A Ministra das Finanças da Índia, Nirmala Sitharaman, apresentou no Parlamento a Pesquisa Econômica 2024-25, onde observou que se tratava de revisão do estado atual da economia ao longo do ano financeiro com os problemas enfrentados pelo país, sendo o Levantamento Econômico preparado por especialistas sob supervisão do Conselheiro Econômico Chefe V. Anantha Nageswaran, formando a base sobre a qual outros documentos orçamentários são preparados, além de considerar a previsão ao próximo período fiscal. A pesquisa destaca que a Índia enfrenta extremos climáticos severos, com 93% dos dias de 2024 marcados por eventos climáticos significativos, como ondas de calor, ciclones e inundações, sendo o 7º país mais vulnerável às mudanças climáticas, quer dizer, destaca suscetibilidade da Índia a eventos climáticos extremos, que o país suporta o peso das emissões históricas de gases efeito estufa, condições que ameaçam a produtividade agrícola, enquanto agências ambientais globais declararam 2024 o ano mais quente registrado e países enfrentaram eventos climáticos extremos. O Estudo Econômico destaca que a suscetibilidade do país a eventos climáticos extremos mostram fenômenos de início lento como elevação do nível do mar, perda de biodiversidade e crescente insegurança hídrica, desafios que afetam países desproporcionalmente, particularmente os em desenvolvimento, que arcam com o peso de emissões históricas de gases efeito estufa e não dispõem de recursos à adaptação adequada, declarando que, "a Índia enfrenta desafios na implantação de energia renovável, particularmente devido à falta de tecnologia de armazenamento e acesso a minerais e, dada a vulnerabilidade às mudanças climáticas, forte estratégia de adaptação é essencial", apontando que, condições apresentadas ameaçam produtividade agrícola podendo levar à inflação de alimentos e agitação social em impacto econômico profundo, com estimativas sugerindo que a mudança climática pode reduzir o PIB indiano de 3% a 10% anualmente. No entanto, destacou que o governo indiano aumentou os gastos com adaptação de 3,7% à 5,6% do PIB, aumento refletindo reconhecimento crescente da necessidade de estratégias de resiliência climática, com especialistas alertando que a meta de financiamento anual de US$ 300 bilhões definida para adaptação climática até 2035 é insuficiente comparada a necessidade estimada de US$ 5,1 a 6,8 trilhões até 2030 e, como parte do compromisso com o crescimento de baixo carbono, busca atingir emissões líquidas zero até 2070, mas, essa meta requer estratégias inovadoras e investimentos em infraestrutura. Destaca impacto desproporcional das mudanças climáticas sobre as mulheres, particularmente em áreas rurais onde meios de subsistência estão ameaçados, além de foco crescente em grupos de autoajuda, SHGs, para criar meios de subsistência alternativos às mulheres em setores como agricultura e microempresas.
O Orçamento indiano 2025 deve priorizar a ação climática à medida que o governo entra em novo ano financeiro com o orçamento de 2024-25, daí, mudanças climáticas devem ser prioridade, considerando que 2025 já começou com um dos piores eventos climáticos extremos sendo que a crise climática chegou e as suas impressões digitais estão aí, inserida em aumento das temperaturas tornando ondas de calor 30 vezes mais prováveis considerando que em 2024, a Índia se viu presa na mira implacável da natureza em que ondas de calor, chuvas de monções implacáveis transformando ruas em rios, incêndios florestais devorando florestas com velocidade feroz e, em outro, tempestades ciclônicas atingindo comunidades costeiras deixando rastros de destruição, lembrando que 2025 nos EUA começou com um dos piores eventos climáticos extremos já vistos, milhares de casas queimadas no que foi descrito como um dos piores incêndios florestais na Califórnia. Avantika Goswami, gerente de programa, Mudanças Climáticas, Centro de Ciência e Meio Ambiente, CSE, esclarece que "Incorporar considerações climáticas no planejamento orçamentário à vários setores é crucial, já que a Índia entra na 2ª metade desta década crucial cujos impactos climáticos aumentam e, globalmente, a competição na economia verde também aumenta, com alocações orçamentárias à penetração de energia renovável, descarbonização industrial e P&D de tecnologia verde doméstica devendo ser esforço obrigatório à Índia daqui para frente". Saurabh Rai, CEO da Arahas Technologies, fala em fracasso das cúpulas da COP em impor compromissos vinculativos e a falta de ação concreta das principais economias destacando necessidade urgente da Índia tomar medidas decisivas em nível nacional, esclarecendo que, "o governo deve abordar a crise da mudança climática no Orçamento de 2025 para garantir estabilidade econômica de longo prazo e resiliência ambiental e, com a frequência crescente de eventos climáticos extremos e o esgotamento de recursos naturais, a inação pode nos levar a consequências irreversíveis". Shekhar Singal, Diretor Executivo da Eastman Auto and Power Ltd, nos avisa que, "o setor de energia renovável indiano está em momento crucial à medida que nos aproximamos do orçamento de 2025, com Iniciativas como Muft Bijli Yojana impulsionando adoção de energia solar com mais instalações solares em apenas nove meses, crescimento notável destacando a demanda por soluções de energia limpa". Por fim, Ashish Agarwal, Chefe de Solar e Armazenamento da BluPine Energy, avisa que "à medida que a Índia avança com suas ambiciosas metas de energia renovável, parcerias público-privadas desempenharão papel fundamental na criação de ecossistema robusto ao desenvolvimento da força de trabalho e, com a meta de atingir 500 GW de energia renovável até 2030, a demanda por força de trabalho qualificada será imensa necessitando treinamento da próxima geração de trabalhadores qualificados que darão suporte à expansão da infraestrutura e tecnologia de energia renovável".
Moral da Nota: estudo liderado por cientistas do Centro CICERO de Pesquisa Climática Internacional, publicado na Nature Geoscience, usando simulações de modelos climáticos, descobriu que vastas regiões dos trópicos e sub trópicos deverão experimentar fortes taxas conjuntas de mudanças em extremos de temperatura e precipitação, quer dizer, atingirão 70% da população mundial nos próximos 20 anos, número, que poderá ser reduzido à 20% se as emissões forem reduzidas, considerando que quase três quartos da população global enfrentará mudanças rápidas e intensas em padrões climáticos extremos nas próximas duas décadas, a menos que as emissões de gases efeito estufa sejam significativamente reduzidas, Essas mudanças rápidas aumentam o risco de condições sem precedentes e eventos extremos, que respondem por parcela desproporcional dos impactos das mudanças climáticas, com a Dra. Carley Iles, autora principal, enfatizando importância de focar nas mudanças regionais pois são mais relevantes às experiências pessoais e aos impactos no ecossistema comparadas as médias globais, destacando ainda que, a sociedade é particularmente vulnerável a altas taxas de mudança em eventos extremos, especialmente quando vários riscos aumentam simultaneamente. Revelou descoberta inesperada em que a rápida redução da poluição do ar, particularmente Ásia, pode levar a aumentos acelerados em extremos quentes e influenciar monções de verão asiáticas, embora a limpeza do ar seja crucial por razões de saúde, pode amplificar temporariamente efeitos do aquecimento global em certas regiões, com Bjorn H. Samset, do CICERO, enfatizando a necessidade urgente de adaptação climática, afirmando que, mesmo no melhor cenário, mudanças rápidas afetarão 1,5 bilhão de pessoas. O estudo lança luz sobre a importância crítica de ações imediatas e decisivas para reduzir emissões de gases efeito estufa e mitigar impactos das mudanças climáticas nas populações globais.