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segunda-feira, 8 de dezembro de 2025

Rota Norte Sul

A Pesquisadora e Chefe do Centro Cultural Oriental da Academia Russa de Ciências, ao avaliar o desenvolvimento do corredor de transporte Norte-Sul, informa ser discutido na Rússia devido os benefícios econômicos reorientando a economia russa do Ocidente ao Oriente, além do atalho Rússia/Índia. Utilizado pela 1ª vez por Afanasy Nikitin no século XV e na 2ª Guerra Mundial no fornecimento de suprimentos militares à URSS, além do programa Lend-Lease em que um dos principais países que atravessam a rota, o Irã, mostra grande interesse no projeto à utilizá-lo para melhorar política externa e posição econômica. Desenvolvido em 1999 pela Rússia, Irã e Índia em que empresas de transporte desses países assinaram acordo sobre o transporte de contêineres à importação e exportação ao longo do corredor internacional de transporte Rússia, Mar Cáspio, Irã, Índia e Sri Lanka. O acordo previa o tempo aproximado de trânsito das cargas e tarifas aproximadas, distribuindo responsabilidades entre partes delineando organização do transporte, enquanto a Rússia ratificou em 2002 cujo objetivo era reduzir o tempo de transporte de carga entre Rússia e Índia, desenvolver rota alternativa ao Canal de Suez, no Egito, mais curta e conveniente, dando vantagens do corredor de transporte Norte-Sul emrelação a outras rotas, em particular, à marítima pelo Canal de Suez consideradas a redução das distâncias pela metade ou mais, bem como redução do custo do transporte de contêineres comparados com o custo do transporte marítimo. Países como Cazaquistão, Bielorrússia, Armênia, Azerbaijão, Síria, Omã e Bulgária, como observadores, aderiram o acordo na inauguração do Corredor de Transporte Internacional, sendo que o projeto foi revisto e coordenado por longo período antes do início de sua implementação e, somente na última década, a Rússia delineou sua política de reaproximação com países do Oriente em política externa e econômica colocando o projeto em prática de forma vigorosa. A rota tem 7.200 km de extensão de São Petersburgo ao porto indiano de Mumbai prevendo operação de transporte ferroviário, marítimo e fluvial, envolvendo rotas ao transporte de carga, ou,Transcaspiana através dos portos russos de Astrakhan, Olya e Makhachkala, Oriental conexão ferroviária através do Cazaquistão, Uzbequistão e Turcomenistão, com acesso à rede ferroviária iraniana e Ocidental, Astrakhan, Makhachkala, Samur e, posteriormente, através do Azerbaijão até a estação de Astara e, para esta última rota se tornar operacional, necessita concluir o trecho ferroviário Resht-Astara no Irã considerando que as rotas passam pelo porto iraniano de Bandar Abbas, no Golfo Pérsico. Por fim, o Corredor Norte-Sul representa projeto geoeconômico à Rússia e Irã, no contexto de sanções e reconfiguração do comércio global, sendo que a rota reduz o tempo de transporte entre Rússia e Índia à menos de 25 dias comparados com os 40 dias necessários por via marítima além de diminuir custos logísticos em 30%.

