Em 1970 nos EUA foram criados o Instituto Nacional de Segurança e Saúde Ocupacional e a Agência de Proteção Ambiental, EPA, que possuíam poucos cientistas no quadro de funcionários, sem histórico de pesquisa produzida não tinham dados necessários para avaliar desastre em andamento, muito menos controlá-lo, aqui, talvez justificativa, mas, um fato, sendo que o PVC e o monômero de cloreto de vinila, ou, a matéria-prima do PVC, foram utilizados em itens domésticos e industriais considerados seguros por reguladores e fabricantes, o PVC foi usado na fabricação de embalagens de alimentos e tubulações de água e o cloreto de vinila em forma gasosa como propelente em sprays de cabelo, tintas em spray e pesticidas. Henry Falk, professor adjunto em Atlanta da Escola de Saúde Pública Rollins da Emory University, avaliou que na questão do angiossarcoma do fígado “todos consideravam o material seguro, um choque”, destruiu, “a ilusão de segurança à esses tipos de produtos químicos” e, o atual professor, Henry Falk, à época, jovem investigador no Centro de Controle de Doenças, auxiliou identificar agrupamentos e consolidar evidências que ligavam a substância química ao câncer de fígado, quer dizer, dos 289 partícipes da Conferência de Nova York solicitada, um terço era da indústria, ou, Dow Chemical, Exxon Corp., Monsanto e etc, o restante, do governo federal dos EUA, sindicatos, academia, sociedades científicas, organizações sem fins lucrativos e empresas de consultoria. Philip Landrigan, um dos melhores investigadores de microplásticos do mundo, pediatra e diretor do Programa de Saúde Pública Global e Bem Comum do Boston College, 32 anos à época, presente na fatídica reunião de Nova York, trabalhava no Centro de Controle e Prevenção de Doenças, informa não se lembrar de muita coisa da reunião, segundo o Los Angeles Times, atraiu pessoas do mundo, ou, Japão, Suécia e Romênia, deixou a sensação de urgência no ar, alega, conforme o Times, não lembra da apresentação na citada reunião de Nova York. O último palestrante na Academia de Ciências de Nova York da sessão “Investigações Toxicológicas do Cloreto de Vinila-Policloreto de Vinila, Estudos Experimentais”, foi o cientista berlinense Gerhard Volkheimer que publicou em alemão e apresentou trabalho sobre um processo conhecido como persorção, conduzia pesquisas no Charité de Berlim um dos hospitais universitários mais antigos e prestigiados da Europa e demonstrou que partículas sólidas se movem através da mucosa intestinal quando ingeridas, para então, se espalhar pelo resto do organismo, quer dizer, demonstrou que minúsculos fragmentos de PVC quando ingeridos, podiam atravessar a parede intestinal e viajar no sangue, linfa, cérebro, fígado e outras partes do organismo e, desde a década de 1950, alimentava animais e, ocasionalmente humanos, com partículas de amido de batata e milho, flocos de ferro, pólen, aveia em flocos e PVC, segundo o Times. Realizou experimentos em cães, porcos, cabras, ratos, porquinhos-da-índia, coelhos e galinhas e, para fins da reunião em Nova York, destacou estudos em que alimentou com partículas microscópicas de PVC e, 2 horas após a ingestão, descobriu que partículas migravam ao sistema linfático, sangue, cérebro, fígado, pulmões e músculo, encontrando fragmentos de PVC no líquido cefalorraquidiano que circula pelo cérebro e medula espinhal, além do leite materno. Por fim, confirmou que as partículas atravessavam a placenta, enquanto cafeína e nicotina dos fumantes aumentava a velocidade e volume do movimento no intestino, mesmo efeito observado no sono e se moviam mais rapidamente em animais mais jovens, um detalhe, usou amido de batata como substituto em humanos, demonstrado em estudos anteriores que seu comportamento era similar ao PVC, daí, o Dr Gerhard Volkheimer chamou de micropartículas ou “partículas de PVC”, sendo que o termo “microplásticos” só foi cunhado em 2004 quando um cientista britânico descreveu pequenas partículas de plástico que encontrava nas águas da costa do Reino Unido. Concluindo, segundo o The Times, jovens investigadores do governo dos EUA presentes na reunião convocada em Nova York para analisar fato relevante da industria quimica norte americana, não se lembraram do discurso enquanto executivos das empresas químicas e de plásticos, anotaram.
