domingo, 20 de setembro de 2026

Transição Energética

A Connected Kerb e a EZ-Charge, sediada em Bicester, Reino Unido, foram escolhidas à fornecer mais de 1.500 pontos de recarga públicos à EVs, dobrando disponibilidade, priorizada em áreas onde moradores não possuem vaga de estacionamento privativa, inserida no objetivo em criar rede de carregamento EVs sem contacto, fiável e fácil de usar, abrangendo todo o condado inglês, dando oportunidade de optar por EV melhorando o ambiente e a qualidade do ar em Oxfordshire. Os moradores beneficiarão da maior instalação de pontos de recarga públicos à EVs já vista no condado do Reino Unido nos próximos 2 anos, após adjudicação de 2 contratos de operação de pontos de recarga, CPO, sendo que a Connected Kerb foi selecionada para instalar e operar carregadores de EVs nas vias públicas, bem como estacionamentos de integração administrados pelo Conselho do Condado de Oxfordshire e outros estacionamentos públicos, já, a  EZ-Charge foi escolhida para instalar e operar pontos de recarga à EVs em estacionamentos públicos administrados por conselhos distritais e municipais em Oxfordshire. As 2 empresas trabalharão com os conselhos de Oxfordshire para criar  rede de carregamento de EVs confiável, fácil de usar e sem contato, abrangendo todo o condado independente de onde moram ou situação do estacionamento visando melhorar o ambiente e qualidade do ar. A implantação de carregadores públicos para veículos elétricos será priorizada em áreas onde alta proporção de moradores não possuem estacionamento privativo, ao passo que a viabilidade dos locais será uma das prioridades das novas Ordens de Compra Comunitária, CPOs, portanto, os anúncios sobre localizações só serão feitos posteriormente. O Conselho de Oxfordshire planeja lançar programa de microcentros comunitários, convidando conselhos municipais e paroquiais, bem como organizações comunitárias sem fins lucrativos, disponibilizarem pontos de recarga à EVs em estacionamentos de centros comunitários, como salões de festas, centros comunitários e pavilhões esportivos, sendo que 6 locais-piloto foram selecionados para receber carregadores ainda em 2026, antes da abertura do programa para inscrições formais. O financiamento provém da combinação de Infraestrutura Local à EVs e fundos de subvenção do governo, além de investimento privado das 2 Organizações de Compra Comunitária, CPOs, sendo que o foco será em carregadores padrão de 7 kW que permitirão aos moradores sem carregadores domésticos carregar seus veículos elétricos com tarifas reduzidas enquanto estiverem estacionados a noite, no entanto, número menor de carregadores rápidos de 50 kW ou mais em locais especiais, fornecerá recargas à moradores, visitantes, pessoas que se deslocam diariamente ao trabalho e motoristas a serviço durante o dia, estimando-se que 28% das residências em Oxfordshire, 86 mil, não possuem estacionamento privativo, portanto, podem não conseguir instalar sistema de cobrança residencial.

Em desenvolvimento infraestrutura canadense de hidrogênio buscando produção local de veículos movidos a hidrogênio, no caso em questão, o Projeto Beaver, iniciativa que não se resume à venda de submarinos, mas, impulsionar a descarbonização industrial em consonância com compromissos globais de emissões líquidas zero. Submarinos da classe Victoria, antigos, do Canadá, enfrentam problemas de manutenção e tempo de operação insuficiente e interminável, em consequência, o governo do Canadá embarcou em programa de nova geração que pode custar US$ 40 bilhões ao longo de sua vida útil e, como em acordos navais anteriores, o governo insiste em parcerias industriais sólidas buscando recompensar licitantes que tragam produção local, criem empregos e compartilhem tecnologia. A Hanwha Ocean, empresa de Seul, conhecida por submarinos diesel-elétricos KSS-III chamou a atenção dos canadenses que visitaram os estaleiros da Daewoo, com rumores que as operações de submarinos da Hanwha poderiam criar 25 mil empregos no Canadá, quer dizer, o Projeto Beaver batizado em homenagem ao animal nacional do Canadá, tem planos de desenvolvimento, com relatos que a Hyundai Motor deverá instalar fábrica no Canadá para produzir caminhões pesados ​​movidos a células de combustível de hidrogênio, aproveitando a tecnologia já existente nesse setor. A CTV News, diz que o plano envolve instalação de 3 ou 4 postos de abastecimento de hidrogênio de alta capacidade e criação de rotas de fornecimento que conectem portos em ambas as costas com centros logísticos no interior do país, sendo que Províncias de Ontário à Colúmbia Britânica já estão na disputa competindo por vagas de montagem incluindo garantir locais, expandir linhas de produção de células de combustível e atrair fornecedores locais. O Banco de Infraestrutura do Canadá em co-investimento em projetos de produção de hidrogênio verde, armazenamento de hidrogênio e redes de gasodutos e desenvolvedores, consideram colaboração com universidades e centros de treinamento profissional garantindo que trabalhadores estejam prontos imediatamente, atendendo demanda do volume e caminhões quanto de contratos de suporte a submarinos. Por fim, os caminhões com células de combustível funcionam na prática utilizando hidrogênio comprimido a até 700 bar, pressão alta, sendo que o hidrogênio passa por uma pilha onde prótons atravessam membrana e se misturam com o oxigênio para gerar eletricidade, com calor e vapor d'água como subprodutos, além de possuírem baterias internas à suprir picos de potência aproveitando energia da frenagem regenerativa. Vale a nota que a Europa tem sua Rede Transeuropeia de Transportes, RTE-T, incluindo corredores piloto de hidrogênio em autoestradas, ou, Projetos como o H2Mobil, na Alemanha, e o HySynergy, na Noruega, mostrando que o apoio governamental pode fazer  diferença real, a Austrália, no entanto, enfrentou percalços já que o seu posto de abastecimento de caminhões pesados ​​teve problemas quando um fornecedor faliu.

