quarta-feira, 2 de setembro de 2026

Investimento

O relatório, intitulado “Rangelands Rising: Investing in Sustainable Management and Restoration”, publicado em conjunto pelo ILRI, Instituto Internacional de Pesquisa Pecuária, GIZ, Iniciativa de Economia da Degradação da Terra, UNCCD e IUCN, União Internacional à Conservação da Natureza lançado em paralelo à COP17 na Mongólia, esclarece que investidores poderiam gerar entre US$ 4 e US$ 6 à cada US$ 1 investido em restauração de pastagens, instando setor privado enxergar pastagens degradadas como oportunidade de investimento e não como projeto de caridade, quer dizer, a restauração de pastagens oferece aos investidores retornos de até 6 vezes. Mark Schauer, Oficial Sênior de Programa da GIZ e Abdrahmane Wane, Diretor Regional África Ocidental e Central, ILRI, defenderam aumento do investimento em restauração de pastagens na apresentação do relatório sobre investimento em pastagens na 17a sessão da Convenção da ONU ao Combate à Desertificação, UNCCD, COP17, Ulaanbaatar, Mongólia e, segundo eles, retornos econômicos da restauração de pastagens fornecem  argumento comercial à governos, instituições de desenvolvimento e investidores privados comprometerem recursos no manejo sustentável de pastagens. O relatório argumenta, segundo investidores, que o sucesso da restauração deve ser medido não só pelo número de hectares restaurados ou pela quantidade de vegetação recuperada, mas, por melhorias nos meios de subsistência e resiliência de comunidades que dependem das pastagens, com um dos especialistas questionados dizendo que as descobertas demonstram que o setor tem lógica econômica clara. Abdrahmane Wane, Diretor Regional África Ocidental e Central, ILRI disse que “podem ser gerados entre US$ 4 e US$ 6 se investirmos US$ 1” explicando que a conclusão demonstra que o investimento na restauração de pastagens “não se trata apenas de caridade”, faz sentido do ponto de vista econômico, esclarecendo que o relatório se baseou em estudos de caso em diferentes partes do mundo, incluindo, Brasil, África Ocidental e Mongólia, para demonstrar como restauração proporcionaria benefícios ambientais e econômicos. Quer dizer, além de restaurar paisagens degradadas, esclarece que investimentos devem contribuir à ecossistemas saudáveis, rendimentos mais elevados diversificados e menor vulnerabilidade entre populações que vivem em pastagens, ambos disseram que a abordagem é importante porque pastores e comunidades acumularam conhecimento valioso sobre gestão de ecossistemas ao longo de gerações, com Wane observando que, “reconheça os guardiões da linha de frente como personalidades, porque vivem lá, durante gerações, têm pago para manter”. O relatório defende que investidores e decisores políticos reconheçam pastores não apenas como beneficiários de programas de restauração, mas como atores críticos na manutenção da produtividade das pastagens, por sua vez, Mark Schauer, Oficial Sênior de Programa da GIZ, disse que empresas cujas cadeias de valor dependem de pastagens têm incentivo direto para investir na restauração porque paisagens mais saudáveis reduzem riscos às suas operações, esclarecendo que, “se tem empresas que dependem das pastagens, investimentos em pastagens melhoradas estão diminuindo riscos para seus negócios” e conclui, “queremos que invistam na gestão sustentável de pastagens, na restauração, para manter cadeias de valor e sua linha de trabalho.” Por fim, reconheceram que o investimento privado por si só não pode abordar escala e complexidade da degradação das pastagens, sendo que direitos fundiários inseguros, governança fraca, marginalização dos pastores e elevados custos de transação podem tornar projetos de pastagens difíceis de financiar e dimensionar, apelando ao investimento público para reduzir riscos e criar condições que atraiam capital privado, nomeadamente através de financiamento misto. Enfim, as conclusões são relevantes à África, especialmente Nigéria/África Ocidental, onde populações dependem diretamente do pastoreio e outros meios de subsistência em pastagens, enquanto degradação, alterações climáticas e pressões sobre uso da terra ameaçam produtividade dos ecossistemas.