O Los Angeles Times, se bem compreendemos, nos informa que um médico convocou reunião cientifica em Nova York para analisar o desenvolvimento de angiossarcoma hepático, tumor maligno, em fábricas de produção de PVC, parece ser essa a matéria do Times. A reunião foi realizada e o médico alemão descreve que micropartículas de substâncias plásticas circulam no organismo humano, com efeitos em fase de compreensão, reunião cujo conteúdo parece que os cientistas atuais que lá estiveram não mais se lembram, segundo o Times, que acabou ficando com as anotações dos administradores das empresas que lá marcaram presença, parecendo ser essa a questão, podendo haver imperfeições mas o núcleo do problema é evidente. Com o tempo passando pós reunião de Nova York, empresas do setor de plástico, produtos químicos e combustíveis fósseis fizeram referência à apresentação e discussão, conforme documentos analisados pelo The Times, cujos registros produzidos por empresas em processos judiciais relacionados ao tabaco, amianto e produtos químicos industriais, encontram-se arquivados na Biblioteca de Documentos Industriais da Universidade da Califórnia em São Francisco e no ToxicDocs, projeto da Universidade Columbia e Universidade da Cidade de Nova York. Em consequência, em maio de 1974, executivo da Firestone Plastics Co., divisão da Firestone Tire and Rubber Co., escreveu ao presidente da empresa, Todd Walker, resumo da reunião afirmando que “o PVC e, não o VCM, ou, monômero de cloreto de vinila, era administrado a animais e retido por órgãos”, Howard Kusnetz, gerente de higiene industrial da Shell Oil Co., enviou ao diretor médico da empresa, Roy Joyner, resumo da reunião e a outros, conhecia o âmbito federal e, até 1971, foi diretor do NIOSH, antes de ser contratado pela Shell para estruturar o programa de higiene industrial, avalia que, "Volkheimer afirma que as partículas foram encontradas no líquido cefalorraquidiano de cães", escreveu, "Volkheimer observou que o amido leva 4 minutos para aparecer no sangue pós ingesta, com um pico em 10 minutos." O diretor assistente de segurança da Union Carbide posterior Dow Chemical, em carta de 1975 reclamou que o artigo de Volkheimer foi “citado como 'história de terror' sobre a ingestão de resina de PVC”, citando estudo de 1947 da Universidade de Harvard, no qual animais alimentados com flocos de um plástico semelhante ao PVC, chamado Geon 202, não adoeceram, disse que o estudo apoiava “o uso de PVC em embalagens de alimentos” que “compensaria parte do dano causado pelo artigo de Volkheimer”, que na reunião de Nova York expôs entrada do PVC no organismo. A pesquisa de Volkheimer foi citada nas décadas de 1970, 80 e 90, conforme documentos, com o Instituto do Cloro encomendando o relatório intitulado "Avaliação Interpretativa dos Potenciais Efeitos do Cloreto de Vinila e do Policloreto de Vinila na Saúde Humana e Meio Ambiente", a empresa de consultoria CanTox utiliza a pesquisa de Volkheimer para demonstrar que esse plástico poderia ser absorvido pelo corpo e se acumular nos tecidos ao longo do tempo. Cientistas relatam encontrar tais partículas, em artérias, placentas e cérebros humanos, com as associações comerciais enfatizando o que descrevem como lacunas substanciais e problemas de qualidade na pesquisa, afirmando que mais estudos são necessários antes que conclusões possam ser tiradas sobre a saúde humana, aqui, a grande questão colocada, quando abre espaço à citações do tipo a pesquisa e os experimentos de Volkheimer não mostraram que "a exposição real a microplásticos cause danos" aos seres humanos. Ross Eisenberg, presidente da America's Plastic Makers, divisão do American Chemistry Council, em anúncio pago publicado no Washington Post em 2025, disse que a “mídia se move mais rápido que a ciência nessa questão” e, conclui, “nossa opinião é que precisamos deixar a ciência liderar”, quer dizer, parece que o foco muda pela questão do câncer e dos trabalhadores levando o artigo de Volkheimer ao relativo esquecimento nos mundos da toxicologia e saúde pública, citado em relatório de Avaliação Científica e Técnica da EPA de 1975. A Administração de Segurança e Saúde Ocupacional dos EUA reduziu a quantidade de cloreto de vinila que um trabalhador podia inalar, de 500 partes por milhão à uma parte por milhão, com isto parece que o conhecimento se restringiu a farmacologia, com os conceitos como meio de compreensão de como medicamentos são absorvidos no intestino e, na década de 1990, os cientistas farmacêuticos consideraram a absorção de partículas um conceito estabelecido para desenvolver produtos. Por fim, em 2003, o trabalho de Volkheimer foi citado no relatório sobre amianto e água potável na Califórnia e referenciado em artigos de biologia marinha e toxicologia ambiental, Volkheimer, falecido em 2021, alimentava animais de teste com 100 e 200 gramas de PVC diariamente, observou que sujeitos humanos receberam os mesmos 100 e 200 gramas do amido de batata usado como substituto e que o amido acabou no sangue e no leite materno. A pesquisa moderna sobre microplásticos começou em 2018, quando cientistas da Universidade de Viena descobriram fragmentos plásticos nas fezes humanas, de lá para cá, foram encontrados no sangue, leite materno, sêmen, tecido pulmonar, tecido cardíaco e cérebro, cuja presença tornou-se motivo de preocupação às autoridades de saúde, legisladores e pesquisadores, a ponto de, em 2018, a Califórnia aprovar uma lei que exige que a agência estadual de água, defina, teste e relate a presença dessas partículas na água potável, com o detalhe que, o atual governo norte americano, anunciou que a EPA começaria lidar com a questão da presença dessas partículas na água potável.