Chama a atenção na Europa o tráfico de lixo à máfias enquanto a descoberta de lixo na Inglaterra expôs atuação de quadrilhas que atuam na Europa e lucram com despejo ilegal e tráfico transfronteiriço de resíduos. Grande pilha de lixo no Reino Unido chamou atenção ao problema do descarte ilegal de resíduos em que organizações criminosas expandem atuação na Europa em negócio lucrativo e de baixo risco, ou, o tráfico de lixo. A Europol, agência policial da UE, alertou em relatório sobre a ameaça do crime organizado em que "o tráfico de resíduos se intensifica com projeção de crescimento maior em escala e sofisticação", ao encontrarem modos de contornar contratos de gestão de resíduos sólidos domésticos e comerciais contando com rede de corrupção em todas etapas do processo, além de falsificarem documentos, explorar ineficiências e lacunas e cruzarem fronteiras para tirar proveito de aplicação mais frouxa da lei. O gabinete antifraude da UE, Olaf, informa que a atividade ilegal cresce por conta de sanções mais brandas que as impostas contra crimes mais "tradicionais" como tráfico de drogas, questão que voltou a chamar atenção com a descoberta de montanha de lixo de 6 metros de altura perto do rio Tâmisa, em Oxfordshire, Inglaterra, com evidências de resíduos de escolas e órgãos públicos locais, sugerindo abuso de contratos de gestão de resíduos com instituições estatais e empresas subcontratadas ilegalmente. Dados oficiais divulgados pelo Olaf estimam que "15% a 30% dos transportes de resíduos podem ser ilegais cujo valor pode atingir até 9,5 bilhões de euros anuais", enquanto a UE transporta 67 milhões de toneladas de resíduos/ano dentro das fronteiras e exporta 35,1 milhões de tonelada. A África é um destino comum de lixo eletrônico europeu, visto em lixão perto de Acra, capital de Gana, com estimativas que o grupo envolvido lucrou 4 milhões de euros sob acusação de usar rede de empresas legais para transportar resíduos que obtêm lucro ao cortar custos e evitar taxas associadas aos resíduos tóxicos. Alexandra Ghenea, da organização sem fins lucrativos romena ECOTECA, informa que "a Romênia possui casos envolvendo redes transfronteiriças com resíduos chegando da Itália, Alemanha, Reino Unido e Bélgica, falsamente declarados como material reciclável", esclarece que, "as redes falsificam documentos, organizam rotas de transporte complexas, usam empresas de fachada e misturam fluxos de resíduos legais e ilegais para evitar detecção". Acontece também do lixo ser descartado da forma menos trabalhosa possível, sem cruzar fronteiras, como em Oxfordshire. Casos assim são comuns na Romênia, como mostrou um incêndio florestal causado pela queima ilegal de materiais recicláveis que se aproximou da capital, Bucareste, em julho. "Essa região é emblemática, com incêndios que se repetem, gerando fumaça tóxica, poluição atmosférica grave e colocando em evidência lacunas no monitoramento, policiamento e gestão local", afirmou Ghenea. "É importante mencionar que o problema da Romênia não é a ausência de legislação cujo quadro jurídico está alinhado com as normas da UE, sendo que a principal fraqueza é a aplicação da lei, em capacidade pessoal, equipamento, conhecimentos especializados como de consistência." A Europol em relatório admite que "autoridades policiais investiram recursos na área apenas em alguns Estados-Membros", esclarecendo que, "grande parte das atividades criminosas ambientais são realizadas por empresas legais, frequentemente rotuladas como crimes corporativos ou crimes de 'colarinho branco' utilizarem empresas o que torna esses crimes menos visíveis", por fim, à medida que a Europa busca se tornar mais verde, encontra-se às voltas com dificuldades no lixo que produz e com pressão de grupos criminosos cada vez mais articulados.  

Moral da Nota: o jornal alemão Bild informa que, segundo o chefe do Departamento Federal de Polícia Criminal da Alemanha, contrabandistas adicionam cocaína a produtos alimentícios para transportá-los à Europa, dizendo que, "temos observado tendência em que grupos criminosos utilizam processos químicos para adicionar cocaína a produtos de exportação legal, como especiarias, sucos de frutas ou plástico, fornecidos da América do Sul à Europa", acrescentando que a droga é misturada de forma a ser impossível detecção sendo a cocaína extraída em laboratórios especializados. Magnus Brunner, Comissário Europeu à Assuntos Internos e Migração, informa que o consumo de cocaína na Europa aumentou 6 vezes em 10 anos ao admitir que "a situação na Europa atinge níveis catastróficos", relata que, de 2013 a 2023, o consumo de metadona triplicou e o consumo de ecstasy dobrou. 

