Estudo do Instituto de Ciências Básicas da Coreia do Sul observa que oceanos polares compreendem 15% dos oceanos da Terra e o vento que se move no sentido horário na ausência de gelo marinho pode afetar o fluxo oceânico criando turbulência, daí, oceanos polares se tornarão mais turbulentos à medida que o planeta aquece. Utilizando modelos climáticos descobriu que o processo conhecido como "agitação horizontal em mesoescala", MHS, aumentará no Oceano Ártico e Antártico à medida que o gelo marinho desaparece esclarecendo que a MHS envolve estiramento e mistura horizontal da água do mar pelos ventos e correntes oceânicas, à medida que o gelo marinho recua, a entrada de energia e mudanças de densidade intensificam agitação que influencia o modo como calor, larvas de peixes, nutrientes e poluentes se movem pelo oceano. Descobriram que a perda de gelo marinho no ártico significa que os ventos não encontram mais camada sólida de gelo, em vez disso, a superfície do oceano fica livre permitindo fluxos mais fortes, com o autor principal, Yi Gyuseok, dizendo que o "contraste entre Oceano Ártico, cercado por continentes, e Antártico, onde o fato do continente ser cercado pelo oceano cria diferentes condições físicas à agitação oceânica, semelhante sob o aquecimento global". O estudo coreano se concentra nos oceanos polares com constatação semelhante a relatório que o Oceano Índico caminha à ondas de calor marinhas "quase permanentes" impactando comunidades costeiras e pesca, quer dizer, correntes oceânicas ocultas estão mudando e podem se propagar pelos ecossistemas, litorais e pesca na Índia e em outros locais. Decorrente tal conclusão, pesquisadores enfatizam necessidade de melhores modelos para facilitar estudos sobre como o aquecimento global afeta os oceanos, com o coautor Axel Timmermann dizendo que "isso aprofundará a compreensão de como ecossistemas polares respondem ao aquecimento global", quer dizer, a vida marinha que depende do transporte por correntes pode ser levada à locais onde não consegue prosperar, ou, em alguns casos, onde não consegue sobreviver com poluentes e microplásticos espalhados de forma diversa com consequências incertas.
Médicos e cientistas serão necessários na responsabilização de poluidores, não apenas como testemunhas, mas como colaboradores vitais conduzindo pesquisas que apoiam argumentos legais, testemunhando em tribunais e fornecendo evidências independentes à medida que mudanças climáticas agravam riscos à saúde global, as evidências médicas e científicas tornam-se força crucial em responsabilizar governos e poluidores. Na, BMJ, British Medical Journal, especialistas afirmaram que embora existam poucos estudos até o momento que relacionem diretamente impactos na saúde às mudanças climáticas, o campo cresce rapidamente e, à medida que os métodos tornam-se mais padronizados e aceitos, esclarecem, a ciência desempenha papel fundamental para garantir responsabilização climática. Estas conclusões decorrem de pesquisa de Gaia Lisi e Rupert Stuart-Smith, da Universidade de Oxford, destacando casos judiciais em que dados médicos influenciaram decisões, no Reino Unido, a morte de menina de 9 anos residente em Londres próxima de rua movimentada, tornou-se caso histórico depois que inquérito concluiu que a poluição do ar contribuiu à sua morte. Na Itália, o Tribunal Europeu dos Direitos Humanos, TEDH, utilizou evidências revisadas por pares para determinar “risco real e iminente” à vida humana causado pela poluição, na França, registros médicos ajudaram tribunais associar picos de curto prazo na poluição do ar ao agravamento de sintomas respiratórios em crianças, medida que estabelece precedentes legais à responsabilização com base na saúde. Cada vez mais significativas pós pareceres de órgãos judiciais globais, como Corte Interamericana de Direitos Humanos, CIDH, e Corte Internacional de Justiça, CIJ, que reconhem que os Estados têm dever de proteger a saúde dos cidadãos dos efeitos das mudanças climáticas. Afirmam que profissionais da saúde não são apenas testemunhas, mas colaboradores vitais conduzindo pesquisas que apoiam argumentos legais, testemunhando em tribunais e fornecendo evidências independentes e, escrevem, “a melhor compreensão das consequências das mudanças climáticas à saúde pode esclarecer quão bem os Estados cumprem suas obrigações legais de proteger saúde e abrir caminhos à justiça climática onde falham”. Laura Clarke, da ClientEarth, e Hugh Montgomery, do University College London, comentam que decisões judiciais significam que os emissores não podem fingir ignorância sobre danos causados por suas emissões, acrescentam que, “à medida que a ciência da atribuição se fortalece, esperamos ações coletivas e pedidos de indenização movidos por comunidades afetadas pelo clima que muda modelos de negócios dos grandes emissores”. Observam que profissionais de saúde podem desempenhar papel fundamental na identificação de como ondas de calor, poluição do ar e demais impactos climáticos contribuem à doenças como problemas cardíacos e renais, argumentando que os médicos devem apoiar ações judiciais quando poluidores se mostrarem indiferentes ou não responderem, concluindo, “se quisermos avançar na questão das emissões, será necessário responsabilizar grandes poluidores através dos tribunais, os profissionais de saúde em todos os lugares devem desempenhar seu papel nesse processo”.
Moral da Nota: a imprensa francesa em relação a COP30 disse que 'há sinais de otimismo' na mitigação da crise climática, com apelos à esforços diante avanço do negacionismo e, apesar da ausência dos EUA, 2º maior emissor de gases efeito estufa, há sinais de otimismo. O Le Parisien demonstra otimismo afirmando que a situação climática não é tão sombria 10 anos pós Acordo de Paris e, na abertura da conferência anual sobre o clima da ONU enumera motivos para ter esperança, com a França reduzindo pegada de carbono, China prometendo grande esforço até 2035, aumento das renováveis e maior conscientização global e, graças ao Acordo de Paris, indica que o aquecimento do planeta pode ser menor que o esperado no final do século. O Le Figaro ouviu comunidades indígenas da Amazônia, cuja presença contrasta com as 3 últimas edições da Conferência do Clima da ONU quando eram quase invisíveis, afirma que indígenas estão divididos entre esperança e resignação além do desmatamento e aquecimento global, a floresta informa o jornal, é ameaçada pelo tráfico e garimpo. O La Croix, jornal católico entrevistou Maria Netto, diretora do Instituto Clima e Sociedade do Rio de Janeiro e,segundo ela, a COP30 pode representar virada ao Brasil e o país se transformar em laboratório da transição energética ao apostar principalmente na agricultura regenerativa.