quarta-feira, 28 de janeiro de 2026

On Chain

O governo norte americano coloca suas estatísticas na blockchain avançando com a "economia onchain" publicando indicadores macroeconômicos diretamente em blockchains públicas, o fato ocorre pós o secretário de Comércio, Howard Lutnick, anunciar o projeto, com iniciativa desenvolvida em colaboração com Chainlink e Pyth Network. Através da parceria, o Departamento de Comércio publicou 6 métricas do Bureau of Economic Analysis sobre blockchain, incluindo PIB real, índice de preços, PCE, e vendas finais reais à compradores privados nacionais, abrindo caminho à aplicações em finanças descentralizadas, plataformas de previsão e ativos tokenizados, com isto, os indicadores serão atualizados em ciclos mensais ou trimestrais e, na fase inicial, disponíveis em 10 redes, ou, Arbitrum, Avalanche, Base, Botanix, Ethereum, Linea, Mantle, Optimism, Sonic e ZKsync e, conforme a Chainlink, mais blockchains serão adicionadas de acordo com a demanda. O Departamento de Comércio explica em comunicado que a distribuição se estenderá a Bitcoin, BTC, Ethereum, ETH, Solana, SOL, Tron, Stellar, Avalanche, AVAX, Arbitrum, ARB, Polygon, MATIC, Optimism, OP, sendo a entrega das informações coordenada com oráculos do esquema cuja metodologia consiste em registrar hash criptográfico de cada conjunto de dados em diferentes cadeias, garantindo integridade, sendo que o objetivo é adicionar canal complementar para disseminar informações econômicas sem substituir os mecanismos atuais. O Departamento de Comércio confirmou que Coinbase, COIN, Gemini e Kraken colaboraram no processo de publicação e, conforme a Bloomberg, as plataformas foram usadas à adquirir criptomoedas necessárias com as quais as taxas de transação foram cobertas, com o secretário de Comércio esclarecendo que "o Departamento de Comércio e o presidente, publicarão dados estatísticos econômicos na blockchain", acrescentando que, "a verdade econômica dos EUA imutável e globalmente acessível como nunca antes, consolidando papel como capital mundial blockchain."  

Neste conceito disruptivo surge a nota que o Google lança o Google Cloud Web3, IA que explora Bitcoin, Criptomoedas e Web3, focado no ensino e tecnologias relacionadas a criptomoedas e ecossistema Web3, dentre elas, modelo IA Web3 AI projetado para explicar conceitos técnicos e apoiar pesquisas neste campo embora em versão beta, a IA é capaz de responder perguntas sobre múltiplos aspectos do setor, mesmo que a empresa alerte que suas respostas podem não ser totalmente precisas podendo apresentar erros. Além da ferramenta IA, a plataforma permite interação direta com redes de criptomoedas, por exemplo, usuários podem receber tokens de teste que não têm valor monetário usados ​​em ambientes simulados conhecidos como testnets, ou, implementar nós Bitcoin e outras blockchains incluindo opção de executar um nó Bitcoin sincronizado com a Ordinal Wallet. Na seção "Descobrir" pode-se explorar projetos criados pela comunidade e os compartilhar com outros usuários, considerando que a Web3 representa evolução da internet em direção a ambiente descentralizado onde usuários têm controle sobre dados, ativos digitais e como interagem com as plataformas, ao passo que na web tradicional, empresas concentram informações e controle com Web3 se baseando em tecnologias como blockchain e contratos inteligentes que permitem transações seguras, verificáveis ​​sem intermediários. Impacta ativos digitais e finanças descentralizadas, DeFi, ou, plataformas blockchain que permitem usuários emprestarem, tomar emprestado e investirem em cripto sem necessidade de bancos tradicionais, além de Arte digital e colecionáveis ​​virtuais, como NFTs, com destaque à ativos que permitem propriedade e autenticidade de obras digitais criando mercados à artistas, criadores e colecionadores. Videogames e universos virtuais são campo em expansão em que Jogos blockchain permitem controle de itens e personagens que adquirem e os troquem em suas próprias economias virtuais, recursos, que abrem horizonte no modo como experiências digitais são concebidas. Promove plataformas colaborativas e redes sociais descentralizadas onde usuários participam da governança e monetização de conteúdo, reduzindo dependência de intermediários, quer dizer, no Google Cloud Web3, usuários experimentam tokens de teste, implantam nós blockchain e exploram projetos do mundo real sem investimento inicial tornando Web3 espaço à aprender, inovar e participar de ecossistema digital em expansão.

