sexta-feira, 23 de outubro de 2026

Verdade Inconveniente

O editorial 'Inconvenient Truth, The World Still Runs On Oil, Verdade inconveniente o mundo ainda funciona à base de petróleo, nos relata que a conferência climática de Bonn não se entendeu em relação ao cronograma de Mitigação nem conseguiu defender a meta de 1,5°C, considerando pressão da UE por cortes e, Arábia Saudita, China, Índia e Rússia, buscando defender interesses fósseis, ou, negociações do Mecanismo de Ajuste de Carbono se enquadraram como protecionismo pelas nações em desenvolvimento. O argumento que o petróleo é combustível de transporte e matéria-prima à mais de 6 mil produtos, que eólica e solar não substituem os usos, a construção de usinas a carvão pela China e priorização nuclear de Akkuyu pela Turquia, ilustram prioridades  de segurança energética em detrimento a compromissos de emissões líquidas zero, leva a concluir que a eliminação de carbono não é realista e a resiliência através de combinações energéticas diversificadas em vez da aceleração decorrente a crise, direciona a renováveis intermitentes, corresponde melhor às realidades industriais e econômicas, segundo o editorial. A Conferência da ONU sobre Mudanças Climáticas em Bonn, Alemanha, junho, prepararia terreno à COP31 na Turquia, no entanto, expôs quão longe o mundo se encontra na busca de caminho unificado direcionado à descarbonizar, com negociadores acordando o Programa de Trabalho de Mitigação, mecanismo destinado a empurrar países à cortes nas emissões, considerando ainda que, a UE pressionou por compromissos fortes enquanto outras nações insistiram que o fórum se destinava intercâmbiar informações e não definir obrigações, daí, não se alcançou nenhuma resolução, a questão foi adiada à COP31. A meta de 1,5°C desencadeou dicussão ainda mais acirrada, com UE e Suíça acusando Arábia Saudita, China, Índia e Rússia de minar a ciência climática na busca por proteção de demandas e interesses dos combustíveis fósseis, raramente confrontada de modo direto, quer dizer, se a meta de 1,5°C continua alcançável, segurança energética e adaptação realista merecem mais peso que adesão, já que partícipes da COP31 continuam alheios que economias mundiais funcionam com combustíveis à transporte. Vale dizer que petróleo bruto processado nas refinarias fornece moléculas que são base de mais de 6 mil produtos que a vida moderna utiliza, quer dizer, a partir desses derivados de petróleo, produtos que não existiam há alguns séculos, outra questão gira em torno da eletricidade que carrega um iPhone mas nem turbinas eólicas e painéis solares o fabricam, tudo que precisa de eletricidade se insere em derivados de petróleo a partir de petróleo bruto, daí, a premissa de Bonn, ou, sem petróleo bruto não haveria iPhones, máquinas de raio X ou computadores que precisassem de eletricidade, levando delegados à conversações formais sobre política climática e comércio quase inteiramente centrados no Mecanismo de Ajustamento das Fronteiras de Carbono da UE. Por fim, nações em desenvolvimento chamaram a questão de proteccionismo via poder de mercado, travestido de linguagem de responsabilidade climática, encerrando com Simon Stiell, chefe climático da ONU, lamentando um “você-primeiro” ou cada nação espera que os outros ajam antes de se comprometerem, ou, franca admissão de paralisia. 

