Estudo publicado na The Lancet Planetary Health indica 3,8 milhões de mortes na Índia entre 2009 e 2019 provocadas pela poluição do ar e, a capital indiana, Nova Delhi, aparesenta períodos de densa névoa tóxica com níveis de poluição do ar 16 vezes acima do máximo recomendado pela OMS, com área metropolitana de mais de 30 milhões de habitantes aparecendo na lista de capitais mais poluídas do mundo, em particular, no inverno. Quer dizer, ar mais frio retém poluentes próximo ao solo criando mistura de emissões oriundas de queimadas, fábricas e tráfego urbano, ao passo que a poluição aumentou devido fogos de artifício nas comemorações do festival Diwali, com a Suprema Corte flexibilizando proibição e permitir “fogos verdes”, menos poluentes, no festival hindu. Níveis de PM2.5, ou, micropartículas capazes de entrar na corrente sanguínea, atingiram 248 microgramas/m³ em áreas da cidade, segundo a IQAir, organização de monitoramento, com a Comissão Governamental de Gestão da Qualidade do Ar afirmando que as condições devem piorar enquanto autoridades municipais anunciam que testarão a “semeadura de nuvens” com aviões que injetam sal ou produtos químicos nas nuvens visando induzir chuva e limpar o ar. No Iraque, a crescente salinidade da água devasta fazendas e gado com deslocamentos nas províncias do sul de agricultores assistindo morte das aves quando os níveis de salinidade atingem recordes, tornando a água já escassa imprópria ao consumo humano, matando o gado. País fortemente afetado pelas mudanças climáticas, o Iraque é devastado há anos pela seca e escassez de chuvas com declínio de fluxos de água doce aumentando níveis de sal e poluição, particularmente no sul, onde os rios Tigre e Eufrates convergem antes de desaguar no Golfo e, no mês de setembro de 2025, os níveis de salinidade na província central de Basra dispararam à 29 mil partes por milhão, comparados aos 2.600 ppm em 2024, conforme relatório do Ministério da Água, isto, se considerarmos que a água doce deve conter menos de 1 mil ppm de sais dissolvidos, enquanto os níveis de salinidade da água do oceano são de 35 mil ppm, dados, do Serviço Geológico dos EUA. Os rios Tigre e Eufrates convergem na hidrovia Shatt al-Arab, Basra, com alertas que os níveis de água despencaram permitindo avanço da água do mar do Golfo, com Hasan al-Khateeb, especialista da Universidade de Kufa, Iraque, informando que, "carregada de poluentes acumulados ao longo do curso", além de registrar níveis mais baixos em décadas ao lado das reservas de lagos artificiais. A ONU, avalia que um quarto das mulheres em Basra e províncias vizinhas trabalha na agricultura e a Organização Internacional às Migrações da ONU que documenta deslocamento induzido pelo clima no Iraque, alerta que o aumento da salinidade da água destrói palmeirais, árvores cítricas e outras plantações, informando que 170 mil pessoas haviam sido deslocadas no centro e sul do Iraque devido fatores relacionados ao clima. Por fim, o Tigre e Eufrates nascem na Turquia e as autoridades iraquianas culpam barragens do outro lado da fronteira por reduzirem fluxos hídricos, considerando que o Iraque é um país com sistemas de gestão ineficiente de água pós décadas de guerra e negligência, recebendo menos de 35% da cota alocada dos dois rios, conforme autoridades, em julho de 2025, o governo anunciou projeto de dessalinização em Basra com capacidade de 1 milhão de metros cúbicos/dia.
