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domingo, 15 de fevereiro de 2026

Tokenização

O Projeto de Lei 4438/2025 buscando definir regras para tokens poderá revolucionar o mercado imobiliário do Brasil, no entanto, especialistas alertam sobre limites jurídicos da tecnologia em que tokenização imobiliária surge como inovação capaz de transformar o mercado imobiliário, baseada em blockchain, permite converter imóveis em tokens digitais negociáveis em plataformas seguras, ampliando investimento em frações, maior liquidez e transparência nas transações. O tema ganha força com a tramitação do Projeto que propõe estabelecer regime jurídico aos chamados tokens imobiliários criando parâmetros para emissão, negociação e custódia de ativos digitais vinculados a imóveis abrindo caminho à integração entre plataformas blockchain e SNRI, Sistema Nacional de Registro de Imóveis. Apontam que a discussão implica segurança jurídica dos registros e escrituração pública dos bens, pilares que sustentam confiança nas transações imobiliárias e, conforme Andrey Guimarães Duarte, especialista em direito imobiliário e registral, compreender limites atuais da tecnologia frente à legislação vigente é fundamental, esclarecendo que, “o registro de imóvel é indispensável ao direito de propriedade, sendo que os efeitos jurídicos de suportes como blockchain não geram efeitos de direito real oponível contra todos, mas, efeitos obrigacionais, válidos apenas entre partes do negócio”. A prática é que a empresa responsável pela gestão blockchain figure no cartório como proprietária do imóvel, enquanto o token é negociado contratualmente com outra pessoa, esclarecendo que, “a empresa atua como custodiante e se obriga seguir determinações do titular do token, inclusive transferindo titularidade em caso de negociação, o token, por sua vez, gera direitos e obrigações contratuais entre partes”. Por fim, esclarece que o projeto pode representar avanço abrindo debate sobre regulamentação específica do tema, no entanto, há caminho a percorrer considerando que a discussão envolve papel dos cartórios na era digital, integração entre registros imobiliários e plataformas blockchain, riscos de insegurança jurídica e possibilidade de convergência com soluções consolidadas como o e-Notariado, destacando impacto que o Drex, o real digital, poderá ter na liquidação de operações tokenizadas.

Vale registrar que a proposta de utilização de soluções DeFi no combate a pobreza global, com o DeFi Education Fund, organização de defesa focada em DeFi, finanças descentralizadas, estima que DeFi, tecnologia DeFi poderia potencialmente economizar até US$ 30 bilhões/ano às pessoas reduzindo custos de remessas e propondo uso da tecnologia para reduzir custos visando combater pobreza nos EUA e globalmente. O grupo afirmou que a infraestrutura DeFi economizaria às pessoas sem conta bancária ou com acesso limitado a serviços bancários, reduzindo custos de remessas, cita exemplos de trabalhadores que enviam dinheiro para casa e pagam taxas que poderiam ser reduzidas "em até 80%" com o DeFi. Avalia que, “o prêmio da pobreza e despesas incorridas por famílias de baixa renda que os mais ricos acessam a custo menor persiste porque a infraestrutura financeira atual, estratificada e desatualizada, inflaciona lucrativamente o custo de atendimento a clientes de baixa renda”, acrescentando que, "nada é de graça, e o DeFi não elimina custos, mas, remover intermediários e utilizar software em vez de sistemas financeiros antiquados pode reduzir o custo dos serviços financeiros às pessoas comuns e dar-lhes maior controle sobre suas finanças”. Propõe uso de aplicações blockchain para abordar fatores que contribuem à pobreza como redução do tempo de transação, eliminação ou redução de taxas e aumento do acesso a serviços financeiros, citando aumento dos custos nos EUA associados ao saque de cheques sem conta bancária, uso de ordens de pagamento e à aquisição de imóveis, afirma que, “embora 3% dos norte americanos estejam atualmente familiarizados com o DeFi, há abertura à proposta central”. Adultos norte americanos consideram recursos DeFi atraentes com 56% valorizando ter controle pessoal sobre seu dinheiro o tempo todo, 54% desejam controle pessoal completo sobre segurança dos dados pessoais e financeiros e 53% querem ver histórico financeiro completo todo o tempo, considerando que nos EUA legisladores estão próximos de analisar projeto de lei sobre estrutura de mercado de ativos digitais. Para concluir, o projeto de lei sobre estrutura de mercado no Congresso dos EUA, já atrasado por paralisação do governo, avança, com o presidente da Comissão Bancária do Senado dizendo esperar que seja aprovado até início de 2026.