Sem noção: em 24 de novembro, aviões israelenses lançaram bombas GBU-39B fornecidas pelos norte americanos sobre Beirute, uma delas não explodiu e foi recuperada pelos libaneses, com o governo norte americano querendo que o Líbano entregue a arma de origem norte americana usada por Israel para matar libaneses, feito de modo natural exigindo entrega da bomba, ameaçando com represálias caso o Lbano não o faça, com receio que outras nações se apoderem da munição não detonada e façam engenharia reversa.

domingo, 7 de dezembro de 2025

Visita de Estado

O presidente da Rússia visitou a Índia a convite, com o conselheiro presidencial russo, Yuri Ushakov, dizendo "ser um grande sucesso fortalecendo relações amistosas" entre Rússia e Índia, que "já, em ascensão". Inseridos no clima da COP30, vislumbra mais que amizade, busca metas a futuro aquecido e resiliente, valendo considerar que os indianos, aos desatentos, possuem mais que miséria, tem um Brasil, 200 milhões, de pós doutorado, quer dizer, a conversa é outra. Conversam grande, pensam alto, à nós, parceiros no Brics e maiores por aqui, nos leva a pensar como participar. Em conferência de imprensa a Rússia reafirma papel como fornecedor de energia aos indianos, além de hidrocarbonetos, construção de central nuclear e transferência de tecnologia por parte de Moscou à reatores modulares menores e tecnologia nuclear em áreas como agricultura e medicina. Assinaram contrato à criação, na Rússia, de fábrica conjunta de produção de medicamentos de alta qualidade contra o câncer, criação de fábricas conjuntas em território russo à produção de fertilizantes.

Neste ambiente, indianos começam fabricar componentes ao avião de passageiros russo SJ-100, além de livre comércio entre Índia e o mercado comum da União Econômica EuroAsiática, acordando intensificar implementação do Corredor Internacional de Transporte Norte-Sul que ligará Rússia e Índia através de rede de rotas imunes a abusos logísticos ocidentais, segundo eles, bem como cooperação à utilização da Rota Marítima do Norte, no Ártico, trajeto mais curto entre Ásia e Europa. Acirram competição militar InterBrics com a China, parceira do Paquistão, apontando à compra, por parte da Índia, de caças russos Su-57, avançados sistemas de defesa antimísseis S-400 e equipamentos à Marinha Indiana. O diálogo russo indiano remete à margem da 25ª Cúpula da OCX,Organização de Cooperação de Xangai, na cidade chinesa de Tianjin, "onde tiveram conversa boa e produtiva", além de conversas telefônicas enquanto o presidente russo recebeu o Conselheiro de Segurança Nacional da Índia, Ajit Doval, e o Ministro das Relações Exteriores, Subrahmanyam Jaishankar, em Moscou. Vale a nota que em conversas privadas são "discutidas questões mais relevantes, sensíveis e importantes das relações bilaterais e situação internacional" como a aprovação de programa ao desenvolvimento da cooperação econômica russo-indiana até 2030 além de documentos intergovernamentais, bem como acordos e memorandos entre entidades comerciais. Considera dificuldades populacionais russas no envelhecimento populacional, em pauta, acordo sobre mobilidade laboral entre os países e criação de sistemas de pagamento que poderiam "fornecer alternativa a sistemas que podem ser usados ​​como ferramenta política para exercer pressão". Com relação IA "a parceria com os indianos abrange áreas como exploração espacial, energia, construção naval e aviação" em que empresas russas e indianas estabelecem relações comerciais mesmo antes da situação na Ucrânia e "crucial garantir estabilidade em áreas-chave de cooperação, pois, contribui à alcance de objetivos", assim se expressou o presidente russo. 

Moral da Nota: o comércio bilateral Rússia/Índia atingiu US$ 68,7 bilhões em 2024-2025, com planos de atingir US$ 100 bilhões até 2030, daí, discussões envolvendo expansão de exportações indianas à Rússia, cooperação financeira e introdução do sistema de pagamentos russo “Mir” na Índia, o acordo de mobilidade laboral permite trabalhadores indianos 'qualificados' apoiarem projetos russos em TI, construção e indústria. Na questão militar, 70% do arsenal de defesa indiano é russo, sendo seu inimigo potencial o Paquistão Chinês, inclusive, na ciberguerra, no embate sino iraniano sobre israelenses, com possíveis capacidades de bloquear GPS marítimo no Golfo e em aeronaves civis e militares mundo afora. A India deve ganhar escala na produção conjunta de jatos Su-57, sistemas avançados de defesa aérea S-500 e transferência de tecnologia no âmbito da iniciativa “Make in India”, considerando que na recente guerra relâmpago Índia/Paquistão, houveram restrições aos franceses. Na berlinda a Eurásia com o Corredor Internacional Norte-Sul, ITC, projeto logístico desenvolvido em 1999 pela Rússia, Irã e Índia ao criar rota multimodal ferroviária, marítima e fluvial conectando São Petersburgo ao porto indiano de Mumbai, quer dizer, Eurásia e Sul da Ásia, alternativa mais curta e econômica ao Canal de Suez que realizou sua 1ª remessa em 2022, compreendendo 3 rotas, ou, Transcaspiana, Oriental e Ocidental, permitindo a Rússia acesso aos portos do sul do Irã e, a partir daí, ao Golfo Pérsico e mercados do Sul e Sudeste Asiático. Por fim, em  a linha ferroviária Rasht-Astara atravessa o Irã "ferrovia de 162 km entre as cidades iranianas de Rasht e Astara que permitirá conexão à rota Norte-Sul", conectando portos russos no Mar Báltico e mares do norte com portos iranianos no Golfo Pérsico e costas do Oceano Índico.

