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quarta-feira, 19 de novembro de 2025

Desigualdade Ambiental

A mobilidade urbana, no olho do furacão, aponta que poluição do tráfego não é distribuída igualmente, visto em análise sob ângulo inconveniente, ou, a relação direta entre preço do veículo e quantidade de poluentes que emite, não se tratando apenas de tecnologia ou normas europeias de emissões, mas, acima de tudo, de recursos econômicos. Carros a diesel de baixo custo no Reino Unido emitem mais poluentes afetando mais áreas desfavorecidas, em lógica perversa que carros baratos poluem mais, promovem desigualdade ambiental cujos modelos a diesel emitem mais óxido nitroso em relação direta entre preço idade e emissões, considerando que tecnologias limpas continuam ao alcance de muitas famílias necessitando correção da lacuna social e ambiental. Estudo da Universidade de Birmingham quantificou carros mais baratos particularmente modelos a diesel mais antigos emissores de mais óxido de nitrogênio, NOx, dióxido de nitrogênio, NO₂, monóxido de carbono,CO, e material particulado, MP, quando confrontados a veículos mais caros, cuja análise de mais de 50 mil veículos em circulação utilizando sensores em vias urbanas que medem emissões de cada carro em tempo real enquanto se desloca, dados, complementados por sistema de estimativa de preços em modelos de aprendizado de máquina, permitindo correlação entre custo do veículo e desempenho ambiental real. Daí, um carro a diesel custando 5 mil libras, pouco mais de R$ 35 mil, emite, em média, 8,8 g de NOx/litro, enquanto o veículo de 15 mil libras, pouco mais de R$ 105 mil, emite 5,6 g/litro, redução de 40%, sendo que a diferença se explica pela idade do veículo, custos de manutenção e tecnologias disponíveis em cada faixa de preço, sendo que o estudo mostra que para cada mil libras adicionais, R$ 7 mil, gastos em carro a diesel, emissões de NO₂ caem 0,4 g/litro e, nos mais antigos, curvas de redução são 1,5 vezes mais acentuadas que em modelos mais modernos. Por fim, a pesquisa inverte o padrão segundo o qual famílias de renda mais alta geram maior impacto ambiental devido níveis de consumo, aqui, ocorre o oposto, pessoas com renda mais baixa e com maior dificuldade em acessar carros novos ou elétricos acabam dirigindo veículos que poluem mais por km, agravando poluição em áreas mais exposta a tráfego intenso, sofrendo mais problemas respiratórios associados ao NO₂ e às partículas finas, PM2,5, injustiça ambiental sobre políticas de mobilidade na Europa. O estudo mostra como acessibilidade econômica de tecnologias mais limpas influencia o planejamento urbano caso a eletrificação avance sem estratégia social, o resultado se inclina à paisagem urbana onde mobilidade sustentável tornar-se-á privilégio econômico e não direito compartilhado, daí, municipalidades experimentarem abordagens mistas, ou, eletrificação do transporte público, promoção da mobilidade ativa, compartilhamento de carros com tarifas reduzidas às famílias vulneráveis ​​e programas de microcrédito verde à compra de carros novos buscando garantir transição justa.