Moral da Nota: stablecoin é ativo digital emitido por empresas como tokens na blockchain, atrelados a moeda fiduciária e lastreados por reservas monetárias ou títulos de alta liquidez, projetadas para oferecer reserva de valor estável e meio de troca, diferente de ativos digitais voláteis como criptomoedas e emitidas por instituições privadas em blockchains públicas como Ethereum, ao contrário das CBDCs, Moeda Digital de Bancos Centrais, stablecoins não são moeda corrente oficial e recebem diferentes níveis de escrutínio e supervisão regulatória, como exemplos estão o Tether, USDT, Circle, USDC, e EUR CoinVertible, EURCV. O mecanismo que garante estabilidade da stablecoin envolve colateralização, por exemplo, o USDC da Circle é lastreado 90% por títulos do Tesouro dos EUA de curto prazo ou acordos de recompra, o restante é mantido em dinheiro, lastro que garante aos detentores resgatar stablecoins a qualquer momento por ativo subjacente, mantendo a estabilidade. Os benfícios são velocidade e disponibilidade com funcionamento 24 horas/dia, 7 dias/semana, liquidando pagamentos quase instantaneamente, custos mais baixos eliminando intermediários e tornando transferências mais baratas, transparência e controle permitem rastreamento em tempo real e pagamentos verificados automaticamente, combate à lavagem de dinheiro e conhecimento do cliente com processos de conformidade digital e contratos inteligentes. Além de acesso global utilizando infraestrutura "em carteira" em vez de "em conta", expandindo acesso a qualquer cliente com conexão internet e, por fim, inovação empresarial permitindo novos recursos como contratos inteligentes que permitem rebalanceamento de portfólios, liquidação instantânea e capacidade de usar ativos tokenizados como veículos de pagamento. Por fim, regulamentações que regem stablecoins evoluem à medida que governos e instituições reconhecem crescente influência nas finanças globais, visam garantir operação estável e segura do dinheiro tokenizado em aspectos como reservas, divulgações, conformidade com as normas antilavagem de dinheiro e "conheça seu cliente", além do licenciamento dos emissores. Instituições financeiras participam cada vez mais do ecossistema stablecoin, com algumas emitindo suas próprias ou experimentando depósitos tokenizados, por exemplo, a JPM Coin, do JPMorgan Chase, usa depósitos bancários tokenizados para liquidação em cadeia em tempo real entre clientes institucionais, Citibank, Goldman Sachs e UBS,  experimentam depósitos e dinheiro tokenizados através de iniciativas como a Canton Network, indicando interesse entre grandes instituições no uso de stablecoins e ativos tokenizados às diversas aplicações. 

sábado, 24 de janeiro de 2026

Volatilidade

Na evolução do ecossistema cripto, a volatilidade é característica inerente, balanço entre euforia e medo e, inseridos em altos e baixos, analistas e investidores sempre atentos a eventos monumentais, um "cisne negro", termo usado para descrever evento raro, imprevisível e com forte impacto. Nas finanças digitais, o que desencadearia pânico generalizado capaz de derrubar confiança e preços em mercado que demonstra resiliência seria a mudança radical e coordenada na regulamentação, atualmente, cenário regulatório é fragmentado com países adotando abordagens da proibição total à adoção entusiástica, no entanto, esforço global motivado por preocupações com estabilidade financeira, lavagem de dinheiro ou evasão fiscal, pode mudar regras da noite para o dia. Cenário possível seria potências econômicas concordarem impor restrições a utilização cripto, dificultando troca e integração em sistemas financeiros tradicionais, impor impostos, exigir divulgação de dados pessoais e bloquear transações em carteiras não verificadas corroendo a natureza pseudônima e descentralizada dos ativos, um dos pilares de apelo. A confiança no sistema financeiro sem fronteiras seria minada, desencadeando debandada de investidores que veriam risco regulatório como ameaça, outro potencial cisne negro pode não vir da esfera política mas da tecnológica em que segurança de redes blockchain é atrativo cripto, no entanto, falha crítica no código blockchain como Bitcoin ou Ethereum pode ter consequências catastróficas. A probabilidade de ataque bem-sucedido ou erro de programação dessa magnitude é considerada remota, não pode ser completamente descartada e ataque hipotético à rede, como "ataque de 50%" contra o Bitcoin, criaria caos sem precedentes, sendo que esse tipo de ataque no qual um único ator controla a maior parte da mineração permite manipular o livro-razão de transações, gastar moeda 2 vezes e, destruir confiança na imutabilidade blockchain. Um "cisne negro" na economia global teria efeito cascata sobre ativos digitais e a desaceleração econômica massiva, recessão severa ou crise da dívida de uma nação levaria investidores buscarem ativos de refúgio seguros e desfazer-se de ativos de risco, como de criptomoedas. A ascensão IA, por exemplo, impulsiona crescimento de empresas de tecnologia e injeta liquidez no mercado, caso essa euforia se transforme em bolha especulativa e entre em colapso, o efeito dominó será devastador ao mercado cripto com investidores que buscam liquidez para cobrir perdas nos portfólios tradicionais serem forçados vender suas cripto exercendo pressão descendente sobre preços. A narrativa cripto, especialmente Bitcoin, se baseia na crença em futuro descentralizado e na escassez digital, no entanto, se a percepção desses ativos mudar abruptamente seu valor pode desaparecer. Por fim, o verdadeiro cisne negro ao sistema financeiro tradicional pode ser o fracasso em controlar e suprimir criptomoedas, sua natureza descentralizada, capacidade de realizar transações diretamente, sem intermediários, pode tornar tentativa de proibição, fútil, nesse sentido, a capacidade do Bitcoin resistir a ataques, regulamentações e crises econômicas podem ser a verdadeira surpresa, daí, a volatilidade, muitas vezes percebida como fraqueza, pode, ser efeito colateral de sistema em desenvolvimento testando força e independência e a verdadeira surpresa pode ser que o mercado cripto não entre em colapso, prospere diante um mundo financeiro em crise.

