segunda-feira, 29 de junho de 2026

OMS

O chefe do escritório da OMS na Turquia esclarece que a organização foca ligação entre crise climática e saúde humana na COP31, em que saúde é argumento forte e tangível à ação climática porque se experimentam mudanças através do impacto em vidas, bem-estar e comunidades e "criar plataforma à Turquia mostrando experiência e liderança no avanço de abordagens que conectem resiliência climática, sistemas de saúde, segurança hídrica, sustentabilidade ambiental e preparação para emergências". A COP31 oferece oportunidade à fortalecer vínculo entre clima e saúde nas discussões globais, acrescentando que a realização da conferência pela Turquia auxiliaria  sublinhar o papel da ação climática na salvaguarda da saúde e comunidades, disse ainda que, as alterações climáticas não eram apenas desafio ambiental, mas crise de saúde pública que já afeta a saúde humana no mundo e que os impactos das alterações  tornam-se cada vez mais decisivos ao futuro fardo das doenças, segurança sanitária e resiliência dos sistemas sanitários, acrescentando que, efeitos podem surgir direta e indiretamente. Descreveu que a meta de 1,5°C do Acordo de Paris é limite crítico à saúde pública, alertando que ultrapassá-la teria consequências significativas, esclarecendo que, "se o aquecimento global exceder 1,5ºC, é provável que vejamos eventos climáticos extremos mais frequentes e severos, aumento da mortalidade relacionada ao calor, aumento da pressão sobre sistemas alimentares e água e maiores riscos de surtos de doenças e deslocamento, sendo que os impactos na saúde serão significativos às populações vulneráveis, incluindo idosos, crianças, pessoas com doenças crônicas e comunidades que já enfrentam desafios sociais ou econômicos". Explica que podem surgir restrições de capacidade hospitalar e serviços de saúde de emergência nos fenômenos meteorológicos extremos, com potenciais problemas nas cadeias de abastecimento, danos na infra-estrutura e interrupções no acesso à electricidade e água, aumentando necessidades de cuidados imediatos a longo prazo, além de obrigação de sistemas de saúde responderem não só emergências, mas impactos secundários, incluindo, doenças infecciosas e relacionadas à poluição, condições de saúde mental e agravamento de doenças crônicas. Por fim, concluiu que há espaço para elevar mais a saúde no âmbito das negociações climáticas e quadros de implementação, considerando que saúde é um dos argumentos mais fortes e tangíveis à ação climática porque se experimenta primeiro mudanças climáticas através do impacto nas vidas, bem-estar e comunidades.

A organização de direitos humanos Médico International e a rede alemã “Coordination gegen Bayer-Gefahren”, ou, Coordenação contra os Perigos da Bayer, CBG, relatam que o glifosato e o fósforo branco usados ​​pelas forças israelenses no Líbano são  presumivelmente de origem alemã, quando em fevereiro de 2026 surgiram relatos   alegando que o exército israelense utilizou o herbicida glifosato no sul do Líbano e Síria. O Ministério da Agricultura do Líbano, avisa que concentrações de glifosato em amostras coletadas na região excederam níveis normais em 20 a 30 vezes, ao passo que o presidente do Líbano, Josef Aoun, descreveu a situação como "crimes ambientais e de saúde", no entanto, o incidente é particularmente relevante à Alemanha, já que a Monsanto, fabricante de glifosato sediada nos EUA, adquirida em 2018 pela Bayer e uma das maiores corporações químicas do mundo. Vale a nota que, não apenas a grande mídia alemã abordou o assunto, apesar da relutância em noticiar crimes de guerra de Israel com o tema chegando ao Bundestag alemão com pouca indignação pública, ao passo que a organização de direitos humanos Medico International publicou relatório “Cartografias da Destruição, A Guerra de Israel contra o Líbano”, em cooperação com a libanesa “Obras Públicas”, sendo que o relatório, além dos crimes de guerra, documenta uso de fósforo branco por Israel no Líbano e, segundo o relatório, também oriunda da Monsanto. Jan Pehrke, da CBG, esclareceu  que “há indícios que o fósforo usado na guerra do Oriente Médio vem da fábrica de glifosato da Bayer em Soda Springs EUA", embora se saiba há muito tempo Israel usa fósforo branco em suas guerras contra Gaza e Líbano, mas, o suposto uso de glifosato é alegação recente, com Riad Othman, diretor da Medico International no Oriente Médio, observa que o herbicida cancerígeno já havia sido “testado” pelos militares israelenses na Faixa de Gaza em 2014. Vale a nota que na Assembléia de Acionistas da Bayer em abril de 2026, o Conselho Executivo negou ter fornecido glifosato diretamente aos israelenses ou americanos, contudo, não emitiu negação correspondente em relação ao fósforo branco, já que no início de 2026, o presidente dos EUA, classificou o fósforo elementar na produção tanto do fósforo branco quanto do glifosato como essencial à “segurança nacional” norte americana. Em suma, a decisão ocorreu 2 semanas pós relatos do uso de glifosato no Líbano e Síria e pouco antes do ataque conjunto EUA-Israel ao Irã, na qual o fósforo branco também teria sido usado.

Moral da Nota: relatório da UNICEF que mapeia exposição infantil a riscos climáticos sobrepostos revela que quase metade das crianças do mundo, 1,1 bilhão, enfrentam pelo menos 3 ameaças simultaneamente por conta de terem que atravessar rios a nado e destruição da passarela por enchentes em 2012 e 10 anos depois não foi reconstruída, sendo que nas monções, "as fortes correntes, árvores mortas e detritos bloqueiam  rios, causam ferimentos e mortes” além da perda de livros, mochilas e roupas”. Constata que as 2,3 bilhões de crianças vivas atualmente expostas a pelo menos um risco climático que variam de inundações, secas e tempestades tropicais a ondas de calor, calor extremo, incêndios florestais, tempestades de areia e poeira, além de  1,1 bilhão de crianças, quase metade da população infantil mundial enfrenta 3 ou mais riscos simultâneos e, mais de 4 milhões, estão expostas a até 6 riscos. Tom Slaymaker, que lidera a unidade de dados sobre água, clima e ambiente do UNICEF, nos fala que “ter que atravessar a nado rio conhecido pelas correntes e crocodilos, só para chegar à escola”, “às crianças, o impacto das mudanças climáticas não é preocupação abstrata ou futura, é realidade que as leva arriscar suas vidas para não perderem aulas.” O UNICEF à mapear onde e com que intensidade os riscos convergem, utilizou um novo Banco de Dados Global de Riscos à Crianças que identifica exposição em grade de até 100 metros e, monitora 8 riscos climáticos, ou, inundações fluviais e costeiras, secas, tempestades tropicais, ondas de calor, calor extremo, incêndios, tempestades de areia e poeira, acrescentando ainda 2 crises de saúde agravadas pelo aquecimento global, ou, malária e poluição do ar. Avaliações sucessivas da UNICEF, baseadas em dados mais detalhados, mostram que a ameaça climática às crianças torna-se mais crítica à medida que é mais compreendida, sendo que a 1ª análise da agência, o Índice de Risco Climático Infantil de 2021, identificou 1 bilhão de crianças em risco extremamente alto e 820 milhões expostas a ondas de calor, enquanto o novo número para exposição a ondas de calor é de 1,5 bilhão e a exposição registrada à poluição do ar subiu de 1 bilhão à 2,3 bilhões. Em suma, poluição do ar 2,3 bilhões, malária 1 bilhão, enchentes fluviais 337 milhões, enchentes no litoral 33 milhões, ondas de calor 1,5 bilhão, calor extremo 1,2 bilhão, seca 1,8 bilhão, tempestade tropical 662 milhões, tempestade de areia e poeira 123 milhões e incêndios 206 milhões.

sábado, 27 de junho de 2026

Justiça Climática

Ações judiciais contra o fabricante do herbicida Roundup estão suspensas nos EUA por ordem da Suprema Corte, ao decidir a favor da Bayer ao bloquear processos sob alegaçãp que a empresa não alertou os clientes sobre o potencial cancerígeno do produto. Após onda de litígios incluindo veredictos multimilionários contra a Bayer, que adquiriu o Roundup quando comprou a Monsanto, fabricante original em 2018, o caso chegou a Suprema Corte e, em decisão de 7 a 2, determinou que a empresa não pode ser processada em tribunais estaduais, pois regulamentações federais consideram improvável a ligação do pesticida com o câncer e não exigem aviso na embalagem. A Bayer em comunicado diz que a decisão “é boa à ciência, agricultores e indústrias que dependem da clareza regulatória para inovar”, continua, "deve ajudar a conter processos judiciais relacionados ao Roundup, pós quase 1 década de batalhas legais”, embora a companhia afirme que a decisão resultará no arquivamento dos processos pendentes com alegações de falha na advertência, disse que planeja prosseguir com  proposta de acordo coletivo de US$ 7,25 bilhões à resolver reivindicações restantes. Christopher Seeger, advogado indicado como representante dos demandantes que movem ações judiciais contra o Roundup, critica a decisão do tribunal dizendo que, “a decisão da Suprema Corte fecha injustamente as portas do tribunal aos americanos afetados por pesticidas”, afirmando que um acordo ainda permitiria que algumas pessoas recebessem indenização. A Suprema Corte analisa o caso apresentado por John Durnell, do Missouri, que desenvolveu Linfoma não Hodgkin após mais de 20 anos atuar como o "cara da pulverização" da associação de moradores, utilizando Roundup nos parques da comunidade histórica em St. Louis, sendo que um júri concordou que a empresa não alertou sobre possíveis riscos de câncer e concedeu-lhe indenização de US$ 1,25 milhão, este, um dos milhares de casos, incluindo alguns com indenizações na casa dos bilhões de dólares. Vale a Nota que existe intenso debate sobre o câncer e o principal ingrediente do Roundup, o glifosato, com a Agência Internacional da OMS de Pesquisa sobre o Câncer disse em 2015 que o produto químico é "provavelmente cancerígeno", enquanto a EPA, Agência de Proteção Ambiental dos EUA, determinou que é improvável que cause câncer em humanos quando usado conforme as instruções, além de aprovar um rótulo sem alerta sobre o risco de câncer, com a Bayer argumentando que, é obrigada a seguir normas federais e não leis estaduais sob as quais Durnell e outros entraram com ações judiciais. A advogada do demandante, Ashley Keller, disse que a decisão ainda permite processos sob alegação de problemas com o modo como o produto foi desenvolvido, ao passo que a Bayer contesta alegações de câncer, mas, reservou US$ 16 bilhões para resolver processos e, no início de 2026, propôs acordo coletivo de US$ 7,25 bilhões, sendo que um juiz federal decidiu que o acordo será julgado no Tribunal Estadual do Missouri, onde muitos processos foram instaurados.  A empresa tenta persuadir os estados a promulgarem leis que a protejam de ações judiciais por omissão de advertências, 3 estados concordaram, considerando que há  200 mil reclamações contra a Bayer relativas ao Roundup, a maioria por usuários domésticos, com o detalhe que a empresa deixou de usar nos EUA glifosato no Roundup vendido no mercado residencial de produtos à gramados e jardins, além de considerar a retirada do glifosato do mercado agrícola norte americano caso continue sendo processada, com grupos agrícolas dizendo que seria devastador no abastecimento de alimentos. Por fim, os pesticidas criaram divisão entre o governo e membros do movimento "Make America Healthy Again" do Secretário de Saúde Robert F. Kennedy, pela frustração com ordem executiva destinada a impulsionar produção de glifosato, já que o próprio Kennedy afirmou em várias ocasiões que o pesticida causa câncer, embora reconheça que a ordem executiva era necessária por razões de abastecimento alimentar e segurança nacional.