Lançada na reunião da UNCCD nova arquitetura global para resiliência à seca, cujas  métricas de monitorização técnica permitirão países avaliar capacidade de antecipar, preparar-se e adaptar-se à seca, em meio a relatos que 3 em 4 pessoas no mundo devem  enfrentar seca até 2050 e, a UNCCD, Convenção da ONU ao Combate à Desertificação, na 17a conferência, COP17, avançou arquitetura global à resiliência à seca apresentando o DRI, 1º Índice de Resiliência à Seca, lançando o DRFI, Fundo de Investimento em Resiliência à Seca buscando auxiliar países fortalecer resiliência. As métricas de monitorização técnica da DR permitem antecipar, preparar-se e adaptar-se, identificando vulnerabilidades, informando políticas e investimentos eficazes, sendo que o recurso de tecnologia IA auxilia formuladores de políticas, especialistas e público interpretar dados complexos e transformá-los em informações práticas, por outro lado, DRIF, 1ª plataforma global de financiamento catalisador dedicada à resiliência à seca utiliza capital público à reduzir riscos investimento e desbloquear fluxos de financiamento institucional e privado à projetos que fortaleçam segurança hídrica, agricultura sustentável, soluções na natureza além de  restauração de terras. Yasmine Fouad, secretária executiva da UNCCD, disse que temos mecanismos de financiamento mais fortes, melhores ferramentas e orientações práticas à auxiliar países se prepararem à seca antes que se torne crise”, concluindo que, “a tarefa é conectar peças e colocá-las em prática em grande escala, através de governos, parceiros de desenvolvimento, instituições financeiras e setor privado”. Vale a nota que a Índia, representada e liderada pelo ministro do Meio Ambiente da União, Bhupende Yadav, na COP17, defendeu o fortalecimento da resiliência à seca apelando a mudança na abordagem global à seca, ou, de “ajuda reativa à resiliência proativa possibilitada pela tecnologia”, sublinhando que, a crença central indiana “deve ser gerenciada como risco previsível e evitável e não desastre recorrente que exija resposta de emergência”, concluiu, “preparação em vez de resposta, prevenção em vez de gerenciamento de crise, resiliência em vez de recuperação devem ser o objetivo.” Por fim, emergem os africanos na busca por desbloqueio financeiro à restauração de terras com, Louise Baker, Diretora do Mecanismo Global da UNCCD, dizendo que os governos africanos precisam ir além do financiamento 'projeto a projeto' e desenvolver programas de gestão ambiental viáveis, capazes de atrair investimentos públicos e privados. Afirmou que a África precisa transferir restauração de terras da categoria de ajuda humanitária à categoria de investimento, com programas de paisagem viáveis que fortaleçam a posse da terra, implementando instrumentos de compartilhamento de riscos e garantindo que agricultores e pastores se beneficiem dos mercados de carbono e outros mercados ambientais emergentes. Esclareceu que a questão não é onde encontrar um grande fundo, mas como transferir  restauração da coluna da ajuda à coluna do investimento, sendo que predominam no momento a preparação de projetos, cuja restrição limitante não é o capital, mas, o fluxo de projetos, considerando que os bancos de desenvolvimento afirmaram isso no Dia das Finanças da UNCCD e que o apoio à preparação de projetos auxilia países  acessar financiamento de instituições como o GEF, Fundo Global ao Meio Ambiente, o GFC, Fundo Verde ao Clima e bancos de desenvolvimento. Outra questão, segundo Louise Baker, são os instrumentos soberanos e estruturados, ou, trocas de dívida por natureza e títulos de desempenho ambiental reunindo diferentes financiadores em torno de um único programa nacional, além das alavancas de política interna, por vezes, mais eficazes, aí, incluem incentivos fiscais à restauração, pagamentos por serviços ecossistêmicos e redefinição de subsídios prejudiciais e, por fim, instrumentos de compartilhamento de risco, incluindo garantias, capital de 1ª perda e seguros em índices. 

