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domingo, 26 de julho de 2026

O Aço

A China desenvolve hidrogênio buscando dar passos em direção a aço mais limpo através do plano quinquenal e projeto-piloto sinalizando que o país leva a sério o hidrogênio verde com a siderurgia entre os setores beneficiados, em que painel de aço enaltece produção em hidrogênio na fábrica do Hebei Iron & Steel Group em Zhangjiakou, província de Hebei, cuja instalação é pioneira buscando produzir aço à base de hidrogênio. Descrito pelo governo chinês como de “grande importância” à transição nacional, o hidrogênio está na pauta de adoção em setores intensivos em carbono enfrentado obstáculos de custo e logística, no entanto, impulso político  encoraja o hidrogênio “verde” produzido através de renováveis cujo objetivo é desenvolver a indústria chinesa de hidrogênio e impulsionar seu uso inclusive na  siderurgia nacional. Programa piloto lançado por 3 Ministérios governamentais recompensará 5 agrupamentos urbanos por perseguirem e alcançarem metas em matéria de hidrogênio, estando no foco incentivo à projetos “que promovam transição industrial siderúrgica” e utilizem fontes de baixo carbono, ou, hidrogênio verde, visto como insumo crítico à redução das emissões da produção de aço como combustível de baixo carbono ao processamento de minério de ferro que convencionalmente ocorre em altos-fornos movidos a carvão, ou, utilizando gás natural, no entanto, número limitado de instalações limpas produz aço em escala comercial na China e a nível mundial. Anunciado na sequência do 15º Plano Quinquenal, o plano econômico chinês à 2026/2030 enfatiza ambições de prosseguir o hidrogênio como nova fonte de energia e “indústria do futuro" e, à medida, que impulso ao hidrogênio é lançado e autoridades descrevem como potencial “ponto de inflexão” no setor, considerando que, desde o lançamento em 2022 do 1º plano de longo prazo ao hidrogênio da China, 2021-2035, o gás tornou-se parte estratégica da agenda de descarbonização industrial chinesa.

A nova política de hidrogênio lançada foi descrita como “versão 2.0 expandida” de programa anterior de agrupamento de cidades lançado em 2021 e centrado na utilização em veículos com células de combustível, no entanto, agrupamentos piloto de cidades ao abrigo da política de 2021 receberam US$ 719 milhões em prêmios do governo ao longo de 3 anos, lembrando que a China apoia financeiramente o desenvolvimento de veículos movidos a células de combustível como parte do impulso em direção aos veículos elétricos. A nova política focada nas células de combustível e buscando expandir utilização industrial do hidrogênio inclui siderurgia e metalurgia, amoníaco e metanol verdes, transporte marítimo e aviação, daí, veículos movidos a células de combustível são foco de políticas anteriores visando mudança mais ampla da China à veículos elétricos. A chefe chinesa no think tank Transition Asia, disse que último programa é “iniciativa boa” ao aço, complementa que,“ao contrário dos transportes que utilizam baterias e outras abordagens, o aço e produtos químicos têm opções limitadas de descarbonização”, acrescentando que, são setores “que necessitam  hidrogênio verde”. Comparados aos US$ 5 bilhões de subsídios entre 2016 e 2020 na indústria de veículos elétricos chinesa, a ambição ao hidrogênio é menor, ou,US$ 1,17 bilhão e, no total de US$ 232 milhões por cluster urbano, serão emitidos nos próximos 4 anos à projetos de hidrogênio, com o analista chinês especializado em aço no Centro de Pesquisa em Energia e Ar Limpo esclarecendo que subsídios menores refletem a “natureza mais complexa do hidrogênio”, uma vez que gama mais ampla de aplicações que veículos elétricos, ao passo que, “abordagem de ‘tamanho único’” ou “apostar tudo como acontece com energia solar ou veículos elétricos” é impraticável.

Moral da Nota: analistas asiáticos preveem que o maior desafio à sua implantação é que o hidrogênio “ainda é caro”, sendo que a política busca reduzir o preço de utilização final dos níveis atuais de ~USD 5 à USD$ 0,28 até 2030, com algumas “regiões vantajosas” ou aquelas com elevado potencial renovável tentando reduzir o preço à  0,4 US$/kg, sendo que o custo da produção de hidrogênio verde na China é atualmente de 0,32-0,14 US$/kg, sendo os preços ao utilizador final mais elevados devido fatores como custos de transporte. Daí, US$ 0,28, é suficiente à metalurgia a base de hidrogênio que precisa de custo de 0,68/0,45 US$/kg, por fim, vale dizer que, “ainda é política orientada por pilotos e não um plano de implementação comercial no mercado” e a ênfase do programa é na regulamentação como “mais adequada às condições nacionais chinesas” que abordagens que outros mercados possam adotar, com o Banco Europeu do Hidrogênio, por exemplo, apoiando projetos de hidrogênio de base renovável através de leilões competitivos, enquanto os EUA oferecem impostos.