domingo, 12 de julho de 2026

Poluição plástica

Relatório do PNUMA com apoio financeiro da Noruega, Suécia e Suíça, apresenta o estado atual do conhecimento sobre produtos químicos em plásticos com base em evidências científicas convincentes, apelando à ações no combate aos produtos químicos em plásticos como parte da ação global contra poluição plástica, denominado “Produtos Químicos em Plásticos: Um Relatório Técnico”  informa a comunidade global sobre questões negligenciadas relativas a produtos químicos na poluição plástica, impactos adversos na saúde e ambiente eficiência de recursos e circularidade.  Destaca necessidade de agir e descreve áreas de atuação buscando apoiar processo de negociação ao desenvolvimento do instrumento sobre poluição plástica com base na resolução 5/14 da Assembleia da ONU ao Meio Ambiente, além de descrever conjunto de estudos e iniciativas científicas ​​de acesso público focados em produtos químicos nos plásticos e interface entre ciência e política. Desenvolvido pelo PNUMA com o Secretariado da Convenção de Basileia sobre Controle de Movimentos Transfronteiriços de Resíduos Perigosos e Eliminação, a Convenção de Roterdã sobre Procedimento de Consentimento Prévio Informado à Produtos Químicos e Pesticidas Perigosos no Comércio Internacional e a Convenção de Estocolmo sobre Poluentes Orgânicos Persistentes com autores do Painel Internacional sobre Poluição Química e contribuições de especialistas. Baseado em estudos recentes, mais de 13 mil substâncias químicas são identificadas como associadas a plásticos e produção em ampla gama de aplicações, quer dizer, 10 grupos de substâncias químicas com base na composição química, usos ou fontes, foram identificados como preocupação de toxicidade, potencial de migração ou liberação a partir de plásticos, aí, incluem retardantes de chama, estabilizadores, PFAS, substâncias per e polifluoroalquiladas, ftalatos, bisfenóis, alquilfenóis e etoxilatos de alquilfenol, biocidas, metais e metaloides, hidrocarbonetos policíclicos e NIAS, substâncias não intencionalmente adicionadas. Foram encontradas em plásticos substâncias químicas preocupantes em ampla gama de setores e cadeias de valor, incluindo brinquedos e produtos infantis, embalagens incluindo materiais em contato com alimentos, equipamentos elétricos e eletrônicos, veículos, têxteis sintéticos, móveis, materiais de construção, além de dispositivos médicos, produtos de higiene pessoal e domésticos, agricultura e pesca. Substâncias químicas preocupantes presentes em plásticos podem impactar saúde e   ambiente com dados científicos sobre potenciais impactos adversos de 7 mil substâncias associadas a plásticos, mostrando que mais de 3.200 delas possuem uma ou mais propriedades perigosas. A exposição pode ter efeitos adversos ou duradouros em períodos da vida da mulher e impactar gerações futuras, aí, inserem desenvolvimento fetal causando, por exemplo, distúrbiosneurodesenvolvimentais/neurocomportamentais, ao passo que os homens não estão imunes com pesquisas documentando efeitos na fertilidade devido exposição combinada a substâncias químicas perigosas, muitas das quais associadas a plásticos que podem ser liberadas ao longo do ciclo de vida não apenas na extração de matérias-primas, produção de polímeros e fabricação de produtos plásticos, mas no uso dos produtos e, ao final da vida útil quando resíduos não gerenciados adequadamente, contaminam ar, água e solo. Por fim, evidências existentes exigem ações urgentes no combate aos produtos químicos presentes nos plásticos como parte da ação global contra a poluição plástica, buscando proteger saúde e ambiente, além de promover transição à economia circular sustentável e livre de substâncias tóxicas.

