quarta-feira, 7 de outubro de 2026

Acima de 1.5º

A avaliação das mudanças climáticas ocorreu ao longo de décadas e não de anos civis, daí, caminhamos à futuro mais escaldante que a meta estabelecida no Acordo de Paris, mesmo que compromissos e políticas climáticas sejam implementados, o aquecimento deve atingir pelo menos 1,8°C na média considerando que em 2024, o mundo vivenciou a temperatura média global ultrapassando 1,5°C acima de níveis pré-industriais. Relatório do PNUMA intitulado "Limitando Ultrapassagem", confronta realidade em que  conclusões convocam o mundo encarar o inevitavel de ultrapassar 1,5°C no aquecimento global cuja prioridade, conforme o relatório, deve ser garantir que ultrapassagem e pico sejam breves e menores possíveis enquanto se trabalha para reduzir temperaturas posteriormente, não é caminho ideal, afirma o relatório, mas é o que trilhamos e ao qual devemos nos preparar. Outros relatórios já identificaram soluções à minimizar sobrecarga temporária, com o relatório "Limitando a Sobrecarga" destacando soluções a implementar e ampliar rapidamente, considerando que mudança na temperatura não é fenômeno repentino, mas processo que se desenrola ao longo de décadas e limitar a temperatura máxima, em seguida, reduzi-la, o aumento de 1,5 °C se tornaria curva, denominado "trajetória de excedência, pico e declínio", ou "de excedência" que descreve em 4 estágios, ou, ultrapassar a temperatura, atingir pico, declínio e estabilização, no entanto, a trajetória não é predeterminada e cada decisão e ação implementada determina seu curso. Riscos são avaliados no formato da curva cuja duração da ultrapassagem e magnitude do pico influenciam a gravidade dos impactos que mudanças climáticas terão importando entender que a inclinação descendente da curva nos leva de volta a 1,5°C, ou, abaixo desse valor não garantido ao depender de medidas de mitigação adotadas agora e mantidas no futuro, quer dizer, quanto mais plana e curta for a curva, melhor e, isso depende de nós. O relatório reconhece que não podemos abordar mitigação e adaptação como áreas separadas e acelerá-las com ambição e de forma interconectada buscando atingir emissões líquidas zero suficiente para deter o aquecimento, mas retornar a menos de 1,5°C exige emissões líquidas negativas, por exemplo, a adaptação atual preserva capacidade de mitigar no futuro e a adaptação futura será determinada pela evolução de riscos e condições, dependendo de quanto mitigar e caso insuficiente pode levar a limites de adaptação ou situações cujos riscos climáticos se tornam profundos e a adaptação deixa de ser opção. O relatório reconhece que mesmo trajetórias com menor excesso de emissões exigem  aumento da quantidade total de CO2 seguindo classificação que engloba práticas ecologicamente corretas como reflorestamento e manejo do solo, que aumentam o armazenamento de carbono nos ecossistemas podendo ser associadas a tecnologias como captura direta de ar e sistemas químicos para extrair CO2 da atmosfera. Devemos considerar que modelos concluem que a remoção de CO2 ajuda reverter alguns graus do aquecimento neste século, contribuição crucial mas insuficiente e, conforme o relatório, “não substitui a redução rápida das emissões” de CO2, metano e demais gases efeito estufa. Por fim, ultrapassar 1,5°C inevitavelmente trás mudanças aos sistemas ecológicos e humanos, mas, considerando que mudanças planetárias ocorrem em ritmos diferentes, o que exatamente mudará, quando acontecerá e em que escala são incógnitas, o aumento do nível do mar, derretimento da criosfera, extinção de espécies, alterações nos ecossistemas, deslocamento humano, transformações nos sistemas de abastecimento de água e alimentos e ações e reações governamentais. A mensagem central do relatório da ONU busca reduzir magnitude de incertezas, mantendo o ponto de superaquecimento máximo o mais baixo possível encurtando a duração da ultrapassagem e agindo para preservar o máximo de flexibilidade possível ao futuro.