Outra questão envolve a Chemours Co. que pagará US$ 450 milhões para encerrar o caso dos PFAS, 'químicos eternos', decorrente acordo multiestadual entre o governo e a química Chemours Co. referente anos de despejos ilegais de "produtos químicos eternos" sintéticos usados ​​para tornar produtos resistentes à água, gordura e manchas. Trata-se do 1º acordo do governo federal dos EUA buscando resolver ações judiciais contra um fabricante de substâncias químicas nocivas, conhecidas como substâncias per e polifluoroalquiladas, PFAS, sendo que a Chemours, empresa derivada da DuPont, que concordou instalar controles de poluição por PFAS para descargas em águas superficiais e emissões atmosféricas na unidade da Virgínia Ocidental, a custo estimado de US$ 60 milhões, além de fornecer água potável limpa às comunidades próximas as unidades na Virgínia Ocidental e Nova Jersey, a custo estimado de US$ 280 milhões, devendo implementar controles para reduzir liberação de PFAS e demais produtos químicos tóxicos na Carolina do Norte com base em avaliação independente pendente. Adam Gustafson, vice-procurador-geral adjunto da Divisão de Meio Ambiente e Recursos Naturais do Departamento de Justiça, disse que, em conjunto, penalidades e programas de reparação custarão pelo menos US$ 450 milhões, sendo que o acordo permite que a Chemours fabrique PFAS para aplicações comerciais e militares ao mesmo tempo que previna contaminação futura e proteja comunidades da poluição existente.  Afirma que o acordo protege a saúde pública e que o “governo reconhece o papel da Chemours em obrigações comerciais e militares”, enquanto Jeffrey Hall, administrador assistente de fiscalização e garantia de conformidade da EPA, avalia que o acordo contra um fabricante de PFAS "cumpre promessa do governo de fazer poluidores pagarem e impedir contaminação por PFAS na fonte". A Chemours despejou PFAS em rios em 3 estados e o acordo determina que instalações operadas nestes estados nos rios Ohio, Cape Fear e Delaware, violaram licenças exigidas pela Lei da Água Limpa e leis estaduais, além de requisitos legais da Lei Federal de Controle de Substâncias Tóxicas nas instalações, como resultado, moradores próximos das instalações foram expostos a PFAS ilegais, segundo as autoridades, considerando que estudos mostram que a exposição a alguns PFAS no ambiente pode estar ligada a efeitos nocivos à saúde de humanos e animais. Por fim, Jeff Jackson, procurador-geral da Carolina do Norte, classificou o acordo como "insulto ao povo do leste da Carolina do Norte", já que, é "epicentro da contaminação por GenX, sendo que o acordo praticamente não faz nada para limpar a água" do estado, disse Jackson, valendo a nota que, GenX é o nome comercial de produto químico sintético desenvolvido pela Chemours como alternativa ao PFAS, gerou preocupações em relação à saúde e ao ambiente, lembrando que o decreto federal exige 14 sistemas de tratamento específicos para reduzir PFAS nas águas residuais, pluviais e subterrâneas da fábrica da Virgínia Ocidental. Em suma, o acordo surge em momento que se espera que a administração federal norte americana proponha flexibilização de limites na água potável do governo anterior sobre PFAS, "químicos eternos", ao mesmo tempo que adia, mas mantém, normas rigorosas à 2 tipos comuns da substância.

Moral da Nota: na França, o tribunal judicial de Paris manda a TotalEnergies incluir emissões indiretas em plano de ação climático completando o plano de vigilância no prazo de 6 meses para incluir emissões indiretas ligadas a seus produtos, por conta de demanda em ação movida pela Prefeitura de Paris e 4 ONGs devido riscos climáticos gerados por empresas com altas emissões de gases efeito estufa. O Le Monde, diz que segundo Alice Timsit, adjunta da Prefeitura e responsável pela transição ecológica à Prefeitura de Paris, a decisão representa “marco na história do direito climático francês” e “pela 1ª vez, um juiz reconhece que riscos climáticos fazem parte das obrigações de vigilância das empresas e nenhuma multinacional de combustíveis fósseis pode escapar”. O tribunal considerou que a petrolífera francesa pode contribuir, através de sua atividade, aos riscos e impactos climáticos, conforme a lei do dever de vigilância, já que a lei francesa exige, desde 2017, que empresas com mais de 5 mil empregados na França, ou, mais de 10 mil no mundo, implemente plano de vigilância, sendo que o julgamento ocorreu diante Câmara criada para tratar de casos relacionados a essa lei, buscando identificar riscos e prevenir violações aos direitos humanos, saúde e ambiente que resultem de atividades de empresas, subsidiárias, fornecedores e subcontratados. O tribunal lembra que “a lei sobre dever de vigilância das empresas controladoras não tem como objetivo torná-las responsáveis por riscos ligados às mudanças climáticas que decorrem do conjunto da atividade humana desde a Revolução Industrial”, acrescenta que, a lei exige que “atuem conforme sua situação sobre riscos e impactos relacionados às mudanças climáticas que se enquadram na prevenção de violações aos direitos humanos”, nesse contexto, o tribunal considerou que o plano de vigilância da TotalEnergies era “incompleto”, observando que, a lei sobre o dever de vigilância “não pode levar o juiz substituir à empresa para exigir adoção de medidas precisas e detalhadas nem tornar obrigatória a fixação de metas específicas a serem atingidas”. Vale a nota que, os autores da ação exigiam, em especial, interrupção de novos projetos de hidrocarbonetos da TotalEnergies e redução da produção de petróleo em 37% até 2030 e em 25% ao gás.

terça-feira, 23 de junho de 2026

Endemia

Definir doença biologicamente em detrimento ao conceito sindrômico, conjunto de sinais e sintomas, é padrão em áreas como oncologia e torna-se conceito unificador comum à doenças neurodegenerativas, não apenas Alzheimer, definida como processo biológico que começa com o aparecimento da alteração neuropatológica da Doença de Alzheimer, DA, ADNPC, enquanto o paciente está assintomático. Demência é termo geral ao declínio na capacidade mental suficientemente grave para interferir na vida diária, enquanto doença de Alzheimer é específica e causa mais comum de demência, daí, compreender sobre termos e diferença importa e capacita indivíduos que vivem com Alzheimer ou qualquer outra demência, famílias e cuidadores, com o conhecimento necessário, sendo que demência descreve grupo de sintomas associados ao declínio da memória, raciocínio ou habilidades de pensamento, com diferentes tipos e condições que a causam, como a demência mista, ou, condição na qual ocorrem alterações cerebrais de mais de um tipo de demência simultaneamente ao passo que a doença de Alzheimer é a causa mais comum respondendo por 60-80% dos casos. A demência não é parte normal do envelhecimento, causada por danos nas células cerebrais que afetam a capacidade de comunicação na expressão do pensamento, comportamento e sentimentos, daí, doença de Alzheimer é doença cerebral degenerativa causada por alterações cerebrais complexas pós danos celulares levando a sintomas que pioram gradualmente com o tempo, sendo que o sintoma inicial mais comum da doença de Alzheimer é a dificuldade de lembrar novas informações porque afeta primeiro a parte do cérebro associada à aprendizagem. À medida que avançam, os sintomas tornam-se mais graves e incluem desorientação, confusão e alterações de comportamento e, eventualmente, falar, engolir e andar tornam-se difíceis, embora o maior fator de risco conhecido à doença de Alzheimer seja o aumento da idade, portanto, a doença não é parte normal do envelhecimento embora a maioria das pessoas com Alzheimer tenham 65 anos ou mais e aproximadamente 200 mil americanos com menos de 65 anos vivem com doença de Alzheimer de início mais jovem. Biomarcadores Core 1 de mudança precoce, tomografia por emissão de pósitrons amilóide, PET, biomarcadores de líquido cefalorraquidiano aprovados e biomarcadores plasmáticos precisos especialmente tau 217 fosforilado, são mapeados na via beta amiloide ou na tauopatia da Doença de Alzheimer, DA, no entanto, refletem presença de ADNPC de forma mais geral em que biomarcador Core 1 é suficiente para estabelecer diagnóstico de DA e informar decisão clínica ao longo da evolução e biomarcadores Core 2 podem fornecer informações prognósticas e, quando anormais, aumentam a confiança que a DA está contribuindo aos sintomas.

A prevalência de demência específica por idade diminuiu em dois terços nos EUA entre 1984 a 2024, declínios inesperados e, em grande parte ignorados, ocorreram à taxa relativa de 2,5% a 3,0% ao ano durante 40 anos em 3 pesquisas nacionalmente representativas projetadas para estimar tais declínios, sem desaceleração no final do período de 40 anos e os estudos citados acima foram acompanhados por declínios correspondentes nas taxas de incidência de demência não apenas nos EUA, mas na Suécia, Holanda, Reino Unido e França. O Estudo dos EUA com 3.010 participantes descobriu que taxas de incidência de demência diminuíram em populações sucessivas, com 77% mais baixas aos nascidos entre 1932 e 1941 comparados aos nascidas entre 1902 e 1911, sendo que a Meta-análise de 49.202 indivíduos em estudos populacionais nos EUA e Europa descobriu que as taxas de incidência de demência diminuíram em 13% por década civil entre 1988 a 2015, daí, revisão sistemática de 14 estudos que examinaram mudanças nas taxas de incidência de demência ao longo do tempo descobriu que a maioria, não todos, estudos dos EUA e Europa relataram declínios. Algumas populações que apresentaram taxas de prevalência estáveis ​​ou crescentes, como Japão ou em indivíduos afro-americanos nos EUA, sugere necessidade de examinar amostras mais racialmente diversas, cujas taxas foram estimadas para 1984 e 2004 usando a Pesquisa Nacional de Cuidados de Longo Prazo, extrapoladas para 2024 a taxa média relativa de declínio de 2,7% ao ano ficando no meio do caminho entre taxas relativas de declínio de 2,5% e 3,0% ao ano estimadas entre 2000 e 2012 usando o Estudo de Saúde e Aposentadoria e 2011 a 2021 usando o Estudo Nacional de Tendências de Saúde e Envelhecimento. O declínio cumulativo foi de 67% nos 40 anos em prevalência padronizada por idade em 65 anos ou mais, assumindo que efeitos da COVID-19 na demência foram resolvidos até 2024, embora efeitos de longo prazo possam permanecer, mostrando taxas de prevalência de demência em declínio nos EUA por idade e ano inserida na porcentagem da população norte americana com demência por idade em 1984 vs 2004 com base em dados da Pesquisa Nacional de Cuidados de Longo Prazo, daí, aumentos de idade para 1984, 2004 e 2024 refletem efeitos conjuntos da idade e ano civil, não os aumentos realmente experimentados por qualquer indivíduo ou grupo de indivíduos nascidos em determinado período civil.

Moral da Nota: a Comissão Lancet identifica 14 fatores de risco potenciais, 11 no início da vida, 0-17 anos, até a meia-idade, 18-64 anos, incluindo educação, perda auditiva, nível de colesterol de lipoproteína de baixa densidade, depressão, traumatismo craniano, inatividade física, diabetes, tabagismo, hipertensão, obesidade, consumo de álcool e 3 no final da vida, 65 anos ou mais, incluindo isolamento social, poluição do ar e perda de visão. Dado o momento relativo à idade de 65 anos, fatores de risco iniciais e de meia-idade, por exemplo, deficiências nutricionais e traumas no início da vida na Depressão e Guerras Mundiais I e II, aumento dos níveis de educação, declínio do tabagismo, introdução de estatinas, uso de antidepressivos e melhor controle da hipertensão, podem responder ​​pela maioria das diferenças sendo que fatores adicionais podem incluir aumento do uso de vacinas à adultos, por exemplo, pneumonia ou herpes zoster, outros fatores, no entanto, aumentaram risco de demência ao longo do tempo, por exemplo, obesidade, diabetes e ooforectomia que pode ter atenuado declínios passados ​​e contribuir ao aumento das taxas de incidência no futuro. Limitações dos estudos incluem vieses de amostragem de pesquisa, averiguação imprecisa de demência e seus subtipos, mudanças nos critérios diagnósticos ao longo do tempo e incapacidade de determinar causalidade e, apesar dessas limitações, a similaridade das descobertas entre os estudos dos EUA e  Europa sugere que o declínio de 40 anos nas taxas de prevalência de demência específicas por idade nos EUA foi real e que foi principalmente fenômeno geracional.

