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sábado, 5 de setembro de 2026

Imagens de Satélite

Inundações que devastaram partes do Nepal podem ser rastreadas até ao Himalaia, onde  "evento geofísico" desencadeou reação em cadeia, conforme dito à ABC News por Goran Ekstrom, do Observatório Terrestre Lamont-Doherty da Universidade de Columbia, geofísico que estuda tais eventos, em seguida, deslizamento de terra na passagem da montanha ocorreu durante o dia e destruiu grande geleira ou partes de uma geleira no Himalaia. Evento poderoso que causou energia equivalente a terremoto de magnitude 5,2 registrado em sismógrafos no mundo, danificando casas perto das margens do rio Trishuli sufocadas por detritos pós inundações repentinas no distrito de Nuwakot, Nepal, agosto, 26, 2026, fato que, já aconteceram no Himalaia antes, mas este foi um "enorme evento geofísico", segundo Ekstrom. Quando as rochas descem montanha abaixo geram energia e aquecem, derretem a geleira, que pode ser a causa da queda de tanta água no fundo da montanha, esclarece, o gelo, detritos e água desceram ao vale, com estimativas de Ekstrom que águas da enchente estavam "escandalosamente altas", possivelmente com 130-160 pés de altura e que a água pode ter se movido a 44 milhas/hora. Alterações climáticas aceleram o derretimento do gelo e glaciares no mundo, segundo o professor, eventos como esse aconteceriam sem mudanças climáticas, mas é possível que os intensifiquem, disse Ekstrom e, completa, "deslizamentos de terra nessas regiões montanhosas estão se tornando mais frequentes, é determinado, e  está ligado ao derretimento das geleiras".

A enchente repentina no Nepal foi provavelmente causada por grande segmento de uma geleira que se desprendeu e represou temporariamente um rio, conforme investigações preliminares de cientistas, sugerindo que pode ter feito com que a água acumulada subisse rio abaixo com enorme força, horas depois. Cientistas ainda desconhecem reunindo informações de dados de satélite e a nível do solo para descobrir o que aconteceu para causar a inundação que matou e desapareceu centenas de pessoas, incluindo estrangeiros e peregrinos, no entanto, o Serviço Geológico dos EUA relatou colapso glacial de magnitude 5,2 que enviou detritos rio abaixo com impacto nas comunidades, afirmou que a determinação se baseou em dados de estações sísmicas próximas, ondas sísmicas de longo período e imagens de satélite. Jakob Steiner, geocientista da Universidade de Graz, Áustria, mora em Bangladesh, nos esclarece que "a parte inferior de uma geleira realmente desprendeu", conclui, "se olhar as imagens, é como se alguém tivesse cortado a parte inferior com faca e ela tivesse caído", disse ainda que, uma massa de gelo glacial caindo de grande altura poderia ter parecido uma bomba explodindo, resultando no caos que se seguiu. Vale a nota que cientistas disseram que é cedo para estabelecer conexão direta entre aquecimento global e a catástrofe, no entanto, à medida que a temperatura da Terra aumenta devido atividades humanas como queima de petróleo, gás e carvão é provável que tais desastres aumentem, especialmente no Himalaia, que aquece consideravelmente mais rápido que muitas outras partes do mundo. Saswat Sanyal, perito em redução do risco de catástrofes de investigação climática Internacional ao Desenvolvimento Integrado de Montanhas, Katmandu, explica que, "temos que ser cautelosos e não estabelecer conexão ainda, no entanto, o aumento das temperaturas altera a região do Hindu Kush no Himalaia e derrete glaciares", com pessoas perdendo casas, e autoridades relatando danos em escala à infraestrutura crítica, aí, hidrelétricas, estradas, pontes e edifícios. Por fim, cientistas do grupo de pesquisa climática sediado em Katmandu, disseram que os níveis de água nos rios da região afetada pela enchente aumentaram em até 9 metros em 30 minutos, por onda do desprendimento glacial rio acima, com evidências preliminares sugerindo grande volume de gelo e rocha mergulhado no Lhende Khola, afluente do rio Bhote Koshi e, pesquisadores dizendo que, o colapso pode ter deslocado água e acumulado sedimentos soltos e pedras, produzindo forte onda rio abaixo, examinando se detritos represaram temporariamente o rio antes que a água represada explodisse, ampliando a inundação.

