segunda-feira, 31 de agosto de 2026

Iniciativas

Três novos emblemas da Restauração Mundial foram concedidos pela ONU, ao Brasil, região do Sahel e Reino da Arábia Saudita, iniciativas que reforçam produtividade da paisagem através da restauração de ecossistemas degradados em regiões com alterações climáticas, secas e desertificação. O PNUMA, Programa da ONU ao Meio Ambiente e a  FAO, Organização da ONU à Alimentação e Agricultura, lideraram os prêmios anunciados no âmbito 2021–2030 da Década da ONU à Restauração de Ecossistemas apresentados no evento da COP17 UNCCD, 17a Sessão da Conferência das Partes da Convenção da ONU ao Combate à Desertificação, compromisso de restaurar 5 milhões de hectares até 2030  área equivalente a 7 milhões de campos de futebol, contribuindo aos compromissos globais de restaurar 1 bilhão de hectares até 2030. O Cerrado brasileiro é a savana tropical com maior biodiversidade do mundo e a Iniciativa Araticum “Restauração da Savana do Cerrado no Brasil” reuniu mais de 180 organizações,comunidades, indígenas, agricultores, pesquisadores e governo no apoio a projetos de restauração em 9 estados brasileiros, via regeneração natural, semeadura direta, restauração e agrofloresta com espécies nativas. Mais de 27 mil hectares foram colocados em restauração enquanto sementes de mais de 150 espécies de plantas nativas foram coletadas e utilizadas em atividades de restauração no intuito de restaurar 2 milhões de hectares até 2030. Os Sauditas tiveram reconhecimento através do Programa Nacional de Ecologização da Arábia Saudita visando transformar paisagens degradadas em pastagens, florestas, desertos, áreas urbanas e ecossistemas costeiros, incluindo manguezais, inseridos na meta de restaurar 2,5 milhões de hectares e plantar 215 milhões de árvores até 2030, ao mesmo tempo, gerando até 187 mil empregos e melhorando qualidade do ar urbano, contribuição à meta nacional do Reino da Arábia Saudita de restaurar 40 milhões de hectares e plantar 10 bilhões de árvores até 2100. A liderança coube ao Centro Nacional ao Desenvolvimento da Cobertura Vegetal e Combate à Desertificação, restaurando 1 milhão de hectares de terras degradadas além de plantar 159 milhões de árvores, com atividades de restauração incluindo pastoreio controlado, reflorestamento, regeneração natural, reintrodução de espécies nativas da vida selvagem, ou, órix árabe, gazelas e íbex, coleta de água da chuva e uso de águas residuais tratadas para apoiar restauração em paisagens com escassez de água. Por fim a UNCCD COP17 reconheceu todo o Sahel, conflitos, degradação dos solos, seca, insegurança alimentar e alterações climáticas que exercem pressão sobre ecossistemas e comunidades e, através da Iniciativa Integrada de Resiliência do Sahel, implementada em Burkina Faso, Chade, Mali, Mauritânia e Níger, restaura terras degradadas e, ao mesmo tempo, fortalece meios de subsistência e sistemas alimentares incluindo apoio aos refugiados transfronteiriços do Sudão devastado pela guerra. Liderada pelo Programa Mundial de Alimentos da ONU, a iniciativa restaurou mais de 335 mil hectares de terras degradadas e busca restaurar 470 mil hectares até 2030 combinando reabilitação de terras, gestão do solo e água, apoio a subsistência e programas de alimentação escolar, iniciativa, que beneficiou mais de 4 milhões na região. Os novos reconhecidos da Restauração Mundial juntam-se a 27 iniciativas de restauração no âmbito da Década das Nações Unidas à Restauração de Ecossistemas, sendo que as iniciativas premiadas apresentam melhores exemplos de restauração de ecossistemas em larga escala e longo prazo em qualquer país ou região. Vale a nota que os países comprometeram restaurar 1 bilhão de hectares, área maior que a China, como parte dos compromissos do acordo de Paris, metas de Aichi à biodiversidade, metas de Neutralidade da Degradação do Solo e Desafio de Bonn, sendo que o progresso dos carros-chefe da Restauração Mundial será monitorado de modo transparente através do Quadro à Monitoramento da Restauração de Ecossistemas, plataforma da Década da ONU para acompanhar esforços de restauração.