sábado, 20 de junho de 2026

Tendências

Relatório mostra que o seguro deixou de ser requisito transacional para se tornar facilitador estratégico da bancabilidade, confiança do credor e mobilização de capital diante riscos, com a corretora Willis publicando Revisão do Mercado de Energia Renovável e descobrindo que o setor de energia renovável entra em fase de crescimento acelerado moldado pela inovação tecnológica, intensificando competição global e pressão geopolítica sobre segurança energética. Avalia que oportunidades se expandem com as complexidades por trás de projetos bem-sucedidos e, ao mercado de seguros, promove ambiente de subscrição exigente em contexto de forte desempenho em que seguradoras diversificam carteira alargando livro de energias renováveis. O hidrogênio verde, energia geotérmica de última geração e energia solar espacial, ou tecnologias inovadoras, estão mudando a narrativa sobre o possível cujo sucesso nas áreas renováveis depende cada vez mais da execução, ou, gerenciar complexidade, antecipação de riscos sistêmicos e alinhamento de estratégias de engenharia, finanças e seguros. Nos alerta que, a capacidade e forte concorrência impulsionam  abrandamento sustentado ao mercado das energias renováveis, sendo os riscos com bom desempenho e ricos em dados os que mais se beneficiam e, à 2026, tendências de preços indicam reduções entre 20-30% à riscos Nível 1, ou, contas de renda de prêmio grandes, limpas e bem projetadas e reduções de 10-15% para Nível 2, ou, renda de prêmio limpa, menor, e, para programas afetados por perdas a renovação depende do montante da perda. A urgência e valor estratégico da segurança energética via fontes de combustível diversificadas e renováveis tornam-se mais importantes às empresas e seus perfis de risco, no entanto, volatilidade geopolítica e eletrificação comprimem os cronogramas  na implantação de renováveis, valorizando escala, velocidade e certeza da entrega, em forças que aumentam dependência de fornecedores chineses que dominam a fabricação de equipamentos originais, particularmente tecnologias solares e baterias. A integração precoce da engenharia de risco, alocação clara de passivos e dados de desempenho confiáveis serão essenciais para desbloquear investimento e dimensionar a implantação, considerando que o risco passa de falhas isoladas de componentes à riscos de dependência sistêmica, com clara necessidade das empresas mapearem e gerirem prazos de recuperação, planeamento de contingência, bem como alinhamento entre aquisições, contratos e estruturas de seguros. Por fim, a Ásia define ritmo da transição energética global, respondendo por 74,2% das adições de capacidade renovável em 2025 e aumentando capacidade renovável instalada em 513,3 GW à 2.891 GW, ou, 56,1% da capacidade renovável global, no entanto, a rápida expansão asiática em energia solar, eólica, hidrelétrica, sistemas de armazenamento de energia em bateria, BESS, instalações híbridas e energia solar flutuante, aumenta a complexidade dos riscos, quer dizer, os projetos que alcançarão resultados mais fortes em 2026 serão os que puderem demonstrar dados transparentes, design técnico robusto, premissas de atraso confiáveis e alinhamento entre aquisições, contratos e transferência de riscos.

A reunião em Bonn preparativa à cúpula de novembro em Antalya, COP31, lança metas traçando caminho para reduzir emissões oriundas de energia, edifícios e resíduos,  evitando combustíveis fósseis e disputas financeiras que afundaram as últimas COPs, com isto, emergem clarezas sobre o que a presidência espera que a próxima cúpula climática da ONU realize, daí, eletrificação, redução de resíduos e eficiência energética em edifícios e construções. As metas visam que a eletricidade atenda 35% da demanda final de energia até 2035, aumento relativo 20% atuais, chamada de “35 por 35”, sseguida da redução pela metade do crescimento do lixo global até a mesma data, enquanto busca reduzir a intensidade energética dos edifícios em pelo menos um quarto, juntos, traça rumo em torno de setores entre as maiores fontes de emissões globais de gases efeito estufa, ou, construção civil que representa 37% do total global. Além dos objetivos principais, a Agenda de Ação da presidência da COP31, lança mais temas abrangendo segurança alimentar, oceanos, industrialização verde, juventude e educação e, de particular interesse à comunidade da saúde, os sistemas de saúde resilientes. As metas principais e o restante da Agenda de Ação, são definidas pela presidência e são objetivos políticos, não são resultados garantidos cujos países devem optar por adotá-las por iniciativa própria em Antalya e nas negociações formais para que as metas se tornem realidade. A cúpula de 2025 na Amazônia, COP30, cenário que deveria colocar o papel crucial das florestas tropicais no equilíbrio do clima global no centro das negociações, o Brasil apoiou com mais de 90 países, plano para deter e reverter o desmatamento, porém, nunca chegou à versão final com mais de 100 nações recusando-se a apoiá-lo. Em momento que o planeta se aproxima do limite de 1,5°C e que as negociações climáticas da ONU visam defender, vem à tona discussão de novas metas para Antalya com pesquisas científicas mostrando que o planeta caminha ultrapassar o 1,5ªC de Paris por volta de 2030. A meta de eletrificação foi concebida para manter o mundo em trajetória de 1,5°C, com base na modelagem da IRENA, Agência Internacional de Energia Renovável,no entanto, com os combustíveis fósseis respondendo ​​por 70% das emissões globais ausentes da agenda, a estratégia da presidência parece mais de controle de danos que correção de rumo.

Moral da Nota: o relatório anual Indicadores de Mudanças Climáticas diz que o aquecimento global causado pela ação humana atingiu 1,37°C em 2025 e emissões  alcançaram recorde de 56,8 bilhões de toneladas de CO2 equivalente em 2024, enquanto análise separada divulgada em Bonn pela Climate Analytics, concluiu que o uso de combustíveis fósseis precisa ser reduzido pela metade até 2035 para que o limite de 1,5°C permaneça alcançável, observando que o crescimento das emissões de CO2 começou a desacelerar, mas, as emissões ainda estão aumentando. O ponto crucial das COP desde Paris, o dinheiro, não é abordado na agenda da presidência da COP31, sendo que estrutura conceitual divulgada em Bonn apresentou um “Acelerador de Implementação Global” e uma “Ponte de Implementação Climática” para acelerar a implementação de soluções climáticas, de coordenação, nenhuma delas é fundo, com a presidência especificando que nenhum dinheiro novo está sendo alocado. A meta de eletrificação conclui que a eletricidade deve aumentar 23% do consumo final de energia atualmente para 35% até 2035 e para mais de 50% até 2050, para se manter trajetória compatível com o limite de 1,5°C, considerando o fato que, por ser a mais barata e produzida localmente, protege famílias, bancos centrais e economias da volatilidade de mercados globais e choques geopolíticos. Precisamos saber que o mundo gera 2,1 bilhões de toneladas de resíduos sólidos/ano, número, que o PNUMA projeta subirá à 3,8 bilhões de toneladas até 2050, em cenário de manutenção do status quo, sendo que o acúmulo em aterros representa problema climático crescente e o lixo orgânico em decomposição, fonte humana de metano, um dos principais aceleradores do aquecimento global. Não custa relembrar que, o metano responde por quase 30% do aumento das temperaturas globais desde a Revolução Industrial, o desperdício alimentar responde por 10% das emissões globais, grande parte na forma de metano, gás 80 vezes mais potente que o CO2 em curto prazo, no entanto, o metano se decompõe na atmosfera em 12 anos, enquanto o CO2 leva séculos, reduzi-lo é considerado "freio de emergência" vital no aquecimento a curto prazo.

quinta-feira, 18 de junho de 2026

BRICS

Tecnologias Universa blockchain serão utilizadas no BRICS Settlement Center em ativos digitais e moedas emitidas pelos países membros do BRICS e BRICS +, além de transações comerciais e logísticas. Na prática o BRICS IT, Blockchain e Cryptocurrency Association e a Universa Blockchain, possuem Acordo relativo à implementação do projeto do Banco Digital BRICS com base na Suíça. O núcleo do sistema Universa Blockchain impulsiona operações do BRICS Settlement Center, utilizando ativos digitais e moedas emitidas por estados membros do BRICS e BRICS +, além de transações comerciais e logísticas com o fundador da Universa Blockchain, Alexander Borodich, nomeado co-presidente da unidade de força-tarefa do BRICS Digital Settlement Center. A “New Silk Road BRICS” é plataforma de comércio e logística iniciada pelas Associações de Transporte e Energia do BRICS, baseada em resoluções dos chefes de estado da China, Rússia, África do Sul e Brasil, utilizando ativos digitais e tokens de transações de comércio exterior com o detalhe da não citação indiana. O chefe da associação, Oleg Sobolev, ocupa cargo de vice-presidente da plataforma global de comércio e logística de TI Global de Logística e Comércio da Nova Rota da Seda do BRICS ou “New Silk Road BRICS”, newsilkroadbrics.com, que lançou a 1ª criptomoeda BRICS, observa que “a cooperação tecnológica dará impulso adicional ao desenvolvimento do Banco Digital. Antes disso, informa assinatura de acordo de cooperação com a Joys Platform OU, membro do BRICS Business Council, à criação do BRICS Payment System baseado na plataforma de TI BRICS New Silk Road Global Trade and Logistics IT. A Nova Rota da Seda do BRICS é plataforma de comércio e logística criada sob auspícios das associações de transporte e energia do BRICS, bem como nas decisões dos líderes da China, Rússia, África do Sul e Brasil, utilizando ativos digitais e tokens em transações reais de comércio exterior.

Neste conceito disruptivo, a Tunisian Internet Agency, ATI, e a Universa Hub Africa são parceiras estratégicas, tornando a Tunísia um dos primeiros países do mundo com blockchain nacional baseado nas tecnologias Universa Blockchain. Em 2020 na apresentação dos resultados da parceria entre ATI e Universa Hub Africa, o lançamento da rede global blockchain nacional da Tunísia foi anunciado com assinatura de documentos utilizando o serviço MyDocuments.tn em blockchain. Representantes oficiais assinaram Parceria Público-Privada, PPP, usando  serviços blockchain recém-lançados, o serviço certificado e-sig MyDocuments.tn, implantado na Tunísia e disponível para mais de 11 milhões de tunisinos para assinar papéis oficialmente. O CEO da Universa Blockchain Alexander Borodich afirmou que “desenvolvedores, startups, empreendedores serão capazes de criar qualquer tipo de solução blockchain: ID digital, contratos inteligentes para empréstimos, seguros, gerenciamento da cadeia de suprimentos, conformidade com rótulos de qualidade”. A rede nacional blockchain da Tunísia engloba recentes desenvolvimentos da Universa Blockchain e disponível ao público tunisiano para usuário final, além de integração futura com operações governamentais e processos de negócios. Os desenvolvimentos planejados são direcionados à Smart Cities, e-gov e soluções ao cidadão estando previstos marcos na implantação e lançamento como o DNS nacional sobre blockchain com domínios descentralizados resistentes à censura, sistema de ID descentralizado, serviços da Web Blockchain e etc. A Tunísia se insere como um dos primeiros países com blockchain nacional, especificando novo conceito de Internet descentralizada abrindo oportunidades de suporte a e-gov e serviços privados. Em 2018, a Tunisian Internet Agency, ATI, assinou parceria de 10 anos com a Universa Hub Africa à serviços de hospedagem para plataforma facilitando desenvolvimento, sendo que a ATI, Agence tunisienne d’Internet, ou, Agência da Internet da Tunísia, é o principal ISP da Tunísia criado em 1996 e administrado pelo Ministério das Comunicações. 

Moral da Nota: a Universa Blockchain é empresa multinacional fornecedora de tecnologia blockchain e de segurança descentralizada, lançada em 2017, executando Mainnet pública desde 2018, com metodologia de contratos inteligentes de autoexposição Ricardiana à integração blockchain menos intrusiva, com processos de negócios fornecendo portfólio de tecnologias blockchain, incluindo UDC, plataforma para lançar CBDC, Ubots, de aplicativo descentralizada com flexibilidade entre fragmentação e descentralização, dApps prontos para oracle escritos em JavaScript regular, U8, tempo de execução JavaScript/ECMAScript assíncrono moderno e de alto desempenho no motor V8, Parsec, camada de segurança da Internet substituindo SSL/TLS e registradores de domínio/ICANN pelo armazenamento de dados mantido em blockchain comum, tornando domínios e certificados resistentes à censura e descentralizados. O Universa Hub Africa é provedor de serviços baseado na Tunísia para tecnologias, produtos, serviços e licenças Universa Blockchain, promovendo blockchain na Região Africana. O fundador da Universa Blockchain explicou que a pandemia direcionou interessados observar como barreiras entre países alimentam demanda pela digitalização das principais economias do mundo, explicando que “espera que tecnologias Universa desempenhem papel decisivo na implementação do projeto Banco Digital, auxiliando pessoas que nem sabem da existência da palavra “blockchain” tirar máximo partido da economia digital do século 21”. O BRICS é associação de países diversificados com a mesma característica comum, isto é, emergentes em evolução. A Rússia pós muro de Berlim, antiga inimiga do comunismo agrícola da também pós comunista China, se integra ao lado da África do Sul, Índia e Brasil. Se afina bem com a Índia que desafina com a China, que por sua vez, se afina com o visceral inimigo Paquistão. Neste ambiente se inserem, convergindo na evolução tecnológica emergente e, neste quesito, a Rússia parece se entender com a China e a Índia na tecnologia blockchain, IA, IoT, industria 4.0 e web 3.

terça-feira, 16 de junho de 2026

Projeções

O mercado de dispositivos Blockchain em 2020 de US$ 648 milhões deve atingir US$ 5,6 bilhões até 2027, com crescimento no segmento criptoativo revisado de 39,1% no  período de 7 anos, sendo que o mercado norte americano estimado em US$ 195,3 milhões e a China projetando crescimento de 34,8% de US $ 938,3 milhões em 2027. Outros mercados incluem Japão e Canadá, com crescimento previsto de 32,6% e 30,9%, respectivamente, entre 2020-2027 e, na Europa, a Alemanha prevê crescimento em 25,2%. Quanto ao segmento global de smartphones Blockchain, EUA, Canadá, Japão, China e Europa impulsionarão 32,5%, mercados regionais, representando mercado combinado de US$ 24,2 milhões em 2020 atingindo US$ 172,8 milhões com a China  entre os que mais crescem no grupo de mercados regionais.

