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quinta-feira, 5 de novembro de 2026

Desertificação

Estudo da Arctic Frontiers utilizando ML, aprendizado de máquina, buscando prever como biomas norte americanos mudariam no futuro, resultado das mudanças climáticas e seu impacto na vegetação com inclusão no modelo de considerações sobre uso futuro da terra, cenários populacionais humanos, crescimento dos ecossistemas e emissões futuras. Os resultados sugerem que áreas que atualmente são florestas temperadas e boreais poderão fazer transição à desertos até 2080, além disso, cidades da Califórnia ao Colorado provavelmente afetadas se transformariam em desertos devendo observar que os pesquisadores afirmam que o modelo tem 67% de precisão e utilização de projeções ao modelo pode ter introduzido tendência de previsão à desertificação futura. No caso dos EUA, emergem cidades que, segundo o modelo de ML, aprendizado de maquina, evoluiriam à desertos em 2080, considerando fatos como o derretimento das calotas polares, condições meteorológicas extremas e subida do nível do mar que afeta as costas, ou, beira mar, no entanto, modos pelos quais diferenças podem mudar completamente um ecossistema são grande impacto a considerar, por exemplo, Chicago, conhecida pelo clima frio, começa a ter invernos mais amenos com exceção de rajadas do vento ártico e tempestades de neve, enquanto cidades em locais já temperados começam experienciar temperaturas mais altas e solo mais seco, que deve mudar a classificação até serem consideradas desertos. Bakersfield, Califórnia, 52ª cidade mais populosa dos EUA, com mais de 420 mil habitantes, situada na parte sul do Vale de São Joaquim conhecida por estar em área de grande produção agrícola, solo fértil e irrigação ótima tornando o ecosistema favorável à plantações, sendo que o clima atualmente consiste em invernos amenos e verões quentes, devendo ser considerado pelo ML a pequena quantidade de precipitação e o calor do verão tornando Bakersfield semelhante a deserto e a mudança climática prevista que a tornará mais quente e seca provavelmente a transformará eventualmente em bioma desértico. Daí, classificações de biomas consideram Bakersfield deserto, mas com base em mapas de vegetação reais, não existe por enquanto classificações na vegetação menos subjetivas e não dependem do clima, nessas métricas, a área urbana de Bakersfield mais próxima de pastagens e florestas ribeirinhas perenes e não de deserto, enquanto no modelo preditivo do estudo, a vegetação na área refletirá bioma desértico até 2080, com clima mais quente e seco, podendo se tornar lugar menos desejável para se viver, concluindo Bakersfield, a ML avalia que temperaturas do verão subirão e o solo tornar-se-á menos fértil causando grande mudança na economia da região, valendo lembrar que é atualmente considerada importante centro agrícola e os impactos dessa mudança na área seriam sentidos no estado e no país, não apenas na economia local. Em Nevada surge a cidade de Reno com população d 640 mil pessoas e maior cidade do norte do estado, na encosta das montanhas de Sierra Nevada cuja localização e clima ameno traduzem local à todos os tipos de recreação ao ar livre, classificada atualmente como floresta aberta temperada de folhas agulhadas por modelos de biomas baseados em vegetação, no entanto, até 2080, o estudo ML, aprendizado de máquina, prevê que a área de Reno passará ser deserto. Assim como Bakersfield, sistemas de classificação já consideram Reno vale desértico, principalmente devido à Grande Bacia e Deserto de Mojave, importando notar que mudanças no crescimento vegetativo natural impactariam o ambiente, já que abriga espécies ameaçadas, em perigo de extinção de plantas e animais que dependem da vegetação existente como parte da alimentação à sobreviver. A consequência do bioma desértico previsto para 2080 seria a perda de espécies vegetais e animais únicas que não sobreviveriam a ecossistema em mudança, mesmo que cidade e cultura de recreação ao ar livre pelas quais a área de Reno é conhecida permaneçam por décadas, o ecossistema ao ar livre será diferente. Voltando a Califórnia encontramos Lancaster com espaços verdes e montanhas distantes, mas, segundo a ML, aprendizado de máquina, deverá se transformar em deserto até 2080, localizada uma hora ao norte de Los Angeles que abriga mais de 170 mil residentes, com verões áridos e quentes enquanto os invernos tendem a ser frios e nublados, atualmente, a paisagem é classificada como bioma de estepe, com arbustos de sálvia, árvores de Josué e campos de papoulas, no entanto, já é considerada cidade desértica por algumas medidas, por conta de conjuntos de montanhas, ou, fronteiras norte e sul, porta de entrada ao Deserto de Mojave que abriga um musgo excepcionalmente resistente. Considerando que estepes são planícies gramadas em regiões temperadas, mais úmidas que desertos, não úmidas o suficiente para sustentar o crescimento de florestas, portanto, prevê-se que nos próximos 60 anos ficará quente e seca o suficiente para não suportar mais a grama que cresce hoje, mudança, que não parece drástica se considerarmos Lancaster como parte do deserto embora a mudança na vegetação impactaria a área de modo significativo, em que, papoulas, árvores de Josué, a vinícola local e os animais selvagens são atrações às pessoas, afetados por clima mais quente e seco ao longo do tempo. Por fim, no Colorado surge Pueblo, com população de 110 mil habitantes, menor que Lancaster, mas, local significativo cujo clima tende ficar entre 33,4ºC no verão e -7,2ºC no inverno, classificada como floresta temperada de folhas finas como Reno, localizada ao longo do Rio Arkansas com 300 dias de sol/ano, sem ser extremamente quente o ano todo, além de solo rico para cultivar plantas incluindo pimentas verdes, pelas quais a área é famosa, no entanto, em 2080, cultivar plantas fortes e variadas, mudará, considerando que poderá ser reclassificada como deserto. Enfim, a desertificação em áreas atualmente florestas parece mais dramática que as atualmente estepes, ou, passar de vegetação e árvores faz diferença visual e ambiental, nos próximos 60 anos deverão se tornar área mais quente e seca causando preocupações com secas e incêndios, daí, desvios climáticos que afetarão pessoas que lá vivem bem como plantas e animais nativos, fato é que, 2025, foi um dos anos mais quentes vividos, a preocupação é razoável, concluindo que talvez mudanças climáticas nem sigam os piores cenários previstos, mas, se acontecer, Pueblo será deserto. 

