segunda-feira, 24 de agosto de 2026

Crise Hídrica

A escassez de água pressiona o setor agrícola da Tunísia que recorre a métodos tradicionais e novas tecnologias para lidar com a crise, das terras férteis no norte as paisagens áridas do sul, pressão crescente decorrente seca persistente e queda  dos recursos hídricos, situação, que os obriga combinar práticas de conservação inovadoras e tradicionais para manter as terras aráveis ​​e se adaptar às crises hídricas mais frequentes. A mídia tunisiana indica que produtores são forçados se adaptar aos efeitos do aquecimento global por conta das secas prolongadas, no sul de Gabès agricultores retomaram métodos tradicionais para mitigar estresse hídrico e preservar recursos, quer dizer, a crise hídrica é um dos principais desafios ao setor agrícola tunisiano. A FAO nos informa que 80% da água extraída no país é utilizada na agricultura, no entanto, recursos hídricos renováveis ​​não ultrapassam 390 m³/capita/ano, número que reflete a gravidade do problema, ao dizer que a safra de cereais de inverno de 2026 começou em condições de seca e atraso nas chuvas em áreas importantes como Bizerte e Tabarka, antes da melhora parcial pelas chuvas de janeiro. No sul, a seca é persistente e a evaporação extrema, daí, se intencifica a pressão sobre agricultores, oásis e aquíferos subterrâneos, enquanto a necessidade de técnicas adequadas de gestão da água, conservação do solo e práticas adaptadas a climas áridos torna-se urgente, com a agência da ONU estimando que a precipitação média anual a longo prazo na Tunísia seja de 207 mms com taxas de evaporação mais elevadas no sul, coincidindo com esforços do governo reforçar segurança hídrica e modernizar sistemas de irrigação. O Banco Mundial em março aprovou financiamento de US$ 332,5 milhões à 1ª fase do programa destinado aumentar resiliência climática e melhorar serviços de água potável, bem como desenvolver infraestrutura à agricultura irrigada, projeto que inclui modernização das instalações de irrigação no norte, Jendouba, Béja, Bizerte e Siliana e, apoio a agricultores à adoção de tecnologias resilientes ao clima, além da expansão da central de dessalinização de Zarzis em Gabès, duplicando a capacidade de 50 mil à 100 mil mts³/dia.

Na Somália, a ONU alerta ao agravamento crítico da seca com milhões de pessoas em risco de fome e deslocamento devido estiagem nas 4 estações do ano, emergência de seca que se agrava rapidamente, com áreas fragilizadas pós 4 períodos consecutivos sem chuva, sendo que o Governo Federal declarou “estado de emergência” em resposta ao agravamento da situação solicitando apoio urgente, conforme o OCHA, Escritório de Coordenação de Assuntos Humanitários. Dentre as áreas mais afetadas está Puntland com estimativa que 1 milhão de pessoas precisam de assistência e mais de 130 mil necessitam suporte imediato, além da região enfrentar grave escassez de suprimentos em 89 centros de alimentação suplementar e 198 instalações de saúde e estabilização, em 2025, o Plano de Resposta Humanitária mal atingiu 23,7% dos recursos necessários forçando redução drástica na distribuição de ajuda. A assistência alimentar de emergência caiu de 1,1 milhão de beneficiários em agosto/2025 à 350 mil em novembro de 2025, prevendo-se que pelo menos 4,4 milhões de pessoas enfrentarão insegurança alimentar aguda até dezembro de 2026, enquanto 1,85 milhão de crianças menores de 5 anos sofrerão desnutrição aguda em 2026, com a FAO dizendo que, "a persistência da seca e altas temperaturas nas regiões central e norte, agrava escassez de água e limita recuperação das pastagens, podendo intensificar a crise humanitária nos próximos meses". O PMA, Programa Mundial de Alimentos, avalia que a crise é agravada por condições climáticas extremas e falta de recursos à sustentar ajuda humanitária com previsões climáticas sombrias indicando impacto prolongado de chuvas irregulares e secas causadas pelo La Niña e pelo dipolo negativo do Oceano Índico, condições, que dificultam recuperação agrícola no sul e aumentam risco de perda de colheitas, morte de animais e escassez de água. O OCHA, Escritório da ONU à Coordenação de Assuntos Humanitários, relata propagação da seca em regiões do norte ao centro e sul do país com deterioração extrema em Nugal, Mudug, Bari e Sanaa, áreas que enfrentam 4ª temporada consecutiva de chuvas insuficientes, alertando à falta de financiamento internacional que limita capacidade de resposta e expõe milhões ao agravamento da fome, com queda nos beneficiários de assistência alimentar à 350 mil comparada com 1,1 milhão anterior. Por fim, a Somália sofreu 5 temporadas consecutivas sem chuva entre fins de 2020 e 2022, ciclo mais longo em décadas, crise climática que deixou 5 milhões de pessoas em insegurança alimentar aguda em 2023, situação, que pode se repetir se a ajuda internacional não aumentar, segundo PMA e ONU, "país à beira da catástrofe infantil, no centro do grupo mais vulnerável devido falta de alimentos e água".

