Na evolução do ecossistema cripto, a volatilidade é característica inerente, balanço entre euforia e medo e, inseridos em altos e baixos, analistas e investidores sempre atentos a eventos monumentais, um "cisne negro", termo usado para descrever evento raro, imprevisível e com forte impacto. Nas finanças digitais, o que desencadearia pânico generalizado capaz de derrubar confiança e preços em mercado que demonstra resiliência seria a mudança radical e coordenada na regulamentação, atualmente, cenário regulatório é fragmentado com países adotando abordagens da proibição total à adoção entusiástica, no entanto, esforço global motivado por preocupações com estabilidade financeira, lavagem de dinheiro ou evasão fiscal, pode mudar regras da noite para o dia. Cenário possível seria potências econômicas concordarem impor restrições a utilização cripto, dificultando troca e integração em sistemas financeiros tradicionais, impor impostos, exigir divulgação de dados pessoais e bloquear transações em carteiras não verificadas corroendo a natureza pseudônima e descentralizada dos ativos, um dos pilares de apelo. A confiança no sistema financeiro sem fronteiras seria minada, desencadeando debandada de investidores que veriam risco regulatório como ameaça, outro potencial cisne negro pode não vir da esfera política mas da tecnológica em que segurança de redes blockchain é atrativo cripto, no entanto, falha crítica no código blockchain como Bitcoin ou Ethereum pode ter consequências catastróficas. A probabilidade de ataque bem-sucedido ou erro de programação dessa magnitude é considerada remota, não pode ser completamente descartada e ataque hipotético à rede, como "ataque de 50%" contra o Bitcoin, criaria caos sem precedentes, sendo que esse tipo de ataque no qual um único ator controla a maior parte da mineração permite manipular o livro-razão de transações, gastar moeda 2 vezes e, destruir confiança na imutabilidade blockchain. Um "cisne negro" na economia global teria efeito cascata sobre ativos digitais e a desaceleração econômica massiva, recessão severa ou crise da dívida de uma nação levaria investidores buscarem ativos de refúgio seguros e desfazer-se de ativos de risco, como de criptomoedas. A ascensão IA, por exemplo, impulsiona crescimento de empresas de tecnologia e injeta liquidez no mercado, caso essa euforia se transforme em bolha especulativa e entre em colapso, o efeito dominó será devastador ao mercado cripto com investidores que buscam liquidez para cobrir perdas nos portfólios tradicionais serem forçados vender suas cripto exercendo pressão descendente sobre preços. A narrativa cripto, especialmente Bitcoin, se baseia na crença em futuro descentralizado e na escassez digital, no entanto, se a percepção desses ativos mudar abruptamente seu valor pode desaparecer. Por fim, o verdadeiro cisne negro ao sistema financeiro tradicional pode ser o fracasso em controlar e suprimir criptomoedas, sua natureza descentralizada, capacidade de realizar transações diretamente, sem intermediários, pode tornar tentativa de proibição, fútil, nesse sentido, a capacidade do Bitcoin resistir a ataques, regulamentações e crises econômicas podem ser a verdadeira surpresa, daí, a volatilidade, muitas vezes percebida como fraqueza, pode, ser efeito colateral de sistema em desenvolvimento testando força e independência e a verdadeira surpresa pode ser que o mercado cripto não entre em colapso, prospere diante um mundo financeiro em crise.
