domingo, 13 de setembro de 2026

Amazônia

A Bacia Amazônica compreende área do Rio Amazonas e 200 afluentes, um dos maiores e mais biodiversos ecossistemas do mundo, com papel chave na regulação hidrológica regional e em níveis de CO2 atmosférico, que contribui à estabilidade climática global, abrange 9 países da América do Sul, ou, Bolívia, Brasil, Colômbia, Equador, Guiana, Guiana Francesa, Peru, Suriname e Venezuela, isto, precisa ficar bem claro, contém a maior floresta tropical e bacia hidrográfica da Terra, cobre 6,3 milhões de km², área maior que toda a UE. Armazena 20% da água doce global e quando armazenada nos rios e folhas das árvores de florestas, evapora, a umidade retida pela copa das árvores cria um fenômeno conhecido como "rio voador", que além de sustentar a própria Amazônia, alimenta ecossistemas andinos e, devido a esse sistema, que evoluiu ao longo de milhões de anos, a Bacia Amazônica desempenha papel crucial na regulação de ciclos hidrológicos regionais. A floresta amazônica atua como sumidouro de carbono, armazena entre 229 e 280 petagramas de carbono, Pg C, na biomassa viva e matéria orgânica do solo, um terço do carbono armazenado na vegetação terrestre global, desse modo, a maior floresta tropical do mundo estabiliza níveis de CO2 na atmosfera e contribui à mitigação das emissões de carbono e à estabilidade climática global. Um dos lugares com maior biodiversidade do planeta, abriga 10% das espécies de plantas e animais do mundo, suas florestas e rios sustentam a vida de 50 milhões de pessoas, mais 1,5 milhão de povos indígenas fornecendo alimento, água, remédios e terra. O impacto das alterações climáticas na Amazônia deve custar à região entre US$ 404 bilhões e US$ 941 bilhões até 2050 a 2070, entre 14% e 33% do PIB regional combinado ao longo de 4 anos, considerando que mudanças climáticas afetam o clima da Amazônia, alteram os padrões de chuva, prolongam estações secas, intensificam secas e aumentam incidência e risco de incêndios florestais que ameaçam acesso à energia, meios de subsistência, cadeias de abastecimento, segurança alimentar, saúde e estabilidade de 50 milhões de pessoas e desproporcionalmente afetam indígenas e comunidades rurais, quer dizer, em conjunto com atividade humana, mudanças climáticas deverão alterar irreversivelmente a Bacia Amazônica, levando a ponto de inflexão que a transformará em ecossistema mais seco e degradado com consequências socioeconômicas às pessoas que vivem na região. Devemos ressaltar que mais de 18% da floresta amazônica já foi convertida para uso humano e outros 17% são considerados degradados, em muitos casos, perdas que afetam povos indígenas e comprometem direitos territoriais e capacidade de preservação da floresta, atividades, que podem alterar irreversivelmente a ecologia amazônica, levando-a a ponto de inflexão a ecossistema mais seco e degradado, interrompendo biodiversidade do bioma. Vale observar que estimativas sugerem que o ponto de inflexão amazônico pode ser atingido se as temperaturas médias globais subirem acima de 3,5°C e desmatamento ultrapassar 40%, enquanto cientistas alertam que poderia acontecer com apenas 2°C de aquecimento global e taxas de desmatamento entre 20% e 25%. Estudos analisaram e modelaram efeitos a longo prazo das mudanças climáticas na Amazônia e, mostram que, se nada for feito, as temperaturas médias na região devem aumentar em até 6,5 °C até 2100, mesmo com as atuais NDCs, planos nacionais, implementadas, decorrente trajetória perigosa em atingir aumento da temperatura média global de 2,3 °C a 2,5 °C, que poderia ser catastrófico ao ecossistema amazônico e ao mundo. 