Relatório da organização norueguesa KlimaKultur, sem fins lucrativos, avalia que  combustíveis fósseis da Equinor, petrolífera norueguesa, desde 2018 causará entre 260 mil e 450 mil mortes adicionais enquanto combustíveis fósseis vendidos pela petroleira somente em 2025 causarão entre 34 mil e 58 mil mortes humanas adicionais comparados a mundo em que nunca foram queimados, sendo que o relatório baseia em dados de estudo de atribuição de 2025 publicado na Nature, ao identificar que mudanças climáticas tornaram 213 ondas de calor históricas relatadas entre 2000 e 2023 mais prováveis e intensas, mapeando o papel das 180 principais empresas de carbono nesses eventos. O relatório da KlimaKultur, escrito por Ketan Joshi, analista de energia, foi divulgado no “PetrogandaFest” anual da organização, realizado em 2026 em Stavanger, capital petrolífera da Noruega, contraevento ao evento bianual da indústria global de energia Offshore Northern Sea, observando que o número de mortos aumenta com os lucros da Equinor e seu maior acionista, o governo da Noruega. A Europa decorrente os gastos com petróleo e gás noruegueses na última década, criou situação embaraçosa em que a Noruega se beneficia enquanto o resto do continente sofria aumentos de preços e energia instável, com Joshi escrevendo que, “a receita norueguesa de fósseis cresceu significativamente na década, como o outro lado dos preços altos da energia e inacessibilidade aos usuários finais”, observando sobre o estudo da Nature que, “quase um quarto das ondas de calor poderia ter sido causado apenas pelas emissões da Equinor, caso nenhuma outra empresa existisse.” Quer dizer, não inclui investimentos que o fundo soberano norueguês financiado pelo petróleo tem nas outras empresas petrolíferas, embora a Noruega adote abordagem de "fins justificam os meios" ao negócio do petróleo destacando o bem que faz com o dinheiro do petróleo na Noruega e exterior, ao passo que investimentos em tornar a Equinor empresa petrolífera mais “ecológica” do mundo, pode custar bilhões ao país. Por fim, o custo social do carbono em US$ 258/tonelada métrica, nova estimativa da Columbia Climate School para incluir taxas de mortalidade, escreve que, “desde 2018, a Equinor obteve US$ 67 bilhões em lucro líquido, mas os produtos que vendeu para ganhar esse dinheiro causarão US$ 516 bilhões em danos, considerando danos reais.” Em suma, Stavanger sediou a conferência global de energia ONS 2026, com o tema “Coragem”, enquanto a KlimaKultur pede aos noruegueses que pensem no “verdadeiro imperativo moral”, já que a Equinor e o governo norueguês enfatizaram nos últimos anos a responsabilidade ética de fornecer cada vez mais petróleo e gás à Europa em nome da “segurança energética”, ao lado da instabilidade e danos à saúde causados pelas alterações climáticas descontroladas".

Moral da Nota: os próximos datacenters do Reino Unido poderão emitir mais de 4,5 milhões de toneladas de carbono, quer dizer, análise do Foxglove, grupo sem fins lucrativos, os 2 datacenters planejados na Inglaterra produzirão mais de 4,5 milhões de toneladas de emissões de carbono/ano quando operacionais. Instalações de Wapseys Wood em Buckinghamshire e Quest Park em Bedfordshire exigem 1,3 GW de eletricidade, com emissões projetadas que excederiam os 3,9 milhões de toneladas atribuídas às operações ExxonMobil no Reino Unido em 2023, empresa de combustíveis fósseis, sendo que a análise destaca preocupações sobre demandas de energia de data centers, à medida que a demanda por poder computacional e IA aumentam. Atualmente 315 data centers aguardam conexão à rede elétrica do Reino Unido, quer dizer, 73 GW de demanda potencial, quase o dobro do pico de demanda de eletricidade no inverno do país e, devido a atrasos na ligação à rede, os projetos desenvolvem produção de energia a gás no local, sendo que as descobertas levantam questões sobre como a rápida expansão do data center pode ser conciliada com metas climáticas do Reino Unido juridicamente vinculativas e a demanda futura de eletricidade.