Nos EUA, a EPA, Agência de Proteção Ambiental, busca excluir mais áreas úmidas das proteções da Lei da Água Limpa, ou, redefinir a lei fundamental de água limpa para limitar áreas úmidas que abrange com base em decisão da Suprema Corte que removeu proteções federais às vastas áreas. A nova regra “Águas dos EUA”, segundo a EPA, garante que jurisdição federal da Lei da Água Limpa se concentre em corpos d'água permanentes, estagnados ou de fluxo contínuo, córregos, oceanos, rios e lagos, com áreas úmidas conectadas a esses corpos d'água, proposta entre regulamentações ambientais revogadas pelo atual governo em parte descrita como esforço para acelerar prosperidade econômica, "atacando crença na mudança climática" cujos críticos consideram a regra concessão indevida a pecuaristas e a indústria. Em 2023 a Suprema Corte limitou a autoridade do governo federal para fiscalizar poluição da água em certos pântanos reforçando direitos de propriedade em detrimento de preocupações com qualidade da água, em decisão favorável a Michael e Chantell Sackett, casal de Idaho que buscava construir uma casa perto de um lago, a bem dizer que o adminstrador da EPA liderou campanha à revogar regulamentações favoráveis ​​ao clima sob afirmação que “instrumentalizam a definição de águas navegáveis ​​para tomar mais poder dos agricultores, proprietários de terras e famílias americanas”, mesmo assim, disse que a mudança não foi motivada por ideologia ou partidarismo, mas pela intenção de ser “regra clara, simples e prescritiva que resistirá ao tempo”. A norma, segundo a EPA, será submetida a 45 dias de consulta pública, reduzirá burocracia e trará clareza à agricultores, pecuaristas, indústrias e outros proprietários de terras privadas e protegerá a qualidade da água, buscando equilíbrio entre autoridade federal e estadual, ressaltando que terras retiradas da jurisdição federal estarão sujeitas à regulamentação de estados e tribos indígenas. Críticos da proposta consideram concessão do presidente à indústria e que a decisão da Suprema Corte concorda com a abordagem do atual governo por conta do o governo anterior ao atual reformular proteções para se adequar à decisão, sendo que grupos conservadores reclamaram que a regra revisada protegia áreas úmidas e limitava direitos de propriedade privada. Por fim, o advogado da Pacific Legal Foundation que representou os requrentes no tribunal, disse que a proposta mais recente "representa passo rumo ao alívio dos proprietários de imóveis que sofrem com regulamentações injustificadas e ilegais da Lei da Água Limpa".

Moral da Nota: estudo da ONU, PNUMA, e da Coalizão ao Clima e Ar Limpo, CCAC, mostra que há avanços na queda das emissões, na agricultura, gestão de resíduos, produção e queima de combustíveis fósseis, no entanto, o objetivo de redução de 30% até 2030 ser atingido necessita acelerar implementação de medidas de mitigação, ao passo que o cumprimento da meta resultaria em queda de 0,2°C da temperatura global até 2050. Entre nós brasileiros, 25% do total das emissões são de metano e 75% originárias da agricultura, criação de gado em que a digestão do boi é causadora desse efeito e, na busca por esclar soluções, há necessidade de capacitação técnica dos produtores e financiamento na implementação de medidas conhecidas para atenuar emissões, combate ao desmatamento e redução do CO2, considerando que a recuperação de pastos degradados gera melhor qualidade na alimentação do gado e contribuição à remoção de carbono no solo, sendo que aditivos alimentares ao gado, denominados “whey protein do boi”, quebram molécula na digestão e reduzem emissão de metano, entretanto, dão melhores resultados no gado confinado e, no Brasil, a maioria vive em pasto livre, mais barato. O estudo do PNUMA mostra que emissões de metano estão aumentando e as projeções para 2030 são menores que as anteriores, graças a políticas e regulamentações, salienta que as NDCs, Contribuições Nacionalmente Determinadas, e os Planos Nacionais de Ação ao Metano até 2025, podem traduzir redução de 8% até 2030 em relação aos níveis de 2020, no entanto, a implementação dos planos no G20, maior emissor, poderia elevar o número à 36%, com o Brasil e Reino Unido lançando na COP30, iniciativa acelerando soluções à redução de emissões de metano buscando compromisso global, trocando experiências e tecnologias via políticas, tecnologias e parcerias para atingir metas em setores de energia, agricultura e resíduos. Por fim, menos conhecido que o CO2, o metano, CH4, é o 2º gás efeito estufa ligado à atividade humana, pecuária, combustíveis fósseis e resíduos, ressaltando que o efeito de aquecimento é 29 vezes maior por kg que o CO2, em 100 anos, e 82 vezes, em período de 20 anos, daí, o 1º Compromisso Global sobre Metano foi assinado em 2021, apesar do seu alto potencial de aquecimento tem curta duração na atmosfera comparado ao CO2, enquanto a queda na concentração das moléculas de CH4 tem eficiência imediata no combate ao aquecimento global.

