O Copernicus Sentinel informou em setembro de 2020 que o ciclone tropical Ianos cruzou o Mar Jônico, a partir dessa nota, o Mediterrâneo é capaz de gerar furacões, ao passo que alterações climáticas irão agravá-los, em março de 2026, o ciclone tropical ‘Jolina’ produziu danos no Norte da África e, em 2020 e 2023, tempestades Ianos e Daniel atingiram a Grécia e, este último, desencadeou desastre humanitário em Derna, Líbia, com mortos e desaparecidos, quer dizer, esses ciclones tropicais ocorreram em região não tropical sendo conhecidos como 'medicamentos', especialidade do Mediterrâneo e furacões. Inseridos em metáfora que médicos como qualquer grande tempestade não conhecem fronteiras, seus impactos espalham-se à medida que atingem a costa mediterrânea, região densamente povoada e vulnerável onde vivem 540 milhões de pessoas, quer dizer, o aumento da temperatura oceânica devido mudanças climáticas amplia a reserva de energia que alimenta tempestades, no entanto, mais pesquisas sobre esse fenômeno de efeitos atmosféricos e oceânicos são necessárias à aprimorar sistemas de alerta e preparo de populações em termos de proteção civil e em relação ao modo como enfrentaríamos eventos catastróficos que ultrapassam a capacidade de preparação. Em 1983 artigo pioneiro sobre o assunto dizia que “às vezes, a Mãe Natureza faz o possível para nos enganar”, sugerindo quão surpreendente seria encontrar ocorrência de uma estrutura de tempestade semelhante à tropical no Mediterrâneo, em consequência, progressos foram alcançados na compreensão dos medicamentos através da colaboração científica internacional e, em 2025, esforço coletivo de pesquisa produziu conceito formal desse fenômeno antes considerado contraintuitivo, em 2026, o tufão Jolina Medicane avançou em direção à Líbia pelo Mediterrâneo. Por fim, medicanes compartilham características físicas com os ciclones tropicais mas não são idênticos a eles, sendo que, inundações decorrentes precipitação intensa e generalizadas representam seu maior perigo se estendendo além do centro do ciclone e abrangendo áreas de extensão nacional, deve ser considerado ventos fortes próximos ao centro que tornam trajetória e local de chegada à costa extremamente relevantes aos impactos e ondas de tempestade. Em suma, eventos que se enquadram neste conceito ocorrem, em média, menos de três vezes por ano, frequência, significando que o registro estatístico é pequeno para tirar conclusões definitivas sobre locais preferenciais de ocorrência.
Nesta ideia, alterações climáticas afetam a procura de água na Escócia, ou, o volume extraído de rios e lagos pelo setor agrícola aumentando mais de 500% nos últimos anos em períodos de escassez, considerando estudo da Universidade de Strathclyde que examinou registros mensais e anuais de utilização da água de mais de 80 dos setores que a utilizam incluindo, aquicultura, produção de alimentos e bebidas, refino de petróleo e fabrico de papel, identificando padrões que influenciam seu uso em condições climáticas extremas, mudanças na economia e indústrias que adaptam suas práticas. A Escócia é vista como nação rica em água com riscos climáticas extremas dos mais variados, incluindo invernos mais chuvosos e verões mais secos, aumentando nos últimos anos e levando à introdução de restrições formais de água em 2025 por conta de variações de precipitação conforme região e estação, significando que partes do país são mais vulneráveis em tempos de escassez. O estudo avaliou dados entre 2008 e 2018 sendo pesquisa mais detalhada e abrangente até o momento sobre uso industrial e comercial da água na Escócia, combinando registros de captação e consumo de rede, além de destacar turnos temporários e mudanças sazonais evidentes nos registos mensais, daí, em 1 ano, os 3 maiores setores utilizadores, energia hidroelétrica, abastecimento de água e aquicultura, consumiram cada um mais de 200 milhões de m³ de água. Por exemplo, a pesquisa constatou que a captação de água à agricultura aumenta acentuadamente durante cada período prolongado de escassez