Rodapé, mais de 40 mil pessoas morreram de causas relacionadas ao clima ao longo dos 38 anos entre 1988 e 2025 na Inglaterra e País de Gales, de acordo com estimativas de especialistas, cujos números, publicados pelo ONS, Escritório de Estatísticas Nacional, mostram que a proporção de mortes associadas aos dias mais quentes aumentou nos últimos anos e a diferença entre mortes relativas ao calor e ao frio diminui. Em 2025,houveram 2.805 mortes relacionadas ao calor, 3 vezes mais que as 818 mortes registradas em 2024 e aumento em relação às 1.568 mortes em 2023, mas, 2022, foi o ano com mais mortes associadas ao calor, 4.652, daí, Londres teve a maior proporção de mortes atribuíveis aos dias mais quentes e mais frios, conforme pesquisa e, os mais de 65 anos, estavam em maior risco em ambos os extremos. Para  concluir, o Reino Unido viu 5 ondas de calor consecutivas no verão de 2026, sendo que as estatísticas o colocam no caminho certo ao verão mais quente já registrado sofrendo com temperaturas de até 38,1 °C  em Londres, enquanto analistas dizem que pessoas com 65 anos ou mais em cada região de Inglaterra e País de Gales possuem  risco de mortalidade pelo menos 50% maior a temperaturas superiores a 24ºC quando comparadas com temperaturas ótimas e, dados provisórios do Met Office mostram que, em 2026, a Inglaterra teve temperatura média no verão de 18,19°C, até agora.

sábado, 29 de agosto de 2026

50&50

O PNUMA e a Prefeitura de Paris promovem iniciativa de contribuição ao esforço de implementação do Mutirão contra o Calor Extremo, emergiu na COP30 em Belém visando acelerar ações no combate ao calor extremo e resfriamento sustentável. Lançada no Heat Action Day, antes do Dia Mundial do Meio Ambiente, a iniciativa 50&50 reúne cidades para fortalecer preparação ao calor, testar sistemas, além de compartilhar soluções acelerando ações de proteção das comunidades quanto reduzir emissões que impulsionam aumento das temperaturas. No Dia Mundial do Meio Ambiente de 2026 e nos anos seguintes, a iniciativa 50&50 reuniu comunidades urbanas comprometidas com resiliência ao calor passando da adaptação à transformação através da aprendizagem entre pares à garantir bem-estar antes do enfrentamento de emergências relativas ao calor. Estão inseridas na ação climática 50 cidades e ao mesmo tempo adaptando-se a mundo com 50°C para enfrentar um dos riscos climáticos mais crescentes e mortais, ou, o calor extremo, com cidades como Antalya, Lagos, Melbourne, Mendoza, Paris e Yangzhou unindo forças através da iniciativa 50&50 para aprender com experiências umas das outras e compartilhar abordagens comprovadas à adaptação e preparação ao calor extremo. A iniciativa promove soluções práticas e centradas no cidadão, incluindo “ilhas de resfriamento” em espaços públicos, expansão de áreas verdes, instalação de espelhos d'água, desenvolvimento de centros de resfriamento, criação de sistemas de alerta precoce, melhoria da infraestrutura cicloviária, aumento de áreas sombreadas e uso de materiais refletivos para reduzir absorção de calor incentivando planejamento urbano mais resiliente. Inger Andersen, Diretora do PNUMA, informa que, “calor extremo transforma o cotidiano em cidades do mundo, enfrentando níveis perigosos em todos os cenários climáticos, representando risco particular à pequenos agricultores e membros mais vulneráveis ​​da comunidade” e, conclui, “auxilia líderes agirem mais rapidamente compartilhando soluções práticas que protegem as pessoas, reduzem desigualdade e fortalecem resiliência urbana.” A cidades ao redor do mundo estão vivenciando ondas de calor mais longas à medida que as temperaturas se elevam, tornando-as intensas e frequentes contribuindo para quase meio milhão de mortes/ano, tornando sistemas de transporte, residências, espaços públicos e escolas inseguros nas horas mais quentes, além de aumentar a demanda por energia e exacerbar desigualdades exercendo pressão crescente sobre sistemas de saúde, especialmente quando combinados a poluição do ar, infraestrutura energética e economias urbanas. “O calor extremo está se tornando desafio crucial às cidades no mundo e, com base no próprio exercício de simulação de 50°C realizado em Paris, a iniciativa reflete uma forte convicção, as cidades devem agir em conjunto para antecipar calor extremo e proteger seus habitantes. Emmanuel Grégoire, prefeito de Paris, diz que, "cooperação é a ferramenta mais poderosa” e, ao longo de 2026, várias cidades realizarão seus próprios testes de resiliência ao calor extremo com apoio do PNUMA, do C40 Cities, do Climate Leadership Group e da cidade de Paris, que realizou exercício simmilar. Por fim, o Dia Mundial do Meio Ambiente, celebrado anualmente em 5 de junho, é dia  de defesa e ação ambiental no mundo, liderado pelo PNUMA e realizado desde 1973, tornou-se a maior plataforma mundial de conscientização ambiental com milhões no planeta participando para proteger o ambiente, enquanto o Programa da ONU ao Meio Ambiente, PNUMA, é a principal voz em questões ambientais, oferecendo liderança e promovendo parcerias à gestão ambiental responsável, alem de informar e capacitar nações e povos melhorarem qualidade de vida sem comprometer gerações futuras.

