O Relatório sobre o Estado dos Recursos Hídricos Globais publicado pela OMM fornece atualização, particularmente quantitativa, sobre recursos hídricos globais, focado na variabilidade e tendências hidrológicas, em 5ª edição, analisa disponibilidade de água doce em fontes superficiais e subterrâneas, neve e gelo, vazão de rios, lagos, umidade do solo, águas subterrâneas e armazenamento terrestre combinado, sendo hoje avaliação anual mais abrangente em dados científicos de recursos hídricos em nível global e utiliza fontes de dados e variáveis combinando sensoriamento remoto e observações in loco. Compara o estado atual com dados históricos, analisa entre outros aspectos, variabilidade climática e impacto no ciclo hidrológico com mapas de eventos hidrológicos extremos como inundações e secas no mundo, resultado de consultas a instituições regionais e consultores hidrológicos utilizando centros globais de coleta de dados hidrológicos bem como consultoria de especialistas em subáreas como monitoramento de águas subterrâneas e umidade do solo. Possibilita análise retrospectiva das tendências emergentes sendo possível elaborar panorama semestral ou visão geral das tendências após 5 anos, por exemplo, condições de vazão, fluxo médio anual dos rios, constata que 2025 foi dos mais secos em vazão fluvial no mundo nos últimos 35 anos, 1991-2025, ou 36% de bacias hidrográficas apresentaram condições de vazão anual abaixo do normal, 21% de bacias hidrográficas mostraram vazão acima do normal e, Bacias hidrográficas na América do Norte, no sudeste da América do Sul, no leste e centro da Europa e sudeste da Austrália apresentaram vazões fluviais abaixo ou muito abaixo da média e, globalmente, bacias hidrográficas com vazão normal diminuiram em relação às condições anteriores e, desde 2020, 34% a 38% das bacias hidrográficas apresentaram vazões médias anuais normais enquanto no período anterior, 1991 e 2020, 46% apresentavam condições normais. Quanto ao Armazenamento Terrestre de Água, ATA, categoria que refere-se a água doce armazenada na superfície e subsolo, águas subterrâneas, solo, rios, reservatórios, neve e gelo, houve queda no total refletindo diferentes problemas, como esgotamento das águas subterrâneas, redução da umidade do solo, queda dos níveis de lagos ou reservatórios, perda de neve e gelo glacial, constatando que o ATA mostra declínio desde 2014-2016, com área crescente experimentando condições abaixo do normal, quer dizer, o mundo perde água doce e ganha água do mar, entre 2002 e 2015, menos de 25% das bacias hidrográficas tinham condições de armazenamento abaixo da média, nos últimos 4 anos, 40% das bacias hidrográficas apresentaram condições de armazenamento abaixo da média. A Europa Central e Oriental aoresenta condições de água subterrânea abaixo do normal, níveis abaixo do normal em áreas como o centro dos EUA, partes do México, norte e centro do Chile, nordeste e centro-oeste do Brasil, norte da África do Sul, noroeste da Índia e partes do sul da Austrália apontam ao esgotamento cumulativo dos recursos subterrâneos e um único ano normal ou chuvoso pode não ser suficiente para reverter, destacando que, em 2025, os níveis de umidade do solo estavam abaixo ou muito abaixo dos níveis normais em quase toda a América do Sul, Norte da África, Europa Central e Oriental e Oriente Médio e a umidade do solo estava acima do normal na América do Norte, Índia e em grande parte da África Austral. Em 2025, a ETR, evapotranspiração real, perda combinada de água por evaporação do solo e vegetação e pela transpiração das plantas, afetou o Oriente Médio, Ásia Central, sudeste da Europa e Chifre da África, onde déficits continuaram no 2º semestre e, no Chifre da África, coincidiram com o desenvolvimento de seca, enquanto a ETR acima do normal se estendeu pela China, Índia e bacias hidrográficas do sul e sudeste da Ásia de março a maio até junho a agosto, persistindo localmente até setembro a novembro, na América do Sul registrou ETR abaixo do normal de dezembro a fevereiro e junho a agosto nas bacias dos rios Paraná e São Francisco, o sul da África passou de condições abaixo do normal no início do ano para ETR acima do normal a partir de março. Por fim, resume tendências de armazenamento de água terrestre como medida das mudanças no armazenamento de água em terra, ao constatar que níveis abaixo do normal de armazenamento de água terrestre persistiram no norte e sudoeste da América do Norte, Patagônia, Europa Oriental, Oriente Médio, Ásia Central, leste do Brasil, norte da Índia, partes do norte da Europa, Federação Russa, China e norte da África, dando continuidade ao padrão observado em 2024, em contrapartida, a África central e meridional apresentou condições de armazenamento de água terrestre acima do normal.
