domingo, 1 de novembro de 2026

Emergência Global

A questão base é que a terra se aquece, parece que todos concordam, em consequência fenômenos chamados 'eventos extremos' aumentam em frequência e intensidade, outra questão, combustíveis fósseis provocam aumento da temperatura e 'eventos extremos', fatos, que parecem consenso. Em 2023 consequente ao aquecimento global o calor foi associado a 710 mil mortes no mundo, mais que as causadas por malária ou HIV, 71,5% das mortes atribuíveis à crise climática decorrente a atividades humanas, consenso, esta, uma das descobertas mais impactante do Relatório Lancet Countdown sobre Saúde e Mudanças Climáticas ao defender reconhecimento formal das mudanças climáticas como emergência global de saúde, depois da Covid, o clima. O relatório mostra que riscos e danos à saúde aumentaram rapidamente na década desde a entrada em vigor do Acordo de Paris, quer dizer, de 2016 a 2025, comparado com 2006 a 2015, daí, investimentos em energia limpa, sistemas de saúde melhor equipados e legislação mais voltada à saúde produziram benefícios à olhos vistos, mas, de modo lento à compensar impactos causados ​​por combustíveis fósseis, observemos que, no verão de 2026, último verão, só a Itália registrou 13 mil mortes relacionadas ao calor, maior número na Europa onde as mortes chegaram a 50 mil. O Lancet Countdown é coordenado pelo University College London desenvolvido em parceria com a OMS, reúne 146 pesquisadores de mais de 100 instituições em mais de 30 países monitorando 54 indicadores relacionados a impactos na saúde da crise climática e políticas à combatê-la, os fatos levam ao aumento de mortes no mundo relativas ao calor em 36%, desde a entrada em vigor do Acordo de Paris, entre 2016 e 2023, foram 540.800 mortes/ano, 369.900 ou 68% atribuíveis às mudanças climáticas, a ser esclarecido que os números são estimativas podendo variar um pouco mais ou menos, no geral, projeta-se que a crise climática causou 3 milhões de mortes relacionadas ao calor nesse período. Estes fatos levaram a Dra Marina Romanello, diretora executiva do Lancet Countdown, a dizer que, "danos à saúde causados ​​por mudanças climáticas aumentam mais rápido que a resposta global, em muitos casos, se aceleram" e, conclui, o progresso alcançado, continua "muito lento, muito limitado e não chega a quem mais precisa". Entre 2021 e 2025, 82,7% dos dias de ondas de calor na Itália por exemplo, afetaram mais intensamente crianças e idosos além do trabalho e produção, em 2025, a redução da capacidade de trabalho relacionada ao calor resultou na potencial perda de renda de US$ 4,6 bilhões, a construção civil, sozinha, respondeu por 44% dos prejuízos e, entre 2021 e 2025, o valor econômico médio das perdas por mortalidade relativas ao calor entre os maiores de 65 anos foi estimado em US$ 7,3 bilhões, equivalente a 418 mil rendimentos médios italianos. Outra questão que se insere no problema é que o calor está ligado ao ciclo da água no caso italiano cada vez mais instável, em 2025, a seca afetou 51,8% da terra por 30 dias, 2º maior nível registrado, desde 2003, 43% da superfície terrestre mostra redução na quantidade de água armazenada no solo e subsolo, os outros 37% registram aumento, flutuações que afetam 80% da superfície terrestre e ameaçam o agronegócio, segurança alimentar e saneamento, ao mesmo tempo que, chuvas intensas tornam-se mais frequentes aumentando risco de inundações, deslizamentos e doenças transmitidas pela água. Por fim, a transição energética progride, fato, investimentos globais em energia limpa cresceram 7,2% em 2025, recorde de US$ 2,1 trilhões, ou, 82% a mais que os US$ 1,16 trilhão alocados aos combustíveis fósseis, verdade, participação das renováveis ​​na geração global de eletricidade aumentou de 5,5% em 2016 à 13,5% em 2023, excelente, há também os benefícios à saúde em 77 países onde poluição atmosférica de combustíveis fósseis diminuiu, que bom, o ar mais limpo previne 323 mil mortes/ano, com sistemas de alerta precoce reduzindo o aumento de mortes causadas por eventos climáticos extremos nas áreas onde existem. A questão é o seguinte, o ritmo da mudança é insuficiente, combustíveis fósseis são 80% da demanda global de energia, poluição atmosférica causa 2,73 milhões de mortes por ano, as 100 maiores empresas de petróleo e gás planejam produzir 150% mais combustíveis fósseis em 2040 que os níveis compatíveis com a meta climática de 1,5°C que, em 2025, a diferença foi estimada em 138%. Outro problema são as finanças públicas que apoiam esta expansão, desde 2016, subsídios líquidos globais aos fósseis chegaram US$ 6,2 bilhões e, desde 2024, 10 países destinaram mais recursos aos subsídios que gastaram nos respectivos sistemas de saúde, ainda em 2024, a revista The Lancet informou que subsídios a combustíveis fósseis ultrapassaram receitas geradas por impostos sobre emissões, resultando apoio líquido de US$ 17,2 bilhões equivalente a 8,4% do orçamento nacional da saúde italiano por exemplo, valor que pode se alterar porque na Italia por exemplo não existe definição consensual de subsídios aos combustíveis fósseis, em 2024, subsídios prejudiciais ao ambiente chagaram a 25,3 bilhões de euros com afirmações de 48,3 bilhões de euros e o governo italiano informando em 2025 que o valor teria caído à 22,3 bilhões de euros, quer dizer, não importa o valor, importa o destino. Para concluir, recursos à adaptação na saúde no mundo estão aquém das necessidades, por conta da emergência climática, necessidades quantificadas por países em desenvolvimento, indicam custo mínimo de US$ 3,3 bilhões/ano, estimativas disponíveis à 48 dos 79 países, em 2024, US$ 1,1 bilhão comprometidos, um terço do mínimo declarado, com Helen Clark, ex-primeira-ministra da Nova Zelândia e presidente do conselho Lancet Countdown, dizendo que, "o que falta não são evidências, mas, vontade política de agir."