Blockchain visa transparência e segurança beneficiando relacionamentos da cadeia de suprimentos global, na prática, armadilhas e obstáculos desafiam a implementação da tecnologia inseridas em desvantagens a serem consideradas ao blockchain na cadeia de suprimentos de finanças e tecnologia. Apontada como antídoto adequado à ineficiência da cadeia de suprimentos, a tecnologia não é panaceia e não resolve todos desafios da cadeia de suprimentos instantaneamente. Entender problemas e diferentes plataformas, resolvem e, como configurar processos de avaliação realista determina se blockchain beneficiará desafios específicos. Casos de uso além de financiamento da cadeia de suprimentos e processamento de transações com ledgers distribuídos de diferentes objetivos, necessitam compreensão clara que fornecerão necessidades decorrente diferenças funcionais entre eles. Custos de implementação para desenvolver e integrar a solução devem ser avaliados antes de iniciar qualquer trabalho de desenvolvimento. O livro-razão distribuído é evolução da forma como os negócios são feitos, não é substituição de processo existente por tecnologia pronta ao uso ou um novo processo de negócios, exigindo mudanças no modo como se negocia com parceiros e fornecedores sendo risco potencial em termos de segurança se algum intermediário ou parceiro tiver acesso a dados confidenciais. A descentralização apresenta desafios de interoperabilidade apresentando complexidade e levantando questões sobre como ledgers distribuídos funcionam juntos, sendo que a maioria das plataformas blockchain são de código aberto significando que diferentes versões podem ser mantidas por diferentes partes incluindo desenvolvedores terceirizados que podem não ter os mesmos interesses. Bugs podem se tornar código de produção difícil de detectar e resolver no código-fonte, encontrá-los e corrigi-los no registro distribuído é desafiador. A estabilidade e a segurança blockchain podem ser afetadas por regulamentos ou leis promulgadas, por exemplo, regulamentos europeus exigem que registros completos sejam mantidos eletronicamente e armazenados em servidores UE, com a tecnologia podendo ser afetada no futuro por modificação de regulamentos refletindo novos casos de uso e aplicativos.

Moral da Nota: projeto blockchain busca transformar o Mar de Cortez, noroeste do México, na 1ª zona econômica descarbonizada do planeta. O Fórum Mar de Cortez apresentou o plano “Mar de Cortez Region Carbon Neutral Goal 2030” descarbonizando produtos e serviços na área, um dos ecossistemas marinhos mais importantes da América do Norte por ser o maior centro pesqueiro no México. Consiste em saber quanto gera a pegada de carbono de cada atividade ou ação, nas empresas e pessoas individualmente com o verificador calculando toneladas de CO2 que determinado projeto de empresa ou organização evita ou remove da atmosfera. Para cada tonelada de CO2 que um projeto evita ou remove a plataforma emite um crédito de carbono que pode ser negociado uma vez, além da empresa poder comprar compensações de carbono necessárias para compensar a porcentagem da pegada de carbono que emite de seu produto, serviço ou evento. A iniciativa foi apresentada no “Mission Prosperity Summit 2022” em Los Cabos, com mais de 400 participantes e 42 palestrantes que discutiram turismo, preservação de ecossistemas, crise climática, estresse hídrico, responsabilidade social e investimentos de impacto. A importância do Mar de Cortez reside no fato de seus quase 259 mil kms² com mais de 900 ilhas protegidas, ser a maior zona pesqueira do México com 77% da pesca nacional concentrada no Pacífico e, deste, 80% no Golfo da Califórnia. O Fórum do Mar de Cortez promove programas sustentáveis, verificados e revisados por organismos internacionais visando obter certificação à geração de créditos de carbono, além de iniciar processo de afiliação de empresas, câmaras empresariais, organizações e fundações da região e de qualquer linha de negócios ou setor que aderirem ao projeto de criação de produtos e serviços descarbonizados.

quinta-feira, 11 de junho de 2026

Ponto de Inflexão

Relatório da ONU informa que Mudanças climáticas e poluição estão levando os oceanos a um ponto de inflexão, com recifes de coral, por exemplo, ameaçados pelo lixo plástico e aumento da temperatura da água devido o aquecimento global, no documento "crise crescente", alerta que mudanças climáticas, poluição, sobrepesca e perda de biodiversidade ameaçam ecossistemas marinhos cruciais à sobrevivência humana. O relatório compilado por 600 cientistas de 86 países é a 3ª Avaliação Mundial dos Oceanos desde 2015, já que, a última em 2021 nos alerta à elevação do nível do mar, acidificação oceânica, morte dos recifes de coral e queda nos estoques de peixes que fornecem 20% da proteína animal consumida pelos humanos. Ian Butler, um dos autores da avaliação e ecologista marinho do governo australiano, diz que “a próxima década é decisiva, sem ação global rápida e coordenada, a saúde oceânica continuará a declinar ameaçando estabilidade climática, resiliência da biodiversidade, segurança alimentar, os meios de subsistência e o bem-estar de bilhões de pessoas”. A ONU estima que até 45% da atividade econômica global ocorre nas costas do mundo e 3 bilhões de pessoas vivem a menos de 100 kms do oceano, com 1352 páginas, o relatório informa que “contaminação e poluição, lixo plástico, escoamento agrícola, esgoto e produtos químicos, são os principais fatores que contribuem ao declínio da saúde dos oceanos”, alertando que os poluentes, por sua vez, estão se acumulando em organismos marinhos e, seu efeito, amplificado na cadeia alimentar chegando aos animais e consumidos por humanos. Dados recentes disponíveis informam que 38% dos estoques pesqueiros globais em 2021 foram explorados em ritmo mais acelerado que a capacidade de reposição de suas populações, aumento em relação aos 35% registrados 2 anos antes, considera que a pressão sobre a pesca é agravada por impactos das mudanças climáticas dizimando recifes de coral, habitat de 25% da vida marinha. Avalia que um sexto da absorção de calor pelos oceanos nos últimos 70 anos ocorreu entre 2018 e 2023, ao passo que o aumento da temperatura da superfície do mar gerou furacões e ciclones tropicais destrutivos e levou espécies marinhas a migrar às águas mais frias prejudicando a pesca local, com cientistas dizendo que, o aquecimento dos oceanos responde por 30% a 50% da elevação do nível do mar, coloca em risco as comunidades costeiras e, à medida que a água aquece, seu volume aumenta e, entre 2013 e 2023, a elevação global do nível do mar foi de 4,3 mm/ano comparada com 2,1 mm/ano entre 1993 e 2002. Cientistas afirmam que a industrialização dos ecossistemas marinhos continua com operações de mineração em águas profundas,representando riscos aos ecossistemas do fundo do mar, embora a avaliação seja abrangente, reconhecem que  ainda se desconhece muito sobre o oceano observando que 27% do fundo marinho global foi mapeado. O relatório avalia que “pouco compreendemos a vulnerabilidade da biodiversidade marinha, genética das espécies e comunidades microbianas em águas profundas, às mudanças climáticas e atividades econômicas emergentes”, sendo que o relatório foi divulgado em momento que o governo norte americano se mobiliza para desmantelar a mais extensa rede mundial de sensores e plataformas de observação oceânica.

Cientistas dizem que a COP31 deve focar ecossistemas marinhos enquanto a Turquia se prepara à sediar a cúpula climática, alertam que oceanos e mares enfrentam pressões crescentes devido aquecimento, poluição e perda de biodiversidade, sublinhando à importância da COP31. O diretor do Instituto de Ciências Marinhas e Gestão da Universidade de Istambul, disse que os oceanos absorveram efeitos das mudanças climáticas induzidas pelo homem durante décadas, se aproximam de seus limites funcionais sob múltiplos estresses ambientais, avalia que, “absorvem um terço das emissões globais de carbono e mais de 90% do excesso de calor gerado pela atividade humana”, conclui que, “enfrentam stress térmico, acidificação, esgotamento de oxigênio, poluição plástica, perda de habitat e declínio da biodiversidade.” Segundo o pesquisador, política climática e governança oceânica não devem ser tratadas como questões separadas apelando a apoio financeiro forte aos esforços de conservação via mecanismos como o Fundo Verde do Clima, alertando que, impactos das alterações climáticas tornam-se cada vez mais visíveis nas águas turcas citando os riscos de mucilagem no Mar de Mármara, esgotamento de oxigênio no Mar Negro e ondas de calor marinhas e espécies invasoras no Mediterrâneo. Já, o diretor do Instituto de Ciências Marinhas da Universidade Técnica do Oriente Médio, disse que a COP31 deve ser vista não como cúpula climática, mas como fórum para abordar questões oceânicas, avaliando que, “os impactos mais visíveis das mudanças climáticas estão surgindo nos mares”, observando que, o aquecimento das águas, acidificação, perda de oxigênio e degradação dos ecossistemas aceleram, enquanto poluição plástica, pesca excessiva e destruição do habitat continuam afetar os ambientes marinhos, concluindo que, “hoje, precisamos falar não apenas em proteger os mares, mas sobre redesenhar o modo como os usamos”. Bayram Ozturk, presidente da TUDAF, Fundação de Investigação Marinha, disse que mudanças provocadas pelo clima estão se tornando cada vez mais evidentes no Mediterrâneo e Mar Negro, dizendo que, “o Mediterrâneo está mais tropical e o Mar Negro mais mediterrâneo”, observando que, o número de espécies que migram do Mar Vermelho ao Mediterrâneo via Canal de Suez aumentou ao longo do século passado com mais de mil espécies até 2021 e 700 no ecossistema mediterrânico. A COP é a 31 Conferência da ONU sobre Alterações Climáticas, principal conferência global realizada anualmente, onde líderes, cientistas e decisores políticos de 200 nações se reúnem para negociar e estabelecer compromissos em matéria de crise climática, este ano, será realizada no Antalya Expo Center de 9 a 20 de novembro.