quarta-feira, 6 de setembro de 2023

Mobilidade e IA

O Departamento de Mobilidade Urbana da Empresa Pública de Transporte e Circulação de Porto Alegre utilizará o software da Optibus para planejar e programar o transporte público da cidade. O software da Optibus, planejamento e agendamento, inclui recurso de pontualidade e, será implantado nas 11 operadoras de transporte  pretendendo que 100% da frota de ônibus seja gerenciada com IA. Criada em 1998, a Empresa Pública de Transporte e Circulação, EPTC, regula e fiscaliza atividades relacionadas ao trânsito e transporte em Porto Alegre, sendo que o Programa Mais Transporte é iniciativa da prefeitura para melhorar o sistema de mobilidade da cidade.  Porto Alegre com a implementação da Optibus, terá 100% da frota de ônibus gerenciada por IA melhorando eficiência e  confiabilidade das 2,8 milhões de viagens de ônibus que as operadoras locais fornecem anualmente. O software da Optibus, planejamento e agendamento, com recurso OTP, on-time performance, será implantado nas operadoras organizadas em 4 consórcios que administram a rede pública de ônibus respondendo pela mobilidade de 114,6 milhões de passageiros/ano. A plataforma Optibus permite que operadoras de transporte público, PTOs, substituam processos existentes de planejamento e agendamento por tecnologia de ponta, fácil de usar, melhorando eficiência operacional e qualidade do serviço da rede de ônibus, aumentando visibilidade dos principais indicadores de desempenho da rede e garantindo que serviços estejam em conformidade com requisitos regulatórios em relação à frequência, regularidade e aspectos relacionados a passageiros.

Em relação a Optibus, está lançando academia à profissionais dos transportes públicos com a plataforma de software de otimização do transporte público em parceria com universidades globais para auxiliar transformar a educação no setor. A iniciativa global da Academia Optibus à Universidades é projetada para aproximar a academia das práticas de transporte no mundo real, inspira a próxima geração de profissionais de transporte público e equipa futuros líderes do setor com habilidades e ferramentas modernas, inserindo mudanças na procura de passageiros, transição à veículos eléctricos e avanços tecnológicos na IA significando que práticas e processos operacionais de transporte estão em processo de mudança. A Optibus Academy responde tendências proporcionando workshops e programas de formação, permitindo estudantes prosperar em ambiente dinâmico e tornarem-se líderes da indústria propondo modelos através de Workshops introdutórios de um dia dando visão das práticas e princípios de planejamento de ônibus, de modo prático, com produtos de planejamento e agendamento da Optibus e licença complementar de estudante de um mês para o Optibus Planning & Scheduling Outro modelo são os Workshops incorporados, projetados para pesquisas acadêmicas aprofundadas, cujo formato incorporado permite explorar funcionalidades do software Optibus e utilizar a plataforma para dissertações e artigos de pesquisa.  Por fim, Feiras de carreiras organizadas para facilitar interação direta entre estudantes e profissionais da Optibus, resultando em networking profissional e oportunidades no setor. A Optibus Academy servirá como porta de entrada à instituições acadêmicas colaborarem com a Optibus buscando compreensão de como a digitalização transforma operações de transporte e o que pode ser incluído nos currículos educacionais visando garantir sucesso dos alunos pós formatura. Os alunos se beneficiam com a exposição em oportunidades de carreira na área, networking com especialistas em tecnologia de transporte, informações sobre práticas e desafios do mundo real e treinamento prático. Entre universidades com as quais trabalha estão a Universidade de Manchester, Universidade Ecole des Ponts de Paris, Universidade Técnica de Berlim, Universidade Técnica de Munique, TUM, o Technion, Instituto de Tecnologia de Israel, Universidade de Aveiro e etc, sendo que o software da Optibus é utilizado para facilitar pesquisas sobre temas, como o impacto dos diferentes modos de mobilidade em diversas rotas e renovação das redes de transporte nacionais.

