Dados falam a favor que "um Super El Niño chegando, daí, lições conquistadas que se aprende com a África, no Quênia, o Toben Gaa, discute projeto agroflorestal que auxilia agricultores se adaptarem às mudanças climáticas, cientistas climáticos anunciam em junho de 2026 que o El Niño, ciclo a cada 2 a 7 anos, se formou, trata-se um dos mais fortes. Quando a superfície do Oceano Pacífico se aquece altera padrões climáticos, leva a eventos extremos, como secas, inundações e ondas de calor, no sul da África, causa clima quente e seco e, em ciclo anterior, levou 18 milhões de pessoas à fome, na África Oriental e Central, chuvas e inundações que destruíram mais de 600 mil casas, terras agrícolas e serviços de saúde, na África Ocidental, reduziu colheitas, aumentou preços dos alimentos e deixou famílias em escassez alimentar por anos pós o evento. Causado pelo aumento das temperaturas do Pacífico mais que o normal, esperando que partes do oceano estejam 3°C mais quentes que a média até fins de 2026, sendo que desde 1982 apenas 3 outros eventos do super El Niño foram vistos nos registros modernos, com o mais recente, 2015-16, levando mais de 36 milhões de pessoas no leste e sul da África à fome cujos efeitos foram sentidos através da segurança alimentar e nutricional, escassez de água, acesso à saúde e meios de subsistência. Investigações mostraram como a África, com elevados níveis de subdesenvolvimento, infra-estrutura fraca e pobreza está exposta aos riscos climáticos que prejudicam sistemas alimentares e saúde, sendo que os países africanos passaram décadas à lidar e adaptar-se a secas, inundações, variabilidade de chuvas e insegurança alimentar, acumulando experiência no gerenciamento de condições adversas. O conhecimento, práticas e estratégias de adaptação que as comunidades, instituições e pesquisadores africanos desenvolveram através da experiência, mostram à medida que impactos climáticos se intensificam globalmente oferecem lições à construção de resiliência duramente conquistada. Governos, investigadores, organizações humanitárias e comunidades reconhecem o valor de agir antes que as catástrofes aconteçam com sistemas de alerta precoce, elaboração de planos e preparação de suporte auxiliando reduzir perdas antes que se tornem emergências humanitárias, com lacunas nos sistemas de alerta precoce, no geral, a Sala de Alerta da África e sistemas nos países estão se tornando fortes e, estar preparado, significa proteger meios de subsistência e evitar usar todas as economias ou pedir emprestado para se recuperar. Parte da solução está nas culturas indígenas resilientes ao clima ou depender de número limitado de culturas básicas, como milho e trigo, cada vez mais vulneráveis ao estresse climático, culturas negligenciadas e subutilizadas como sorgo, milho-miúdo, amendoim bambara e feijão-caupi, adaptadas as condições adversas de cultivo que culturas básicas convencionais.Impactos climáticos ocorrem em único setor, seca afeta produção agrícola e a redução das colheitas afeta preços dos alimentos e nutrição, ao passo que a, escassez de água pressiona sistemas de saúde com perturbações energéticas que afetam irrigação, prestação de cuidados e atividade econômica, daí, conexões entre água, energia, alimentos, sustentabilidade ambiental e saúde, problemas que acontecem juntos na África, países aprenderam que as melhores soluções os analisam juntos, não um por um. Finanças, a maior limitação e não o conhecimento no continente, investigadores, agricultores, profissionais e instituições desenvolveram meios de preparação aos riscos climáticos, necessitando mais financiamento do desenvolvimento, subvenções à adaptação e financiamento concessional podem ajudar países e comunidades que não conseguem contrair empréstimos em condições normais de mercado obter dinheiro à irrigação, instalações de saúde e estradas. O desafio está na ampliação sendo que o financiamento da adaptação climática à África permanece abaixo do necessário, o dinheiro prometido é liberado lentamente, as condições em obtê-lo, rigorosas, governos são obrigados investir parte de seu próprio dinheiro e sistemas de contabilidade nem sempre são compatíveis com sistemas locais. Por fim, a parceria substitui o paternalismo e a resiliência climática não pode ser construída através de relações unidirecionais onde soluções são concebidas em outros locais e entregues às comunidades africanas, daí, resiliência eficaz depende da apropriação local, instituições confiáveis e capacidade dos países e comunidades criar ou adaptar soluções aos seus próprios contextos.
