Concluída a prova de conceito como parte do Hong Kong Fintech Supervision Sandbox de teste ao vivo da MTN, Mastercard Multi-Token Network, envolvendo depósitos e ativos tokenizados em parceria com o SCBHK, Standard Chartered Bank of Hong Kong e subsidiárias, prova de conceito do Hong Kong Fintech Supervision Sandbox envolvendo cliente do banco digital do Standard Chartered de Hong Kong, o Mox Bank, que comprou um crédito de carbono. O Mox solicitou que o SCBHK tokenizasse o crédito de carbono, tarefa executada pela Libeara, plataforma de tokenização incubada pela SC Ventures do Standard Chartered, com a Mastercard optando por combinação das vantagens do ecossistema de criptomoedas e dinheiro fiduciário sendo que o MTN da Mastercard usado para tokenizar o depósito e executar troca atômica entre depósito tokenizado e o crédito de carbono, por fim, o cliente Mox recebeu o crédito de carbono tokenizado na carteira. A Diretora Geral da Mastercard, Hong Kong e Macau esclareceu que “o MTN da Mastercard, faz parceria com players líderes do setor como SCBHK, Mox e Libeara para desenvolver aplicativos do mundo real que redefinem como consumidores e empresas se conectam, interagem e realizam transações”, enquanto a HKMA, Autoridade Monetária de Hong Kong, lançou o Projeto Ensemble para explorar CBDCs no atacado e depósitos tokenizados, além disso, houveram experimentos de depósito tokenizado fora do projeto incluindo 2 do HSBC testando tokenização com a Ant, proprietária do Alipay, e a Visa, sendo que a Ant faz parte de comunidade de arquitetura lançada para apoiar a iniciativa, ou, 4 grandes bancos de Hong Kong. O CEO do Standard Chartered Hong Kong, esclarece que “a tokenização de ativos do mundo real e o uso potencial de diferentes formas de moeda tokenizada são essenciais ao futuro do setor financeiro”, com o Standard Chartered Hong Kong participando dos testes do Ensemble, bem como do eHKD de varejo e da moeda digital do banco central, CBDC, mBridge, com este último, como projeto de pagamentos transfronteiriços multi-CBDC envolvendo o BIS e bancos centrais de Hong Kong, China, Tailândia e EAU, Emirados Árabes Unidos.
A integração IA da Mastercard à sua tecnologia de previsão de fraudes busca detectar padrões em cartões roubados, permitindo que os bancos os substituam antes que sejam usados por golpistas, sendo que o pagamento com cartões de débito e crédito incentiva crime cibernético e fraudes já que maioria dos cibercriminosos conhece técnicas e movimentos que os cidadãos fazem com os cartões. Um dos crimes digitais mais conhecidos é o chamado skimming, ou, clonagem de um cartão onde o criminoso copia dados bancários das vítimas e realiza transações e o desenvolvimento da Mastercard implicará em alerta a clientes sobre roubos, evitando fraudes, com o vice-presidente executivo de segurança cibernética e inovação da Mastercard, esclarecendo que, “IA generativa permitirá descobrir onde as credenciais podem ter sido comprometidas, como poderia acontecer e como remediar a situação", concluindo que, a Argentina sofreu 2 milhões de ataques cibernéticos em 2023 dizendo que “podemos contactar proativamente bancos para garantir que servimos esse consumidor e obter um novo cartão com o mínimo de perturbações”. Dentre as técnicas utilizadas pelos cibercriminosos para roubar dados bancários, estão o Phishing através de e-mails, SMS e redes sociais enviando mensagens falsas se passando por pessoas ou empresas, desta forma, obtêm dados pessoais e bancários para utilizar a seu favor, além do Software malicioso em que cibercriminosos assumem controle dos celulares, computadores e tablets, apropriando-se das informações e, por fim, troca de SIM com golpistas duplicando o cartão SIM dos celulares para roubar dinheiro dos usuários com o 'Man in the middle' que afeta empresas gerando prejuízos econômicos, cibercriminosos espionando transações realizadas e ao notarem alguma de seu interesse, enviam e-mail se passando pela empresa informando que alteraram o número da conta para que possam receber o dinheiro.
Moral da Nota: a Europa vive mudança acelerada à pagamentos instantâneos, com entidades como a Comissão Européia se esforçando por construir infra-estrutura financeira resiliente e os pagamentos instantâneos tornando-se método de transação preferido pelos consumidores e empresas na União Europeia e no Reino Unido, além de entidades como a Comissão Europeia, CE, impulsionando o desenvolvimento. Em junho de 2023, a CE publicou propostas à Diretiva de Serviços de Pagamento 3, PSD3, e o Regulamento de Serviços de Pagamento, PSR, para acompanhar a evolução no mercado de pagamentos eletrônicos, inseridos no pacote de acesso a dados financeiros e pagamentos visando sustentar mercado eficiente á serviços financeiros, garantindo as mesmas regras à UE, informações claras sobre pagamentos, pagamentos instantâneos, proteção do consumidor e escolha de serviços de pagamento. Desafios persistem com um em cada 3 prestadores de serviços de pagamento da UE não oferecendo pagamentos instantâneos em euros e 70 milhões de contas de pagamento na área do euro não permitindo que titulares enviem e recebam pagamentos instantâneos, em muitos casos, pagamentos instantâneos custam mais do que as transferências monetárias tradicionais, até 30 euros por pagamento. No Reino Unido, o Faster Payments System permite transações rápidas e seguras entre contas bancárias, 24 horas por dia, sistema que registrou aumento de 14% nos pagamentos processados no 2º trimestre de 2023 comparado com o mesmo período de 2022, no entanto, colaborações pan-europeias em matéria de pagamentos enfrentam desafios na iniciativa Europeia de Pagamentos e iniciativa P27, com interesses conflitantes e desalinhamento entre coligações além da falta de participantes em massa crítica. As tendências principais apoiam na adoção acelerada de métodos de pagamento instantâneos na Europa, com o Banco Central Europeu explorando o euro digital que ofereceria solução de pagamento pan-europeia sob governança europeia, além de instituições financeiras necessitando avançar para integrar e implementar infraestrutura de software de ativos digitais de nível institucional para acompanhar procura e oferecer serviços de euro digital aos clientes.