Moral da Nota: Londres eletrifica o transporte público e privado sendo que proprietários de veículos mais poluentes pagarão para circular pelo centro da cidade.  O metrô de Londres, o mais antigo do mundo, faz 4 milhões de viagens enquanto os 9 mil ônibus  fazem 5 milhões de viagens semanais e 2,6 milhões de carros trafegam por ruas modernas e históricas. Tanto o governo britânico quanto o de Londres incentivam uso de carros elétricos, no entanto, preços altos e falta de pontos de carregamento são os problemas. Carros elétricos, fabricados no Reino Unido e UE, podem subir mais 10% de preço a partir de janeiro de 2024, decorrente regras de origem, lei pós-Brexit, em mercado que cresce no país enquanto  2,5% dos carros em Londres já são elétricos. A Grã-Bretanha proibirá venda de carros novos a gasolina e diesel até 2030, uma década antes do compromisso anterior, no entanto, a tecnologia e pontos de carregamento está pendente e Londres tem, até agora, 13.373 pontos públicos de carregamento de carros elétricos, representando 31% de todo o país e se conectam como se fosse um celular e o pagamento é com cartão de crédito. Para controlar a poluição veicular causadora de 4 mil mortes prematuras, Londres  estenderá a partir do fim de agosto cobrança de 16 dólares/dia à carros poluentes que trafegam da periferia ao centro, medida polêmica em meio à crise do custo de vida que sem dúvida melhorou a qualidade do ar. O porta-voz da Society of British Vehicle Manufacturers and Marketers, SMMT, explica que "parte da produção do veículo elétrico é a bateria, representando entre 30% e 45% do custo de produção do veículo porque exige energia para ser produzida e os preços aumentaram, além de matérias-primas como lítio e cobalto cuja oferta não acompanha a demanda, no momento.”


domingo, 28 de novembro de 2021

Mobilidade e smart city

O programa Smart Bikeshare para atender necessidades de mobilidade multimodal das cidades, sem monopolizar opções de transporte ou competir com empresas locais, através da Bird, integrará fornecedores locais de compartilhamento de bicicletas. A fornecedora de scooters eletrônicos Bird lançou a integração de seu aplicativo com provedores de serviços de compartilhamento de bicicletas, encorajando viagens multimodais como parte do programa Smart Bikeshare. A empresa de micromobilidade, informou que com suas próprias bicicletas e-assist e scooters compartilhadas, ajudará atender necessidades de mobilidade multimodal das cidades.

Oslo através da Oslo City Bike, Austin via Metrobike Austin, Los Angeles via Metro Bike, San Antonio através da SA Bikeshare e Milwaukee via Bublr Bikes Milwaukee são os locais de integração inicial. A integração da Bird com serviços públicos de compartilhamento de bicicletas é gratuita às cidades e operadores locais, permitindo ao usuário que busca veículos no aplicativo da Bird verem automaticamente estações de bicicletas públicas próximas, juntamente com o número de bicicletas disponíveis em cada uma e, ao tocar no ícone, levará ao aplicativo local de compartilhamento de bicicletas onde os aluguéis podem ser iniciados rápidamente. A Bird iniciou parceria com a operadora italiana de e-moped em integração semelhante, sendo que San Diego torna-se a primeira cidade americana lançar as últimas e-bikes compartilhadas da Bird. Pesquisa realizada pela Partnership for New York City, informa que o número de trabalhadores de escritório que retornam aos escritórios caiu de 62% para 41%, devendo-se a preocupações com transporte, relacionadas à segurança e possível exposição ao Covid-19, no entanto, pesquisa conduzida pela TransLoc informa que 36% dos adultos disseram que usariam o transporte público como principal fonte de mobilidade, 10% a menos que antes da pandemia.

