O Índice de Desempenho Ambiental, EPI, 2026, Environmental Performance Index, é avaliação bienal produzida pelo Centro de Direito e Política Ambiental de Yale e Centro de Informações Integradas do Sistema Terrestre, CIESIN, da Escola Climática de Columbia, mostra que mais da metade dos indicadores EPI usam ferramentas habilitadas por IA incluindo análise de dados de satélite para rastrear condições ambientais difíceis de medir. A nova avaliação conclui que poucos países estão no caminho correto para atingir a meta global de emissões líquidas zero de gases efeito estufa até 2050, o progresso desacelerou em desafios de controle da poluição e gestão de recursos naturais, além do fato que países europeus continuam liderando o desempenho ambiental global, com Estônia em 1º lugar, 2026, os EUA ocupam o 27o lugar geral com bom desempenho em saúde ambiental, atrasados em biodiversidade e métricas climáticas, sendo que o índice 2026 avaliou 177 países com 47 indicadores em 12 categorias de questões que abrangem saúde ambiental, vitalidade do ecossistema e mudanças climáticas. O relatório mostrou como avanços na IA dá aos pesquisadores imagem mais clara das mudanças ambientais no mundo sendo as pontuações em 2026 são correlacionadas com a riqueza nacional, dentro de qualquer nível de renda, com alguns países superando seus pares enquanto outros mostram desempenho inferior. O quadro de 2026 organiza 47 indicadores em 12 categorias de questões em 3 objetivos políticos, dependentes de ferramentas habilitadas por IA, incluindo técnicas que analisam dados de satélite para fornecer novas informações sobre ecossistemas e condições ambientais que antes eram difíceis de medir, com peso de cada objetivo mostrado como porcentagem e, apesar do forte desempenho global, os europeus com melhor classificação enfrentam desafios significativos de sustentabilidade agrícola ponto fraco à muitos deles pesando na classificação. Vale dizer que, entre os conjuntos de dados habilitados à IA incorporados ao EPI 2026 está um novo indicador global que monitora a conservação de pastagens, tarefa que cientistas consideravam quase impossível nessa escala e, desenvolvido pelo consórcio de pesquisa Global Pasture Watch, o conjunto de dados mostra que metade das pastagens do mundo estão degradadas enquanto as restantes estão ameaçadas pela invasão humana e mudanças climáticas. O diretor do CIESIN, Alex de Sherbinin, coautor do índice, avalia que “os EUA corre o risco de ficar ainda mais para trás nos próximos anos, à medida que retrocede nos compromissos ambientais”, insiste que, “o forte desempenho europeu é parcialmente atribuível a regulamentações ambientais fortes e compromisso com descarbonização”, com Zach Wendling, principal autor de 2026, dizendo que, “se os países pretendem manter trajetória em direção às emissões líquidas zero até 2050, precisarão alcançar continuamente grandes reduções de emissões que exigem políticas adicionais no futuro”. Dan Esty, professor Hillhouse de Direito e Política Ambiental e diretor do Centro de Direito e Política Ambiental de Yale, avalia que, “IA e outras tecnologias dão compreensão cada vez mais precisa do estado do progresso ambiental mundial, mas o quadro que pintam deve nos fazer refletir” e, conclui, “mesmo países com melhor desempenho não estão conseguindo enfrentar totalmente alguns dos desafios de sustentabilidade mais críticos do planeta”. O relatório aponta Botswana e Costa Rica como exemplos de países que combinaram crescimento econômico com resultados de sustentabilidade, sugerindo que o desenvolvimento não exige custo ambiental, o Japão é o único país não europeu entre os 20 primeiros ocupando o 139º lugar em sustentabilidade agrícola, a Estônia ocupa o 1º lugar em 2026 impulsionada em parte pela redução nas emissões de gases efeito estufa oriundas da geração de energia na última década, quer dizer, eletricidade renovável aumentou reduzindo a produção de combustíveis fósseis, ao mesmo tempo que se classificou entre os melhores desempenhos do mundo em biodiversidade e proteção de ecossistemas. Os dados apontam à países europeus que ocupam todas as 20 primeiras posições no ranking 2026, refletindo forte desempenho em saúde ambiental e mitigação das mudanças climáticas, depois da Estônia, os 5 primeiros são, Luxemburgo, Reino Unido, Finlândia e Holanda com os norte americanos ocupando o 27º lugar geral, pelo bom desempenho em medidas de saúde ambiental com pontuações mais baixas na proteção da biodiversidade e métricas das alterações climáticas, embora as emissões de gases efeito estufa caíram 9,6% entre 2014 e 2024, com o relatório projetando que as emissões permanecerão acima do nível necessário para atingir o zero líquido até 2050. Por fim, no outro extremo do ranking, Laos e Índia estão entre os com pior desempenho e a pontuação baixa indiana reflete poluição atmosférica grave, dependência contínua de energia a carvão e proteção limitada à biodiversidade, enquanto os chineses ocupam o 129º lugar geral, refletindo fraco desempenho nas métricas de alterações climáticas, apesar de melhorias na poluição do ar, no saneamento da água e gestão de resíduos sólidos, embora tenha investido em energia limpa, veículos elétricos e tecnologias avançadas de baterias, a dependência contínua de energia a carvão é obstáculo para atingir emissões líquidas zero.
