sexta-feira, 28 de novembro de 2025

El Segundo

Relato do Los Angeles Times informa que a refinaria de El Segundo da Chevron que sofreu incêndio seguido de explosão possui histórico de violações de segurança e ambientais, nos últimos 5 anos, recebeu 46 notificações por violar regras de segurança ambiental sendo 13 em 2024, com o detalhe que, especialistas temem que sem financiamento federal as violações tornem mais difíceis de detectar aumentando riscos à saúde pública. Comunidades da Baía Sul,decorrente a explosão que enviou ondas de choque por toda a  refinaria ferindo um trabalhador e sacudindo moradores até uma milha de distância, entraram em pânico pelas colunas de fumaça e odores acre que se espalharam à leste com os ventos, com reguladores locais buscando as causas e defensores do ambiente lamentando que as agências federais de segurança não se juntarão ao esforço para encontra-las o que evitaria liberações químicas semelhantes no futuro. Registros públicos revisados ​​pelo The Times informa que o incidente de El Segundo foi nos 114 anos da refinaria um dos mais perigosos, somando-se a lista de violações ambientais e de segurança com a maioria dos funcionários da Administração de Segurança e Saúde Ocupacional, agência federal encarregada de investigar segurança no local de trabalho, ausente pela paralisação federal com o Conselho de Segurança Química e Mitigação de Riscos dos EUA que determina causas raiz de liberações de produtos químicos perigosos, também em licença podendo perder o financiamento devido cortes orçamentários propostos pelo atual governo. O Conselho de Segurança Química identificou causas de incidentes em refinarias ao longo de sua história, incluindo a explosão de 2015 na refinaria da ExxonMobil em Torrance, que feriu 2 trabalhadores, nesse incidente, a investigação encontrou falhas de segurança, uma válvula severamente erodida que permitiu infiltração de gases inflamáveis em áreas indesejadas, além da descoberta de detrito que quase atingiu um tanque de ácido fluorídrico, que poderia resultar em liberação de produto químico tóxico levando à pressão para cessar seu uso. O Distrito de Gestão da Qualidade do Ar da Costa Sul por conta da auseência de reguladores federais investiga violações das regras de qualidade do ar e condições de licenciamento, sendo que a refinaria será obrigada a apresentar relatório analisando causas e avarias de equipamentos em até 30 dias. O distrito aéreo disse que o incêndio teve origem na unidade de hidrocraqueamento ISOMAX da refinaria que utiliza hidrogênio para refinar petróleo em combustível de aviação e diesel, com monitores de ar detectando pico de produtos químicos pós início do incêndio, no entanto, autoridades do distrito aéreo dizem que as condições retornaram aos níveis normais após algumas horas, com defensores ambientais dizendo que a extensão da precipitação pode não ser conhecida até que haja exame amplo dos monitores de qualidade do ar.Registros locais e federais informam que a instalação da Chevron foi citada por violações ambientais e de segurança e o Distrito de Gestão da Qualidade do Ar da Costa Sul emitiu 13 notificações de violações nos últimos 12 meses e 46 nos últimos 5 anos, recentemente,em setembro de 2025, o distrito multou a instalação por vazamento químico e por não manter equipamentos em condições adequadas de funcionamento.Representantes da Chevron em agosto, pediram ao distrito aéreo reconsideração da conformidade com as regras de qualidade do ar enquanto trabalhavam na remoção do acúmulo dentro dos tubos da fornalha, condições que, segundo eles, colocavam em risco o superaquecimento e a potencial falha do equipamento, sendo que a agência realizou 15 inspeções na refinaria na última década, identificando 17 violações. Em 2022, pós realização de inspeção na refinaria, os registros mostraram identificação de violação "grave" da norma exigindo que empregadores "desenvolvam, implementem e mantenham práticas de trabalho seguras para prevenir ou controlar perigos" como vazamentos, derramamentos, liberações e descargas e controle sobre a entrada em áreas de trabalho perigosas,em 2023,emitiu multas relacionadas aos requisitos de prevenção de doenças causadas pelo calor, guarda-corpos de escadas e falha em conduzir análise de risco completa. Por fim, vale notar que a crise do seguro residencial da Califórnia piorou pós incêndios recentes, com taxas crescentes e empresas saindo por conta do risco de incêndio florestal e questionamentos do cidadão comum se ainda podem obter seguro. 

