domingo, 29 de março de 2026

Perda de Memória

Novos critérios à síndrome de perda de memória em adultos mais velhos que afeta o sistema límbico do cérebro, podendo ser confundida com a doença de Alzheimer, ou,  Síndrome Neurodegenerativa Amnésica predominantemente limbica, ou, LANS, que progride mais lentamente, tem prognóstico melhor e está mais definida aos médicos que trabalham para encontrar respostas em pacientes com perda de memória. Pesquisadores da Clinica Mayo notaram critérios clínicos publicados no Brain Communications, cujas características da síndrome só podiam ser confirmadas examinando o tecido cerebral pós morte, sendo que os critérios propostos fornecem estrutura à neurologistas e especialistas classificarem a condição em pacientes que vivem com sintomas, oferecendo diagnóstico preciso e tratamentos potenciais considerando fatores como idade, gravidade do comprometimento da memória, exames cerebrais e biomarcadores que indicam depósitos de proteínas específicas no cérebro. Os critérios desenvolvidos e validados usam dados de mais de 200 participantes em bancos de dados do Centro de Pesquisa da Doença de Alzheimer da Clínica Mayo, do Estudo do Envelhecimento da Clínica Mayo e da Iniciativa de Neuroimagem da Doença de Alzheimer e, entender a condição, leva a gerenciamento dos sintomas e terapias mais personalizadas à pacientes que sofrem desse tipo de declínio cognitivo, diferente da doença de Alzheimer, conforme o autor sênior do estudo. Os critérios clínicos estabelecidos pelos profissionais que poderão em breve diagnosticar a LANS em pacientes que vivem com perda de memória e possam entender opções de tratamento, a possível progressão da doença, abrindo portas à pesquisas que esclareçam melhor as características da doença.

Estudo da Universidade de Toronto publicado on-line no Archives of Gerontology and Geriatrics Plus, mostra que americanos mais velhos veem aumento notável na vida sem deficiência entre 2008 a 2017, com melhora considerável encontrada na prevalência de adultos com 65 anos ou mais sem deficiências, incluindo deficiências de memória, audição, visão e funcionalidade ou limitações nas atividades da vida diária. No total, 61% dos americanos mais velhos relataram estar livres de deficiência em 2008 com a prevalência aumentando para 65% em 2017, embora possa parecer pequeno aumento, se a prevalência de indivíduos sem deficiências tivesse permanecido nos níveis de 2008, mais 2,07 milhões de americanos mais velhos teriam pelo menos uma deficiência grave em 2017. O estudo analisou dados de 10 ondas consecutivas da Pesquisa de Comunidade Americana transversal nacionalmente representativa, 2008-2017, aproximadamente meio milhão de entrevistados com 65 anos ou mais fornecendo informações a cada ano, resultando em amostra final de 5,4 milhões de americanos mais velhos, solicitando aos entrevistados relatar se tinham "dificuldades sérias" com 5 tipos comuns de deficiências, com os indivíduos definidos como livres de deficiência se relatassem que não tinham problemas sérios de memória, problemas de audição, problemas de visão, limitações nas atividades da vida diária, como tomar banho ou se vestir, ou, limitações funcionais, como andar ou subir escadas. Em 2008, mulheres tinham menos probabilidade de estar livres de incapacidade que os homens, 59,4% versus 62,7%, respectivamente, com as mulheres apresentando taxa mais acentuada de melhora ao longo da década que os homens, em 2017, a disparidade de gênero foi eliminada, com a prevalência de pessoas sem deficiência quase a mesma para mulheres e homens, 64,7% versus 65,0%, respectivamente. Embora observada melhora na prevalência de adultos mais velhos vivendo sem deficiências entre 2008 e 2017, os autores discutem a possibilidade que a taxa de melhora possa diminuir nas próximas décadas com a maior parte da melhora vista entre aqueles com 75 anos ou mais, quer dizer, houve pouca melhora ao longo do estudo da década com idades entre 65-74, representativo da geração baby boom, embora o estudo não revele por que houve menos melhora entre os Baby Boomers os autores sugerem que pode estar relacionado a maiores taxas de obesidade em comparação com as gerações mais velhas.

Moral da Nota: estudo estimou que o número de adultos diagnosticados com demência a cada ano nos EUA deve dobrar nos próximos 40 anos, de 514 mil em 2020 à 1 milhão em 2060, com pesquisadores estimando que após os 55 anos o risco de demência ao longo da vida é de 42% que pode chegar a 60% à demografias específicas. O relatório mostra que adultos negros têm risco aumentado de demência, 44%, comparados com indivíduos brancos, 41%, além disso, mulheres tinham risco maior de desenvolver demência que os homens, 48% em comparação com 35%, adultos com contagens específicas do alelo APOE ε4 particularmente vulneráveis ​​à demência e os que tinham 2 cópias tinham risco vitalício de 59% enquanto aqueles sem nenhuma tinham risco de 39%. Essas estimativas vêm de estudo de coorte prospectivo, populacional, publicado na Nature Medicine que incluiu mais de 3 décadas de registros de saúde de 15 mil pacientes aplicados às projeções do Censo dos EUA e, à luz das descobertas, investigadores salientam  importância de “políticas que melhorem prevenção e envelhecimento saudável” para reduzir “o fardo substancial e crescente da demência”.