quinta-feira, 15 de janeiro de 2026

Desafio cognitivo

Pesquisa publicada na Alzheimer's & Dementia envolve grupo de idosos que desafiam o declínio cognitivo ao manterem mentes afiadas mesmo após os 80 anos, no conceito que o declínio cognitivo é inevitável à medida que envelhecemos e estudo de 25 anos, ​​revelando o que há de especial na neurologia subjacente. Sandra Weintraub, neuropsicóloga clínica da Universidade Northwestern, esclarece que "é realmente o que encontramos em seus cérebros que tem sido impressionante para nós", descobriram que os cérebros de superidosos são resistentes ao acúmulo de aglomerados e emaranhados de proteínas relacionados ao Alzheimer, tais indivíduos têm concentração maior de um tipo específico de neurônio na região crítica do cérebro e exibem menos atividade inflamatória na substância branca comparada com a população em geral e em envelhecimento. As descobertas necessitam serem validadas em outras populações,ao passo que a identificação de perfil neurobiológico distinto em idosos "abre portas à intervenções visando preservar saúde cerebral até as últimas décadas da vida", esclarecendo que, superidosos têm memórias além dos 80 anos que rivalizam com indivíduos na faixa dos 50 anos. O estudo os define, quando testados, como capazes de se lembrar de pelo menos 9 palavras de uma lista de 15, típico de pessoas pelo menos 2 a 3 décadas mais jovens, sendo que alguns estudos descobriram que menos de 5% da população podem atingir a classificação de superidoso, daí, alta extroversão é característica que os superidosos têm em comum e, estranhamente, não estão levando estilos de vida mais saudáveis, alguns fumam e bebem regularmente, fator que sugere componente significativo que a resistência à idade dessas pessoas é biológico. A Dra Weintraub monitorou 290 pessoas com 80 anos ou mais desde 2000 para comparar os que se tornariam superidosos com aqueles que envelhecem normalmente e, graças às doações de 79 cérebros de superidosos, pesquisadores identificaram diferenças biológicas importantes, informando que, "percebemos que existem 2 mecanismos que levam alguém a se tornar superidoso", continua, "um, é a resistência, não produzem placas e emaranhados associados à doença de Alzheimer e, o segundo, resiliência, produzem placas e emaranhados, mas não afetam seus cérebros." Sob a visão anatômica, os pesquisadores sugerem que, as células que transmitem informações ao hipocampo, conhecidas como neurônios entorrinais, eram maiores em superidosos, contribuindo à resistência ou resiliência, além disso, pessoas idosas apresentavam afinamento na camada externa do cérebro, enquanto, superidosos não, quer dizer, área do cérebro que rege os pensamentos conscientes, memória e linguagem, os superidosos tinham mais neurônios de von Economo e um giro cingulado anterior mais espesso, onde esses neurônios são encontrados, em comparação com pessoas mais jovens, quer dizer, essa parte do cérebro está envolvida na regulação da atenção, emoção e tomada de decisão. Tamar Gefen, neuropsicóloga clínica da Universidade Northwestern, avalia que "muitas das descobertas decorrem do exame de amostras cerebrais de superidosos acompanhados por décadas", sendo que a equipe observou genes destacados por pesquisas anteriores que podem ser investigados para obter mais informações e, compreender os que afetam a cognição à medida que envelhecemos, pode permitir criar fármacos que promovam configurações cerebrais de superidosos e resistência à doença de Alzheimer.