Nesta linha de pensamento, a presença de microplásticos em cosméticos e produtos de higiene pessoal, C&PCPs, estão cada vez mais em evidência desde o início da década de 2010 e apesar das pesquisas sobre potenciais efeitos ambientais e na saúde, a maioria dos estudos até o momento sobre microplásticos em C&PCPs investigou produtos de enxágue, enquanto potenciais impactos de C&PCPs sem enxágue foram negligenciados, apesar desses produtos serem adquiridos em volumes e conterem 2 ou mais ingredientes microplásticos nas formulações. Com objetivo de sintetizar o conhecimento sobre microplásticos em C&PCPs, avaliando impactos ambientais e na saúde humana dos produtos discute-se implicações regulatórias, considerando que a falta de estudos sobre C&PCPs sem enxágue é significativa, sugere lacuna de conhecimento a respeito da presença e emissão de microplásticos nesses produtos com carência de estudos sobre consequências tóxicas da exposição a microplásticos provenientes de C&PCPs. O resultado demonstra que aspectos da contaminação por microplásticos podem ser negligenciados em legislações sobre microplásticos que surgem globalmente, as quais restringem uso de microplásticos em produtos de higiene pessoal e descartáveis, mas se concentram apenas nos que são enxaguados destacando potenciais consequências dos microplásticos em produtos de higiene pessoal e descartáveis ​​à tomada de decisões regulatórias, à medida que alternativas são consideradas nos períodos de eliminação gradual ressaltando necessidade de monitoramento e pesquisa suficientes sobre tais alternativas para evitar consequências imprevistas. Até recentemente a pesquisa sobre microplásticos concentrou-se no ambiente e em organismos marinhos com um crescente número de evidências detectando microplásticos em órgãos e tecidos humanos, porém, as vias de entrada exatas ainda não estão claras e seus potenciais efeitos na saúde permanecem desconhecidos, sendo microplásticos observados em amostras biológicas humanas como leite materno, mecônio, sêmen, fezes, escarro e urina e serem caracterizados com base na forma, cor e tipo de polímero, com possíveis vias de entrada no organismo humano incluindo inalação atmosférica e  ingestão através de alimentos e água. Por fim, a produção global de plásticos só em 2020 foi estimada em 367 milhões de toneladas métricas, o descarte inadequado de resíduos plásticos leva à formação de minúsculos plásticos com tamanho inferior a 5 milímetros, microplásticos, liberados no ambiente através do vento e escoamento hídrico, podendo se degradar através de processos como fragmentação mecânica, fotodegradação, degradação térmica e biodegradação, daí, microplásticos serem classificados em primários e secundários, são primários, as microesferas presentes em cosméticos e microfibras de tecidos sintéticos fabricados intencionalmente em tamanho reduzido e, secundários, resultado da degradação e fragmentação de itens maiores. Vale a nota que são documentados em ambientes aquáticos e marinhos podendo ser ingeridos por organismos marinhos,ou, peixes, mexilhões e moluscos, causando bioacumulação e biomagnificação, embora os efeitos sobre o ambiente e os organismos marinhos tenham sido estudados, estudos em humanos são escassos com características variáveis ​​relatadas em diferentes pesquisas. Para concluir, só recentemente microplásticos têm sido cada vez mais detectados em órgãos humanos, aumentando preocupações sobre efeitos na saúde cujo mecanismo dos efeitos não está claro podendo atuar como vetores de substâncias químicas nocivas e patógenos do ambiente ao organismo humano. 