Moral da Nota: a UE deverá mobilizar até 25 bilhões de euros à renováveis ​​e tecnologias limpas até 2035 via iniciativa do Pacto ao Mediterrâneo, lançando Cooperação Transmediterrânica em Energias Renováveis ​​e Tecnologias Limpas, T-MED, iniciativa no âmbito do Pacto ao Mediterrâneo. O projeto T-MED busca acelerar o desenvolvimento de energias renováveis, hidrogênio, tecnologias limpas na fabricação e redes elétricas na região do Mediterrâneo,em apoio ao mercado integrado de energia mediterrânea, interconectado e sustentável,apresentado na Semana Europeia da Energia Sustentável pela Comissária ao Mediterrâneo e pelo Comissário à Energia e Habitação, o T-MED deve mobilizar investimentos previstos para 2035. A Comissão Europeia investiu 5 bilhões de euros em capacidade de garantia ao abrigo do Fundo Europeu de Desenvolvimento Sustentável Plus, capacidade de garantia, desbloqueando investimento público e privado em setores abrangidos pelo T-MED, quer dizer, o T-MED fortalecerá cooperação energética na região mediterrânea e, até 2035, a iniciativa contribuirá no desenvolvimento de 15 gigawatts de capacidade de energia renovável, em apoio a reformas regulatórias em países parceiros e auxílio a geração de 100 mil empregos em setores de energia limpa. A T-MED promoverá cooperação transfronteiriça e parcerias estratégicas em energia, ao apoiar diversificação de sistemas energéticos e cadeias de abastecimento, sendo que a iniciativa reforçará segurança energética, fortalecerá competitividade, apoiará descarbonização e contribuirá à prosperidade e estabilidade a longo prazo tanto à UE como aos países parceiros no Mediterrâneo Meridional. Fundamentado em pilares para impulsionar investimentos, cooperação, competências, comércio de energias renováveis ​​e tecnologias limpas o T-MED será implementado através de Mobilização de investimentos, Cooperação regulatória, Desenvolvimento de competências e Melhorias na infraestrutura e comercialização de energias renováveis aos sistemas de energia e, por fim, Cooperação industrial em tecnologias limpas.