Moral da Nota: a delegação da Turquia na abertura da conferência climática de Bonn antes da COP31, pediu que os países se juntem a iniciativa voluntária que visa fazer com que a eletricidade responda por 35% da demanda global de energia até 2035. A meta é acelerar a mudança de combustíveis fósseis à fontes de energia mais limpas e  proteger economias de choques nos preços da energia, sendo que a proposta não requer aprovação formal dos quase 200 países envolvidos no processo climático da ONU porque faz parte da agenda de ação “não vinculativa” da cúpula, paralela às negociações oficiais. Negociadores climáticos em Bonn elaboram acordos e estabelecem bases às decisões finais a serem tomadas pelos líderes políticos na cúpula, com a Turquia dizendo que aumentar a parcela global da demanda de energia pela eletricidade atende de 20% à 35% até 2035 acelera o afastamento dos combustíveis fósseis e aproxima  energia renovável. O presidente da COP31, Murat Kurum, em comunicado disse que “ao electrificar a vida quotidiana, de transportes a edifícios e à indústria, protegemos famílias e empresas dos mercados energéticos voláteis”, já que a eletrificação substitui tecnologias que queimam combustíveis fósseis diretamente como sistemas de aquecimento a gás e veículos a diesel por alternativas elétricas. Analistas dizem que a eletrificação só reduzirá emissões que causam o aquecimento do planeta se a eletricidade adicional vier de fontes renováveis, em vez de carvão, petróleo ou gás, com, Alden Meyer, observador veterano da COP, dizendo que “é necessário expandir a electrificação e, ao mesmo tempo, extrair combustíveis fósseis do sistema elétrico.” Por fim, o think tank de energia Ember, avalia que em 2025, as renováveis atingiram 34% da geração global de eletricidade, ultrapassando 33% do carvão pela 1ª vez em 100 anos, com os australianos que orientam negociações formais no âmbito de acordo de co-organização da COP31 com a Turquia, disse que a eletrificação reduziria as emissões e reforçaria a segurança energética, com Chris Bowen, Ministro do Clima e Energia da Austrália e Chefe de negociações da COP31, dizendo que, “os vejo como lados diferentes da mesma moeda, a eletrificação reduz a necessidade de combustíveis fósseis”.

segunda-feira, 8 de junho de 2026

Fórum Desperdício

O Fórum Desperdício Zero em Istambul contou com delegados examinando estruturas de economia circular e estratégias na redução do desperdício alimentar, vinculando políticas municipais de desperdício zero à conferência da ONU em Antalya na cadeia de suprimentos, avançando em discussões sob o lema "Caminho à Antalya, Lixo Zero como Ação Climática". A primeira-dama Emine Erdogan abriu o fórum na qualidade de presidente do Conselho Consultivo de Alto Nível da ONU sobre Resíduos Zero e presidente honorária da Fundação Resíduos Zero, falando que redução de resíduos é pilar do desenvolvimento sustentável, com Anaclaudia Rossbach, Diretora Executiva da ONU-Habitat, observando que a governança urbana desempenha papel fundamental na consecução de metas ambientais, também participaram a princesa jordaniana Dana Firas, a primeira-dama do Zimbábue Auxillia Mnangagwa, a primeira-dama do Burundi Angeline Ndayishimiye e o vice-presidente do Conselho Consultivo de Desperdício Zero da ONU, José Manuel Moller. Ruslan Edelgeriev, enviado climático e assessor da presidência russa, juntou-se a ex-chefes de estado, a ex-presidente mauriciana Ameenah Gurib-Fakim, o ex-presidente sérvio Boris Tadic, a ex-presidente chilena Michelle Bachelet e o ex-presidente esloveno Borut Pahor. O encontro focou   políticas de desperdício zero como parte dos esforços de mitigação climática antes da COP31, ao concentrar na gestão de resíduos orgânicos e contribuição às emissões de metano ao lado de estratégias de prevenção a perda de alimentos na fonte e redução de excedente nas redes de distribuição, além de Painéis que abordaram transições industriais à modelos de produção circular, desenvolvimento da bioeconomia e influência do comportamento do consumidor em narrativas da mídia nos padrões de geração de resíduos. O fórum mostrou a Semana do Lixo Zero de Istambul, campanha municipal unindo instituições públicas, administrações locais, empresas e organizações da sociedade civil em torno de modelos de consumo sustentável, iniciativa que incorpora princípios de desperdício zero no planejamento urbano e em práticas domésticas na metrópole. Por fim, em paralelo às sessões diplomáticas, o Festival Lixo Zero realizou exposições e workshops destinados ampliar consciência ambiental entre residentes, sendo que a programação complementou sessões técnicas do fórum enquanto os partícipes preparavam recomendações à cúpula climática da ONU que a Turquia sedia em Antalya em novembro.

Neste quesito, a OMS alerta que alimentos contaminados matam 1,5 milhão/ano, com a África e Sudeste Asiático concentrando juntos quase 75% daas doenças e 60% das mortes, daí, comida insegura à consumo adoece 866 milhões de pessoas/ano e 1,5 milhão morrem a cada ano por alimentos contaminados, sendo que crianças abaixo de 5 anos têm 3 vezes mais risco de adoecer considerando ainda que ameaças químicas provocam 73% dos óbitos. O relatório “Do fardo às soluções, comida segura em todos os lugares”, avalia que crianças são as maiores vítimas desta crise silenciosa com impacto do custo humano e econômico na insegurança alimentar que atinge desde mortalidade a grupos fragilizados e perdas financeiras, considerando que crianças com menos de 5 anos são afetadas de modo desproporcional e, além de sofrerem doenças diarreicas agudas, nesta faixa etária por vezes fatais, enfrentam sequelas graves  devido contaminantes químicos. A exposição ao chumbo e ao metilmercúrio presentes na cadeia alimentar “danificam o cérebro em desenvolvimento, provocando lesões neurológicos e de aprendizagem irreversíveis”, embora agentes biológicos como bactérias e vírus causem a grande maioria das infeções são os elementos químicos que mais matam respondendo por 73% das mortes causadas por contaminação alimentar. O arsênico inorgânico provoca 42% dos óbitos por químicos pois se associa à longo prazo ao desenvolvimento de cancer e doenças cardíacas ao passo que o chumbo provoca 31% das mortes por químicos ao ser introduzido na cadeia alimentar por fontes naturais ou poluição industrial, elevando de modo drástico risco cardiovascular em adultos, uma vez que integrados na cadeia alimentar estes metais pesados são quase impossíveis de remover enquanto a solução passam por governos atuando em controles industriais e regulamentação ambiental. Yuki Minato, autora principal do estudo publicado no boletim The Lancet Global Health, esclarece que existem 2 fatores que agravam este cenário, ou, mudança do clima que aumenta riscos de contaminação biológica nas colheitas e a proliferação de toxinas, recomendando que os países quebrem as barreiras entre setores da saúde, agricultura e ambiente. Esclarece que a resistência antimicrobiana torna infeção alimentar comum “muito mais difícil ou impossível de tratar com medicamentos atuais”, concluindo que, não se pode enfrentar estas ameaças sozinho necessitando abordagem de saúde única integrando saúde humana, animal, vegetal e ambiental. Por fim, a OMS prevê a criação de plataforma digital interativa em que governos tenham dados específicos de vários países, permitindo mapear riscos locais, priorizar investimentos em saneamento, pasteurização e vigilância sanitária “transformando estatísticas trágicas em políticas públicas”.

Moral da Nota: o TFFF, Fundo Florestas Tropicais Para Sempre, oriundo da COP30, ganha contribuição e conta em Luxemburgo com US$ R$ 293 milhões a ser desembolsado até 2030, já, Luxemburgo contribuirá anualmente com a devolução do imposto cobrado sobre rendimentos do fundo que serão reinvestidos. Trata-se de mecanismo de financiamento para manter a floresta de pé, planejado para atrair investimentos e oferecer remuneração de mercado cuja proposta é ser um fundo ambicioso em recursos, necessário à que funcione e se diferencie de modelos existentes considerando que 2026 será o ano da consolidação institucional do instrumento e consolidação como praça de emissão de fundos verdes. Reuniu até o momento US$ 6,8 bilhões e, para operar são necessários US$ 10 bilhões, que se espera aconteça até 31 de dezembro de 2026 considerando que 6 países anunciaram recursos soberanos ao fundo, ou, Brasil, Indonésia, Noruega, Alemanha, França, Portugal e Luxemburgo se somando à lista e, cabendo a Brasil e Noruega, co-chair do fundo, conseguirem US$ 3 bilhões restantes.  Caso a previsão de desembolsos pelos governos se confirme a 1ª emissão de títulos ao setor privado para alavancar os valores investidos pelos governos deve acontecer em 2027, jcom os países iniciando operações de monitoramento da cobertura florestal entre 2027 e 2028, daí, detentores de florestas, inclusive o Brasil, começariam  receber pagamentos entre 2028 e 2029. Vale a nota para que o mecanismo saia do papel se faz necessário a conta em Luxemburgo com o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, dizendo que, “o TFFF demonstra que o multilateralismo pode oferecer soluções ambiciosas e inovadoras aos desafios globais, no momento que a cooperação internacional está sob pressão o fundo reúne países do Norte e do Sul bem como atores públicos e privados em torno de objetivo comum, ou, tornar as florestas tropicais em pé economicamente valiosas" e, concluiu, "o que começou como uma proposta brasileira está agora se tornando iniciativa global que estabelecerá presença importante em Luxemburgo através da sede de seu braço financeiro, o Fundo de Investimento em Florestas Tropicais”. O TFFF é iniciativa incluída no "roadmap" ao desmatamento zero em discussão nas reuniões preparatórias à próxima COP31, Conferência sobre Mudanças Climáticas, em Bonn, Alemanha, última série de reuniões técnicas antes da COP31 em novembro.

sábado, 6 de junho de 2026

Depósito Tokenizado

Concluída a prova de conceito como parte do Hong Kong Fintech Supervision Sandbox de teste ao vivo da MTN, Mastercard Multi-Token Network, envolvendo depósitos e ativos tokenizados em parceria com o SCBHK, Standard Chartered Bank of Hong Kong e subsidiárias, prova de conceito do Hong Kong Fintech Supervision Sandbox envolvendo cliente do banco digital do Standard Chartered de Hong Kong, o Mox Bank, que comprou um crédito de carbono. O Mox solicitou que o SCBHK tokenizasse o crédito de carbono, tarefa executada pela Libeara, plataforma de tokenização incubada pela SC Ventures do Standard Chartered, com a Mastercard optando por combinação das vantagens do ecossistema de criptomoedas e dinheiro fiduciário sendo que o MTN da Mastercard usado para tokenizar o depósito e executar troca atômica entre depósito tokenizado e o crédito de carbono, por fim, o cliente Mox recebeu o crédito de carbono tokenizado na carteira. A Diretora Geral da Mastercard, Hong Kong e Macau esclareceu que “o MTN da Mastercard, faz parceria com players líderes do setor como SCBHK, Mox e Libeara para desenvolver aplicativos do mundo real que redefinem como consumidores e empresas se conectam, interagem e realizam transações”, enquanto  a HKMA, Autoridade Monetária de Hong Kong, lançou o Projeto Ensemble para explorar CBDCs no atacado e depósitos tokenizados, além disso, houveram experimentos de depósito tokenizado fora do projeto incluindo 2 do HSBC testando tokenização com a Ant, proprietária do Alipay, e a Visa, sendo que a Ant faz parte de comunidade de arquitetura lançada para apoiar a iniciativa, ou,  4 grandes bancos de Hong Kong.  O CEO do Standard Chartered Hong Kong, esclarece que “a tokenização de ativos do mundo real e o uso potencial de diferentes formas de moeda tokenizada são essenciais ao futuro do setor financeiro”, com o Standard Chartered Hong Kong participando dos testes do Ensemble, bem como do eHKD de varejo e da moeda digital do banco central, CBDC, mBridge, com este último, como projeto de pagamentos transfronteiriços multi-CBDC envolvendo o BIS e bancos centrais de Hong Kong, China, Tailândia e EAU, Emirados Árabes Unidos.

A integração IA da Mastercard à sua tecnologia de previsão de fraudes busca detectar padrões em cartões roubados, permitindo que os bancos os substituam antes que sejam usados ​​por golpistas, sendo que o pagamento com cartões de débito e crédito incentiva crime cibernético e fraudes já que maioria dos cibercriminosos conhece técnicas e movimentos que os cidadãos fazem com os cartões.  Um dos crimes digitais mais conhecidos é o chamado skimming, ou, clonagem de um cartão onde o criminoso copia dados bancários das vítimas e realiza transações e o desenvolvimento da Mastercard implicará em alerta a clientes sobre roubos, evitando fraudes, com o vice-presidente executivo de segurança cibernética e inovação da Mastercard, esclarecendo que, “IA generativa permitirá descobrir onde as credenciais podem ter sido comprometidas, como poderia acontecer e como remediar a situação", concluindo que, a Argentina sofreu 2 milhões de ataques cibernéticos em 2023 dizendo  que “podemos contactar proativamente bancos para garantir que servimos esse consumidor e obter um novo cartão com o mínimo de perturbações”. Dentre as técnicas utilizadas pelos cibercriminosos para roubar dados bancários, estão o Phishing através de e-mails, SMS e redes sociais enviando mensagens falsas se passando por pessoas ou empresas, desta forma, obtêm dados pessoais e bancários para utilizar a seu favor, além do Software malicioso em que cibercriminosos assumem controle dos celulares, computadores e tablets, apropriando-se das informações e, por fim, troca de SIM com golpistas duplicando o cartão SIM dos celulares para roubar dinheiro dos usuários com o 'Man in the middle' que afeta empresas gerando prejuízos econômicos, cibercriminosos espionando transações realizadas e ao notarem alguma de seu interesse, enviam e-mail se passando pela empresa informando que alteraram o número da conta para que possam receber o dinheiro.

