Risco de morte por cancer,doenças cardiovasculares e doenças crônicas diminuem 50% com redução da concentração de arsênico na água, segundo estudo realizado em Bangladesh ao longo de 20 anos, sendo a contaminação da água com arsênico natural estudada através de registros de saúde de 10.977 homens e mulheres monitorados entre 2002 e 2022 à comparar exposição. A pesquisa foi realizada pela Universidade de Nova York, Columbia e Chicago informando que registrou 1.401 mortes por doenças crônicas, 730 por cardiopatias e 256 por câncer, ao acompanhar 10.977 pessoas entre 2002 e 2022 via exames de urina, cujos partícipes foram submetidos em 6 ocasiões aos exames permitindo cientistas acompanharem mudanças na exposição ao arsênico ao longo do tempo. Fen Wu, da Universidade de Nova York, informa que a redução nos níveis de arsênico está relacionada a maior redução no risco de mortalidade enquanto os que continuaram beber água com níveis elevados não mostraram redução de risco, tais padrões persistiram pós ajuste à diferenças de idade, tabagismo e nível socioeconômico, sendo que a pesquisa fornece "evidência mais forte até o momento que a redução do arsênico na água potável pode diminuir taxas de mortalidade por doenças crônicas". Trata-se do 1º estudo oferecer evidências diretas, examinando níveis de arsênico e mortalidade de cada participante ao longo de 2 décadas em região com exposição moderada ao arsênico, ou, menos de 200 microgramas/litro, com cientistas monitorando mais de 10 mil poços dentro e ao redor do distrito de Araihazar, Bangladesh, onde iniciaram medidas para mitigar efeitos do arsênio em 2000. Pesquisas anteriores em Taiwan e Chile com altos níveis de arsênio, acima de 600 microgramas/litro, associaram redução nas taxas de mortalidade por doenças cardíacas e câncer à queda dos níveis de arsênico na água potável e, Bangladesh, como um todo, enfrenta um dos desafios mais graves do mundo em relação à contaminação por arsênio, com população de 175 milhões de pessoas em que mais de 50 milhões são expostas a níveis acima do padrão da OMS de 10 microgramas por litro.
A Europa passa por transformação no setor ferroviário marcada pela modernização da infraestrutura de sinalização e harmonização dos sistemas de gestão de tráfego, evolução que não constitui apenas mudança tecnológica mas movimento estratégico em direção a rede ferroviária no continente unificada e interoperável. A UE e a ERA, Agência da UE as ferrovias e os Estados-Membros são obrigados alinhar o sistema ferroviário nacional a norma comum no Sistema Europeu de Gestão do Tráfego Ferroviário, ERTMS, enquadramento que representa passo à frente na eliminação das barreiras técnicas e operacionais que, historicamente, fragmentaram o panorama ferroviário europeu. Cada país desenvolveu e implementou seu sistema de Proteção Automática de ferrovias, ATP, conhecidos como sistemas de Classe B concebido para responder exigências operacionais, técnicas e de segurança locais, sendo que estes sistemas criaram grupos de regras de sinalização e protocolos de comunicação que tornaram operações ferroviárias transfronteiriças difíceis, ineficientes e, por vezes, impossíveis, sem adaptações dispendiosas, sendo que a falta de interoperabilidade dificultou desenvolvimento de corredores ferroviários internacionais e limitou competitividade do setor em relação aos demais transportes. No contexto do Pacto Ecológico Europeu e impulso em prol de transporte sustentável, a ferrovia voltou emergir como pilar central da estratégia europeia de descarbonização e mobilidade, daí, o transporte ferroviário oferece vantagens ambientais e sociais claras, consomindo menos energia, reduzindo emissões de gases estufa proporcionando mobilidade segura e fiável à passageiros e mercadorias. A promessa de Europa verde e interconectada não pode ser concretizada sem comunicação facilitada entre fronteiras, sendo que a aposta no ERTMS torna-se mais prioritária com o Sistema Europeu de Gerenciamento de Tráfego Ferroviário, ERTMS, se compondo como Sistema Europeu de Controle de Trem, ETCS, e Sistema Global de Comunicações Móveis Ferroviário, GSM-R. O ETCS normaliza o modo como trens e equipamentos se comunicam garantindo que diferentes países possam operar com segurança linha equipada com ETCS, enquanto o GSM-R, fornece plataforma unificada de comunicações entre trens e centros de controle e sua atualização está em andamento ao FRMCS, Future Railway Mobile Communication System, ambos substituindo diversidade de sistemas nacionais por norma única e interoperável que assegura segurança e eficiência, com o detalhe que, a implementação dessa padronização na Europa é processo de longo prazo. Por fim, a implementação dos sistemas STM representam marco na jornada da Europa rumo à interoperabilidade ferroviária, embora o objetivo continue ser implementação completa do sistema mais moderno, o ERTMS, enquanto o STM fornece flexibilidade e continuidade operacional necessárias para atingir o foco sem comprometer segurança ou eficiência, na busca por incorporar espírito de integração europeia à ferrovia, conectando nações, promovendo sustentabilidade e abrindo caminho à sistema ferroviário interoperável.
Moral da Nota: em Tiaret, cidade da Argélia central com menos de 200 mil habitantes, a 250 km sudoeste de Argel, manifestantes atearam fogo em pneus e montaram barricadas improvisadas bloqueando estradas para protestar contra o racionamento de água, após meses de escassez deixarem torneiras secas e forçarem moradores fazer fila à conseguir água para suas casas. Em Reunião do conselho de ministros o presidente solicitou ao gabinete implementação de “medidas de emergência” em Tiaret, com ministros enviados para “pedir desculpas à população” e prometer que acesso à água potável seria restabelecido, no entanto, distúrbios ocorrem em momento que o presidente deve concorrer a 2º mandato de nação rica em petróleo, maior da África em área. O norte da África se posiciona como uma das regiões mais afetadas pelas mudanças climáticas, com seca que dura vários anos drenando reservatórios cruciais e, com a redução de chuva, que os reabastecia, sendo que a região, localizada em planalto desértico semiárido está cada vez mais afetada pelo calor extremo, recebendo água de 3 reservatórios represados que diminuem à medida que as temperaturas aumentam e a precipitação torna-se escassa. Os reservatórios tornaram-se menos funcionais devido a "falta de volume" estando reduzidos a 20% da capacidade, enquanto aquíferos subterrâneos não conseguem recarregar devido a falta de chuvas, sendo que a solução a longo prazo seria canalizar água de grandes barragens ao norte e ao sul de Tiaret e recorrer a fontes alternativas de abastecimento incluindo usinas de dessalinização nas quais o país investiu forte, sendo que as autoridades tentam importar água de fontes próximas. A empresa pública responsável pela infraestrutura hídrica da região espera concluir a construção de ductos para levar água subterrânea à Tiaret, proveniente de poços a 32 km de distância, com o detalhe que, a crise da água na Argélia é observada pelas redes sociais recebendo pouca cobertura da imprensa argelina, já que, os jornais e emissoras de televisão dependem da receita publicitária do Estado.