Moral da Nota: a Síria, pais que tenta se recuperar no pós guerra, assiste colapso da safra de trigo devido falta de chuva agravada pela crise alimentar forçando a dependência de importações, a maior em mais de 6 décadas, que dizimou 75% das plantações de trigo deixando mais de 16 milhões de pessoas à beira da insegurança alimentar afetando mais de 2,5 milhões de hectares. Relatório da FAO, Organização da ONU à Alimentação e a Agricultura, informa que a queda na produção afeta áreas controladas pelo governo e administradas pela autoridade curda que competem para adquirir escassas colheitas com incentivos aos agricultores. A representante adjunta da FAO na Síria, Haya Abu Asaf, relata que este ciclo agrícola foi o pior em 60 anos com 95% de danos ao trigo de sequeiro e queda de até 40% na produção irrigada, além disso, consequências agravaram economia debilitada por 14 anos de conflito, sanções e deterioração estrutural. Vale a nota que, antes da guerra de 2011, o país produzia 4,1 milhões de toneladas de trigo/ano, desde então, depende de importações russas enquanto a capacidade agrícola ficou reduzida, em 2026, o Ministério da Agricultura estimou colheita entre 300 mil e 350 mil toneladas, aquém do mínimo exigido e, segundo Hassan Othman, diretor da Companhia Pública de Cereais, a expectativa é adquirir 250 mil toneladas. Carregamentos da Rússia e Iraque, além de doação de 220 mil toneladas e navio que atracou em Latakia em dezembro 2025 e outro em Tartus em julho 2026, diante o colapso agrícola, governo e administração curda oferecem bônus para garantir compra de trigo local com o Ministério da Economia fixando preço entre US$ 290 e US$ 320/tonelada com bônus adicional de US$ 130 aprovado por decreto. A administração autônoma curda fixou o preço em US$ 420 com subsídio direto de US$ 70 para fortalecer produção no norte e nordeste do país, em 2025, o governo ofereceu US$ 350/tonelada enquanto a autoridade curda pagou US$ 310, entretanto, o ajuste coincide com seca devastadora conforme especialistas e autoridades locais. Por fim, a falta de chuva obrigou agricultores aprofundar aquíferos até 160 metros, mas a produção foi muito baixa e, segundo a FAO, "o nível do lençol freático baixou significativamente, indicador alarmante, cujos efeitos também afetaram pastagens e  setor pecuário, com consequências população que enfrenta futuro marcado por pobreza rural, falta de água e dependência externa".


sexta-feira, 21 de agosto de 2026

Questão da água

Escassez de água afeta ecossistemas, agricultura e migração, cria tensões políticas e sociais no mundo, no início de 2026, a ONU deu passo sem precedentes ao declarar que o mundo entrou em “era de falência global da água," conceito além da crise ou escassez hídrica tradicional, alertando que a disponibilidade de água doce já não se  recupera ao ritmo para sustentar sistemas ecológicos e atividade humana, indicador  que a humanidade esgotou, em termos reais, o capital natural associado à água. É fundamental distinguir entre crise hídrica temporária e “falência hídrica” em que a 1ª pode ser remediada com investimentos, melhorias em infraestrutura e gestão adequada, enquanto a 2ª, em muitos casos, envolve danos estruturais a aquíferos, rios, zonas úmidas e geleiras, praticamente irreversível. O  relatório elaborado pelo Instituto de Água, Meio Ambiente e Saúde da Universidade da ONU, UNU-INWEH, introduz o termo observando que mais de 4 bilhões de pessoas tem grave escassez de água por pelo menos 1 mês/ano e 75% da população mundial vive em países com insegurança hídrica ou condições críticas de acesso à água, no entanto, a situação não se limita a regiões áridas ou semiáridas, é problema que se manifesta em múltiplas latitudes combinando fatores ambientais, sociais e econômicos. A extração de água pelos humanos, segundo a ONU, excedeu sistematicamente a capacidade dos sistemas naturais de reabastecerem levando a perda irreversível das reservas acumuladas ao longo de séculos, além disso, mudanças climáticas são fator que intensifica a crise uma vez que o aquecimento altera padrões de precipitação, aumenta custo da evaporação de fontes superficiais e acelera perda de gelo e neve nas montanhas que servem como "reservatórios naturais" de água doce. A ONU nesse sentido identifica que 0,5% da água do planeta é doce e disponível à uso humano, pequena fração sob pressão crescente, embora enfatize que nem toda escassez é explicada apenas pelo clima, a má gestão de recursos hídricos como superexploração de aquíferos, construção de barragens sem avaliação ecológica, drenagem de zonas úmidas e poluição sistemática, enfraquecem a resiliência dos sistemas de água doce, em muitos casos, práticas que contribuíram à escassez de água se tornar "crônica" e irreversível com ferramentas de gestão tradicionais. O relatório nos mostra que  “2,2 bilhões de pessoas não têm acesso a água potável gerenciada de modo seguro, 3,5 bilhões não têm acesso a saneamento básico gerenciado de modo seguro e 4 bilhões sofrem com grave escassez de água por pelo menos 1 mês/ano”.

