quarta-feira, 27 de maio de 2026

Política Climática

Montadoras poderão impulsionar adoção de veículos elétricos com veículos de maior autonomia e menor custo, considerando queda nos preços melhorando viabilidade econômica de produtos, de cortadores de grama a drones comerciais, com maior avanço, nos sistemas de armazenamento em escala de serviços públicos que armazenam energia de parques solares e eólicos e liberam gradualmente nos picos de demanda. A Administração de Informação de Energia dos EUA estima 18,2 gigawatts de capacidade de armazenamento entraram em operação em 2025, aumento de 77% em relação a 2024, um terço da nova energia do país, sendo as instalações uma das opções mais baratas às concessionárias de energia que desejam construir usina, mais baratas. O Tratado de Alto Mar obteve número necessário de ratificações para entrar em vigor em janeiro de 2026, permitirá proteção de 60% dos mares que não estão sob jurisdição de nenhum país, regulamentando pela 1ª vez, o que pode e o que não pode ser feito em águas internacionais. Estabelece estrutura à criação de áreas marinhas protegidas, que sejam realizadas avaliações de impacto ambiental à atividades que possam ter impacto prejudicial ou desconhecido no alto mar, decorre em momento de crescente interesse no uso do oceano à absorver e armazenar dióxido de carbono, CO2, e extrair minerais raros presentes em seu leito. A Corte Internacional de Justiça emitiu decisão a favor da ação climática, buscando transformar como ONGs e ativistas responsabilizam governos, em julho, determinou que países correm risco de violar o direito se não trabalharem para manter o aquecimento global no limite de 1,5°C acordado na Conferência do Clima de Paris, em 2015, tratando-se de parecer consultivo, mas representantes de Vanuatu, país que apresentou a ação, afirmaram que pode ser usado para pressionar governos fazerem mais em relação às mudanças climáticas.

Os EUA recuam na política ambiental, outros países avançavam, como a Austrália, Dinamarca e Reino Unido anunciando metas de emissões mais ambiciosas embora a China tenha sido mais tímida em suas metas, a maioria esperando que supere seu objetivo de reduzir emissões até 2035 em 7% a 10% em relação aos níveis máximos, dada velocidade com que expande sua capacidade de energia limpa. Megacidades dominadas por carros começaram reagir incentivando moradores caminhar ou andar de bicicleta, na Europa estão mais avançadas, em janeiro, Nova York introduziu medidas destinadas dissuadir motoristas entrar em certas áreas da cidade, em abril, a mudança havia reduzido congestionamento e o tempo de deslocamento, recentemente, pesquisadores constataram queda de 22% na poluição por partículas nocivas na área onde as taxas são aplicadas. A política climática mostra sinais de se consolidar nas políticas governamentais nacionais segundo a ECIU em pesquisa, cujas revogações de regulamentações do clima e ambientais essenciais nos EUA fizeram com que parcela da economia global por metas de emissões líquidas zero caísse à 80%, ante mais de 90% em 2024, no entanto, metas e políticas estaduais mantém o patamar e impedem que o número caia mais. A adaptação às mudanças climáticas atrai investimentos, com a fundação Gates anunciando que destinará US$ 1,4 bilhão ao longo de 4 anos para ampliar acesso a inovações que ajudem agricultores na África e Ásia se tornarem resilientes, com a cúpula climática da ONU 2025 concluindo com acordo à triplicar financiamento à adaptação, elevando-o à US$ 120 bilhões/ano até 2035. O Melissa foi tragédia que matou na Jamaica e dizimou 40% da produção econômica anual nacional, serviu como exemplo sombrio de como títulos de catástrofe podem ajudar transferir parte dos riscos climáticos aos mercados de capitais em que a tempestade desencadeou pagamento integral do título de catástrofe de US$ 150 milhões da Jamaica, dissipando dúvidas sobre a eficácia do instrumento e, à medida que as mudanças climáticas provocam eventos extremos mais frequentes, os títulos catástrofe emergem como ferramenta para financiar preparação à desastres. Trata-se de instrumentos financeiros, projetados para pagar valor específico caso os danos causados ​​por desastres naturais impulsionados por mudanças climáticas sejam severos, tradicionalmente usados ​​para cobrir perdas, no entanto em 2025, a Carolina do Norte, propensa a furacões, ampliou sua aplicação ao emitir novo título catástrofe que incentiva adaptação caso não ocorram grandes perdas, US$ 2 milhões retornam à Associação de Subscrição de Seguros da Carolina do Norte, NCIUA, a emissora do título, que então utiliza o dinheiro para ajudar na instalação de "supertelhados" resistentes ao vento e, à medida que mais proprietários de imóveis instalam esses telhados, o preço anual do título é reajustado à refletir mudança na exposição ao risco. Por fim, o novo título atraiu US$ 600 milhões em interesse de investidores, o dobro da oferta inicial, com a NCIUA, que atua como seguradora estatal na Carolina do Norte esperando que novos telhados resistentes ajudem reduzir sinistros e custos de resseguro.

Moral da Nota: estudo da Universidade da Califórnia, Santa Barbara, mostra que eletrificar processos industriais poderia reduzir em 40% emissões do setor nos EUA, quer dizer, calor industrial, vapor e água quente, combustíveis fósseis ainda dominantes, eletricidade e tecnologias maduras emissoras de menos CO₂, quer dizer, eletrificar essas fábricas poderia reduzir um gigatonelada de CO₂. Leite, cereais, cerveja, papel higiênico e água sanitária dependem de temperaturas constantes que, na maioria das fábricas norte americanas, são geradas pela queima de gás natural, carvão ou óleo combustível com grande pegada climática, no entanto, a indústria é menos visível que transporte ou eletricidade residencial e responsável por parcela das emissões. A transição à eletricidade reduziria emissões em muitos setores de acordo com relatório da Iniciativa 2035 da Universidade da Califórnia, Santa Bárbara, se referindo a caldeiras, fornos e secadoras elétricas existentes e versões avançadas que melhoram eficiência e reduzem custos a médio prazo. No entanto, eletrificar fábrica não é tão simples quanto trocar carro a gasolina por elétrico, insere equilíbrios térmicos, picos de demanda, integração com processos existentes, espaço físico, confiabilidade e custos de eletricidade como fatores importantes. Por fim, o relatório busca organizar labirinto técnico, identificar onde eletrificar é mais viável, tecnológica e economicamente, além de desmantelar noção que calor industrial é “extremo demais” à eletricidade, com a análise se concentrando em 800  plantas industriais em três setores, ou, alimentos e bebidas, produtos químicos e celulose e papel, ou, instalações que operam com calor de baixa e média temperatura,  abaixo da temperatura dos fornos de aço ou cimento e, juntas, respondem ​​por 40% das emissões industriais de CO₂ nos EUA. Os resultados projetados levam a redução de até 1,3 bilhão de toneladas de CO₂ equivalente até 2050, número, comparável à eliminação das emissões de milhões de veículos por anos, além de menos combustão industrial significando menos óxido de nitrogênio, menos partículas finas e menos doenças respiratórias, com o estudo estimando US$ 475 bilhões em benefícios cumulativos à saúde graças à melhoria da qualidade do ar, no entanto, o modelo se baseia em rede elétrica livre de emissões até meados do século, comparada com os atuais 40%.