IA está relacionada ao consumo de energia, espaço e capital, ou, data centers e, até 2025, um ecossistema invisível que se tornou motor da economia norte americana atraindo investimentos em tecnologia, com Microsoft, Alphabet, Meta e Amazon anunciando que gastos de capital combinados em 2025 ultrapassarão US$ 370 bilhões, indicando que esse valor continuará crescer em 2026. A Microsoft se destaca como empresa mais agressiva na corrida, no último trimestre, alocou US$ 35 bilhões à data centers e investimentos relacionados, valor representando 45% da receita, quer dizer, o nível de investimento reflete importância estratégica da infraestrutura digital e seu papel na ascensão IA generativa, marcando tendência no setor, no entanto, Alphabet, Meta e Amazon dobraram esforços para construir ou expandir data centers nos EUA, competindo por fontes de energia, acesso a chips e equipamentos de refrigeração que as instalações exigem. O impacto dos data centers é físico exigindo terrenos estrategicamente localizados, grandes quantidades de eletricidade, além de logística complexa, impulsionando atividade econômica em áreas antes marginais ou rurais dos EUA como partes da Virgínia, Iowa e Texas, onde empresas como Amazon Web Services, AWS, e Google Cloud constroem novas instalações. O movimento atrai fornecedores de equipamentos, construtoras, engenheiros, operadores de redes elétricas e governos locais que buscam simplificar licenciamento oferecendo incentivos fiscais e, a expansão não está isenta de controvérsias, considerando que o consumo de energia disparou em algumas regiões com relatos de sobrecarga na rede elétrica, daí, necessidade de manter temperaturas estáveis nas instalações o que multiplicou a demanda por água de refrigeração provocando resistência de comunidades locais preocupadas com recursos hídricos. Diante críticas, as empresas de tecnologia falam em renováveis e melhorias na eficiência, no entanto, a velocidade de crescimento levanta dúvidas sobre se as medidas são suficientes para mitigar o impacto ambiental, considerando que a ascensão da infraestrutura IA remodela o emprego embora data centers não exijam grande número de trabalhadores permanentes gerando empregos especializados na construção e manutenção, engenharia elétrica, segurança cibernética e gerenciamento de redes. Por fim, a questão chegou a Wall Street impulsionando avaliação das tecnológicas que mostram gastos como investimentos de longo prazo, com analistas enxergando paralelos com bolhas do passado e outros argumentando tratar-se de base sobre a qual será construída a próxima geração de serviços digitais.
Se fosse um país, a Califórnia seria a 4ª Economia da terra, em Belém, tem o que dizer e certamente ouvir, possui plano climático ambicioso que descreve como pretende reduzir emissões de gases efeito estufa até fins da década e, eventualmente, eliminar pegada de carbono. O plano de escopo do Conselho de Recursos Atmosféricos reflete meta de reduzir emissões em 48% nesta década, comparados com níveis de 1990 em que lei estadual exige que emissões da Califórnia sejam reduzidas em 40% até 2030 e 85% até 2045, momento que emissões da atividade humana seriam compensadas por ecossistemas naturais e demais soluções, sendo que o plano oferece visão clara sobre como pode atingir suas metas climáticas mantendo crescimento econômico e acomodando população maior. Até 2045, segundo autoridades, prevê aumento 35 vezes o número de veículos com emissão zero e 4 vezes geração de energia eólica e solar, aumento que evitaria necessidade de novas termelétricas a gás natural, além de prever que a demanda do consumidor por petróleo e gás natural cairá 86% nos próximos 23 anos e, para reduzi emissões de CO2 decorrente incêndios florestais prevê tratamento de 1 milhão de acres de florestas, matagais, pastagens e habitats com técnicas como queimadas controladas, número que sobe à 2,3 milhões de acres até 2045, atualmente, gestores federais e estaduais tratam de 100 mil acres/ano que reduziria emissões de incêndios florestais em 10% comparados a cenário sem intervenção. O plano climático estadual estabelece roteiro, embora, não vinculativo, à tomada de medidas na década mais crucial na luta contra o aquecimento global em que legisladores e agências governamentais aprovarão leis, estabelecerão regulamentos e destinarão verbas à