Estudo publicado por Unnayan Onneshan, think tank de Bangladesh, mostra 40 milhões de pessoas deslocadas devido enchentes e erosão das margens dos rios e conforme a Climate Action Network South Asia, CANSA, esses deslocados internos consideram migrar às áreas urbanas apenas como última opção. A avaliação se insere à medida que emergências climáticas mais reais à países vulneráveis ao clima, Bangladesh, a atenção raramente se concentra no impacto educacional infantil, com Jamia Rahman Khan Tisa discutindo desafios daqueles que vivem nas ilhas fluviais de Bangladesh que são mais vulneráveis que os outros. Situando, Bangladesh é um dos maiores deltas do mundo localizado na confluência dos rios Ganges, Brahmaputra e Meghna, na lista dos países mais vulneráveis ao clima, com vasta rede ribeirinha, tábua de salvação, aos que ali vivem, representa ameaças de erosão fluvial, inundações devastadoras e repentinas. Conhecidas localmente como ‘ilhas char’, as Ilhas Fluviais, correm risco elevado, intensificado pela emergência climática cujo impacto destrutivo dos desastres naturais vai além dos danos às propriedades rurais, às terras agrícolas,  gado e ao status socioeconômico geral, afeta necessidade social fundamental, ou, educação das crianças que vivem nas ilhas. O Programa de Subsistência Chars, CLP, prestou apoio a 133 mil famílias, segundo eles, os habitantes de char dependem do trabalho mal remunerado e imprevisível para ganharem a vida considerando que as  ilhas Char sofrem inundações várias vezes por ano, em 2024, 40 mil pessoas se deslocaram devido enchentes, levando ao fechamento de escolas na parte norte de Bangladesh. Catástrofes climáticas e deslocamento perturbam a educação escolar, na maioria dos casos, no período de dificuldades e última opção a considerar no esforço de recuperação, crianças, cujo deslocamento significa perder acesso à educação, pois as famílias se mudam à lugares onde a disponibilidade de escola não é certa, sendo que a incerteza obriga crianças a fazer pausa nos estudos e, embora tais pausas parecem temporárias, na verdade, nunca mais regressam à escola. Enfim, pessoas que habitam as ilhas char deslocam-se ao continente para acessar comodidades como saúde e educação levando horas para serem alcançadas de barco e caso a família envie os filhos à escolas no continente, deve considerar o custo do transporte e segurança pessoal cuja maior delas são as adolescentes que muitas vezes anulam as outras considerações, levando ao casamento precoce em muitos casos. A existência frágil de escolas construídas em ilhas char enfrentam ameaças de erosão fluvial, não se sabe quanto tempo a infraestrutura dura, ou, se a erosão fluvial destruirá um prédio escolar da noite para o dia. Quando se fala em resiliência, parece coisa abstrata, construir edifícios escolares resilientes ao clima com materiais adequados pode ser solução sustentável neste ambiente, adaptar calendário conforme interrupções causadas por condições climáticas reduzindo perda de educação, currículo acadêmico que capacite alunos em competências e conhecimentos sobre alterações climáticas, estratégias de adaptação, preparação para catástrofes melhoram sua capacidade de resiliência, a pesquisa conclui sugerindo prioridade na estrutura política nacional com financiamento, cooperação e recursos adequados para garantir continuidade da educação durante e após períodos de crise.    