Moral da Nota: o que todo mundo fala, o Himalaia Hindu Kush se aquece rapidamente, provoca grandes mudanças nas geleiras, na cobertura de neve, no permafrost e nas encostas das montanhas, conforme cientistas climáticos, as montanhas contêm maior volume de neve e gelo fora das regiões polares, mais de 63 mil geleiras na área alimentam pelo menos 10 grandes sistemas fluviais asiáticos e sustentam segurança alimentar, energética, hídrica e de subsistência de bilhões de pessoas, no entanto, 78% da área glacial, entre 4.500 e 6 mil metros acima do nível do mar, está exposta ao aquecimento. A última década foi o período plurianual mais quente do mundo desde o início dos registros e, 2024, foi o ano mais quente registrado, com relatórios da ONU dizendo que, entre 2000 e 2019, as geleiras perderam 267 gigatoneladas de gelo/ano, ou, massa de 46.500 Grandes Pirâmides de Gizé, além de outros relatórios projetarem perda de até 50% das geleiras excluindo as da Groenlândia e Antártida até 2100, mesmo que o aquecimento global seja limitado a 1,5 ºC. O que ninguém fala, grupo de jornalistas no Nepal referiu que atividades de construção na fronteira tibetana poderiam impactar na enchente repentina no distrito fronteiriço de Rasuwa, Nepal, apelando legisladores do Hindu Kush Himalaia à cooperação regional sobre riscos climáticos. Na 2a Reunião Parlamentar’ do HKH, Butão, oradores apelaram à ação coletiva, leis e investimentos inteligentes em termos climáticos e preparação transfronteiriça à proteção de comunidades montanhosas vulneráveis e populações a jusante na região dos 8 países. A inundação devastou o distrito de Rasuwa, Nepal, fronteira entre Nepal e China, sublinhando necessidade de cooperação regional para enfrentar riscos que transcendem fronteiras nacionais, segundo parlamentares da região do Hindu Kush Himalaia, HKH, se estende por 3.500 km pela Ásia, abrange 8 países, Afeganistão, Bangladesh, Butão, China, Índia, Mianmar, Nepal e Paquistão, abrange cadeias de montanhas de alta altitude, colinas médias e planícies, zona vital à segurança alimentar, hídrica e energética de 2 bilhões de pessoas, habitat à inúmeras espécies insubstituíveis, extremamente frágil e vulnerável a impactos da tripla crise de alterações climáticas, poluição e perda de biodiversidade.  

Em tempo: Kristen Cook e Dan Shugar, geomorfólogos, disseram que as imagens iniciais do Nepal foram obscurecidas por nuvens e poeira dos destroços de modo que só conseguiram ver que parte da geleira havia se separado do pico Langtang Lirung, pròximo da fronteira com o Tibete, no dia seguinte, imagens mais claras permitiram observar leito rochoso enviando pedras e gelo ao vale, conclui, "pudemos ver que, parecia que não havia apenas a geleira que havia falhado, mas um pedaço maior do leito rochoso da própria encosta da montanha que havia cedido”. Cientistas da CAS, Academia Chinesa de Ciências, calcularam que a velocidade superficial do fluxo de detritos era de 19 m/s quando atingiu o posto de controle no porto de Gyirong no Tibete, quase o dobro da velocidade média de Usain Bolt quando estabeleceu o recorde mundial de 100 metros rasos com 9,58 segundos em 2009 e 50% maior que sua velocidade máxima. Importa dizer que a seção da geleira desabou a altitude de mais de 5 mil metros no lado nepalês do Himalaia, a queda de gelo e rocha acelerou por vale íngreme a 50 m/s arrastando detritos transformando-se em deslizamento de terra de alta velocidade que atingiu o porto de Gyirong, no lado chinês, 7 minutos depois. Durante décadas, a imagem definidora da vulnerabilidade climática tem sido a nação insular de baixa altitude onde a elevação do nível do mar ameaça apagar comunidades  do mapa, no entanto, o deslizamento de terra na fronteira China-Nepal obriga olhar além da linha de água e considerar um mapa mais complexo e multidimensional do risco climático.