Estudo do PNUD que, ainda será publicado, avalia que caso nada seja feito, a perda de biodiversidade e serviços ecossistêmicos como produção de alimentos, extração de matérias-primas, borracha e madeira e regulação climática, ligada à produção agrícola e geração de energia hidrelétrica, além de perda de carbono armazenado, processo quando a cobertura florestal é perdida via desmatamento, incêndios florestais ou uso da terra,representariam o 2º maior custo, calculado em referência ao custo social do carbono, CSC , seguido por custos associados à produtividade na agricultura, impactos negativos na saúde pública e danos à infraestrutura. Em relação a subsistência, impactos seriam sentidos na agricultura e pesca, onde secas e inundações reduziriam produtividade agrícola e pecuária aumentando mortalidade de peixes, ameaçando segurança alimentar, além do que, impactos no fluxo fluvial afetariam transporte, acesso a suprimentos, isolando comunidades, riscos, que exacerbam vulnerabilidades regionais existentes e contribuem ao aumento da pobreza e instabilidade, particularmente entre indígenas e comunidades rurais. Vale observar que as comunidades enfrentariam custos não econômicos, como perda de conhecimentos tradicionais, culturas e vidas, que não podem ser quantificados adequadamente em termos monetários, apesar da importância, embora estimativas, o PNUD alerta que se alinham a projeções semelhantes e enviam sinal claro que a ação climática é necessária para evitar que se atinjam pontos de inflexão ambiental irreversíveis na Bacia Amazônica, enfatizando que mudança climática é ameaça real e concreta ao desenvolvimento regional e investir em resiliência é escolha sensata. Importante observar que a Amazônia não é questão só brasileira, a Amazônia é nossa, quer dizer, nossa e demais países sul americanos, como o Himalaia, daí, países da região demonstram progressos em políticas climáticas, com planos robustos como as NDCs, Contribuições Nacionalmente Determinadas, as NBSAPs, Estratégias e Planos de Ação Nacionais à Biodiversidade e os NAPs, Planos Nacionais de Adaptação, no entanto, traduzir políticas em ações, em nível subnacional e garantir que o financiamento chegue onde é mais necessário, o PNUD diz tratar-se de desafio que pede instituições fortes e coordenadas, além de recursos e capacidades adequados. O PNUD identifica prioridades que permitirão governos e formuladores de políticas nos países da Bacia Amazônica fortalecerem capacidades institucionais, mobilizar recursos e acelerar ação climática e, de modo resumido, estão, dados e monitoramento, planejamento financeiro e fiscal, resiliência local e setorial, capacidade institucional e transição econômica. Por fim, em 8 de 9 países da Bacia Amazônica, o PNUD realizou avaliações para identificar lacunas e destacar ações potenciais setoriais, institucionais e financeiras que permitam cada país dar passos rumo à resiliência e desenvolvimento sustentável. No Brasil  a iniciativa Floresta+ Amazônia financiada pelo Fundo Global ao Clima, GCF, apoia financeiramente comunidades rurais que protegem a floresta, mais de 8 mil agricultores na Amazônia brasileira receberam pagamentos diretos por serviços ambientais, no Equador, a PROAmazonía promove produção sustentável e manejo florestal, fortalecendo conservação na região amazônica, parte da iniciativa do PNUD com a Lavazza, comunidades na Amazônia equatoriana que produziram o 1º café do mundo certificado como livre de desmatamento. A Colômbia, o PNUD concedeu subsídios diretos a indígenas, afrodescendentes e camponesas para promover soluções na natureza, conhecimentos ancestrais e uso sustentável da terra, fomentando ações lideradas pela comunidade e países como Brasil e Peru, o PNUD apoia esforços de participação em mercados internacionais voluntários de carbono garantindo integridade e salvaguardas ambientais e sociais. 