Moral da Nota: do mesmo modo que em outros fóruns ambientais, o financiamento foi ponto delicado na UNCCD, COP17, da Convenção da ONU contra a Desertificação na Mongólia com impasses sobre destino de recursos financeiros dos ricos aos pobres, em que despontam novos instrumentos buscando driblar paralisia política e viabilizar capital a partir do capital privado. O Fundo de Investimento à Resiliência à Seca, DRIF, é exemplo e, segundo o Capital Reset, tem meta de mobilizar US$ 400 milhões em investimentos privados à projetos de agricultura e gestão sustentável da água além de soluções baseadas na natureza às regiões afetadas pela seca, sendo a iniciativa criada em 2025 a partir de acordo entre o Secretariado da UNCCD e o governo de Luxemburgo em fundo que usa estrutura de financiamento mista na qual o dinheiro catalítico, filantrópico ou subsidiado, entra para reduzir custos ou mitigar riscos buscando atrair recursos privados em maior escala. O objetivo primordial do DRIF é captar US$ 40 milhões junto a governos a ser utilizado para cobrir primeiras perdas, ou, first-loss capital, com Luxemburgo o primeiro país destinar recursos ao fundo no valor de US$ 5 milhões de euros ou R$ 30 milhões, com mandato do fundo prevendo apoio a projetos de US$ 5 milhões a US$ 20 milhões ou R$ 25 milhões a R$ 100 milhões focado nos países do Sul Global vulneráveis à seca e à degradação do solo. Xavier Bettel, ministro de negócios estrangeiros de Luxemburgo, citado pelo portal Edie, explica que “ao reunir parceiros públicos e privados, o DRIF ajuda direcionar investimentos às soluções que reduzam vulnerabilidade e fortalecem resiliência de comunidades, economias e ecossistemas, proporcionando retornos ambientais, sociais e econômicos refletindo compromisso de construir resiliência antes que a seca se torne crise”. O relatório lançado em 26/8 na COP17 alerta que países insulares em desenvolvimento, SIDS, e Ásia Central sofrem pressões sobre recursos hídricos, saúde do solo e clima com o GLO, Global Land Outlook, publicado pelo Secretariado da UNCCD, ressaltando impacto da crise climática, avanço da desertificação e degradação do solo ao redor do mundo, sendo que a Ásia Central considerada um dos epicentros da degradação do solo, mais de 80 milhões de hectares ou um quarto do território, estão degradados, ao mesmo tempo, aquece 2 vezes mais que a média global com geleiras encolhendo 30% em 50 anos. Por fim, os SIDS, ao todo, possuem mais de 18 milhões de hectares ou 16,5% do território total degradados em diferentes graus, mais de 70% das nações enfrentam escassez hídrica e 16,3 milhões de pessoas sofrem insegurança alimentar grave e, a oposição norte americana a acordo internacional sobre secas ameaçando inviabilizar qualquer entendimento entre os países, representa retrocesso em relação à COP16, há 2 anos, quando os países concordaram com a necessidade de instrumento internacional para facilitar enfrentamento das secas.