O permafrost, conceituado como áreas eternamente geladas, derrete no Alasca e o gás que retém calor, antes congelado no solo do Ártico, vaza lentamente e aquece o planeta emergindo do solo bolhas de metano, gás efeito estufa produzido pela decomposição de plantas e animais antes presos no permafrost gélido do Alasca e, ao se descongelar aquece 4 vezes mais rápido que o resto do planeta, sendo que por milhares de anos, esse solo congelado armazenou plantas e animais mortos mas o degelo acelerado permite que se decomponham em metano e CO2. Deve ser considerado que há 3 vezes mais carbono congelado no permafrost que na atmosfera, em todo o Ártico, gases que retêm calor escapam à atmosfera, liberação, que se soma ao que já existe no ar devido à queima de carvão, petróleo e gás pela ação humana alterando equilíbrio de como um mundo em aquecimento lida com o acúmulo de carbono que retém calor. O permafrost como solo que permanece congelado abaixo de 0°C por pelo menos 2 anos e, frequentemente, por séculos e até milênios encontrado no Alasca, Canadá, Sibéria, Antártica e em montanhosas possui vantagens especiais como retenção de matéria em decomposição impedindo que se transforme em gases efeito estufa firme suficiente para que comunidades e indústrias construam suas vidas sobre ele. Estudos  projetam que, até fins deste século, gases aprisionados no permafrost contribuirão com quase meio grau de aquecimento além do aquecimento da queima de fósseis, nesse período, o aquecimento da Terra será tão intenso quanto um país industrializado como  EUA ou Europa, segundo cientistas, sendo que o Ártico contribuiu ao delicado ciclo do carbono da Terra atuando como sumidouro que significa plantas nas áreas frias absorverem parte do gás que retém calor e capturá-lo no solo congelado de modo que o Ártico retirava mais carbono da atmosfera que adicionava, beneficiando o planeta. Duncan Menge, da Universidade Columbia, nos informa que o aquecimento altera o equilíbrio de modo que o solo antes congelado libera mais gases que retêm calor que absorve e, em vez de reduzir mudanças climáticas, o Ártico está agravando visto em estudo co-escrito pela ecologista ártica Sue Natali do Centro de Pesquisa Climática Woodwell que o degelo do permafrost com outras "emissões induzidas pelo aquecimento"  de incêndios e alterações em zonas úmidas e lagos, aumentarão o aquecimento em 20% até fins do século, com o cientista climático da Universidade de Vitoria, Andrew Weaver, que calculou o aquecimento esperado de meio grau no permafrost em estudo de 2012, dizendo que é algo "com o qual teremos que lidar", além de tudo o mais. O degelo do permafrost não afeta apenas o equilíbrio de carbono do planeta, mas  desestabiliza o próprio solo fazendo com que antes rígido desmorone e afunde, caso das inundações no Nepal que mataram mais de mil pessoas depois que parte da geleira desabou após onda de calor recorde para o local e época do ano, segundo o cientista climático Robert Rohde, da Berkeley Earth. Por fim, o geofísico Vladimir Romanovsky, da Universidade do Alasca Fairbanks, disse que quando começou a estudar o permafrost na década de 1970, “todos acreditavam que era estável, pensavam que seria para sempre.”