Moral da Nota: o governo britânico comunicou o Parlamento inglês aporte de US$ 540 milhões ao TFF, Fundo Florestas Tropicais para Sempre, mecanismo de financiamento à manter floresta de pé liderado pelo Brasil e lançado na COP30, Belém. A ferramenta passa a ter US$ 7,3 bilhões, abaixo da meta de US$ 10 bilhões necessária ao início das operações, sendo que a previsão, é que esse valor seja alcançado até dezembro de 2026, neste caso, o fundo começaria captar recursos no início de 2027 significando que os países iniciariam operações de monitoramento da cobertura florestal entre 2027 e 2028 e receberiam pagamentos entre 2028 e 2029. Vale dizer, que contribuição britânica será na forma de empréstimo, semelhante a brasileira, podendo ser maior com eventual desembolso adicional nos meses vindouros, quem não contribuiu como esperado na COP30, mas, participou da constituição do fundo desde o início deve fazer anúncio oficial na Climate Week em Nova York, em setembro. Devemos considerar no entanto, que o aporte inglês tem condição, segundo comunicado ao Parlamento, ou, a participação britânica nos mecanismos de supervisão do fundo, que "permitirá ao Reino Unido atuar em conjunto com outros países para promover prioridades e interesses enquanto supervisiona o investimento, auxiliando garantir resultados sólidos aos contribuintes e investidores britânicos, incluindo a City de Londres”, conforme a nota do governo inglês. Mauricio Voivodic, diretor-executivo do WWF-Brasil, após o anúncio disse que “ao incluir povos indígenas e comunidades locais como parte central da solução, o TFFF potencializa transformar a conservação em agenda de desenvolvimento”, concluindo que, “é significativo ver o Reino Unido se somar ao TFFF neste momento decisivo, compromisso que reforça mudança necessária na forma como o mundo reconhece e financia a conservação das florestas tropicais, valorizando quem as protege e garantindo recursos de longo prazo para que essa proteção seja efetiva”. O TFFF é modelo de financiamento climático em que países que preservam florestas tropicais são recompensados financeiramente por fundo de investimento global que remunera investidores a taxas de mercado, o conceito busca garantir desenvolvimento sustentável de comunidades locais e viabilidade econômica à países com florestas, entre eles o Brasil, gerem retorno de investimento com a preservação e, expectativas mais otimistas mostram que pode render somente ao Brasil, entre US$ 1 bilhão e US$ 1,3 bilhão/ano, se condições forem respeitadas como índices de desmatamento baixos. Para concluir, o atrativo do fundo nos moldes de desenvolvimento é o fato que será investimento seguro, garantido de Estado, com remuneração de mercado padrão AAA, além de expectativa de aportes na Semana do Clima de Nova York e COP31, em Antalya, Turquia, novembro, vale dizer que, 7 países fizeram contribuições pontuais ao TFFF, ou, Brasil, Indonésia, Noruega, Alemanha, França, Portugal e Luxemburgo, sendo que Canadá e China são aguardados. Concluindo, o TFFF captará recursos no mercado a juros reduzidos como ativo de baixo risco, recursos, reinvestidos em projetos com maior taxa de retorno gerando lucro, ou, spread, enquanto a diferença é repassada aos países com florestas tropicais, proporcionalmente à área preservada e o dinheiro emprestado devolvido a investidores com lucro.