Na cidade de Vancouver, costa oeste do Canadá, teve início julgamento civil em que 15 canadenses com idades entre 17 e 25 anos pedem ao tribunal que imponha metas juridicamente vinculativas às emissões de gases efeito estufa ao governo federal do Canadá, sem precedentes no país, parte do crescente movimento global que busca usar tribunais visando proteções climáticas mais fortes. Advogados dos demandantes afirmaram que parte do caso depende da prova que consequências das alterações climáticas não são riscos futuros hipotéticos, mas, que os canadenses já sofrem e, em depoimento, Elizabeth Pinsky, psiquiatra infantil e de adolescentes disse ao tribunal que jovens canadenses, incluindo afetados por incêndios florestais, sofreram depressão, ansiedade e transtorno de estresse pós-traumático, citando a condição chamada "eco-ansiedade", que definiu como "categoria de dano psicológico relacionado a raiva ou a sentimento de traição". Testemunhou que preocupações com o clima alimentavam apreensão geral sobre o futuro entre jovens canadenses e 45% dos jovens não têm certeza se querem ter filhos pelo aquecimento global, esclarece a neuropsiquiatra infantil e de adolescentes. Os jovens canadenses se concentram em saúde mental neste teste climático, centrados nas obrigações do governo de combater alterações climáticas, os demandantes que processam Ottawa por alegadas falhas políticas procuraram focar atenção na saúde mental, sendo que canadenses preocupados com o meio ambiente criticaram o primeiro-ministro Mark Carney pelo que dizem serem políticas que favorecem a economia em detrimento das proteções climáticas. Albert Lalonde, morador de Montreal, demandante no caso, testemunhou que embora goste de estar ao ar livre na bicicleta, ficou dentro de casa com mais frequência neste verão devido ao "ar sufocantemente tóxico" por incêndios florestais, relembrou sentimentos de "traição" pós concluir que não estava seguro lá fora, dizendo que, "simplesmente não espero mais nada dos governos", disse ele ao tribunal, por medidas políticas do primeiro-ministro Mark Carney incluindo a remoção de imposto de carbono sobre os consumidores. Leandrea Reeves, outra demandante, testemunhou sobre o sentimento mais amplo de perda e disse que sente "desfavorecida" porque eventos climáticos extremos ligados ao clima limitam suas experiências, Lauren Wright, 22 anos, Saskatchewan, viveu incêndios florestais de 2015 que deslocaram milhares de pessoas, contou ao tribunal sobre a "sensação de calma" que o ar livre proporciona, testemunhou que desfrutar o ar livre e trabalhar como agricultor foi restringido por doenças relacionadas ao calor, com a depoente Saj Starcevich dizendo que "é um mundo assustador "tenho dificuldade em pensar no que o futuro reserva", testemunhou ao expressar dúvidas sobre se tornar mãe. Por fim, demandantes argumentaram que sucessivos governos canadenses falharam em proteger seus direitos à vida e à segurança através de ações insuficientes sobre mudanças climáticas, no entanto, os advogados do governo Canadense argumentaram que a mudança climática é problema global e, que, mesmo que uma ordem judicial vinculasse Ottawa a certas metas de emissões, ela ainda não protegeria os canadenses dos danos da mudança climática, valendo dizer que, o Ministério da Saúde canadense em relatório de 2022 observa que, "mudanças climáticas afetam desproporcional e desigualmente saúde mental" de certos grupos, incluindo jovens, um caso sem precedentes no Canadá, parte do crescente movimento global que busca tribunais forçarem proteções climáticas mais fortes.

