quinta-feira, 23 de abril de 2026

Medo

Estudos demonstram que a ocitocina reduz tanto a sensação subjetiva de medo quanto a assinatura neural em contextos sociais, não, em contextos não sociais, quer dizer, cientistas desenvolveram modelo cerebral IA que rastreia o medo, de modo que se desenrola em situações do mundo real oferecendo mudança em relação às abordagens de laboratório em que estudos sobre medo se baseiam em imagens estáticas que não refletem como o cérebro o processa em contextos dinâmicos, sendo que o modelo captura com precisão respostas em experiências naturais revelando que a ocitocina reduz o medo em situações sociais. Segundo a Universidade de Hong kong, HKU, as descobertas apontam à mecanismo direcionado à ansiedade e fobia social além de condições relacionadas, oferecendo ferramenta ao desenvolvimento que reflita o processamento emocional na vida real, enquanto o mapeamento do medo no Mundo Real, utiliza modelo cerebral IA capturando respostas nas experiências naturalistas melhor que paradigmas de laboratório, ao passo que a redução do Medo Social reflete que a ocitocina reduziu o medo subjetivo e sua assinatura neural em contextos sociais, daí, a via de tratamento em que as descobertas apoiam abordagem direcionada à condições caracterizadas por medo social excessivo incluindo ansiedade e desafios relacionados ao autismo. Coloca em causa a validade de estudos laboratoriais que  podem não descrever com precisão como o cérebro processa o medo, fornecendo dados convincentes à nova abordagem de tratamento orientada à transtornos  caracterizados por medo social excessivo como autismo, ansiedade e fobia social, além de ciar ferramenta IA para preencher lacuna entre pesquisa laboratorial e experiências emocionais da vida real abrindo caminho à intervenções clínicas mais eficazes. Por fim, ao considerar o medo como instinto natural de sobrevivência, para muitos, pode tornar condição debilitante como ansiedade social, daí, desafio no tratamento de transtorno em que estudos laboratoriais sobre o medo não conseguem capturar como a emoção é vivenciada em situações do mundo real. Em suma, estudos desenvolvidos pela equipe de pesquisa de Benjamin Becker, do  HKU, Departamento de Psicologia, revelou que modelos cerebrais de medo existentes, baseados em imagens estáticas de laboratórios não rastreiam o medo de forma confiável enquanto respostas em experiências da vida real como assistir filme de terror,daí, desenvolveram modelo cerebral inspirado em IA que rastreia a experiência consciente do medo nas situações dinâmicas e naturalistas, cujos resultados mostraram que a ocitocina reduz tanto a sensação subjetiva de medo quanto a assinatura neural em contextos sociais, não, em contextos não sociais, o que sugere mecanismo direcionado ao alivio do medo social.

Estudo realizado nos EUA examina o uso generalizado IA em áreas diversas incluindo educação e, de acordo com as conclusões, a utilização IA ​​impacta a função cognitiva humana observando queda na atividade das áreas do córtex responsáveis ​​pela análise de informações. Quer dizer, alguém acostumado receber dados através de sistemas IA perde simultaneamente a capacidade de resolver problemas relacionados à análise e síntese de informações, em consequência, perde a capacidade de decidir, ao passo que o sistema IA essencialmente se torna "cérebro reserva" enquanto o "principal" se reduz ao ponto de ativar o "reserva" em determinado momento e, sem esforço, quer dizer, a IA treina o cérebro humano para trabalhar menos e seguir suas instruções com mais frequência, em consequência, o cérebro reserva torna-se principal. Daí, a crença científica que, caso a IA continue se desenvolver seguindo princípios atuais, a humanidade enfrentará "estagnação informacional" nos 5 anos a seguir, cenário, em que grande número de pessoas será forçado abandonar o pensamento crítico e perceber o mundo com base em seu próprio julgamento, tornando-se consumidores passivos de conteúdo gerado por IA com visões unificadas sobre aspectos do cotidiano incluindo, política, economia e valores, daí, IA descobre, IA decide, representando mudança de paradigma e passando de simples assistente executiva à nível qualitativo diverso. Tal cenário, trilha caminho de degradação educacional e social onde IA não apenas oferece opção, mas, decide, forçando a crença que foi o indivíduo e não a máquina quem o fez, no entanto, buscando a prática política global contemporânea, tal fato, pode se revelar cenário perfeitamente aceitável, afinal, pensador crítico não é um ativo desejável em sistemas de governo.