sexta-feira, 30 de dezembro de 2022

Comércio digital

A Gartner na pesquisa Hype Cycle for Digital Commerce, sobre o cenário e futuro do comércio eletrônico, prevê que aplicações de configuração visual, e-wallets, CIAM, Customer Identity And Access Management, e VCAs, Virtual Customer Assistants, ganharão escala impactando comércio digital global. O Vice-Presidente de Pesquisa da Consultoria explica que “o comércio digital é mercado em rápida mudança, com pressões e necessidades de inovar significando adoção de novas tecnologias” além de “líderes de aplicações usarem Hype Cicle diferenciando suas soluções entre tecnologias que desaparecerão e as que impactarão de modo significativo nos negócios. Ao compreender oportunidades e desafios de cada tecnologia, podem tomar decisões mais assertivas sobre os recursos disponíveis.” A pesquisa detalha que aplicações de gerenciamento de identidade e acesso do cliente, carteiras digitais, configuração visual e assistentes virtuais, são aplicações maduras e ganham corpo para aplicação à realidade das companhias, com mais exemplos de como esses recursos beneficiam e serão aplicados na prática dos negócios, cristalizando conceitos e, tornando-se melhor compreendidos às empresas. 

As CIAM, administração de identidade e acesso do cliente, gerenciam identidade, autenticação e autorização aos casos de uso de acessos externos e, decorrente a regulamentos de privacidade e dependência de interações remotas, intensificaram sua importância às empresas e clientes. A utilização das aplicações de gerenciamento de identidade e acesso de clientes, melhora a experiência do usuário, UX, no comércio B2C e B2B, nas ações da gig economy e interações entre governo e cidadão, G2C, e até fins de 2021, 86% das organizações competiram com base na experiência do usuário em setores com pouca diferenciação competitiva entre produtos e serviços com a experiência on-line tornando-se a diferenciação. As carteiras digitais estabelecem credenciais permitindo usuários fazerem transações remotas ou face a face a partir de dispositivos conectados, com benefícios como redução do esforço do cliente e aumento da receita, em setores como estacionamento, transporte, varejo e comércio digital. As assistentes virtuais de atendimento são aplicações envolvendo informações e/ou atuando em nome do cliente de determinada organização, cuja adoção foi acelerada pela pandemia, levando a formatos de uso à fase de adoção convencional nas áreas de saúde ou marketing, sendo o primeiro ponto de contato de suporte a interações com os consumidores via canais de engajamento digital, fornecendo aconselhamento e engajamento proativos, construindo fidelidade e satisfação do cliente. A configuração visual permite representantes de vendas e clientes finais vejam representação visual dos produtos que desejam, com opções e recursos que selecionaram, mais relevante à transações B2B, permitindo ao cliente comprar produtos manufaturados complexos via comércio digital e sem treinamento. Melhorias no fotorrealismo aprimorado, levam ao rápido crescimento e adoção mais ampla da configuração visual entre empresas de comércio digital. 

Moral da Nota: a Gartner, empresa de pesquisa e consultoria, membro do S&P 500, fornece insights aos líderes de negócios, conselhos e ferramentas para alcançarem prioridades em missões críticas e desenvolverem organizações de sucesso. Combina pesquisas orientadas baseadas em dados, aconselha clientes na tomada de decisões sendo parceira crítica à mais de 15 mil empresas em mais de 100 países. 

