Inovação digital é lembrada na proteção da Amazônia em que ferramentas digitais fortalecem esforços de conservação e desenvolvimento sustentável do ecossistema, sendo que a floresta amazônica não é apenas a maior floresta tropical do mundo, mas pilar fundamental à estabilidade ambiental e biodiversidade em que a vasta extensão regula chuvas, armazena carbono, sustenta biodiversidade e serve como território à 420 povos indígenas, no entanto, enfrenta ameaças, mudanças ambientais, desmatamento e pressões socioeconômicas levando o ecossistema à ponto de inflexão. Tecnologias digitais oferecem potencial à conservação e desenvolvimento sustentável, mas só poderá ser concretizada se elementos fundamentais, tecnologia, conectividade à internet e governança de dados estiverem estabelecidos, com o relatório do Banco Mundial "Avançando a Conservação da Amazônia por meio de Tecnologias Digitais", destaca como ferramentas digitais fortalecem esforços de desenvolvimento sustentável e conservação na Amazônia fornecendo recomendações à garantir que tecnologias sejam utilizadas na proteção do ecossistema. Ferramentas digitais apoiam a conservação na Amazônia há décadas e o relatório prioriza o que funciona, integrando tecnologias de modo criterioso, com abordagens comprovadas como imagens de satélite e armadilhas fotográficas em monitoramento confiável e econômico do desmatamento, vida selvagem e mudanças ambientais. Existem barreiras, pelos altos custos impulsionados por tarifas de importação sobre tecnologias de conservação,limitada expertise técnica e desafios socioculturais, em interfaces complexas e falta de reconhecimento legal à dados coletados dificultando adoção mais ampla, daí, surge prioridade política em reduzir taxas de importação de ferramentas à conservação buscando diminuir custos e acelerar implementação, bem como investir capacidades de fabricação e manutenção, envolvendo indígenas e comunidades no desenvolvimento de aplicativos e ferramentas, capacitando através de treinamentos garantindo que tecnologias sejam acessíveis, apropriadas e relevantes. Análises IA e DNA ambiental, eDNA, integram o monitoramento quase em tempo real do desmatamento, da perda de biodiversidade, dos incêndios florestais e dos impactos climáticos, dados de armadilhas fotográficas e aplicativos móveis combinados com IA, detectam atividades ilegais e preveem riscos, preparação à desastres, aplicação da lei mais eficaz e empoderamento de comunidades indígenas e locais por meio do monitoramento participativo. Por fim, ferramentas digitais de conservação como armadilhas fotográficas, drones e sensores IoT, dependem de conectividade de internet confiável para atingirem pleno potencial, no entanto, análises do Banco Mundial mostram que 3,5% do Bioma Amazônico possui cobertura de banda larga fixa ou móvel, lacuna significativa em Territórios Indígenas abrangendo 0,69% da extensão. Soluções como iniciativas regionais do Programa Norte Conectado, Brasil e, Conecta Selva, Peru, expandem corredores de fibra óptica interligando usuários, enquanto a banda larga via satélite é implantada para alcançar comunidades remotas, Redes de Longo Alcance de Baixa Potência, LPWAN, usadas para comunicação dispositivo a dispositivo aproveitadas em áreas com baixa demanda de usuários onde já existem dispositivos de monitoramento ambiental. Enfim, a promoção de redes comunitárias e treinamento em habilidades digitais, capacita populações locais a manter e operar infraestrutura de telecomunicações considerando cenário de dados na Amazônia, fragmentado, padrões inconsistentes e coordenação limitada, impondo restrições à soberania e à proteção de dados indígenas complicando a situação.