No contexto de carbono zero, no últimos anos os dados indicam vantagem chinesa nos carros o elétricos com particular impulso na Europa deixando a indústria em alerta,  a BYD, fabricante que emerge no cenário automotivo, já enviando caminhões elétricos à Itália, Polônia, Espanha e México ao lado de outras 8 empresas chinesas que dominam o mercado global. Das 90 mil vendas globais de caminhões de carga elétricos em 2024, 80% são oriundas de marcas chinesas, segundo a Agência Internacional de Energia e, de acordo com o Rest of the World, as emissões de CO₂ de veículos pesados ​​cresceram quase 3% ao ano entre 2000 e 2018 e os caminhões respondem ​​por 80% desse aumento, impacto ambiental tornando a eletrificação do transporte de carga elemento-chave das metas climáticas globais. A vantagem chinesa decorre de campanha governamental de 15 anos para tratar veículos comerciais como prioridade nacional, exigindo que fabricantes produzam elétricos como porcentagem da produção total, enquanto isso, países ocidentais se limitam oferecer créditos fiscais a compradores individuais. O resultado da política chinesa é que os caminhões elétricos representaram 22% do mercado de veículos pesados ​​no 1º semestre de 2025, na Europa, representam 1% das vendas e, na Índia, 280 caminhões elétricos foram vendidos de um total de 834.578 veículos comercializados. De acordo com a consultoria Commercial Vehicle World, avaliam que caminhões elétricos custam entre 10% e 26% menos para operar que modelos a diesel, com a CATL, maior fabricante mundial de baterias elétricas, informando que suas baterias reduzem custos de transporte em 35% por tonelada-km, dados que levaram fabricantes como o Sany Group prever que entre 70% e 80% do mercado chinês de caminhões pesados ​​será elétrico dentro de alguns anos, sendo que um caminhão de carga típico requer um megawatt-hora de capacidade de bateria, 10 vezes o que um Tesla Model 3 requer. Na Europa caminhoneiros têm pausas obrigatórias de 45 minutos a cada 4 horas e meia, tempo que pode ser usado para carregar o caminhão, em mercados como Brasil e Índia, os motoristas comerciais costumam dirigir entre 10 e 18 horas por vez, questão na China resolvida por meio da tecnologia de troca de baterias que é usada por quase 40% de seus caminhões elétricos pesados. Por fim, a Volvo, principal fabricante no Ocidente, entregou 5 mil caminhões elétricos em 50 países, na África do Sul, após 2 anos no mercado, vendeu 6 unidades, insuficiente para justificar a montagem local, enquanto a Tesla prometeu seu caminhão Semi em 2017, entregou-o em quantidades simbólicas à Pepsi em 2022 e, praticamente, desapareceu devido falhas de componentes e altos custos e, em junho de 2025, a chinesa Windrose anunciou planos para estabelecer fábrica na Geórgia, EUA. Ravi Gadepalli, fundador da consultoria Transit Intelligence, avalia que "empresas chinesas adaptarão estratégias de entrada no mercado fornecendo componentes onde regulamentações exigem fabricação local e estabelecendo vendas diretas em outros lugares".

Moral da Nota: a temporada de smog de inverno se aproxima no Paquistão à medida que novembro avança no hemisfério norte,transformando cidades em paisagens tóxicas forçando moradores sufocar em névoa de poluentes, com Lahore, centro cultural, liderando a lista das cidades mais poluídas do mundo. A questão não parece meramente sazonal, trata-se de desastre o ano todo causado por queimadas agrícolas, poluição veicular e emissões industriais, com o smog se tornando intenso ao longo do tempo pelo aumento das temperaturas e padrões de precipitação alterados alimentados pelas mudanças climáticas. As cidades paquistanesas sufocam sob o ar tóxico, enquanto a economia é vulnerável ao colapso decorrente desastres relacionados ao clima e a saúde da população se deteriora rapidamente ameaçando estabilidade econômica e bem-estar com consequências e efeitos de longo prazo no desenvolvimento e prosperidade. Para concluir, o Paquistão encontra-se em encruzilhada onde alterações climáticas, negligência ambiental e paralisia política se encontram, nos últimos anos, chuvas torrenciais submergiram cidades perturbando a vida e deslocando milhões, enquanto, grandes áreas sofrem com a escassez de água, fazendo emergir um paradoxo aparente, ou, uma terra faminta por água enquanto se afoga em inundações, com repercussões econômicas alarmantes em que desastres ligados ao clima podem reduzir o PIB nacional em 18-20% até 2050, enquanto enchentes de 2022, por si só, reduziram o crescimento em 2,2%, com o detalhe que, na agricultura, a produtividade das colheitas diminui, a saúde do gado se deteriora e a insegurança alimentar está piorando afetando quase todos os aspectos da sociedade.