Moral da Nota: capacidades da IA transformam indústrias, fortalecem dados e o poder financeiro, levando a revolução através do seu potencial na pesquisa e desenvolvimento. Pequim, no topo da lista de cidades de IA do mundo tem o primeiro laboratório de pesquisa IA do Google e instituições como universidades de Tsinghua e Pequim e mais de mil empresas de IA com pretensão chinesa em  ultrapassar na próxims década US$ 150 bilhões na indústria de IA. Austin chamado de ‘Silicon Hills’ uma das cidades IA próspera no mundo avança ​​no espaço da IA monetária, lar de empresas de tecnologia como Spark Cognition, Hypergiant e etc, com a Apple confirmando planos de abrigar os próximos campi de US$ 1 bilhão e o Facebook anunciando como seu terceiro maior hub nos EUA. No Vale do Silício San Francisco é conhecida como centro de inovação, com pequena área geográfica, acomoda mais de 2 mil empresas, além das universidades como Stanford e UC Berkeley. Londres investe em pesquisa e desenvolvimento à 2,4% do PIB até 2027, lar de empresas de IA, como os criadores da AlphaGo DeepMind, Babylon Health, Mindtrace, Kwiziq, Cleo e Swiftkey, será o lar do Alphabets que acomoda 7 mil funcionários além do London Datastore com mais de 800 conjuntos de dados usados ​​por 50 mil pesquisadores e empresas por mês. Nova York possui 7 mil empresas de alta tecnologia abrindo espaço à Apple, Facebook e Amazon, enquanto Toronto tem empresas de tecnologia como Nvidia, Thomson Reuters, Samsung, General Motors e Amazon na computação em nuvem e engenharia, com o Google, Accenture e Nvidia em parceria para iniciar o Vector Institute dedicado ao desenvolvimento de IA. O AI Singapore, fechando a lista, é esquema nacional para criar ecossistema IA para Cingapura alavancado pela Universidade Nacional através da pesquisa, inovação e tecnologia. 



domingo, 5 de setembro de 2021

Mobilidade elétrica

Em 2020, Bogotá adicionou 406 ônibus elétricos à frota de transporte público, em linha pela busca por aumentar mobilidade com uso de energia limpa e não fóssil.  O relatório do Programa do Nações Unidas para o Meio Ambiente, PNUMA, avisa que em decorrência a covid-19, planos de recuperação são oportunidade aos países da América Latina e Caribe acelerarem a transição à mobilidade elétrica,  corroborando que “se países e empresas aproveitarem o contexto, transformações abrirão caminho à mobilidade sustentável com matriz energética limpa” segundo o coordenador regional de Mudanças Climáticas do Pnuma. O relatório “Mobilidade Elétrica: Avanços na América Latina e Caribe” mostrou que o setor fortalece à medida que usuários optam por transporte mais limpos e "na medida que governos aumentam a ambição nos compromissos climáticos e delineam políticas para cumprir objetivos do Acordo de Paris" em conter o aquecimento global não superior a 1,5 ºC em 2050 comparado a era pré-industrial. México e Brasil são pólos de produção e exportação de veículos e, construíram nos últimos anos, 10% dos veículos no mundo e juntos meio milhão por mês, empregando no México 900 mil pessoas e mais de 500 mil diretamente no Brasil.

Os transportes respondem na região por 15% das emissões de gases de efeito estufa, que contribuem ao aquecimento global, uma das principais causas da poluição do ar. O relatório do PNUMA informa que 27 dos 33 países da região priorizam transporte como elemento central, visando atingir metas do Acordo de Paris em reduzir emissões de gases incluindo o CO2. No entanto, não têm metas de curto e médio prazo para encerrar comercialização de veículos a combustão, embora em 2020, tenha crescido esforços em estratégias de mobilidade elétrica. Argentina, Equador, El Salvador, Guatemala, Honduras, México, Nicarágua e Paraguai mostram processo de elaboração dos planos, enquanto Chile, Colômbia, Costa Rica, Panamá e República Dominicana já publicaram as respectivas políticas nacionais. O transporte público urbano é prioridade na mobilidade regional com maior utilização de ônibus per capita, uma das mais urbanizadas do mundo já que 80% de seus habitantes vivem em cidades. O PNUMA crê que medidas restritivas consequente a pandemia, quando relaxadas, e o posterior retorno à normalidade seja através da utilização de transporte público sustentável. 

Moral da Nota: Bogotá é na América Latina destaque pelo maior avanço na eletrificação do transporte coletivo em 2020 com a aquisição de 406 unidades, e o México que acrescentou 193 trólebus. No Caribe, Barbados, com população de 300 mil habitantes, colocou 33 ônibus elétricos em circulação em Bridgetown. O relatório informa que se as atuais tendências continuarem, em 2025 mais de 5 mil ônibus elétricos serão implantados anualmente nas cidades latino-americanas. Na Costa Rica o registro de carros elétricos cresceu 77% em 2020 e o de motocicletas e similares aumentou 36%. No Peru a importação de motocicletas elétricas aumentou 220% em relação ao ano anterior. O relatório destaca que países da região inovaram no desenvolvimento de modelos de negócios permitindo superar elevados custos iniciais de eletrificação e reduzir riscos financeiros associados, insistindo que é crucial gastos e investimentos em transporte  direcionado à soluções mais limpas de longo prazo, como parte dos planos de recuperação econômica e profunda meditação em relação aos subsídios relacionados aos combustíveis fósseis.


