sexta-feira, 5 de abril de 2024

Conhecimento

Entendida por especialistas como “motor de trabalho do futuro” consolidada como um dos setores que mais cresce apesar das crises na economia, a indústria de Serviços Baseados em Conhecimento, SBC, enfrenta dilemas relacionados ao futuro dada a crise recorrente do Estado em que se questiona se a lista de benefícios fiscais é perene ou não. Neste contexto emerge a Economia do Conhecimento gerando empregos 4.0, sendo que em 2023, empresas do setor registraram recorde de contratações e, na argentina, representou aumento de 6% empregando 30 mil trabalhadores formais e 486 mil qualificados o que representou 7,4% do emprego privado total.  A principal incógnita argentina está na Lei da Economia do Conhecimento, LEC, que estabelece incentivos fiscais às empresas que se dedicam à exportação de serviços e promovem contratações, caso, do Mercado Livre que obteve reduções fiscais de US$ 140 milhões graças a esta regulamentação. O presidente da Argencon diz que o setor é um dos 5 principais exportadores argentino com “papel central no mercado local, não só entre empresas internacionais que investem no país mas entre empresas nacionais" e, até 2024, as vendas externas deverão crescer 30% e atingir US$ 10 bilhões o que implica em crescente procura de empregos, ponto fundamental. No caso argentino, o setor enfrenta atualmente falta de investimento local com a consultoria IDC alertando que, devido a limites na infraestrutura das empresas, até 2026 haveria lacuna entre oferta de oportunidades em IA e capacidade de adaptação do mercado, impactando tudo, de dispositivos e softwares a data centers”. A chave para manter crescimento sustentado das indústrias informáticas, concordam os especialistas, é aumentar o número de trabalhadores com elevado nível de formação e apostar na inovação e crescimento que permitam aumentar a estrutura necessária para acompanhar a expansão do mercado. 

Neste contexto, deputados argentinos propõem ajustes no regime para financiar universidades através do projeto de lei para modificar o Regime da Economia do Conhecimento e contribuir com financiamento à universidades públicas, sendo que a iniciativa pretende “dotar este Regime de sentido de justiça e solidariedade social, ajustando foco para que parte das medidas preferenciais que gozam grandes empresas e que hoje garantem lucros e benefícios milionários, sejam destinadas ao financiamento das universidades nacionais". Argumentaram que “acabar com serviços bancários com dinheiro do povo argentino à grandes empresas que não precisam de benefícios fiscais”, no artigo primeiro da lei estabelece que os beneficiários converterão percentuais das contribuições patronais em bônus de créditos tributários destinados à Previdência Social, sendo 70% à micro e pequenas empresas, 30% à médias empresas e 20% à grandes empresas. Especifica que não serão elegíveis ao benefício grandes empresas com volume de negócios anual superior a 5 vezes o limite estabelecido, enfatizando importância de manter apoio às PME e às médias empresas na lei da Economia do Conhecimento, criticando financiamento das grandes empresas com recursos públicos. A iniciativa destina poupanças fiscais geradas por modificações orçamentarias ao financiamento das Universidades Nacionais no ano fiscal de 2024 que cobrirá diversos aspectos como infra-estrutura, serviços, laboratórios, políticas de extensão, desporto, cultura, alimentação, refeitórios universitários, bolsas de estudo e formação de professores, assegurando atualização das rubricas orçamentais para cobrir compromissos salariais, incluindo resultados das negociações conjuntas e Garantia Salarial dos Professores. Daí, IA avança em 2023 em todas as áreas, circunstância que leva instituições de ensino aplicá-la em programas de estudo em que o próprio ChatGPT da OpenAI foi colocado à prova na Universidade de Minnesota em exame de Direito e passou com louvor nas avaliações. Conforme o “Guia IA e Educação” da UNESCO, IA tem capacidade de enfrentar desafios da educação com recursos de aprendizagem acessíveis a universo mais amplo e, na Argentina, especialistas argumentam que pode melhorar a cobertura e qualidade do ensino e sua implementação evoluirá em 2024 após o que se viu em 2023. A Nubiral, empresa tecnológica global especializada em inovação e transformação digital, propõe passos a considerar para garantir que educação e IA se complementem nas salas de aula através do estabelecimento de padrões ao uso e a aplicação IA na educação se inserindo em estruturas éticas claras e transparentes aos usuários ou participantes dos processos, reduzindo procedimentos e acelerando validação de textos de estudos para levá-los à IA, além de preparar escolas e professores para usar ferramentas IA e manter limites, não abusando seu uso. Simplificar a aprendizagem para que o acesso a professores e materiais didáticos seja acessível aos alunos além de buscar alternativas que permitam chegar novos horizontes, principalmente às populações com dificuldades de acesso ao sistema educacional. Adaptar educação aos alunos conforme capacidades, ou seja, personalizar o ensino em que casos usos IA ​​que os especialistas esperam serem usados na educação incluem a concepção de currículos para que professores acessem conteúdos relevantes e atualizados, ao passo que desenvolvimento de testes ou exames e detecção de erros comuns dos alunos meça seu aprendizado e descubra novas metodologias de aprendizagem. Destaca exemplos do que a tecnologia permitiria para estimular aprendizagem personalizada e colaborativa através do monitoramento do desempenho dos alunos em que algoritmos das plataformas educacionais identifiquem padrões de comportamento dos alunos com softwares capazes de avaliar o estado inicial do aluno e fazer projeções de sua evolução, além de facilitar o ensino e simplificar gestão educacional em que ações que seriam confiadas à IA, repetitivas e ocupando tempo dos professores, como delegar coordenação administrativa, apoiar decisões complexas com análises preditivas, ajudar conceber melhores programas educativos, responder dúvidas administrativas através de chatbots e atribuir tarefas diárias como monitorar e sugerir horários sejam inseridas no dia a dia. IA ajudaria prever padrões de comportamento entre jovens “além de facilitar, por exemplo, análise dos padrões de comportamento dos alunos para prever abandono, bem como responder perguntas sobre um tema e oferecer apoio técnico para resolver questões relacionadas com acesso e utilização", abraçando agilidade para que instituições de ensino, públicas ou privadas, vejam ferramentas tecnológicas como aliadas para apoiar desempenho, agilizar práticas comuns e atualizar sistemas administrativos.