Nos fala a ONU que estimativas globais indicam que mais de 70% da água doce extraída no mundo seja utilizada na agricultura à irrigação, aquíferos subterrâneas fornecem 50% da água potável do mundo e 40% da água para irrigação, enquanto 70% enfrentam  declínio a longo prazo e 3 bilhões de pessoas e mais da metade da produção agrícola global estão em áreas onde o armazenamento de água diminui ou é instável, situação, com consequências em comunidades rurais que dependem da irrigação perdendo meios de subsistência e insegurança alimentar aumentando com a escassez de água. O Guardian observa que mais da metade das 100 maiores cidades do mundo se localizam em áreas de alto ou extremo estresse hídrico, afeta centros urbanos desenvolvidos e regiões em desenvolvimento, cidades da Ásia, África, Américas e Europa, destacando que a crise hídrica é problema global e urbano, não apenas rural, ao passo que no Oriente Médio e Norte da África são regiões mais afetadas pela escassez de água no mundo. Análise do Instituto de Recursos Mundiais, World Resources Institute, indica que 83% da população dessa região vive sob níveis altos de estresse hídrico em que consumo de água excede a capacidade de renovação natural anual, que a falha na curta estação chuvosa, outubro/dezembro de 2025 no Quênia, por exemplo, levou mais de 2,1 milhões de pessoas a grave situação de insegurança alimentar, particularmente áreas pastoris e áridas do nordeste do país, reduzindo produtividade pecuária e aumentando preços dos alimentos básicos, além de limitar poder de compra das famílias afetadas. Análises de seca e dados meteorológicos indicam que, desde o final de 2025, solos  secos e chuvas abaixo do normal prejudicam produção agrícola e pecuária em áreas rurais da Somália e Etiópia e regiões agrícolas no sul da Ásia como o Vale do Indo,  Paquistão e Índia, enfrentam duplo desafio, ou, esgotamento das águas subterrâneas e  extrema dependência da agricultura irrigada tornando segurança alimentar vulnerável às variações climáticas. Na Península Ibérica, Sul da Europa, regiões como a bacia do Mediterrâneo enfrentam secas que reduzem reservatórios que abastecem cidades e sistemas agrícolas, desafio à países com infraestrutura hídrica tradicionalmente robusta, valendo a nota que, embora a América Latina possua reservas de água doce, uso desigual, má gestão e efeitos do clima, geram estresse hídrico mesmo em grandes cidades e áreas agrícolas, considerando que, em grandes bacias como Amazônica e áreas do centro-sul do Brasil, Bolívia e Paraguai, secas reduziram registros históricos de precipitação, afetando disponibilidade de água potável, navegação fluvial, produção agrícola e transporte onde rios são artérias econômicas. Por fim, a ONU observa que a crise hídrica implica danos econômicos, degradação de rios, aquíferos e zonas úmidas reduzem o valor de ecossistemas que sustentam setores da indústria, agricultura e energia hidrelétrica, portanto, estruturar políticas que reconheçam água como capital natural finito e não como recurso renovável ilimitado,  implica ajustes nos direitos de uso, nas prioridades de acesso e nos mecanismos de proteção às comunidades vulneráveis. O compartilhamento de bacias hidrográficas têm vivenciado atritos diplomáticos regionais devido competição por recursos limitados, enquanto situações de escassez exacerbam conflitos existentes especialmente em áreas onde existem desigualdades, ao passo que, falta de acesso a recursos hídricos pode impulsionar migrações, levando comunidades se deslocarem por água e alimentos, dinâmica que apresenta desafios em termos de gestão da migração, coesão social e estabilidade política em países receptores. Enfim, especialistas e organizações internacionais concordam da necessidade de respostas destacando modernização da agricultura para uso mais eficiente da água, proteção legal dos ecossistemas e melhoria da infraestrutura de captação e tratamento, transição à tecnologias energeticamente eficientes, investimento em sistemas de tratamento e reciclagem,  integrando critérios ecológicos em políticas públicas, são passos necessários e insuficientes, se não forem acompanhados de vontade política global.