Pesquisa em IA segue métodos distintos, até certo ponto, concorrentes, ou, abordagem simbólica, ou, "de cima para baixo" e, abordagem conexionista, ou, "de baixo para cima", sendo que a abordagem de cima para baixo replica a inteligência analisando cognição independente da estrutura biológica do cérebro em termos do processamento de símbolos,  daí, o rótulo simbólico, enquanto a abordagem de baixo para cima, envolve criação de redes neurais artificiais que imitam estrutura do cérebro, daí, o rótulo conexionista. Consideremos construir um sistema equipado com scanner óptico que reconhece letras do alfabeto, uma abordagem de baixo para cima envolve treinamento de rede neural artificial apresentando letras uma por uma, melhorando gradualmente o desempenho via "ajuste" da rede, em contraste, abordagem de cima para baixo envolve escrever programa de computador que compara cada letra com descrições geométricas, quer dizer, atividades neurais são a base da abordagem de baixo para cima enquanto descrições simbólicas são a base da abordagem de cima para baixo. Edward Thorndike, psicólogo da Universidade de Columbia, Nova York, em The Fundamentals of Learning, 1932, sugere que o aprendizado humano consiste em propriedade desconhecida de conexões entre neurônios no cérebro, enquanto Donald Hebb, psicólogo da Universidade McGill, Montreal, em The Organization of Behavior, 1949, sugeriu que a aprendizagem envolve o fortalecimento de padrões de atividade neural, aumentando probabilidade de disparo de neurônios induzidos entre conexões associadas. Allen Newell, pesquisador da RAND Corporation, Santa Monica, Califórnia, e, Herbert Simon, psicólogo e cientista da computação da Universidade Carnegie Mellon, Pittsburgh, em 1957, resumiram abordagem de cima para baixo no que chamaram de hipótese do sistema de símbolos físicos que afirma ser processamento de estruturas de símbolos suficiente, em princípio, para produzir IA em computador digital, a inteligência humana resulta do mesmo tipo de manipulação simbólica. Abordagens de cima para baixo e de baixo para cima foram adotadas simultaneamente, nas décadas de 1950 e 1960, ambas, alcançaram resultados notáveis, limitados e, na década de 1970, IA de baixo para cima foi negligenciada e, na década de 1980, voltou se destacar, atualmente, ambas são adotadas e reconhecidas por enfrentarem dificuldades cujas técnicas simbólicas funcionam em áreas simplificadas, mas, falham quando confrontadas com o mundo real e, enquanto isso, pesquisadores de baixo para cima não conseguiram replicar sistemas nervosos nem mesmo dos seres vivos mais simples. Seguindo os métodos descritos, pesquisa IA busca objetivos em inteligência geral artificial, AGI, IA aplicada ou simulação cognitiva, sendo que na AGI, chamada de IA forte, busca construir máquinas que pensam cuja ambição final é produzir máquina cuja capacidade intelectual seja indistinguível de um ser humano, até o momento, o progresso é desigual e, apesar dos avanços em modelos de linguagem ampla, é discutível se a AGI pode emergir de modelos mais poderosos ou se será necessária abordagem diferente. Já,IA Aplicada, conhecida como processamento avançado de informações, produz sistemas "inteligentes" comercialmente viáveis, por exemplo, sistemas de diagnóstico médico "especializados" e sistemas de negociação de ações, tem obtido sucesso considerável e, na simulação cognitiva, computadores são usados ​​para testar teorias sobre funcionamento da mente humana, por exemplo, teorias sobre como pessoas reconhecem rostos ou recordam memórias e a simulação cognitiva é ferramenta na neurociência e na psicologia cognitiva. Para concluir, o campeão mundial de xadrez Garry Kasparov jogando contra o Deep Blue, computador de xadrez construído pela IBM, em 1996,  venceu a 1ª partida por 4 a 2, em 1997, perdeu para o Deep Blue por 3 ½ a 2 ½, no entanto, a conquista do Deep Blue ao derrotar o campeão mundial Kasparov foi superada pelo AlphaGo, da DeepMind, que dominou o go, jogo mais complexo que o xadrez, sendo que as redes neurais do AlphaGo aprenderam jogar go com humanos e contra si mesmas, derrotou o melhor jogador de go Lee Sedol por 4 a 1 em 2016, sendo que o AlphaGo foi, por sua vez, superado pelo AlphaGo Zero, que, partindo apenas das regras do go, derrotou o AlphaGo por 100 a 0, daí, uma rede neural mais geral, o Alpha Zero, conseguiu usar as mesmas técnicas para dominar rapidamente o xadrez e o shogi.

Moral da Nota: o benzeno, 200 anos pós ser descoberto, continua sendo molécula de importância e complexidade, cuja ascensão na indústria petroquímica em meados do século XX liberou seu potencial como um bloco de construção à vasta gama de materiais, quer dizer, 2 séculos pós descoberta, a molécula revolucionária continua moldar o mundo, do gás que iluminou Londres no século XIX, aos materiais que proporcionou no século XXI, é narrativa de engenhosidade, poder industrial e consciência da responsabilidade que vem com inovação química. Em 1825, o inglês Michael Faraday, renomado pelo trabalho em eletricidade e magnetismo, isolou uma substância do resíduo oleoso do gás de iluminação usado para iluminar ruas de Londres, descobrindo que continha 2 partes de carbono para 1 de hidrogênio, chamando de "bicarbureto de hidrogênio" observando propriedades incomuns, notavelmente, altamente insaturado, significando que tinha baixa proporção de hidrogênio à carbono, que indica alta reatividade, ainda assim, a substância era estável e resistia  às reações de adição características de outros hidrocarbonetos insaturados, queimava com chama fuliginosa, sinal de seu alto teor de carbono.

 Rodapé: produtores de Tomé-Açu, nordeste do Pará, apostam em agroflorestas combinando espécies como o açaí, dendê, cacau e cupuaçu, entrelaçando diferentes culturas em um mesmo terreno, sendo que o modelo integra a floresta amazônica com produção agrícola, nas normas ambientais vigentes no Brasil, buscando reduzir impactos e garantindo renda à agricultores da região. A CAMTA, Cooperativa Agrícola Mista de Tomé-Açu, reúne 170 associados, referência em práticas sustentáveis na Amazônia e, parte da produção, é exportada aos mercados da Europa, Ásia e América do Sul.