Moral da Nota: o EPI, Índice de Desempenho Ambiental, no 25º ano de publicação produzido por equipe interdisciplinar do Centro de Direito e Política Ambiental de Yale, com apoio do Centro de Soluções Geoespaciais de Yale e Universidade Columbia, classifica 177 países em 47 indicadores e o relatório do EPI 2026 destaca Pontos climáticos brilhantes, mas, progresso lento globalmente mostrando europeus dominando indicadores sendo provável que atinja um muro sem estratégias mais ambiciosas e reformas agrícolas. O continente europeu, sengundo o relatório de Yale, continua superar a maior parte do mundo na ação climática, com o EPI 2026 mostrando quadro de resultados bienal baseado em dados dos esforços de sustentabilidade produzido por investigadores da Escola de Ambiente de Yale e Universidade Columbia, impulsionados pela redução significativa das emissões de gases efeito estufa, os países europeus compõem todo o top 10 do EPI 2026. Muitos desses mesmos países lutam por gerir consequências ambientais agrícolas, sendo o sucesso contínuo em matéria de clima não garantido, alertam os investigadores, uma vez que muitas das estratégias que impulsionaram o forte desempenho europeu atingem limites naturais, com a Estônia mais bem classificada, por exemplo, garantindo classificação quase inteiramente devido a queda acentuada nas emissões, tendência que se estabilizará à medida que fecharem a última das suas fábricas sujas de xisto betuminoso. Com o diretor do Projeto EPI, Zach Wendling, dizendo que alcançaram redução de 40% nas emissões de gases efeito estufa e “se realmente quisermos atingir o zero líquido, necessitará  esforço contínuo, estratégias ousadas e planos mais ambiciosos ao futuro”, no entanto, práticas agrícolas insustentáveis e impactos nos ecossistemas continuam derrubar classificações no mundo, inclusive na Europa, já que pesquisas mostram que o uso excessivo de fertilizantes é fonte de poluição e degradação da água, que a demanda por alimentos, rações e biocombustíveis só deve aumentar nas próximas décadas. Nos informa que países enfrentam acesso limitado a recursos agrícolas e outros produção intensificada, muitas vezes insustentável, impulsionada por forças políticas e econômicas e, conforme investigadores, agravados por disponibilidade limitada de dados agrícolas verdadeiros. Com Xin Zhang, professor do Centro de Ciências Ambientais da Universidade de Maryland que participou da metodologia do índice de gestão sustentável de nitrogênio, medida de eficiência dos fertilizantes em que a UE continua a ter dificuldades, dizendo que, “a agricultura é fundamental à administração ambiental, responde por 30% das emissões globais de gases estufa, maior parte do uso de água doce servindo como um dos principais impulsionadores do desmatamento e outros impactos ambientais” e, conclui, “ao mesmo tempo, continua ser um dos sectores mais desafiadores à política ambiental e a influência política do setor agrícola com instituições e políticas há muito estabelecidas dificultando a mudança.” Por fim, comparados aos anos anteriores, os países fizeram melhorias na gestão da poluição do ar, mas o progresso desacelerou globalmente em outros desafios e poucas nações estão no caminho certo para atingir metas de emissões líquidas zero de gases efeito estufa até 2050, considerando que a riqueza continua como maior indicador de sucesso refletindo quais países têm capital financeiro para investir em infraestrutura quanto o capital político para, como diz Wendling, “não apenas aprovar políticas eficazes mas implementá-las e ter cidadãos que responsabilizem formuladores de políticas”, daí, as classificações apontam à vários países que quebram o padrão com nações da África Subsariana, por exemplo, liderando na biodiversidade e proteção dos habitats enquanto os EUA ocupam o 27º lugar, abaixo da UE. Para concluir, Daniel Esty, professor Hillhouse de Direito e Política Ambiental e diretor do Centro de Direito e Política Ambiental de Yale, avisa que, “autoridades governamentais ao redor do mundo continuam dizendo quão valioso é o Índice de Desempenho Ambiental como guia à formulação de políticas, oferecendo ferramenta em fatos que destacam as melhores práticas em uma série de questões críticas."