O governador da Califórnia sancionou 7 projetos de lei para regulamentar centros de dados com medidas que exigem divulgação de informações sobre consumo de eletricidade e água, afirma que as leis fornecerão às comunidades mais informações sobre recursos que os centros de dados utilizariam para que avaliem melhor custos e benefícios econômicos dos projetos. Em comunicado, disse que, "as leis, garantem que população mantenha controle e que aqueles que lucram com centros de dados não o façam às nossas custas", de acordo com as novas leis, grandes centros de dados devem arcar com parte dos custos de modernização da rede elétrica e cumprir exigências estaduais de aquisição de energia, em vez de repassar custos aos consumidores. Desenvolvedores de centros de dados devem informar aos governos e fornecedores de água sobre consumo previsto, sua origem e medidas que planejam implementar para conservar água em caso de seca, com o gabinete do governador indicando que centros de dados terão de arcar com custos de quaisquer melhorias na infraestrutura hídrica. A legislação exclui centros de dados de isenções dos requisitos de avaliação ambiental da Califórnia, sendo que os projetos podem se qualificar à processo acelerado se atenderem padrões estaduais de energia, água e combustível, com as medidas surgindo em meio à preocupação com impacto dos centros de dados na demanda de eletricidade, recursos hídricos e infraestrutura local, à medida que empresas de tecnologia competem para expandir capacidades IA. Pesquisadores da Universidade da Califórnia, Riverside, do Instituto de Tecnologia de Rochester e do Caltech, informam que um grande centro de dados que utiliza resfriamento evaporativo pode consumir mais de um milhão de galões de água/dia no pico de demanda no verão, com a Data Center Coalition, associação comercial do setor, dizendo que estão comprometidos com desenvolvimento responsável alertando que as medidas podem deslocar projetos à outros estados. Khara Boender, diretora de assuntos governamentais do grupo, disse que "a legislação cria incerteza e introduz requisitos potencialmente duplicados que tornam a atividade empresarial na Califórnia uma proposta pouco atraente à centros de dados e outros setores" e, conclui, "a medidas limitarão o desenvolvimento de centros de dados na Califórnia, um mercado em declínio, transferindo criação de empregos, implantação de energia limpa e arrecadação de impostos aos estados vizinhos." O governador Greg Abbott, ordenou à Comissão de Qualidade Ambiental do Texas que suspendesse pedidos de licença de centros de dados como parte dos esforços do estado para fazer cumprir padrões à tais instalações, sendo que a suspensão vigorará até que Conselho de Confiabilidade Elétrica do Texas e Conselho de Desenvolvimento de Recursos Hídricos do Texas concluam as auditorias. A governadora de Nova York, Kathy Hochul, assinou ordem executiva determinando moratória estadual à construção de grandes centros de dados, primeiro estado do país suspender a construção de fazendas de servidores.
Moral da Nota: a rede elétrica chinesa apesar de liderar na expansão de energia renovável, é a maior emissora do gás efeito estufa mais potente do planeta, ou, o hexafluoreto de enxofre, SF6, produto químico sintético que desempenha papel crítico como isolante elétrico em equipamentos de alta tensão, gás inodoro, invisível, não tóxico e não inflamável, no entanto, 24.300 vezes mais eficaz no aquecimento do planeta que o CO2, quer dizer, o hexafluoreto de enxofre permanece na atmosfera por mil anos. As emissões oriundas do setor elétrico onde o gás é usado em disjuntores e equipamentos de alta tensão para evitar formação de arcos elétricos, o SF6 serve como suporte à qualquer rede elétrica moderna garantindo que a eletricidade flua somente quando e onde for necessária, entretanto, quando o equipamento elétrico chega ao fim da vida útil, grande parte do gás é expelido à atmosfera. Em 2014, o governo chinês foi alertado que o SF6 representa “ameaça potencial ao ambiente global”, suas emissões continuam não regulamentadas com o Ministério da Ecologia e Meio Ambiente, MEE, declarando que concessionárias de energia elétrica chinesas reciclam ou têm capacidade de reciclar 90 % dos resíduos de gás SF6, a custo baixo à redução nas emissões de gases efeito estufa. Por fim, as emissões chinesas quase dobraram de 2011 a 2021 com projeção que continue aumentando, em 2021, o ano mais recente com dados disponíveis, a China liberou 5.100 toneladas métricas de SF6 equivalente às emissões anuais de gases efeito estufa de 29 milhões de automóveis movidos a gás, sendo que em 2025 houve o maior aumento anual nas concentrações atmosféricas globais de SF6 desde que os registros começaram em 1998, sugerindo que as emissões chinesas estão aumentando.