Considera-se que o mecanismo de escassez do bitcoin “tokeniza o tempo” em oposição à “entropia econômica” clássica, quer dizer, tempo e energia atuam como barreiras ao bitcoin tornando valor contra diluição do poder de compra das políticas monetárias de bancos centrais, conceito desenvolvido por João Zechin, convergindo o bitcoin a Einstein na “constante econômica universal” invertendo o vetor do tempo, gerando valor, quer dizer, moedas fiduciárias se diluem em valor pela emissão dos bancos centrais, enquanto o bitcoin se opõe à “entropia econômica”, ou, o grau de desordem, aleatoriedade ou imprevisibilidade do sistema como pilar da proposta de valor de longo prazo, quer dizer, propõe que, o bitcoin usa o tempo para subverter a lógica da moeda fiduciária agindo como “constante econômica universal”. Considerando a inovação tecnológica onde tudo é mais acessível e abundante, o único ativo digital cuja escassez programada tem poder de usar o tempo a favor, segundo o autor do relatório, "Bitcoin, A Tokenização do Tempo, Invertendo a Ampulheta em Futuro Relativístico", na premissa que o declínio de padrões monetários na história é ligado à escassez e abundância em conexão entre dinheiro e tecnologia. Assim ocorreu no passado com o sal, cacau e conchas usados como troca e unidade na Roma Antiga, civilizações pré-colombianas e tribos africanas, daí, avanços tecnológicos aumentam a oferta e facilitam acumulação resultando que as moedas perdem valor, colapsando o sistema e levando a substituição por novo padrão. O autor argumenta que testemunhamos esse ciclo com moedas fiduciárias enquanto a diferença com o bitcoin introduz novo padrão que subverte a lógica transformando o tempo em constante, ao presumir que Satoshi Nakamoto inventou novo padrão monetário, assim como o ouro e outras formas de dinheiro, bitcoin só tem valor porque as pessoas lhe atribuem valor. O estudo afirma que Satoshi isolou o tempo como constante codificando oferta de Bitcoin em 21 milhões de unidades e reduzindo a emissão pela metade em ciclos de 4 anos com o halving, daí, o tempo, que para outras moedas é vetor de desvalorização, torna-se amplificador da escassez do bitcoin, levando o autor concluir que, Satoshi conseguiu reverter a flecha do tempo, quer dizer, "a escassez do Bitcoin inverte o fluxo normal, o valor se acumula ao longo do tempo". Para concluir, ao contrário do ouro cuja oferta aumenta com a descoberta de depósitos e técnicas de mineração avançadas, a oferta do bitcoin não se acelera, o ajuste de dificuldades, idealizado, garante que, independente do poder computacional investido na mineração novos bitcoins sejam produzidos apenas a cada 10 minutos.
Moral da Nota: stablecoins combinam flexibilidade das inovações blockchain com estabilidade do dinheiro tradicional, inovação que se destaca pelo potencial de trazer estabilidade e confiabilidade ao mercado de moedas historicamente volátil em blockchain, como o nome sugere, é um tipo de moeda digital projetada para manter valor estável atrelada a moeda fiduciária tradicional como o dólar americano. O uso de stablecoins aumentou nos últimos 18 meses, a capitalização de mercado mais que dobrou de US$ 120 bilhões à US$ 250 bilhões e as previsões esperam que chegue a US$ 2 trilhões até 2028, com players como o JPMorgan Chase experimentando depósitos tokenizados e o PayPal lançando sua própria stablecoin. Indivíduos e organizações que buscam capitalizar benefícios das transações blockchain incluindo transações rápidas e seguras e acesso a mercados globais, ativos digitais voláteis como o Bitcoin são desafio, ou, as flutuações de preço os tornam impraticáveis à transações cotidianas e comerciais previsíveis. As stablecoins abordam tal limitação mantendo valores estáveis, preservando vantagens tecnológicas das moedas em blockchain e, à medida que seu uso cresce e amadurece, entender stablecoin torna-se cada vez mais importante no cenário financeiro. Por fim, com vistas ao futuro, instituições financeiras devem refletir sobre o papel que desejam desempenhar no ecossistema digital e, em seguida, adquirir talentos, desenvolver capacidades tecnológicas, interagir com órgãos reguladores buscando seram informadas sobre a evolução dos requisitos, por fim, estabelecer modelo de mercado para identificar oportunidades e testar demandas por aplicações em stablecoins.