Um acadêmico da Universidade de York passou 2 décadas estudando impacto da medicação contra parasitas de animais de estimação nos rios de Yorkshire, químico ambiental, Professor Alistair Boxall disse ao Comitê de Meio Ambiente e Mudanças Climáticas da Câmara dos Lordes que tratamentos deixam ‘produtos químicos para sempre’, PFAS, como o composto organofluorado solúvel ácido trifluoroacético observados em concentrações elevadas nos rios que pareciam aumentar. Na sequência da proposta da Direção de Medicamentos Veterinários, VMD, alterar estatuto de tratamentos contra parasitas de animais de estimação de licença geral para restringir venda, em grande parte através de veterinários e farmacêuticos, sendo que o inquérito centrou-se em pesticidas como permetrina, utilizada em seres humanos para tratamento de piolhos e uso agrícolas, no fipronil e imidaclopride, na sequência de preocupações levantadas pela VMD e Agência Ambiental. Grande preocupação incluía o fato de produtos químicos, como o imidaclopride, solúvel em água, em contato com biodiversidades, como efemerópteros, libélulas e tricópteros, fonte de presas de espécies como salmão e truta, quer dizer, os invertebrados afetados são importantes na cadeia alimentar ligam processos basais que permitem a energia se mover através da cadeia alimentar até níveis mais elevados tais como peixes e outras espécies, incluindo aves. Um projeto de grande escala no qual rios de Yorkshire foram monitorados por 1 ano encontrou a molécula fluralaner em centenas de amostras coletadas, não significando que o fluralaner não represente risco ambiental, por poder estar aderido ao lodo, houveram detecções de moxidectina e piriprol, com cientistas buscando caminhos à entrada dos medicamentos nos cursos de água de Yorkshire incluíndo produtos químicos que desciam ao sistema de esgoto devido lavagem da pele pós aplicação,lavagem da roupa de cama e escoamento superficial. Processos pelos quais produtos químicos são removidos no tratamento de águas residuais quando grudam no lodo de esgoto e, alguns deles, têm propriedades que fazem com que sofram adesão no lodo de esgoto, no entanto, diretrizes europeias sobre medicamentos exijam avaliação ambiental, algumas desenvolvidas à medicamentos para gado e aquicultura sendo que os testes foram irregulares. O uso de tratamentos contra pulgas de animais de estimação é associado à descoberta de "produtos químicos eternos" nos rios de Yorkshire e "quando diretrizes foram desenvolvidas, presumia-se que emissões ambientais seriam baixas e, portanto, os impactos também, mas no Reino Unido há 22 milhões de cães e gatos e utilização profilática dessas moléculas." Por fim, embora fabricantes dos tratamentos digam que a posse responsável de animais de estimação significa planejar proativamente prevenção e controle de parasitas, cientistas dizem que publicidade espalhou medos desnecessários, acrescentando que, “devem parar o uso profilático das moléculas e proibir a publicidade que acontece neste momento, quase diariamente, tentando vender tratamento contra pulgas, são alarmistas.”
Moral da Nota: a professora Sara Gustafsson avalia que quase 50 municípios suecos querem liderar o trabalho climático, mas poucos parecem alcançar os objetivos ao definir estratégia ou metas, mas, implementação é muito mais difícil, considerando o Acordo de Paris em 2015, os municípios da Suécia adotaram seus próprios objetivos climáticos, 48 fazem parte da rede Cidades Viáveis buscando alcançar neutralidade climática até 2030, quer dizer, a ideia é ser modelo, inspirar e impulsionar uns aos outros. A maioria não consegue mostrar redução drástica nas emissões, de 2019 a 2024, 16 dos municípios aumentaram emissões, com Sara Gustafsson, professora da Universidade de Linkoping, que pesquisa sustentabilidade municipal, diz que,“muitos municípios não chegarão ao caminho completo, isso, diz algo sobre o quão complexa é a transição”. O problema é que os municípios têm influência limitada quando se trata de emissões fora das próprias organizações, como indústrias, aeroportos estaduais e estradas principais, são processos grandes e complexos que levam tempo e difícil prever no início ao definir metas, com Olga Kordas, professora na KTH e trabalha à Viable Cities observando que, é "difícil atingir metas para 2030" e inspiradas no projeto Apollo que decidiu colocar um homem na Lua em 10 anos. A ideia é que, se os municípios impulsionarem e acelerarem a transição para estarem mais próximo das metas de 2030, poderão mostrar o caminho à todos, será mais barato e mais eficiente estabeleceram objetivos com base na visão, Gotemburgo, por exemplo, estabeleceu meta de reduzir emissões em 10,3%/ano até 2021, no entanto, em 2019-2024, a redução total foi de 7,7%, quer dizer, a cidade fez muito para reduzir emissões, tais como nova caldeira a biovapor à aquecimento urbano, subsídios aos transportes públicos e necessidades de eletricidade nas aquisições, quer dizer, parte da responsabilidade é transferida ao governo que reduziu obrigação de redução de imposto de combustíveis fósseis e removeu incentivos à eletrificação. O programa de inovação Cidades Viáveis visa alcançar a neutralidade climática até 2030, sendo que as cidades respondem por 70% das emissões mundiais de gases efeito estufa, com participação de 48 municípios suecos e autoridades nacionais, visando se inspirar e encorajar mutuamente, quer dizer, análise efetuada nos mais recentes dados atuais sobre emissões mostra que estão longe de alcançar a visão global e que a redução média anual nos últimos 5 anos é de 1,38%/ano e outros municípios têm média de 0,71%.