sábado, 31 de julho de 2021

Mobilidade humana

Novas startups impulsionam mobilidade se concentrando em inovações e ofertas de serviços, acelerando em direção a futuro circular, sustentável e acessível. Anualmente, a TNW e a Adyen, gigante da tecnologia de pagamentos, vasculham o cenário tecnológico europeu em busca inovações que mais crescem. Os vencedores ingressam na Tech5, rede exclusiva das melhores empresas, investidores e especialistas do continente europeu. A Tech5 2020 abrange finalistas nas categorias, Economia circular e sustentabilidade, Plataformas sociais e criação de partidas, Mobilidade e assinaturas, Comida e entrega. Em 2020 concentrou em tecnologia de mudanças que impactam o planeta, com o próximo grupo de finalistas inovando em Mobilidade e assinaturas.

A ebike belga Cowboy incentiva a "Tomar Ruas" via impulso elétrico automático na bateria destacável com 70 km de autonomia, podendo ser removida e carregada em casa ou em qualquer lugar em 3,5 horas. Os Swapfiets, nascidos na Holanda, criam proposta baseada em assinaturas respondendo  pontos problemáticos que enfrentam. Após inscrição, a garantia vitalícia da empresa significa que se a bicicleta quebrar, será consertada, se for roubada, ajuda preencher boletim de ocorrência e substituí-lo por pequena taxa. O finalista dinamarquês do Tech5 criou um aplicativo baseado em assinatura para alugar bicicletas pelo período que precisar desbloqueaondo a mais próxima com o celular. Ao terminar, basta deixá-la no ponto de localização e encerrar o aluguel no seu aplicativo. Trata-se de modelo de negócio que invade de Málaga, Espanha, a Lisalmi, na Finlândia. A empresa de escooter alemã Tier, primeira de micro-mobilidade neutra em termos de clima, oferece opção sustentável e acessível se inscrevendo no aplicativo, subindo no scooter mais próximo, desbloqueá-lo com telefone e sair. O finalista Tech5 da Lituânia, Ziticity, é serviço de correio ao fornecimento de comida, flores, mantimentos, roupas, material de escritório ou qualquer outro meio. Os correios da Ziticity fazem no mesmo dia e até mesma hora, integrando API deles diretamente ao seu site ou aplicativo, agendando, automatizando e acompanhando entregas. O concorrente espanhol da Tech5, Jeff, é o serviço de mobilidade que não transporta pessoas mas a roupa limpa, prensada, dobrada e devolvida em 48 horas. Presente em mais de 40 países, a startup se dedica ao Beauty Jeff e Fit Jeff, tornando mais fácil marcar consulta de beleza ou se exercitar.

Moral da Nota: mudanças na mobilidade humana desencadearão mudanças no comportamento e nos fluxos de tráfego, significando que empresas terão que reavaliar como conectam locais físicos com seus públicos. Como os novos espaços verdes afetarão o tráfego de pedestres, ou, o aumento nas faixas ebike e escooter nas cidades afetam colocação de outdoors. A startup norueguesa, Unacast, fornece dados de localização, dados de mapas e inteligência estratégica para entender a atividade humana no mundo real. Essas informações podem ser usadas para encontrar a melhor localização ao caminhão de alimentos ou identificar o próximo bairro ao projeto imobiliário.


quinta-feira, 1 de julho de 2021

Mobilidade e futuro

No mundo pós-industrial a indústria automotiva se transforma por tendências que levarão à mudanças tão significativas quanto a transição de cavalos à automóveis com veículos elétricos, mostrando visão comum nas estradas cuja adoção deverá se acelerar na próxima década. Do futuro incerto dos veículos elétricos há algumas décadas ao consenso sobre uma mudança em massa para EV, iniciada pela Tesla ou Lucid Motors e gigantes estabelecidos como Ford, Volkswagen, BMW ou Mercedes-Benz. De acordo com a Bloomberg New Energy Finance a participação de EV no mercado automotivo global deve chegar em 2040 a 60% e um dos principais impulsionadores da adoção automotiva verde é a regulamentação ambiental, por exemplo, a UE declarou que 30 milhões de veículos elétricos devem circular até 2030 nas estradas do continente, ou, 10% dos veículos atuais.