sábado, 19 de setembro de 2026

Oportunidades Econômicas

O vice-presidente do Banco Mundial ao Oriente Médio, Norte da África, Afeganistão e Paquistão, avalia necessidade de US$ 12 bilhões/ano na transformação da segurança alimentar em oportunidade econômica, no Oriente Médio, Norte da África, Afeganistão e Paquistão, não é só questão de quanta comida está disponível na mesa das pessoas, tornou-se teste da capacidade regional gerenciar recursos escassos, diversificar comércio, atrair investimentos, criar empregos e resistir a choques geopolíticos e climáticos. A região possui mais de 142 milhões de pessoas enfrentando insegurança alimentar e 42% da população não tem condições de comprar dieta saudável, desafio cada vez mais complexo, ou, como produzir mais alimentos em uma das regiões com maior escassez hídrica do mundo sem esgotar seus recursos naturais, considerando a demanda por alimentos prevista para aumentar 67% até 2050, o Banco Mundial afirma que atender essa demanda exige mudança de como gerencia recursos, principalmente água, bem como investimentos em eficiência e inovação agrícola estimando que a região necessite financiamento à sistemas de irrigação eficientes e inovação agrícola, com Ousmane Dione, do Banco Mundial, dizendo que os desafios podem se transformar em oportunidades econômicas se forem envolvidas como parte de sistema integrado que abre agricultura, tecnologia, comércio, logística, operação, água e setor privado. Avalia que discussões sobre o futuro da alimentação na região começa pela água, já que agricultura consome 87% dos recursos hídricos da região enquanto muitos países enfrentam grave escassez, com disponibilidade per capita, em alguns casos, abaixo de 500 m³/ano, limiar que reflete estresse hídrico agudo, razão pela qual, o Banco Mundial não vê solução como simplesmente encontrar fontes adicionais de água, defende necessidade de repensar o modo como é utilizada, destacando avanço em direção ao que é conhecido como “fechar o ciclo”, conceito que trata a água como parte de um ciclo econômico integrado em vez de usá-la uma única vez e descartá-la, águas residuais são coletadas, tratadas e reutilizadas na agricultura, na indústria e em outros setores apropriados, enquanto esforços buscam reduzir perdas e melhorar eficiência das redes de água e irrigação. A água deixa de ser recurso consumível e se torna recurso que pode ser reciclado e reutilizado várias vezes, aumentando quantidade disponível à economia sem aumentar recursos naturais, afirmando que progride na dessalinização, mas por si só não basta, deve ser gerida como recurso econômico estratégico não como insumo agrícola. Por fim o Banco Mundial defende que o uso eficiente da água vai além da produção de alimentos abrangendo conservação dos já produzidos, cada unidade desperdiçada ou perdida representa desperdício de água, energia, terra e recursos utilizados na produção, transporte e armazenamento, além da tecnologia desempenhar papel central na reformulação da relação entre água e alimentos, desde adoção da irrigação por gotejamento a redução de vazamentos e desperdícios incluindo IA e análise de dados à gestão precisa de recursos agrícolas. Tecnologias modernas podem determinar necessidades hídricas das culturas, medir taxas de consumo, identificar culturas mais adequadas a condições climáticas e geográficas específicas e otimizar ciclos de produção para obter o máximo retorno com o mínimo uso de água, portanto, o Banco Mundial, segundo seu interlocutor, enxerga a tecnologia não apenas como ferramenta para aumentar produtividade, mas, como meio de redesenhar o mapa agrícola da região, ou, o que deve ser cultivado, onde deve ser cultivado, quanta água deve ser alocada e quais tecnologias devem ser utilizadas.

O interlocutor do Banco Mundial observou que os US$ 12 bilhões/ano em investimentos adicionais, são valores que não podem ser alcançado apenas com gastos governamentais e, atrair participação privada, começa com melhoria do ambiente regulatório e legislativo e, em seguida, direcionar investimento às áreas que geram maior valor agregado, quer dizer, a questão não se limita à agricultura em si, mas ao que acontece após produtos saírem da fazenda, ou, armazenamento, embalagem, serviços, processamento, transporte e distribuição que a construção dessa cadeia de valor integrada é o que torna o investimento agrícola atraente e gera efeitos econômicos indiretos em outros setores. Daí, importância de investimentos além do fornecimento de alimentos se estendendo ao mercado de trabalho, quer dizer, região com população jovem nos alertando que a “janela demográfica” não permanece aberta indefinidamente porque alguns países começam enfrentar envelhecimento populacional, como resultado, o desenvolvimento do sistema alimentar cria empregos além do trabalho agrícola direto, incluindo processamento de alimentos, transporte, logística, serviços, comércio, tecnologia e armazenamento. O Banco Mundial tem estimativa que 63 milhões de empregos na região são atualmente ligados a sistemas agroalimentares com potencial em criar mais 5 milhões até 2050 através pelo desenvolvimento contínuo desses sistemas, argumentando que, a agricultura pode se tornar fonte de renda e riqueza em vez de apenas atividade para produzir alimentos se estiver efetivamente conectada a financiamento, tecnologia, mercados e cadeias de valor. Outro desafio, considera o representante do Banco Mundial, diz respeito aos pequenos agricultores considerando que grandes fazendas têm maior acesso a financiamento e tecnologia, enquanto pequenos agricultores lutam por acesso a financiamento, instalações de armazenamento, mercados, mecanização e infraestrutura, aqui, entra a iniciativa AgriConnect do Banco Mundial, tratando-se de programa de aux[ilio à milhões de pequenos agricultores no mundo fazendo transição da agricultura de subsistência à produção agrícola mais organizada, produtiva e rentável. Esclarece que a organização dos agricultores em cooperativas fortalece obtenção de financiamento, compra de insumos, tecnologia e acesso a mercados, no entanto, enfatiza que o sucesso do processo requer melhoria da infraestrutura de apoio ao redor de armazenamento, refrigeração, processamento e transporte, apontando exemplos e demonstrando que aumentar produção agrícola e, ao mesmo tempo, reduzir consumo de água não é apenas objetivo teórico. O Marrocos, onde cooperação com o Banco Mundial desenvolveu áreas agrícolas que dependem de tecnologias de irrigação e conexões com o mercado, além de melhorar eficiência no uso da água, destaca a Jordânia, um dos países com maior escassez hídrica do mundo onde projetos apoiados pelo Banco Mundial utilizam tecnologias avançadas de gestão da água e irrigação por gotejamento, alcançando altos níveis de produtividade, lição que a escassez de água não significa escassez de oportunidades quando políticas sólidas se combinam com tecnologia e investimento. Vale a nota que o caso da Arábia Saudita apresenta vantagens únicas que a posicionam para desempenhar papel regional no sistema alimentar, ao apontar à localização estratégica do Reino Saudita, banhado pelo Mar Vermelho a oeste e pelo Golfo Pérsico a leste, confere posição adequada na conectividade regional de comércio e logística, quer dizer, o representante do Banco Mundial avalia que os sauditas não precisam se limitar à importação de alimentos ao mercado interno, poderiam expandir à atividades de processamento, reexportação, embalagem, armazenamento e distribuição  afirmando potencial de se tornar centro regional onde produtos alimentícios são processados, fabricados, embalados e distribuídos por mercados regionais, papel, alinhado a pilares da Visão 2030 incluindo investimentos em IA, dessalinização, tecnologia, energia, infraestrutura e logística. Por fim, argumenta que o desafio que a região enfrenta não é apenas como alimentar a população até 2050, mas como construir sistema alimentar, hídrico e comercial que funcione em mundo incerto, considerando que recursos hídricos limitados exigem maior eficiência os conflitos requerem redes comerciais mais resilientes, o crescimento populacional aumenta demanda e população jovem cria pressão à geração de empregos, ao mesmo tempo inovação tecnológica abre caminho à modelos de produção eficientes.