A Amazônia se insere na maior biodiversidade do planeta abrigando 10% das espécies vegetais e animais do mundo, além de ser regulador climático, considerando que mudanças climáticas tem efeitos profundos e potencialmente irreversíveis na floresta em que padrões de chuva são alterados causando secas intensas, períodos de seca extrema e inundações, combinadas com altas temperaturas, aumentam a incidência e risco de incêndios florestais e, fenômenos climáticos como o El Niño intensificam efeitos das mudanças climáticas na Amazônia. Desmatamento e degradação do solo por atividades humanas, pastoreio de gado, agricultura, extração de madeira e mineração, realizadas ilegalmente exacerbam efeitos climáticos e, devido à variação na vazão fluvial, áreas da bacia enfrentam riscos de inundação enquanto outras se isolam e, devido à variação da vazão dos rios, áreas da bacia podem enfrentar maiores riscos de inundação enquanto outras ficam completamente isoladas. Aumento das temperaturas, redução da evapotranspiração tropical e mudanças nos padrões de precipitação alterariam ciclos da água e disponibilidade hídrica regional, por exemplo, se as tendências continuarem, os Andes tropicais perderão de 50% a 100% da energia convectiva, processo que gera nuvens de chuva, até 2070, e, cidades como Bogotá e Quito, já sofrem com secas como resultado dessas mudanças, devido flutuação no fluxo dos rios em que áreas da bacia enfrentam maiores riscos de inundação enquanto outras ficam isoladas, uma vez que o transporte fluvial fica mais difícil. Estações secas com desmatamento e degradação do solo levam ao aumento na incidência e risco de incêndios florestais, que alimentam mais o ciclo destrutivo liberando carbono na atmosfera, perturbações que podem causar redução de 50% nas áreas à mamíferos florestais, impactando biodiversidade, além de emergirem danos socioeconômicos aos ribeirinhos, afetando produtividade agrícola, pesca e energia com impactos na subsistência, segurança alimentar e estabilidade afetando desproporcionalmente indígenas e comunidades rurais. Vale a nota que fumaça de incêndios florestais e calor extremo impactam saúde pública, ameaçam a vida de milhões, efeitos, com consequências de longo alcance ao desenvolvimento sustentável regional e global, desde perturbação hidrológica e energética na América do Sul a alteração das cadeias de abastecimento alimentar e aumento das emissões de gases efeito estufa atmosférico agravando crise climática. Enfim, alterações climáticas na Amazônia trarão graves consequências socioeconômicas na subsistência, segurança alimentar e estabilidade.
Moral da Nota: análise de 43 anos de dados mostra que a Amazônia é atingida por condições climáticas mais extremas, enquanto isso, o El Niño mais extremo ameaça colocar a área sob mais pressão, considerando abrangência regional com paisagens diversas, rica diversidade cultural e grande biodiversidade, globalmente, desempenha papel fundamental na gestão da água, no abastecimento alimentar e economia. Pesquisa mostra que, embora a temperatura média da Amazônia esteja alinhada com o aquecimento global, condições extremas ocorrem com frequência, particularmente no norte da região, inesperado, visto que há pouco desmatamento e agricultura nessa região amazônica, fator, frequentemente citado como razão às mudanças, parecendo estar ligado às mudanças climáticas com o número de dias com temperaturas altas na estação seca aumentando nas últimas décadas, além disso, desde 1981, a temperatura dos dias quentes subiu pelo menos 3,22 ºC, portanto, dias quentes são mais quentes e ocorrem com mais frequência. Cientistas dividiram em seções de 11 km² para medir padrões climáticos locais por 43 anos e documentaram mudanças de temperatura e escassez de água durante o período seco ou na combinação das estações seca e chuvosa, daí, determinou-se a variação média de temperatura e déficit hídrico ao longo dos anos, posteriormente analisou-se variação nos anos extremos, sendo obtida indicação da mudança climática nos períodos mais quentes e secos quando a área é mais vulnerável a danos por altas temperaturas, dado, que não havia sido registrado antes à parte localizada ao norte do Equador. Embora o maior aumento na temperatura média ocorra ao sul, o maior aumento em condições climáticas extremas se observa ao norte, além disso, mudança nas condições climáticas extremas é maior que aumento na temperatura, com consequências das mudanças climáticas à Amazônia, portanto, parecem ser maiores que se pensava antes. Extremos climáticos amazônicos causam incêndios florestais, mortalidade entre animais e árvores e problemas de saúde devido poluição do ar e calor, preguiças e outros mamíferos, por exemplo, foram encontrados mortos em massa na floresta e as populações de aves diminuem mudando comportamento, aparência e expectativa de vida, sendo que a população local sente as consequências, quer dizer, fontes de alimento e meios de subsistência entram em colapso com a Amazônia.