Moral da Nota: o procurador-geral da Flórida está processando a Pfizer e seu diretor executivo sob acusação de enganar o consumidor sobre segurança e eficácia da vacina contra COVID-19, quer dizer, teriam omitido riscos de segurança associados à vacina, inclusive em comunicado à imprensa de 2021 que afirmava não haver "preocupações de segurança" por 6 meses pós a 2ª dose, conforme o processo judicial apresentado em 1º de outubro de 2026 no tribunal do circuito da Flórida. O CEO da Pfizer em entrevista de 2023 afirma, "revisamos e analisamos dados e não detectamos um único sinal de segurança, apesar de termos distribuído bilhões de doses" com o procurador-geral da Flórida afirmando que "não disseram que sabiam sobre a miocardite em adolescentes e jovens adultos, que tinham relatos de eventos adversos, incluindo derrames e mortes e tinham motivos para saber que a vacina representava riscos à mulheres grávidas e bebês em gestação no 1º trimestre." Em 2021, sinais de alerta de miocardite, ou, inflamação do coração, entre outros problemas de saúde relacionados às vacinas contra a COVID-19 da Pfizer e Moderna foram alertados por autoridades federais em que as bulas das agências reguladoras dos EUA alertavam ao risco de inflamação cardíaca, no entanto, a Pfizer afirmou estar ciente de relatos de miocardite pós administração de sua vacina embora tenha observado que nenhuma relação causal havia sido estabelecida. Segundo o processo, a Pfizer e o CEO agiram de forma enganosa ao afirmarem que todos precisavam receber a vacina para interromper a transmissão, com o FDA afirmando não haver evidências que a vacina impedisse a transmissão da COVID-19 e um executivo da Pfizer disse em 2022 que a vacina não havia sido testada para impedir a transmissão. Em consequência, pede ao tribunal que declare que a Pfizer e seu CEO violaram as leis da Flórida incluindo a Lei de Práticas Comerciais Desleais e Enganosas do estado e que aplique multas aos réus entre US$ 10 mil e US$ 15 mil por violação legal. Por fim, vale considerar que em 2025 um juiz federal rejeitou caso similar do procurador-geral do Texas decidindo que uma lei federal concedia à Pfizer imunidade contra tais processos. Em 2023, o procurador-geral do Texas, Ken Paxton, entrou com ação judicial no tribunal do condado alegando que a Pfizer deturpou resultados do ensaio clínico que testou sua vacina contra a COVID-19, promovendo a vacina como 95% eficaz contra a infecção por COVID-19 mas as empresas se basearam em 2 meses de dados de testes.

segunda-feira, 5 de outubro de 2026

Pior Cenário

As RCPs, Trajetórias de Concentração Representativas, são conjunto de trajetórias de concentração e emissões de gases efeito estufa, concebidas para apoiar pesquisas sobre impactos e potenciais respostas políticas às mudanças climáticas, abrangem níveis de emissões radiativas associados a cenários de emissões publicados na literatura. A RCP 8.5 corresponde a trajetória de altas emissões de gases efeito estufa comparadas a literatura sobre cenários, portanto, ao limite superior das RCPs e, a  RCP8.5, é cenário denominado "linha de base" que não inclui nenhuma meta específica de mitigação climática, sendo que, emissões e concentrações de gases efeito estufa nesse cenário aumentam ao longo do tempo levando emissão radiativa de 8,5 W/m² no fim do século. Fatores determinantes do cenário RCP8.5 como tendências demográficas e econômicas ou suposições sobre mudanças tecnológicas, baseiam-se na narrativa revisada e ampliada do cenário A2 do IPCC enquanto premissas e resultados do cenário RCP8.5 derivam do chamado cenário A2r selecionado na literatura para servir de base ao RCP8.5, embora premissas e resultados do cenário RCP8.5 estejam documentados, a revisão das principais características do cenário em relação ao posicionamento no contexto mais amplo da literatura sobre cenários foi pertinente. Melhorias e extensões metodológicas necessárias para tornar o RCP8.5 adequado ao propósito principal, ou seja, servir como entrada ao Projeto de Intercomparação de Modelos Acoplados Fase 5, CMIP5 da comunidade climática, constitui elemento no desenvolvimento da próxima geração de projeções climáticas ao futuro 5º Relatório de Avaliação, AR5, do IPCC. As melhorias metodológicas do RCP8.5 desde a publicação original do cenário A2r incluem representação explícita da legislação de qualidade do ar atual planejada à projeção das emissões regionais de poluentes atmosféricos, além de abordagens de redução de escala às emissões de poluentes que consideram as mudanças dinâmicas nas relações entre exposição e mitigação, e, contabilização mais refinada das categorias de uso da terra à representação espacial da transformação, incluindo, em particular, nova definição às pastagens.

