Estudo revelou que após os incêndios de Eaton e Palisades no sul da Califórnia permanceu no ar níveis elevados de cromo hexavalente, metal tóxico que provavelmente viajou mais longe que o esperado, detectado por pesquisadores da UCLA e UC Davis e, segundo artigo publicado na Nature Communications Earth & Environment o cromo estava em partículas ultrafinas, mais de mil vezes menor que a espessura de um fio de cabelo humano, significando que pode deslocar mais facilmente aos pulmões, corrente sanguínea ou atravessar membranas celulares. A modelagem computacional sugere que partículas de cromo hexavalente viajaram de 6 a 9 milhas a favor do vento das comunidades devastadas pelo fogo, expondo 3,4 milhões de pessoas, de Santa Monica a Pasadena, ao composto tóxico por vários meses aumentando preocupações sobre resíduos tóxicos deixados por incêndios florestais mais destrutivos da história recente do sul da Califórnia. O cromo hexavalente, conhecido como cromo-6, é 500 vezes mais cancerígeno que a fumaça dos motores a diesel e, sua inalação, mesmo em quantidades mínimas por longos períodos pode aumentar o risco de câncer e em altas concentrações se dissiparam após 8 meses e não representam mais ameaça, no entanto, pesquisadores dizem que necessita investigação mais detalhada à identificar fonte da contaminação e proteger o público no futuro. Pesquisadores da UC Davis utilizando artefato elétrico equipado com material especializado à amostragem do ar, buscando examinar tamanho e composição das partículas em suspensão nas áreas afetadas pelos incêndios de Eaton e Palisades detectaram 16 metais presentes no ar, incluindo chumbo, zinco, níquel e arsênio, no entanto, surpreende as partículas de cromo hexavalente em concentração média de 13,7 nanogramas/m³, ou, 137 vezes maior que o nível de exposição a longo prazo às comunidades residenciais, no entanto, abaixo do limite federal de 8 horas à trabalhadores. Vale a nota que forma benigna de cromo trivalente é vista naturalmente nos solos, com estudos mostrando que pode ser convertida em cromo hexavalente, tóxico, por altas temperaturas, não sendo conhecido se as comunidades mais afetadas pelos incêndios apresentem alta concentração de cromo no solo, daí, sugestão que os 2 milhões de litros de retardante de fogo lançados sobre os incêndios de Eaton e Palisades podem ser uma das fontes. Por fim, cientistas afirmam que o cromo tóxico provavelmente veio de itens domésticos incinerados nos incêndios com tintas, eletrônicos e peças de automóveis, sendo que empreiteiras federais e privadas quando removeram os destroços dos locais das casas destruídas podem ter espalhados.
Sem passar em branco, algumas notas, as principais montadoras dos EUA pressionam a EPA, Agência de Proteção Ambiental para adiar por 2 anos normas mais rigorosas de emissão de poluentes veiculares sob o argumento que a queda nas vendas de VE torna o cronograma atual inviável, no entanto, ambientalistas argumentam que a medida leva ao aumento da poluição atmosférica e piora na saúde pública. Questionam alegações da indústria que incineradores de lixo eliminam virtualmente os PFAS, substâncias químicas tóxicas eternos, argumentando que estudos que sustentam tais alegações se baseiam em testes incompletos e suposições sem fundamento, afirmam que instalações ainda podem liberar PFAS e outros poluentes nocivos nas comunidades próximas, enquanto a indústria de resíduos mantém que as emissões permanecem em níveis seguros. Laura Millan, repórter de clima da Bloomberg, diz que a guerra no Oriente Médio deixou os céus de Irã repletos de gases tóxicos e ataques israelenses à infraestrutura petrolífera iraniana desencadearam incêndios que duraram dias, liberando nuvem de dióxido de enxofre, SO2, nocivo, sobre área do tamanho da Itália. Ian James, repórter de assuntos hídricos do LA Times, avisa que engenheiros experimentam na Costa de Malibu, Califórnia, método de dessalinização em alto-mar, em que uma startup espera converter água oceânica em água potável a custo menor que as usinas de dessalinização costeiras. Hayley Smith, do LA Times, informa que órgãos reguladores da qualidade do ar da Califórnia aprovaram mudanças no programa estadual de emissões controladas e investimentos, tornando os limites de emissão mais rigorosos, ao mesmo tempo cria incentivos e licenças gratuitas visando impedir que refinarias e fábricas deixem o estado, no entanto, ambientalistas alertam que as mudanças podem enfraquecer a redução da poluição e cortar US$ 2 bilhões/ano do financiamento no transporte público, moradia popular, água potável e outros programas climáticos.