hídrica chegando atingir 513% acima dos níveis médios mensais, enquanto a captação à geração de energia hidrelétrica aumenta nas cheia atingindo pico de 86% acima da média. Ainda no Reino Unido, o NHS Property Services, empresa do Departamento de Saúde e Assistência Social proprietária de 3.600 instalações do Serviço Nacional de Saúde, NHS, reduziu em 2025/2026 emissões de carbono em 5,2% excedendo a meta anual da organização, quer dizer, redução impulsionada por investimentos direcionados em eficiência energética, aquecimento de baixo carbono, energia renovável e sistemas de construção em ambientes de saúde comunitários. Por exemplo, no Royal South Hants Hospital, a NHS Property Services apoiou instalação da maior bomba de calor do NHS, reduzindo dependência de combustíveis fósseis, no Torrington Place Health Centre, norte de Londres, sistemas eficientes de energia melhoraram desempenho energético e de carbono, mantendo ao mesmo tempo resiliência operacional e segurança do paciente. O líder de carbono líquido zero da NHS Property Services, esclareceu que “superar a meta de redução de carbono mostra o que pode ser alcançado quando a sustentabilidade é incorporada à estratégia e à entrega imobiliária de instalações de bombas de calor em grande‑escala a trabalhos de descarbonização em centros de saúde comunitários, demonstrando como o Net Zero pode ser fornecido em ambientes de saúde reais e operacionais".
Moral da Nota: relatório Well-Adapted UK, de 2024, do Comitê de Mudanças Climáticas reunindo pesquisadores e economistas examinou riscos das mudanças climáticas em saúde, infraestrutura, ambiente construído, terra, natureza e alimentos, daí, concluir que o Reino Unido não está se adaptando com rapidez suficiente para mitigar estes riscos e a avaliação do Comité sobre o Programa Nacional de Adaptação denota progresso lento em todos os aspectos. Até 2050, mortes relacionadas ao calor poderão ser 8 vezes superiores às atuais e, à medida que as temperaturas aumentam, o corpo trabalha mais para manter a temperatura interna segura, principalmente através da transpiração e aumento do fluxo sanguíneo à pele e, em condições extremas, o sistema sobrecarrega aumentando risco de desidratação, exaustão pelo calor e insolação. A análise consistiu no desenvolvimento de modelo de simulação e compreender impacto do calor extremo nos resultados de saúde da população do Reino Unido, especificamente devido à atualidade e temperaturas projetadas ao futuro, 2030 e 2050, em média, houveram 4,9 dias de calor extremo/ano associados a 850 mortes em excesso, 17 mil atendimentos em excesso de A&E e 2.900 admissões em excesso de emergência/ano, a custos econômicos relacionados equivalentes a 80% do fardo econômico anual da gripe sazonal. Em cenário climático de 2°C de aquecimento global até 2050, o Reino Unido experimentaria mais que o dobro de dias de calor extremo/ano, levando a aumento de quase 3 vezes no calor por pessoa/dia, considerando crescimento populacional projetado, em consequência, mortes aumentariam de 850/ano na linha de base à 2.200 até década de 2030 e 3.200 até a década de 2050 e, no pior cenário de aquecimento de 2,5°C, chegaria a 7.400 mortes/ano, ou, mais de 8 vezes o nível de base. Impactos financeiros do calor extremo na saúde poderão exceder 4 bilhões de libras/ano até à década de 2050, no pior cenário considerando que o fardo do calor extremo caindo de forma desigual e não afetando todos igualmente. Por fim, atendimentos no setor de saúde estão desproporcionalmente concentrados entre adultos mais jovens refletindo em parte o comportamento de busca por saúde, como, pais levando crianças aos departamentos de emergência, destacando como o calor extremo pode criar pressões distintas em diferentes partes do sistema de saúde. Em suma, as ondas de calor perturbam a capacidade do NHS de prestar cuidados, ao mesmo tempo que impulsionam maior procura de serviços e, à medida que mais pessoas ficam doentes, a demanda por assistência médica aumenta, aumentando pressão sobre um NHS já sobrecarregado.