O editorial nos leva ao conceito que nações não deixam de cooperar por teimosia, dão prioridade às próprias indústrias, à segurança elétrica, da cadeia de suprimento de combustíveis a transportes, 6 mil produtos oriundos de petróleo bruto processado e aos cidadãos, porque nenhum governo faz o contrário de modo responsável. Isto, levou o editorial a Belém do Pará, Brasil, com a afirmativa que a admissão de paralisia não condiz com o histórico da COP30 em que delegados brasileiros registraram 317 pousos de jatos particulares produzindo 1.541 toneladas de CO2 pela Ferramenta de Pequenos Emissores da Eurocontrol, quer dizer, jatos particulares emitem até 14 vezes mais CO2 por passageiro que voos comerciais. Fato que leva considerar que o 'faça você primeiro' vai além de posições de negociação se estendendo ao modo como os próprios participantes viajam, com a conferência de Bonn deixando a impressão que o mundo não caminha à descarbonização como bloco único, a COP31 apenas tornará as divisões mais visíveis. Vale dizer que, outra reunião preparatória da COP31, em Paris, o delegado da ONU tinha previsto tal fato sugerindo que a guerra do Oriente Médio “acelera” a mudança do mundo à eletricidade por eólicas e solares, argumenta que os que tentam sustentar a dependência de fósseis inadvertidamente alimentavam o boom de eólica e solar, porque, segundo o delegado ambiental da ONU, são seguras, baratas e imunes à ruptura de estreitos ou conflitos globais. A declaração que nações e indústrias caracterizadas como apegadas a combustíveis fósseis não parecem nostálgicas em relação ao passado, considera que, carvão, gás e petróleo têm sido base da civilização industrial moderna desde a Revolução Industrial como fontes de energia e matéria-prima, como o aço, cimento, fertilizantes, plásticos e produtos farmacêuticos, que eólica e solar substituem parte da geração de eletricidade e parte do combustível à transporte, até aqui, não existe tecnologia que substitua hidrocarbonetos como matéria-prima química. A eletricidade eólica e solar não é condição necessária à fabricação de bens da civilização, moléculas de hidrocarbonetos, sim, segundo o editorial, por serem base dos combustíveis à transporte e 6 mil produtos da vida moderna a partir de derivados de petróleo, ou, produtos que não existiam há alguns séculos. A interrupção do fornecimento de petróleo e gás pela guerra leva a eletricidade estável, confiável e acessível à transporte em aposta acelerada em eletricidade intermitente, segundo o editorial, que considera o delegado da ONU omisso ao fato que a métrica padrão à “energia eólica e solar baratas” reflete o ativo de geração em si, exclui capacidade de backup, armazenamento, custos de balanceamento e transmissão que a energia intermitente requer em escala de rede já que países em desenvolvimento onde a rede absorve energia intermitente muitas vezes não existe e o custo de construção recai sobre os menos capazes de absorvê-la. Por fim, o editorial considera que eliminando a retórica da cúpula surge a realidade mais restrita com compromissos de emissões líquidas zero por data, na prática, sustentados por subconjunto da UE, considerando que a maioria dos principais emissores do mundo segue a política de eletricidade em interesse nacional, competitividade industrial e segurança energética em primeiro lugar, com a China, maior emissor anual do mundo de GEE, colocando a produção em 11,7 bilhões de toneladas, 31% das emissões globais de fóssil, comprometendo-se atingir o pico das emissões até 2030 e Neutralidade de Carbono até 2060, em 2023–2024, aprovou construções de energia a carvão mais rápido em quase uma década, ou, 94,5 GW, maior nível de projetos de carvão novos ou retomados desde 2015, fato central da aritmética climática global. Enfim, o editorial conclui que a retórica de emissões líquidas zero vem dos menos expostos ao custo econômico, que resiliência através da diversidade e combinações energéticas adequadas aos recursos e necessidades de cada nação, não acelera em direção a monocultura de eletricidade intermitente, que não pode, por si só, alimentar a civilização ou fornecer produtos dos quais a vida moderna utiliza.