segunda-feira, 31 de agosto de 2026

Iniciativas

Três novos emblemas da Restauração Mundial foram concedidos pela ONU, ao Brasil, região do Sahel e Reino da Arábia Saudita, iniciativas que reforçam produtividade da paisagem através da restauração de ecossistemas degradados em regiões com alterações climáticas, secas e desertificação. O PNUMA, Programa da ONU ao Meio Ambiente e a  FAO, Organização da ONU à Alimentação e Agricultura, lideraram os prêmios anunciados no âmbito 2021–2030 da Década da ONU à Restauração de Ecossistemas apresentados no evento da COP17 UNCCD, 17a Sessão da Conferência das Partes da Convenção da ONU ao Combate à Desertificação, compromisso de restaurar 5 milhões de hectares até 2030  área equivalente a 7 milhões de campos de futebol, contribuindo aos compromissos globais de restaurar 1 bilhão de hectares até 2030. O Cerrado brasileiro é a savana tropical com maior biodiversidade do mundo e a Iniciativa Araticum “Restauração da Savana do Cerrado no Brasil” reuniu mais de 180 organizações,comunidades, indígenas, agricultores, pesquisadores e governo no apoio a projetos de restauração em 9 estados brasileiros, via regeneração natural, semeadura direta, restauração e agrofloresta com espécies nativas. Mais de 27 mil hectares foram colocados em restauração enquanto sementes de mais de 150 espécies de plantas nativas foram coletadas e utilizadas em atividades de restauração no intuito de restaurar 2 milhões de hectares até 2030. Os Sauditas tiveram reconhecimento através do Programa Nacional de Ecologização da Arábia Saudita visando transformar paisagens degradadas em pastagens, florestas, desertos, áreas urbanas e ecossistemas costeiros, incluindo manguezais, inseridos na meta de restaurar 2,5 milhões de hectares e plantar 215 milhões de árvores até 2030, ao mesmo tempo, gerando até 187 mil empregos e melhorando qualidade do ar urbano, contribuição à meta nacional do Reino da Arábia Saudita de restaurar 40 milhões de hectares e plantar 10 bilhões de árvores até 2100. A liderança coube ao Centro Nacional ao Desenvolvimento da Cobertura Vegetal e Combate à Desertificação, restaurando 1 milhão de hectares de terras degradadas além de plantar 159 milhões de árvores, com atividades de restauração incluindo pastoreio controlado, reflorestamento, regeneração natural, reintrodução de espécies nativas da vida selvagem, ou, órix árabe, gazelas e íbex, coleta de água da chuva e uso de águas residuais tratadas para apoiar restauração em paisagens com escassez de água. Por fim a UNCCD COP17 reconheceu todo o Sahel, conflitos, degradação dos solos, seca, insegurança alimentar e alterações climáticas que exercem pressão sobre ecossistemas e comunidades e, através da Iniciativa Integrada de Resiliência do Sahel, implementada em Burkina Faso, Chade, Mali, Mauritânia e Níger, restaura terras degradadas e, ao mesmo tempo, fortalece meios de subsistência e sistemas alimentares incluindo apoio aos refugiados transfronteiriços do Sudão devastado pela guerra. Liderada pelo Programa Mundial de Alimentos da ONU, a iniciativa restaurou mais de 335 mil hectares de terras degradadas e busca restaurar 470 mil hectares até 2030 combinando reabilitação de terras, gestão do solo e água, apoio a subsistência e programas de alimentação escolar, iniciativa, que beneficiou mais de 4 milhões na região. Os novos reconhecidos da Restauração Mundial juntam-se a 27 iniciativas de restauração no âmbito da Década das Nações Unidas à Restauração de Ecossistemas, sendo que as iniciativas premiadas apresentam melhores exemplos de restauração de ecossistemas em larga escala e longo prazo em qualquer país ou região. Vale a nota que os países comprometeram restaurar 1 bilhão de hectares, área maior que a China, como parte dos compromissos do acordo de Paris, metas de Aichi à biodiversidade, metas de Neutralidade da Degradação do Solo e Desafio de Bonn, sendo que o progresso dos carros-chefe da Restauração Mundial será monitorado de modo transparente através do Quadro à Monitoramento da Restauração de Ecossistemas, plataforma da Década da ONU para acompanhar esforços de restauração.