Moral da Nota: a Europa vive mudança acelerada à pagamentos instantâneos, com entidades como a Comissão Européia se esforçando por construir infra-estrutura financeira resiliente e os pagamentos instantâneos tornando-se método de transação preferido pelos consumidores e empresas na União Europeia e no Reino Unido, além de entidades como a Comissão Europeia, CE, impulsionando o desenvolvimento. Em junho de 2023, a CE publicou propostas à Diretiva de Serviços de Pagamento 3, PSD3, e o Regulamento de Serviços de Pagamento, PSR, para acompanhar a evolução no mercado de pagamentos eletrônicos, inseridos no pacote de acesso a dados financeiros e pagamentos visando sustentar mercado eficiente á serviços financeiros, garantindo as mesmas regras à UE, informações claras sobre pagamentos, pagamentos instantâneos, proteção do consumidor e escolha de serviços de pagamento. Desafios persistem com um em cada 3 prestadores de serviços de pagamento da UE não oferecendo pagamentos instantâneos em euros e 70 milhões de contas de pagamento na área do euro não permitindo que titulares enviem e recebam pagamentos instantâneos, em muitos casos, pagamentos instantâneos custam mais do que as transferências monetárias tradicionais, até 30 euros por pagamento. No Reino Unido, o Faster Payments System permite transações rápidas e seguras entre contas bancárias, 24 horas por dia, sistema que registrou aumento de 14% nos pagamentos processados ​​no 2º trimestre de 2023 comparado com o mesmo período de 2022, no entanto, colaborações pan-europeias em matéria de pagamentos enfrentam desafios na iniciativa Europeia de Pagamentos e iniciativa P27, com interesses conflitantes e desalinhamento entre coligações além da falta de participantes em massa crítica. As tendências principais apoiam na adoção acelerada de métodos de pagamento instantâneos na Europa, com o Banco Central Europeu explorando o euro digital que ofereceria solução de pagamento pan-europeia sob governança europeia, além de instituições financeiras necessitando avançar para integrar e implementar infraestrutura de software de ativos digitais de nível institucional para acompanhar procura e oferecer serviços de euro digital aos clientes.

quinta-feira, 4 de junho de 2026

Fusão e Contexto

A fusão de contexto, privacidade e mudança de LLM básicos ao desenvolvimento de "IA em tempo real" em controles robustos e granulares, deverá ser a próxima fase IA cujas aplicações deixarão de gerar "receita irrelevante" e "superficial" para se tornar economicamente viáveis ​​e amplificar vozes humanas únicas tornando os dados proprietários das organizações úteis. Forças de mercado incluindo ascensão de modelos chineses mais baratos e de código aberto mostrando aumento no ceticismo anti-elite e emergência européia como 3º polo confiável, deverão impulsionar a correção de mercado em 2026 em que especialistas preveem o futuro, apenas para esquecerem as palavras 12 meses depois. Daí, contexto e privacidade se fundirão como tema central e integrado em IA ou 2 faces da mesma moeda como conceitos gêmeos, precisarão ser considerados juntos em que plataformas de codificação IA registraram queda de 76% na atividade no último trimestre, no entanto, essas ferramentas e a abordagem mais ponderada surgirá com próxima geração, com mecanismos de proteção aprimorados. Setores jurídico, financeiro, imobiliário, energético que adotarem IA de forma criteriosa superarão concorrentes com escritórios de advocacia entre os que mais adotam IA na gestão do conhecimento e revisão de documentos, enquanto empresas de desenvolvimento energético exploram como IA pode aprimorar construção cujos ganhos à empresas tradicionais são maiores que àquela tecnologicamente avançada, permitindo que ultrapassem a concorrência. De 2023 a 2025 houve crescimento sem precedentes na "receita" de startups, grande parte não é verdadeiramente recorrente mas serviços reempacotados, com margens baixas ou negativas, em 2026, trará práticas comerciais IA mais maduras e margens brutas e receita real voltando importar. A retórica sobre "substituir humanos" não é bem recebida por escritórios e combinada a crescente desigualdade da riqueza, alimentará ressentimento entre trabalhadores braçais e profissionais relativamente ricos e construir IA que funcione aos humanos, não apenas para elite oligárquica. Modelos chineses continuarão se fortalecendo e a aceitação entre desenvolvedores IA no Ocidente com a empresa de capital de risco Andreessen Horowitz prevendo que 80% das startups do Vale do Silício já utilizam modelos chineses, embora o uso do Google Gemini e Anthropic acompanham de perto a mudança de cenário. A "guerra dos chips" terá menos importância à medida que modelos de código aberto melhores e mais baratos inundem o mercado, reduzindo a necessidade de GPUs de última geração, com o Deepseek 3.2 apresentando custo 96% menor que o OpenAI ou o Google Gemini, sendo que a questão é se os chips de última geração são necessários à construção da maioria das aplicações IA, podendo continuar necessários ao treinamento de modelos IA enquanto a execução de modelos ao desenvolvimento e produção de aplicações representa grande maioria dos casos de uso de GPUs.

Mecanismos que regem o comportamento IA ​​permanecem pouco compreendidos, mesmo por especialistas renomados levando a corrida baseada em escalabilidade dispendiosa, ambiental e financeira, que é perigosamente instável. Portanto, o progresso não depende da intensificação da corrida, mas da compreensão de princípios que sustentam IA, com a matemática e o investimento em fundamentos como chave fundamental para se tornar verdadeiro líder global em IA rapidamente se tornando parte do cotidiano, não apenas em dispositivos domésticos inteligentes e na geração de conteúdo às redes sociais, mas de modos imperceptíveis que muitos nem notam sua presença. Fornece recomendações que vemos ao navegar online e otimiza tudo, desde rotas de transporte público ao consumo de energia residencial usada em diagnósticos médicos, detecção de fraudes bancárias, descoberta de medicamentos, sentenças criminais, serviços governamentais e previsões de saúde, áreas em que resultados imprecisos podem ter consequências devastadoras. Apesar do uso generalizado os problemas amplamente documentados continuam gerar preocupações em relação à equidade, confiabilidade e sustentabilidade com viéses incorporados em dados e modelos propagando resultados discriminatórios, desde métodos de detecção facial funcionando bem apenas em pele clara a ferramentas preditivas que desfavorecem grupos sub-representados, sendo que custos ambientais e financeiros da implantação IA em larga escala estão crescendo a ritmo acelerado. O "motor" IA ​​é a matemática, na década de 1950, cientistas usaram ideias de lógica e probabilidade para ensinar computadores tomarem decisões simples e, com o avanço da tecnologia, a matemática evoluiu e ferramentas de otimização, álgebra linear, geometria, estatística e outras disciplinas matemáticas se tornaram espinha dorsal do que hoje são os modernos sistemas IA. Métodos inspirados em aspectos do cérebro humano, apesar da nomenclatura de "redes neurais" e "aprendizado de máquina", são essencialmente motores matemáticos que realizam operações com parâmetros otimizados usando grandes volumes de dados, daí, aprimorar IA não se resume construir computadores cada vez maiores e usar mais dados, trata-se de aprofundar a compreensão da matemática complexa que rege os sistemas aprimorando imparcialidade, confiabilidade e escalabilidade sustentável à medida que se torna parte maior do nosso dia a dia. Por fim, o Canadá investirá nas partes IA ​​que transformam poder em confiabilidade, financianciando a ciência que torna os sistemas IA previsíveis, auditáveis ​​e eficientes, para que hospitais, bancos, empresas de serviços públicos e órgãos governamentais possam adotar IA com confiança, um apelo por uma ciência melhor onde a matemática seja o motor científico central. O país possui plataforma nacional para impulsionar o trabalho em que institutos de ciências matemáticas, Pacific Institute for the Mathematical Sciences, Fields Institute for Research in Mathematical Sciences, Centre de recherches mathématiques, Atlantic Association for Research in the Mathematical Sciences, Banff International Research Station, conectam pesquisadores de diferentes províncias e disciplinas, promovendo programas colaborativos e estabelecendo vínculos entre a academia e o setor público e com os institutos IA do Canadá, Mila, Vector, Amii, e o CIFAR, esse ecossistema fortalece IA fundamental e translacional no país. A posição canadense em IA foi construída sobre pesquisa fundamental, trabalho que precede grandes modelos atuais e os torna possíveis e, reforçar essa base permitiria que o país liderasse a próxima etapa do desenvolvimento IA através de modelos eficientes em vez de dispendiosos, transparentes em vez de opacos e confiáveis ​​em vez de frágeis e investir em pesquisa matemática não é apenas essencial do ponto de vista científico, mas estrategicamente sábio fortalecendo a soberania nacional.

Moral da Nota: o Butão usa energia hidrelétrica excedente e livre de carbono para minerar Bitcoin, convertendo sobra de eletricidade em ativo digital líquido em vez de reduzir a geração e conduzidas pelo braço soberano de investimentos, a Druk Holding and Investments, DHI, e limitadas a jurisdições designadas, reduzindo exposição ao varejo. O banco central permite atividades cripto dentro de um modelo gradual, em estilo sandbox, ligado à Gelephu Mindfulness City, focado em controle de riscos e transparência, sendo que a proposta do Butão ao mundo cripto é simples, se um país tem abundância de energia renovável e demanda doméstica limitada, pode transformar elétrons em ativos digitais. Na prática, o reino do Himalaia faz exatamente isso de modo silencioso usando energia hidrelétrica para operar mineração Bitcoin, BTC, em escala industrial e para construir estratégia estatal de “ativos digitais verdes”, que segundo autoridades gera liquidez em moeda forte e apoiar gastos públicos ajudando desenvolver força de trabalho tecnológica doméstica, com  relatório do Banco Mundial colocando o potencial hidrelétrico viável do Butão, 33 gigawatts, observando impacto macroeconômico das importações de equipamentos de TI ligadas à expansão da mineração cripto. Por fim, o CEO da DHI, Ujjwal Deep Dahal, afirmou que o Butão começou adicionar criptomoedas ao portfólio da DHI e, em 2019, enquadrou a mineração Bitcoin como forma de ampliar acesso à liquidez em moeda estrangeira e criar valor a partir do excedente hidrelétrico, usando parte dos lucros relacionados a cripto para ajudar pagar salários do funcionalismo público nos últimos 2 anos, enquanto em 2024, operações de mineração de Bitcoin ligadas ao Butão geraram receita estimada de US$ 750 milhões, segundo empresa de análise blockchain Arkham Intelligence.

domingo, 31 de maio de 2026

Sinal Precoce

Stephen Cabral, neurologista apresentador do The Cabral Concept, nos informa que em prol do esquecimento de fatos recentes, "considera ser o “sinal mais precoce” de demência, delimitando como “sintoma claro e revelador” de declínio cognitivo, a perda de memória associada a dificuldade em se orientar e a tendência de se perder com facilidade. Citado pelo jornal Mirror, avalia ser “o primeiro sinal de Alzheimer e demência perder-se facilmente, o sintoma mais claro que alguém pode, futuramente, desenvolver das condições cognitivas”, daí, esquecer nomes, compromissos ou onde deixou chaves é algo comum em pessoas estressadas ou com rotina sobrecarregada, no entanto, o que preocupa é o momento que a pessoa se sente desorientada, sem saber onde está ou como chegou a determinado local, “diferente de não conseguir lembrar de algo, sinal de perda de referência espacial que pode indicar alterações neurológicas precoces”, esclarece. Associa ao início da demência a perda de coordenação motora e noção espacial, como dificuldade em estacionar carro em linha reta, acrescentando, “se alguém conseguia estacionar sem dificuldade e passa a ter problemas para seguir em frente na vaga, pode ser alerta”. Por fim, o Serviço Nacional de Saúde, NHS, do Reino Unido, informa que os sintomas mais comuns de demência incluem, perda de memória, dificuldade para aprender novas informações, esquecimento frequente de objetos ou tarefas cotidianas, falhas ao reconhecer pessoas próximas, alterações de humor, apatia e perda de interesse em atividades habituais, além de, dificuldade em controlar emoções e perda de empatia com episódios de alucinação ou criação de falsas memórias e, em estágios avançados, pacientes costumam perder autonomia, enfrentando dificuldades em realizar tarefas simples como se alimentar, vestir-se ou manter higiene pessoal. A OMS avalia 47,5 milhões de pessoas com demência no mundo, número que pode chegar a 75,6 milhões em 2030 e ultrapassar 135 milhões em 2050.