Moral da Nota: estudo, intitulado "Retenção e Exportação de Plástico nos Rios da Europa", publicado na Environmental Science & Technology, informa que rios europeus retêm mais plástico que transportam ao mar, conclusão de pesquisa realizada pela Universidade e Centro de Pesquisa de Wageningen, WUR, e, colaboradores, que abrange mais de 8.600 bacias hidrográficas europeias. Entre os rios mais poluídos por plástico na Europa, depois do Kurbagali Dere, na Turquia e do Vístula na Polônia, aparece em 3º lugar o Reno, frequentemente vistos como vias de transporte de resíduos plásticos ao mar, no entanto, mais plástico fica retido ao longo do percurso que os modelos anteriores avaliam, por exemplo, plástico pode ficar preso nas margens fluviais, na vegetação ou atrás de barragens, grande parte sequer chega ao rio, permanecendo em terra. O destino do plástico, segundo os pesquisadores, estudado através do desenvolvimento de modelo IA que calcula não apenas a quantidade que chega às desembocaduras fluviais, mas, a quantidade que permanece na terra e nos sistemas. Diferenciaram entre microplásticos menores que 5 mm e pedaços maiores de plástico e, das 3,55 milhões de toneladas de plástico que entraram no ambiente europeu em 2015, ano de referência usado no modelo, mais de 93% encontrado em terra nunca chegou aos rios, outros 6% foram retidos ao longo das margens ou sedimentos e 0,6%, 20 mil toneladas, chegaram às desembocaduras dos rios. O estudo apresenta ranking de rios europeus com base na quantidade de plástico retido nos sistemas fluviais, cálculos que levam o Reno ao 3º lugar, na verdade, o Reno ocupa o 1º lugar entre rios treinados em termos de retenção de microplásticos, daí, é válido considerar que a poluição por plástico não se limita a grandes rios, dos 8.671 sistemas fluviais treinados, 141 foram responsáveis ​​por 80% da poluição total por microplásticos, ou, 1–5 mil μm, ou, menores que 5 mm. No caso dos pedaços maiores de plástico, ou, macroplásticos de 5 mm ou mais, 239 sistemas fluviais tiveram a mesma proporção, com pesquisadores descobrindo que pequenas bacias hidrográficas próximas à costa continham quantidades grandes de plástico, particularmente evidente onde fontes de poluição plástica se localizavam perto da foz dos rios e, segundo pesquisadores, destaca importância de modelos detalhados que incluam rios menores. Por fim, Miranda Stibora, autora principal, avalia que, "os rios são mais que simples vias de transporte de plástico ao mar, é hora de mudarmos o foco ao plástico que permanece preso nos sistemas fluviais". O modelo oferece informações sobre como combater a poluição plástica de modo mais eficaz, ao fornecer panorama completo de onde o plástico acaba, auxilia identificar onde medidas de prevenção ou remoção da poluição plástica podem ter maior impacto, enfatizando que os cálculos são baseados em dados de 2015, sendo que o modelo não considera o acúmulo de plástico ao longo de vários anos nem os efeitos de inundações e movimentos das marés.