A indústria automotiva e setores relacionados se instalam no ciclo de inovação,  reimaginando a experiência do cliente, incluindo de serviços em trânsito à veículos conectados, antecipando direitos e responsabilidades de propriedade, manutenção e conformidade com novas regulamentações ambientais redesenhadas na era dos veículos autônomos. Consequente congestionamento e poluição, governos e legisladores tentam reduzir o número de carros em áreas urbanas como no Reino Unido, por exemplo, propostas ao Transporte de Descarbonização prevêem transição gradual dos carros ao transporte público e energia limpa. De acordo com a BusinessWire, a crescente popularidade no compartilhamento de caronas sinaliza  mudança na orientação do consumidor devendo crescer a quase 20% até 2026. Nas grandes cidades o futuro da mobilidade urbana abrange ampla utilização dos VEs, incluindo compartilhamento de passeio, microcars e transporte público com o Mobility-as-a-service, MaaS, dando acesso conveniente a usuários e sob demanda ao transporte, combinando serviços com o apertar de um botão. Os veículos autônomos, conectados, elétricos e compartilhados, ACES, garantirão que veículos passem mais tempo na estrada e, em vez de possuir um carro que passa 95% do tempo em um estacionamento, pode-se simplesmente chamar um carro autônomo à sua porta com frotas de veículos semelhantes ao aluguel de bicicletas urbanas hoje. Tais visões de mobilidade sob demanda introduz a coordenação social e econômica que não era problema quando os indivíduos eram mapeados à seus próprios carros, em particular o custo total de transporte, incluindo pedágios, estacionamento, carregamento elétrico não será mais associado a um único veículo e sim, desagregado em pagamentos associados a um indivíduo. A indústria automobilística focada em redefinir a experiência do usuário fornece maneiras de aproveitar a viagem, proporcionando oportunidades de mais compras do consumidor em trânsito.

Moral da Nota: discussões sobre como a blockchain será usada no futuro gira em torno de pagamentos e a futura mobilidade sob demanda se insere na questão, onde é essencial a integração de pagamentos à criação de serviços convenientes. A frota de veículos elétricos exige ampla infraestrutura de carregamento e opções de pagamento adequadas, sendo que o consórcio MOBI desenvolveu o conceito de identidades de veículos permitindo que carros paguem imediatamente pedágio ou taxas de congestionamento sem intervenção humana, no entanto, pagamentos em estação de carregamento são mais complexos de resolução. Cartões de crédito no ponto de venda, POS, é método inseguro de transação e, conforme especialistas em segurança cibernética, milhões de dispositivos POS dos dois principais fabricantes foram afetados por vulnerabilidades que expunham informações do cartão de crédito. Quando terminais de pagamento não são comprometidos, utilizar intermediário de pagamento como câmara de compensação de cartão de crédito incorre em cobranças pesadas como a American Express que cobra taxas de processamento de até 3,5% por transação. Pagamentos diretos não são relevantes apenas à liquidação de transações relacionadas à viagem, mas torna-as mais agradáveis e divertidas. Nos EUA motoristas passam diariamente 160 milhões de horas no trânsito, tempo perdido olhando pelo para-brisa porque veículos autônomos liberam a atenção dedicada à direção, na verdade, fabricantes trabalham para desenvolver serviços de info entretenimento e compras em trânsito. De acordo com a Deloitte, o tempo do passageiro em veículos convertido apenas no consumo de conteúdo de mídia chegará a 52 bilhões/horas/anuais até 2030, ou, o dobro do número atual. Barreiras de pagamento se aplicam ao domínio do infoentretenimento, no entanto, surge questão fundamental no momento em que compartilhamos a propriedade do veículo, o que se faz no carro não ficará mais entre você e ele, na verdade, pode ser desconfortável saber que o próximo passageiro pode ver suas horas de história do streaming. Os passageiros dos serviços de compartilhamento de carros exigirão alguma forma segura e privada de usar e pagar pela experiência de infoentretenimento.