Moral da Nota: investimento da Apple em 14 mil acres de floresta de sequoias na Califórnia auxilia restaurar habitats de vida selvagem, segundo o The Economic Times, a Apple colaborou com o Fundo de Conservação para revitalizar 14 mil acres de floresta costeira de sequoias, projeto na salvaguarda de ecossistemas beneficiando vida selvagem, melhorando armazenamento de carbono e apoiando comunidades locais. Desempenha papel crucial no compromisso da corporação em alcançar neutralidade de carbono até 2030 considerando que o monitoramento contínuo do crescimento florestal foca gerar créditos de carbono, auxiliando na redução de emissões, enquanto algumas das árvores mais altas do mundo recebem apoio de investimento na restauração e gestão sustentável de floresta costeira em parceria com o Fundo de Conservação à proteger ecossistema que apoia vida selvagem, armazena carbono, sustenta comunidades locais, centrando-se na Floresta do Rio Gualala, condado de Mendocino. Parte do Fundo de Restauração da Apple, iniciativa que financia projetos na natureza e, ao mesmo tempo, auxilia a empresa trabalhar para atingir as metas climáticas, as Sequoias da Califórnia estão entre as mais altas do mundo armazenando quantidades substanciais de carbono à medida que crescem, além da Floresta do Rio Gualala que contém pinheiros-do-açúcar e carvalhos-negros-da-califórnia, fornecerem habitat à espécies de vida selvagem, no entanto, florestas da região enfrentam pressão da exploração madeireira intensiva, mudança da propriedade da terra e desenvolvimento. Conforme o Fundo de Conservação, as pressões danificaram paisagens e afetaram salmão e corujas manchadas, com a organização sem fins lucrativos afirmando que a abordagem demonstra que florestas podem permanecer ambientalmente saudáveis e economicamente viáveis, com Iniciativa de Conservação Florestal Costa Norte focada em compensações de carbono e emprego local para apoiar manejo florestal a longo prazo. Lisa Jackson, vice-presidente de Meio Ambiente, Políticas e Iniciativas Sociais da Apple, descreveu as florestas como “uma das tecnologias mais poderosas que temos à remover carbono da atmosfera”, sendo que a empresa fez parceria com o The Conservation Fund para proteger mais de 36 mil acres de floresta em atividade no Maine e Carolina do Norte. Por fim, projetos de compensação de carbono não são isentos de controvérsia, com a publicação tecnológica alemã 'heise online' informando em 2025 que o grupo ambientalista Deutsche Umwelthilfe contestou uso de alegações de neutralidade de carbono pela Apple, levantando questões sobre se compensa de forma adequada as emissões, sendo que a Apple defendeu a estratégia climática mais ampla e afirma que prioriza redução de emissões com a remoção de carbono. Vale aqui distinguir que a proteção das florestas pode proporcionar benefícios à biodiversidade e comunidades locais, mas, créditos de carbono não substituem a necessidade de reduzir emissões na fonte, com o projeto Gualala River Forest, por exemplo, que reúne investimento corporativo, experiência em conservação e gestão sustentável da terra, cujo sucesso dependerá da proteção do ecossistema ao longo do tempo, manutenção de monitorização credível do carbono e garantia que os habitats da vida selvagem permaneçam saudáveis e, a medida duradoura do sucesso, será se a floresta e sua vida selvagem continuarão prosperar nas gerações vindouras.