Pesquisa envolvendo IA, telemedicina, monitoramento remoto e processamento de dados, são eventos que testemunhamos nos desenvolvimentos da tecnologia na saúde, tratando-se no entanto, de ameaça aos dados do paciente ou privacidade, ao lado de inovações geradas por provedores de saúde e empresas de tecnologia em saúde incluindo monitoramento remoto, nanotecnologia e realidade aumentada. À medida que surgem novas tecnologias, aumenta necessidade de dados limpos de alta qualidade representando desafios à setor caracterizado por controles rígidos de proteção de dados e ataques cibernéticos e, conforme o gerente de Engajamento da Intive, empresa global de tecnologia, "a saúde está diante de fronteira de inovações que prometem proporcionar melhores resultados aos pacientes e empoderar decisões dos provedores".Identifica a Nanotecnologia que cientistas usam para melhorar sistemas de administração de medicamentos e imagens médicas, bem como, combater tumores, cujo tamanho do mercado está projetado para atingir US$ 291 bilhões até 2028, enquanto monitoramento por IoT é usado à monitoramento remoto de pacientes, ferramenta essencial à mundo que sofre com a pandemia, enquanto McKinsey prevê que a saúde humana constituirá de 10 a 14% do valor estimado IoT até 2030, ao passo que o SPHCC, Centro Clínico de Saúde Pública de Xangai, relata que usa IoT e sensores vestíveis para monitorar temperatura corporal de pacientes com Covid reduzindo risco de exposição dos cuidadores. Segue análise de dados com estimativa que o volume de dados gerados anualmente pelo setor de saúde cresça 48% ano a ano, com dados e IA impulsionando entrega e reduzindo tempos de lançamento de medicamentos e, por meio de IA na medicina de precisão emerge a Vara, empresa de tecnologia desenvolvendo algoritmos para detectar câncer de mama usando dados de 2,5 milhões de imagens de câncer de mama para treinamento, validação e testes. Através da realidade aumentada e realidade virtual surgem incursões no setor de educação, visualização cirúrgica, fisioterapia, com cirurgiões usando RA e RV para realizar procedimentos avançados além de treinarem e desenvolverem memória muscular sem risco ao paciente resultando em procedimentos mais rápidos. Por fim, seguem desafios de dados e privacidade sendo que "criar e alavancar soluções de tecnologia em saúde não é tarefa simples, especialmente em setor onde proteção de dados é prioridade e o acesso pode ser restrito" e, sem dados precisos e gerenciados adequadamente, provedores de soluções tecnológicas correm risco de produzir resultados não confiáveis e criar viés e, ao capturar dados limpos, precisos, completos e formatados com precisão, é desafio às organizações.
Roche e Pfizer concedem a healthtech Cromodata, plataforma argentina que usa dados médicos e IA para criar tratamentos, especializada em infraestrutura de dados, recebeu US$ 1,2 milhão em rodada pré-seed de investimento liderado pela PharmStars Ventures, fundo apoiado por AstraZeneca, Lilly, Novo Nordisk, Pfizer, Roche e Sanofi, além da Sancus Capital e Gabriela Pittis, ex-diretora da Takeda à América Latina e Caribe. A startup conecta e estrutura dados clínicos anonimizados de hospitais e centros de diagnóstico na América Latina usando tecnologia própria, cuja plataforma permite que empresas farmacêuticas, pesquisadores e empresas IA acessem dados do mundo real sobre pacientes latino-americanos visando acelerar busca por tratamentos à doenças crônicas e desenvolvimento de tecnologias à saúde. A CEO e cofundadora Keila Barral Masri informa que a "Cromodata nasceu da experiência pessoal como paciente sem diagnóstico por anos, porque os dados estavam fragmentados no sistema de saúde", segundo ela, a falta de diagnóstico a deixou com um tipo de epilepsia refratária que não é controlada com medicamentos, em consequência, necessita auxílio de animal de estimação