Moral da Nota: cientistas concordam que o aquecimento global aumenta o risco de eventos climáticos extremos, como ondas de calor, secas e inundações, que os compromissos globais de reduzir emissões que causam aquecimento global estão aquém das metas climáticas de Paris e colocam o mundo em caminho ao aquecimento de 2,6 °C neste século. O relatório anual do PNUMA sobre Lacunas de Emissões revela abismo entre retórica e ação quando se trata de combater aquecimento global e, o desafio que líderes políticos enfrentam na COP31, mesmo que países cumpram seus compromissos climáticos, as temperaturas poderão subir 2,6ºC acima dos níveis pré-industriais até 2100, que ultrapassaria o objetivo de Paris, ou, manter aquecimento abaixo dos 2ºC e lutar por 1,5ºC mais seguros. O relatório informa que foi "perdida" a oportunidade de manter 1,5ºC devido décadas de ação climática insuficiente, com o chefe da ONU declarando que "o mundo não pode mais evitar ultrapassar o limite de 1,5ºC e as consequências são devastadoras", conclui, "inundações mortais, ondas de calor brutais, incêndios florestais violentos, vidas perdidas, economias paralisadas, desigualdades cada vez maiores e os menos responsáveis sofrendo primeiro e pior." As emissões globais de gases efeito estufa em 2025 estiveram no mesmo nível dos níveis recordes em 2024, com a diferença entre os 2 anos demasiado pequena para ser considerada, conforme o relatório, as emissões de carbono oriundas da queima de carvão, petróleo e gás, principal fator das mudanças climáticas, aumentaram em 2025 comparadas a 2024, com o secretário geral da ONU dizendo que, cortes profundos e imediatos eram necessários para proteger a humanidade dos impactos cada vez piores, mas, em vez disso, "as emissões permanecem em níveis recordes e os planos climáticos nacionais e políticas atuais são perigosamente insuficientes". Por fim, cada fração adicional de grau acima de 1,5 °C aumenta eventos climáticos e probabilidade de mudanças irreversíveis no planeta, de morte dos recifes de corais ao derretimento do permafrost o mundo já aqueceu 1,4ºC em relação aos tempos pré-industriais e espera-se que ultrapasse os 1,5ºC em questão de anos. Enfim, o G20 responde por 3 quartos das emissões globais, com o secretário da ONU nos dizendo que "todos os países, especialmente grandes emissores, devem fazer mais" para parar de aquecer o planeta, sendo que os 6 maiores emissores do mundo, dados preliminares à 2025, mostram aumentos de emissões nos EUA, Indonésia e China e queda na Índia, Rússia e UE. Considerando a magnitude, o aumento de 133 megatons de CO2 equivalente nos EUA "excedeu em muito" o de qualquer outro país, pela maior demanda por eletricidade e  recuperação da geração de energia a carvão, sendo o 2º maior aumento registrado na Turquia que acolhe a COP31, os norte americanos são o 2º maior poluidor do mundo, atrás da China. 

quinta-feira, 22 de outubro de 2026

Demanda por Gás

O Relatório Global de Gás 2026, segundo o Global Gas Report, indica que atingiu recorde de 4.202 bcm em 2025, devendo cair 7 bcm em 2026, esperando-se que a demanda retorne à trajetória de crescimento subjacente assim que diminuir a interrupção do Estreito de Ormuz, interrompendo fornecimento e aumentando preços à compradores na Ásia e África. As importações líquidas de gás natural liquefeito, GNL, atingiram 580 bcm, sendo que o relatório da União Internacional do Gás, IGU, Snam e Rystad Energy, disse que o declínio de 2026 será o 1º na demanda global desde 2022, com a crise no Estreito restringindo 20% do fornecimento global de GNL ou 3% do fornecimento global total de gás natural em 2025, esperando-se que reduza o fornecimento global de gás em 4 bcm em 2026 embora aumento da produção norte americana, China e outras regiões compense parcialmente a perda. Particularmente grave aos mercados sensíveis a preços na Ásia e África emergentes, preços mais elevados do GNL levaram compradores reduzir consumo, mudar combustível e recorrer ao armazenamento, sendo que o comércio global de GNL caiu 4% em relação a 2025 entre janeiro e junho de 2026 com mais de 80% do déficit de importações concentrado na Ásia, em contraste, a demanda de gás na América do Norte deve aumentar 10 bcm, moderando declínio projetado à demanda global de 7 bcm, com o relatório estimando que demanda global deve cair em 17 bcm na Ásia Ocidental, 4 bcm na Europa, 2 bcm na Rússia e na Ásia, enquanto América do Norte e América do Sul adicionarão 10 bcm e 8 bcm, respectivamente. A Ásia adicionou 25 bcm de demanda de gás em 2025, a Europa 10 bcm, impulsionada por clima mais frio e menor geração eólica, com o setor residencial e comercial com o maior aumento absoluto acrescentando 32 bcm enquanto o setor energético continuou sendo o maior setor consumidor de gás representando 34 % da procura global, valendo considerar que a América do Norte liderou aumento da produção com preços mais altos incentivando perfuração nas bacias do Permiano, Haynesville e Apalaches e os EUA ultrapassando a Rússia como maior exportador líquido de gás natural do mundo depois que o término do acordo de trânsito de gás da Ucrânia acelerou afastamento da Europa do gasoduto russo, enquanto o GNL norte americano respondeu por metade das importações europeias de GNL. O TTF,  Dutch Title Transfer Facility, teve média de US$ 12,2/milhão de unidades térmicas britânicas, MMBtu, em 2025, enquanto preços do GNL no nordeste da Ásia tiveram média de US$ 11,9 por MMBtu e o Henry Hub média de US$ 3,6 por MMBtu, com o TTF atingindo US$ 20 por MMBtu ou 60 euros/megawatt-hora, maior média mensal desde 2022 que permaneceu abaixo dos níveis na crise energética entre Rússia e Ucrânia, com o relatório atribuindo resposta de preço contida à maior diversificação da oferta, capacidade adicional de liquefação e disponibilidade de armazenamento. Por fim, o relatório observa que cada aumento de 1°C na temperatura externa na Índia foi associado a mais de 7 GW de pico de demanda adicional em 2024, comparação com 4 GW em 2019, daí, gases com baixas emissões expandem-se mas os custos continuam sendo  barreira, com o gás convencional, tecnologias de gases com baixas emissões se expandindo em 2025 ao recorde de 19,5 milhões de toneladas/ano, Mtpa, de capacidade de captura de CO2 chegando à decisão final de investimento e 8,1 Mtpa iniciaram operações elevando capacidade operacional global à 74 Mtpa, o relatório conclui que a lacuna entre custos do projeto e clientes dispostos a pagar é a principal barreira para escalar tecnologias, além de identificar políticas de apoio à procura, acordos de aquisição a longo prazo, contratos de carbono por diferença e custos tecnológicos mais baixos como entre medida para melhorar economia. Espera que a procura de gás regresse à trajetória de crescimento e que 67 milhões de toneladas de capacidade de liquefação e 51 milhões de toneladas de capacidade de regaseificação chegaram à decisão final de investimento em 2025, seguidas por 35 milhões de toneladas e 25 milhões de toneladas, respectivamente, no 1º semestre de 2026.