Relatório da organização norueguesa KlimaKultur, sem fins lucrativos, avalia que  combustíveis fósseis da Equinor, petrolífera norueguesa, desde 2018 causará entre 260 mil e 450 mil mortes adicionais enquanto combustíveis fósseis vendidos pela petroleira somente em 2025 causarão entre 34 mil e 58 mil mortes humanas adicionais comparados a mundo em que nunca foram queimados, sendo que o relatório baseia em dados de estudo de atribuição de 2025 publicado na Nature, ao identificar que mudanças climáticas tornaram 213 ondas de calor históricas relatadas entre 2000 e 2023 mais prováveis e intensas, mapeando o papel das 180 principais empresas de carbono nesses eventos. O relatório da KlimaKultur, escrito por Ketan Joshi, analista de energia, foi divulgado no “PetrogandaFest” anual da organização, realizado em 2026 em Stavanger, capital petrolífera da Noruega, contraevento ao evento bianual da indústria global de energia Offshore Northern Sea, observando que o número de mortos aumenta com os lucros da Equinor e seu maior acionista, o governo da Noruega. A Europa decorrente os gastos com petróleo e gás noruegueses na última década, criou situação embaraçosa em que a Noruega se beneficia enquanto o resto do continente sofria aumentos de preços e energia instável, com Joshi escrevendo que, “a receita norueguesa de fósseis cresceu significativamente na década, como o outro lado dos preços altos da energia e inacessibilidade aos usuários finais”, observando sobre o estudo da Nature que, “quase um quarto das ondas de calor poderia ter sido causado apenas pelas emissões da Equinor, caso nenhuma outra empresa existisse.” Quer dizer, não inclui investimentos que o fundo soberano norueguês financiado pelo petróleo tem nas outras empresas petrolíferas, embora a Noruega adote abordagem de "fins justificam os meios" ao negócio do petróleo destacando o bem que faz com o dinheiro do petróleo na Noruega e exterior, ao passo que investimentos em tornar a Equinor empresa petrolífera mais “ecológica” do mundo, pode custar bilhões ao país. Por fim, o custo social do carbono em US$ 258/tonelada métrica, nova estimativa da Columbia Climate School para incluir taxas de mortalidade, escreve que, “desde 2018, a Equinor obteve US$ 67 bilhões em lucro líquido, mas os produtos que vendeu para ganhar esse dinheiro causarão US$ 516 bilhões em danos, considerando danos reais.” Em suma, Stavanger sediou a conferência global de energia ONS 2026, com o tema “Coragem”, enquanto a KlimaKultur pede aos noruegueses que pensem no “verdadeiro imperativo moral”, já que a Equinor e o governo norueguês enfatizaram nos últimos anos a responsabilidade ética de fornecer cada vez mais petróleo e gás à Europa em nome da “segurança energética”, ao lado da instabilidade e danos à saúde causados pelas alterações climáticas descontroladas".

Moral da Nota: os próximos datacenters do Reino Unido poderão emitir mais de 4,5 milhões de toneladas de carbono, quer dizer, análise do Foxglove, grupo sem fins lucrativos, os 2 datacenters planejados na Inglaterra produzirão mais de 4,5 milhões de toneladas de emissões de carbono/ano quando operacionais. Instalações de Wapseys Wood em Buckinghamshire e Quest Park em Bedfordshire exigem 1,3 GW de eletricidade, com emissões projetadas que excederiam os 3,9 milhões de toneladas atribuídas às operações ExxonMobil no Reino Unido em 2023, empresa de combustíveis fósseis, sendo que a análise destaca preocupações sobre demandas de energia de data centers, à medida que a demanda por poder computacional e IA aumentam. Atualmente 315 data centers aguardam conexão à rede elétrica do Reino Unido, quer dizer, 73 GW de demanda potencial, quase o dobro do pico de demanda de eletricidade no inverno do país e, devido a atrasos na ligação à rede, os projetos desenvolvem produção de energia a gás no local, sendo que as descobertas levantam questões sobre como a rápida expansão do data center pode ser conciliada com metas climáticas do Reino Unido juridicamente vinculativas e a demanda futura de eletricidade.

Rodapé, mais de 40 mil pessoas morreram de causas relacionadas ao clima ao longo dos 38 anos entre 1988 e 2025 na Inglaterra e País de Gales, de acordo com estimativas de especialistas, cujos números, publicados pelo ONS, Escritório de Estatísticas Nacional, mostram que a proporção de mortes associadas aos dias mais quentes aumentou nos últimos anos e a diferença entre mortes relativas ao calor e ao frio diminui. Em 2025,houveram 2.805 mortes relacionadas ao calor, 3 vezes mais que as 818 mortes registradas em 2024 e aumento em relação às 1.568 mortes em 2023, mas, 2022, foi o ano com mais mortes associadas ao calor, 4.652, daí, Londres teve a maior proporção de mortes atribuíveis aos dias mais quentes e mais frios, conforme pesquisa e, os mais de 65 anos, estavam em maior risco em ambos os extremos. Para  concluir, o Reino Unido viu 5 ondas de calor consecutivas no verão de 2026, sendo que as estatísticas o colocam no caminho certo ao verão mais quente já registrado sofrendo com temperaturas de até 38,1 °C  em Londres, enquanto analistas dizem que pessoas com 65 anos ou mais em cada região de Inglaterra e País de Gales possuem  risco de mortalidade pelo menos 50% maior a temperaturas superiores a 24ºC quando comparadas com temperaturas ótimas e, dados provisórios do Met Office mostram que, em 2026, a Inglaterra teve temperatura média no verão de 18,19°C, até agora.