sábado, 19 de setembro de 2026

Oportunidades Econômicas

O vice-presidente do Banco Mundial ao Oriente Médio, Norte da África, Afeganistão e Paquistão, avalia necessidade de US$ 12 bilhões/ano na transformação da segurança alimentar em oportunidade econômica, no Oriente Médio, Norte da África, Afeganistão e Paquistão, não é só questão de quanta comida está disponível na mesa das pessoas, tornou-se teste da capacidade regional gerenciar recursos escassos, diversificar comércio, atrair investimentos, criar empregos e resistir a choques geopolíticos e climáticos. A região possui mais de 142 milhões de pessoas enfrentando insegurança alimentar e 42% da população não tem condições de comprar dieta saudável, desafio cada vez mais complexo, ou, como produzir mais alimentos em uma das regiões com maior escassez hídrica do mundo sem esgotar seus recursos naturais, considerando a demanda por alimentos prevista para aumentar 67% até 2050, o Banco Mundial afirma que atender essa demanda exige mudança de como gerencia recursos, principalmente água, bem como investimentos em eficiência e inovação agrícola estimando que a região necessite financiamento à sistemas de irrigação eficientes e inovação agrícola, com Ousmane Dione, do Banco Mundial, dizendo que os desafios podem se transformar em oportunidades econômicas se forem envolvidas como parte de sistema integrado que abre agricultura, tecnologia, comércio, logística, operação, água e setor privado. Avalia que discussões sobre o futuro da alimentação na região começa pela água, já que agricultura consome 87% dos recursos hídricos da região enquanto muitos países enfrentam grave escassez, com disponibilidade per capita, em alguns casos, abaixo de 500 m³/ano, limiar que reflete estresse hídrico agudo, razão pela qual, o Banco Mundial não vê solução como simplesmente encontrar fontes adicionais de água, defende necessidade de repensar o modo como é utilizada, destacando avanço em direção ao que é conhecido como “fechar o ciclo”, conceito que trata a água como parte de um ciclo econômico integrado em vez de usá-la uma única vez e descartá-la, águas residuais são coletadas, tratadas e reutilizadas na agricultura, na indústria e em outros setores apropriados, enquanto esforços buscam reduzir perdas e melhorar eficiência das redes de água e irrigação. A água deixa de ser recurso consumível e se torna recurso que pode ser reciclado e reutilizado várias vezes, aumentando quantidade disponível à economia sem aumentar recursos naturais, afirmando que progride na dessalinização, mas por si só não basta, deve ser gerida como recurso econômico estratégico não como insumo agrícola. Por fim o Banco Mundial defende que o uso eficiente da água vai além da produção de alimentos abrangendo conservação dos já produzidos, cada unidade desperdiçada ou perdida representa desperdício de água, energia, terra e recursos utilizados na produção, transporte e armazenamento, além da tecnologia desempenhar papel central na reformulação da relação entre água e alimentos, desde adoção da irrigação por gotejamento a redução de vazamentos e desperdícios incluindo IA e análise de dados à gestão precisa de recursos agrícolas. Tecnologias modernas podem determinar necessidades hídricas das culturas, medir taxas de consumo, identificar culturas mais adequadas a condições climáticas e geográficas específicas e otimizar ciclos de produção para obter o máximo retorno com o mínimo uso de água, portanto, o Banco Mundial, segundo seu interlocutor, enxerga a tecnologia não apenas como ferramenta para aumentar produtividade, mas, como meio de redesenhar o mapa agrícola da região, ou, o que deve ser cultivado, onde deve ser cultivado, quanta água deve ser alocada e quais tecnologias devem ser utilizadas.