Estudo publicado no Los Angeles Times revela que a indústria de combustíveis fósseis agrava escassez de água no Oeste americano, nos últimos anos, diversas pesquisas demonstraram que o aquecimento global intensifica a seca e escassez de água na Califórnia e oeste dos EUA, com cientistas dizendo que um grupo de poluidores  responde por parte desse ressecamento. No estudo anteriormente publicado na Communications Earth & Environment, cientistas estimam que mudanças climáticas reduziram pico anual de neve acumulada em 11 estados do oeste americano em 36% entre 2014 e 2024 diminuindo vazão de rios e córregos na primavera e verão, 13%, comparada com mundo sem aquecimento, além de descobrirem que metade dos declínios foi causada por gases que aquecem o planeta, liberados na atmosfera por 122 das maiores empresas de combustíveis fósseis e cimento do mundo. Pesquisadores denominaram o grupo de “grandes emissores de carbono”, incluindo produtoras de petróleo, gás e carvão, privadas e estatais, em países como Rússia, China e Arábia Saudita, com Emily Williams, autora principal e cientista climática da UC Merced, dizendo que, “em conjunto, constituem fonte de alterações no clima causadas pelo homem”, sendo que cientistas utilizaram modelos climáticos para examinar efeitos das emissões de CO2 das empresas desde 1950. Descobriram que aquecimento global ao ressecar o solo e fazer com que plantações absorvam mais água, aumentou demanda por água de irrigação em 4% e esse grupo de empresas responde por metade do aumento, conforme o estudo, o restante dos gases que contribuem ao aquecimento global é liberado por pequenas empresas de combustíveis fósseis, pecuária, desmatamento e aterros sanitários, desconsiderando aumento das temperaturas causado pelo uso de combustíveis fósseis, o consumo excessivo de água exerce pressão sobre rios, córregos e aquíferos do Oeste, concluiu. Vale dizer, que a agricultura consome parte da água no Oeste americano, no Vale Central da Califórnia e, a extração excessiva e crônica de água de poços, causou declínio nos níveis de água subterrânea, com cientistas estimando no estudo que pelo menos 20% da perda de água subterrânea pode ser atribuída ao aquecimento global, com o porta-voz do American Petroleum Institute, maior associação comercial de petróleo e gás dos EUA, preferindo não comentar. Baseada em princípios e métodos sólidos, segundo Rob Jackson, cientista climático da Escola de Sustentabilidade Doerr da Universidade Stanford, que não participou do estudo, disse que, “mudanças climáticas tornam problemas hídricos sistematicamente mais complexos” e, conclui, “Não podemos gerenciar recursos hídricos sem levar em consideração que a atmosfera mudou e como a cobertura de neve também se alterou.”Para concluir, nos últimos anos, pesquisas se concentraram em analisar papel das mudanças climáticas no agravamento de secas, inundações, ondas de calor e incêndios florestais, com estudos examinando papel de empresas de petróleo e gás, por exemplo, estudo de 2023 estimou que 40% da área florestal queimada por incêndios florestais no oeste dos EUA e sudoeste do Canadá nos últimos 40 anos pode ser atribuída às emissões de carbono dos maiores produtores de combustíveis fósseis e fabricantes de cimento do mundo, outro estudo de 2025 constatou que o CO2 liberado pelas empresas e seus produtos piorou ondas de calor desde 2000. Quer dizer, cientistas descobriram que o último quarto de século foi provavelmente o mais seco em 1.200 anos no oeste da América do Norte e o aquecimento global responde por 40% da gravidade da seca, estimando que mudanças climáticas estejam ligadas a metade da redução da vazão do Rio Colorado que abastece 7 estados norte americanos e México, em 2026, os maiores reservatórios atingiram  níveis recordes baixos. Enfim, em estudo mais recente, cientistas afirmam que se concentraram nas emissões desde a década de 1950 porque, nessa década, as empresas começaram ter acesso a pesquisas que indicavam que o uso de petróleo, gás e carvão levaria a mudanças climáticas perigosas.

