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quarta-feira, 12 de agosto de 2026

El Nino

Os alertas se dirigem ao ‘super El Nino’ que ocorre quando a temperatura da superfície do oceano aumentam mais de 2º C acima da média, considerado fenômeno de aquecimento natural, abreviado como ENSO, é o componente oceânico, ou, o aquecimento das temperaturas da superfície no Pacífico tropical central e oriental enquanto a Oscilação Sul, SO, é o componente atmosférico na pressão do ar entre o Pacífico tropical oriental e ocidental, ou, Taiti e Darwin, na Austrália. Em termos numéricos espera-se que custe US$ 84 bilhões por um ano de seca, tempestades e inundações na África Oriental, enquanto 5 eventos deste porte foram registrados desde 1950, sendo o mais recente em 2015 alegadamente o mais forte já registrado, afetando mais de 60 milhões pessoas mudando padrões climáticos entre secas severas, quebras de colheitas e insegurança alimentar nos trópicos, ao mesmo tempo inundações devastadoras e ondas de calor intensas. Na região do Pacífico, no sul da Ásia, estimativa de 4,1 milhões de pessoas com maior risco em um evento climático El Niño,  chuvas de monções menores levando à seca e redução da produtividade nas colheitas seguidas de condições úmidas ao pico do El Niño, levando ao aumento de surtos de cólera e malária na região. No Atlântico as secas levaram ao fracasso das colheitas, especialmente milho, causando escassez local de alimentos na África do Sul, isto, na crença que o super El Nino previsto para chegar seja o mais quente de todos os tempos, com aquecimento do oceano de 2,5ºC acima do normal, considerando que o deslocamento de água quente no leste do Pacífico afeta a evaporação e, em consequência, fornece mais vapor de água à atmosfera resultando em precipitação maior nas terras vizinhas. Países do lado ocidental da América do Sul devem ter condições mais húmidas que o normal, incluindo tempestades severas em uma fase do El Nino e o Japão, o oeste da América do Norte pode experimentar clima mais úmido e quente que o normal, quer dizer,tempestades e inundações relacionadas ao ENSO podem causar estragos em áreas onde o clima é normalmente seco. Por fim, a questão está no fato que o El Nino sempre teve impacto na agricultura, mas, em tempos recentes, a combinação com mudanças climáticas mostra-se devastadora, pois ambas aumentam as temperaturas globais, sendo que a tendência mostra que o Pacífico deverá ser o mais afetado por um Super El Nino e, na Austrália, incêndios florestais naturais e seca terão efeitos intensificados, na América do Sul como Peru e Equador provavelmente terão clima mais úmido causando inundações devastadoras.

O Met Office afirma ‘Os anos do El Nino é fator que pode aumentar o risco de invernos mais frios no Reino Unido’ ao alterar padrões globais de vento, especificamente enfraquecendo e deslocando correntes no Atlântico, sendo provável impacto imediato menos dramático embora temperaturas mais altas sejam mais prováveis no verão com períodos mais frios nos últimos meses de inverno. Devemos considerar que El Nino ou mudanças climáticas se inserem em Calor global extremo, Inundações regionais, Secas e incêndios florestais regionais, quebras de colheitas e escassez de alimentos, além do muito falado branqueamento de corais e danos à pesca, com cientistas climáticos avisando que o padrão climático extremo deverá ser afetado 'indiretamente' na Grã-Bretanha e será 'um dos fatores climáticos que influenciam clima e padrões na Europa e Reino Unido.' Consideram que "seus impactos no Reino Unido são indiretos, podendo aumentar a probabilidade de condições mais instáveis no final de 2026 incluindo oportunidade de clima mais úmido no outono e início do inverno, no entanto, quaisquer impactos potenciais serão avaliados com mais detalhes na época oportuna à medida que as previsões evoluem." Emily Black, professora de processos terrestres e clima, líder da divisão de pesquisa de Observação da Terra e Espaço, disse que "impactos do El Nino geralmente não são fortes o suficiente para exigir resposta específica, no entanto, como em qualquer inverno, é sensato permanecer preparado às tempestades, inundações e ondas de frio ocasionais". Avalia que nas "regiões tropicais, a preparação depende diretamente dos impactos regionais esperados, por exemplo, quando o El Nino se associa à seca, agricultores podem considerar o uso de variedades de culturas mais tolerantes ao clima seco ou de maturação mais rápida, podendo precisar adiar o plantio se as chuvas demorarem a se estabelecer."

Moral da Nota: a questão tem início com algo chamado ventos alísios, ou, ventos permanentes ao redor do equador que sopram de leste a oeste, assim, no Pacífico equatorial, sopram das Américas em direção à Austrália e Nova Zelândia e, à medida que o vento sopra a água à leste, esta é aquecida pelo sol e quando chega ao outro lado do Pacífico a água quente faz com que o ar quente suba levando a clima quente, úmido e instável, enquanto isso, a água mais fria das profundezas oceânicas sobem no leste à substituir a água soprada ao oeste, aí, a questão, quando padrões de precipitação e vento mudam no Pacífico equatorial ocorrem repercussões no mundo. Nos EUA poderia ocorrer grande impacto principalmente depois que o Centro de Previsão Climática que havia 82% de chance do fenômeno climático ocorrer entre maio e julho, podendo haver período sustentado em que o oceano e a temperatura da água é mais quente que a média, significando mais inundações em algumas partes do país, enquanto em outras levaria a temperaturas mais altas, secas e incêndios florestais. Daí o alerta que "no verão, haveria um padrão mais quente e seco no noroeste dos EUA, levando a grandes incêndios florestais", com o super El Nino no verão, no entanto, "seca severa pode se expandir do noroeste a parte norte das Montanhas Rochosas nos verões do El Nino que passam para um El Nino forte a muito forte no outono até o início do inverno", em consequência, tempestades na costa oeste dos EUA, enquanto no leste haveria condições secas que durariam uma semana antes de fortes chuvas e o tempo seco poderia levar a uma "seca prolongada moderada a severa". Em suma, muita chuva em pouco tempo não faria muito pelas fazendas, significando que pode não haver tantas colheitas devido às intensas oscilações climáticas impactando o solo.