O artigo RCP 8.5 'Um cenário de emissões comparativamente elevadas de gases efeito de estufa', Keywan Riahi e cols, resume características do cenário RCP8.5, ao combinar suposições sobre alto crescimento populacional e renda lenta com taxas modestas de mudanças tecnológicas e melhorias na intensidade energética, levando, a longo prazo, a demanda de energia e emissões de GEE na ausência de políticas de mudança climática e, ao comparar o conjunto de RCPs, Vias de Concentração Representativas, o RCP8.5 corresponde à via com maiores emissões de gases de efeito estufa. Ao utilizar a Estrutura de Avaliação Integrada do IIASA e o modelo MESSAGE no desenvolvimento do RCP8.5, o artigo focou 2 extensões comparadas com cenários anteriores, ou, desenvolvimento de projeções de poluição do ar espacialmente explícitas e melhorias nas projeções de mudanças no uso e cobertura da terra, além de explorar cenários que usam RCP8.5 como linha de base assumindo diferentes graus de políticas de mitigação de gases efeito estufa à reduzir emissões radiativas. A análise indica que mudanças na oferta e procura global de energia induzidas por política climática, podem levar a co-benefícios à prioridades políticas como a poluição atmosférica local enquanto a trajetória global de emissões RCP8.5 de 3 °C cancela os benefícios das reduções de emissões europeias na qualidade do ar e a previsão dos custos de redução das projeções climáticas do RCP sob limites de aquecimento 2°C na África e Oriente Médio. O cenário RCP8.5, em comparação a literatura sobre cenários, representa um cenário de altas emissões sem alterações significativas enquanto trajeto de desenvolvimento socioeconômico é caracterizado por taxas lentas de desenvolvimento econômico com convergência limitada entre regiões, um rápido crescimento populacional à níveis comparativamente altos e ritmo relativamente lento de mudança tecnológica. A última premissa se reflete nas modestas taxas de melhoria da intensidade energética do cenário que impulsiona demanda de energia ao extremo superior da literatura sobre cenários, considerando que a matriz energética primária do RCP8.5 é dominada por combustíveis fósseis levando à extração de grandes quantidades de recursos de hidrocarbonetos não convencionais, além das reservas hoje extraíveis. Quer dizer, as emissões de GEE crescem 3 vezes ao longo do século como resultado da alta demanda e alta intensidade de combustíveis fósseis do setor energético, bem como do aumento da população e da consequente alta demanda por alimentos. Daí, resultados indicarem que implementação bem-sucedida das medidas de controle de poluentes hoje legisladas reduziria as emissões globais de poluentes no curto prazo, por exemplo, reduções globais de 25% nas emissões de SO2 entre 2000 e 2030, tendência, que ocorre apesar da intensidade de GEE do RCP8.5, ilustrando a possibilidade de dissociar emissões de poluentes atmosféricos dos gases efeito estufa através de tecnologias de tratamento de efluentes. Os resultados da análise de mitigação indicam ser tecnicamente possível reduzir as emissões de GEE do RCP8.5 à níveis comparáveis ​​aos dos outros RCPs e, ao contrário de estudos anteriores, possível mesmo à meta de emissão mais rigorosa de 2,6 W/m², condicionada à viabilidade de mudanças drásticas no sistema energético em comparação a trajetória de desenvolvimento do RCP8.5, acelerando melhorias na intensidade energética em 2 vezes e a intensidade de carbono em até 6 vezes ao longo do século. Da perspectiva política, a análise é potencial significativo da mitigação climática à reduzir emissões de poluentes, cujos resultados, indicam a importância de melhor integração das prioridades políticas locais, como saúde e poluição do ar, no debate global sobre mitigação climática.