Nota rápida: pesquisa da Goldman Sachs Research, mostra crescimento potencial global projetado à média de 2,8% ao ano entre 2024 e 2029, diminuindo a partir de então. A queda na expansão econômica se dá à medida que a taxa de crescimento populacional mundial caiu pela metade nos últimos 50 anos, atualmente, abaixo de 1%, no entanto,  o crescimento populacional estagnará em 2075, conforme  projeções demográficas da ONU.


sexta-feira, 28 de janeiro de 2022

Câmara de comércio

Alfândegas do Egito utilizarão blockchain da Câmara de Comércio Árabe-Brasil, através da plataforma blockchain Ellos nas importações, sendo que as aduanas egípcias trocarão papel por plataforma blockchain da CCAB, Câmara de Comércio Árabe-Brasileira, no processamento de mercadorias importadas ao país africano. A tokenização alfandegaria foi anunciada no Global Halal Brazil pelo gerente de Tecnologia da Informação da instituição e noticiado pela ANBA, Agência de Notícias Brasil-Árabe, no entanto em 2020, a CCAB implementou a IBM Blockchain Platform no serviço de exportação de produtos brasileiros aos países árabes. A plataforma Ellos será utilizada como sistema oficial do governo, recebendo as importações que o Egito faz, não só do Brasil, mas de exportadores do mundo inteiro que negociam com o país. A Plataforma Ellos Blockchain, segundo a CCAB, expande ao formato digital processos de comércio exterior do Brasil com países árabes, sendo parte do projeto o Easy Trade que possibilita tokenização de documentos emitidos nas transações comerciais entre países, o que acontece nas exportações brasileiras à Jordânia por exemplo, dando perspectiva a Ellos criando possibilidades de expandir aos países islâmicos. Para 2022 a CCAB anunciou o lançamento do Marketplace, ambiente blockchain à negócios entre brasileiros e árabes, explicando que “a questão da rastreabilidade da cadeira produtiva é a principal novidade, onde se busca garantir ao consumidor árabe e muçulmano que o produto que consome segue preceitos que exige, contendo na embalagem QR Code que permite visualizar o que aconteceu com produto até o consumidor final.

A CCAB, Câmara de Comércio Árabe-Brasileira, implementa serviços de exportação de produtos do Brasil aos países árabes com a “IBM Blockchain Platform” devendo “digitalizar, acelerar e trazer segurança a processos de exportação entre o Brasil e 22 países da Liga Árabe”. O sistema usa blockchain inicialmente entre exportações do Brasil à Jordânia devendo se estender aos demais países da CCAB e que fazem parte da Liga Árabe, buscando transparência e gerenciando a atividade exportadora à países da Liga Árabe. A CCAB implementou a tecnologia através do projeto do sistema Ellos, integrando exportadores e cadeia produtiva brasileira que atende a Câmara e, para a IBM, além de transparência a mudança no processo de exportação da CCAB oferece agilidade e praticidade a associados que fazem parte da organização. Inicialmente, o projeto funciona em exportações do Brasil e Jordânia, decorrente esforços para digitalizar a atividade mediante blockchain, sendo que o projeto representa inovação ao setor de exportações de países parte da Liga Árabe.

Moral da Nota: em desenvolvimento a parceria entre Brasil e IBM para rastrear a carne exportada aos países árabes, com sistema que permitirá rastreabilidade da produção de carne no país permitindo através da blockchain mais controle na produção de alimentos à países árabes, conhecidos como halal, com rastreio e controle da produção. A blockchain dá vida ao Bitcoin e fornece credibilidade a produção de proteína animal no Brasil com rastreabilidade da carne produzida  acompanhada por consumidores no mundo, sendo que o sistema garante que a produção de carne exportada através do sistema halal aos países muçulmanos que adotam esse ritual religioso, como “selo” ao alimento considerado “puro”. Sendo assim, a produção de proteína animal obedecerá critérios para atender a demanda de exportação à países árabes, com implantação do sistema inicialmente em empresas brasileiras que produzem proteína halal. Permitirá o rastreamento de toda a cadeia de produção de carne brasileira exportada à países como Emirados Árabes Unidos, China, Arábia Saudita e Hong Kong, sendo que a produção de carne halal segue preparação indicada pela religião islâmica cujo ritual de abate é considerado sagrado, e por isso a blockchain cria mais segurança à exportação de carne aos países muçulmanos com o Brasil considerado como um dos maiores exportadores de carne halal do mundo com 33% da produção exportada à países árabes sendo a produção de proteína animal “selo de qualidade” halal no Brasil representando 18% da produção mundial.