segunda-feira, 31 de agosto de 2026

Iniciativas

Três novos emblemas da Restauração Mundial foram concedidos pela ONU, ao Brasil, região do Sahel e Reino da Arábia Saudita, iniciativas que reforçam produtividade da paisagem através da restauração de ecossistemas degradados em regiões com alterações climáticas, secas e desertificação. O PNUMA, Programa da ONU ao Meio Ambiente e a  FAO, Organização da ONU à Alimentação e Agricultura, lideraram os prêmios anunciados no âmbito 2021–2030 da Década da ONU à Restauração de Ecossistemas apresentados no evento da COP17 UNCCD, 17a Sessão da Conferência das Partes da Convenção da ONU ao Combate à Desertificação, compromisso de restaurar 5 milhões de hectares até 2030  área equivalente a 7 milhões de campos de futebol, contribuindo aos compromissos globais de restaurar 1 bilhão de hectares até 2030. O Cerrado brasileiro é a savana tropical com maior biodiversidade do mundo e a Iniciativa Araticum “Restauração da Savana do Cerrado no Brasil” reuniu mais de 180 organizações,comunidades, indígenas, agricultores, pesquisadores e governo no apoio a projetos de restauração em 9 estados brasileiros, via regeneração natural, semeadura direta, restauração e agrofloresta com espécies nativas. Mais de 27 mil hectares foram colocados em restauração enquanto sementes de mais de 150 espécies de plantas nativas foram coletadas e utilizadas em atividades de restauração no intuito de restaurar 2 milhões de hectares até 2030. Os Sauditas tiveram reconhecimento através do Programa Nacional de Ecologização da Arábia Saudita visando transformar paisagens degradadas em pastagens, florestas, desertos, áreas urbanas e ecossistemas costeiros, incluindo manguezais, inseridos na meta de restaurar 2,5 milhões de hectares e plantar 215 milhões de árvores até 2030, ao mesmo tempo, gerando até 187 mil empregos e melhorando qualidade do ar urbano, contribuição à meta nacional do Reino da Arábia Saudita de restaurar 40 milhões de hectares e plantar 10 bilhões de árvores até 2100. A liderança coube ao Centro Nacional ao Desenvolvimento da Cobertura Vegetal e Combate à Desertificação, restaurando 1 milhão de hectares de terras degradadas além de plantar 159 milhões de árvores, com atividades de restauração incluindo pastoreio controlado, reflorestamento, regeneração natural, reintrodução de espécies nativas da vida selvagem, ou, órix árabe, gazelas e íbex, coleta de água da chuva e uso de águas residuais tratadas para apoiar restauração em paisagens com escassez de água. Por fim a UNCCD COP17 reconheceu todo o Sahel, conflitos, degradação dos solos, seca, insegurança alimentar e alterações climáticas que exercem pressão sobre ecossistemas e comunidades e, através da Iniciativa Integrada de Resiliência do Sahel, implementada em Burkina Faso, Chade, Mali, Mauritânia e Níger, restaura terras degradadas e, ao mesmo tempo, fortalece meios de subsistência e sistemas alimentares incluindo apoio aos refugiados transfronteiriços do Sudão devastado pela guerra. Liderada pelo Programa Mundial de Alimentos da ONU, a iniciativa restaurou mais de 335 mil hectares de terras degradadas e busca restaurar 470 mil hectares até 2030 combinando reabilitação de terras, gestão do solo e água, apoio a subsistência e programas de alimentação escolar, iniciativa, que beneficiou mais de 4 milhões na região. Os novos reconhecidos da Restauração Mundial juntam-se a 27 iniciativas de restauração no âmbito da Década das Nações Unidas à Restauração de Ecossistemas, sendo que as iniciativas premiadas apresentam melhores exemplos de restauração de ecossistemas em larga escala e longo prazo em qualquer país ou região. Vale a nota que os países comprometeram restaurar 1 bilhão de hectares, área maior que a China, como parte dos compromissos do acordo de Paris, metas de Aichi à biodiversidade, metas de Neutralidade da Degradação do Solo e Desafio de Bonn, sendo que o progresso dos carros-chefe da Restauração Mundial será monitorado de modo transparente através do Quadro à Monitoramento da Restauração de Ecossistemas, plataforma da Década da ONU para acompanhar esforços de restauração.