Relatório do PNUMA mostra que a Terra está em espiral ambiental descendente que ameaça o futuro de bilhões de pessoas e, para se salvar, a 7ª edição do Global Environment Outlook afirma que a humanidade precisa mudar no modo como administra economias, utiliza matérias-primas, gerencia resíduos, gera energia, produz e consome alimentos além de tratar o ambiente. Os autores do relatório, grupo de 300 cientistas multidisciplinares e comunidades no mundo começaram reformular sistemas e, os primeiros resultados mostram que é possível proteger o ambiente e criar oportunidades, com  Maarten Kappelle, chefe de Escritório de Ciência do PNUMA, dizendo que “com frequência, as pessoas encaram como escolha binária, ou, o meio ambiente ou a economia” e, conclui, “é possível construir economia que beneficie pessoas e o planeta, aliás, isso já acontece em todos os lugares, de Burkina Faso à Índia, neste exato momento.” Povos indígenas Adivasi da Índia que vivem dentro e ao redor da famosa Reserva de Tigres de Periyar lutaram contra o desemprego e pobreza, no final da década de 1990 o governo e grupos doadores lançaram projeto que uniu desenvolvimento e conservação e, muitos dos 200 mil membros da comunidade Adivasi, foram treinados para se tornar guias de vida selvagem e guardas florestais, auxiliando proteger grandes felinos ameaçados e impulsionando ecoturismo, que proporcionou estabilidade e empregos às famílias locais. A China na década de 1990 era depósito de lixo eletrônico, grande parte importado ilegalmente do exterior, de computadores antigos a geladeiras inundavam aterros e lixões, contaminando solo e água e, nas últimas 2 décadas, incentivou criação de empresas licenciadas para reciclagem de lixo eletrônico, hoje, processam componentes eletrônicos incluindo placas de circuito impresso, cartuchos e telas de cristal líquido, impedindo que substâncias tóxicas como mercúrio escapem ao ambiente além de gerar empregos e, em 2020, 50% do lixo eletrônico chinês era reciclado. Por fim, o Nature Conservancy, grupo ambientalista americano, comprou US$ 13 milhões em dívidas das Seychelles em troca da promessa que o país criaria áreas marinhas protegidas ao longo da costa, chamada de troca de dívida por natureza permitindo que protegessem 30% das águas marítimas nacionais, aumento em relação aos menos de 1% registrados em 2015. A agricultura na região do Sahel, África, durante décadas exibia faixa de terra semiárida fronteiriça com a parte sul do Saara, secas e chuvas irregulares ligadas às mudanças climáticas levaram à perda de colheitas e, em passado não distante, à fome e, nos últimos anos, agricultores de Burkina Faso ao Quênia adotaram técnica agrícola tradicional conhecida como zai que auxilia mudar esse cenário, método que não agride o ambiente em que agricultores cavam buracos em solos degradados e os preenchem com composto ou fertilizante natural concentrando a pouca água disponível e criando solo fértil às sementes, alguns agricultores chegam usar cupins à quebrar o solo duro e seco resultando no aumento da produtividade em até 500%.  