quinta-feira, 9 de julho de 2026

As Mais Vulneráveis

Estudo de Oxford revela que entre as cidades mais vulneráveis ​​ao calor extremo,  Bangkok, Cairo e Hanói são top de linha e, quase todas que enfrentam o maior perigo devido ao calor extremo, estão na Ásia e África onde temperaturas escaldantes chocam com pobreza e poucos recursos para lidar com a situação, ao avaliar 205 cidades com mais de 1 milhão de habitantes em 3 frentes, ou, quão quentes ficam, ou, quão vulneráveis ​​são os moradores e quão bem conseguem lidar com as dificuldades. Demonstra que Basra, Iraque, é a cidade com maior risco, sendo que a avaliação mostra ainda que 95% das cidades com maior risco estão no Sul da Ásia, Sudeste Asiático e África Subsaariana, enquanto, estudo publicado na Sustainable Cities and Society, mostra que Índia, Paquistão, Nigéria e Gana abrigam o maior número de cidades com altos índices de risco, entre os 50 principais destinos turísticos e centros de negócios, figurando exemplos, como Cairo, Egito, Bangkok, Tailândia, Hanói, Vietnã e, Jaipur, Índia. Pesquisadores, avaliam que o ranking é a primeira comparação globalmente consistente do risco de calor urbano indo além das avaliações anteriores que mediam apenas o quão quentes as cidades ficavam, com Nethmi Jayaratne Kariyawasam, autora e doutora na Oxford Smith School of Enterprise and Environment, dizendo que, "não é a exposição a altas temperaturas que importa ao risco, o estudo destaca importância de avaliações globais multifacetadas de risco de calor que revelam caminhos pelos quais o risco de calor urbano surge" e, conclui, "em grandes cidades, particularmente Ásia e África, o calor extremo coincide com vulnerabilidade e capacidade limitada de adaptação", acrescentando que, "a combinação aumenta risco de calor e, em alguns casos, com consequências fatais." Exposição ao calor, segundo a pesquisa, usa graus-dia de resfriamento, métrica que captura estresse térmico cumulativo combinando temperatura do ar, umidade, vento e calor radiante, enquanto a vulnerabilidade é avaliada através de fatores como proporção de crianças e pessoas com mais de 65 anos, níveis de renda e acesso a ar-condicionado, ao passo que a capacidade de adaptação abrange cobertura arbórea, preços da eletricidade e vegetação. Em consequência, resultados mostram que o calor por si só não determina o risco, algumas das cidades mais quentes do mundo, Bangkok, Kuala Lumpur, Malásia, Jeddah, Arábia Saudita, estão fora das 10 primeiras na parte superior de risco geral porque um maior aumento das áreas verdes urbanas e energia mais acessível as ajudam lidar com o problema, enquanto outras, enfrentam perigos, apesar de temperaturas mais amenas como Karachi e Faisalabad, Paquistão, e Kaduna, Nigéria, entre as de maior risco devido à baixa renda, vegetação escassa e acesso limitado a sistemas de refrigeração. O estudo demonstra ainda que os resultados surgem em momento que Europa e Reino Unido são assolados por onda de calor, com a França registrando quase 2 mil mortes na última semana de onda de calor recorde em junho e meteorologistas alertam à novas temperaturas extremas. A Dra. Radhika Khosla, da Smith School of Enterprise and the Environment, que co-supervisionou a pesquisa, nos informa que, "o estudo mostra que o planejamento à riscos relacionados ao calor precisa abordar explicitamente não apenas exposição a altas temperaturas, mas vulnerabilidade e capacidade de lidar com elas", esclarece que, "a demanda por ar condicionado aumenta no mundo, mas muitos não têm condições de arcar com os custos e, se dependermos demais desse meio de refrigeração que consome energia, corremos risco de agravar o aquecimento global em ciclo vicioso e, para ampliar adaptação e conforto térmico à todos, devemos considerar abordagem diferenciada para garantir segurança pessoal sequenciando soluções com resfriamento passivo e tecnologias de baixo consumo de energia como ventiladores e climatizadores evaporativos, em primeiro passo." Jesus Lizana, professor de engenharia e co-orientador do estudo, disse que o estudo  proporcionou “a 1ª avaliação globalmente harmonizada e diretamente comparável do risco de calor urbano em cidades do mundo”, oferecendo ferramenta para identificar onde a adaptação é mais necessária. Por fim, pesquisadores afirmam que o ranking é ferramenta comparativa e, não, previsão, que as pontuações em nível municipal podem mascarar desigualdades urbanas onde moradores informais e famílias de baixa renda enfrentam riscos maiores que as médias sugerem.