sexta-feira, 11 de setembro de 2026

Shahdagh

O Parque Nacional de Shahdagh, Azerbaijão, sob picos nevados das montanhas do Cáucaso, animais peludos, desajeitados, não vistos nessas florestas há mais de um século, são agora vistos, muitos deles, híbridos das variedades das terras baixas e do Cáucaso, retirados de zoológicos europeus e transplantados ao parque nos últimos 7 anos, atualmente, 90 desses animais vivem em Shahdagh, incluindo fêmeas prenhes.  Bisões ajudam revitalizar planícies por onde vagam, estabilizam pastos de montanha dos quais comunidades locais dependem para se alimentar, água potável e renda do turismo, considerando que foram extintos pela caça, os bisões-do-cáucaso em 1927 desapareceram da natureza, hoje, o híbrido de bisão-das-planícies e bisão-do-cáucaso foi reintroduzido no Parque Nacional de Shahdagh, Azerbaijão, através de iniciativas  de amplo esforço nacional para restaurar ecossistemas do Azerbaijão por reintrodução de espécies incluindo as que foram extintas na natureza, iniciativa, que busca, em parte, atenuar efeitos das mudanças climáticas que elevaram temperaturas, alterando padrões de precipitação e aumentado risco de incêndios florestais e deslizamentos de terra no país. Mirey Atallah, chefe do departamento de Adaptação e Resiliência do Programa da ONU ao Meio Ambiente, PNUMA, fala que a “longo prazo, proporcionamos benefícios às pessoas em termos de mitigação e adaptação às mudanças climáticas e resiliência social”, concluindo, “sempre que ajudamos a natureza ser saudável, ela retribui em mais de uma frente”. No Shahdagh guardas florestais supervisionam reintrodução dos bisões, auxiliam alimentá-los e monitorar no processo gradual de reintegração à vida selvagem, ao passo que restaurar ecossistemas atenua efeitos das mudanças climáticas de modos diversificados, por exemplo, replantio de manguezais protege comunidades costeiras contra tempestades cada vez mais severas e a elevação do nível do mar, enquanto revitalização de áreas úmidas recarrega aquíferos, crucial em períodos de seca, o plantio de vegetação em encostas previne deslizamentos de terra ​​por chuvas mais intensas que o normal, conhecida como rewilding, reintrodução de espécies nativas é uma das técnicas de restauração das mais eficazes.  Elshad Askerov, chefe do WWF, Fundo Mundial à Natureza do Azerbaijão, explica que, no período soviético, muitas espécies foram levadas à beira da extinção, com o último bisão selvagem morto em 1927 com "solos e florestas sobreutilizados e muitos animais perderam habitats", esclarece que, “há oportunidade histórica à restauração da espécie”. A reintrodução do bisão na natureza é fruto de esforço conjunto envolvendo parceiros da Europa, WWF, Ministério da Ecologia e Recursos Naturais do Azerbaijão, Diálogo Internacional à Ação Ambiental, organização azerbaijana sem fins lucrativos, Tierpark Berlin e programa internacional de reprodução da Associação Europeia de Zoológicos e Aquários, cofinanciado pela Rewilding Europe. O bisão atua como “engenheiro do ecossistema”, distribuindo sementes através dos excrementos e altera a composição do solo, seus movimentos e hábitos de pastoreio limpam a vegetação rasteira densa, criam padrões em mosaico que permitem recuperação dos campos e atraem herbívoros menores em que “campos atraem diferentes insetos e insetos atraem diferentes espécies de aves”, concluindo, “é assim que um ecossistema se recupera e ecossistema mais rico é mais resiliente às mudanças climáticas.” Bisões de Shahdagh foram trazidos ao Azerbaijão de zoológicos europeus, onde programa de reprodução cruzaram bisões europeus das planícies com o último macho caucasiano remanescente, desde a soltura dos bisões na natureza, mais de 25 filhotes nasceram no parque nacional e, nos próximos 25 anos, o programa buscará aumentar o rebanho à 500 indivíduos, número mínimo necessário à população sustentável. Por fim, vale a nota que o programa de repovoamento da vida selvagem do Azerbaijão abrange espécies ameaçadas incluindo a gazela-persa, que pastava nas planícies e sopés do Cáucaso aos milhares, em 1960, zoólogos contabilizaram menos de 200 no país com população dizimada pela caça furtiva e perda de habitat, no entanto, graças à criação de reservas de vida selvagem e reintrodução de mais de mil animais existem 7 mil gazelas selvagens no Parque Nacional de Shirvan, Azerbaijão, região semiárida, como os bisões, gazelas impactam a terra através de padrões de pastoreio e desempenham papel importante no ecossistema, ou, servem de presa à carnívoros ameaçados de extinção, como o lince-europeu, hiena-listrada e lobo-cinzento. 

A Unicef, agência da ONU, afirmou que 205 unidades de saúde e nutrição foram fechadas na Somália, reduzindo acesso a serviços essenciais e contribuindo à queda de 30% na cobertura de serviços, uma vez que cortes no financiamento humanitário  perturbam serviços essenciais de saúde, nutrição, água, educação e proteção infantil no país. Alerta que a situação pode se deteriorar mais se escassez de financiamento persistir, com até 618 unidades de saúde em risco de fechamento em cenários de financiamento severo, sendo que o impacto reflete o número de crianças que necessitam de tratamento à desnutrição aguda grave, cujas internações e complicações aumentaram 32% no 1º semestre de 2026 comparada ao mesmo período de 2025. A crise de financiamento afeta acesso a água potável e serviços de saneamento, com mais de 1,6 milhão de pessoas necessitando de acesso à água potável e mais de 800 mil pessoas correndo risco de perder itens essenciais de higiene, considerando que preços da água dispararam nas áreas rurais e pastoris exercendo pressão adicional sobre comunidades vulneráveis, quando um barril de água de 200 litros que antes custava cerca de US$ 2 agora custa US$ 8, segundo a ONU. A educação foi afetada ao perder US$ 30 milhões em financiamento em 2025, contribuindo à 78 mil alunos abandonassem a escola, enquanto outras 660 mil crianças correm o risco de deixar os estudos devido agravamento financeiro, além de serviços de proteção à criança enfrentando desafios semelhantes com pelo menos 65 pontos de atendimento e instalações obrigados a fechar devido cortes financeiros, programas essenciais, incluindo gestão de casos, apoio psicossocial, localização de familiares e serviços de reintegração, estão em risco. A agencia da ONU afirmou ter apoiado mais de 2,25 milhões de internações de crianças com desnutrição aguda grave entre 2021 e 2025, com programas de tratamento à taxa de cura de 97,6% em 2025, apelou a doadores para que mantenham apoio aos programas que fornecem cuidados de saúde, nutrição, água potável, educação e proteção infantil, alertando que cortes no financiamento deixam número crescente de famílias somalis sem serviços essenciais, à medida que necessidades humanitárias aumentam.

