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sexta-feira, 7 de agosto de 2026

Constatação

IA entra em fase "desafiadora" com período volátil de mudanças com a realidade econômica limitando ambições e mercados separando vencedores de vencidos, já que, o boom nos investimentos, aceleração da competição e retraimento estratégico eliminam riqueza e expansão do setor. O retorno do capital enfrenta pressão em apresentar desempenho com investidores cautelosos, direcionando portfólios à empresas focados na lucratividade, conforme indicam fatos recentes, considerando que a dimensão da transição se evidencia entre hiperescaladores como a Amazon, Alphabet, Microsoft e Meta investindo US$ 700 bilhões de capital em 2026. Relatórios de resultados mostram que a Meta divulgou previsão ruim de receita, dificuldades em comprovar capacidade de monetizar IA, a Microsoft reportou receita recorde em nuvem reforçando tendência do "investimento IA" com analistas estimando entre US$ 4 trilhões e US$ 8 trilhões serão investidos em infraestrutura IA nos 5 anos que virão, possivelmente o maior ciclo de investimentos da história. A ChangXin Memory Technologies, fabricante de chips, valorizou 470% em estreia na bolsa de Xangai, maior IPO do país desde 2010, sendo que 6 startups chinesas IA se preparam para lançar IPOs até 2027, com a Moonshot AI concluindo rodada de captação de recursos que avaliou a empresa em US$ 35 bilhões e, a ByteDance, explora emissão de títulos de US$ 20 bilhões. Essas iniciativas sinalizam realocação de capital chinês do setor imobiliário à manufatura avançada, infraestrutura de computação e IA, com as maiores empresas de capital aberto do mundo, plataformas IA e provedores de infraestrutura que as alimentam, representando parcelas maiores da capitalização do mercado de ações, enquanto nos EUA, empresas IA representam recorde de 45% do valor do S&P 500, tornando mercados mais dependentes de poucas empresas. O caso chinês remete a IA representando 10% da capitalização de mercado global IA, embora gerem 16% da receita do setor, segundo o Goldman Sachs, sugerindo subvalorização em relação aos concorrentes americanos, as empresas de tecnologia compõem mais de 30% do mercado de ações chinês evidenciando raízes IA ​​na economia. Por fim, consequências se espalham pelos mercados de capitais globais, remodelando concorrência e intensificando rivalidade entre EUA e China, daí, correção severa pode ser mais prejudicial que recessões pela maior exposição a ações, nos alerta o BIS, Banco de Compensações Internacionais, quer dizer, mercados de crédito se preocupam, caso do Alphabet evidenciando caixa livre negativo em 22 anos. Estimativas sugerem que a receita com IA precisa atingir US$ 2,5 trilhões/ano para recuperar o investimento inicial, mais que toda receita combinada do setor atualmente, com ameaças à segurança cibernética e taxas de falha IA ​​aumentando os riscos, associado a modelos chineses disponíveis a preços até 90% menores que as ofertas americanas comparáveis, daí, o paradoxo da fase difícil em que criadores têm mais dificuldade em manter lucros, mesmo quando a tecnologia é mais valiosa aos   que a utilizam para reinventarem indústrias.