Moral da Nota: a Sociedade de Conservação da Vida Selvagem, Wildlife Conservation Society, WCS, foca vida selvagem e habitats naturais do mundo através da ciência, ações de conservação, educação inspirando valorizar a natureza, sediada no Zoológico do Bronx, utiliza o Programa Global de Conservação em mais de 55 países e nos oceanos, além dos 5 parques de vida selvagem na cidade de Nova York que recebem mais de 3,5 milhões de visitantes/ano,   combina experiência em campo, zoológicos e aquários à alcançar missão de conservar.  Avaliou a conclusão da COP17, Armênia, transcrita a seguir.

a) Roteiro de Yerevan, governos concluíram a revisão global do progresso coletivo, adotando decisão que incluía um "Roteiro de Yerevan" com visão de futuro, no entanto, a versão final se refere em grande parte a textos previamente acordados e, muitas vezes, imprecisos quanto às medidas práticas à sanar lacuna de implementação. Entre os avanços positivos destacam-se a inclusão de diretrizes sobre monitoramento de ecossistemas e reforma de subsídios, ambos, cruciais para reverter a perda de biodiversidade. 

b) Resultados da Iniciativa 30x30 e Biodiversidade, coletivamente, governos estão avançando em direção à meta global em terra e obtendo progressos em águas costeiras  e alguns já alcançaram avanços notáveis, no entanto, o objetivo a longo prazo é deter e reverter com sucesso a perda de biodiversidade e garantir que áreas protegidas e conservadas sejam gerenciadas de modo eficaz e equitativo, a COP adotou programa de trabalho atualizado sobre áreas protegidas, oportunidade à redirecionar o foco à reversão da perda de biodiversidade.

c) 30x30 e o Centro de Ação OECM,a WCS saúda o lançamento do Centro de Ação Global OECM de Yerevan como passo positivo ao avanço de medidas eficazes de conservação baseadas em áreas, OECMs, o Centro deve contribuir ao progresso real rumo à meta 30x30, com a expansão das áreas protegidas e, todas áreas protegidas e conservadas devem ser geridas de modo eficaz e equitativo, proporcionando resultados mensuráveis ​​em termos de biodiversidade.

d) Sinergias entre Clima e Biodiversidade, a WCS compareceu à COP17 na expectativa de medidas concretas no enfrentar crises interligadas do clima e biodiversidade,  sinergia mais forte entre Convenções do Rio e roteiro para auxiliar países coordenar ações no âmbito do Marco Global de Biodiversidade de Kunming-Montreal e do Acordo de Paris, os eventos de alto nível convocados pelas presidências da CDB COP16, da UNCCD COP16 e da UNFCCC COP31, reforçaram urgência e apresentaram ações integradas em andamento. 

e) Infelizmente, os resultados da COP17 são muito tímidos, a decisão da COP17 apenas incentiva países começarem aplicar um conjunto de diretrizes voluntárias, que serão negociadas mais a fundo antes da COP18, abordagem de "adiar o problema", aquém do necessário, em momento que mudanças climáticas representam ameaça significativa à biodiversidade e a ecossistemas e, a perda e degradação desses ecossistemas, estão impulsionando emissões e reduzindo capacidade de adaptação de pessoas e natureza.

f) Os delegados votaram para que a COP18 de Biodiversidade, CDB, seja realizada em Quito, Equador, em 2028.