Moral da Nota: a eliminação do RCP8.5 ‘deve-se à rápida transição às energias renováveis em vários países, particularmente China, hoje, número um, em termos de emissões de carbono’, daí, cientistas do clima divulgarem novo conjunto de cenários globais de emissões que servirão de base às pesquisas climáticas nos anos que se avizinham, incluindo o próximo 7º relatório de avaliação do IPCC da ONU. O pior cenário que colocaria o mundo em caminho à experimentar aquecimento acima de 4°C até fins do século foi oficialmente aposentado pós 15 anos, chamado RCP8,5, cenário de altas emissões considerado implausível na última revisão devido à rápida expansão de  renováveis e países que implementam políticas climáticas, com cientistas dizendo que a ação climática que elimina o ‘cenário apocalíptico’ é encorajadora pois significa que consequências extremas associadas aos 4° a 5° C de aquecimento podem agora ser evitadas. Alertam que o planeta está a caminho de sofrer mudanças climáticas drásticas sob as políticas atuais, sendo o mais preocupante cenários que aderem às metas do Acordo de Paris já não possíveis sem ultrapassar limites estabelecidos. Fato é que, especialistas em modelagem do sistema terrestre publicaram em abril 7 novos cenários de emissões, nesse conjunto, o novo cenário de emissões mais elevado projeta aquecimento geral de 3,5°C até 2100, abaixo dos 5°C projetados antes ao cenário RCP8.5. Govindaswamy Bala, professor do Centro de Ciências Atmosféricas e Oceânicas do Instituto Indiano de Ciências, partícipe do desenvolvimento do cenário mais recente, avalia que, a eliminação do RCP8.5 “deve-se à rápida transição à  renováveis ​​em diversos países, particularmente China, que hoje ocupa o 1º lugar em termos de emissões de carbono”. Detlef van Vuuren, cientista climático da PBL, Agência de Avaliação Ambiental da Holanda, que lidera o desenvolvimento de cenários de emissões incluindo os mais recentes cenários do CMIP7, afirmou que, “cenários não são previsões, são modos de começar a entender o futuro” e, alerta, “se analisarmos cenários elaborados em 2010, tínhamos esse cenário de altas emissões, RCP8.5, que não era implausível à época, poderia ter sido um caminho que teríamos seguido” e, concluindo que, “as emissões atingiram o pico e estão diminuindo nos EUA e Europa e se estabilizando na China.” Quando o RCP8.5 surgiu em 2011 como um dos 4 Cenários Representativos de Concentração, RCPs, ganhou vida própria e suas consequências projetadas dominaram o cenário das mensagens climáticas, em 2016, cientistas atualizaram os RCPs à SSPs, ou, "Caminhos Socioeconômicos Compartilhados", sendo que, os SSPs integraram fatores como crescimento econômico e expansão populacional, com concentrações de gases efeito estufa e o cenário de altas emissões foi mantido como SSP5-8.5, com aquecimento projetado de 4,4°C até 2100. Por fim, essas projeções fundamentam pesquisas climáticas e relatórios, incluindo Relatórios de Avaliação do IPCC e avaliações internacionais e nacionais e, nos novos cenários de emissões, um aumento de temperatura de 1,5°C até 2100 não é possível sem ultrapassar limites, nem mesmo nos melhores casos, já que o risco de mudanças climáticas irreversíveis em algumas áreas e ultrapassar pontos de inflexão críticos estão aumentando. Em conjunto, significa que a Índia não pode descartar as consequências extremas das mudanças climáticas, ao mesmo tempo, não existe caminho plausível à manter o aquecimento abaixo de 1,5°C sem ultrapassagem significativa da meta considerando a trajetória atual de emissões, quer dizer, ultrapassar o limite significa exceder temporariamente o limiar de aquecimento de 1,5°C antes de retornar ao limite até 2100.