Moral da Nota: anúncio da municipalidade de Los Angeles nos avisa que não usa mais carvão no fornecimento de energia urbana, marco importante na transição acelerada da cidade à energia 100% limpa até 2035 e passo fundamental na liderança climática. Quer dizer, o Departamento de Água e Energia de Los Angeles, LADWP, e a Incubadora de Tecnologias Limpas, LACI, anunciam o desinvestimento em carvão no fornecimento de energia, sendo que o LADWP não recebe mais energia de carvão da usina Intermountain Power Project, IPP, em Utah, utilizando energia de unidades geradoras com capacidade à hidrogênio construídas na usina IPP, parte da modernização chamada IPP Renewed. Existe plano à transição futura ao hidrogênio verde como fonte de combustível, já que a expectativa é que o hidrogênio verde seja adicionado à matriz energética em 2026, com a prefeita de Los Angeles declarando que, “o desinvestimento em carvão em Los Angeles não se trata apenas de interromper o seu uso para abastecer a cidade, trata-se de construir economia de energia limpa que beneficie os angelinos, somos capazes de desferir esse golpe contra mudanças climáticas pois não dependemos de concessionária corporativa à nossa eletricidade, somos donos da nossa energia.” A LADWP utiliza energia de unidades com capacidade à hidrogênio construídas na usina IPP, parte de modernização conhecida como IPP Renewed, sendo que as unidades operam com gás natural capazes de funcionar com mistura de gás natural e 30% de hidrogênio verde, com plano para fazer no futuro transição à 100% de hidrogênio verde como fonte de combustível, com expectativa que o hidrogênio verde se adicione à matriz energética em 2026. Por fim, Los Angeles investiu em armazenamento em baterias e energia solar e eólica trabalhando na expansão de iniciativas locais de solar, eficiência energética e demanda para apoiar a transição com marcos históricos em energia limpa em 2025 como a conclusão do Eland Solar-plus-Storage Centre, um dos maiores projetos de energia solar e armazenamento em baterias do país que fornece energia suficiente à mais de 260 mil residências em Los Angeles ultrapassando a meta de 60% de energia limpa em 2025.

Rapidinha: estudo publicado na Nature Reviews Earth & Environment revela que o El Nino–Oscilação Sul, ENOS, está afetando o Oceano Atlântico e a pesca no Brasil ao alterar padrões de chuva, temperatura da água e fluxo de rios, mudando oferta de nutrientes e oxigênio marítimo. No Norte do Brasil, reduz chuvas e enfraquece o rio Amazonas prejudicando cadeia alimentar marinha, no Sul, aumenta chuvas, beneficiando a albacora e a pesca do camarão marrom decorrente água mais clara e maior radiação solar, daí, cientistas de instituições brasileiras, africanas e europeias pedirem estratégias locais de manejo e defenderam sistema internacional de monitoramento oceânico.

quinta-feira, 16 de abril de 2026

Gestão da Água

Cidade de Hanói ou Ho Chi Minh, Vietnam, fortalece a gestão dos recursos hídricos superficiais e a capacidade de controle de enchentes, maior cidade do Vietnã, enfrenta desafios decorrente mudanças climáticas, elevação do nível do mar, inundações costeiras e, respondendo de modo proativo investe em sistema sincronizado de irrigação, drenagem e controle de marés para melhor gestão, utilização e proteção dos recursos hídricos superficiais. Uma das iniciativas é o Projeto de Controle de Inundações Costeiras e Mudanças Climáticas, visa controle de inundações e aumento da resiliência climática em área de 570 km², sendo que o projeto protege 6,5 milhões de moradores ao longo da margem direita do rio Saigon e, na área urbana central, os objetivos incluem regular e reduzir níveis de água nos canais, melhorar capacidade de drenagem, armazenar água da chuva nas marés altas e aprimorar paisagem e ambiente aquático na área do projeto. O progresso mostra 90% concluído e componentes englobam Comporta Ben Nghe, 97%, Comporta Tan Thuan, 93%, Comporta Phu Xuan, 90%, Comporta Muong Chuoi, 93%,Comporta Cay Kho, 86%, Comporta Phu Dinh, 88%, Dique/Aterro,85%, Comportas Cau Kinh e Ba Buom, 92%, Sistema SCADA, 80%, Comporta de controle de marés Tân Thuận, Dân trí. Acelera conclusão das etapas do projeto fortalecendo capacidade de controlar inundações, melhorar adaptabilidade às mudanças climáticas e garantir  segurança dos moradores e infraestrutura urbana contribuindo à melhoria da água e  promoção do desenvolvimento urbano sustentável buscando melhor adaptar condições naturais da bacia hidrográfica do rio Saigon-Dong Nai. A liderança da cidade empenha apoiar empresa à implementação/construção do projeto, abordando desafios e operações para melhor atender aos moradores locais.