quinta-feira, 29 de outubro de 2026

Saúde Ocupacional

Em 1970 nos EUA foram criados o Instituto Nacional de Segurança e Saúde Ocupacional e a Agência de Proteção Ambiental, EPA, que possuíam poucos cientistas no quadro de funcionários, sem histórico de pesquisa produzida não tinham dados necessários para avaliar desastre em andamento, muito menos controlá-lo, aqui, talvez justificativa, mas, um fato, sendo que o PVC e o monômero de cloreto de vinila, ou, a matéria-prima do PVC, foram utilizados em itens domésticos e industriais considerados seguros por reguladores e fabricantes, o PVC foi usado na fabricação de embalagens de alimentos e tubulações de água e o cloreto de vinila em forma gasosa como propelente em sprays de cabelo, tintas em spray e pesticidas. Henry Falk, professor adjunto em Atlanta da Escola de Saúde Pública Rollins da Emory University, avaliou que na questão do angiossarcoma do fígado “todos consideravam o material seguro, um choque”, destruiu, “a ilusão de segurança à esses tipos de produtos químicos” e, o atual professor, Henry Falk, à época, jovem investigador no Centro de Controle de Doenças, auxiliou identificar agrupamentos e consolidar evidências que ligavam a substância química ao câncer de fígado, quer dizer, dos 289 partícipes da Conferência de Nova York solicitada, um terço era da indústria, ou, Dow Chemical, Exxon Corp., Monsanto e etc, o restante, do governo federal dos EUA, sindicatos, academia, sociedades científicas, organizações sem fins lucrativos e empresas de consultoria. Philip Landrigan, um dos melhores investigadores de microplásticos do mundo, pediatra e diretor do Programa de Saúde Pública Global e Bem Comum do Boston College, 32 anos à época, presente na fatídica reunião de Nova York, trabalhava no Centro de Controle e Prevenção de Doenças, informa não se lembrar de muita coisa da reunião, segundo o Los Angeles Times, atraiu pessoas do mundo, ou, Japão, Suécia e Romênia, deixou a sensação de urgência no ar, alega, conforme o Times, não lembra da apresentação na citada reunião de Nova York. O último palestrante  na Academia de Ciências de Nova York da sessão “Investigações Toxicológicas do Cloreto de Vinila-Policloreto de Vinila, Estudos Experimentais”, foi o cientista berlinense Gerhard Volkheimer que publicou em alemão e apresentou trabalho sobre um processo conhecido como persorção, conduzia pesquisas no Charité de Berlim um dos hospitais universitários mais antigos e prestigiados da Europa e demonstrou que partículas sólidas se movem através da mucosa intestinal quando ingeridas, para então, se espalhar pelo resto do organismo, quer dizer, demonstrou que minúsculos fragmentos de PVC quando ingeridos, podiam atravessar a parede intestinal e viajar no sangue, linfa, cérebro, fígado e outras partes do organismo e, desde a década de 1950, alimentava animais e, ocasionalmente humanos, com partículas de amido de batata e milho, flocos de ferro, pólen, aveia em flocos e PVC, segundo o  Times. Realizou experimentos em cães, porcos, cabras, ratos, porquinhos-da-índia, coelhos e galinhas e, para fins da reunião em Nova York, destacou estudos em que alimentou com partículas microscópicas de PVC e, 2 horas após a ingestão, descobriu que partículas migravam ao sistema linfático, sangue, cérebro, fígado, pulmões e músculo, encontrando fragmentos de PVC no líquido cefalorraquidiano que circula pelo cérebro e medula espinhal, além do leite materno. Por fim, confirmou que as partículas atravessavam a placenta, enquanto cafeína e  nicotina dos fumantes aumentava a velocidade e volume do movimento no intestino, mesmo efeito observado no sono e se moviam mais rapidamente em animais mais jovens, um detalhe, usou amido de batata como substituto em humanos, demonstrado em estudos anteriores que seu comportamento era similar ao PVC, daí, o Dr Gerhard Volkheimer chamou de micropartículas ou “partículas de PVC”, sendo que o termo “microplásticos” só foi cunhado em 2004 quando um cientista britânico descreveu pequenas partículas de plástico que encontrava nas águas da costa do Reino Unido. Concluindo, segundo o The Times, jovens investigadores do governo dos EUA presentes na reunião convocada em Nova York para analisar fato relevante da industria quimica norte americana, não se lembraram do discurso enquanto executivos das empresas químicas e de plásticos, anotaram.