Vale a nota que pacientes diagnosticados com DCL, Demência por Corpos de Lewy, considerado o 2º tipo mais comum de demência progressiva, superado apenas por  Alzheimer, nos leva buscar entender sua rotina, considerando que este tipo de demência ocorre devido ao acúmulo da proteína denominada alfa-sinucleína, corpos de Lewy, nas células cerebrais. Em decorrência ocorrem flutuações cognitivas compostas por variações na atenção e no estado de alerta, alternando entre lucidez e estado de alerta, alucinações visuais detalhadas e recorrentes como ver pessoas ou animais ausentes. Por ser o 2º tipo mais comum de demência, responde por 20-30% dos casos, estando subdiagnosticada porque seu quadro se sobrepõem ao da doença de Alzheimer, causa mais comum de declínio cognitivo, no entanto, são fatores de risco à doença, o sexo masculino, história familiar de DCL e doença de Parkinson, ao lado de protótipo em curso flutuante, com alucinações, alterações no sono e percepção visuoespacial, além de sintomas de parkinsonismo. Trata-se na verdade de termo guarda-chuva que envolve não só DCL, mas demência relacionada ao Parkinson que, por sua vez, cursa com achados no tecido cerebral de corpúsculos de Lewy no citoplasma de inclusões eosinofílicas, coradas em vermelho, formados por agregados proteicos, em locais diversos do cérebro, preferencialmente lobos frontais, temporais e na insula. A DCL se destaca por sintomas cognitivos precoces e progressão rápida, enquanto a demência relacionada ao Parkinson aparece mais de 10 anos pós diagnóstico do quadro motor com relatos de "conversas silenciosas", reclusão e necessidade de  cuidadores 24 horas, cu principal desafio é a alimentação diante a dificuldade de engolir e ingerir líquidos levando a desidratação.

Moral da Nota: a doença de Parkinson, conceituada James Parkinson há mais de 200 anos como “Paralisia agitante”, descrita em trabalho clinico por sintomas que afetavam 6 pessoas em Londres tratando-se de distúrbio progressivo do movimento cuja principal característica é dano aos neurônios produtores de dopamina no cérebro que pode causar rigidez muscular, lentidão, alterações de equilíbrio além de outros distúrbios. Vale considerar que a dopamina é neurotransmissor envolvido no sistema de recompensa cerebral desempenhando papel central na motivação, atenção, tomada de decisões, multitarefa e planejamento, movimento e regulação emocional. Pesquisadores de saúde pública relataram em 2021 quase 12 milhões de casos no mundo, projetando ultrapassar 25 milhões até 2050, doença que, não apenas impõe fardo ao indivíduo, mas à sua família, comunidade e sociedade em geral. Por fim, doença de Parkinson é mais que paralisia com tremores, como a descoberta em 1817, há muito a ser feito para identificar causas principais, entender progressão e desenvolver diagnóstico mais refinado.

quarta-feira, 27 de maio de 2026

Política Climática

Montadoras poderão impulsionar adoção de veículos elétricos com veículos de maior autonomia e menor custo, considerando queda nos preços melhorando viabilidade econômica de produtos, de cortadores de grama a drones comerciais, com maior avanço, nos sistemas de armazenamento em escala de serviços públicos que armazenam energia de parques solares e eólicos e liberam gradualmente nos picos de demanda. A Administração de Informação de Energia dos EUA estima 18,2 gigawatts de capacidade de armazenamento entraram em operação em 2025, aumento de 77% em relação a 2024, um terço da nova energia do país, sendo as instalações uma das opções mais baratas às concessionárias de energia que desejam construir usina, mais baratas. O Tratado de Alto Mar obteve número necessário de ratificações para entrar em vigor em janeiro de 2026, permitirá proteção de 60% dos mares que não estão sob jurisdição de nenhum país, regulamentando pela 1ª vez, o que pode e o que não pode ser feito em águas internacionais. Estabelece estrutura à criação de áreas marinhas protegidas, que sejam realizadas avaliações de impacto ambiental à atividades que possam ter impacto prejudicial ou desconhecido no alto mar, decorre em momento de crescente interesse no uso do oceano à absorver e armazenar dióxido de carbono, CO2, e extrair minerais raros presentes em seu leito. A Corte Internacional de Justiça emitiu decisão a favor da ação climática, buscando transformar como ONGs e ativistas responsabilizam governos, em julho, determinou que países correm risco de violar o direito se não trabalharem para manter o aquecimento global no limite de 1,5°C acordado na Conferência do Clima de Paris, em 2015, tratando-se de parecer consultivo, mas representantes de Vanuatu, país que apresentou a ação, afirmaram que pode ser usado para pressionar governos fazerem mais em relação às mudanças climáticas.

Os EUA recuam na política ambiental, outros países avançavam, como a Austrália, Dinamarca e Reino Unido anunciando metas de emissões mais ambiciosas embora a China tenha sido mais tímida em suas metas, a maioria esperando que supere seu objetivo de reduzir emissões até 2035 em 7% a 10% em relação aos níveis máximos, dada velocidade com que expande sua capacidade de energia limpa. Megacidades dominadas por carros começaram reagir incentivando moradores caminhar ou andar de bicicleta, na Europa estão mais avançadas, em janeiro, Nova York introduziu medidas destinadas dissuadir motoristas entrar em certas áreas da cidade, em abril, a mudança havia reduzido congestionamento e o tempo de deslocamento, recentemente, pesquisadores constataram queda de 22% na poluição por partículas nocivas na área onde as taxas são aplicadas. A política climática mostra sinais de se consolidar nas políticas governamentais nacionais segundo a ECIU em pesquisa, cujas revogações de regulamentações do clima e ambientais essenciais nos EUA fizeram com que parcela da economia global por metas de emissões líquidas zero caísse à 80%, ante mais de 90% em 2024, no entanto, metas e políticas estaduais mantém o patamar e impedem que o número caia mais. A adaptação às mudanças climáticas atrai investimentos, com a fundação Gates anunciando que destinará US$ 1,4 bilhão ao longo de 4 anos para ampliar acesso a inovações que ajudem agricultores na África e Ásia se tornarem resilientes, com a cúpula climática da ONU 2025 concluindo com acordo à triplicar financiamento à adaptação, elevando-o à US$ 120 bilhões/ano até 2035. O Melissa foi tragédia que matou na Jamaica e dizimou 40% da produção econômica anual nacional, serviu como exemplo sombrio de como títulos de catástrofe podem ajudar transferir parte dos riscos climáticos aos mercados de capitais em que a tempestade desencadeou pagamento integral do título de catástrofe de US$ 150 milhões da Jamaica, dissipando dúvidas sobre a eficácia do instrumento e, à medida que as mudanças climáticas provocam eventos extremos mais frequentes, os títulos catástrofe emergem como ferramenta para financiar preparação à desastres. Trata-se de instrumentos financeiros, projetados para pagar valor específico caso os danos causados ​​por desastres naturais impulsionados por mudanças climáticas sejam severos, tradicionalmente usados ​​para cobrir perdas, no entanto em 2025, a Carolina do Norte, propensa a furacões, ampliou sua aplicação ao emitir novo título catástrofe que incentiva adaptação caso não ocorram grandes perdas, US$ 2 milhões retornam à Associação de Subscrição de Seguros da Carolina do Norte, NCIUA, a emissora do título, que então utiliza o dinheiro para ajudar na instalação de "supertelhados" resistentes ao vento e, à medida que mais proprietários de imóveis instalam esses telhados, o preço anual do título é reajustado à refletir mudança na exposição ao risco. Por fim, o novo título atraiu US$ 600 milhões em interesse de investidores, o dobro da oferta inicial, com a NCIUA, que atua como seguradora estatal na Carolina do Norte esperando que novos telhados resistentes ajudem reduzir sinistros e custos de resseguro.

Moral da Nota: estudo da Universidade da Califórnia, Santa Barbara, mostra que eletrificar processos industriais poderia reduzir em 40% emissões do setor nos EUA, quer dizer, calor industrial, vapor e água quente, combustíveis fósseis ainda dominantes, eletricidade e tecnologias maduras emissoras de menos CO₂, quer dizer, eletrificar essas fábricas poderia reduzir um gigatonelada de CO₂. Leite, cereais, cerveja, papel higiênico e água sanitária dependem de temperaturas constantes que, na maioria das fábricas norte americanas, são geradas pela queima de gás natural, carvão ou óleo combustível com grande pegada climática, no entanto, a indústria é menos visível que transporte ou eletricidade residencial e responsável por parcela das emissões. A transição à eletricidade reduziria emissões em muitos setores de acordo com relatório da Iniciativa 2035 da Universidade da Califórnia, Santa Bárbara, se referindo a caldeiras, fornos e secadoras elétricas existentes e versões avançadas que melhoram eficiência e reduzem custos a médio prazo. No entanto, eletrificar fábrica não é tão simples quanto trocar carro a gasolina por elétrico, insere equilíbrios térmicos, picos de demanda, integração com processos existentes, espaço físico, confiabilidade e custos de eletricidade como fatores importantes. Por fim, o relatório busca organizar labirinto técnico, identificar onde eletrificar é mais viável, tecnológica e economicamente, além de desmantelar noção que calor industrial é “extremo demais” à eletricidade, com a análise se concentrando em 800  plantas industriais em três setores, ou, alimentos e bebidas, produtos químicos e celulose e papel, ou, instalações que operam com calor de baixa e média temperatura,  abaixo da temperatura dos fornos de aço ou cimento e, juntas, respondem ​​por 40% das emissões industriais de CO₂ nos EUA. Os resultados projetados levam a redução de até 1,3 bilhão de toneladas de CO₂ equivalente até 2050, número, comparável à eliminação das emissões de milhões de veículos por anos, além de menos combustão industrial significando menos óxido de nitrogênio, menos partículas finas e menos doenças respiratórias, com o estudo estimando US$ 475 bilhões em benefícios cumulativos à saúde graças à melhoria da qualidade do ar, no entanto, o modelo se baseia em rede elétrica livre de emissões até meados do século, comparada com os atuais 40%.  

quarta-feira, 20 de maio de 2026

Qualidade do Ar

Em vigor na região de Nova Delhi o GRAP-IV decorrente a queda da qualidade do ar à níveis severos+, levando autoridades acionar o Plano de Ação de Resposta Gradual, GRAP IV, cuja estrutura foi aprovada pela Suprema Corte em 2016 e a implementação  supervisionada desde então pela Comissão de Gestão da Qualidade do Ar, obrigando governos municipais e regionais agirem coforme o mecanismo GRAP à medida que os níveis de poluição do ar aumentam em vários estágios. Basicamente são 4 estágios no GRAP e cada um vinculado ao Índice de Qualidade do Ar, AQI, e, quando o AQI, Índice de Qualidade do Ar, está entre 201 e 300 ou a qualidade do ar é classificada como "ruim", entra em vigor o GRAP-I, ou, 1ª etapa, sendo a  2ª etapa acionada quando a qualidade do ar se torna "muito ruim", ou, o AQI entre 301 e 400, enquanto o GRAP-III é alcançado quando a poluição é "grave", ou, AQI  entre 401 e 450.  No GRAP-IV as condições entram na faixa "grave+, AQI acima de 450 e conforme o Boletim Diário de AQI do Conselho Central de Controle da Poluição, CPCB, subindo à 441 às 18h e, em vista tendência de alta no AQI devido condições meteorológicas desfavoráveis ​​em Nova Delhi, o Subcomitê do Plano de Ação de Resposta Gradual da Comissão de Gestão da Qualidade do Ar na Região Metropolitana e Áreas Adjacentes, CAQM, disse, “considerando a tendência da qualidade do ar e em esforço para evitar maior deterioração o Subcomitê decidiu acionar medidas previstas no Estágio IV do GRAP vigente, Qualidade do Ar 'Severa+'. Daí, proibição da entrada de caminhões BS-IV em Nova Delhi, exceto os que transportam mercadorias essenciais ou prestam serviços essenciais, além de proibição de atividades de construção e demolição incluindo obras em rodovias, estradas, viadutos, pontes, linhas de transmissão de energia, oleodutos e gasodutos, e infraestrutura de telecomunicações. Por fim, o IQA tem servido como ferramenta ao público para comunicar a qualidade diária do ar e riscos à saúde associados, com padrões variando entre Bom, 0-50, Satisfatório, 51-100, Moderado, 101-200, Ruim, 201-300 e Perigoso acima de 300 e, segundo relatório da ONU, o aumento da temperatura contribui à níveis mais elevados de ozônio na atmosfera, afetando negativamente saúde respiratória e mortalidade e, devido exposição ao ozônio, aumentou 46% entre 2000 e 2019, sendo que, em 2019, os danos econômicos causados ​​pelos efeitos do ozônio na produção de trigo totalizaram 1,418 bilhão euros em 35 países europeus, ao passo que aumento das temperaturas induzido pelas mudanças climáticas levou a níveis altos de ozônio troposférico nas cidades. 