Moral da Nota: órgãos reguladores de pesticidas da Califórnia dizem estarem comprometidos com novas regras visando proteção das comunidades em relação ao aumento da aplicação de um fumigante perigoso, mas, permitem que produtores usem um produto químico mortal proibido em 40 países. A questão é que em janeiro de 2024, órgãos reguladores da Califórnia aprovaram norma que, segundo eles, protegeria as comunidades de um dos pesticidas mais populares e perigosos do estado, pois sabiam que o 1,3-dicloropropano, ou 1,3-D, causa tumores em múltiplos órgãos de animais de laboratório, levando o estado a classificá-lo como cancerígeno em 1989, no entanto, órgãos reguladores permitiram que os produtores rurais fumigassem os campos com grandes volumes de 1,3-D para matar qualquer organismo vivo no solo antes do plantio de morangos, amêndoas, uvas e outras culturas. Um ano após reguladores implementarem regra que, segundo eles, reduziria o risco de câncer ao diminuir a quantidade de 1,3-D no ar, as aplicações do composto aumentaram, conforme os registros estaduais, enquanto os produtores aplicaram um milhão de libras a mais de 1,3-D em 2024 que em 2023, antes dos reguladores promulgarem a regra do "espectador residencial", ou, em 2024 depois de a terem implementado. Vale dizer que, o DPR, Departamento de Regulamentação de Pesticidas, promulgou novas regras em 2024 para restringir o uso de 1,3-D, buscando proteger moradores na área afetada, com Anne Katten, diretora de projetos de pesticidas,saúde e segurança no trabalho da, California Rural Legal Assistance Foundation, ao analisar as emissões em um monitor constatou aumento de 30% nos níveis médios de 1,3-D no ar durante os 3 primeiros trimestres de 2025 comparados ao mesmo período de 2024. Políticas de saúde pública norte americanas partem do pressuposto que não existe nível seguro de exposição a agente cancerígeno, leva em consideração disparidades na exposição e variabilidade entre diferentes populações e que fumigantes como o 1,3-D podem causar sintomas graves a curto prazo, incluindo dificuldade respiratória, dores no peito, irritação ocular e tontura. Cientistas chineses relataram em 2023 a 1ª morte por inalação de 1,3-D, substância que comumente causa náuseas, tonturas e dores de cabeça em trabalhadores agrícolas expostos da Califórnia, ou, um trabalhador de estufa chinês de 50 anos morto por insuficiência renal e edema cerebral uma semana pós breve exposição ao 1,3-D em ambiente de trabalho mal ventilado. Por fim, conforme a Pesticide Action Network International, o 1,3- está proibido em 40 países, o detalhe é que, o objetivo das regulamentações nos EUA não era reduzir o uso de 1,3-D, mas reduzir as emissões, conforme Caroline Cox, cientista de pesticidas aposentada e ex-diretora de pesquisa do Centro à Saúde Ambiental, uma organização sem fins lucrativos. Em suma, a DPR possui 2 níveis de segurança distintos ao mesmo produto químico, ou, norma para residentes próximos, de 2024, e outra para trabalhadores próximos, em vigor no no início de 2026, não considerando o fato que as comunidades de trabalhadores rurais onde vivem e trabalham próximos aos campos tratados enfrentam riscos de exposição maiores, da infância à velhice.