Testes de campo da variedade de arroz coreana 'jinbuolbyeo', supervisionados pelo Programa Coreano de Agricultura, KOPIA,da Administração de Desenvolvimento Rural, RDA, no distrito de Bulgan, província de Khovd, Mongólia, segundo a RDA, alcançou sucesso nos projetos de assistência oficial ao desenvolvimento agrícola no exterior transformando desafios de décadas em soluções sustentáveis à segurança alimentar. Projetos de cultivo de arroz na Mongólia e em países africanos, além do Uzbequistão, onde tecnologia agrícola coreana abre espaço à exportação de máquinas e animais, sendo que a Mongólia, que dependia de importações para suprir 50 mil toneladas consumidas anualmente, teve sua 1ª colheita de arroz bem-sucedida em 2025 graças ao Programa Coreano de Agricultura Internacional da RDA. A variedade de arroz coreano de maturação precoce utilizada, "jinbuolbyeo", com técnica de semeadura de 40 dias e cronograma de colheita no início de setembro, adaptado à estação de cultivo da Mongólia, mostra que parcelas experimentais no distrito de Bulgan, província de Khovd, renderam 310kgs/mil m², descoberta que demonstrou que o arroz pode ser cultivado no clima rigoroso da Mongólia abrindo oportunidades à que sistemas de irrigação, equipamentos de moagem, fertilizantes e sementes coreanos entrem no mercado local, valendo a nota que, 7 países africanos incluindo Gana, Senegal, Quênia e Uganda participam do projeto K-Rice Belt para aumentar a produção de arroz. A produção de sementes de alto rendimento subiu de 2.321 toneladas em 2023 à 6.365 toneladas em 2025, enquanto a produtividade média saltou de 2,2 à 4,6 toneladas por hectare, mais que dobrando a produção local, com Lee Seung-don, CEO da Administração de Desenvolvimento Rural e Jamshid Abdukhakimovich Khodjaev, vice-ministro da Agricultura do Uzbequistão, assinaram MOU sobre cooperação em inseminação artificial de animais no escritório do Ministério da Agricultura do Uzbequistão, em Tashkent. Até 2027, a RDA pretende fornecer mais de 10 mil toneladas de sementes de arroz/ano produzindo 2,16 milhões de toneladas de arroz para alimentar 30 milhões de pessoas, com meta de alimentar 50 milhões até 2030, considerando que o projeto constrói cadeia de valor agrícola completa desde produção de sementes ao processamento e distribuição. A assistência técnica da RDA no Uzbequistão, resulta em oportunidades de exportação com tecnologia coreana de transferência de embriões de gado leiteiro alcançando taxa de sucesso de prenhez de 50%, 20% superior à dos embriões importados antes, avanço, que possibilitou assinatura de MOU sobre conhecimentos em inseminação artificial de animais, incluindo simplificação de procedimentos de registro de medicamentos veterinários buscando acelerar entrada de empresas coreanas no mercado uzbeque. Vale a nota que técnicas mecanizadas de transplante de arroz na Coreia reduziram a mão de obra necessária em 70%, ao mesmo tempo que a produtividade aumentou 52%, elaborando planos à implementação do complexo de produção de sementes com 200 hectares até 2027. Por fim, a RDA, vinculada ao Ministério da Agricultura, Alimentação e Assuntos Rurais, caminha à modelo multiministerial de Desenvolvimento Comunitário Rural Inovador em parceria com Agência de Cooperação Internacional da Coreia e Ministério do Interior e Segurança, combinando tecnologias agrícolas inteligentes relativas ao clima com infraestrutura de armazenamento, processamento e distribuição, apoiando agricultores na criação de economias rurais autossustentáveis em vez de fornecer assistência técnica pontual.