Moral da Nota: a CNN, EUA, reportou proliferação de microalgas com kms de extensão no Mar Mediterrâneo apontada como causa da paralisação temporária das principais usinas de dessalinização de Israel, ameaçando a principal fonte de água potável, sendo que 5 das 6 usinas de dessalinização costeiras do país que convertem água do mar em água potável foram fechadas, segundo a Mekorot, companhia nacional de água de Israel, daí que, algumas dessas instalações que são de propriedade e operadas por empresas privadas retomaram parcialmente operações mas apenas uma estava funcionando a plena capacidade. Lior Gutman, porta-voz da Mekorot, esclarece que “evento deste tipo nunca ocorreu antes em Israel, foi evento raro,” embora ressalte que em 99% dos casos não houve escassez de água potável, mesmo assim, é situação alarmante, dada forte dependência nacinal da dessalinização no abastecimento de água potável, considerando que Israel é um país árido sem grandes rios ou chuvas abundantes, mas o domínio da tecnologia o transformou em superpotência hídrica e a dessalinização fornece pelo menos 65% da água potável nacional com a maioria das usinas no litoral do Mediterrâneo. No fim de semana, segundo relatos Edo Bar-Zeev, professor associado de pesquisa hídrica na Universidade Ben-Gurion,Israel, disse que, "evento esporádico de grande escala de contaminação ocorreu ao longo da costa israelense" quando cientistas analisaram mais de perto, descobriram que se tratava de microalgas, minúsculos organismos que se alimentam de luz solar, CO2 e nutrientes presentes na água e que se proliferam rapidamente. Bar-Zeev esclarece que microalgas estenderam por pelo menos 20 kms e acredita-se tenham se originado no Delta do Nilo e viajado ao norte com correntes marítimas ao longo da costa de Israel, esta é, “a 1ª vez de algo nesta magnitude”, segundo o analisata da água costeira há 20 anos. Instalações de dessalinização de Israel utilizam a tecnologia chamada "osmose reversa", onde a água é pré-tratada para remover contaminantes maiores antes de ser forçada através de membranas que filtram o sal, bactérias e demais moléculas, dando como resultado água potável limpa, as algas e substâncias que produzem podem obstruir e danificar as membranas. Michael Christopher Low, diretor do Centro do Oriente Médio da Universidade de Utah, esclarece que se houver muito material em suspensão na água, processos de tratamento não conseguem dar conta, já aconteceu antes quando grave "maré vermelha" ou proliferação de algas nocivas no Golfo de Omã, 2008 e 2009, afetou muitas usinas de dessalinização naquela região, em Israel, o sistema governamental de abastecimento de água “interveio para suprir a lacuna” causada pelo fechamento das estações de tratamento incluindo o bombeamento de água do Mar da Galileia, ativação de poços de água subterrânea e uso de reservas hídricas. No entanto, cidades enfrentaram restrições locais de curto prazo, incluindo irrigação de jardins e enchimento de piscinas, mas, as limitações afetaram agricultores que usam água com qualidade de água potável à irrigação em oposição aos que usam água reciclada. Por fim, o Mekorot disse que a proliferação foi parte de "combinação de fatores", incluindo tempestade marítima que aumentou a turvidez, a quantidade de matéria em suspensão na água e elevou a temperatura do mar à 30 ºC ou mais e a dimensão da perturbação foi impressionante, com instalações de dessalinização obrigadas a fechar antes devido algas ou águas-vivas, "mas várias instalações paralisadas em grande parte da costa é algo definitivamente anormal" concluiu. A dessalinização está se tornando cada vez mais popular, especialmente porque a crise climática provoca ondas de calor e secas mais severa comprometendo segurança hídrica e crescente dependência de solução técnica centralizada acarreta riscos considerando que pode resultar de eventos ou de mudanças climáticas, existe a possibilidade de ameaças militares e cibernéticas em que usinas de dessalinização no Golfo Pérsico alvo de ataques e danificadas na guerra EUA e Irã, que gerou preocupação em região que depende da tecnologia, hackers atacaram instalações de tratamento de água, nos EUA, além de derramamentos de petróleo como outra preocupação, sendo que muitas das instalações são localizadas em países com escassez hídrica e grandes produtores de petróleo, como países do Golfo, vazamentos poderiam deixar usinas fora de operação por período mais longo que a proliferação de microalgas.