Moral da Nota: alertas são dados que a água está se tornando ameaça à paz global com empreendimento lançado para fornecer sistemas de tratamento e dessalinização de rápida implantação, à medida que governos, investidores e indústria enfrentam crise global de segurança hídrica cada vez pior. A Kinetic7 Technologies lança a Mazavida, empreendimento de infraestrutura de água limpa que reúne a Kinetic7 Technologies, sediada em Abu Dhabi e a Aquarius Capital, com a PIF Energy, sediada em Dallas, criando empresa na interseção entre resiliência climática, infraestrutura crítica, segurança alimentar e resposta à emergências. O Instituto Universitário da ONU à Água, Meio Ambiente e Saúde alertou que o mundo superou crise hídrica temporária e entrou em era de “falência hídrica” global, com  bacias hidrográficas, aquíferos, pântanos, solos, lagos e geleiras não retornando às linhas de base históricas. Diz que 4 bilhões de pessoas sofrem com escassez de água por pelo menos 1 mês/ano, que impactos da seca custam US$ 307 bilhões/ano e 2,1 bilhões de pessoas não têm água potável administrada com segurança, neste contexto, Mazavida se enquadrada não como operação de infra-estruturas convencional mas como rota rápida à resiliência hídrica implantável. Daí, Mazavida que Maza significa água e Vida significa vida concentra em sistemas de tratamento e dessalinização em contêineres que podem ser implantados  em países e regiões de alta dependência, apoiando resposta humanitária, resiliência municipal, continuidade industrial e produção agrícola, acrescenta que a água torna-se classe de ativos estratégicos à medida que choques climáticos, envelhecimento das infra-estruturas, crescimento populacional e instabilidade política colocam pressão sobre governos, serviços públicos e cadeias de abastecimento. Rick Parish, fundador da Kinetic7 Technologies e da Aquarius Capital, indica que “a segurança hídrica não é desafio de desenvolvimento distante e, sim, risco econômico, humanitário e político definidor, com a Mazavida criada para ir além de discussões e fornecer sistemas projetados que produzem água potável de modo rápido, confiável em escala onde a infraestrutura convencional é lenta, cara ou vulnerável.”E conclui, “a segurança alimentar, energética e hídrica está no centro da resiliência nacional," acrescentando que, “água limpa não é apenas questão humanitária é, base à saúde, produtividade, estabilidade e investimento com foco do Mazavida atender necessidade com sistemas práticos implantados onde são mais necessários.”Ben Morrow, presidente-executivo da PIF Energy Dallas, acrescenta que, “chegará o dia em que o petróleo estará barato e guerras serão travadas pela água, quando esse dia chegar, os mais vulneráveis não poderão ser aqueles que ficarão sem acesso a recursos mais básicos da vida e a Mazavida colocará pessoas em 1º lugar e defenderá o direito fundamental à água limpa, criada para transformar tecnologia em infraestrutura hídrica prática  implantada onde for necessária e, através desta joint venture, forneceremos soluções hídricas confiáveis à governos, comunidades, agricultura e indústria com velocidade, confiabilidade e escala que as condições atuais exigem.” Por fim, dessalinizar água do mar e tratar fontes de água contaminadas, salobras e não confiáveis, sistemas Mazavida são projetados para atender nações costeiras, regiões afetadas pela seca, zonas de desastre e áreas industriais onde segurança hídrica é cada vez mais crítica ao bem-estar humano e continuidade econômica. A Mazavida busca parcerias agrícolas para fornecer água de irrigação confiável, proteger produção de alimentos, segurança alimentar e hídrica a longo prazo, garantindo que o desenvolvimento industrial e econômico expandido não ocorra às custas das comunidades que dependem dos mesmos recursos hídricos.