O Centro-Oeste e Nordeste dos EUA apontam à fumaça perigosa de "temporada de incêndios florestais expondo milhões de pessoas", avaliação do Los Angeles Times, esperando-se que a fumaça de grandes incêndios florestais no Canadá e Minnesota envolvem grandes áreas do Centro-Oeste e Nordeste dos EUA. No Canadá mais de 100 incêndios florestais ocorrem atualmente e os ventos levam fumaça à sudeste, quer dizer, avisos sobre ar perigoso e insalubre se estenderam de Minnesota passando por Toronto e chegando a Nova York, considerando temperaturas de verão excepcionalmente altas e esperadas. Tyler Hasenstein, meteorologista do Serviço Meteorológico Nacional em Chanhassen, Minnesota, disse que, “as 2 coisas coincidindo não são boas do ponto de vista de saúde”, considerando que, no extremo nordeste de Minnesota, guardas florestais alertam que o Boundary Waters Canoe Area Wilderness estava fechado porque 17 incêndios causados por raios queimavam ao redor do vasto deserto acessível principalmente por canoa, estimando que entre 6 mil e 10 mil pessoas ainda estavam na área selvagem de 1,1 milhão de acres, quase do tamanho de Delaware. Dan Westervelt, professor da Escola de Clima da Universidade de Columbia, disse que as condições severas de seca combinadas com calor no Canadá e EUA criaram “a tempestade perfeita às condições realmente secas, fornecendo combustível aos incêndios florestais”, sendo que pesquisas mostram que o aumento das temperaturas causado pela queima de carvão, petróleo e gás tornam incêndios mais frequentes e intensos, considerando que o alto nível de partículas finas no ar oriundas da fumaça dos incêndios florestais, podem prejudicar saúde de grupos sensíveis como crianças e pessoas com problemas cardíacos ou pulmonares, podendo causar falta de ar, tosse, tontura ou fadiga, agravar doenças cardíacas e pulmonares e demais problemas crônicos de saúde. Por fim, trata-se de temporada de incêndios particularmente movimentada e mortal nos EUA, com 4 dúzias de grandes incêndios ocorrendo em 15 estados e, segundo o National Interagency Fire Center, de Minnesota e Carolina do Norte ao Colorado, Utah, Idaho, Oregon e Califórnia, considerando que a seca prolongada e níveis recordes de neve acumulada criaram condições propícias ao rápido crescimento de incêndios, com 16.800 pessoas designadas à combatê-los que já queimaram mais de 5.678 milhas quadradas, área maior que dos parques nacionais de Yellowstone e Grand Canyon juntos. Concluindo, em Minnesota, autoridades alertaram que grandes incêndios podem durar meses já que a máxima esperada era de 38º C, com Patty Thielen, diretora do Departamento de Recursos Naturais do estado, dizendo que, “pode ser que tenhamos incêndios significativos durante todo o verão até termos neve e, neve, seria coisa boa”.
Moral da Nota: o Condado de Maricopa, Arizona, um dos mais quentes e populosos do país, viu sua 1ª queda nas fatalidades em 2024 e novamente em 2025, pós quase uma década de crescentes mortes relacionadas ao calor e, em 2026, será um teste crucial porque é o último ano de milhões de dólares em fundos federais destinados à expansão de programas de alívio do calor. Nicholas Staab, diretor médico do Condado de Maricopa, disse que a “duração e gravidade do calor extremo são previsíveis”, concluindo, “é algo que podemos planejar e é isso que realmente incentivamos na comunidade”, com as autoridades buscando garantir fundos alternativos para manter proteções contra o calor, já que mudanças climáticas complicam a tarefa de manter o público seguro, com dados preliminares registrando 18 mortes relacionadas ao calor em 2026 e mais 215 sob investigação, números que superam as mortes relacionadas ao calor de 2025 nessa época. A cúpula de calor trouxe vários dias de clima quente na Costa Leste seguida por temperaturas mais frias, o mesmo não acontecendo com Maricopa, onde a estação de calor vai oficialmente de maio a setembro e, ao longo dos anos, implementou programas que abordam o calor extremo de diferentes ângulos, de evitar doenças causadas pelo calor a salvar pessoas prestes a morrer e, à medida que autoridades reforçavam defesas, o problema piorava, em 2023, temperaturas recordes e recorde de 645 mortes relacionadas ao calor, a resposta focou na recolha de dados sobre mortes diretas por calor, casos de insolação e mortes indiretas, como alguém que morreu de ataque cardíaco pós exposição ao calor. Por fim, vale concluir que as populações negra e indígena norte americana são desproporcionalmente afetadas pelas altas temperaturas e, em meio à crise, centros de resfriamento surgiram como divisor de águas, em parte porque têm co-localizado serviços sociais nos locais de alívio de calor, quer dizer, centros precisam permanecer abertos além do horário comercial e as autoridades trabalharem para oferecer mais locais e mantê-los abertos por mais tempo.