Moral da Nota: outra nota relevante são tesourarias de criptomoedas e blockchain abrirem caminho à ciência descentralizada via alternativas para financiar pesquisas científicas e médicas em fase inicial, com empresas biomédicas e científicas buscando estratégias de tesouraria blockchain e cripto para financiar pesquisas, reformulando estruturas de formação de capital e financiamento de pesquisas. A Portage Biotech, empresa de tecnologia biomédica, obteve receita operacional com staking para proteger a rede e investindo em projetos no ecossistema Telegram incluindo jogos e miniaplicativos destinando parte da receita gerada pelas operações comerciais e valorização do TON para financiar pesquisas sobre câncer. Brittany Kaiser, CEO da AlphaTON, afirma que a empresa explora tokenização de ativos do mundo real, RWA, como mecanismo de financiamento à descentralizar desenvolvimento científico e eliminar barreiras financeiras e de acesso à financiamento da pesquisa inerentes a sistema tradicional, esclarecendo que, “investiga   estudos de caso o que funciona e não funciona, de tokenização da propriedade intelectual a tokenização do capital da empresa proprietária da pesquisa ou dos lucros futuros da pesquisa”. Os consultores estratégicos da AlphaTON, Kaiser e Anthony Scaramucci,dizem que a pesquisa biomédica como vertical operacional distingue empresa de tesourarias de ativos digitais que carecem de negócios operacionais, concluindo que, “a maioria das empresas de tesouraria cripto assumem estrutura e removem aspectos essenciais do negócio original, caso novo porque existem ativos valiosos na estrutura”. Por fim, a startup de ciência descentralizada, Ideosphere, explora financiamento de pesquisas científicas em estágio inicial via mercados de previsão com plataformas de mercado de previsão atuando como mecanismos de inteligência coletiva e votação, considerando que a Bio Protocol, plataforma científica descentralizada que combina IA, blockchain e participação da comunidade à pesquisa de descoberta de medicamentos, garantiu US$ 6,9 milhões em financiamento da empresa Web3 Animoca Brands e fundo Maelstrom, com Arthur Hayes, fundador da Maelstrom afirmando que a plataforma tem potencial de tornar-se “mercado de pesquisa nativo IA” completo e capaz de mudar o modo como a pesquisa científica é conduzida.

sexta-feira, 21 de maio de 2021

Foco em pesquisa

O plano quinquenal da China menciona especificamente blockchain e sinaliza foco crescente na pesquisa de tecnologias emergentes, buscando dianteira na sua utilização evidenciada no lançamento do plano de desenvolvimento. O termo "blockchain" foi mencionado pela primeira vez se estabelecendo como prioridade econômica 2021/2025 conforme o Pingwest, mídia local. Lançar moeda digital do banco central e utilizar carteiras de hardware biométrico ao yuan digital, já coloca o país asiático na vanguarda da emissão de moeda nacional. O plano quinquenal é criticado pela falta de ambição econômica mais ampla e tendência em concentrar na redução da dívida, trás esperança de que gastos com tecnologia contribuam com retornos elevados ao PIB chinês nos próximos anos, além de gastos em pesquisa e desenvolvimento programados para aumentar 7%/ano até fins de 2025.

A Blockchain Service Network, BSN, rede de infraestrutura pública global entre nuvens, portais e estruturas cruzadas integra mais três redes públicas em seu ecossistema. No atual estágio de agregação inclui a Algorand, ShareRing e Solana já incorporados Ethereum, EOSIO, Tezos, Neo, Nervos e IrisNet. O ShareRing, ecossistema de compartilhamento global pronto para empresas, projetado para integrar negócios em vários setores e focado na integração de nós testnet e mainnet validadores do ShareLedger para rodar dentro do BSN, fornecerá a empresa nível mais alto de proteção e segurança à rede e acesso fácil aos desenvolvedores que desejam escrever dApps no ShareLedger. O ShareRing publicará APIs como ShareRing ID, ShareRing Pay, gerenciamento de ativos, protocolos de aluguel e recompensa aos desenvolvedores usarem e expandirem. Permitirá desenvolvedores, corporações e projetos blockchain, acesso irrestrito e de baixo custo aproveitando dApps Enterprise Ready além de produtos e serviços blockchain do ShareRing. O protocolo de gerenciamento de identidade digital, ShareRing ID, sistemas de infraestrutura de pagamento, ShareRing Pay, plataforma dCommerce ShareRing Shop, protocolos de gerenciamento de ativos, aluguel e recompensa estão planejados à integração. A BSN explora colaboração com COSMOS e Polkadot na construção do Interchain Communications Hub, ou ICH, imaginando tornar protocolo padrão para dApps de cadeias diferentes permitindo que chamem uns aos outros com apenas algumas linhas de código.

Moral da Nota: desacelera o crescimento do investimento blockchain da China conforme relatório publicado no China Email, embora superando os aumentos na maioria das outras nações. Parte da razão da desaceleração, segundo o jornal, estaria ligada à pandemia que atingiu o país e devastou sua economia em 2020, publicando dados da agência China Electronic Information Industry Development, CCID, reportando ao Ministério da Indústria e Tecnologia da Informação. No final de 2020 haviam 1.384 empresas específicas blockchain no Reino do Meio com números menos impressionantes em investimentos, embora houvessem 751 grandes eventos de investimento e financiamento blockchain nos anos anteriores a 2020, as empresas chinesas fizeram apenas 114 desses investimentos no ano passado. O setor blockchain chinês cresceu em uma indústria de US$ 776 milhões em 2020, sugerindo que as empresas se concentram em planos de lançamento de produtos ao invés de P&D e esforços de financiamento. O crescimento dos negócios blockchain, segundo o CCID, parece cada vez mais concentrado em Pequim e em centros de tecnologia como Shenzhen e Xangai, Yangtze e Delta do Rio das Pérolas.