Moral da Nota: em 1º de setembro de 2026, conforme Lei de Responsabilidade de Dados Corporativos Climáticos da Califórnia, "SB 253", o Conselho de Recursos Aéreos da Califórnia, "CARB", emitiu Orientação para Envios de Relatórios SB 253 2026 abrindo plataforma de admissão on-line opcional à enviar relatórios de emissões de GEE, gases efeito estufa, Escopo 1 e Escopo 2 e declarações de não relatórios à 10 de novembro, Prazo final a "Plataforma de Admissão Opcional". A lei complementar do SB 253, SB 261, permanece suspensa enquanto aguarda litígio, o SB 253 está sendo contestado no mesmo litígio, no entanto, o SB 253 continua em vigor, considerando que empresas que estão enviando relatórios SB 253 ou declarações de não relatórios podebdo usar a Plataforma de Admissão Opcional ou cumprir enviando envios por e-mail. Cobrança na Plataforma de Admissão Opcional não será tornada pública, no entanto, relatórios do SB 253 e declarações de não notificação enviadas através da Plataforma de Admissão Opcional serão tornados públicos e a Plataforma de Admissão Opcional exige que informações sejam enviadas à cada entidade coberta individual, ao afirmar que o CARB usa o poder discricionário de execução ao "primeiro relatório previsto para 2026 permitindo entidades relatoras enviarem emissões de Escopo 1 e Escopo 2 ao ano fiscal anterior com base em informações que já possuem ou estavam coletando quando o Aviso de dezembro de 2024 foi emitido, independente dos dados receberem ou não garantia limitada". Conforme prometido no último workshop sobre implementação do Projeto de Lei do Senado 253, SB 253, Lei de Responsabilidade de Dados Corporativos Climáticos, o Conselho de Recursos Aéreos da Califórnia, CARB, forneceu orientação suplementar à primeira rodada de relatórios de GEE sob o SB 253, incluindo plataforma voluntária de admissão on-line à informações de contato de taxas e relatórios de emissões de gases de efeito estufa, GEE, os relatórios de 2026 devem ser entregues até 10 de novembro de 2026. Empresas no escopo do SB 253 que fazem negócios na Califórnia com receitas anuais totais superiores a US$ 1 bilhão por 2 anos consecutivos, o CARB adota abordagem flexível à relatórios 2026 e exerce discrição de execução para permitir que as empresas relatem com base em dados que já tinham ou estavam coletando no Aviso de Execução de dezembro de 2024, independente dos dados receberem ou não garantia limitada. Empresas que não coletaram dados de emissões ou não planejavam coletar dados de emissões no Aviso de Execução de dezembro de 2024 não devem relatar em 2026, mas  enviar declaração de não relato em papel timbrado da empresa antes do prazo final de 10 de novembro de 2026, relatórios de GEE de 2026 e declarações de não notificação podem ser enviados através da plataforma on-line voluntária do CARB ou por e-mail  antes do prazo final de 10 de novembro. Por fim, o CARB desenvolve requisitos para 2027 e além através de uma 2ª regulamentação.