Moral da Nota: na era da web3, IA e blockchain, conceitos matemáticos se inserem no já antiquado e superado conceito geopolítico esquerda direita em que esquerda estaria no marxismo dialético e ditadura do proletariado e direita no empreendedorismo e livre iniciativa através economia. Na ideia de substituir direita e esquerda, mocinhos e bandidos, substituindo o sistema cartesiano dual pelo sistema fracionário que se posiciona no numerador a já provada nas lutas do livre mercado através do bitcoin como meio de troca, deixando a questão de investimento e deflação à segunda etapa e, no denominador, moedas fiduciárias cuja cotação não é estabelecida pelo mercado e sim por bandas estabelecidas por governos. Na nova ordem geopolítica ou geopolítica matemática antes já discutida através da equação btc/moeda fiduciária em que no numerador se coloca o btc, quer dizer, a mesma cotação à todos e no denominador a cotação da moeda fiduciária estabelecendo a força relacionada ao valor, escassez, deflação ou inflação, enfim, critérios que fazem a moeda ser chamada de forte ou fraca.  No grupo do dólar estão Reino Unido, Canadá, Austrália, UE, EUA, sendo que a Russia é simétrica a Índia, África do Sul, México, Tailândia e Uruguai, enquanto no grupo do  Brasil estariam Arábia Saudita, China, Hong Kong e Bolívia em simetria e no grupo da Argentina se colocaria Nigéria, Guiana, Chile, ao passo que Paraguai ficaria em simetria matemática com a Colômbia. Como vimos se seguíssemos a lógica do equilíbrio financeiro argentinos negociariam com Guiana, Chile e Nigéria em moedas locais com mais equilíbrio considerando trocas de petróleo, trigo, soja, leite e tecnologia digital, o mesmo com o Chile e Nigéria. Devemos atentar que a parceria já feita fadada ao sucesso é China e Arábia Saudita, Bolívia, Brasil e China, sendo que o México se acertaria com o Uruguai, África do Sul, Índia e Rússia enquanto o Paraguai mostra-se simétrico a Colômbia. Isto baseado na ordem inspirada pela matemática em que se agrupariam moedas fiduciárias locais diminuindo discrepâncias cambiais que fazem com que um produto entre em outro país quase de graça quebrando a base econômica nacional.