O Los Angeles Times, se bem compreendemos, nos informa que um médico convocou reunião cientifica em Nova York para analisar o desenvolvimento de angiossarcoma hepático, tumor maligno, em fábricas de produção de PVC, parece ser essa a matéria do Times. A reunião foi realizada e o médico alemão descreve que micropartículas de substâncias plásticas circulam no organismo humano, com efeitos em fase de compreensão, reunião cujo conteúdo parece que os cientistas atuais que lá estiveram não mais se lembram, segundo o Times, que acabou ficando com as anotações dos administradores das empresas que lá marcaram presença, parecendo ser essa a questão, podendo haver imperfeições mas o núcleo do problema é evidente. Com o tempo passando pós reunião de Nova York, empresas do setor de plástico, produtos químicos e combustíveis fósseis fizeram referência à apresentação e discussão, conforme documentos analisados ​​pelo The Times, cujos registros produzidos por empresas em processos judiciais relacionados ao tabaco, amianto e produtos químicos industriais, encontram-se arquivados na Biblioteca de Documentos Industriais da Universidade da Califórnia em São Francisco e no ToxicDocs, projeto da Universidade Columbia e Universidade da Cidade de Nova York. Em consequência, em maio de 1974, executivo da Firestone Plastics Co., divisão da Firestone Tire and Rubber Co., escreveu ao presidente da empresa, Todd Walker, resumo da reunião afirmando que “o PVC e, não o VCM, ou, monômero de cloreto de vinila, era administrado a animais e retido por órgãos”, Howard Kusnetz, gerente de higiene industrial da Shell Oil Co., enviou ao diretor médico da empresa, Roy Joyner, resumo da reunião e a outros, conhecia o âmbito federal e, até 1971, foi diretor do NIOSH, antes de ser contratado pela Shell para estruturar o programa de higiene industrial, avalia que, "Volkheimer afirma que as partículas foram encontradas no líquido cefalorraquidiano de cães", escreveu, "Volkheimer observou que o amido leva 4 minutos para aparecer no sangue pós ingesta, com um pico em 10 minutos." O diretor assistente de segurança da Union Carbide posterior Dow Chemical, em carta de 1975 reclamou que o artigo de Volkheimer foi “citado como 'história de terror' sobre a ingestão de resina de PVC”, citando estudo de 1947 da Universidade de Harvard, no qual animais alimentados com flocos de um plástico semelhante ao PVC, chamado Geon 202, não adoeceram, disse que o estudo apoiava “o uso de PVC em embalagens de alimentos” que “compensaria parte do dano causado pelo artigo de Volkheimer”, que na reunião de Nova York expôs entrada do PVC no organismo. A pesquisa de Volkheimer foi citada nas décadas de 1970, 80 e 90, conforme documentos, com o Instituto do Cloro encomendando o relatório intitulado "Avaliação Interpretativa dos Potenciais Efeitos do Cloreto de Vinila e do Policloreto de Vinila na Saúde Humana e Meio Ambiente", a empresa de consultoria CanTox utiliza a pesquisa de Volkheimer para demonstrar que esse plástico poderia ser absorvido pelo corpo e se acumular nos tecidos ao longo do tempo. Cientistas relatam encontrar tais partículas, em artérias, placentas e cérebros humanos, com as associações comerciais enfatizando o que descrevem como lacunas substanciais e problemas de qualidade na pesquisa, afirmando que mais estudos são necessários antes que conclusões possam ser tiradas sobre a saúde humana, aqui, a grande questão colocada, quando abre espaço à citações do tipo a pesquisa e os experimentos de Volkheimer não mostraram que "a exposição real a microplásticos cause danos" aos seres humanos. Ross Eisenberg, presidente da America's Plastic Makers, divisão do American Chemistry Council, em anúncio pago publicado no Washington Post em 2025, disse que a “mídia se move mais rápido que a ciência nessa questão” e, conclui, “nossa opinião é que precisamos deixar a ciência liderar”, quer dizer, parece que o foco muda pela questão do câncer e dos trabalhadores levando o artigo de Volkheimer ao relativo esquecimento nos mundos da toxicologia e saúde pública, citado em relatório de Avaliação Científica e Técnica da EPA de 1975. A Administração de Segurança e Saúde Ocupacional dos EUA reduziu a quantidade de cloreto de vinila que um trabalhador podia inalar, de 500 partes por milhão à uma parte por milhão, com isto parece que o conhecimento se restringiu a farmacologia, com os conceitos como meio de compreensão de como medicamentos são absorvidos no intestino e, na década de 1990, os cientistas farmacêuticos consideraram a absorção de partículas um conceito estabelecido para desenvolver produtos. Por fim, em 2003, o trabalho de Volkheimer foi citado no relatório sobre amianto e água potável na Califórnia e referenciado em artigos de biologia marinha e toxicologia ambiental, Volkheimer, falecido em 2021, alimentava animais de teste com 100 e 200 gramas de PVC diariamente, observou que sujeitos humanos receberam os mesmos 100 e 200 gramas do amido de batata usado como substituto e que o amido acabou no sangue e no leite materno. A pesquisa moderna sobre microplásticos começou em 2018, quando cientistas da Universidade de Viena descobriram fragmentos plásticos nas fezes humanas, de lá para cá, foram encontrados no sangue, leite materno, sêmen, tecido pulmonar, tecido cardíaco e cérebro, cuja presença tornou-se motivo de preocupação às autoridades de saúde, legisladores e pesquisadores, a ponto de, em 2018, a Califórnia aprovar uma lei que exige que a agência estadual de água, defina, teste e relate a presença dessas partículas na água potável, com o detalhe que, o atual governo norte americano, anunciou que a EPA começaria lidar com a questão da presença dessas partículas na água potável.