Moral da Nota: uma em cada dez empresas da Europa com valor de mercado superior a US$ 1 bilhão citou calor extremo, seca e incêndios florestais em teleconferências de resultados do 2º trimestre, percentual recorde, de acordo com dados divulgados pelo Financial Times da plataforma de inteligência de mercado AlphaSense. O impacto de condições climáticas extremas nos negócios aumentou devido ondas de calor extremo que atingiram a Europa no verão, quer dizer, continente que aquece mais rapidamente no mundo forçando executivos abordar impactos climáticos com investidores. O calor impulsiona demanda por produtos como piscinas, ar-condicionado, protetor solar, bombas de água subterrânea e geradores de eletricidade, no outro lado, interrompe atividades, caso de empresas de serviços públicos, setor agrícola e prestadores de serviços de infraestrutura que enfrentam maiores riscos operacionais e redução na produtividade da mão de obra. O diretor do Groupe SEB,fabricante francesa de eletrodomésticos, disse que a empresa vendeu 30% mais ventiladores na Europa em junho, comparado a 2025, a multinacional alemã Beiersdorf teve em junho o mês com o maior volume de vendas de protetores solares na história, a Beijer Ref, empresa sueca que fornece equipamentos de refrigeração e ar-condicionado observou o maior aumento na demanda de mercados mais recentes na Europa Central, Reino Unido e França. Empresas afirmaram ter implementado ou previsto mudanças para adaptarem negócios aos verões mais quentes com desenvolvimento de produtos ou práticas de trabalho, o grupo de engenharia holandês Koninklijke Heijmans estuda possibilidade de licença por frio aos trabalhadores ser substituída por política de licença por calor, considerando que temperaturas de 35°C obrigam equipes interromperem trabalho. No campo, ondas de calor obrigam agricultores modificar o modo e horário de trabalho em países europeus com colheitas noturnas, cobertura com redes de sombreamento, resfriamento de estábulos e mudanças no cronograma de plantio, sendo que grandes extensões da zona rural britânica parecem deserto de poeira pós ondas de calor. Por fim, a EEA, Agência Europeia do Ambiente, esclarece que eventos climáticos extremos geraram perdas de R$ 1,18 trilhão na UE entre 2021 e 2024, com dados históricos não mais fornecendo base adequada para calcular probabilidades de perdas e, por isso, o mercado financeiro e de capitais depende cada vez mais de análises de cenários prospectivos, com seguradoras se preparando à era de risco de catástrofes na Europa, não considerando recentes ondas de calor extremo como choque temporário, mas, como  tendência de longo prazo. A Autoridade Bancária Europeia, EBA, desenvolve meios de medir impacto financeiro do calor extremo devendo incluir o calor como categoria separada nos testes de estresse que avaliam capacidade das instituições financeiras  suportarem perdas e, segundo a EBA, ondas de calor aparecem em indicadores como produtividade do trabalho, desempenho de setores econômicos, demanda por energia, produção agrícola e atividade econômica, quer dizer, o Financial Times estima que a perda supera a previsão anual da UE, ou, calor extremo afeta seguros, indústria, transporte e geração de energia.