quinta-feira, 20 de maio de 2021

Comércio blockchain

A DLT está pronta para substituir sistemas transacionais tradicionais por ferramentas eficientes e transparentes, no entanto, a regulamentação atrapalha criando gargalo no processo de adoção. A analista sênior da OMC se expressou afirmando que "a DLT pode trazer o comércio global da era do trem a vapor de mão-de-obra intensiva à do trem de levitação magnética, movendo-se em alta velocidade sem atrito" e completa, "a DLT pode quebrar silos existentes substituindo os apertos de mão necessários para concluir uma transação comercial internacional com um único aperto de mão, eliminando ineficiências e reduzindo custos." Já o Diretor da Trade Finance Global, plataforma de financiamento ao comércio, diz que “a maioria dos bancos não recebeu apoio das autoridades para facilitar o comércio em termos digitais, pedimos aos governos e formuladores de políticas no mundo tratar dessas questões e leis desatualizadas."

Nesta ação disruptiva emerge a eCom, empresa de integração de dados business-to-business sediada na Ásia, oferecendo solução DLT para compartilhar e trocar dados confiáveis ​​com segurança. Atende instituições comerciais e financeiras via controle e propriedade dos documentos, essenciais à conectividade comercial transfronteiriça entre países usando registro de câmbio bidirecional. Planeja lançar a segunda fase do projeto implementando transferência de dados confiável através de registro como solução à digitalização de documentos comerciais. O registro eCom compartilhou mais de 320 mil documentos de mais de 3.100 organizações incluindo IBM, Accenture e MuleSoft. A EdoxOnline é plataforma DLT construída na Ethereum afrontando desafios inerentes à indústria através da digitalização de documentos de negócios internacionais, vinculando e interconectando partes interessadas em transações comerciais internacionais, agilizando processo de emissão de documentos, acelerando o comércio internacional, mitigando erro humano e eliminando fraude. Dentre os usuários da platafoprma estão transportadores, agrimensores e empresas comerciais como The Russell Marine Group e Alex Stewart International, capaz de lidar com conhecimentos de embarque eletrônicos e outros documentos, permitindo colaboração e privacidade em tempo real. Sediada na região Ásia-Pacífico a TradeWindow é empresa por trás do Cube, plataforma DLT de gerenciamento do comércio permitindo importadores e despachantes de carga compartilhar documentos de embarque e dados da cadeia de suprimentos com parceiros autorizados. Funciona como fonte capaz de digitalizar conformidade, gerenciamento de risco, documentação de exportação e financiamento comercial, acessando trilha de auditoria imutável com bolsas B2B ou entre empresas e governos. Possui mais de 700 clientes com participantes da cadeia de suprimentos, incluindo Western Union, Mastercard e Commonwealth Bank of Australia. A plataforma Trusple é fornecedora de soluções blockchain para comércio internacional, operando como provedor de serviços financeiros que gera contratos inteligentes que ditam os termos de envio e pagamento para automatizar e processar pagamentos quando as condições são atendidas. A DP World, sedida em Dubai, trabalha em blockchain licenciado buscando tornar-se a próxima plataforma de negociação universal com agentes de carga, instituições financeiras além de entidades públicas e privadas nos Emirados Árabes Unidos promovendo adoção de plataforma DLT. Possui agenda de digitalização de certificados de entrada e saída exigidos no porto e os certificados de origem, aumentando confiança entre partícipes da comunidade de logística eliminando desperdício e melhorando eficiência.