Na Índia sob a ameaça do El Niño, a energia solar mostra-se prioritária, com o  fenômeno deste ano devendo impactar com número estimado de 2.700 mortes relacionadas ao calor à medida que o sistema energético nacional fica sob pressão, com dados do CREA,Centro de Pesquisa em Energia e Ar Limpo, alertando que o país enfrenta duplo desafio, quer dizer, não só a baixa dos ventos e chuvas associadas ao El Niño reduzindo geração de energia a partir de eólicas e hidrelétricas, como temperaturas mais altas aumentando a demanda por ar-condicionado, aparelho que consome energia, sendo que a demanda adicional por refrigeração chegará a 10 TWh em 1 ano equivalente a um quarto do consumo anual de eletricidade de Nova Déli. A perda da produção de renováveis ​​decorrente aumento da demanda por energia, leverá os indianos a déficit de geração de quase 18 TWh, atualmente, a CREA, Comissão Reguladora de Energia Atômica da Índia, afirmou que o resultado mais provável é aumento na geração de energia a carvão liberando 17 milhões de toneladas de CO2 e, em cenário mais grave, a geração adicional chegaria a 24 TWh, ou, metade do aumento total da queima de carvão na Índia em 2025. No entanto, a energia solar desempenha papel cada vez mais importante no fornecimento energético à Índia, atendendo atualmente a 24% da demanda de energia durante o dia, cuja geração será menos afetada pelo El Niño significando que cada painel solar e bateria adicional que o país instala auxilia preparar a rede elétrica ao futuro contra padrões climáticos extremos, quer dizer, a Índia adicionou 44,6 GW de energia solar em 2025, quase o dobro de 2024, exibindo efeito visível, ou, em 2025, a geração total de eletricidade aumentou 1% enquanto a geração a carvão caiu 4% e a produção de renovável cresceu 22%. Tal tendência se manteve em 2026 com geração térmica entre janeiro e maio abaixo de 2024, mesmo com a demanda atingindo recorde e geração solar aumentando quase um terço, com o diretor do CREA, Nandikesh Sivalingam, dizendo que, “a Índia passa por onda de calor mortal e um dos verões mais quentes já registrados elevando demanda de energia a recorde histórico de 270 GW. Como o El Niño ocorre em ciclo de 2 a 7 anos, a capacidade indiana atingir ou superar metas de implantação de solar e armazenamento é o indicador de resiliência da rede elétrica, cujos picos recordes de demanda como os 270 GW registrados em maio, são citados para justificar construção de novas usinas a carvão, no entanto, usinas termelétricas a carvão da Índia enfrentam desafios para acompanhar a curva de demanda de energia e operar com flexibilidade exigida pela rede ao longo do dia, obtendo como resultado que as operadoras de rede reduziram geração de energia solar e eólica em 2,1 TWh em 2025 apenas para manter usinas a carvão em funcionamento. Por fim, estima-se que 10 GWh  armazenados em baterias carregando no pico solar do meio-dia e descarregando à noite evitariam desperdício e que a Índia ainda planeja 130 GW de nova capacidade de geração a carvão através de usinas caras, de construção lenta correndo risco de se tornarem obsoletas antes de entrarem em operação.

Moral da Nota: na Coreia do Sul, o aquecimento dos oceanos traz águas-vivas e tubarões às praias, decorrente aumento da temperatura do mar que atrai águas-vivas venenosas e tubarões cada vez maiores ao litoral quando a temporada de verão atinge o pico, com especialistas em vida marinha dizendo que a maior preocupação é a água-viva de Nomura espécie gigante que atinge 2 mts de diâmetro e pesa até 200 kg. Reproduz nas águas da costa da China sendo levada às águas coreanas pelas correntes oceânicas onde tentáculos causam picadas com dados de monitoramento do Instituto Nacional de Ciências Pesqueiras da Coreia do Sul mostrando que locais de pesquisa que relataram presença da espécie passou de menos de 3% em junho à 11% em fins de junho, na ilha de Jeju, ao sul, 8 em cada 10 funcionários de monitoramento avistaram a espécie em 2026 mais que o dobro da taxa registrada há uma década. Águas-vivas podem sobrecarregar redes de pesca, estragar capturas e aumentar custos operacionais aos pescadores ao longo da costa, sendo que cientistas relacionam aumento às temperaturas mais elevadas da água que permitem a espécie sobreviver e se espalhar com mais facilidade que em anos mais frios, sendo que os tubarões estão sendo atraídos para mais perto da costa e com moradores de Gangneung, em alerta. O Instituto Nacional de Ciências da Pesca contabilizou 46 tubarões de grande porte em águas coreanas até fins de junho, 4 vezes o número registrado no mesmo período de 2025, sendo que autoridades costeiras instalaram redes de segurança no mar e em praias instando o público seguir avisos no verão, com dados da Coreia do Sul à ONU, revelando que a temperatura da superfície do mar nas águas coreanas aumentou 1,11°C entre 1968 e 2015, 2,5 vezes o aumento médio global no mesmo período, daí, o  aquecimento dos mares alterar distribuição e comportamento das espécies marinhas atraindo animais de águas quentes ao norte e mais perto da costa. Por fim, cientistas avaliam que sem reduções nas emissões de gases efeito estufa, as temperaturas da superfície do mar ao redor da península coreana continuarão subir tornando aumentos sazonais na atividade de águas-vivas e tubarões, característica  comum dos verões coreanos.