O interlocutor do Banco Mundial observou que os US$ 12 bilhões/ano em investimentos adicionais, são valores que não podem ser alcançado apenas com gastos governamentais e, atrair participação privada, começa com melhoria do ambiente regulatório e legislativo e, em seguida, direcionar investimento às áreas que geram maior valor agregado, quer dizer, a questão não se limita à agricultura em si, mas ao que acontece após produtos saírem da fazenda, ou, armazenamento, embalagem, serviços, processamento, transporte e distribuição que a construção dessa cadeia de valor integrada é o que torna o investimento agrícola atraente e gera efeitos econômicos indiretos em outros setores. Daí, importância de investimentos além do fornecimento de alimentos se estendendo ao mercado de trabalho, quer dizer, região com população jovem nos alertando que a “janela demográfica” não permanece aberta indefinidamente porque alguns países começam enfrentar envelhecimento populacional, como resultado, o desenvolvimento do sistema alimentar cria empregos além do trabalho agrícola direto, incluindo processamento de alimentos, transporte, logística, serviços, comércio, tecnologia e armazenamento. O Banco Mundial tem estimativa que 63 milhões de empregos na região são atualmente ligados a sistemas agroalimentares com potencial em criar mais 5 milhões até 2050 através pelo desenvolvimento contínuo desses sistemas, argumentando que, a agricultura pode se tornar fonte de renda e riqueza em vez de apenas atividade para produzir alimentos se estiver efetivamente conectada a financiamento, tecnologia, mercados e cadeias de valor. Outro desafio, considera o representante do Banco Mundial, diz respeito aos pequenos agricultores considerando que grandes fazendas têm maior acesso a financiamento e tecnologia, enquanto pequenos agricultores lutam por acesso a financiamento, instalações de armazenamento, mercados, mecanização e infraestrutura, aqui, entra a iniciativa AgriConnect do Banco Mundial, tratando-se de programa de aux[ilio à milhões de pequenos agricultores no mundo fazendo transição da agricultura de subsistência à produção agrícola mais organizada, produtiva e rentável. Esclarece que a organização dos agricultores em cooperativas fortalece obtenção de financiamento, compra de insumos, tecnologia e acesso a mercados, no entanto, enfatiza que o sucesso do processo requer melhoria da infraestrutura de apoio ao redor de armazenamento, refrigeração, processamento e transporte, apontando exemplos e demonstrando que aumentar produção agrícola e, ao mesmo tempo, reduzir consumo de água não é apenas objetivo teórico. O Marrocos, onde cooperação com o Banco Mundial desenvolveu áreas agrícolas que dependem de tecnologias de irrigação e conexões com o mercado, além de melhorar eficiência no uso da água, destaca a Jordânia, um dos países com maior escassez hídrica do mundo onde projetos apoiados pelo Banco Mundial utilizam tecnologias avançadas de gestão da água e irrigação por gotejamento, alcançando altos níveis de produtividade, lição que a escassez de água não significa escassez de oportunidades quando políticas sólidas se combinam com tecnologia e investimento. Vale a nota que o caso da Arábia Saudita apresenta vantagens únicas que a posicionam para desempenhar papel regional no sistema alimentar, ao apontar à localização estratégica do Reino Saudita, banhado pelo Mar Vermelho a oeste e pelo Golfo Pérsico a leste, confere posição adequada na conectividade regional de comércio e logística, quer dizer, o representante do Banco Mundial avalia que os sauditas não precisam se limitar à importação de alimentos ao mercado interno, poderiam expandir à atividades de processamento, reexportação, embalagem, armazenamento e distribuição  afirmando potencial de se tornar centro regional onde produtos alimentícios são processados, fabricados, embalados e distribuídos por mercados regionais, papel, alinhado a pilares da Visão 2030 incluindo investimentos em IA, dessalinização, tecnologia, energia, infraestrutura e logística. Por fim, argumenta que o desafio que a região enfrenta não é apenas como alimentar a população até 2050, mas como construir sistema alimentar, hídrico e comercial que funcione em mundo incerto, considerando que recursos hídricos limitados exigem maior eficiência os conflitos requerem redes comerciais mais resilientes, o crescimento populacional aumenta demanda e população jovem cria pressão à geração de empregos, ao mesmo tempo inovação tecnológica abre caminho à modelos de produção eficientes.

Moral da Nota: em 1º de setembro de 2026, conforme Lei de Responsabilidade de Dados Corporativos Climáticos da Califórnia, "SB 253", o Conselho de Recursos Aéreos da Califórnia, "CARB", emitiu Orientação para Envios de Relatórios SB 253 2026 abrindo plataforma de admissão on-line opcional à enviar relatórios de emissões de GEE, gases efeito estufa, Escopo 1 e Escopo 2 e declarações de não relatórios à 10 de novembro, Prazo final a "Plataforma de Admissão Opcional". A lei complementar do SB 253, SB 261, permanece suspensa enquanto aguarda litígio, o SB 253 está sendo contestado no mesmo litígio, no entanto, o SB 253 continua em vigor, considerando que empresas que estão enviando relatórios SB 253 ou declarações de não relatórios podebdo usar a Plataforma de Admissão Opcional ou cumprir enviando envios por e-mail. Cobrança na Plataforma de Admissão Opcional não será tornada pública, no entanto, relatórios do SB 253 e declarações de não notificação enviadas através da Plataforma de Admissão Opcional serão tornados públicos e a Plataforma de Admissão Opcional exige que informações sejam enviadas à cada entidade coberta individual, ao afirmar que o CARB usa o poder discricionário de execução ao "primeiro relatório previsto para 2026 permitindo entidades relatoras enviarem emissões de Escopo 1 e Escopo 2 ao ano fiscal anterior com base em informações que já possuem ou estavam coletando quando o Aviso de dezembro de 2024 foi emitido, independente dos dados receberem ou não garantia limitada". Conforme prometido no último workshop sobre implementação do Projeto de Lei do Senado 253, SB 253, Lei de Responsabilidade de Dados Corporativos Climáticos, o Conselho de Recursos Aéreos da Califórnia, CARB, forneceu orientação suplementar à primeira rodada de relatórios de GEE sob o SB 253, incluindo plataforma voluntária de admissão on-line à informações de contato de taxas e relatórios de emissões de gases de efeito estufa, GEE, os relatórios de 2026 devem ser entregues até 10 de novembro de 2026. Empresas no escopo do SB 253 que fazem negócios na Califórnia com receitas anuais totais superiores a US$ 1 bilhão por 2 anos consecutivos, o CARB adota abordagem flexível à relatórios 2026 e exerce discrição de execução para permitir que as empresas relatem com base em dados que já tinham ou estavam coletando no Aviso de Execução de dezembro de 2024, independente dos dados receberem ou não garantia limitada. Empresas que não coletaram dados de emissões ou não planejavam coletar dados de emissões no Aviso de Execução de dezembro de 2024 não devem relatar em 2026, mas  enviar declaração de não relato em papel timbrado da empresa antes do prazo final de 10 de novembro de 2026, relatórios de GEE de 2026 e declarações de não notificação podem ser enviados através da plataforma on-line voluntária do CARB ou por e-mail  antes do prazo final de 10 de novembro. Por fim, o CARB desenvolve requisitos para 2027 e além através de uma 2ª regulamentação.