sábado, 9 de janeiro de 2021

Mobilidade e blockchain

Inserida na realidade com dados do German Traffic Club que o transporte foi responsável por um quarto das emissões totais em 2016 no mundo, 71% a mais do que em 1990, a Cabify, empresa espanhola de mobilidade, torna-se a primeira a compensar com blockchain no Peru, 100% da pegada de carbono fornecendo aplicativo para rastreabilidade. Através do aplicativo móvel e em conjunto com o Climate Trade é o primeiro de mobilidade neutra em carbono, cujo registro das emissões de cada viagem é feito pelo Climate Trade Blockchain permitindo rastrear a respectiva pegada deixada pelos usuários e empresas que utilizam a plataforma. A pegada emitida pode ser conhecida para compensação em tempo real, transparente à aquisição de serviços neutros em carbono. O anúncio da Cabify está em linha com a notícia de adesão ao The Climate Pledge na parceria co-fundada pela Amazon e Global Optimism, se juntando à iniciativa de neutralidade de carbono antes de 2040 estabelecida no Acordo de Paris em evento Web Summit 2020. O compromisso da Cabify no Peru em rastrear a pegada de carbono dos usuários por aplicativo móvel é experiência aplicada na Espanha desde 2018, permitindo certificação como unicórnio comprometido com o ambiente, através de aliança com o especialista fintech Blockchain Climate Trade.

Ainda em relação ao Peru, será implementado o rastreamento de produtos cárneos através da Blockchain demonstrando utilidade em casos de uso reais como rastreamento de carne bovina em supermercados. A SUKU, plataforma Blockchain focada em tornar as cadeias de abastecimento mais transparentes e eficientes, se associa ao Centros Comerciales Sudamericanos S.A., CENCOSUD, proprietárioa da rede de supermercados Wong, terceira maior varejista peruana, para aplicar blockchain no rastreamento da cadeia de abastecimento da carne, permitindo fornecedores e consumidores escanear e certificar a procedência de diversos produtos cárneos. A plataforma, estruturada para usar contratos inteligentes em pagamentos e transações da rede Ethereum, permitirá vendedores e licitantes interagirem no mercado através das propriedades de razão distribuída Blockchain obtendo incentivos à serviços com o token SUKU. O aplicativo desenvolvido ao consumidor terá um back-end blockchain de nível corporativo usando Quorum, plataforma autorizada pelo J.P. Morgan, disponível nas vinte redes de supermercados Wong no país. A Wong Supermarkets verificará rastreabilidade da carne garantindo aos clientes padrão de qualidade, melhorando o relacionamento. O detalhe neste conceito é que a implementação tecnológica permite o rastreamento dos animais armazenados e revisados ​​na blockchain, permitindo consumidores judeus tratamento quase personalizado, pois ao lado do logotipo da SUKU aparece marca distintiva indicando que um rabino inspecionou o produto.

Moral da Nota: a iniciativa espanhola amplia reivindicações ecológicas apoiando o projeto certificado First Climate de reduzir desmatamento gerado pela exploração madeireira ilegal na província de Madre de Dios. O projeto se localiza no Corredor de Conservação Amboró de Vilcabamba na Amazônia peruana, em área de 10 mil hectares, cujo objetivo é reduzir emissões de carbono pelo controle do desmatamento não planejado permitindo conservar a biodiversidade da região. Notar que o governo peruano lançou com o BID, Banco Interamericano de Desenvolvimento, a startup Blockchain chamada Stamping.io, com sistema de compras públicas transparente em decorrência a corrupção da Odebrecht na região. A Coréia do Sul utiliza tecnologia Blockchain para registrar a cadeia produtiva da carne bovina, fornecendo ao consumidor informações sobre a origem do alimento. A Topco Associates indicou Blockchain para rastrear a origem de frutos do mar em associação a empresas como MasterCard e Invisible, oferecendo visão clara do processo da cadeia de abastecimento.