Moral da Nota: IBM e Maersk criaran a TradeLens, plataforma de negociação à cadeia de suprimentos, compartilha documentos e informações de ponta a ponta da cadeia de suprimentos armazenando informações com privacidade e segurança. Baseado no Hyberledger Fabric oferece para 200 membros solução de software como serviço a empresas, bancos, autoridades alfandegárias e agentes regionais de frete incluindo Agility, Southway Group e Namsung. Contratos inteligentes são implementados automatizando processo de negócios e aumentando confiança, enquanto hashes criptográficos são usados ​​para criar documentos digitais originais que não podem ser duplicados. Global Shipping Business Network criou o CargoSmart, estrutura DLT Hyperledger Fabric no setor de transporte e logística, com três camadas, de API corporativa, de persistência de blockchain e de serviço de plataforma que fornecem criptografia e digitalização do modelo de negócios na cadeia de suprimentos, cumprindo regulamentações governamentais.


quinta-feira, 29 de abril de 2021

Comércio transfronteiriço

Em linha com o Acordo de Economia Digital Austrália-Cingapura, a ABF, Australian Border Force, desenvolve soluções para tornar o comércio transfronteiriço simples e sem papel às empresas australianas. Foi realizado Teste para troca de documentos intergovernamentais em sistemas de verificação digital com a Singapore Customs e a IMDA, Singapore Infocomm Media Development Authority, o primeiro desenvolvido por especialistas da Austrália e Cingapura com Blockchain no Centro da ONU para Facilitação de Comércio e Negócios Eletrônicos. Participaram do teste a Câmara de Comércio e Indústria australiana, o Grupo da Indústria australiana e instituições financeiras em Cingapura, incluindo ANZ. O ensaio testa plataformas de verificação digital no IGL, Intergovernmental Ledger, desenvolvido pela ABF, no TradeTrust da IMDA para documentos de comércio eletrônico, visando reduzir custos de administração e aumentando eficiência comercial. A Agenda Comercial Simplificada anunciada pelo governo australiano se insere no teste que reformará e digitalizará processos de conformidade comercial. O Departamento de Agricultura, Água e Meio Ambiente colabora com reguladores de Cingapura em iniciativas digitais complementares escalando comércio sem papel de certificados fitossanitários e sanitários nos setores agrícola e de alimentos.

Nesta ideia, o governo australiano e a comunidade blockchain identificam oportunidades de adoção da tecnologia na cadeia de suprimentos e setores de credenciamento. O Comitê Diretor do Roteiro Nacional de Blockchain da Austrália, cria grupos de trabalho para explorar aplicações da tecnologia na cadeia de suprimentos em setores agrícola e educacional. Os grupos explorarão e identificarão casos de uso, oportunidades econômicas e barreiras que impedem adoção da tecnologia na Austrália. O comitê consiste de "representantes do governo, indústria, pesquisa e outros setores" supervisiona implementação do roteiro lançado à desenvolver dois casos de uso importantes ao blockchain, cadeias de suprimentos e credenciamento. Oferece US$ 6 milhões às equipes blockchain em dois pilotos distintos, Proveniência de Alimentos e Bebidas via impostos especiais de consumo no setor de alimentos e bebidas e de Minerais Críticos com rastreamento da cadeia de suprimentos em soluções de certificação de minerais. O primeiro trata das complexidades associadas aos produtores de bebidas alcoólicas que cumprem tributação de produtos e o segundo busca reforçar integridade da cadeia de suprimentos à indústria. Esperam contribuições no Esquema de Certificação Ética Nacional da Austrália, provando procedência de minerais produzidos localmente e exportados nos mercados internacionais.

Moral da Nota: o Relatório de Descoberta do Grupo de Trabalho da Cadeia de Fornecimento sob o National Blockchain Roadmap liderado pelo Departamento de Indústria, Ciência, Energia e Recursos australiano utilizará os resultados do teste. A ABF colabora com agências internacionais em programas de modernização de fronteiras, dá boas-vindas à oportunidades de colaboração com Cingapura melhorando comércio transfronteiriço entre os países. A iniciativa incorpora comércio sem papel e troca digital segura de informações comerciais como parte da futura arquitetura e design de uma Janela Única de Comércio na Austrália. Desde o lançamento no início de 2020 de seu National Blockchain Roadmap de cinco anos, o governo australiano tem sido proativo na promoção de busca por soluções na economia digital, de acordo com o roteiro, integrar IA e IoT a economia deve gerar 3 trilhões dólares australianos nos próximos 10 anos.