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segunda-feira, 12 de janeiro de 2026

Robótica e Saúde

Implicações da utilização da robótica na saúde, particularmente doenças crônicas, permanecem inexploradas, com estudo vinculando dados de adoção de robôs pela indústria chinesa nos registros de saúde individuais da Pesquisa de Saúde e Nutrição da China, CHNS, empregando estratégia de variáveis ​​instrumentais tipo Bartik em nível de cidade, cujas estimativas revelam aumento de um robô para cada mil trabalhadores em uma cidade reduzindo probabilidade local de indivíduos apresentarem doenças crônicas em 8,67%. Impulsionam benefícios à saúde incluindo melhores condições de trabalho, melhor bem-estar físico e mental e escolhas de estilo de vida mais saudáveis, em que análise de custo-benefício sugere que os benefícios à saúde são substanciais, superando custos de aquisição, destacando ainda externalidade positiva negligenciada da automação na saúde pública em economias em desenvolvimento. Ainda inserido no ecosistema IA, ferramenta IA da OpenAI produz vídeos realistas com alegações falsas em 80% das vezes conforme relatório da organização de combate à desinformação, NewsGuard, sendo que a OpenAI, detentora do ChatGPT, lançou o Sora 2, aplicação para dispositivos iOS gerando um milhão de downloads em 5 dias e, para gerar vídeo IA com o Sora, utilizadores inserem descrição de texto do conteúdo desejado e o sistema produz vídeo de 10 segundos. O documento mostra que, neste sentido, “a capacidade da ferramenta produzir vídeos convincentes, incluindo aparentes reportagens, gerou preocupações sobre a disseminação de deepfakes, risco reconhecido pela empresa em documento que acompanha o lançamento da aplicação, concluindo que, “recursos do Sora 2 exigem consideração de riscos potenciais incluindo uso não consensual de semelhanças ou gerações enganadoras”. Análise da NewsGuard mostra que em 80% dos testes a aplicação produziu vídeos falsos ou enganadores relacionados com notícias importantes, como o ato eleitoral na Moldovia ou questões sobre política de imigração norte americana sendo que 55% das alegações falsas testadas foram produzidas na primeira tentativa. Por fim, esclarece que, “a maioria dos vídeos assumiu forma de noticiário, com aparente apresentador noticiar falsidades”, demonstrando “facilidade com que malfeitores podem usar a tecnologia para espalhar informações falsas em escala”, concluindo que, vídeos desinformativos parecem violar políticas de uso da OpenAI, que “proíbem enganar através da falsificação de identidade, burlas ou fraudes”.

Em clima de disrupção, pesquisa brasileira informa que foram encontrados microplásticos em estômago de bugios-vermelhos, Alouatta juara, que vivem em áreas protegidas da Amazônia brasileira, além da preocupação da presença de animais em áreas protegidas, representando a 1ª vez que um animal arborícola, que vivem em árvores, ingeriu tais partículas. Publicado na Springer Nature, o estudo analisa 47 indivíduos provenientes das Reservas de Desenvolvimento Sustentável Mamirauá e Amanã, no Amazonas, com 2 deles com resultados positivos à filamentos verdes de microplástico com menos de 5 mms de comprimento no estômago. "Mesmo assim, já é muita coisa. Preferiria não ter encontrado nada”, disse a autora do artigo e cientista, Anamélia de Souza Jesus, pesquisadora do Instituto Mamirauá, Tefé, Amazonas, explicando que, “encontrar microplásticos em áreas preservados, soa alarme, Mostra que a poluição plástica chega a locais que pareciam protegidos.” A presença de microplásticos em bugios, comprova que microplásticos estão presentes em áreas protegidas há pelo menos 10 anos revelando que a água que esses animais tomam estava contaminada por descarte de lixo como redes de pesca presas em galhos, quer dizer, consumidores de água engarrafada podem ingerir até 198% mais microplásticos que aquele que bebe água filtrada. Pesquisa anterior havia comprovado presença de microplásticos em peixes, tartarugas, aves e peixes-bois, assim como sedimentos e água de rios, no entanto, é a primeira vez que um animal que vive em copas de árvores registra presença das partículas. 

Moral da Nota: cientistas observaram evidências que esclerose múltipla danifica silenciosamente o cérebro anos antes do diagnóstico, ao estudar proteínas em amostras de sangue, identificaram sinais imunológicos precoces e marcadores de danos nos nervos que apontam à indicadores precoces cruciais, abrindo portas à exames de sangue diagnósticos e estratégias preventivas. Quando pacientes procuram ajuda à esclerose múltipla, EM, já há lesões no cérebro silenciosas há anos e, até recentemente, cientistas não estavam certos quais células eram afetadas ou quando o dano realmente teve início, sendo que pesquisadores da Universidade da Califórnia, forneceram cronograma detalhado, analisando proteínas que circulam no sangue, cujas descobertas mostram que o sistema imunológico começa atacar a bainha protetora do cérebro, cobertura gordurosa que isola fibras nervosas. A descoberta abre caminho ao diagnóstico precoce e, no futuro, tornará prevenção possível, com a pesquisa demostrando que Esclerose Múltipla tem como alvo inicial a bainha de mielina, um ano depois, evidências de danos às fibras nervosas começam a aparecer, com Ahmed Abdelhak, MD, professor de Neurologia na UCSF e coautor do artigo, publicado na Nature Medicine, dizendo que, "o trabalho abre oportunidades ao diagnóstico, monitoramento e tratamento da EM", concluindo que, "pode ser divisor de águas na forma como entendemos e tratamos a doença." A pesquisa analisa mais de 5 mil proteínas em amostras de sangue de 134 indivíduos que desenvolveram EM, amostras que vieram do Repositório de Soro do Departamento de Defesa dos EUA, que armazena sangue de candidatos militares e, como o repositório armazena amostras por décadas, puderam examinar o sangue coletado anos antes do diagnóstico dos indivíduos.