Estudo mostra limites superiores e inferiores da parcela econômica e tecnicamente viáveis da atividade de transporte rodoviário de mercadorias capturadas por tecnologias alternativas cuja avaliação integra projeções atuais de tecnologia veicular e preços de combustíveis, validadas através de consultas com fabricantes europeus de caminhões, perfis heterogêneos de utilização de caminhões derivados de microdados reais de mais de 4 milhões de caminhões e estimativas de expansão da infraestrutura de recarga. Considerando que projeções de Custo Total de Propriedade, CTP, às Tecnologias de Transporte de Carga Intermediária,TIC, em estudos não acadêmicos, sendo raros estudos abrangentes, atualizados e revisados por pares que aplicam padrões de uso de caminhões e não capturam heterogeneidade dos padrões reais de uso na UE. Daí, caminhões pesados contribuíram com aproximadamente 5% das emissões globais de CO2 em 2023 mais que o transporte marítimo e aviação combinados, sendo que na UE, o transporte foi o maior setor emissor representando mais de 30% das emissões, sendo que caminhões pesados responderam por 8%, inseridos em crescimento da demanda logística aumentando importância da descarbonização do transporte rodoviário de cargas. Reduções profundas nas emissões de CO2 exigem transição rápida em larga escala à caminhões com emissão zero, ZETs, incluindo elétricos a bateria, BETs, movidos a eletricidade de baixo carbono, elétricos a célula de combustível, FCETs, usando hidrogênio verde ou fornecimento de combustíveis de baixo carbono como diesel sintético ou biodiesel para abastecer caminhões com motor de combustão interna, ICETs. Neste sistema, a UE implementou quadro abrangente incluindo normas de desempenho de emissões de CO2, mandatos sobre quota de renováveis e implantação de infraestruturas, bem como precificação do carbono e, apesar da pressão regulamentar, o setor dos veículos pesados, VPP, continua dependente de combustíveis fósseis convencionais e a adoção de ZETs pelo mercado permanece limitada, ou, implantação de FCETs insignificante, sendo que o óleo sintético não está disponível comercialmente e o uso de biocombustíveis é limitado pela disponibilidade de terras, daí, a adoção de BETs cresce desde 2022 permanecendo modesta e representando 4% das vendas de caminhões novos na UE em 2025. Por fim, desenvolvimentos na tecnologia de baterias parecem promissores e os fabricantes de caminhões expandem seu portfólio de tecnologias alternativas à caminhões, oferecendo elétricos a bateria, por exemplo, Scania, com autonomia superior a 500 km sem recarga, sendo que introdução do Sistema de Carregamento de Megawatt, MCS, e implementação na Rede Transeuropeia de Transportes, RTE-T, conforme Regulamento de Infraestrutura de Combustíveis Alternativos, RFIA, atende necessidade de carregamento de alta potência rápida e fácil de usar em caminhões. Quer dizer, projeções sobre viabilidade econômica de tecnologias alternativas à descarbonização do transporte rodoviário de cargas são cruciais não apenas à investimento das operadoras, mas, à elaboração e avaliação de políticas, planejamento à avaliar sensibilidade da adoção a fatores como preços de combustíveis, taxas de utilização, custos de baterias e intervenções políticas, identificando caminhos sólidos e riscos na transição ao transporte rodoviário de cargas com baixa emissão de carbono.
Moral da Nota: o Orçamento Climático da cidade de São Paulo integrará metas de sustentabilidade do Plano Plurianual que, através do Decreto Nº 64.688, de 4 de novembro de 2025, a Prefeitura da cidade de São Paulo instituiu o Orçamento Climático do Município de São Paulo definido como sistema de governança que integra metas climáticas, redução de emissões de gases efeito estufa e resiliência no ciclo orçamentário anual, parte do Plano Plurianual, PPA, 2026-2029. A Prefeitura com isso promove envolvimento intersetorial da Administração Pública, monitoramento de resultados e fortalecimento da transparência e responsabilização institucional, em que, metas climáticas de médio e longo prazo são definidas pelo Plano de Ação Climática do Município de São Paulo, PlanClima SP, instrumento de integração de compromissos no Acordo de Paris ao planejamento público em consonância com Política Municipal de Mudança do Clima. Identifica ações à redução de emissões de Gases Efeito Estufa em 50% até 2030, comparado a 2017 e, neutralidade de carbono até 2050, prevendo medidas de adaptação, inclusão social e justiça climática. A professora do Departamento de Saúde Ambiental da Faculdade de Saúde Pública da USP, esclarece que o crescimento dos eventos climáticos extremos reforçam urgência de planos de ação climática destacando papel do governo na adaptação climática, com esforços feitos em diferentes áreas e setores. Aqui, destaca limitações em relação às estratégias de adaptação gerando lacunas em níveis e escalas de governo já que a implementação do Orçamento Climático municipal envolve articulação intersetorial entre diferentes Secretarias municipais com responsabilidades em níveis de atuação, avaliando que, organizar planejamento à cidade como São Paulo é desafio à elaboração dos planos de ação climática. O PlanClima cruza dados ambientais com o IPVS, Índice Paulista de Vulnerabilidade Social, de modo avaliar regiões e bairros mais afetados com menor adaptação e mais vulneráveis a desastres desenvolvendo estratégias à esses lugares, impossibilitando estabelecer planejamento sem entender onde estão riscos geológicos, hidrológicos, de inundação, alagamentos, enchentes e distribuição dos grupos sociais mais vulneráveis como um todo. Por fim, a Plataforma SampaAdapta monitora calor urbano e promove políticas públicas para adaptação climática, sendo destinos do Orçamento Climático a eletrificação das frotas de ônibus municipais, expansão da coleta seletiva e compostagem, incentivo à energia solar e padrões construtivos sustentáveis, expansão de áreas verdes urbanas, mapeamento de áreas vulneráveis a deslizamentos, drenagem sustentável, justiça climática com melhores condições de habitação e urbanização de favelas com investimento de R$ 5,75 bilhões em áreas verdes, parques e conservação ambiental.