Nesta trilha, a OMS recomenda regulamentação IA ​​na saúde antes de ocorrer danos irreversíveis, com Hans Henri P. Kluge, Diretor Regional da OMS Europa, iniciando discurso em Lisboa com um único número, 8%, proporção de países na Região Europeia da OMS que possuem estratégia IA na saúde enquanto quase dois terços utilizam IA em diagnóstico e metade incorporaram chatbots à pacientes, em que apenas 1 em 12 países possui plano para governar de modo responsável a tecnologia que já revoluciona a medicina, lacuna entre implementação e governança é, em suas palavras, desafio que define IA na saúde atualmente. O alerta foi emitido na "Conferência Global da OMS "Moldando IA na Saúde", organizada em conjunto com o governo português, reunindo ministros e representantes de 37 países das 6 regiões da organização, em avaliação  abrangente realizada sobre a prontidão IA ​​nos 53 estados-membros mostrando que 98% identificam melhoria do atendimento ao paciente como fator impulsionador da adoção e, os resultados, são tangíveis. A análise de imagens com IA em Coimbra detecta fraturas e doenças torácicas mais cedo, reduz tempos de espera em cuidados primários e serviços de urgência, no entanto, apenas 1 em 5 países treina profissionais de saúde em IA antes da graduação e pouco mais de 1 em 4 os treina enquanto atuam na área, quer dizer, menos da metade avaliou se o arcabouço legal é adequado à tecnologia e 40% não possui diretrizes éticas sobre seu uso na saúde, daí, estatística reveladora, ou, 8% possuem padrões de responsabilização que definem quem é responsável quando um sistema IA falha. Kluge propôs frentes em que a governança acompanhe implementação e cada país que implementa IA clínica necessita estratégia, padrões de responsabilização e treinamento pessoal, que a cooperação internacional substitua o progresso individual, razão que a OMS convocou os 37 países e um papel à comunidade de língua portuguesa em que Portugal, Brasil, Angola, Moçambique e parceiros trabalharão em Roteiro de Cooperação Lusófona sobre IA e saúde que a organização espera apresentar na Cúpula Regional de Saúde no Brasil em 2028. Por fim, algoritmo tendencioso pode produzir diagnóstico errado sobre o paciente real e um profissional treinado para confiar em sistema que não pode questionar, fica exposto a erros fora do controle que acaba por corroer a confiança no sistema sanitário, com o representante da OMS nos lembrando que IA generativa já entrou na sala de aula e no bolso do paciente com algumas pessoas consultando um chatbot sobre  sintomas antes de falar com o médico. Vale a nota que, cada diagnóstico assistido e cada consulta com um chatbot de saúde gera informações clínicas sensíveis que circulam por infraestruturas que o paciente não controla ou desconhece, quer dizer, quem responde quando o algoritmo comete erro, indissociável de outra questão, ou, a quem pertence os dados que o alimentam, mesmo terreno que as arquiteturas Web3 de identidade e soberania de dados que visam devolver o controle da informação ao indivíduo através de credenciais verificáveis ​​e registros blockchain, com a OMS defendendo criação de mecanismos de responsabilização em que infraestrutura descentralizada oferece meio de tornar responsabilização rastreável do paciente. Em suma, o futuro IA ​​na saúde não se decide por algoritmos, mas sim, pelas estruturas  construídas, esse contexto, definir propriedade e rastreabilidade dos dados clínicos pode ser decisivo e regulamentar os modelos que os processam.

Moral da Nota: a China tem planos em redobrar objetivos em renováveis expandindo capacidade de geração solar e eólica até o fins da década buscando continuar líder em energia limpa, contudo, apesar dos planos à renováveis, planeja expandir produção de carvão. Quer dizer, o maior consumidor de energia e emissor de gases efeito estufa do mundo, se tornou o maior produtor de renovável ao estabelecer meta de atingir o pico de emissões de carbono até 2030 e alcançar neutralidade até 2060, apesar das necessidades energéticas contínua dependência do carvão, instalou 360 ​​GW de capacidade eólica e solar em 2024 representando mais de 50% das adições globais naquele ano. Elevou capacidade instalada total à 1,4 TW, um terço da capacidade mundial de 4,5 TW, além de acelerar implantação solar e eólica incentivou adoção de tecnologias limpas e modelos que apoiam crescimento de renovável, aí, armazenamento em baterias, usinas virtuais e veículos elétricos, EVs. Anunciou planos à aumentar produção solar e eólica em 53% até 2030, parte do 15º Plano Quinquenal divulgado pela Comissão Nacional de Desenvolvimento e Reforma e Administração Nacional de Energia, pretendendo aumentar produção total renovável à 1,8 bilhão de toneladas equivalentes de carvão, tce, até 2030, partindo de 1,18 bilhão de tce em 2025. Eólica e solar com o apoio de sistemas de armazenamento fornecerão 8% da capacidade instalada nos períodos de pico de demanda, ou, 20% do consumo de eletricidade nos picos de procura planejando adicionar mais de 300 GW de renovável despachada quando a procura aumentar. Em suma, pretendem implementar projetos-piloto de megabases de renováveis ​​que transmitam energia totalmente renovável, atualmente, eólica e solar contribuem com 20% da energia que a China fornece através da rede de transmissão de alta tensão que transporta energia das megabases no norte e noroeste às cidades e fábricas no leste, deve desenvolver 10 megabases no âmbito do plano quinquenal de 2026-2030 propondo 11 linhas de transmissão que fornecerão 129 GW de eólica e solar e 40 GW de energia a carvão. Em 2025, o país contribuiu com 78% da capacidade global de geração de energia a carvão que entrou em operação, maior consumidor e produtor de carvão do mundo, responde por 86% da capacidade global total em construção, quer dizer, o carvão e planos de expansão futura podem comprometer as metas de redução de emissões no futuro.