para alertar médicos, ao mesmo tempo, afirma que o setor de saúde gera dados valiosos. Enfatiza que "se formalizássemos o mercado contribuiríamos à sistema sustentável e criaríamos incentivo para gerar melhores dados de saúde posicionando a região entre os lugares onde a ciência está sendo feita, hoje, menos de 1% dos dados de saúde usados para treinar IA vêm da América Latina", concluindo que, o futuro da inovação em saúde depende da diversidade de dados. A Cromodata funciona "com 47 hospitais em 5 países e processou mais de 20 milhões de registros de pacientes anonimizados conforme normas HIPAA, GDPR e ISO 27001", siglas que correspondem normas dos EUA, UE e internacionais protegendo privacidade e segurança de informações pessoais, esclarecendo que, na "Argentina, trabalha com 3 centros de câncer estando presente, no Brasil, Uruguai, República Dominicana e México, este último, em parceria com o maior grupo privado de saúde do país gerando US$ 27 mil em receita corrente mensal. O modelo de negócios da startup monetiza dados de centros de saúde ao anonimizar e tokenizar identidades dos pacientes à protegê-los", complementa que, "enquanto clama-se pela interoperabilidade dos sistemas de saúde para que os dados possam ser usados, adaptamos a tecnologia ao caos e fazemos com que funcione em qualquer ambiente para extrair e estruturar dados", observando que, que a rodada de investimentos confirma essa hipótese, "representa mais que financiamento, um reconhecimento da necessidade de dados de saúde representativos e infraestrutura colaborativa". Planeja destinar capital à expansão da rede de hospitais e laboratórios associados, incorporando fontes como genômica e doenças raras e ao fortalecimento da infraestrutura tecnológica de conformidade regulatória.
Moral da Nota: estudo histórico mostrou que IA pode prever melhor como médicos devem tratar pacientes pós ataque cardíaco, conduzido por equipe de pesquisadores e liderada pelo Dr. Florian Wenzl, membro honorário da Universidade de Leicester, trabalhando em colaboração com o Professor David Adlam, do Departamento de Ciências Cardiovasculares, publicado no The Lancet Digital Health. Pacientes com a forma mais comum de ataque cardíaco causada por bloqueio parcial, conhecida como síndrome coronariana aguda sem supradesnivelamento do segmento ST, NSTE-ACS, se enquadram na pontuação GRACE para estimar risco de morrer ou apresentar outro evento cardiovascular, sendo usado para orientar decisões de tratamento e, há muito tempo reconhecido como incapaz de capturar toda complexidade de cada paciente. O sistema GRACE de pontuação do Registro Global de Eventos Coronários Agudos, orienta tratamento de pacientes com síndrome coronariana aguda sem supradesnivelamento do segmento ST, SCA-NSTE, conforme diretrizes atuais, no entanto, é necessária validação do modelo de mortalidade hospitalar GRACE 3.0 específico ao sexo e dos modelos correspondentes para prever mortalidade a longo prazo e efeito personalizado do tratamento invasivo precoce. O recém-criado escore GRACE 3.0 é ferramenta de avaliação de risco baseada em IA à pacientes com síndromes coronárias agudas, capaz de prever probabilidade de mortalidade hospitalar e, em 1 ano, analisando 9 variáveis disponíveis ou idade, sexo, frequência cardíaca, pressão sistólica arterial, nível de troponina, desvio-ST, nível creatinina, sintomas de insuficiência cardíaca e parada cardíaca. Para concluir, o Dr. Wenzl afirma que "O GRACE 3.0 representa a próxima evolução do escore GRACE integrando métodos IA a uma das ferramentas de risco mais utilizadas em cardiologia, treinado e validado externamente com base em dados pacientes de vários países o que lhe confere base sólida de evidências, ao contrário dos escores de risco tradicionais, o GRACE 3.0 captura relações complexas e não lineares que abordagens convencionais frequentemente ignoram."