Cientistas da UCLA, San Diego, criaram método em modelos de linguagem de grande porte, LLMs, similar aos que alimentam chatbots e ferramentas de sequenciamento de proteínas, aprendam novas tarefas usando menos dados e poder computacional, sendo que LLMs são constituidos por bilhões de parâmetros que determinam como processam informações, ao passo que métodos tradicionais de ajuste fino trabalham esses parâmetros encarecendo e propenso a overfitting, isto é, quando um modelo memoriza padrões em vez de realmente entendê-los, causando desempenho ruim nos novos exemplos. O método desenvolvido na Universidade da Califórnia adota abordagem mais inteligente em vez de retreinar modelo inteiro do zero atualizando apenas as partes mais importantes e, como resultado, reduz custos, é mais flexível, sendo melhor em generalizar o que aprende comparado aos métodos de ajuste fino em que pesquisadores podem ajustar modelos de linguagem de proteínas usados para estudar e prever propriedades mesmo quando há poucos dados de treinamento disponíveis, por exemplo, ao prever se certos peptídeos conseguem atravessar a barreira hematoencefálica obteve maior precisão que osmétodos convencionais utilizando 326 vezes menos parâmetros e, ao prever a termoestabilidade das proteínas, igualou o desempenho do ajuste fino completo utilizando 408 vezes menos parâmetros. Pengtao Xie, professor do Departamento de Engenharia Elétrica e de Computação da Escola de Engenharia Jacobs da UC San Diego, disse que o "trabalho representa passo em direção à democratização da IA" esclarecendo que, "com o método, mesmo pequenos laboratórios e startups sem grandes orçamentos ou recursos de nível de supercomputador podem desenvolver suas pesquisas".
Relatório da MarketsandMarkets informa a criação da Mentis Care, joint venture ao desenvolvimento e comercialização IA formado pela associação entre Eurofarma e SK Biopharmaceuticals, com vistas no desenvolvimento à detecção e previsão de crises epilépticas e criação de ecossistema de saúde digital, em mercado que deve movimentar US$ 550 bilhões até 2028 e sediada no MaRS Discovery District, Toronto, Canadá, um dos polos de inovação em biotecnologia e tecnologia médica do mundo. Fato relevante é o plano Health China 2030, política de Estado que busca revoluciona saúde pública chinesa e busca beneficiar países parceiros, que “começou em 2010 e visa transformar até 2030 a estrutura de saúde chinesa, dos equipamentos aos modelos assistenciais, focado em eficiência, segurança e tecnologia”, com digitalização e IA nos hospitais já realidade e servindo de modelo ao Brasil. O DR. Pedro Batista, cirurgião e fundador da Horuss AI, esclarece que a China está além da antiga imagem de “fábrica do mundo”, segundo ele, o setor de saúde chinês opera em níveis que impressiona executivos experientes, destacando o interesse chinês em parcerias com o Brasil, no contexto de tensões comerciais com os EUA, considerando que “somos o 3º parceiro comercial da China com janela de oportunidade para que o Brasil se torne o 2º maior parceiro comercial chinês, atrás da Rússia, em setores como saúde e tecnologia médica”. Avalia que em viajem ao continente asiático ficou bem inpressionado com a saúde chinesa pois o "paciente chega, escaneia um código no celular e inicia o atendimento de modo automático, sem burocracia, com segurança e agilidade, melhorando experiência do paciente e otimizando trabalho dos médicos, sendo que a proposta não é apenas importar tecnologia chinesa mas produzir no Brasil com apoio e investimento chinês”. Segundo ele, acordos bilaterais começam mostrar resultados, “em maio de 2025, houve acordo na indústria farmacêutica que permite empresas brasileiras acessarem insumos farmacêuticos ativos, IFAs, em maior escala e desenvolverem novas formulações com tecnologia chinesa, com isso, podemos produzir medicamentos de ponta no Brasil sem depender de patentes internacionais e nos tornar elo entre China e mercado ocidental”. Inserido em IA vale nota robótica que os cirurgiões Dr. Sulaiman Almazeedi, Dr. Marcelo Loureiro, Dr. Mohannad Alhaddad, Dr. Ahmed Karim, Dr. Hmoud Alrashidi e Dr. Leandro Totti Cavazzola, realizaram telecirurgias robóticas alcançando Recorde Mundial Guinness por registrar a maior distância entre médico e paciente. Em 23 de setembro de 2025, médicos e pacientes no Hospital Jaber Al-Ahmad, Kuwait, e no Hospital da Cruz Vermelha, em Curitiba, cobrindo distância de 12.034,92 kms, realizaram "2 procedimentos, no 1º, equipe cirúrgica no Kuwait operou paciente no Brasil, no 2º, os papéis foram invertidos com cirurgiões no Brasil operando paciente no Kuwait", cirurgias foram para hérnias inguinais com o Guinness World Records informando que "ambas cirurgias foram concluídas com sucesso e segurança, reforçando viabilidade da colaboração global em cuidados cirúrgicos e estabelecendo padrão no campo da cirurgia robótica remota". O detalhe é que a "latência média foi de 199 milissegundos, largura de banda média de 80 Mbps, megabits por segundo, e perda de pacotes, dados que não chegam ao destino, de apenas 0,19%", com um dos médicos afirmando que "durante a cirurgia, conseguiu manter esse atraso abaixo de 0,194, portanto, muito seguro ao paciente".
Moral da Nota: relatório informa que os oceanos da Nova Zelândia aquecem 34% mais rápido que a média global alimentando ondas de calor marinhas, elevando nível do mar e ameaçando comunidades costeiras, com cientistas alertando que a tendência acelerada pode ter consequências devastadoras às costas e ecossistemas da nação insular. Intitulado Nosso Ambiente Marinho, informa que os oceanos da Nova Zelândia além de se tornarem mais ácidos e contribuírem ao aumento do nível do mar, ameaçam os ribeirinhos, esclarecendo que, “mudanças climáticas provocam mudanças significativas nos oceanos”, concluindo que, “temperaturas oceânicas aumentam e as ondas de calor marinhas tornam-se mais frequentes, intensas e duradouras com a elevação do nível do mar se acelerando em vários locais”. O relatório informa que o nível do mar está subindo 2 vezes mais rápido que antes na Nova Zelândia, particularmente nas cidades mais importantes, Wellington e Aukland, correndo risco décadas antes do previsto com dados coletados pelo governo no litoral revelando que algumas áreas afundam de 3 a 4 mm/ano, ameaça há muito esperada. As descobertas, parte do projeto NZ SeaRise, financiado pelo governo, trabalho integrado de cientistas locais e internacionais ao longo de 5 anos e, com os dados em mãos, as autoridades têm menos tempo que o esperado para introduzir adaptação climática incluindo realocação de comunidades litorâneas. Tim Naish, professor da Universidade Victoria, Wellington, nos informa que, o nível global do mar deve subir 50 cm até 2100 e, em partes da Nova Zelândia, o aumento pode chegar perto de 1 metro, porque, ao mesmo tempo, a terra está afundando, com Wellington, capital, podendo ter aumento de 30 cm no nível do mar até 2040, não esperado antes de 2060, com implicações de desastre ambiental como danos causados por inundações que ocorrem uma vez por século todos os anos.