quinta-feira, 16 de abril de 2026

Gestão da Água

Cidade de Hanói ou Ho Chi Minh, Vietnam, fortalece a gestão dos recursos hídricos superficiais e a capacidade de controle de enchentes, maior cidade do Vietnã, enfrenta desafios decorrente mudanças climáticas, elevação do nível do mar, inundações costeiras e, respondendo de modo proativo investe em sistema sincronizado de irrigação, drenagem e controle de marés para melhor gestão, utilização e proteção dos recursos hídricos superficiais. Uma das iniciativas é o Projeto de Controle de Inundações Costeiras e Mudanças Climáticas, visa controle de inundações e aumento da resiliência climática em área de 570 km², sendo que o projeto protege 6,5 milhões de moradores ao longo da margem direita do rio Saigon e, na área urbana central, os objetivos incluem regular e reduzir níveis de água nos canais, melhorar capacidade de drenagem, armazenar água da chuva nas marés altas e aprimorar paisagem e ambiente aquático na área do projeto. O progresso mostra 90% concluído e componentes englobam Comporta Ben Nghe, 97%, Comporta Tan Thuan, 93%, Comporta Phu Xuan, 90%, Comporta Muong Chuoi, 93%,Comporta Cay Kho, 86%, Comporta Phu Dinh, 88%, Dique/Aterro,85%, Comportas Cau Kinh e Ba Buom, 92%, Sistema SCADA, 80%, Comporta de controle de marés Tân Thuận, Dân trí. Acelera conclusão das etapas do projeto fortalecendo capacidade de controlar inundações, melhorar adaptabilidade às mudanças climáticas e garantir  segurança dos moradores e infraestrutura urbana contribuindo à melhoria da água e  promoção do desenvolvimento urbano sustentável buscando melhor adaptar condições naturais da bacia hidrográfica do rio Saigon-Dong Nai. A liderança da cidade empenha apoiar empresa à implementação/construção do projeto, abordando desafios e operações para melhor atender aos moradores locais.

Teerã, capital do Irã, muda por conta de catástrofe ecológica, quer dizer, mudar a capital é parcialmente motivado por mudanças climáticas, no entanto, especialistas dizem que décadas de erros e ações humanas tem culpa e, em meio a crise ecológica crescente e grave escassez de água, não pode mais permanecer como capital, segundo, o presidente do país. Michael Rubin, analista do American Enterprise Institute, avalia que a situação resulta de “tempestade perfeita de mudanças climáticas e corrupção”, enquanto o presidente iraniano avalia que “não tem mais escolha”, em vez disso, autoridades consideram transferir a capital à costa sul do país, com especialistas afirmando que, a proposta não altera a realidade dos quase 10 milhões de habitantes de Teerã sofrendo consequências de declínio no abastecimento de água. Cientistas alertam que desde 2008 a extração descontrolada de água subterrânea para agricultura, drena os aquíferos, enquanto uso excessivo não apenas esgotou reservas subterrâneas como as destruiu à medida que o solo se comprimiu e afundou de modo irreversivel, com estudo constatando que o planalto central do Irã, onde se localiza a maior parte dos aquíferos, afunda mais de 35 cm/ano e, como resultado, perdem 1,7 bilhão de m³ de água/ano decorrente o esmagamento permanente do solo que não deixa espaço à recuperação do armazenamento subterrâneo de água. Outras grandes cidades, como Cidade do Cabo, na África do Sul, Cidade do México e Jacarta, na Indonésia, bem como partes da Califórnia, enfrentam cenários graves afundando e ficando sem água, não sendo a 1ª vez que a capital do Irã muda de lugar, já que ao longo dos séculos, se transferiu de Tabriz à Isfahan e depois a Shiraz, com algumas dessas antigas capitais ainda prosperando enquanto outras se transformaram em ruínas, no entanto, é a 1ª vez que o governo iraniano muda a capital devido a catástrofe ecológica. Por fim, Rubin afirma que “seria erro analisar apenas pela ótica climática”, pois a má gestão da água, da terra e do esgoto, além da corrupção, agravam a crise e, segundo ele, se a capital for transferida à costa de Makran, no sul, poderá custar mais de US$ 100 bilhões, pois é região conhecida por clima rigoroso e terreno acidentado, com técnicos mostrando dúvidas sobre a viabilidade como centro nacional. Por fim, Linda Shi, cientista e urbanista da Universidade Cornell, avalia que “mudanças climáticas não são a causa, mas, fator conveniente para culpar a fim de evitar a responsabilidade” por decisões políticas equivocadas pois a mudança de capital costuma ser motivada mais por questões políticas que por preocupações ambientais.

Moral da Nota: construir mundo habilitado por IA onde tecnologia é força ao bem comum e a velocidade com que IA  molda o amanhã, é incrível, no entanto, até que ponto a tecnologia impacta o futuro depende da capacidade de fazer IA ​ força ao bem comum, considerando que um dos desafios do futuro não será apenas quem tem dados, largura de banda e tecnologia, mas quem exerce o controle e colhe os benefícios da  IA, algorítmica, científica, tecnológica e infraestrutura pública digital. A Índia, líder global na democratização da tecnologia e fornecimento de acesso à tecnologia, amplia os beneficiários da infraestrutura pública digital, através do Aadhaar, UPI, ONDC, CoWIN e outros bens públicos digitais com mais de 900 milhões de usuários de internet, tornando-se uma das maiores sociedades digitalmente engajadas do mundo em que transações via UPI ultrapassam 10 bilhões/mês e crescimento superior a 10 vezes nos últimos 5 anos. Em posição de moldar o discurso global sobre IA com ênfase em  ética ao desenvolvimento, democratização e acesso e, principalmente, para que  contribua ao bem comum, não há dúvida de crise de competências enquanto o Sul Global é afetado de modo desproporcional e adverso. O desafio reside na aprendizagem, no desenvolvimento de competências e adaptabilidade em momento que empregos são reinventados mais rapidamente que a capacidade de resposta de sistemas educacionais, com o Banco Mundial estimando que mais da metade das crianças em países de baixa e média renda não conseguem ler um texto simples aos 10 anos de idade. O relatório ASER observa lacunas entre anos de escolaridade e resultados de aprendizagem, por exemplo, alunos do 5º ano têm dificuldades em realizar operações aritméticas básicas do nível do 2º ano, enquanto o relatório sobre o Futuro do Trabalho 2025 do Fórum Econômico Mundial, observa que, até 2030, 39% das competências dos trabalhadores mudarão, sinaliza que instituições de ensino superior e formação profissional devem "garantir aprendizagem ao longo da vida" alinhadas as demandas de competências dos empregadores. Por fim, relatório da OXFAM à 2025, "Aproveitadores, não Criadores: a Pobreza Injusta e a Riqueza Imerecida da Herança Colonial", observa que "crises econômicas, climáticas e de conflitos significam que o número de pessoas vivendo na pobreza praticamente não mudou desde 1990,em mundo desigual com pauta de dominação colonial que beneficiou os mais ricos.