Estudo concluiu que fumaça dos incêndios florestais desfizeram décadas de melhorias na qualidade do ar no oeste dos EUA, com cientistas relacionando quase metade da fumaça tóxica oriunda de incêndios florestais ao aquecimento global entre 1997 e 2020, emergindo como fonte dominante de poluição amplificada pelas mudanças no clima em que o aumento das partículas PM2.5 leva a riscos reais à saúde. Políticas ambientais durante décadas alcançaram em fins do século XX redução da poluição em grandes áreas dos EUA através de motores mais limpos, usinas de energia melhor regulamentadas, padrões mais rigorosos, no entanto, o progresso adquirido está sendo anulado pela fumaça dos incêndios florestais, mais frequente, mais intensa e mais persistente. Entre 1997 e 2020, 65% das emissões de grandes incêndios florestais no oeste dos EUA estavam ligadas a aumento das temperaturas causado por atividade humana, não sendo tendência isolada e, sim, estrutural, com pesquisa liderada por Loretta Mickley da Escola de Engenharia e Ciências Aplicadas de Harvard traçando percurso da fumaça das florestas da Califórnia aos vales agrícolas, áreas urbanas e regiões desérticas do interior, quer dizer, ar não conhece fronteira administrativa. O aquecimento global resseca paisagens tornando-as inflamáveis e, em florestas do oeste americano, pesquisadores estimam que entre 60% e 82% da área queimada desde o início da década de 1990 é explicada pelo aumento da temperatura ao lado de mudanças climáticas e, com centro e sul da Califórnia exibindo um terço da área queimada atribuível a esse fator, embora a maioria dos incêndios ainda sejam causados por humanos. A fumaça dos incêndios florestais não é apenas incômodo visual, contém PM2,5, partículas que penetram nos pulmões e corrente sanguínea cuja exposição se associa a problemas respiratórios e cardiovasculares bem como ao aumento nas hospitalizações. O estudo mostra que no mesmo período em que a poluição industrial e o tráfego caiu  44%, a fumaça seguiu direção oposta e, na última década analisada, 58% do aumento de PM2,5 oriundo da fumaça foi associado ao aquecimento global, quer dizer, um paradoxo político difícil de ignorar com as emissões de carros e fábricas podendo ser regulamentadas enquanto o calor extremo, secas ou tempestades, não. Por fim, há legado incômodo em que, por mais de um século, a política dominante foi suprimir qualquer incêndio e o resultado foram florestas mais densas, com sub-bosque repleto de material combustível que antes era eliminado por incêndios frequentes e de baixa intensidade, hoje em dia, queimam com mais intensidade, espalhando mais brasas estando em análise como esse acúmulo histórico de combustível se soma aos efeitos das mudanças climáticas quando seca, calor e vento coincidem. 

Moral da Nota: o Ozônio troposférico, O3, afeta negativamente a saúde respiratória em humanos e a exposição humana aumentou globalmente a taxa de 0,25 ppb, partes por bilhão, entre 2000 e 2019, conforme relatório Global Environment Outlook, GEO-7, da ONU, cuja exposição contribuiu à meio milhão de mortes prematuras no mundo e, por conta dessa exposição, aumentou 46% entre 2000 e 2019. Concentrações de Ozônio no mesmo período, ponderadas pela população, aumentaram mais de 24% em cidades da América do Sul, África, Europa Ocidental, Sul e Sudeste Asiático, sendo que o aumento das temperaturas afeta tendências da poluição do ar contribuindo à incêndios florestais mais frequentes e intensos, eventos de fumaça associados e temporadas de pólen mais longas. Daí, segundo o relatório, concentrações globais de metano na atmosfera aumentaram nas últimas décadas e contribuem com 35% da carga global de Ozônio, embora picos de Ozônio diminuíssem, os níveis de base de Ozônio estão aumentando porque a redução das emissões de NO2, dióxido de nitrogênio, é contrabalançada pelo papel crescente do CH4, metano. Globalmente, 99% da população mundial está exposta aos efeitos nocivos da poluição do ar enquanto a exposição da população global ao ozônio aumentou no sul e leste da China e África Central, ao passo que a concentração média anual de NO2, dióxido de nitrogênio, aumentou 71% nas cidades dessas regiões impactando negativamente a vegetação e plantações, afetando assim, serviços ecossistêmicos e segurança alimentar. Por fim, o relatório observa que o Ozônio afeta o crescimento da vegetação, a evapotranspiração e processos do ciclo da água que afetam funções e serviços ecossistêmicos, considerando ainda que, em 2020, limiares críticos à proteção florestal foram ultrapassados ​​em 59% da área florestal total dos 32 países membros da AEA, Agência Europeia do Ambiente, AEA, enquanto em 2 décadas, de 2000 a 2020, a proporção de terras agrícolas expostas a níveis de Ozônio acima da meta de proteção à vegetação registrou declínio geral em relação à área agrícola total nos países membros da AEA, atingindo mínimo de 6% em 2020 e, em 2019, os prejuízos econômicos decorrentes efeitos do Ozônio troposférico na produção de trigo atingiram 1,418 bilhão de euros em 35 países europeus.


quinta-feira, 14 de maio de 2026

Risco Hídrico

Especialistas indicam que o ciclo da água torna-se cada vez mais extremo com relatório da OMM indicando imprevisibilidade, alertando que flutuações entre secas severas e chuvas intensas afetam economia e sociedade. Intitulado 'O Estado dos Recursos Hídricos Mundiais', nos diz que, em 2024 um terço das bacias hidrográficas do planeta apresentavam desequilíbrio persistindo pelo 6º ano consecutivo através de secas severas na bacia amazônica e sul da África, enquanto Europa Central e África sofreram com excesso de umidade. Destaca perda de massa glacial, fenômeno observado pelo 3º ano consecutivo, com a Secretária-Geral da OMM enfatizando urgência de informações científicas confiáveis já que "não se pode gerenciar o que não se mede", daí, relatório buscar fornecer dados essenciais à tomada de decisões, afirmando que, "a água é indispensável impulsionando as economias e sustentando os ecossistemas" e, conclui,"os recursos hídricos globais estão sob crescente pressão, e os riscos relacionados à água se tornando mais frequentes e devastadores, impacto cada vez maior nas vidas e meios de subsistência". Dados da OMM e observações de satélite, ressaltam importância da colaboração e compartilhamento de informações entre os países diante crise que afeta 3,6 bilhões de pessoas, além disso, o impacto ultrapassará 5 bilhões até 2050 com o mundo longe de alcançar a meta de água potável e saneamento básico à todos. Dentre regiões mais afetadas estão Índia, Califórnia, Oriente Médio, China, Austrália e Oeste da América do Sul,incluindo segmentos da Amazônia, destacando que, estudo publicado na Nature confirma que o planeta perde água doce em ritmo mais acelerado que se pensava antes, tendência, impulsionada por mudanças climáticas, desmatamento e uso excessivo de recursos, representando ameaça direta à segurança alimentar, acesso à água potável e estabilidade dos ecossistemas. Analisou dados de satélite entre 2002 e 2022 pela missão GRACE, Gravity Recovery and Climate Experiment, da NASA e Centro Aeroespacial Alemão, identificando 1.200 pontos críticos onde reservas de água doce subterrâneas e superficiais diminuíram nas últimas 2 décadas.

Ainda neste tema, estudo da WaterAid e Tree Aid revela que 45% da população em Gana, Níger e Nigéria enfrentam alto risco hídrico, com desmatamento diretamente ligado à perda e contaminação dos sistemas de água doce corroendo sistema africano Ocidental e expondo 122 milhões de pessoas à água imprópria à consumo, 20 milhões a mais que há 5 anos. O Níger mostra a pior crise com 99,5% da água em risco de sedimentação e queda na qualidade, com cientistas instando governos integrar prioridades florestais e hídricas nos planos de clima e adaptação, decorrente a crise hídrica que alastra pela África Ocidental colocando milhões em risco, segundo o estudo da WaterAid e Tree Aid. Intitulado "Das Raízes aos Rios: Como o Desmatamento Impacta o Acesso à Água Doce", revela que 45% da população, 122 milhões em Gana, Níger e Nigéria tem acesso a água contaminada, aumento de 20 milhões em 5 anos, relaciona tendência diretamente relacionada ao desmatamento e perda da cobertura vegetal que sustenta sistemas de água doce, florestas e vegetação, segundo o relatório, desempenhando papel crucial na proteção dos recursos hídricos, estabilização do solo, filtração de poluentes e regulação das chuvas, cuja destruição interrompe os processos e ameaça a confiabilidade do abastecimento hídrico à consumo, produção de alimentos e saúde. Dados de observação da Terra por satélite coletados entre 2013 e 2025, examinou  vegetação, precipitação pluviométrica e cobertura hídrica nos 3 países escolhidos pelas condições ecológicas e climáticas na África Ocidental e, pela 1ª vez, fornece  correlação entre desmatamento e baixa disponibilidade de água doce, com o Níger e Nigéria, mostrando que cada mil hectares de floresta perdida corresponde a perda média de 9,25 hectares de água superficial e, na Nigéria, esse número é de 6,9 ​​hectares, enquanto no Níger sobe à 11,6 hectares, em Gana, a perda florestal se associa à deterioração da qualidade da água superficial e não a quantidade. O estudo  alerta que acesso reduzido à água potável e segura decorrente desmatamento contínuo é ainda mais agravado pelas mudanças climáticas com chuvas intensas, sem vegetação para filtração ou estabilização do solo, levam ao acúmulo de sedimentos e poluentes em rios, lagos e reservatórios, reduzindo disponibilidade de água potável através da baixa absorção de água subterrânea e evapotranspiração, além da piora na qualidade da água restante. O problema é mais grave no Níger onde 99,5% da água superficial disponível é considerada em risco de sedimentação e má qualidade, na Nigéria, 85,6 milhões de pessoas vivem em áreas vulneráveis ​​à perda de água decorrente desmatamento, em Gana, a contaminação contínua é a principal preocupação com a perda florestal ligada à piora da qualidade da água superficial. 

Moral da Nota: na Ásia mudanças climáticas afetam sistemas de água e energia e colocam milhões em risco, forçando países investir bilhões no reforço de serviços básicos, segundo relatórios recentes, em que desastres relacionados à água aumentam na região e os gastos para proteger as comunidades são insuficientes. Relatório divulgado do Banco Asiático de Desenvolvimento, informa que os países asiáticos necessitam US$ 4 trilhões à água e saneamento entre 2025 e 2040 ou US$ 250 bilhões/ano, colocando governos sob pressão para proteger sistemas de energia e,  até 2050, eventos climáticos extremos custarão às empresas de energia US$ 8,4 bilhões/ano em danos e perda de receita, um terço a mais que atualmente, segundo  pesquisa do Asia Investor Group on Climate Change, organização sem fins lucrativos de Hong Kong e MSCI Institute, think tank de Nova York. Os riscos se concretizaram na Ásia atingida por tempestades tardias, chuvas e enchentes severas, em Quy Nhon, Vietnã, linhas de energia romperam quando o tufão Kalmaegi castigou a cidade com fortes chuvas e ventos intensos transformando bairros em ilhas, com relatório do ADB afirmando que 2,7 bilhões de pessoas, 60% da Ásia-Pacífico, têm acesso a água à maioria das necessidades básicas, no entanto, mais de 4 bilhões permanecem expostos a água imprópria para consumo, ecossistemas degradados e riscos climáticos crescentes. Por fim, a queda na vazão dos rios nas principais bacias hidrográficas asiáticas, que fornecem água necessária à usinas a carvão e gás e alimentam hidrelétricas, são a grande ameaça, ao mesmo tempo, fortes chuvas e inundações representam riscos em regiões costeiras e vales fluviais, com o detalhe que apesar dos crescentes riscos, a maioria das concessionárias de energia não possui planos detalhados e financiados para se adaptar aos impactos climáticos, embora 9 de 11 empresas estudadas tenham avaliado como as mudanças climáticas as afetam, 7 examinaram os riscos em suas fábricas individuais e 5 calcularam e divulgaram como futuros impactos climáticos poderiam aumentar custos ou prejudicar lucros.