezas, além disso, IA seria utilizada para desenvolver produtos e cenários de aplicação adequados. O novo conceito de consumo em termos de política climática, alinha-se com metas de "carbono duplo" da China que preveem pico de emissões antes de 2030 seguido por declínio até a neutralidade de carbono antes de 2060, sendo que especialistas creem ser possível que a China já tenha atingido seu pico de CO2, no entanto, não é certo, em parte porque usinas termelétricas a carvão em paralelo estão sendo adicionadas, além da expansão eólica e solar em ritmo histórico e, de acordo com a administração nacional de energia, a capacidade combinada eólica e solar ultrapassou termelétricas a combustíveis fósseis pela 1ª vez em março de 2025.
Moral da Nota: a agenda verde provavelmente se insere na crise ecológica cada vez mais evidenciada no país asiático ocupante do 1º lugar global em emissões/ano de CO2, entre outras coisas, devido o aumento das secas e inundações relativas ao clima, poluição do ar e esgotamento das águas subterrâneas, daí, a proteção climática e de recursos naturais definitivamente se insere entre os objetivos políticos, por exemplo, o 14º Plano Quinquenal chinês incluiu plano para aumentar eficiência no uso de recursos e a reciclagem até 2025 e, desde 2024, existem programas de apoio a substituição de eletrodomésticos e veículos antigos.