Entre nós, o Sistema Cantareira reduziu captação de 31 m³/s à 27 m³/s, impactando abastecimento na região metropolitana, com reservatórios em queda em Guarapiranga para 52,6% e Alto Tietê para 28,9%, refletindo baixa pluviometria e volume dos mananciais da RMSP caindo de 36,7% à 36,5% em setembro de 2025, menor nível desde 2015. Trata-se do nível mais baixo dos últimos 10 anos operando com 24,2% do volume útil com o Cantareira como maior produtor de água de São Paulo, utilizando 33 m3/s à abastecer, 46% da população recebendo 23% da média histórica das afluências em 2014, que levou ao uso do "volume morto". A medição é realizada pela Sabesp, Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo e divulgada no site da companhia e, segundo dados, o sistema opera com 24,2% do volume útil quantidade de água que pode ser transferida ao abastecimento da Região Metropolitana, com o índice acendendo alerta. O Sistema Cantareira é o maior produtor de água da Região Metropolitana, utilizando 33 m3/s de água para abastecer 46% da população, formado por 5 reservatórios, Jaguari, Jacareí, Cachoeira, Atibainha e Paiva Castro,conectados por túneis subterrâneos e canais. Em 2014 e 2015 as vazões de afluentes ao sistema foram menores que a média histórica registradas desde 1930, abaixo do pior ano da série, até então, 1953, em 2014, em média, o Sistema Cantareira recebeu 23% da média histórica das afluências e, em 2015, 50%, e, com o agravamento da estiagem em 2014 e 2015 foi autorizado uso da reserva técnica do Sistema Cantareira conhecido como “volume morto”, somando 480 bilhões de litros de água abaixo das estruturas de operação dos reservatórios e acessíveis por bombeamento. O Sistema Cantareira é de responsabilidade da ANA, Agência Nacional de Águas e, do DAEE, Departamento de Águas e Energia Elétrica do Estado de São Paulo, apesar de localizar integralmente em território paulista recebe água de bacia hidrográfica de gestão federal, sendo que uma das razões do esgotamento do Sistema Cantareira é o desmatamento, com a região possuindo 93.932 hectares de remanescentes de vegetação nativa, 35,5% do território, dados do governo estadual. A água é o centro da crise, árvores são “amortecedores climáticos” do ambiente urbano, a arborização urbana reduz temperatura, absorve energia solar, faz fotossíntese, purificando o ar, retendo material particulado nas folhas e absorção de gases, diminui o impacto das chuvas sobre o solo reduzindo velocidade hídrica. O governo paulista anuncia plano de contingenciamento prevendo restrição de até 16 horas na pressão de água na região metropolitana, além do rodízio no abastecimento e uso do volume morto dos mananciais, em casos extremos, sendo que as restrições acontecerão pós 7 dias seguidos dos índices na mesma faixa, com relaxamento pós 14 dias consecutivos de retorno ao cenário mais brando.
Moral da Nota: relatório da OMM avisa que a camada de ozônio deverá retornar aos níveis da década de 1980 até meados do século, com o buraco na Antártida em 2024 sendo menor que nos últimos anos, com o Boletim de Ozônio da OMM 2024 dizendo que a menor destruição da camada de ozônio se deve em parte a fatores atmosféricos naturais, enfatizando que a melhora a longo prazo reflete sucesso da ação global. Lançado no Dia Mundial do Ozônio, marca o 40º aniversário da Convenção de Viena que lançou bases à cooperação na proteção da camada de ozônio, com o secretário Geral da ONU, dizendo que, "há 40 anos, nações se uniram para dar o passo na proteção da camada de ozônio guiadas pela ciência e unidas na ação", concluindo que, "a Convenção de Viena e o Protocolo de Montreal tornaram marco de sucesso multilateral, hoje, a camada se recupera, conquista que nos lembra quando nações atendem alertas da ciência, o progresso é possível". O boletin da OMM, diz que Protocolo de Montreal eliminou 99% das substâncias controladas que destroem a camada de ozônio, utilizadas em refrigeração, ar condicionado, espuma para combate a incêndios e spray para cabelo, como resultado, projeta-se que a camada de ozônio se recupere a níveis de 1980 até meados do século, reduzindo riscos de câncer de pele, catarata e danos ao ecossistema. A OMM afirma que a cobertura total de ozônio estratosférico foi maior que em anos anteriores e o buraco na camada da Antártida em 2024 atingiu pico com déficit máximo de massa de ozônio de 46,1 milhões de toneladas em setembro de 2025, menor que os observados entre 2020 e 2023.