Relatório da organização norueguesa KlimaKultur, sem fins lucrativos, avalia que  combustíveis fósseis da Equinor, petrolífera norueguesa, desde 2018 causará entre 260 mil e 450 mil mortes adicionais enquanto combustíveis fósseis vendidos pela petroleira somente em 2025 causarão entre 34 mil e 58 mil mortes humanas adicionais comparados a mundo em que nunca foram queimados, sendo que o relatório baseia em dados de estudo de atribuição de 2025 publicado na Nature, ao identificar que mudanças climáticas tornaram 213 ondas de calor históricas relatadas entre 2000 e 2023 mais prováveis e intensas, mapeando o papel das 180 principais empresas de carbono nesses eventos. O relatório da KlimaKultur, escrito por Ketan Joshi, analista de energia, foi divulgado no “PetrogandaFest” anual da organização, realizado em 2026 em Stavanger, capital petrolífera da Noruega, contraevento ao evento bianual da indústria global de energia Offshore Northern Sea, observando que o número de mortos aumenta com os lucros da Equinor e seu maior acionista, o governo da Noruega. A Europa decorrente os gastos com petróleo e gás noruegueses na última década, criou situação embaraçosa em que a Noruega se beneficia enquanto o resto do continente sofria aumentos de preços e energia instável, com Joshi escrevendo que, “a receita norueguesa de fósseis cresceu significativamente na década, como o outro lado dos preços altos da energia e inacessibilidade aos usuários finais”, observando sobre o estudo da Nature que, “quase um quarto das ondas de calor poderia ter sido causado apenas pelas emissões da Equinor, caso nenhuma outra empresa existisse.” Quer dizer, não inclui investimentos que o fundo soberano norueguês financiado pelo petróleo tem nas outras empresas petrolíferas, embora a Noruega adote abordagem de "fins justificam os meios" ao negócio do petróleo destacando o bem que faz com o dinheiro do petróleo na Noruega e exterior, ao passo que investimentos em tornar a Equinor empresa petrolífera mais “ecológica” do mundo, pode custar bilhões ao país. Por fim, o custo social do carbono em US$ 258/tonelada métrica, nova estimativa da Columbia Climate School para incluir taxas de mortalidade, escreve que, “desde 2018, a Equinor obteve US$ 67 bilhões em lucro líquido, mas os produtos que vendeu para ganhar esse dinheiro causarão US$ 516 bilhões em danos, considerando danos reais.” Em suma, Stavanger sediou a conferência global de energia ONS 2026, com o tema “Coragem”, enquanto a KlimaKultur pede aos noruegueses que pensem no “verdadeiro imperativo moral”, já que a Equinor e o governo norueguês enfatizaram nos últimos anos a responsabilidade ética de fornecer cada vez mais petróleo e gás à Europa em nome da “segurança energética”, ao lado da instabilidade e danos à saúde causados pelas alterações climáticas descontroladas".

Moral da Nota: os próximos datacenters do Reino Unido poderão emitir mais de 4,5 milhões de toneladas de carbono, quer dizer, análise do Foxglove, grupo sem fins lucrativos, os 2 datacenters planejados na Inglaterra produzirão mais de 4,5 milhões de toneladas de emissões de carbono/ano quando operacionais. Instalações de Wapseys Wood em Buckinghamshire e Quest Park em Bedfordshire exigem 1,3 GW de eletricidade, com emissões projetadas que excederiam os 3,9 milhões de toneladas atribuídas às operações ExxonMobil no Reino Unido em 2023, empresa de combustíveis fósseis, sendo que a análise destaca preocupações sobre demandas de energia de data centers, à medida que a demanda por poder computacional e IA aumentam. Atualmente 315 data centers aguardam conexão à rede elétrica do Reino Unido, quer dizer, 73 GW de demanda potencial, quase o dobro do pico de demanda de eletricidade no inverno do país e, devido a atrasos na ligação à rede, os projetos desenvolvem produção de energia a gás no local, sendo que as descobertas levantam questões sobre como a rápida expansão do data center pode ser conciliada com metas climáticas do Reino Unido juridicamente vinculativas e a demanda futura de eletricidade.

Rodapé, mais de 40 mil pessoas morreram de causas relacionadas ao clima ao longo dos 38 anos entre 1988 e 2025 na Inglaterra e País de Gales, de acordo com estimativas de especialistas, cujos números, publicados pelo ONS, Escritório de Estatísticas Nacional, mostram que a proporção de mortes associadas aos dias mais quentes aumentou nos últimos anos e a diferença entre mortes relativas ao calor e ao frio diminui. Em 2025,houveram 2.805 mortes relacionadas ao calor, 3 vezes mais que as 818 mortes registradas em 2024 e aumento em relação às 1.568 mortes em 2023, mas, 2022, foi o ano com mais mortes associadas ao calor, 4.652, daí, Londres teve a maior proporção de mortes atribuíveis aos dias mais quentes e mais frios, conforme pesquisa e, os mais de 65 anos, estavam em maior risco em ambos os extremos. Para  concluir, o Reino Unido viu 5 ondas de calor consecutivas no verão de 2026, sendo que as estatísticas o colocam no caminho certo ao verão mais quente já registrado sofrendo com temperaturas de até 38,1 °C  em Londres, enquanto analistas dizem que pessoas com 65 anos ou mais em cada região de Inglaterra e País de Gales possuem  risco de mortalidade pelo menos 50% maior a temperaturas superiores a 24ºC quando comparadas com temperaturas ótimas e, dados provisórios do Met Office mostram que, em 2026, a Inglaterra teve temperatura média no verão de 18,19°C, até agora.