iniciativos climáticas que alcancem metas, daí, necessidade de cooperação da iniciativa privada e californianos, com formuladores de políticas esperando evitar efeitos mais graves do aquecimento global em estado devastado por secas sem precedentes, temporadas de incêndios florestais e ondas de calor recordes. Danny Cullenward, diretor de políticas da CarbonPlan, organização sem fins lucrativos da Califórnia que analisa soluções climáticas,se disse impressionado com o "nível de abstração" e "relação tangencial" com a realidade prática e, conclui, "não há muita orientação sobre quais programas precisam ser aprimorados, quais precisam ser iniciados e quem precisa fazer o quê". O plano depende da adoção de veículos com emissão zero, elétricos ou a hidrogênio, considerando que o setor de transportes incluindo emissões de escapamento e combustíveis, respondeu por 50% das emissões de gases efeito estufa no estado em 2019 e continua sendo a maior fonte individual de emissões de carbono na Califórnia. Autoridades preveem que a transição à veículos limpos levará a menor demanda por petróleo e menos emissões de refinarias, maior fonte de emissões na indústria, sendo que o plano prevê que refinarias e fábricas de cimento implementem a tecnologia chamada captura e armazenamento de carbono que consiste em captar emissões das chaminés e canalizá-las ao subsolo, aqui, alvo de críticas por parte de ambientalistas pois a descreveram como não comprovada que pode apresentar problemas em estado propenso a terremotos, no entanto, espera-se que a captura e o armazenamento de carbono entrem em operação a partir de 2028. Para concluir, críticos argumentam que, embora a captura de carbono reduza emissões de gases efeito estufa que retêm calor, não impede liberação de substâncias tóxicas como o benzeno ou partículas finas que agravam lesões nos pulmões oriundas de chaminés industriais, daí, comunidades vizinhas continuarão sofrendo riscos à saúde devido essas emissões. Para concluir, em conjunto, o plano alcançaria redução de 71% nos óxidos de nitrogênio que formam a poluição atmosférica além de economia de US$ 200 bilhões em saúde, evitando mortes prematuras, visitas a hospitais e doenças.
Moral da Nota: o presidente do Irã alertou que Teerã enfrenta crise hídrica e energética sem precedentes com reservatórios atingindo níveis historicamente baixos, ameaçando abastecimento de água e geração de eletricidade. Descreveu a situação como “crítica”, citando relatos que os reservatórios das barragens de Teerã caíram ao nível mais baixo em 60 anos, considerando que a cidade entrou no 6º ano de seca com barragens operando com menos de 10% da capacidade, no leste de Teerã por exemplo, a represa de Latyan um dos 5 principais reservatórios está com 9% da capacidade. Teerã tem população de 9,1 milhões de habitantes, localizada em província com 14,5 milhões de pessoas e depende da energia hidrelétrica, mas, o ressecamento de rios e pântanos provocou queda da produção de energia forçando usinas paralisarem operações por falta de água para resfriamento enquanto autoridades descrevem a escassez de água como “sem precedentes”. O sistema energético iraniano depende de energia hidrelétrica e combustíveis fósseis enquanto energia solar e eólica juntas representam pequena parcela da capacidade total, consequência de sanções, ceticismo de investidores e subinvestimento que paralisaram esforços de diversificação, com especialistas afirmando que disponibilidade de água e geração de eletricidade tornam-se evidente à medida que a produção hidrelétrica cai e as termelétricas enfrentam dificuldades com escassez de água para resfriamento. Por fim, críticos apontam como falhas políticas de longa data que instalaram indústrias com alto consumo hídrico como siderurgia, cimento e petroquímica em regiões mais secas e o desvio de rios à fábricas no interior que deveriam ter sido construídas no litoral utilizando água dessalinizada. A agricultura consome 80% da água doce do Irã, grande parte através de irrigação ineficiente à culturas sedentas em áreas áridas, além do agravamento do impacto ecológico com tempestades de poeira cobrindo principais cidades e, no noroeste, o Lago Urmia que foi um dos maiores lagos de água salgada do mundo, secou deixando para trás planícies de sal e tempestades de poeira cada vez piores que ameaçam cidades.