Considera-se que o mecanismo de escassez do bitcoin “tokeniza o tempo” em oposição à “entropia econômica” clássica, quer dizer, tempo e energia atuam como barreiras ao bitcoin tornando valor contra diluição do poder de compra das políticas monetárias de bancos centrais, conceito desenvolvido por João Zechin, convergindo o bitcoin a Einstein na “constante econômica universal” invertendo o vetor do tempo, gerando valor, quer dizer, moedas fiduciárias se diluem em valor pela emissão dos bancos centrais, enquanto o bitcoin se opõe à “entropia econômica”, ou, o grau de desordem, aleatoriedade ou imprevisibilidade do sistema como pilar da proposta de valor de longo prazo, quer dizer, propõe que, o bitcoin usa o tempo para subverter a lógica da moeda fiduciária agindo como “constante econômica universal”. Considerando a inovação tecnológica onde tudo é mais acessível e abundante, o único ativo digital cuja escassez programada tem poder de usar o tempo a favor, segundo o autor do relatório, "Bitcoin, A Tokenização do Tempo, Invertendo a Ampulheta em Futuro Relativístico", na premissa que o declínio de padrões monetários na história é ligado à escassez e abundância em conexão entre dinheiro e tecnologia. Assim ocorreu no passado com o sal, cacau e conchas usados ​​como troca e unidade na Roma Antiga, civilizações pré-colombianas e tribos africanas, daí, avanços tecnológicos aumentam a oferta e facilitam acumulação resultando que as moedas perdem valor, colapsando o sistema e levando a substituição por novo padrão. O autor argumenta que testemunhamos esse ciclo com moedas fiduciárias enquanto a diferença com o bitcoin introduz novo padrão que subverte a lógica transformando o tempo em constante, ao presumir que Satoshi Nakamoto inventou novo padrão monetário, assim como o ouro e outras formas de dinheiro, bitcoin só tem valor porque as pessoas lhe atribuem valor. O estudo afirma que Satoshi isolou o tempo como constante codificando oferta de Bitcoin em 21 milhões de unidades e reduzindo a emissão pela metade em ciclos de 4 anos com o halving, daí, o tempo, que para outras moedas é vetor de desvalorização, torna-se amplificador da escassez do bitcoin, levando o autor concluir que, Satoshi conseguiu reverter a flecha do tempo, quer dizer, "a escassez do Bitcoin inverte o fluxo normal, o valor se acumula ao longo do tempo". Para concluir, ao contrário do ouro cuja oferta aumenta com a descoberta de depósitos e técnicas de mineração avançadas, a oferta do bitcoin não se acelera, o ajuste de dificuldades, idealizado, garante que, independente do poder computacional investido na mineração novos bitcoins sejam produzidos apenas a cada 10 minutos.

Moral da Nota: stablecoins combinam flexibilidade das inovações blockchain com estabilidade do dinheiro tradicional, inovação que se destaca pelo potencial de trazer estabilidade e confiabilidade ao mercado de moedas historicamente volátil em blockchain, como o nome sugere, é um tipo de moeda digital projetada para manter valor estável atrelada a moeda fiduciária tradicional como o dólar americano. O uso de stablecoins aumentou nos últimos 18 meses, a capitalização de mercado mais que dobrou de US$ 120 bilhões à US$ 250 bilhões e as previsões esperam que chegue a US$ 2 trilhões até 2028, com players como o JPMorgan Chase experimentando depósitos tokenizados e o PayPal lançando sua própria stablecoin. Indivíduos e organizações que buscam capitalizar benefícios das transações blockchain incluindo transações rápidas e seguras e acesso a mercados globais, ativos digitais voláteis como o Bitcoin são desafio, ou, as flutuações de preço os tornam impraticáveis ​​à transações cotidianas e comerciais previsíveis. As stablecoins abordam tal limitação mantendo valores estáveis, preservando vantagens tecnológicas das moedas em blockchain e, à medida que seu uso cresce e amadurece, entender stablecoin torna-se cada vez mais importante no cenário financeiro. Por fim, com vistas ao futuro, instituições financeiras devem refletir sobre o papel que desejam desempenhar no ecossistema digital e, em seguida, adquirir talentos, desenvolver capacidades tecnológicas, interagir com órgãos reguladores buscando seram informadas sobre a evolução dos requisitos, por fim, estabelecer modelo de mercado para identificar oportunidades e testar demandas por aplicações em stablecoins.