Moral da Nota: delegados, COP17, UNCCD, Mongólia, concordaram desenvolver plataforma Business4Land, B4L, para conectar setor financeiro às cadeias de valor verdes, enquanto o anfitrião, Mongólia, anunciava lançamento da Iniciativa Emblemática de Pastagens, com acordos no diálogo ministerial sobre Mecanismos Financeiros Inovadores à Terras Saudáveis ​​e Resiliência à Seca, reunindo Partes da UNCCD com líderes governamentais, empresariais e sociedade civil, sendo que a plataforma B4L, recém-acordada, conectará consumo, produção e finanças através de padrões ambientais e sociais bem como produtos financeiros na preservação do capital natural. A Iniciativa de Pastagens da Mongólia prevê gestão sustentável e restauração de pastagens, criação de coalizão global sobre pastagens e pastoralismo e estabelece o Centro Eurasiático à Pastagens Resilientes ao Clima no país, no diálogo, países apresentaram abordagens ao financiamento da restauração de terras e à incorporação do uso da terra e resiliência à seca nos programas de bancos multilaterais de desenvolvimento e investidores institucionais. Vale dizer que, o Grupo Banco Mundial investiu mais de US$ 3 bilhões em 31 países para estabelecer sistemas de registro de terras e cadastros como pré-requisito à gestão eficaz de recursos, Chen Guangzhe, Vice-Presidente da Vice-Presidência ao Planeta do Grupo Banco Mundial, dizendo que, “no Grupo Banco Mundial a abordagem se concentra em prioridades fundamentais e complementares, uma delas, o fortalecimento do sistema fundiário e a outra é tratar a terra como ativo de capital produtivo”. João Paulo Capobianco, Ministro brasileiro do Ambiente e Mudanças Climáticas do Brasil, disse a TV BRICS que o financiamento é lacuna fundamental na transformação de compromissos da UNCCD em ações concretas e concluiu, “países do BRICS têm alto nível de responsabilidade, compartilham parte da biodiversidade, paisagens, populações, produção de alimentos e recursos hídricos do mundo, portanto, temos oportunidade de liderar pelo exemplo, nosso banco de desenvolvimento que demonstra e desenvolve meios de financiamento de programas,  reduz riscos ao capital privado que investe em restauração e esforços à combater desertificação”.