IA na saúde em clínicas norte americanas mostram ferramentas à transcrição de conversas, sugerindo diagnósticos ou fornecendo códigos de faturamento, sistemas integrados em tempo real nas consultas funcionando como assistentes digitais que capturam narrativa do paciente transformando em resumo clínico organizado e preciso. Tais modelos não detectam inflexão na voz quando o paciente demonstra medo, nem pausa antes de mencionar lembrança dolorosa ou olhar que evita contato por constrangimento quando médicos dependem da tecnologia para "ouvir" por eles, o risco de desconexão emocional é real, quer dizer, o não dito, gestos e o implícito ficam fora do registro, implicando perda de informações clínicas e humanas. A medicina adotou por décadas a chamada "medicina em evidências", movimento que, embora buscasse eliminar práticas obsoletas e promover estudos rigorosos, restringiu o atendimento em que, números, algoritmos e protocolos foram priorizados em detrimento da escuta ativa, intuição e empatia. IA amplifica essa tendência, quer dizer, se antes, médicos baseavam em escalas e pontuações, agora a máquina oferece solução estatisticamente mais provável em segundos, no entanto, o problema é que transforma o paciente em coleção de dados e não em história única, levando ao risco não apenas no que IA deixa de ver mas no que torna invisível ou dimensões afetivas, sociais e contextuais do sofrimento. Ao recorrerem a chatbots para descrever sintomas antes da consulta, em vez de descreverem espontaneamente como se sentem, pacientes são treinados pela IA para usar linguagem clínica correta refinando narrativa como se estivessem se preparando para entrevista ou exame, que pode facilitar diagnósticos, mas acaba por introduzir modo de autoedição emocional, ou, medo, dúvida e circunstâncias de vida que influenciam a doença são apagados em favor da narrativa médica objetiva, livre de interferências subjetivas, quer dizer, o que IA lhes retorna como "correto" pode levar a diagnósticos mais rápidos, porém, mais impessoais. Por fim, estudos revelam perda de habilidades clínicas em profissionais que delegam tarefas à IA e, ao sugerirem diagnósticos, o questionamento estanca, a reflexão enfraquece, o raciocínio criativo falha e o que antes era trabalho analítico se transforma em validação passiva e, em mercado que busca produtividade, tais ferramentas são integradas não como apoio mas como substitutos e, em vez de liberar o médico para olhar o paciente nos olhos a tecnologia reforça o modelo de atendimento rápido onde cada minuto ganho se traduz em mais uma consulta faturada. O detalhe nesta questão é que muitos dos conjuntos de dados usados para treinar esses modelos contêm desigualdades históricas, ou, menor representatividade feminina, de pessoas negras ou com deficiência, significando que, mesmo que um sistema pareça "objetivo" reproduz exclusões e erros do passado e, o que está em questão é o modelo da relação profissional e paciente enquanto a medicina entendida como prática de acompanhamento, exige escuta, tempo, presença e reconhecimento do outro como ser único e quando o foco se desloca aos dados essa dimensão humana enfraquece. Daí, em sistema público focado no bem-estar, IA poderia ser usada para detectar desigualdades, apoiar profissionais sobrecarregados ou identificar pacientes que necessitam de assistência social urgente em ambiente político e econômico de diversidade humana em detrimento da padronização que priorize crescimento coletivo em vez de ganho privado.
A agência de Notícias Fas Company, nos informa que decorrente manifestações da Geração Z mundo afora questionando estabilidade no mercado, migra à setores menos suscetíveis à automação em contexto receoso relativo aos impactos IA no mercado de trabalho, quer dizer, a geração Z ou os nascidos entre 1995 e 2010, mostra resposta de adaptabilidade menos visível e mais ativa. Dados da agência nos informam que 70% dos membros da geração questionaram segurança de seus empregos diante tecnologias IA e, uma das razões à essa mudança, é a perda de confiança no ensino superior, apontando que 65% da geração atual não vê ensino superior como garantia de emprego e, buscando estabilidade, muitos optam por áreas de construção, saúde, educação ou profissões consideradas mais estáveis. A pesquisa aponta que 57% dos jovens têm atividades secundárias que envolvem trabalhos manuais, citadas atividades de venda e restauração de móveis como exemplo enquanto levantamento da IBM, apontou que avanços IA progrediram em ritmo lento até a explosão do ChatGPT, serviço criado pela OpenAI, rapidamente seguido por outras empresas lançando Gemini, DeepSeek, Grok e afins. Tal progresso gerou interesse entre empresários que reportaram utilizar ferramentas IA de forma ativa,88%, segundo levantamento da McKinsey & Company, ao passo que analistas do mercado de trabalho manifestam preocupação sobre risco que a adoção dessas ferramentas comprometa oportunidades de emprego às gerações entrantes, questão levantada por pesquisa do departamento de economia de Harvard alertando que estão em evidência contratações de qualificação média. Até o momento, não há tendência de demissões e, a demanda por trabalho humano, segue presente nas atividades especializadas e de baixa qualificação, impulsionadas, pela expertise técnica e menor custo, no entanto, empresas buscam especialistas em integração IA que trabalham para automatizar operações diárias através dessa tecnologia fechando janelas aos que prestam serviços mais repetitivos e burocráticos. Estudo do MIT revelou que 95% das organizações que investiram em tecnologias IA não receberam retorno financeiro, enquanto a plataforma de análise Visier identifica que empregadores que demitiram trabalhadores diante promessa IA estão recontratando, apontando à tendência de "demissão bumerangue", embora o aumento de recontratações não estejam totalmente claros com sugestões que os empresários podem ter demitido de forma precipitada sem avaliar se havia funções que poderiam ser substituídas. Por fim, a preocupação com bolha IA que provocou quedas nos mercados acionários com analistas bancários prevendo correções diante supervalorização de empresas, como aponta o investidor James Anderson no Financial Times ao dizer que, "aumentos repentinos que as pessoas estavam dispostas atribuir à OpenAI, Anthropic e etc foram desconcertantes", concluindo, "a magnitude desse salto e a velocidade com que aconteceu me incomodaram."
Moral da Nota: estudo brasileiro publicado na Nature Neuroscience, analisou interação entre proteínas ligadas à Alzheimer, tau e beta-amiloide e células cerebrais revelando que que inflamação cerebral é chave na progressão da doença, em pesquisa liderada pelo neurocientista Eduardo Zimmer, UFRGS, sugerindo que o cérebro necessita estar inflamado para que a doença de Alzheimer se estabeleça e avance. Esclarece que essas proteínas formam "grumos insolúveis como pequenas pedras" capazes de ativar astrócitos e microglia, células que coordenam resposta imune do cérebro e, quando entram em modo reativo criam ambiente inflamatório que contribui à progressão da doença. O pesquisador avalia que já havia evidências desse processo em animais e em análises pós-morte, mas é a primeira vez que a comunicação entre essas células é observada em pacientes vivos, possível, graças a exames de imagem de última geração e biomarcadores sensíveis.