Teerã, capital do Irã, muda por conta de catástrofe ecológica, quer dizer, mudar a capital é parcialmente motivado por mudanças climáticas, no entanto, especialistas dizem que décadas de erros e ações humanas tem culpa e, em meio a crise ecológica crescente e grave escassez de água, não pode mais permanecer como capital, segundo, o presidente do país. Michael Rubin, analista do American Enterprise Institute, avalia que a situação resulta de “tempestade perfeita de mudanças climáticas e corrupção”, enquanto o presidente iraniano avalia que “não tem mais escolha”, em vez disso, autoridades consideram transferir a capital à costa sul do país, com especialistas afirmando que, a proposta não altera a realidade dos quase 10 milhões de habitantes de Teerã sofrendo consequências de declínio no abastecimento de água. Cientistas alertam que desde 2008 a extração descontrolada de água subterrânea para agricultura, drena os aquíferos, enquanto uso excessivo não apenas esgotou reservas subterrâneas como as destruiu à medida que o solo se comprimiu e afundou de modo irreversivel, com estudo constatando que o planalto central do Irã, onde se localiza a maior parte dos aquíferos, afunda mais de 35 cm/ano e, como resultado, perdem 1,7 bilhão de m³ de água/ano decorrente o esmagamento permanente do solo que não deixa espaço à recuperação do armazenamento subterrâneo de água. Outras grandes cidades, como Cidade do Cabo, na África do Sul, Cidade do México e Jacarta, na Indonésia, bem como partes da Califórnia, enfrentam cenários graves afundando e ficando sem água, não sendo a 1ª vez que a capital do Irã muda de lugar, já que ao longo dos séculos, se transferiu de Tabriz à Isfahan e depois a Shiraz, com algumas dessas antigas capitais ainda prosperando enquanto outras se transformaram em ruínas, no entanto, é a 1ª vez que o governo iraniano muda a capital devido a catástrofe ecológica. Por fim, Rubin afirma que “seria erro analisar apenas pela ótica climática”, pois a má gestão da água, da terra e do esgoto, além da corrupção, agravam a crise e, segundo ele, se a capital for transferida à costa de Makran, no sul, poderá custar mais de US$ 100 bilhões, pois é região conhecida por clima rigoroso e terreno acidentado, com técnicos mostrando dúvidas sobre a viabilidade como centro nacional. Por fim, Linda Shi, cientista e urbanista da Universidade Cornell, avalia que “mudanças climáticas não são a causa, mas, fator conveniente para culpar a fim de evitar a responsabilidade” por decisões políticas equivocadas pois a mudança de capital costuma ser motivada mais por questões políticas que por preocupações ambientais.

Moral da Nota: construir mundo habilitado por IA onde tecnologia é força ao bem comum e a velocidade com que IA  molda o amanhã, é incrível, no entanto, até que ponto a tecnologia impacta o futuro depende da capacidade de fazer IA ​ força ao bem comum, considerando que um dos desafios do futuro não será apenas quem tem dados, largura de banda e tecnologia, mas quem exerce o controle e colhe os benefícios da  IA, algorítmica, científica, tecnológica e infraestrutura pública digital. A Índia, líder global na democratização da tecnologia e fornecimento de acesso à tecnologia, amplia os beneficiários da infraestrutura pública digital, através do Aadhaar, UPI, ONDC, CoWIN e outros bens públicos digitais com mais de 900 milhões de usuários de internet, tornando-se uma das maiores sociedades digitalmente engajadas do mundo em que transações via UPI ultrapassam 10 bilhões/mês e crescimento superior a 10 vezes nos últimos 5 anos. Em posição de moldar o discurso global sobre IA com ênfase em  ética ao desenvolvimento, democratização e acesso e, principalmente, para que  contribua ao bem comum, não há dúvida de crise de competências enquanto o Sul Global é afetado de modo desproporcional e adverso. O desafio reside na aprendizagem, no desenvolvimento de competências e adaptabilidade em momento que empregos são reinventados mais rapidamente que a capacidade de resposta de sistemas educacionais, com o Banco Mundial estimando que mais da metade das crianças em países de baixa e média renda não conseguem ler um texto simples aos 10 anos de idade. O relatório ASER observa lacunas entre anos de escolaridade e resultados de aprendizagem, por exemplo, alunos do 5º ano têm dificuldades em realizar operações aritméticas básicas do nível do 2º ano, enquanto o relatório sobre o Futuro do Trabalho 2025 do Fórum Econômico Mundial, observa que, até 2030, 39% das competências dos trabalhadores mudarão, sinaliza que instituições de ensino superior e formação profissional devem "garantir aprendizagem ao longo da vida" alinhadas as demandas de competências dos empregadores. Por fim, relatório da OXFAM à 2025, "Aproveitadores, não Criadores: a Pobreza Injusta e a Riqueza Imerecida da Herança Colonial", observa que "crises econômicas, climáticas e de conflitos significam que o número de pessoas vivendo na pobreza praticamente não mudou desde 1990,em mundo desigual com pauta de dominação colonial que beneficiou os mais ricos.