Moral da Nota: investimento da Apple em 14 mil acres de floresta de sequoias na Califórnia auxilia restaurar habitats de vida selvagem, segundo o The Economic Times, a Apple colaborou com o Fundo de Conservação para revitalizar 14 mil acres de floresta costeira de sequoias, projeto na salvaguarda de ecossistemas beneficiando vida selvagem, melhorando armazenamento de carbono e apoiando comunidades locais. Desempenha papel crucial no compromisso da corporação em alcançar neutralidade de carbono até 2030 considerando que o monitoramento contínuo do crescimento florestal foca gerar créditos de carbono, auxiliando na redução de emissões, enquanto algumas das árvores mais altas do mundo recebem apoio de investimento na restauração e gestão sustentável de floresta costeira em parceria com o Fundo de Conservação à proteger ecossistema que apoia vida selvagem, armazena carbono, sustenta comunidades locais, centrando-se na Floresta do Rio Gualala, condado de Mendocino. Parte do Fundo de Restauração da Apple, iniciativa que financia projetos na natureza e, ao mesmo tempo, auxilia a empresa trabalhar para atingir as metas climáticas, as Sequoias da Califórnia estão entre as mais altas do mundo armazenando quantidades substanciais de carbono à medida que crescem, além da Floresta do Rio Gualala que contém pinheiros-do-açúcar e carvalhos-negros-da-califórnia, fornecerem habitat à  espécies de vida selvagem, no entanto, florestas da região enfrentam pressão da exploração madeireira intensiva, mudança da propriedade da terra e desenvolvimento. Conforme o Fundo de Conservação, as pressões danificaram paisagens e afetaram salmão e corujas manchadas, com a organização sem fins lucrativos afirmando que a abordagem demonstra que florestas podem permanecer ambientalmente saudáveis e economicamente viáveis, com Iniciativa de Conservação Florestal Costa Norte focada em compensações de carbono e emprego local para apoiar manejo florestal a longo prazo. Lisa Jackson, vice-presidente de Meio Ambiente, Políticas e Iniciativas Sociais da Apple, descreveu as florestas como “uma das tecnologias mais poderosas que temos à remover carbono da atmosfera”, sendo que a empresa fez parceria com o The Conservation Fund para proteger mais de 36 mil acres de floresta em atividade no Maine e Carolina do Norte. Por fim, projetos de compensação de carbono não são isentos de controvérsia, com a publicação tecnológica alemã 'heise online' informando em 2025 que o grupo ambientalista Deutsche Umwelthilfe contestou uso de alegações de neutralidade de carbono pela Apple, levantando questões sobre se compensa de forma adequada as emissões, sendo que a Apple defendeu a estratégia climática mais ampla e afirma que prioriza redução de emissões com a remoção de carbono. Vale aqui distinguir que a proteção das florestas pode proporcionar benefícios à biodiversidade e comunidades locais, mas, créditos de carbono não substituem a necessidade de reduzir emissões na fonte, com o projeto Gualala River Forest, por exemplo, que reúne investimento corporativo, experiência em conservação e gestão sustentável da terra, cujo sucesso dependerá da proteção do ecossistema ao longo do tempo, manutenção de monitorização credível do carbono e garantia que os habitats da vida selvagem permaneçam saudáveis e, a medida duradoura do sucesso, será se a floresta e sua vida selvagem continuarão prosperar nas gerações vindouras.